Inaugurou na quarta-feira, 22 de abril, nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa, a exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)”. Esta mostra do arquivo da Associação Cultural Ephemera cobre todo o período da ditadura e todas as correntes políticas e ideológicas perseguidas, como o republicanismo democrático, o anarquismo, o comunismo, o socialismo, o catolicismo progressista ou o esquerdismo.
Na inauguração marcou presença Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, parceira da iniciativa, e José Pacheco Pereira, curador da exposição, com o apoio de Carlos Nuno e Manuel Falcão, em mais um grande evento neste histórico espaço da cidade de Lisboa.
A exposição revela a comunicação clandestina na luta contra o regime através de uma coleção com origem em doações e aquisições, quer de instituições, quer de pessoas individuais, algumas das quais tiveram um papel relevante na própria produção e distribuição de materiais clandestinos. Presentes na Mitra estão documentos do espólio de Carlos da Fonseca (doados pela Fundação Gulbenkian), de Francisco Martins Rodrigues, de José Miguel Carvalho, de José Pacheco Pereira, aquisições de coleções do Avante!, entre outros.
A mostra decorre em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e APIGRAF.
A exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)” pode ser visitada até 30 de junho, de sexta a domingo, das 10h às 18 horas, e a entrada é gratuita.