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Igreja da Misericórdia de Melgaço reabre após profunda obra de conservação apoiada pelo Fundo Rainha D. Leonor

A Igreja da Misericórdia de Melgaço foi oficialmente inaugurada após a conclusão de uma profunda intervenção de conservação e restauro, apoiada pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A cerimónia contou com a presença de Ângela Guerra, administradora da Santa Casa, de Inêz Dentinho, coordenadora do Fundo Rainha D. Leonor, de José Albano Domingues, presidente da Câmara Municipal de Melgaço, entre outras individualidades e representantes institucionais, assinalando um momento de grande relevância para a preservação do património histórico e religioso do Norte do país.

A inauguração correspondeu a uma dupla intervenção: a obra de conservação e restauro do interior e exterior da Igreja, no valor de 121.372,62 euros (candidatura de 2017), e o arranjo da Sacristia, no montante de 13.920,32 euros (candidatura de 2025). No seu conjunto, os trabalhos permitiram salvaguardar um edifício com mais de sete séculos de história, localizado na zona histórica do Castelo e da Muralha de Melgaço.

Durante a intervenção foram resolvidos graves problemas estruturais, nomeadamente infiltrações por capilaridade que colocavam em risco os retábulos. A cobertura foi integralmente renovada, foram aplicadas soluções de ventilação para garantir a saúde dos materiais e procedeu-se ao tratamento, limpeza e fixação dos elementos dourados dos retábulos.

A obra permitiu ainda importantes descobertas patrimoniais. Graças ao apoio do Fundo Rainha D. Leonor, foi possível identificar e restaurar o Compromisso original da Misericórdia de Melgaço (1517), apenas o 12.º exemplar conhecido desta época. O documento esteve em estudo no Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e regressou agora à sua casa de origem, onde se encontra em exposição permanente.

Foram igualmente recuperadas duas bandeiras históricas da Misericórdia, restauradas pela Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, com apoio da Santa Casa, tendo sido anteriormente apresentadas em Lisboa e devolvidas à Misericórdia de Melgaço com grande solenidade.

Com esta intervenção, a Igreja da Misericórdia de Melgaço, sede da Misericórdia desde o século XVI, reforça-se como um marco identitário, histórico e espiritual, não só para a comunidade local, mas também como símbolo do papel contínuo das Misericórdias na preservação do património e da memória coletiva.

Candidate-se aqui ao Fundo Solidário para Misericórdias e Mediadores dos Jogos Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) ativou o FUNDO SOLIDÁRIO SANTA CASA 2026 para apoio imediato a Misericórdias e Mediadores dos Jogos Sociais do Estado, de todo o País, que sofreram danos com as tempestades que assolaram Portugal nas últimas semanas. O Fundo tem o valor de 1 Milhão de Euros, não reembolsável, podendo vir a ser reforçado consoante as necessidades. As candidaturas decorrem até 30 de abril.

As Misericórdias e os Mediadores interessados devem consultar o Regulamento do FUNDO SOLIDÁRIO SANTA CASA 2026 e preencher o respetivo Formulário. Para mais informações devem contactar a SCML através do endereço fundo.solidario@scml.pt ou do telefone 217 128 400.

O apoio da Santa Casa é ainda corporizado através de um donativo financeiro de 100 Mil Euros à Cáritas Portuguesa, organização que atua no âmbito nacional e está diretamente envolvida na resposta de emergência no terreno.

A SCML tem estado a desenvolver estes apoios em articulação com a Estrutura de Missão do Governo português.

Jornadas RADAR reuniram consenso para a necessidade de continuar o projeto

A Sala de Extrações acolheu na segunda-feira, 9 de fevereiro, a 5.ª edição das Jornadas do Projeto RADAR, numa tarde de partilha de experiências entre os diferentes intervenientes deste projeto que junta três dezenas de entidades no combate ao isolamento social e solidão não desejada da população com mais de 65 anos na cidade de Lisboa.

Dedicadas à atuação na parte sul da cidade, nestas Jornadas ficou evidente a vontade de todos de dar seguimento ao projeto, neste que é um ano de avaliação do trabalho iniciado em 2019. Efetivamente, entre os intervenientes nas Jornadas foi unânime a intenção de prosseguir o trabalho já desenvolvido e que tantos milhares de pessoas tem ajudado, com a perspetiva de evolução para um autêntico radar social da cidade de Lisboa que integre a própria cidadania como mais um parceiro fundamental no seu desígnio.

A sessão de abertura, conduzida por Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”, contou com as participações de Ângela Guerra, administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, além de Maria Luísa Aldim, vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Ana Sofia de Oliveira Branco, diretora adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, Luís Manuel André Elias, Superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, e Alexandre Rodrigues, comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Também Rui Garcês, administrador da Misericórdia de Lisboa, assistiu à sessão.

Para Ângela Guerra, “a Santa Casa tem e terá sempre um papel fundamental no RADAR”, sendo que este projeto só foi possível graças à articulação em rede entre todas a entidades. A administradora da Misericórdia de Lisboa destacou o exemplo da plataforma colaborativa entre as 30 organizações, “uma coisa rara a nível mundial”, e expressou o desejo de que estas Jornadas tenham sido “o primeiro passo na avaliação do projeto, rumo à renovação do compromisso e à concretização do Radar Social da cidade de Lisboa”.

“O Radar Social da cidade de Lisboa só será possível existir e desempenhar a sua função se estiver assente na colaboração entre os parceiros-chave da cidade de Lisboa. Nenhuma das nossas organizações poderá, só por si, assumir a gestão e operacionalização deste instrumento. Só através da colaboração entre parceiros é que conseguimos chegar próximo das pessoas, sem comprometer o sentimento de insegurança, conhecer as suas necessidades e vulnerabilidades, reforçando a sua confiança, partilhar informação, conhecimento e recursos, alavancando a nossa capacidade de responder às vulnerabilidades sociais da cidade, e promover comunidades solidárias e de ajuda mútua, sem descurar a responsabilidade das nossas organizações”, referiu a administradora da Santa Casa.

Por tudo isto, Ângela Guerra concluiu que 2026 “é, assim, o ano crucial para que possamos renovar o compromisso de passarmos a ter o Radar Social da Cidade de Lisboa”.

“Façamos a nossa reflexão. Discutamos o que tivermos a discutir, no sentido de melhorar o instrumento. Vamos partilha experiências, pontos fortes, pontos fracos e oportunidades, e que no final deste ano estejamos preparados para renovar o compromisso com a cidade”, terminou.

Por seu lado, Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara de Lisboa, lembrou que “este é o momento para que todos possam falar de forma aberta, transparente e com ideias para construir uma Lisboa preparada para a longevidade”, na qual “envelhecer não signifique afastar-se da cidade, mas continuar a ser parte ativa da mesma”.

Por fim, Ana Sofia Branco sublinhou o papel da “colaboração estreita entre o poder central e local, instituições sociais, comunidades e cidadãos” no combate ao isolamento social, ao passo que os representantes da PSP e dos Sapadores Bombeiros de Lisboa explicaram as suas atuações no apoio a esta população.

Os trabalhos prosseguiram com uma apresentação de resultados do Projeto RADAR, por Mário Rui André, na qual o diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades” demonstrou alguns números elucidativos do trabalho realizado ao longo destes anos de projeto:

  • Mais de 41 mil pessoas 65+ inscritas na plataforma
  • Cerca de 5300 radares comunitários
  • 31 organizações-chave envolvidas
  • 364 focal points no território
  • Quase 27 mil chamadas telefónicas para as pessoas inscritas
  • 884 ações de rua

Posteriormente, e após um período de conversas informais sobre a atuação de diversos intervenientes no dia a dia do RADAR, houve lugar à realização de uma mesa redonda com representantes das juntas de freguesia, moderada por Paula Guimarães.

Coube, de resto, à empreendedora social fazer as notais finais das Jornadas, afirmando, com exemplos práticos, que “o RADAR é um dos poucos instrumentos em Portugal que está a efetivar algumas das tendências, nomeadamente teóricas, sobre a intervenção no envelhecimento”.

“Estou a falar do Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável, estou a falar da Estratégia Europeia dos Cuidados e estou a falar do mais recente, que ainda não foi publicado, Estatuto para a Pessoa Idosa. Portanto, o RADAR não é apenas um projeto, do ponto de vista teórico, interessante, mas também um efetivador das tendências portuguesas e europeias em matéria de intervenção integrada no envelhecimento”, concluiu Paula Guimarães.

5.ª edição das Jornadas RADAR reforçam a resposta comunitária ao isolamento sénior

As 5.ªs Jornadas promovidas pelo Projeto RADAR realizam-se no próximo dia 9 de fevereiro, a partir das 13h30, na Sala de Extrações da Misericórdia de Lisboa. O encontro pretende ser um momento de partilha de experiências, reflexão e convívio entre os diferentes intervenientes do projeto e todos os que trabalham ou se interessam pela área do isolamento social e da solidão não desejada.

Dedicadas ao território Sul da cidade de Lisboa, abrangendo as freguesias da Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente, estas jornadas reúnem parceiros institucionais, radares comunitários, cidadãos e especialistas e académicos, reforçando a resposta comunitária ao isolamento sénior.

A sessão de abertura será presidida por Ângela Guerra, administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e contará com as intervenções de Maria Luísa Aldim, vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Manuel André Elias, superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, e Sandra Marcelino, diretora adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, I.P..

Ao longo da tarde, será apresentado um ponto de situação do Projeto RADAR, com enfoque no território Sul da cidade, por Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa Lisboa, Cidade de Todas as Idades, que destacará o trabalho desenvolvido no terreno e o papel da rede comunitária na prevenção do isolamento e da solidão não desejada.

O programa inclui ainda o momento “Conversas Rápidas”, um espaço de partilha de experiências locais, com representantes das cinco juntas de freguesia envolvidas, num painel moderado pela empreendedora social Paula Guimarães. Participam Luís Almeida Mendes (Estrela), Carla Almeida (Misericórdia), Maria João Correia (Santa Maria Maior), Filipa Veiga (Santo António) e André Biveti (São Vicente) e encerra com notas finais de Paula Guimarães.

Consulte o programa completo e junte-se a este momento de partilha e reflexão. A participação é aberta mediante inscrição prévia.

Projeto RADAR

O Projeto RADAR visa identificar a população com 65 ou mais anos residente na cidade de Lisboa, tendo em conta as suas expetativas, privações e potencialidades, com vista à construção de sistemas de base comunitária de coesão social.

Integrado no programa Lisboa, Cidade COM VIDA Para Todas as Idades, o RADAR assenta num conceito pioneiro em Portugal, baseado no trabalho em rede, envolvendo parceiros, famílias, vizinhança, comércio local, farmácias e entidades com responsabilidade social, contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas sénior que desejam continuar a viver na sua comunidade.

Fundo Rainha D. Leonor abre novo concurso para projetos de recuperação do património histórico das Misericórdias nacionais

O Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) vai abrir um novo concurso de candidaturas destinado às Misericórdias de todo o país, no âmbito da recuperação do património histórico. O prazo para submissão de candidaturas é de 1 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026.

Assim como no ano passado, as candidaturas deverão ser enviadas para o endereço eletrónico candidaturas@fundorainhadonaleonor.com. Todas as informações sobre o concurso e os critérios de elegibilidade estão disponíveis no site oficial do FRDL.

Desde a criação do Fundo, em 2015, através de um Acordo de Parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, já foram apoiados 171 projetos em todo o país. Destes, 112 dizem respeito à finalização de equipamentos sociais e 59 à recuperação do património histórico, num investimento que totaliza cerca de 25 milhões de euros.

Este apoio reforça o compromisso do Fundo em preservar e valorizar o património histórico das Misericórdias, contribuindo para a manutenção do património cultural e arquitetónico de Portugal.

GreenCity4Aging destacou o papel das cidades verdes na integração social e combate ao idadismo

O encontro, que reuniu investigadores, especialistas em mobilidade e representantes institucionais, serviu para refletir sobre a criação de cidades mais verdes, inclusivas e amigas das pessoas mais velhas.

A sessão de abertura contou com as intervenções do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Paulo Sousa, da vice-reitora do Iscte, Helena Carreiras, da representante do ISTAR – Centro de Investigação em Ciências da Informação, Tecnologias e Arquitetura do Iscte, Catarina Ferreira da Silva, da diretora do CIS-Iscte (Centro de Investigação e Intervenção Social), Margarida Vaz Garrido, e da coordenadora do projeto GreenCity4Aging, Sibila Marques.

Na sua intervenção, o provedor começou por salientar o valor simbólico da colaboração com o Iscte, lembrando que “para uma instituição com mais de cinco séculos de história, [como a Santa Casa] este tipo de iniciativas é uma fonte de renovação, pois traz novas ideias, novas perspetivas e um novo impulso para a forma como atuamos e concebemos soluções ao serviço das comunidades. É igualmente uma honra integrar um projeto financiado pela FCT [Fundação para a Ciência e Tecnologia], que posiciona a Santa Casa no campo da investigação científica, numa área de enorme importância como é a longevidade e a criação de cidades sustentáveis.”

Paulo Sousa destacou ainda que o projeto GreenCity4Aging “constitui uma ferramenta valiosa para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional e das transformações urbanas”, acrescentando que “os dados e resultados produzidos são um contributo essencial para decisões estratégicas em matéria de mobilidade, infraestruturas e serviços de proximidade para os cidadãos seniores.”

Já Helena Carreiras sublinhou que o GreenCity4aging “é de grande importância estratégica” para a instituição, destacando o alinhamento com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).

A vice-reitora destacou que as cidades verdes não são um luxo, mas “infraestruturas de saúde pública essenciais para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, e concluiu apelando à defesa dos valores de “inclusão, igualdade e diversidade”, pilares que, segundo referiu, “projetos como este ajudam a proteger.”

Participantes na conferência GreenCity4Aging no Iscte
Participantes na conferência GreenCity4Aging no Iscte
painel de abertura, composto por quatro pessoas, da conferência GreenCity4Aging
Da esquerda para a direita, Margarida Vaz Garrido, Helena Carreiras, Paulo Sousa e Catarina Ferreira da Silva. De pé, Sibila Marques

Mesas-redondas e resultados do projeto

Durante a manhã, realizaram-se duas mesas-redondas. A primeira, “Growing Older, Living Greener: A Gerontological Perspective”, contou com intervenções de Moritz Hess (Hochschule Niederrhein), Teresa Marat-Mendes (Iscte) e Ana Louro (IGOT), moderada por Sibila Marques, professora auxiliar no Iscte e investigadora principal do projeto.

A segunda, sob o tema “New Forms of Mobility: Cycling Infrastructure & Behaviour Change”, integrou contribuições de Willem Snel (Mott MacDonald), Bruno Maia (EMEL), Rosa Félix (IST) e André Samora-Arvela (Iscte).

Na parte da tarde, Sibila Marques apresentou uma síntese dos resultados do projeto e Filomena Gerardo, da Santa Casa, explicou o processo de envolvimento dos participantes.

Seguiu-se a mesa-redonda “Equidade em Movimento: Participação Pública e Cidades Amigas das Pessoas Idosas”, com participações de Pedro Homem Gouveia (Polis Network), Pedro Navel (Câmara Municipal de Lisboa), Mário Alves (Estrada Viva) e Elisabete Arsénio (LNEC), moderada por Sara Eloy, co-investigadora principal do projeto.

O GreenCity4Aging encerrou o seu ciclo de atividades com uma reflexão alargada sobre o papel das cidades verdes como catalisadoras de inclusão, mobilidade sustentável e envelhecimento ativo, um desafio que, como se sublinhou no workshop, exige cooperação contínua entre ciência, políticas públicas e instituições sociais.

Promovido pela Santa Casa e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o GreenCity4Aging é um projeto que cruza ciência, urbanismo e envelhecimento ativo, procurando soluções sustentáveis para melhorar a qualidade de vida das populações mais velhas nas cidades.

Santa Casa apoia mais 31 Misericórdias através do Fundo Rainha D. Leonor

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebrou esta quinta-feira, 10 de julho, contratos de financiamento no valor de 1,5 milhões de euros com 31 Misericórdias de todo o país, no âmbito das candidaturas apresentadas ao Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) na área da recuperação do património.

O mais recente concurso ao Fundo Rainha D. Leonor recebeu 46 candidaturas e terminou com a aprovação de 31 projetos: 15 de património imóvel e 16 de património móvel. As Misericórdias contempladas estendem-se um pouco por todo o território nacional, desde Melgaço a Angra do Heroísmo, passando por Vila Real, Guarda, Arraiolos ou Faro.

A cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento, que decorreu na Sala de Extrações da Santa Casa, contou com a presença de Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e representantes das 31 Misericórdias envolvidas, para além de todos os membros da Administração da SCML.

Para Paulo Sousa, que abriu a cerimónia, o “Fundo Rainha D. Leonor é um instrumento fundamental para que as Misericórdias possam continuar o seu legado, assegurando a sua missão secular de apoiar quem mais necessita, bem como a preservação de um património cultural que, em muitos casos, retrata a própria história de Portugal”.

O Provedor da Misericórdia de Lisboa aproveitou a ocasião para anunciar que estão a ser ultimados os procedimentos para a abertura de concursos com vista à atribuição de mediações na área dos jogos sociais do Estado às Misericórdias, concretizando, assim, uma “ambição de há muitos anos”.

Por seu lado, Manuel de Lemos, presidente da UMP, falou de um dia com “um significado muito especial”, lembrando que, com o apoio do FRDL, já foram feitas “obras que prestam serviço social, projetos de inovação e projetos de recuperação do património cultural das Misericórdias”.

Ângela Guerra, administradora da Santa Casa, também se dirigiu à plateia para lembrar que o Fundo Rainha D. Leonor “é uma forma de homenagear e continuar a obra de uma rainha, uma mulher que esteve sempre muito à frente do seu tempo”, acrescentando que “a Santa Casa atribui uma verdadeira importância a esta colaboração com a União das Misericórdias de todo o território, como verdadeiras construtoras de uma sociedade mais justa e igualitária”.

Por fim, Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, referiu-se ao FRDL como “um importante instrumento para garantir a coesão social”, classificando-o como “um exemplo de uma boa prática de articulação”, no que diz ser “uma verdadeira ação de serviço público”.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado em 2015 e nasceu de um acordo de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, baseando-se no espírito da autonomia cooperante e apoiando projetos sociais necessários, inovadores, sustentáveis e de qualidade nas Misericórdias de todo o país. Desde a sua criação foram aprovados 171 projetos, 112 na área social e 59 no património, num investimento global de 25 milhões de euros.

FRDL apoia reabilitação de Lar da Misericórdia de Vila Nova de Gaia

O Fundo Rainha D. Leonor, criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela União Das Misericórdias Portuguesas (UMP), apoiou a remodelação e reabilitação do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia com 271 mil euros.

A intervenção realizada, que teve também origem no Programa VIDAS da UMP, introduziu novos elementos, com destaque para a abertura de uma ala para demências, e ainda a reabilitação de todo o espaço, cumprindo desta maneira os parâmetros legais para este tipo de equipamento de apoio social. Exteriormente foi readaptada toda a zona envolvente, criando espaços personalizados e acessíveis, que promovem o envelhecimento ativo e com qualidade.

A inauguração contou com a participação da administradora da Santa Casa com o pelouro do FRDL, Ângela Guerra, e ainda com a presença do Cónego, Jorge Duarte, do Vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, José Guilherme Aguiar, do Provedor da Misericórdia de Gaia, Manuel Moreira, bem como de representantes da União das Misericórdias e de instituições do Concelho.

Fundo Rainha D. Leonor apoia restauro da Igreja da Misericórdia de Tentúgal

Em dia de aniversário pelos seus 442 anos, a Santa Casa da Misericórdia de Tentúgal inaugurou, esta quinta-feira, 6 de março, a sua Igreja, após obras de restauro e conservação, uma intervenção que foi apoiada pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) no valor de 233.482,69 €. Devido ao elevado estado de degradação em que se encontrava a Igreja da Misericórdia, a Santa Casa de Tentúgal avançou com uma candidatura ao FRDL, que, após verificação dos trabalhos a realizar, iniciou a intervenção.

A cerimónia que foi presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, contou com a participação da Provedora da Misericórdia local, Lurdes Santiago, a Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ângela Guerra, o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, e o Presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão. Contou ainda com a presença de vários representantes de outras Misericórdias do distrito de Coimbra e instituições locais.

Satisfeita com a concretização deste projeto, a Administradora da Misericórdia de Lisboa, Ângela Guerra, referiu na sua intervenção que a instituição que representa “está sempre disposta a ajudar as suas congéneres”, referindo que o FRDL é dos projetos da instituição que melhor incorporam “os valores que estão na génese da criação das Misericórdias nacionais, da solidariedade, apoio e respeito pelo legado secular de cada uma das instituições”.

Ângela Guerra afirmou ainda que o Fundo Rainha D. Leonor “é para continuar”, salientando que a Santa Casa de Lisboa, juntamente com a União das Misericórdias Portuguesas, terminou na passada sexta-feira, 28 de fevereiro mais um concurso ao FRDL, que terá a dotação de um milhão de euros para projetos que apostem na recuperação do património histórico das Misericórdias. 

Já no final do seu discurso a responsável deixou uma mensagem de apreço a todas as Misericórdias que “todos os dias fazem muito, com pouco”, reforçando a ideia de que “sem o trabalho diário das Misericórdias locais, milhares de pessoas estariam totalmente desprotegidas”.

Depois de todas as intervenções, foi descerrada uma placa comemorativa alusiva a esta inauguração e ao apoio do FRDL, seguida de uma visita a todo o espaço intervencionado.

De referir que para além dos trabalhos de recuperação dos espaços emblemáticos da igreja, destaca-se o retábulo quinhentista, em pedra de Ançã, considerado como um dos maiores da Península Ibérica, e que apresentava já vários sinais de degradação, e a reabilitação do órgão e baldaquio.

Paralelamente, foi também recuperada a Sacristia e a Tribuna dos Mesários, onde está representada uma imagem de Cristo na Via Sacra. Também a grande Sala do Despacho, no primeiro piso, e os anexos, foram inteiramente reabilitados tendo sido eliminados elementos espúrios e pavimentos recentes e desiguais. A Misericórdia aproveitou para recuperar o R/C da Sala do Despacho, que dá para a rua e para este pátio, potenciando o uso social destes equipamentos.

O FRDL nasceu de um acordo histórico entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para dar apoio a causas sociais prioritárias das Misericórdias de todo o País. Desde 2015, apoiou 142 projetos nas áreas dos equipamentos sociais e da recuperação do património num investimento superior a 23 milhões de euros.

Santa Casa assina acordo de parceria com a União das Misericórdias Portuguesas

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assinaram, esta quarta-feira, 8 de janeiro, um acordo de parceria que reforça o compromisso de cooperação entre as duas instituições nas áreas sociais e da cultura.

Este protocolo reafirma a necessidade imperativa da colaboração entre a Santa Casa e a UMP no sentido de apoiar outras Misericórdias Portuguesas, de maneira a promover e melhorar a qualidade de vida dos seus utentes e ainda proceder à recuperação de património cultural relevante das instituições apoiadas. 

Um dos pontos de destaque é o reforço do Fundo Rainha D. Leonor (FRDL), criado em 2015, e que já apoiou 142 instituições de norte a sul do país, num valor superior a 23 milhões de euros. Desta maneira o FRDL continuará a ser um instrumento essencial para apoiar a implementação de respostas prioritárias nas Misericórdias nacionais.

Outro elemento central do documento é o Acordo da Nossa Senhora do Manto, que desempenha um papel fundamental na integração de utentes da Santa Casa na rede solidária de equipamentos sociais da UMP, contribuindo significativamente para a expansão e fortalecimento da missão solidária partilhada por ambas as entidades.

O novo acordo estabelece como metas o apoio ao financiamento necessário para a efetiva recuperação do património relevante das Misericórdias Portuguesas, a promoção de cooperações institucionais, de forma a estabelecer bases de colaboração ao nível da investigação e da realização conjunta de ações de manifesto interesse para ambas as partes e disseminar ferramentas de gestão social entre as Misericórdias Portuguesas para ampliar o impacto das ações comunitárias. 

Além disso, esta parceria deixa ainda igualmente prevista a possibilidade de futuros apoios a projetos de Inovação Social, privilegiando iniciativas que permitam adaptar tais projetos aos padrões de cultura compatíveis com as diversas realidades culturais locais e institucionais e contribuir para o enraizamento de uma economia social positiva, bem como, a promoção de uma cidadania ativa, de maneira a eliminar as discriminações sociais.

Presentes na cerimónia de assinatura estiveram Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, Ângela Guerra, Administradora da Instituição, e Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas.

Com esta acordo, a Misericórdia de Lisboa e a UMP reafirmam o seu papel como pilares do desenvolvimento social em Portugal, mantendo viva a missão centenária de servir e apoiar as Boas Causas.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

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Contactos gerais e moradas