Hospital Cruz Vermelha aposta na prevenção
Numa década, a Unidade de Gastroenterologia do hospital que agora pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já realizou mais de 23 mil consultas e 42 mil atos de diagnóstico e tratamento.
Numa década, a Unidade de Gastroenterologia do hospital que agora pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já realizou mais de 23 mil consultas e 42 mil atos de diagnóstico e tratamento.
O Governo renovou com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa o contrato para a prestação de cuidados de saúde na área da medicina de reabilitação a doentes do Serviço Nacional de Saúde no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.
Todos os dias, o coordenador do Centro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital Cruz Vermelha, o professor e cirurgião Rodrigo Oliveira, vê chegar pacientes em fim de linha. Pessoas a quem a obesidade roubou a saúde e a oportunidade de uma vida normal.
António Lopes, fisioterapeuta, psicólogo e professor-coordenador na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão) foi eleito pelos fisioterapeutas para primeiro bastonário desta ordem profissional. Nesta que foi a primeira vez que a Ordem dos Fisioterapeutas foi a votos, depois da sua criação em setembro de 2019, António Lopes obteve 64,21% contra 31,54% de Emanuel Vital.
Na eleição que aconteceu via voto eletrónico participaram 2819 fisioterapeutas dos quase cinco mil inscritos na Ordem. Estima-se que em Portugal existam cerca de 15 mil profissionais, o que faz com que esta seja a terceira maior profissão na área da saúde, segundo a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas.
António Lopes, formado na ESSAlcoitão, “sente-se preparado e motivado para assumir este novo desafio, de garantir quer o desenvolvimento e afirmação da profissão, no contexto das profissões de saúde e das equipas onde se insere, quer a defesa dos cidadãos, em particular no que respeita à qualidade dos cuidados de saúde prestados.”
Em setembro deste ano, a ESSAlcoitão deu os primeiros passos no sentido de aliar inovação e serviço público com a criação da app ReageCovid, uma ferramenta que pretende promover a autogestão a curto e longo prazo no contexto Covid-19.

António Manuel Fernandes Lopes nasceu em 22 de agosto de 1954, em Vila Nova de São Bento, Serpa. É licenciado em Psicologia Educacional, Mestre em Ciências da Educação (Área de Pedagogia na Saúde). Fisioterapeuta com o título de Especialista em Fisioterapia pelos Institutos Politécnicos de Lisboa, Porto e Coimbra. Desempenha as funções de professor-coordenador, na Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
Atualmente é presidente do Conselho Pedagógico e Presidente da Comissão Permanente de Avaliação e Qualidade, e membro do Conselho Técnico Científico. Colabora, desde 2011, com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), na qualidade de presidente de Comissões de Avaliação Externa, na área CNAEF de Terapia e Reabilitação.
Desde 1980 que participa em processos de desenvolvimento curricular do curso de Fisioterapia, no plano nacional e internacional. Colaborou no desenvolvimento curricular de outros cursos na área da saúde, tendo sido, em 2004, nomeado membro do grupo coordenador para a implementação do processo de Bolonha a nível nacional.
No plano internacional, foi vice-presidente do Comité Permanente de Ligação dos Fisioterapeutas da CEE (SLCP) entre 1991 e 1998, e foi presidente da Região Europeia da Confederação Mundial de Fisioterapia (ER-WCPT) entre 1998 e 2010. Em 2011, foi distinguido pela “International Service Award” da WCPT, galardão que premeia o reconhecimento da liderança e serviços prestados à organização, e à fisioterapia, no plano mundial. Foi vice-presidente da Comissão Pró-Ordem da APFisio, e vogal da Comissão Instaladora da Ordem do Fisioterapeutas.
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem um novo projeto para a prestação de cuidados de saúde mental na capital.
O ritual foi cumprido rigorosamente, como se de surfistas profissionais se tratassem. Chegada à praia de Carcavelos pela manhã, vestir os fatos com mais ou menos dificuldade, pegar nas pranchas e dirigirem-se para a água. Primeiro, testando a temperatura, depois entrando no mar, uns com mais confiança e outros a medo, mas sempre apoiados pelos monitores da SURFaddict (Associação Portuguesa de Surf Adaptado) que, durante a aula exclusiva para os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ajudaram estes surfistas amadores a relaxar e a aproveitar todas as sensações possíveis que o surf consegue proporcionar.
Estas aulas anuais de surf adaptado já não constituem uma novidade para alguns dos utentes do Centro de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CPCCG). Desde 2017 que este equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se associou à SURFaddict. A primeira experiência ocorreu na praia da Areia Branca, na Lourinhã; no ano seguinte, a aula passou para a praia de Carcavelos, tal como nesta terça-feira.
“Neste grupo, para três deles foi a primeira vez que participaram”, explicou Paula O`Neill, terapeuta ocupacional do CPCCG, assegurando que os estreantes “adoraram” a experiência. Os restantes, já habituados a estas aulas de surf adaptado, já sabiam o que os esperava: “Uma sensação de liberdade, muita adrenalina, o recordar dos dias na praia e uma sensação de maior facilidade em se movimentarem”, relatou a responsável.

Experientes ou estreantes, certo é que os níveis de expectativa destes utentes, com idades entre os 20 e os 50 anos, nunca tinha sido tão elevada. De tal forma, que existia muita ansiedade pela atividade, algum receio e muita alegria, com os dias a passarem e a mesma pergunta a repetir-se diariamente: “Vai mesmo acontecer?”.
Após duas horas a “furar” as ondas, até perto da hora do almoço, os efeitos desta aula terapêutica já se faziam sentir (e notar) junto destes utentes. Calmos, com confiança para estar na água e com mais energia são alguns dos benefícios apontados por Paula O´Neill. Já os rostos destes surfistas deixavam transparecer alegria e felicidade, sentimentos que eram verbalizados com frases como “quero mais” ou “não esperava que fosse tão bom”. Emoções que não deixam ninguém indiferente no CPCCG e que “fazem tudo valer a pena”, como faz questão de sublinhar a terapeuta ocupacional que os acompanha nesta “aventura”.
“É por isto que continuamos a apostar sempre, e cada vez mais, em atividades de integração”, conclui Paula O´Neill sem hesitações, após mais um dia inesquecível para estes utentes da Misericórdia de Lisboa.
As 91 camas pertencem à nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor (UCCI RDL), antigo Hospital Militar da Estrela, em Lisboa. A unidade da Santa Casa irá receber os utentes de forma faseada, prevendo-se que atinja a sua lotação máxima até ao final de 2021. As camas vão integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa transformou este complexo na sua terceira unidade de cuidados continuados integrados (UCCI), particularmente relevante num tempo em que os desafios da longevidade são cada vez maiores. Será uma grande unidade da cidade de Lisboa destinada a receber utentes referenciados pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, servindo doentes de Lisboa e Vale do Tejo, em complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde.
O contrato-programa foi assinado pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, pelo presidente da Administração Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo, I.P., Luís Augusto Coelho Pisco, e pela diretora adjunta do Instituto da Segurança Social, I.P, Maria de Fátima da Fonseca Matos.
Edmundo Martinho sublinhou que a UCCI Rainha Dona Leonor é um “ganho para a cidade de Lisboa e para a região” e que, com esta nova unidade de saúde, a Misericórdia de Lisboa irá contribuir para atenuar o défice de respostas na região de Lisboa e Vale do Tejo.
“A UCCI Rainha Dona Leonor é funcional e está pronta para receber os utentes”, disse, sorridente. “A Santa Casa está muito empenhada no que diz respeito à questão da longevidade e comprometida na melhoria e no alargamento destes cuidados”, finalizou.

As obras de remodelação do antigo Hospital Militar da Estrela – agora convertido em Unidade de Cuidados Continuados Integrados – foram cofinanciadas pelo Programa Operacional Regional de Lisboa (PORLISBOA), através de Fundos Europeus, em particular do FEDER.
A equipa do PORLISBOA visitou a Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha D. Leonor no dia 13 de dezembro, de modo a acompanhar a operação cofinanciada. O FEDER comparticipou em 50% do valor considerado em sede de candidatura aprovado, traduzindo-se num financiamento de 4.371.490€.

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor junta-se à UCCI Maria José Nogueira Pinto, em Cascais – aberta desde 2012, conta atualmente com 12 camas -, e à UCCI São Roque, no Parque de Saúde Pulido Valente – inaugurada em 2019, tem 44 camas disponíveis.
Esta terceira unidade de cuidados continuados integrados da Santa Casa funcionará nas instalações do antigo Hospital Militar da Estrela, adquirido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em julho de 2015. É destinada a quem vive na região de Lisboa e Vale do Tejo.
O novo edifício tem sete pisos, dividindo-se nas tipologias: Unidade de Convalescença (13 camas), Unidade de Média Duração (39 camas) e Reabilitação e Unidade de Longa Duração e Manutenção (39 camas). Unidade de Convalescença: com a finalidade para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com perda transitória de autonomia, potencialmente recuperável, que necessitam de cuidados clínicos de reabilitação e de apoio psicossocial, em regime de internamento.
Unidade de Média Duração e Reabilitação: com a finalidade de criar as condições para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com perda transitória de autonomia, potencialmente recuperável, que necessitam de cuidados clínicos, de reabilitação e de apoio psicossocial, em regime de internamento de média duração, por situação clínica decorrente da recuperação de um processo agudo ou descompensação de processo patológico crónico.
Unidade de Longa Duração e Manutenção: com a finalidade de criar as condições para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com doenças ou processos crónicos, com diferentes níveis de dependência, que necessitam de cuidados clínicos, de manutenção e de apoio psicossocial, em regime de internamento de longa duração, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida do utente.
Chama-se ReageCovid, é uma aplicação gratuita e foi concebida pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Uma ferramenta indispensável para quem sofre os efeitos da COVID.
Promover a autogestão a curto e longo prazo no contexto Covid-19. Este é o principal objetivo da aplicação web ReageCovid, apresentada esta quarta-feira, 8 de setembro, na Sala de Extrações da Misericórdia de Lisboa. A app desenvolvida por mais de 40 alunos e docentes do Curso de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão), durante o ano letivo 2020/2021, encontra-se dividida em várias secções, onde se apresentam estratégias de autogestão de sintomas, que podem contribuir para a melhoria da situação física das pessoas afetadas pela doença de Covid-19.
Esta solução de acesso público e gratuito estará em constante atualização, de modo a ajustar-se à evolução das necessidades impostas pela Covid-19, com a disponibilização de recursos de ajuda à recuperação dos doentes. Com o objetivo de procurar perceber o impacto da pandemia a médio e longo prazo na saúde e bem-estar das pessoas infetadas, o estudo “A Covid-19 em Portugal” – que está a ser desenvolvido pela ESSAlcoitão em colaboração com a Universidade de Coimbra, ISCTE e Centro Hospitalar Universitário do Porto -, será uma mais-valia para conhecer a realidade portuguesa e ajudar a definir o conteúdo da aplicação.
O professor António Alves Lopes, que acompanhou de perto o desenvolvimento desta ferramenta, lembra que este recurso surge de um repto lançado aos alunos no âmbito da unidade curricular de Fisioterapia na Comunidade, do Curso de Fisioterapia da ESSAlcoitão. Naquela disciplina o objetivo é apenas um: criar um projeto inovador, que possa ser colocado ao serviço da comunidade e que se revele útil para o utilizador.
“Conseguimos ter 40 alunos finalistas empenhados de uma maneira muito franca e a trabalhar com afinco para disponibilizarem esta app no Dia Mundial da Fisioterapia. O objetivo foi cumprido” refere o docente, realçando que esta aplicação também teve o apoio de professores de outras áreas da ESSAlcoitão, como é o caso da nutrição e da terapia da fala, que “enriqueceram a app com mais conhecimento e estratégias”.
A Covid-19 veio alterar o paradigma do ensino em Portugal e a fisioterapia não é exceção. A coordenadora do departamento de Fisioterapia da ESSAlcoitão, Ana Isabel Vieira, reitera que a pandemia veio reforçar a necessidade de um “ensino em fisioterapia que promova o desenvolvimento de profissionais com capacidade de adaptação, que face a situações inesperadas e imprevisíveis se sintam confortáveis com a mudança e com a incerteza”.
No último ano e meio, o departamento de fisioterapia em muito contribuiu para a evolução desta área da saúde, ao implementar uma série de estratégias educativas que proporcionem o aumento do reconhecimento e da reflexão dos alunos sobre a intervenção da fisioterapia no contexto da Covid-19. Resultado disso é a app ReageCovid, um projeto que é fruto de uma articulação entre a ciência, a sociedade e a escola, e que promete ser uma ferramenta útil para milhares de portugueses que ainda lidam com as marcas que a Covid-19 deixou.
O acesso à web app ReageCovid pode ser feito através deste link ou por intermédio da leitura do QR Code, disponível na seguinte imagem.

Crianças com dor de dentes têm as suas atividades quotidianas afetadas, como comer, dormir e brincar. A dor pode afetar o rendimento escolar e ser razão para faltar à escola.