De modo a reanimar uma tradição antiga que, para muitos, já está esquecida, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa junta-se a este desafio, com os trabalhos de 36 dos seus equipamentos, que pode ser visto até 24 de julho, no Espaço Santa Casa, no Campo de Santa Clara.
Nesta competição de tronos há orgulho em jogo. Todos querem ter o altar mais vistoso, mais inovador ou simplesmente mais belo. É assim por toda a cidade e os equipamentos da Misericórdia que participam na edição deste ano não fogem à regra.
Do tamanho de caixas de sapatos, feitos de madeira ou cartão e com manjericos e pequenas quadras a enfeitar. Assim são os tronos de Santo António. Cada equipamento, à sua maneira, criou um pequeno altar dedicado ao santo casamenteiro, onde não faltam os pratinhos, as tacinhas e as gamelas prontas para receber o tradicional “tostão de Santo António”.
Os primeiros Tronos de Santo António surgiram no século XVIII, como forma de pedir esmolas para a reconstrução da Igreja de Santo António, parcialmente destruída durante o grande terramoto de 1755. Geralmente colocados junto à porta, estes pequenos altares, marcavam o início das festas em honra do santo padroeiro de Lisboa.
De modo a reavivar a prática, a autarquia de Lisboa, juntamente com o Museu de Lisboa – Santo António, lançou, em 2015, o desafio aos lisboetas e às instituições da cidade para construírem os seus próprios tronos.