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Santa Casa atribui Prémios Nunes Correa Verdades de Faria

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) atribuiu, esta terça-feira, 3 de julho, os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, que distinguiram Maria Amélia Ferreira, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canavezes, Mariana da Cruz Alves, médica interna do Hospital Pulido Valente, e Rui Paulo dos Anjos, diretor do Serviço de Cardiologia Pediátrica e presidente do Colégio de Cardiologia Pediátrica da Ordem dos Médicos. O júri decidiu, ainda, atribuir, quatro menções honrosas.

Estes Prémios destinam-se a galardoar os indivíduos (de qualquer nacionalidade) que, em Portugal, mais tenham contribuído pelo seu esforço, trabalho ou investigação para estas três áreas: cuidado a idosos, progresso na medicina geriátrica e tratamento das doenças do coração.

A cerimónia, presidida por Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, decorreu no jardim da Residência Faria Mantero, no Restelo, em Lisboa.

Na sua intervenção, o provedor começou por agradecer “o exemplo e a inspiração das pessoas que dedicam a sua vida em prol dos outros”. Os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria são apenas uma “expressão da gratidão e do reconhecimento” da comunidade pelo trabalho dos premiados”.

“A atribuição destes prémios, ao dar cumprimento à condição estabelecida por Henrique Mantero Belard, é para a SCML um motivo de orgulho e a expressão viva de que o apoio à investigação e ao desenvolvimento científico constituiu uma responsabilidade que queremos assumir plenamente e que nos ajuda a fazer melhor”, concluiu Edmundo Martinho.

Helena Lopes da Costa, administradora da Saúde da instituição, lembrou que “o que nos reúne, hoje, aqui, é precisamente a última vontade de Henrique Mantero Belard. A preocupação deste benemérito em relação aos mais idosos e desprotegidos representa um exemplo que poderá ser seguido por todos nós, e representa, igualmente, um dos pilares de atuação da Misericórdia de Lisboa”.

Maria Amélia Ferreira, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canavezes, recebeu o prémio na área A – “Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos”. Foi distinguida pela sua intensa atividade de responsabilidade social numa área geográfica carenciada.

Já na área B – “Progresso da Medicina na sua Aplicação às Pessoas Idosas”, Mariana da Cruz Alves, médica interna do Hospital Pulido Valente, foi reconhecida pelo seu projeto de doutoramento sobre o risco cardiovascular da doença de Parkinson.

Rui Manuel dos Anjos, diretor do serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, foi distinguido com o prémio no âmbito da área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração” – por introduzir em Portugal múltiplas técnicas de intervenção em Cardiologia Pediátrica, permitindo o tratamento não invasivo, por cateterismo, de várias cardiopatias congénitas.

O júri decidiu, ainda, atribuir, quatro menções honrosas:

Na área A – Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos – o júri distinguiu o trabalho do Projeto Aldeias Humanitar (um projeto que pretende manter vivas as aldeias e vilas do interior de Portugal), do Monsenhor Domingos da Silva Araújo (escritor, poeta, jornalista, com atividade docente e pastoral) e de Maria de Lourdes Miguel (pelo projeto “Mais Proximidade, Melhor Vida).

Já na área C – Progresso no Tratamento das Doenças do Coração – o júri reconheceu o trabalho realizado por Daniel Gomes Caldeira, médico especialista em Cardiologia e especialista em Farmacologia Clínica.

Criados em 1987, os Prémios “Nunes Corrêa Verdades de Faria” cumprem a vontade expressa em testamento por Mantero Belard. São entregues, anualmente, a pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído, pelo seu esforço, trabalho ou estudos, nos três âmbitos definidos pelo benemérito. A Residência Faria Mantero, no Restelo, foi deixada por Mantero Belard à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para acolher artistas e intelectuais de mérito.

O júri dos prémios foi constituído por Helena Lopes da Costa, administradora da Santa Casa da Misericórdia, pelo médico-cirurgião Fernando Pádua, pelo padre Vítor Melícias, pelo especialista em cardiologia e medicina interna João Pedro Gorjão Clara e pelo cirurgião José Guimarães dos Santos.

Investigação sobre AVC premiada

O Prémio João Lobo Antunes, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), no valor de 40 mil euros, foi esta manhã, 4 de julho, atribuído ao investigador Pedro Nascimento Alves, orientador do projeto “Orientação Espacial após o AVC”.

A cerimónia, que teve lugar na Sala do Brasão, do Museu de São Roque, contou com a presença do provedor da instituição, Edmundo martinho, de todos os membros da administração e da diretora-geral da saúde, Graça Freitas e está inserida nas comemorações dos 520 anos da Santa Casa.

Com o objetivo de entender de que maneira os mecanismos cerebrais relacionados com a orientação espacial são afetados após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o projeto liderado pelo investigador do Hospital de Santa Maria prevê um estudo às ligações neurais e estruturas cerebrais diretamente afetadas, através de técnicas inovadoras de análise de ressonância magnética cerebral.

“O AVC tem uma das maiores taxas de mortalidade e morbilidade a nível nacional, devido a isso, este prémio é o reconhecer também do problema, mas ao mesmo tempo da necessidade de se continuar a apostar na investigação científica associada às doenças neurológicas”, afirmou o investigador.

O estudo vencedor da segunda edição do prémio João Lobo Antunes irá permitir desenvolver técnicas de reabilitação que melhorem a qualidade de vida dos doentes que sofrem desta incapacidade causada por AVC.

Associada na maior parte das vezes a uma perda de mobilidade ou incapacidade física, o estudo agora desenvolvido “irá permitir no futuro identificar melhor os doentes e as suas necessidades para se desenvolver tratamentos mais eficazes para este tipo de sintomas”, disse Pedro Alves.

No final da sua elocução, o vencedor deixou, ainda, uma palavra de saudade ao professor João Lobo Antunes, falecido em 2016, que considerou “um exemplo e acima de tudo uma inspiração para os mais novos”.

Edmundo Martinho referiu que o Prémio João Lobo Antunes é um “dos prémios que a Santa Casa atribui anualmente à investigação científica”, considerando que “é também um elemento chave do funcionamento da instituição apoiar e desenvolver mecanismos que ajudem o desenvolvimento da ciência em Portugal”.

A atribuição deste prémio decorre das iniciativas que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a desenvolver, desde 2013, para incentivar a investigação na área das neurociências, sob o lema “Investigação por Boas Causas”.

Desde esse ano, e pela primeira vez na sua história, foram atribuídos dois prémios anuais, no valor de 200 mil euros cada. Estas distinções incentivam avanços no tratamento de doenças neurodegenerativas, associadas ao envelhecimento (Prémio Mantero Belard), assim como na recuperação e no tratamento de lesões vertebromedulares (Prémio Melo e Castro).

Desde então, o investimento da Misericórdia de Lisboa no âmbito da Investigação e Desenvolvimento tem sido reforçado, através do desenvolvimento de outros programas e projetos, nos quais se incluem o Programa de Apoio a Projetos de Investigação Científica em Esclerose Lateral Amiotrófica e o Programa de Apoio à Investigação Científica.

Santa Casa financia investigação sobre ELA

As candidaturas à bolsa de investigação científica do programa em Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estão a decorrer até 28 de março.

Reforçando a sua aposta na área da investigação, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai atribuir uma bolsa de investigação científica em ELA. As candidaturas a esta bolsa começam esta quarta-feira, 21 de fevereiro, e decorrem até 28 de março.

Este programa pretende contribuir ativa e diretamente para a melhoria das condições de vida dos doentes com ELA e colaborar na busca de um caminho para a cura desta doença.

A Esclerose Lateral Amiotrófica, que afeta pacientes assistidos no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão da Misericórdia de Lisboa, é uma doença neurodegenerativa rara.

Nesta patologia, os neurónios motores que conduzem a informação do cérebro aos músculos do corpo, passando pela medula espinhal, morrem precocemente, o que leva a que os músculos fiquem mais fracos, podendo haver atrofia muscular.

A atrofia muscular pode afetar o movimento de pernas e braços, a fala, a deglutição ou a respiração.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

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Projetos de empreendedorismo e inovação social

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