logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

“Amor à primeira vista”: Uma história feliz de voluntariado ao domicílio

“Foi amor à primeira vista. É uma pessoa extraordinária, muito humana. Gosto imenso dela e não digo isto por ela estar aqui”. É assim que Elisabete Hipólito, de 77 anos, fala de Denise, de 37. As quatro décadas que separam as idades das duas só acrescentam valor à história que ambas começaram a construir em comum há cerca de três meses.

Denise faz voluntariado ao domicílio, proporcionado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Já tinha tido outra experiência de voluntariado, mas atualmente dedica-se a visitar pessoas e a oferecer-lhes o seu tempo. É o caso de Elisabete. Desde a morte da mãe, já centenária, Elisabete ficou praticamente isolada. Partilha a habitação apenas com o dono da casa, mas há muito que lhe faltava uma presença amiga e até força para viver.

“Após o falecimento da minha mãe, tive alguns momentos em que apetecia-me ir embora. Deixei de comer, de me arranjar, de sair… Passava os dias em casa e apanhei uma grande depressão”, recorda, com alguma mágoa no olhar.

Porém, tudo viria a mudar. A equipa que acompanhava Elisabete recomendou-lhe uma solução, que numa primeira fase poderia passar por um centro de dia. Esta ideia não lhe agradou, mas foi então que decidiu aceitar receber um voluntário em casa.

“Disse que não queria uma pessoa qualquer, queria alguém que falasse comigo. Sou uma pessoa muito atualizada e gosto imenso de gente jovem. Disse logo à senhora doutora: não me traga velhotes porque para isso estou cá eu! Nem pessoas feias! E mereceu a pena a espera, estou muito feliz. Agradeço muito à Santa Casa por me ter possibilitado este serviço”, explica Elisabete.

utente de voluntariado

Elisabete Hipólito

Ao seu lado, Denise escuta os elogios de sorriso nos lábios. É estudante na área da multimédia e todas as terças-feiras, de manhã, reserva duas horas do seu tempo para fazer companhia à “dona Elisabete”, como lhe chama.

“Não faço isto propriamente por mim. Sei que dou o meu tempo a alguém que o quer receber. É mais por aí e sinto-me bem. É bom ver a dona Elisabete toda bonequinha”, refere a voluntária.

“Normalmente os voluntários são pessoas mais velhas e eu percebo o que a dona Elisabete diz: nós absorvemos mais vida quando estamos com pessoas mais novas”, adianta.

Nos últimos meses têm-se conhecido mutuamente e o tempo tem ajudado, possibilitando passeios ao ar livre, muito apreciados pela utente.

“Eu peço sempre para ir à igreja e depois vamos ao Jardim da Estrela, que é muito bonito e faz-me lembrar os meus tempos de infância. Outras vezes vamos para Campo de Ourique. Agora tinha programado visitar uns conventos que não se pagam, se a Denise estiver de acordo. E depois estendermos mais um bocadinho, porque gosto de ver museus… Vamos andando por aí”, relata Elisabete, enquanto olha para Denise.

Quando perguntamos se conta os dias da semana à espera de Denise, Elisabete não só confirma como vai ainda mais longe.

“Às vezes até nem durmo. E fico irritada se ela se atrasa, telefono-lhe logo!”, diz entre risos, justificando logo depois: “Sou pontualíssima. Se há coisa que me irrita é ter de esperar, mas também não deixo esperar ninguém”.

voluntariado ao domicílio

Elisabete Hipólito, Andreia Guerreiro e Denise

A cumplicidade entre ambas é notória. A meio da nossa conversa, Denise pergunta se o problema da televisão já está resolvido e Elisabete confirma. É também na questão das tecnologias que a voluntária ajuda a sua amiga mais velha, que até já pensou no que fazer caso a chuva apareça.

“Se um dia chover, ficamos em casa e ela ensina-me a trabalhar com o telemóvel, que já esteve duas vezes para ir pela janela”, avisa em tom de brincadeira.

Além do gato Ravel, que, segundo Elisabete, foi buscar o seu nome ao autor da célebre obra musical ‘Bolero’, está connosco na acolhedora cozinha Andreia Guerreiro, coordenadora do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD). Vê com satisfação este caso de sucesso no voluntariado ao domicílio, mas sublinha a delicadeza com estes processos têm de ser tratados.

“Há muitos voluntários disponíveis, mas temos sempre de gerir na tentativa de fazer sentido. Procuro não impingir esta situação. A pessoa pode não dizer que quer receber um voluntário, mas eu percebo o contexto. Por exemplo, a dona Elisabete teve durante muito tempo aqui a mãe a cargo. Face ao seu falecimento, começou a entrar numa fase de isolamento. É ver estes sinais para que depois possamos sugerir, porque geralmente as pessoas não têm essa iniciativa”, explica Andreia Guerreiro, realçando o cuidado a ter na seleção de voluntários “porque os utentes não são amostras”.

Experiência singular

Por ser um tipo diferente de apoio, o voluntariado ao domicílio merece especial atenção, como explica Rita Turras, diretora do Núcleo de Gestão de Produtos de Apoio da Santa Casa.

“O Serviço de Apoio Domiciliário tem características muito específicas e é um cliente natural da Unidade de Promoção de Voluntariado. É completamente diferente apoiar pessoas dentro das suas casas ou dentro de espaços da Misericórdia. Para este apoio é necessário ter também formação específica”, refere a responsável, sublinhando os destinatários.

“Há pessoas que já são voluntários da Santa Casa mas que querem experimentar esta realidade. Temos outras que estão neste momento a entrar como voluntários na Misericórdia e ainda estão numa fase de discernimento. E, às vezes, temos também pessoas que já estão no SAD, mas que não tiveram oportunidade de fazer esta formação antes de iniciar a sua atividade”, acrescenta.

Para Rita Turras, “todas as formas de voluntariado são gratificantes”, mas o apoio domiciliário torna-se singular pela “relação de um para um”, da qual resulta “um impacto imenso na vida daquelas pessoas”.

E, talvez por isso, “a grande maioria” dos voluntários quer regressar ao ativo após concluir uma primeira experiência.

“Mesmo quando há um processo de perda, por integração do utente em lar ou até por morte, por vezes há um período de luto, mas muitos mostram-se logo disponíveis para visitarem outra pessoa”, conclui.

Saiba como tornar-se voluntário da Santa Casa.

Adoção esteve em debate no programa Sociedade Civil

A adoção foi o tema central do mais recente programa Sociedade Civil, da RTP. Isabel Pastor, diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi uma das convidadas e começou por abordar a questão do direito a ter uma família.

“O grande objetivo é concretizar o direito a viver em família para todas as crianças e em qualquer situação”, frisou, descrevendo depois as várias modalidades em que tal pode acontecer com o auxílio das instituições.

Isabel Pastor abordou ainda a questão das idades na adoção, sublinhando que os jovens devem poder expressar a sua vontade.

“Num sistema que assenta tanto na vontade, participação e audição das próprias crianças e jovens sobre o seu futuro e decisões da sua vida, é lamentável que não seja ouvida, nos termos da lei, uma declaração de vontade de um jovem de 16, 17 ou 18 anos de ser adotado”, explicou.

A diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa aludiu também à questão das motivações na hora de adotar: “Há muito a mudar na mentalidade e nas crenças gerais de que a adoção é a substituição do filho que não se teve”.

Veja aqui o programa.

A festa da Taça também se fez de inclusão

Há tradições que nunca se perdem e a festa que é a Taça de Portugal é uma daquelas “romarias” que povoam o imaginário de milhares de pessoas. O ritual é sempre o mesmo, depois do final do campeonato, é hora de encontrar o grande vencedor da prova rainha do futebol nacional. Pelo sétimo ano consecutivo, o Placard volta a dar nome a esta prova, que mais do que futebol, é também um espaço de amizade, amor e inclusão.

Mas, se no relvado a história ficou marcada pelos dois golos, sem resposta, que o FC Porto marcou ao Sporting Clube de Braga, nas bancadas a narrativa é outra e contam-se por sorrisos, oportunidades e estreantes nestas andanças, e não golos.

Nesta Taça de Portugal Placard e há semelhança de outras edições, a Santa Casa e a Federação Portuguesa de Futebol querem que a festa do futebol seja para todos. A parceria entre as duas instituições, no âmbito da responsabilidade social, permitiu que ninguém ficasse de fora. Junto à linha lateral do relvado ficou instalada uma bancada destinada a pessoas com mobilidade reduzida, preenchida por utentes do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão (CMRA) e Obra Social do Pousal.

bancada de mobilidade reduzida

Bancada destinada a pessoas com mobilidade reduzida

Para a animadora sociocultural do CMRA, Carolina Duarte, esta oportunidade proporcionada pela instituição é importante “porque demonstra que estas pessoas também tem o direito de se divertirem”, frisando que, para que veio assistir “é uma maneira de perceberem que estar na situação em que estão, não deve ser limitador, para o que quer que seja”.

“Embora nenhum seja adepto dos clubes que estão no relvado, só o facto de aqui estarem já é uma vitória. Desde pequenos que ouvimos falar na festa da Taça e a festa também é isto, incluirmos quem necessita”, comenta a animadora.

animação de jovens

Enquanto que no relvado do complexo do Jamor se ultimavam os preparativos para a bola começar a rolar, nas laterais do campo quase 200 jovens, todos vestidos de branco, iam ensaiando uma coreografia para a cerimónia de abertura do evento. Compondo a “onda” branca, 9 meninas da direção de Infância e Juventude da Santa Casa iam entoando o hino nacional, entre o barulho ensurdecedor das claques afetas ao Braga e Porto.

Perto do apito inicial, todos tomaram o seu lugar no recinto de jogo. De um lado, os mais de 200 jovens, do outro a orquestra que dava os acordes para que o hino nacional desse as boas vindas aos protagonistas do espetáculo.

Joana, Andreia e Matilde, com idades entre os 14 e os 15 anos, foram algumas das vozes que levaram o “esplendor de Portugal” a ecoar pelas bancadas de pedra do Jamor. Para as jovens “este é um momento que ficará para sempre”.

bancada do jamor

“Nunca tinha assistido a uma partida de futebol, é a minha primeira vez”, argumenta Andreia. Já Matilde assume que também é uma estreante, mas que o futebol ocupa uma grande parte da sua vida. “Eu jogo futebol e espero que no próximo ano consiga ir prestar provas ao Sporting”, conta a jovem que não esquece as “heroínas” da seleção das quinas que conseguiram pela primeira vez na história do futebol nacional, o apuramento para a fase final do mundial da modalidade, a realizar em julho e agosto, na Austrália e na Nova Zelândia.

“Felizmente em Portugal o futebol já não é só para homens. Conseguimos estar no mundial e para mim aquelas mulheres é que são verdadeiras guerreiras”, frisa Matilde, enquanto abraça as colegas.

As duas “peças” mais importantes do jogo

No âmbito do patrocínio à Taça de Portugal, os Jogos Santa atribuíram dois importantes prémios: o “Troféu Homem do Jogo” e o “Troféu Fair Play”, o primeiro ao melhor jogador em campo, o segundo ao jogador que teve um comportamento de desportivismo merecedor de destaque.

O médio do FC Porto Otávio, arrecadou o prémio “Homem do Jogo” da Taça de Portugal Placard, após votação feita pelos profissionais da comunicação social presentes na tribuna de imprensa do Estádio Nacional.

otávio

Otávio, prémio “Homem do Jogo” e Nuno Alves, administrador dos Jogos Santa Casa

Os Jogos Santa Casa distinguiram também Ricardo Horta pelo ‘Fair-Play’ demonstrado na partida. Esta distinção foi decidida por um comité de especialistas que acompanhou a final da prova rainha.

Ambos os troféus foram entregues pelo administrador dos Jogos Santa Casa, Nuno Alves.

ricardo horta

Nuno Alves, administrador dos Jogos Santa Casa e Ricardo Horta, prémio “Fair Play”

Aldeia de Santa Isabel acolhe seminário dedicado aos jovens em risco de exclusão

Logo na abertura, o administrador do departamento de ação social e saúde da Santa Casa, Sérgio Cintra, fez questão de salientar o trabalho desenvolvido pela Aldeia de Santa Isabel junto das crianças e dos jovens que acolhe e insere na vida ativa profissional, quando as suas famílias não o podem ou conseguem fazer.

“Desde 1983 que a Misericórdia de Lisboa gere este equipamento, numa ação contínua, que todos os dias necessita de ser cultivada e amadurecida. As atuais exigências do mercado de trabalho precisam de ser reequacionadas. Em todas as sociedades existe uma ausência muito vincada de competências que são garantidas, aqui, através da formação profissional. A taxa de sucesso e de colocação no mercado de trabalho dos jovens que aqui se encontram é excecional. Quase todos os que concluem os nossos cursos de formação são inseridos no mercado de trabalho”.

Sérgio Cintra instou ainda, na ocasião, todos os participantes no seminário a partilhar as suas preocupações como forma de contribuir para que a Santa Casa possa colmatar possíveis ausências nas respostas às dificuldades sentidas pelos jovens da Aldeia de Santa Isabel: “Se uma instituição como a Misericórdia de Lisboa, que comemora este ano o 525º aniversário, considerar que tudo sabe, vai fechar as portas a uma próxima geração. Temos de ter sempre esta inquietude e este dever de vos pedir apoio na identificação das preocupações para melhorarmos a nossa atuação”.

seminário jovens em risco de exclusão - sérgio cintra

Sérgio Cintra, administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O diretor da Aldeia de Santa Isabel, António Duarte Amaro, por seu turno, descreveu o papel desempenhado pelo equipamento na vida dos jovens ali inseridos e do contexto em que chegam, destacando o modelo de escolarização: “Trabalhamos para retirar o estigma que a escola deixou em muitos jovens e fazemos da oficina a base deste projeto para que aprendam a fazer coisas concretas. Os jovens aderem mais à prática do que à teoria, mas é através dessa prática que compreendem que precisam da teoria. É o que chamamos de ‘modelo de convergência'”.

seminário jovens em risco de exclusão - duarte amaro

Duarte Amaro, diretor da Aldeia de Santa Isabel

Na parte da manhã, o seminário contou com a partilha de Joaquim Azevedo, professor jubilado da Universidade Católica, responsável pela escola no Porto “Arco Maior”, um projeto criado há dez anos, que recebe adolescentes que abandonaram a escola e que tem como objetivo a sua reintegração em meio escolar. Neste painel, Joaquim Azevedo elencou aquilo que chamou de “traços principais de uma escola e de uma pedagogia para a inclusão”, como sendo a base para que “nenhuma escola pública exclua nenhum cidadão”.

Antes de ter início o primeiro painel, houve ainda oportunidade para ouvir António Saraiva, recém-nomeado presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, que levou a debate o tema “responsabilidade solidária das empresas na formação dos jovens desfavorecidos”.

O primeiro painel da manhã congregou um conjunto de partilhas “de práticas formativas e desafios para a mudança”, a cargo de representantes da Casa Pia de Lisboa (do Centro de Educação e Desenvolvimento Pina Manique), do Polo de Jovens do Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa, da Escola de Segunda Oportunidade de Sintra e do Centro Nacional de Qualificação de Formadores.

seminário jovens em risco de exclusão - painel 1

Painel I

A tarde foi dedicada ao painel que se debruçou sobre “o modelo de convergência na Aldeia de Santa Isabel”, no qual se ouviram vários testemunhos de formadores do equipamento relativamente às atividades diárias realizadas com os alunos.

seminário jovens em risco de exclusão - painel 2

Painel II

A provedora da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge, fechou o dia de trabalhos, começando por elogiar o trabalho da Aldeia de Santa Isabel nesta que é uma área a que tem particular dedicação: “os jovens e a intergeracionalidade, àquilo que é necessário fazer para apoiar a população mais vulnerável, com mais dificuldade na integração do sistema escolar e, depois, na sua vida futura. O trabalho que aqui se faz é muito significativo e muito esperançoso, e todos nós temos de partilhar experiências, discutir e analisar as várias perspetivas e dificuldades que sentimos no dia-a-dia com estes jovens”.

Ana Jorge agradeceu o trabalho e dedicação de todos nesta missão da Santa Casa na procura por melhores respostas para um futuro melhor destas crianças e jovens mais desprotegidos.

seminário jovens em risco de exclusão - ana jorge

Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O dia foi marcado ainda por um momento artístico levado a cabo pelos utentes da Aldeia de Santa Isabel, com uma passagem de modelos intergeracional, que mostrou os trabalhos desenvolvidos nas várias oficinas do equipamento.

seminário jovens em risco de exclusão - passagem de modelos

Passagem de modelos intergeracional

Os jovens e o futuro em debate no CCB

Para aprofundar estas questões e pensar sobre estes temas foram convidados especialistas nacionais e internacionais, de diversas áreas temáticas, desde a política à educação, passando pelo ativismo.

A provedora da Santa Casa, Ana Jorge, destacou a inquietação, “que é mais característica nos jovens” e que os motiva para defender as suas causas. “São curiosos e são contestatários e ainda bem que o são, porque nos obrigam a pensar com eles cada vez mais, envolvendo os jovens nesta discussão dos temas que lhes dizem respeito.”

A provedora reforçou que “Santa Casa está envolvida, de certo modo, na Jornada e empenhada no apoio. É um momento em que todos os jovens, independentemente da sua Fé, podem estar envolvidos nas boas causas e para reforçarem a sua generosidade e se envolverem na defesa de um mundo melhor, mais solidário e mais humano”.

Ana Jorge frisou ainda que a instituição tem uma grande responsabilidade na área da infância e da juventude. “As crianças são o futuro do país e o futuro começa hoje. O que pudermos fazer hoje terá os seus efeitos exponenciais”, afirmou, relembrando que “todos temos uma criança dentro de nós” e que “enquanto tivermos a capacidade de criar e de querer fazer diferente, estamos vivos” e que “no dia em que não tivermos essa capacidade o ciclo da vida chega ao fim”.

Numa mensagem em vídeo deixada à conferência, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, agradeceu à Santa Casa e à Renascença pela iniciativa. O Presidente lembrou que foram os jovens a iniciar grandes transições na sociedade, como as campanhas de sensibilização para as alterações climáticas, transição da energia, revolução digital, entre outras, para enaltecer o papel dos jovens.

Já D. Américo Aguiar, presidente do conselho de gerência do Grupo Renascença Multimédia, reforçou que a “sociedade tem de proporcionar às crianças e jovens “a possibilidade de lutarem, de sonharem e de, com poesia, serem capazes de concretizar os sonhos”, agradecendo ainda à Santa Casa da Misericórdia, “que vai correspondendo às boas causas”, com “novas respostas para os novos problemas” e por, “em cada tempo, ser capaz de dar resposta aos novos problemas, que se cruzam sempre com os jovens e a juventude”.

No encerramento da conferência João Costa, ministro da Educação, defendeu que o maior interesse das democracias está “na formação dos nossos jovens”, reiterando que mais importante que os manifestos é a participação.

“Entendam que os níveis de participação democrática passam por vocês se apresentarem em listas para as assembleias de freguesia, câmaras municipais, para serem deputados, governantes, porque é aí que vocês vão mesmo ser capazes de agir perante aquilo que é preciso fazer”, comentou o ministro.

Saiba mais sobre esta conferência aqui.

Congresso Nacional das Misericórdias

No ano em que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa comemora o seu 525º aniversário, as Misericórdias de todo o país voltam a reunir-se para abordar temas estratégicos da sua ação, num encontro que durará três dias. O primeiro dia do congresso contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que conduziu a sessão de abertura.

“Debater com vista a valorizar o nosso passado identitário, reforçar a nossa intervenção no presente e projetar o nosso futuro enquanto agentes decisivos na execução de políticas sociais e de saúde em Portugal” são alguns dos objetivos que se pretendem alcançar neste Congresso Nacional, que se realiza no Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados, em Lisboa.

O arranque do congresso foi dado com a celebração de uma eucaristia evocativa de Nossa Senhora das Misericórdias, no dia 31 de maio, na Igreja de São Roque.

eucaristia evocativa nossa senhora das misericórdias

Créditos das fotografias: União das Misericórdias Portuguesas

Pode conhecer o programa completo aqui.

Marcha da Santa Casa ultima participação no desfile na Avenida

Desde o final do mês de março que os 53 participantes na marcha “que é de todos” se preparam para a noite mágica de segunda-feira, véspera do feriado de Santo António. É uma noite mágica para todos, por isso, já sentem o nervosismo a aproximar-se.

Nesta quarta-feira, em mais um ensaio matinal, contaram com um incentivo adicional: a presença do administrador da Santa Casa para a área social, Sérgio Cintra, do vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Diogo Moura, e do presidente da EGEAC, Pedro Moreira.

Nas suas intervenções, os responsáveis fizeram questão de aplaudir, mas sobretudo de agradecer o empenho de todos naquela que é a “marcha mais querida de Lisboa”.

Para Diogo Moura, esta participação da Santa Casa é ainda mais significativa, tendo em conta a comemoração dos seus 525 anos: “esta é uma marcha que agrega a intergeracionalidade e transmite à cidade aquilo que são os seus valores e a sua missão. É por aquilo que nos faz sentir e pela emoção que nos traz que se torna tão especial, não só para mim como para todos os lisboetas”.

diogo moura

Já para o administrador da Santa Casa, não há dúvidas: “esta marcha é de todos. É intergeracional. Nós recebemos mensagens de muitas pessoas de várias idades e de vários pontos do país que, depois de assistirem ao cortejo na televisão, nos contactam para agradecerem, por exemplo, a presença do senhor Carlos, que tem 84 anos, e que vai ser, este ano, o marchante com mais experiência a descer a avenida de Liberdade”.

sérgio cintra

Sérgio Cintra desvenda ainda um dos momentos altos da marcha da instituição no próximo dia 12: “Neste ano de comemoração do 525.º aniversário da Santa Casa, sentimos particular orgulho no arco com que vamos desfilar, que representa aquilo que todos os dias a Misericórdia é: sonho, esperança e concretização das Boas Causas”.

Santa Casa vence Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi distinguida com o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023, na categoria Sustentabilidade, com o projeto da Residência Sénior Monsanto. O galardão foi atribuído ontem, dia 30 de maio, numa cerimónia que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda e que assinalou a 11.ª edição do evento.

Ana Vitória Azevedo, vice-provedora da Santa Casa, subiu ao palco para receber o prémio e destacou o facto de esta distinção surgir numa altura especial para a instituição.

“A Santa Casa faz 525 anos e, portanto, este é um presente fantástico. Este edifício é uma benemerência. 90 por cento do património da Santa Casa resulta de benemerências, de alguém que nos deixa para fazer o bem aos outros. Neste caso foi a Nestlé”, recordou.

entrega do prémio nacional de reabilitação urbana

Crédito: Iberinmo Grupo

Situada em pleno Parque de Monsanto, a Residência Sénior Monsanto teve assinatura do arquiteto António Pedro Mendonça da Silva Gonçalves e começou a ser construída em 2018, aproveitando as instalações da antiga fábrica da Rajá, doadas à Misericórdia pela Nestlé Portugal. Conforme a necessidade de utilização, as novas instalações podem acolher uma Estrutura Residencial Assistida para Pessoas Idosas ou uma Unidade de Cuidados Especializados em Demências.

O edifício está equipado com quartos individuais e duplos, todos com casa de banho privativa e roupeiro, um centro de bem-estar e uma piscina adaptada para os utentes. Foi ainda dotado de um auditório exterior para pessoas com mobilidade reduzida, bem como de todas as infraestruturas de apoio necessárias: cozinha, lavandaria, copas de apoio por piso, áreas de atendimento, vestiários para funcionários e estacionamento exterior. A capacidade total é de cerca de 50 camas.

Dar voz a ações que fazem a diferença na vida dos jovens

São projetos e iniciativas que dão oportunidades, alternativas e melhoram a vida dos jovens e de quem tem dificuldades, desde apoio para encontrar uma casa, uma vocação, um emprego ou até mesmo uma simples bicicleta para se deslocarem. Ou ainda a quem encontrou uma nova vida numa família de acolhimento.

Em nove episódios, constituídos por reportagens sobre quem é ajudado, emitidos a partir da próxima terça-feira (30 de Maio), e entrevistas a quem ajuda todas as quintas-feiras, poderá conhecer alguns dos jovens que encontraram um rumo e uma saída em determinada altura das suas vidas.

“Entre pequenos projetos e grandes instituições num podcast, o resultado são ações que fazem a grande diferença na vida dos jovens”.

Feira do Livro de Lisboa acolhe iniciativa “Momentos do Cuidador”

Prestar cuidados e assistência a outras pessoas, geralmente a um familiar, amigo ou vizinho é um papel que milhares de portugueses já assumiram. São cuidadores a tempo inteiro, nalguns casos deixaram para trás carreiras e futuros, para auxiliar outras pessoas em inúmeras tarefas, desde a alimentação à administração de medicamentos, passando pelos cuidados da higiene ou deslocações.

Foi a pensar nestes casos que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa organizou mais uma ação da iniciativa “Momentos do Cuidador”, na última segunda-feira, 29 de maio, na Feira do Livro de Lisboa, com o objetivo de promover ações de sensibilização junto de quem tem pessoas a seu cargo de forma a melhorar a vida quer de cuidadores, quer das pessoas por eles cuidadas.

Ao longo de toda a tarde foram vários os momentos destinados a “mimar” estas pessoas, com um espaço reservado para massagens e descompressão muscular, realizado por diversos formandos do Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa.

Na sessão de abertura, Sérgio Cintra, administrador de Ação Social da Misericórdia de Lisboa, fez questão de salientar o importante papel que os cuidadores têm na “prestação de apoio a pessoas que se encontram numa situação vulnerável”, considerando que os cuidadores são uma “balança” importante para que “as pessoas possam permanecer, com qualidade, o mais tempo possível nas suas casas, retardando a sua institucionalização”.

Durante a sua reflexão, Sérgio Cintra frisou que é necessário alterar o paradigma no perfil do cuidador informal. Atualmente, é predominantemente a mulher que ocupa este papel, sendo que os dados apontam que mais de 80% são do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 45 e os 75 anos e que são as companheiras ou as filhas que prestam estes cuidados.

“Este é um trabalho que nós enquanto sociedade temos que fazer. É necessário convocar todos para esta necessidade e não deixar recair apenas sobre a mulher, com todos os impactos económicos, físicos e psicológicos que isto acarreta”, concluiu o administrador.

Outro dos intervenientes na sessão foi Paula Guimarães, coordenadora do grupo de trabalho dos cuidadores informais do Fórum para a Governação Integrada – Govint, que elogiou a iniciativa da Misericórdia de Lisboa, comentando que “são momentos como estes que podem fazer a diferença entre o estatuto do cuidador informal ser apenas uma resolução legislativa ou ser uma realidade para todos os cuidadores do país”.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Fundação Aga Khan Portugal, Associação Alzheimer Portugal, Associação nacional de Cuidadores Informais, Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica, Federação Portuguesa das Famílias com Doença Mental, Associação Coração Amarelo e DEIB Portugal foram as entidades presentes no evento, numa tarde animada que incluiu, ainda, um momento musical e várias tertúlias.

A mão que cuida nos momentos mais difíceis

Maria tem 63 anos e, até há uns anos, cuidava do pai, doente oncológico, que mais tarde viria a ter um acidente vascular cerebral (AVC) que o “atirou” para uma cama, em casa. Maria que até então sempre trabalhara como modista, viu-se de um dia para o outro, numa situação de vida que nunca imaginou.

“Foi tudo muito rápido. Sentíamos que ele (pai) já não estava muito bem, desde que teve a notícia que tinha cancro, mas o AVC que sofreu deitou-o abaixo e daí até não querer levantar-se, comer e viver foi um pequeno passo”, recorda Maria.

Tal como em diversos casos, Maria encarou o seu novo “trabalho” como uma missão. O pai, já com pouca ou nenhuma autonomia, dependia da filha para as tarefas mais básicas do dia a dia, como banho ou até para ler a correspondência que ia parar lá a casa. Aos poucos, as agulhas e os tecidos foram ficando para segundo plano e o cuidado do pai, viúvo há cinco anos, foram transformando a sua rotina diária.

“Foram tempos difíceis entre conciliar a minha casa, com a minha família e o auxílio ao meu pai. Algo tinha que ficar para trás e neste caso foi o meu trabalho diário. Felizmente tenho uma família que me apoiou e esteve sempre ao meu e ao lado do meu pai, até ao último dia”, conta a modista.

Sobre a ajuda da Santa Casa, Maria não tem dúvidas em afirmar que se não fosse a instituição, ela própria tinha tido um esgotamento. “Quando percebi que não consegui sozinha, recorri ao apoio da Santa Casa. Desde a primeira hora que foram incansáveis comigo. Foram uns anjos”.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas