A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa reforçou a rede de parceiros do Projeto RADAR com a formalização de um protocolo de cooperação com os CTT, assinado esta quinta-feira, 18 de junho, na Sala das Sessões da instituição.
A integração dos CTT no projeto representa mais um passo no fortalecimento da rede comunitária criada pela Santa Casa para prevenir situações de isolamento, solidão e fragilidade social, através da mobilização de entidades que, pela sua proximidade ao território, desempenham um papel privilegiado na deteção de situações de risco.
Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, iniciou a sua intervenção agradecendo a disponibilidade e o compromisso demonstrado pelos CTT no reforço desta colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, considerando que “pela sua presença diária no território e pela relação de proximidade que mantêm com a população, os CTT estão numa posição privilegiada para ajudar a identificar situações que, muitas vezes, podem passar despercebidas”.
Depois de referenciar que o sucesso do Projeto RADAR depende em grande medida da capacidade de mobilizar uma rede de parceiros próxima das comunidades, o Provedor referiu que “quando diferentes instituições trabalham em conjunto, é possível construir respostas mais eficazes, mais humanas e mais próximas daqueles que mais precisam”.
Desenvolvido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Projeto RADAR assenta numa lógica de intervenção de proximidade, promovendo a identificação precoce de pessoas em situação de vulnerabilidade e a ativação de respostas adequadas em articulação com uma vasta rede de parceiros institucionais e comunitários.
Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”, destacou a importância dos vários parceiros no desenvolvimento do Projeto RADAR, frisando que os CTT “vão fazer a diferença na identificação de pessoas idosas em situações vulnerabilidade”.
“Já há algum tempo que queríamos contar com os CTT como parceiros. Através de sua rede de carteiros, sabemos que ao poder contar com eles, como elementos de uma vasta equipa de parceiros, será uma mais valia não só para o RADAR, mas, essencialmente, para as pessoas mais velhas da cidade”, concluiu o responsável.
No âmbito desta parceria, os carteiros CTT que voluntariamente integrem o projeto receberão formação específica para reconhecer sinais de fragilidade, como situações de isolamento, dificuldades económicas ou limitações físicas. Sempre que identifiquem uma situação que mereça acompanhamento, poderão efetuar uma identificação através dos canais definidos pelo Projeto RADAR.
Após esta primeira abordagem, as equipas de Mediadores RADAR procedem à avaliação de cada caso e promovem o encaminhamento para as respostas mais adequadas, garantindo um acompanhamento próximo e personalizado. Entre as intervenções possíveis encontram-se visitas domiciliárias, atividades comunitárias e a articulação com diferentes respostas sociais e de saúde.
A adesão dos CTT vem reforçar a capacidade de alcance do Projeto RADAR, que conta atualmente com uma vasta rede de parceiros e acompanha milhares de pessoas, consolidando-se como uma das mais relevantes iniciativas de intervenção comunitária e combate ao isolamento social desenvolvidas em Lisboa.
“Esta é uma oportunidade de juntar duas instituições centenárias, mas também de reforçar os nossos valores conjuntos, que é a proximidade e confiança. Em muitos casos, os nossos carteiros são as únicas pessoas que os mais idosos confiam. Este +protocolo permite-nos continuar a reforçar estes laços e poder ser parceiro de uma instituição como a Santa Casa, é para nós um motivo de orgulho”, comentou Guy Pacheco, presidente executivo dos CTT.
Ao envolver entidades com forte presença no território, a Santa Casa continua a reforçar uma estratégia assente na proximidade, na cooperação e na construção de uma cidade mais atenta às necessidades das pessoas, garantindo que ninguém fica para trás.
Estiveram ainda presentes no evento a vice-provedora da Santa Casa, Rita Prates e os administradores da instituição, Ângela Guerra e Luís Rego, e representantes dos CTT.