Em julho, sobressaem propostas que cruzam expressão artística, aprendizagem e participação comunitária. No Centro de Desenvolvimento Comunitário da Ameixoeira, o Atelier de Expressões Criativas decorre todas as terças‑feiras, promovendo “interajuda e participação ativa da comunidade” através de práticas criativas. No Centro de Dia Nossa Senhora dos Anjos, o Atelier de Pintura oferece um percurso contínuo de aprendizagem em pintura acrílica, com exercícios orientados e demonstrações técnicas. Já no Centro de Dia Rainha D. Maria I, as Oficinas Criativas mantêm uma dinâmica semanal de trabalhos manuais, abertas ao público mediante inscrição.
A dimensão intelectual e de aprendizagem também marca presença. As Tertúlias Temáticas na ERPI Quinta Alegre convidam à troca de ideias e experiências, enquanto o Clube de Leitura no Centro de Dia Rainha D. Maria I promove momentos de reflexão e partilha de textos. No mesmo equipamento, as sessões Ativamente estimulam a memória e o raciocínio através de jogos, provérbios e desafios cognitivos.
O plano comunitário ganha força com iniciativas como a Roda dos Vizinhos, no CDC Ameixoeira, que promove apoio mútuo e socialização intergeracional, e o Fórum de Mulheres Ciganas, dinamizado pela AIMA e AMUCIP, cria um espaço de diálogo e empoderamento feminino. No Centro Social São Boaventura, o Dia de Curtas celebra a criatividade audiovisual, incluindo curtas realizadas pelos próprios utentes.
No campo da atividade física e do bem‑estar, a agenda oferece opções para diferentes perfis e necessidades: aulas de Pilates e Zumba Sénior no Centro de Dia do Alto do Pina, sessões de Snoezelen na ERPI Quinta Alegre, Terapia de Bauer, Reiki, Músicoterapia e Espaço Zen, todas promovendo relaxamento, equilíbrio emocional e qualidade de vida. A dança também marca presença, com sessões intergeracionais no Centro Comunitário de Telheiras, onde se aprende Kizomba, Funaná e Semba.
As atividades lúdico‑recreativas mantêm o espírito de convívio e diversão, com jogos de bingo, cartas, passeios por Lisboa e competições de Boccia em vários equipamentos. A dimensão cultural surge reforçada com a visita Viver a Cidade, organizada pela UASE, que leva os participantes ao Museu da Carris para explorar a história dos transportes públicos de Lisboa.
Entre ateliers, atividades físicas, práticas de bem‑estar, encontros intergeracionais e visitas culturais, a Santa Casa convida a comunidade a envolver‑se, descobrir novas experiências e viver a vida coletiva de Lisboa ao longo dos meses de julho e agosto.