A marcha da Santa Casa que não saiu à rua

Quando no rádio se ouve Carlos Dionísio a cantar o tema “O Amor da Santa Casa”, já Octávia Costa está a dançar. Com as mãos na cintura e sorriso no rosto vai marchando pela sala do Espaço Santa Casa.

Manuela Farinha junta-se à colega para recordarem as marchas populares de anos anteriores. Manuela já estava preparada para descer a Avenida com um orgulho que a própria não sabe explicar. É assim desde 2017, ano em que fez a estreia na marcha da Santa Casa. Este seria o quarto ano em que vestiria aquele “vestido lindo de cores bonitas” que a enche de vaidade na hora de percorrer as ruas de Lisboa.

Participar na marcha da Santa Casa é mais do que colecionar bons momentos e fazer exercício “que faz bem às pernas e à mente”. É levar a missão da Misericórdia às gentes de Lisboa através da coreografia, da música e da boa disposição dos utentes que compõem a marcha.