A Sala de Extrações encheu na passada sexta-feira, 21 de fevereiro, para acolher o encontro “Olhares Terapêuticos: Psicanálise e Intervenção Social”, promovido pelo protocolo celebrado entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica (AP).
Um diversificado painel de especialistas debateu a articulação e integração de diferentes formas de atuação a partir da psicanálise e da intervenção social junto de populações vulneráveis, como crianças, adolescentes e suas comunidades, num encontro que esgotou as inscrições presenciais e foi visto por centenas de pessoas através da transmissão online.
A sessão de abertura ficou a cargo de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que destacou a importância desta iniciativa como forma de ser feita “uma reflexão conjunta sobre o impacto da saúde mental na vida das pessoas”, sobretudo das mais vulneráveis.
“Todos estamos conscientes de que os problemas de saúde mental afetam de forma desproporcional as populações vulneráveis, nomeadamente as que estão em contexto de pobreza, exclusão e violência”, explicou o Provedor.
Por seu lado, João Boavida, da direção da AP, sublinhou a união de esforços entre as duas entidades, aproveitando o autêntico farol que a Santa Casa tem sido nas suas áreas de atuação.
“Normalmente, os projetos que a Santa Casa desenvolve transformam-se, muito rapidamente, em boas práticas que são disseminadas do ponto de vista nacional. Portanto, é para a AP muitíssimo gratificante podermos trabalhar em conjunto com uma instituição desta dimensão”, afirmou.
No final do dia de trabalho, Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, dirigiu-se à plateia para reforçar o compromisso da Instituição com a causa da saúde mental.
“Acreditamos que a dignidade plena das pessoas é fundamental e, por isso, é nosso compromisso capacitar as mais de 20 mil crianças, jovens e famílias que estão sob a nossa responsabilidade. Quando negligenciamos a saúde mental na infância e adolescência, estamos a privar as crianças dos seus direitos e a impedir que atinjam o seu verdadeiro potencial”, alertou.