Mais uma vez, o espaço encheu‑se de cor, música e entusiasmo numa manhã marcada pelo ambiente de festa que juntou crianças, famílias, técnicos e colaboradores. Jacinta Figueiredo conhece bem já este cenário. Terapeuta ocupacional há 28 anos no Centro, sublinhou a importância deste encontro anual:
“É sempre um prazer proporcionar estes momentos de diversão, convívio e alegria às famílias e às crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins.”
As crianças presentes frequentam o Centro em regime externo, nas várias valências (terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, serviço social, enfermagem, fisiatria) ou em regime de orientações periódicas, regressando sempre que a família o solicita. “É esta a nossa comunidade, e é com ela que celebramos hoje”, reforçou.
A manhã contou com duas atividades muito aguardadas, dinamizadas em parceria com a GNR: a cinoterapia e a hipoterapia. Na cinoterapia, os cães treinados Enro, Júnior, Xisto e Kaya encantaram pequenos e grandes com demonstrações de obediência, dança e até “fala”, num momento conduzido pela sargento‑ajudante Filipa Mendes. Para muitas crianças, pentear, alimentar ou passear os cães tornou‑se uma forma natural e divertida de desenvolver competências motoras e comunicacionais.
Já a hipoterapia proporcionou passeios a cavalo, aproveitando o movimento do animal, cujo passo se aproxima da marcha humana, para estimular capacidades motoras, cognitivas e sensoriais, um complemento essencial ao trabalho terapêutico.
Entre o jogo da “Glória”, a arte dos gatafunhos, os insufláveis, a roda das caretas e as sempre concorridas pinturas faciais, não faltaram motivos para sorrisos. O Pateta e o Rato Mickey também marcaram presença, com uma agenda muito requisitada para as fotografias com todos.
A manhã contou com a presença dos administradores da Santa Casa, Luís Rego e André Brandão de Almeida, que acompanharam de perto a dinâmica das atividades e o envolvimento das famílias.
O encerramento ficou a cargo do coro “Os Destravados”, formado por utentes do Centro, que trouxe música, emoção e um último impulso de alegria antes da dança final, num momento coletivo que deixou todos felizes por participar e, ao mesmo tempo, com aquela melancolia boa de quem viveu algo especial.
Para o ano há mais, e a festa promete ser inesquecível, como sempre.