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Já são conhecidos os vencedores do concurso “Boas Práticas” KORALE

O Centro Local de Informação e Coordenação (CLIC-LX), “casa” do Programa “Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades”, da Santa Casa, acolheu, esta segunda-feira, 4 de novembro, a sessão final do concurso “Boas Práticas” KORALE, onde foram conhecidos os vencedores da iniciativa.

O evento, que contou com uma apresentação final dos seis projetos finalistas – A Avó Veio Trabalhar”, da Fermenta Associação; “Academia do Bem-Estar”, da Associação Coração Amarelo; “Metodologia de Proximidade”, da Associação Mais Proximidade, Melhor Vida; “Pelo Direito ao Vento nos Cabelos”, da Associação Pedalar Sem Idade Portugal; “Universidade da Terceira Idade do Lumiar”, da Junta de Freguesia do Lumiar; e o projeto “Viver Melhor no Beato”, da Associação de Moradores VMB, destacou igualmente a importância do trabalho desenvolvido pelos vários projetos a concurso junto da comunidade, assente numa perspetiva de proximidade e escuta ativa.

Os projetos vencedores do concurso foram “A Avó Veio Trabalhar”, da Fermenta Associação e o “Pelo Direito ao Vento nos Cabelos”, da Associação Pedalar Sem Idade Portugal, que vão participar no próximo encontro da equipa KORALE, que irá decorrer em Viena, na Áustria, nos dias 3 e 4 de dezembro.

Vencedores do concurso

Projetos vencedores do “Boas Práticas”, da esquerda para a direita, “Pelo Direito ao Vento nos Cabelos”, da Associação Pedalar Sem Idade Portugal e a “A Avó Veio Trabalhar”, da Fermenta Associação

O júri foi composto pelo Administrador da Santa Casa, David Lopes; o Diretor do Departamento de Direitos Sociais da Câmara Municipal, de Lisboa, Miguel Soares; a Comissária da Polícia de Segurança Pública, Aurora Dantier; a Diretora Adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, Sandra Marcelino; a Coordenadora de Projetos de Intervenção Comunitária da Gebalis, Marlene Almeida; a Professora da NOVA Medical School, Joana Goulão; e a Médica da Unidade Local de Saúde São José, Paula Broeiro.

No final do evento, o júri foi unânime em frisar o “bom trabalho” de todos os projetos destacando, ainda, a importância dos mesmos, para a construção de uma Lisboa mais solidária e inclusiva.

Reunião do júri do concurso Boas Práticas KORALE

Reunião de júri do concurso “Boas Práticas” KORALE

Este foi apenas o início do caminho que vai até 2028, em que se pretende constituir uma Comunidade de Prática composta por entidades que desenvolvam iniciativas na prevenção e combate à problemática do isolamento social e solidão não-desejada na Cidade de Lisboa.

Projetos finalistas do “Boas Práticas” KORALE, da esquerda para a direita, “Metodologia de Proximidade”, da Associação Mais Proximidade, Melhor Vida; Associação Coração Amarelo; “Universidade da Terceira Idade do Lumiar”, da Junta de Freguesia do Lumiar; “Viver Melhor no Beato”, da Associação de Moradores VMB

Sobre o KORALE

A solidão não desejada e o isolamento social são fenómenos que afetam particularmente as faixas etárias mais velhas, mas podem surgir em qualquer fase e têm vindo a assumir maior relevância na Europa nas últimas décadas. É neste contexto que nasce o KORALE, projeto colaborativo cofinanciado pela União Europeia que visa melhorar as políticas públicas de combate e prevenção na área.

Liderado pela Fundação Adinberri, o projeto foi pensado a quatro anos e aposta no lema “Por uma comunidade de práticas e conhecimentos de prevenção e combate à solidão através das políticas públicas”. O foco está em enfrentar as situações de solidão e isolamento social de jovens e pessoas idosas na Europa através da partilha de boas práticas e abordagens multidisciplinares.

Além da Adinberri Foundation, do País Basco (Espanha), o consórcio integra entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa (Portugal), Social City Vienna (Áustria) e DEFACTUM (Dinamarca), bem como os municípios de Fingal (Irlanda)e Aalst (Bélgica). Juntos, estes seis territórios vão trabalhar para trazer este tema para a ordem do dia, através de uma abordagem transversal aos vários patamares políticos, dos municipais aos regionais, com estratégias que combatam o isolamento e promovam a coesão social.

Logo KORALE

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebra 20 anos de apoio à autonomia juvenil

A Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) recebeu esta quarta-feira, 30 de outubro, o primeiro Seminário sobre Autonomia de Vida para Jovens, organizado pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIJF) da SCML.

A iniciativa marcou as duas décadas de atuação da instituição no apoio à transição dos jovens para a vida adulta independente, com a abertura pioneira da Casa da Alameda, em 2004; uma resposta que se tornou uma referência nacional na promoção da autonomia juvenil, sendo que desde então diversas metodologias foram aprimoradas, resultando em histórias de sucesso e laços duradouros entre os jovens e seus técnicos de referência, o que, aliás, pôde ser testemunhado durante o seminário.

O evento contou com as presenças do Provedor, Paulo Sousa, e da Vice-Provedora, Rita Prates, para além de cerca de 170 participantes, entre técnicos especializados, jovens atendidos pelos serviços da Direção e representantes de parceiros institucionais. 

Na abertura do encontro foi possível ouvir uma mensagem gravada da Secretária de Estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes, que elogiou a Santa Casa pela realização do seminário e disse acreditar ser possível, “em conjunto (…) encontrar os melhores caminhos e a melhor forma de desenho de políticas públicas, tendo como base esta troca de saberes, de experiências e de boas práticas”. 

Na sua intervenção, o Provedor fez questão de ressalvar também a importância do encontro: “Decorridos 20 anos da criação do primeiro apartamento de autonomia para jovens, desenvolvido pela Casa da Alameda, a SCML leva hoje a cabo este primeiro seminário sobre autonomia de vida para jovens com medidas de promoção e proteção. Neste âmbito, partimos de uma perspetiva histórica que nos traz de 2004 a 2024, num percurso que pode hoje ser visto pelos inúmeros jovens apoiados nesses processos, e que nos permite perceber que, seguramente, o caminho que trilhámos valeu a pena.”

Paulo Sousa não tem dúvidas de que “os apartamentos de autonomia são muito mais do que um teto. Proporcionam um ambiente seguro e estruturado, onde as pessoas podem começar a reescrever as suas histórias de vida. Enquanto resposta social, as casas destinam-se a apoiar a transição para a vida independente, de jovens dos 15 aos 25 anos de idade, que demonstrem competências pessoais, e específicas, ajustada à sua realidade de vida. Esta aposta da Santa Casa tem-se revelado um sucesso e tem permitido, na prática, sustentar um sistema de promoção e proteção, neste sentido de criar níveis de autonomia diferentes, para diferentes crianças e jovens”. 

O Provedor terminou com um agradecimento “especial às equipas da Santa Casa, que demonstram todos os dias este nosso compromisso de procurar as melhores respostas sociais. A todos, muito obrigado por estarem connosco.”

As experiências contadas na primeira pessoa

O seminário promoveu a troca de conhecimentos e metodologias bem-sucedidas, que têm transformado a vida de jovens ao longo dos anos, mas também das experiências vividas pelos protagonistas desta resposta de desinstitucionalização.

Pedro Freire, atualmente com 37 anos, foi o primeiro jovem na Casa da Alameda. Chegou lá com 16 anos e, na altura, viu aquela como uma “oportunidade de crescer um bocadinho mais rápido.

A Casa de Autonomia deu-me a companhia de três colegas, todos nós com características completamente diferentes, mas éramos como irmãos. Deu-me autonomia para gerir o meu orçamento, o que era realmente estranho na altura, e deu-me a oportunidade de gerir o dia a dia, ter de cozinhar, ter de acordar de manhã e garantir que tinha o pequeno-almoço, experimentar a gestão de um calendário de quando ir às compras e de pagar as contas. No fundo, experienciar uma vida mais adulta, mas numa fase um pouco mais nova”.

Pedro lembrou a primeira vez que teve de cozinhar arroz: “Foi uma experiência de crescimento, porque o arroz cresceu”, contou entre risos. “Foi um pacote de arroz inteiro para três pessoas…” E explicou: “A experiência de cozinhar foi algo marcante. Aprendíamos a cozinhar um prato – frango guisado, por exemplo –, e comíamos frango guisado durante um mês”.

“Foi uma evolução, uma experiência de crescimento. Eu tive espaço para fazer asneiras e fiz algumas coisas com 17 anos que só se fazem com 13 ou 14 anos, mas eu não tinha tido espaço ‘lá atrás’. Não foi um crescimento acelerado, mas uma aprendizagem acelerada. Tive de aprender um conjunto de tarefas que tinha de fazer para que, quando chegasse o momento de ser adulto, tivesse parte delas já muito adquirida”, explicou.

O jovem não tem dúvidas: “Hoje em dia, acho que foi uma sorte e a melhor coisa que me podia ter acontecido”.

Desde 2004, passaram pelos apartamentos centenas de jovens, muitos dos quais ainda mantêm laços de confiança e apoio com os técnicos da SCML. Este modelo de acompanhamento próximo tem sido um diferencial que coloca a SCML como uma referência nacional em políticas de apoio à autonomia juvenil, como foi possível ouvir, em discurso direto, por parte de alguns desses jovens presentes no encontro, que partilharam as suas experiências e o impacto que estas casas tiveram nas suas vidas, quando eram ainda muito novos.

Durante o dia, foi ainda possível ouvir em que consistem as várias respostas de autonomia da Santa Casa, desde o Apartamento de Autonomia; o Apartamento de Pré Autonomia Migrantes; a Casa de Autonomia e Supervisão Intensiva; o Centro de Capacitação da Boavista; o Centro de Capacitação D. Carlos I; as Residências Autónomas; e a Equipa de Integração Comunitária.”

Estes apartamentos, concebidos para proporcionar um ambiente seguro e de suporte, têm-se mostrado eficazes para preparar os jovens para desafios e responsabilidades que a vida adulta impõe.

Discussões para o futuro: novos caminhos e parcerias

O encontro encerrou com a intervenção da Vice-Provedora da Santa Casa, que fez questão de agradecer à equipa da Direção da Infância e Juventude pelo trabalho que todos os dias desenvolve em prol das crianças e jovens que estão sob responsabilidade da instituição. “Tenho observado com agrado o vosso otimismo e inconformismo e a crença de que não existem impossíveis. Partilho dos mesmos sentimentos”, afirmou Rita Prates, reiterando: “Afirmo, por isso, de forma clara e convicta, que todos os nossos parceiros podem contar com a nossa instituição neste investimento da desinstitucionalização. São os jovens que nos movem a trabalhar todos os dias, sempre pelas boas causas”.

Centros de Dia da Santa Casa debateram o modelo Interage

Decorreu na quarta-feira, dia 30 de outubro, o encontro dos Centros Interage, que juntou 19 centros de dia da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no Espaço Avenidas. O objetivo foi apresentar a evolução do modelo Interage, aplicado nestes equipamentos, e trocar experiências sobre esta área.

O projeto Interage foi criado em 2016 como um conjunto de metodologias a implementar nos centros de dia para melhorar as respostas à população que a eles recorre, através do cruzamento entre entidades, aproveitando as sinergias existentes. Em 2017 este modelo avançou em projetos-piloto em cinco centros e foi-se alargando posteriormente. Assim, neste encontro marcaram presença 18 centros Interage e também o Centro de Promoção Social da PRODAC, que segue metodologias semelhantes.

Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, protagonizou a mensagem de boas-vindas, referindo que “o modelo Interage é uma aposta central da Santa Casa”, acrescentando que este encontro foi “uma oportunidade para partilhar experiências, mas também para refletir sobre os desafios cada vez mais complexos na área da longevidade e do envelhecimento ativo”.

A Vice-Provedora da Santa Casa lembrou também o papel dos profissionais que trabalham nesta área e recordou que “os centros de dia desempenham um papel crucial: promovem uma vida ativa, autónoma e de partilha”.

Antes de serem apresentados alguns centros Interage e as suas valências, a plateia assistiu à peça de teatro “O pendura e companhia”, protagonizada por utentes do CD Rainha Dona Maria I. O final do dia traduziu-se num convívio entre profissionais e utentes, que teve como fundo uma exposição de trabalhos manuais elaborados pelos utentes dos 19 centros presentes neste encontro.

Jogos Santa Casa e FADU atribuem 19 Bolsas de Estudo

A FADU e os Jogos Santa Casa voltaram este ano a atribuir Bolsas de Educação, como forma de reconhecer os estudantes-atletas que se destacaram a representar as respetivas Instituições de Ensino Superior e Associações Académicas nas competições europeias e mundiais, e que simultaneamente obtiveram aproveitamento escolar no ano letivo anterior.

A cerimónia de entrega das Bolsas aconteceu esta terça-feira, 30 de outubro, na Sala de Extrações da Santa Casa, e contou com a presença do provedor da instituição, Paulo Sousa, do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e do Presidente da FADU Portugal, Ricardo Nora.

Paulo Sousa, durante a sua intervenção, destacou a resiliência e disciplina destes alunos, por conseguirem conciliarem com sucesso os seus percursos académicos e desportivos, salientando que a atribuição das Bolsas de Educação Jogos Santa Casa FADU Portugal são “um reconhecimento e um apoio mais que merecido pelo caminho trilhado enquanto desportistas de alta competição e alunos de excelência nas áreas que lecionam”.

“Este percurso, iniciado em 2015, é mais uma forma de reconhecer o mérito a quem se destacou pelo desempenho no desporto e na academia”, frisou o Provedor, concluindo que a instituição que lidera estará sempre disposta a premiar “o esforço e dedicação destes jovens”.

Mariana Rodrigues (no futebol), Juliana Oliveira, Beatriz Sanheiro, Beatriz Vicente, Bruna Sabóia, Manuel Campos e Ricardo Marques (no futsal), Afonso Mendes, Alexandre Batista, Bernardo Saraiva, Bruno Albuquerque, Tiago Cruz e Tiago Neves (no futebol de praia), André Moura e Diogo Costa (no karaté), Filipa Ferreira (no kickboxing), Beatriz Sá (no taekwondo), e Maria Oliveira e Mariana Rodrigues (na canoagem), foram os atletas selecionados para a atribuição das bolsas, no valor de 800 € cada, que abrangem nove modalidades desportivas, num total de 14 instituições de Ensino Superior em território português.

Desde a sua criação, o projeto ‘Bolsas de Educação Jogos Santa Casa’ já apoiou dezenas de jovens talentos, com a atribuição de 65 bolsas, no valor total de mais de 61.000 euros, distribuídas por 17 modalidades.

O programa pretende, assim, destacar o talento desportivo e a excelência académica, recompensando o esforço e a dedicação daqueles que, tal como os Jogos Santa Casa e  a Federação Académica do Desporto Universitário, acreditam que o desporto e a formação caminham de mãos dadas.

Em paralelo, recorde-se que está a decorrer o prazo de candidaturas para a 12.ª edição do Programa Impulso Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, que visa apoiar, de forma transversal, a formação de atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos, dando-lhes o suporte necessário para poderem conjugar a sua exigente realidade desportiva com a educação.

O prazo termina já amanhã, 31 de outubro. Toda a informação sobre as candidaturas está disponível no site do Programa Impulso.

Seminário “Autonomia: Trilhos para uma Vida Independente”

No próximo dia 30 de outubro, quarta-feira, a Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai acolher o seminário “Autonomia: Trilhos para uma Vida Independente”.

Organizado pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF), o encontro pretende divulgar e partilhar as principais respostas e metodologias desenvolvidas para apoiar jovens na sua transição para a vida adulta. Com a participação de 170 pessoas, incluindo técnicos e jovens das respostas da DIIJF da SCML, o evento contará ainda com a presença de convidados de várias instituições, como o Instituto de Segurança Social e a Câmara Municipal de Lisboa.

Este será um momento crucial para a troca de experiências e valorização das histórias de sucesso de jovens que mantêm vínculos com os seus técnicos de referência.

Esta resposta da SCML tem vindo a consolidar-se enquanto referência no sistema nacional, contribuindo para o desenvolvimento de futuras políticas de juventude e práticas de emancipação, autonomia e gestão de recursos.

Consulte o programa completo aqui.

“Acolher e (é) cuidar – O Acolhimento Familiar como promotor de Saúde Mental” – o encontro sobre ‘Amor’

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras, organizou, mais uma vez, um encontro dedicado ao Acolhimento Familiar, medida aplicada quando uma criança ou jovem que se encontre em situação de perigo não pode permanecer junto da sua família de origem.

O dia começou com o Provedor da SCML, Paulo Sousa, a lembrar que a instituição é pioneira, por ser a mais antiga no mundo a dedicar-se ao acolhimento de crianças. “São mais de 500 anos de compromisso com as melhores práticas na proteção e cuidado dos mais jovens, num referencial de atuação voltada para o bem-estar infantil”. 

Com a missão de cuidar das crianças, a SCML assumiu um papel fundamental na transformação do acolhimento familiar numa prioridade nas políticas de infância e juventude em Portugal. “Lançámos, em 2019, o programa ‘LX Acolhe’, um projeto inovador cuja missão é integrar e apoiar famílias de acolhimento na região de Lisboa. Antes deste programa, não havia famílias de acolhimento nesta geografia. Hoje, mais de 170 crianças e jovens já foram acolhidos por cerca de 100 famílias, numa mudança significativa que reafirma o compromisso da SCML com a sociedade”, lembrou o Provedor.

“O caminho ainda é longo. Mas pretendemos que, até 2030, 90% das crianças e jovens com menos de 12 anos sejam colocados em famílias de acolhimento, o que exigirá da nossa parte um investimento ainda maior na rede de apoio, continuando a contar, para tal, com a parceria que desenvolvemos em 2020 com a ProChild Colab, no sentido de desenvolvermos um modelo integrado de acolhimento familiar”, concluiu Paulo Sousa.

Durante o dia, o seminário trouxe uma vasta troca de experiências e boas práticas, no sentido de alertar a sociedade para a importância do Acolhimento Familiar. Vários especialistas discutiram a intervenção e o papel das instituições nesta área, os benefícios desta abordagem para a saúde mental das crianças e as estratégias adotadas.

“São dois braços, são dois braços. Servem para dar um abraço” – (Canção dos abraços, Sérgio Godinho)

Um dos momentos mais impactantes do encontro foi o dos testemunhos de duas famílias de acolhimento presentes, que contaram, na primeira pessoas, a experiência de acolherem “um filho que não era, mas que passou a ser”.

Mas o que é isto de ser família de acolhimento? O que é isto de receber uma criança e depois deixá-la ir? Estas foram as perguntas que mais ouviram dos amigos e familiares quando decidiram acolher uma criança em suas casas, contou ‘Filipa’ (nome fictício). “Tivemos quase um ano de formação, para podermos estar bem preparados. Mas o que recebemos com esta experiência não se descreve em palavras. Foi “amor”, sublinha.

Patrícia Bacelar, Diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, tentou traduzir em que consiste esta experiência, utilizando uma canção de Sérgio Godinho: “São dois braços para dar um abraço. Estas crianças vêm de famílias que viveram situações muito difíceis. Numa família de acolhimento recebem o carinho, a atenção e a segurança que desconheciam”.

Atualmente, no âmbito das competências atribuídas à SCML, o programa LxAcolhe atua na Grande Lisboa (Amadora, Cascais, Loures, Lisboa, Oeiras, Odivelas, Sintra e Vila Franca de Xira) e, neste seguimento, em estreita articulação com os Núcleos de Infância e Juventude, têm sido desenvolvidas várias iniciativas de divulgação local. A Câmara Municipal de Oeiras tem sido uma autarquia impulsionadora na divulgação do Acolhimento Familiar e na implementação da medida, e associou-se à SCML para realizar eventos que correspondessem à necessidade de recrutamento de famílias de acolhimento em número, diversidade e qualidade para responder às necessidades das crianças e jovens que necessitam de ser acolhidos.

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“O Único Tempo é o Agora” – uma exposição sobre a beleza de todas as idades

Os utentes do centro de Dia Nossa Senhora dos Anjos, da Santa Casa, são os protagonistas da exposição fotográfica “O Único Tempo é o Agora”, da fotógrafa Nicole Sánchez. A mostra resulta de um conjunto de atividades artísticas que refletem sobre o envelhecimento e desafiam os preconceitos associados à idade.

Na cerimónia de inauguração os utentes puderam admirar as suas fotografias e não podiam ter ficado mais satisfeitos com o resultado final. “Aqui somos uma família. Foi tão bom voltar à praia!”, frisou um dos participantes. Já uma outra utente elogiou a artista, referindo que nas fotografias da Nicole fica “sempre bonita”, enquanto que outra utente revelou estar “muito feliz”, acrescentando que até as suas rugas “ficaram lindas!”.

Isilda Geraldo, diretora do Centro de Dia de Nossa Senhora dos Anjos, enfatizou a importância de iniciativas como esta, que promovem a interação entre gerações e ajudam a desafiar estereótipos relacionados à idade. “Envelhecemos desde que nascemos. A vida é um bem precioso e deve ser aproveitada ao máximo,” afirmou, destacando que abrir o Centro à comunidade transforma-o num espaço de interação, diversificando a oferta e combatendo preconceitos associados à idade.

O título “O Único Tempo é o Agora” reflete a relevância de todas as idades e a necessidade de uma imagem positiva de si mesmo. “A visualização do resultado final é sempre uma experiência gratificante para os utentes, e a participação da equipa é igualmente vital,” acrescentou ainda Isilda Geraldo.

O evento contou com a presença de Nicole Sánchez, Isilda Geraldo, diretora do Centro de Dia; Mónica Rosa, diretora do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD); Ana Filipa Dias, diretora da UDIP Alameda; Pedro Machado Santos, investigador e docente nas áreas do envelhecimento e saúde mental; artistas residentes; amigos e familiares dos utentes, além da equipa técnica do Centro.

A exposição estará em exibição até ao dia 23 de novembro no exterior deste Centro de Dia.

Sobre a fotógrafa Nicole Sánchez

Nicole Sánchez, formada em arquitetura e especializada em fotografia desde 2017, combina técnicas de reportagem e estúdio em seu trabalho. A colaboração com o Centro de Dia traduz histórias e emoções em imagens que desafiam a visão convencional sobre a velhice. A exposição “O Único Tempo é o Agora” celebra o envelhecimento com dignidade e beleza, reforçando a importância de abrir os Centros de Dia à comunidade, promovendo inclusão e bem-estar.

A parceria entre Nicole Sánchez e o Centro de Dia resultou do projeto BIP ZIP “Aqui há Anjos – Centro Comunitário”, quando o Centro teve contacto com o Largo Residências, onde a artista se encontrava. Desde então, a colaboração tem-se expandido, envolvendo também o Lisbon Drawing Club, que promove a inclusão através do desenho, com continuidade prevista para 2025 com as residências artísticas PLAY(THE)GROUND.

Exposição no Museu de Lisboa explora imagem do Santo António na Publicidade com peças da Santa Casa

Comissariada pelo jornalista Eduardo Cintra Torres, a mostra “Santo António na Publicidade” que foi inaugurada esta quarta-feira, 23 de outubro, apresenta uma coleção diversificada que inclui cartazes, anúncios de imprensa, rótulos, pagelas, caixas de fósforos, copos, medalhas e outras peças representativas do santo padroeiro (emprestado) de Lisboa.

Entre as várias peças apresentadas, o destaque vai para um conjunto de cartazes datados entre 1930 e 1980, encomendados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a artistas gráficos. É a primeira vez que estes “anúncios” estão expostos em conjunto e que vão desde folhetos de lotarias até rótulos ou caixas de fósforos.

Outra das secções da exposição reflete sobre os peditórios associados a Santo António, reconhecido como casamenteiro, começando pelos pequenos santinhos do século XIX. A mostra também inclui materiais publicitários mais contemporâneos. Além de destacar o impacto cultural do Santo Antônio, a exposição pretende promover uma reflexão sobre a relação entre a imagem sagrada e a figura publicitária do santo.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h, até 20 de abril do próximo ano. O preço do bilhete é de 3€, mas os residentes no concelho têm acesso gratuito até às 14 horas.

SCML restaura mais um Compromisso da Confraria da Misericórdia

O Gabinete de Conservação e Restauro da Misericórdia de Lisboa vai restaurar mais um dos raros exemplares do Compromisso da Confraria da Misericórdia, impresso em 1516, desta vez encontrado em Viseu.

Este documento, de importância histórica e cultural para Portugal, desempenhou um papel fundamental na criação de novas confrarias, orientando-as na promoção das 14 obras de Misericórdia, pilares essenciais destas organizações.

O restauro do exemplar, considerado uma peça valiosa do património da Misericórdia, visa preservar este legado para as gerações futuras, garantindo a sua conservação e acessibilidade.

O documento foi entregue pessoalmente, no dia 23 de setembro passado, por Henrique Almeida, diretor do Departamento Cultural-Museu da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, ao diretor do Arquivo Histórico da SCML, Francisco d’Orey, que considerou estarmos “perante uma edição muito rara e com especial significado para a História e a Cultura portuguesa”.

Esta não é primeira vez que o Gabinete de Conservação e Restauro da Misericórdia de Lisboa intervém no restauro destes documentos. Já em 2021, após uma descoberta da Santa Casa de Melgaço, dois Compromissos da Misericórdia haviam sido intervencionados: um de 1516 e outro de 1609.

VII Encontro de Coros – Encantar nos Lóios

O Centro de Desenvolvimento Comunitário do Bairro dos Lóios recebeu o VII Encontro de Coros – Encantar nos Lóios, demonstrando que a tradição está bem de saúde e recomenda-se.

Contando com a participação da Associação Mãos Unidas e da Associação de Reformados do Bairro do Condado, este foi um evento intergeracional marcado pela alegria e empatia, que proporcionou um animado convívio a toda a comunidade.

A sétima edição do Encontro de Coros contou com a participação do Coro Cante e Dance do Centro de Desenvolvimento Comunitário do Bairro dos Lóios, do Coro da AMU – Associação Mãos Unidas, do Coro da Associação de Reformados do Bairro do Armador, do Coro do Centro de Dia de S. Bartolomeu do Beato e do Coro e Guitarras do Centro de Promoção Social da Prodac. No total, foram cerca de 75 cantores que se uniram para cantar e encantar em palco.

A funcionar deste o início dos anos 80, o Centro de Desenvolvimento Comunitário do Bairro dos Lóios, em Marvila, é uma das entidades mais antigas na cidade de Lisboa dedicadas a esta área.

Atuando junto de uma população com várias faixas etárias, o Centro tem contribuído para a coesão e desenvolvimento do bairro, apresentando diversas respostas sociais de proximidade e atividades dirigidas à população, como centro de dia, animação educativa, espaço de inclusão digital, expressão de movimento, boccia, caminhadas, coro, meditação ou ginástica.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas