logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Ana Jorge nas comemorações do Dia Nacional do Enfermeiro de Reabilitação

Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, marcou presença na passada quarta-feira, 18 de outubro, nas comemorações do Dia Nacional do Enfermeiro de Reabilitação. A sessão, promovida pela Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação, teve lugar no auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Na sua primeira intervenção, Ana Jorge destacou aquela valência da Misericórdia de Lisboa como sendo “o berço não só da enfermagem de reabilitação, mas da reabilitação em Portugal”.

Num segundo momento, durante a apresentação sobre o papel das Misericórdias na saúde em Portugal, a provedora da instituição voltou a sublinhar a importância do Centro: “Há todo um passado marcante e significativo de Alcoitão na área da reabilitação e que fará todo o sentido reforçarmos”.

Ana Jorge lembrou ainda que a reabilitação “é uma área cada vez mais importante face à evolução da saúde” no país, recordando também que “as Misericórdias tiveram – e têm ainda – um papel essencial na prestação de cuidados a quem não tinha nada, até haver o Serviço Nacional de Saúde em 1979”, acrescentando que, mesmo posteriormente, “a Santa Casa sempre manteve estes cuidados de saúde de proximidade”.

Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro reconheceu mais dez personalidades

Foram conhecidos os vencedores da 12.ª edição do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro, numa iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Associação Portuguesa de Psicogerontologia e da Fundação Montepio. Assim, foram galardoadas 10 pessoas com 80 ou mais anos de idade, que mantêm atividades de relevo na sociedade.

A cerimónia, que decorreu na Sala de Extrações da Santa Casa, destacou os vencedores distribuídos por seis categorias: Intervenção Social, Arte e Espetáculo, Ciência e Investigação, Política e Cidadania, Ética e Saúde e Família e Comunidade.

Antes da entrega dos prémios, Ana Jorge, provedora da Misericórdia de Lisboa, apelidou esta iniciativa de uma “causa nobre”, afirmando que “a Santa Casa está desde o início empenhada neste prémio”.

“Gostaríamos muito que isto servisse de estímulo para os mais novos. Os jovens de hoje têm muito mais probabilidade de ter um envelhecimento ativo e saudável do que nós tivemos. A vivência de muitos de vós, mais velhos, foi um tempo de vida sem as condições de vida no global, saúde, social, economia, do país que tínhamos há muitos anos, sem Serviço Nacional de Saúde. O nosso problema é ter saúde para além dos 65 anos. Vivemos mais, mas nem sempre é uma vida capaz de ser como a vossa, capaz de dar à sociedade em várias áreas”, referiu.

Ana Jorge continuou os elogios aos premiados, salientando a vontade inacabável de fazerem mais.

“Fazer diferente e não ter medo da mudança é também uma característica das pessoas que estão aqui com mais de 80 anos. Terem a curiosidade, fazer novo, de outra forma”, concluiu.

provedora ana jorge discursa

Por seu lado, Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão, que também discursou à plateia, frisou a importância deste tipo de iniciativas.

“São poucas todas as iniciativas que possamos desenvolver para reconhecer o mérito e a excelência associados ao fenómeno da idade. Temos, cada vez mais, mais pessoas que fazem da sua vida dedicação a diferentes áreas: investigação, trabalho, política… E que o continuam a fazer em idades que vão muito para além daquilo que em regra entendemos como ‘idades ativas’. Mas ‘idades ativas’ já não existem nos dias de hoje”, resumiu.

Por fim, Maria João Quintela, presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, deixou o seu obrigado a todos os homenageados.

“Temos de agradecer-lhes duplamente, porque somos uma associação pequena, sem recursos para grandes receções, a não ser utilizando os nossos parceiros, mas temos de contar sobretudo com a enorme matéria-prima que são os nossos galardoados”, afirmou.

Recorde-se que a 1 de outubro de 2012, Dia Internacional do Idoso, a Santa Casa, a Associação Portuguesa de Psicogerontologia e a Fundação Montepio celebraram um protocolo para a criação do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro. Este prémio é também uma forma de perpetuar o nome de Maria Raquel Ribeiro (1915-2022), mulher que dedicou grande parte da sua vida às boas causas.

Maria Raquel Ribeiro exerceu uma intensa e longa carreira na área social, iniciada logo em 1949, no Instituto de Assistência à Família. Entre 1951 e 1971 executou funções na Santa Casa, onde dirigiu o Serviço Social. Em 1990, tornou-se Associada Fundadora da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, sendo posteriormente, e durante 10 anos, dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social e uma das principais promotoras da Comissão do Portuguesa do Conselho Internacional do Serviço Social, a que presidiu em 1969.

LISTA DE VENCEDORES

Intervenção Social

Juiz Conselheiro Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio

“Devo dizer que gosto mais de ser velho do que idoso. Não há nada melhor do que pessoas. Revolta-me dizer que uma criança é um adulto em formação. Porque assim um velho é um adulto em deformação. Deve haver respeito por cada um.”

Arte e Espetáculo

Escritora Dra. Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca

“A pessoa só envelhece se quiser. Sou uma pessoa muito ativa. Disseram-me que só tinha mais dois anos de vida. Isto foi há 36 anos.”

Radialista Aurélio Carlos Alpoim Pereira Moreira

“Por vezes pergunto-me como consegui fazer isto tudo. A rádio tem sido uma paixão e vou procurar continuar e tenho a certeza de que vou apresentar ideias novas. Criar é a mais alta forma de viver. Contem comigo mais uns anos.”

Escritor e Jornalista Mário Joaquim Marvão Gordilho Zambujal

“Não sei se mereço ver-me incluído num grupo de tantas personalidades distintas, mas agradeço na convicção de que não me dão esta lembrança só por ser velho, mas por ter tido um percurso com algum mérito. Embora não me seja recomendado, hoje vou beber um copo.”

Ciência e Investigação 

Professor Doutor Arsélio Pato de Carvalho

“Esta homenagem é também um alerta para a sociedade de que não há cidadãos dispensáveis. Não obstante termos 80 anos ou mais, felizmente ainda podemos dar mais à sociedade. Com a nossa experiência temos uma grande contribuição a dar.”

Política e Cidadania

Professor Doutor Jorge Manuel Moura Loureiro de Miranda

“Seria muito importante haver mais associações de pessoas idosas. Há muito a fazer no nosso país no restabelecimento de igualdade e solidariedade relativamente aos idosos. Muitíssimo a fazer.”

Professor Doutor António Miguel de Morais Barreto

“Agradeço esta distinção, sobretudo pelo grupo de quem passei hoje a ser colega. Permitam-me uma homenagem rapidíssima: recordar Vitorino Nemésio. Há 60 anos esse senhor ensinou-me que um dos maiores horrores das sociedades é a existência de uma categoria chamada limite de idade.”

Ética e Saúde

Dr. Jorge Manuel Medeiros Correia Gonçalves

“Vivo numa pequena ilha atlântica onde o envelhecimento é dos mais agravados do país e a esperança média de vida está abaixo da média nacional. Tenho a noção de que a caminhada é descendente, mas penso que devemos prosseguir utilizando a capacidade que nos for restando.”

Família e Comunidade

Engenheiro Celso Hernâni Gastalho Madeira

“Isto é o resultado de uma candidatura improvável que teve um desfecho improvável. Estou satisfeitíssimo e muito honrado. Temos um capital de experiências, um acumular de informação que é válida. Já que os melhores estão a ir embora, aproveitem os velhos que estão cá.”

Escritora Dra. Maria Luísa Teixeira Beltrão

“O medo e o amor fazem milagres. Foi sempre com medo e por causa do medo que fiz coisas. Sendo o isolamento a grande pandemia do Séc. XXI, o mais importante a salvaguardar são as relações entre as pessoas. O diálogo geracional é muito importante, porque temos muita coisa a ensinar.”

Santa Casa e acessibilidades, há mais de uma década a construir caminhos para todos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem desempenhado um papel crucial na promoção das acessibilidades em Portugal. Através de iniciativas inovadoras e parcerias estratégicas levadas a cabo ao longo da última década, a instituição tem trabalhado para garantir que espaços culturais, desportivos e outros sejam acessíveis a todos, cumprindo assim a sua missão e liderando pelo exemplo.

Numa sociedade verdadeiramente inclusiva, a acessibilidade não é um luxo, mas um direito fundamental. Para garantir que todas as pessoas, independentemente das suas capacidades físicas, possam desfrutar plenamente, por exemplo, das riquezas culturais e das emoções do desporto, é essencial criar espaços acessíveis. Mas a promoção da melhoria das acessibilidades vai além de rampas e elevadores, envolve também uma mudança de mentalidade, um compromisso com a igualdade e o respeito pelas diferenças.

bancada de mobilidade na final da taça de portugal

Quebrar barreiras na cultura

Uma das primeiras ações da Santa Casa em termos de acessibilidades foi talvez na área da cultura, com os festivais de música, como explica Luna Marques, diretora da Unidade de Animação Socioeducativa que esteve sempre ligada a projetos que envolviam utentes da instituição e a sua participação em eventos culturais.

“Em 2012, a Santa Casa patrocinou o Rock in Rio, um festival que sempre teve uma grande preocupação com as acessibilidades. Esta problemática era também uma inquietação da Santa Casa e como um dos nossos princípios é não deixar ninguém para trás, desenvolvemos um excelente trabalho no apoio a pessoas com mobilidade condicionada”. Paralelamente, observou-se que “todos os promotores queriam a Santa Casa a realizar este trabalho”, acrescenta.

Já Maria da Cunha, subdiretora da Direção de Comunicação e Marcas reforça igualmente esta ideia, confirmando que “quando se colocavam estas questões, os organizadores passaram a pensar logo na Santa Casa”, o que foi entendido, desde cedo pela instituição, como “um reconhecimento do bom trabalho até então já realizado, sempre numa lógica de patrocínio útil”.

A importância deste trabalho foi ganhando asas e chegou mesmo a todo o país, nos anos que se seguiram.

“Os promotores dos muitos festivais patrocinados pela Misericórdia de Lisboa, como: Meo Sudoeste, Paredes de Coura, Vilar de Mouros, Marés Vivas, Festival F, Super Bock Super Rock, Santa Casa Alfama ou o NOS Alive, começaram também a preocupar-se com as acessibilidades. E, durante muitos anos, fomos responsáveis pelo desenvolvimento de um trabalho muito sério no apoio à mobilidade condicionada”, frisa ainda Luna Marques.

Novidades como lugares de estacionamento e portas de acesso exclusivos, oficinas de apoio a cadeiras de rodas, plataformas para pessoas com mobilidade reduzida, casas de banho adaptadas, mapas táteis e a interpretação de concertos em Língua Gestual Portuguesa foram marcando a diferença para quem depende destes apoios.

“Os testemunhos das pessoas apoiadas por nós são comoventes. Algumas destas pessoas, antes de verem o programa do festival, dizem-nos que vão verificar se a Santa Casa estará presente. Durante estes anos proporcionámos a milhares de pessoas com mobilidade condicionada a possibilidade de participarem nestes eventos, o que de outra forma não seria possível. Fomos também nós evoluindo no nosso trabalho, houve muita aprendizagem com as pessoas que apoiamos”, concluiu a diretora da Unidade de Animação Socioeducativa.

Além dos festivais, a atuação da Santa Casa estendeu-se também a outros polos culturais. Um dos exemplos é o Teatro Nacional D. Maria II, com quem a parceria permitiu melhorar as condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e introduzir a interpretação de peças em Língua Gestual Portuguesa e com audiodescrição.

Parte destas iniciativas foram produzidas em colaboração com a Access Lab, através de Tiago Fortuna, responsável da empresa, e também ele com experiência própria nestes temas devido à sua condição física, testemunha e relembra como tudo começou.

“A nossa relação com a Santa Casa começa no seio da Casa do Impacto, quando fomos financiados pelo Fundo +Plus no âmbito da filantropia e investimento de impacto para alavancar o projeto da Access Lab. Depois solidificámos essa relação em sinergias com a Valor T e, mais tarde, com a Direção de Comunicação e Marcas, na ativação, que disponibiliza recursos para a comunidade surda no festival Santa Casa Alfama”, explica. Tiago toca ainda nos exemplos de transformação de espaços na Altice Arena ou nos festivais Iminente e MIL. O exemplo mais recente desta aposta na promoção das acessibilidades, por parte da Santa Casa, pode ser percebido na edição deste ano do Santa Casa Alfama, com a novidade dos coletes sensoriais.

sistema de audiodescrição

Desporto para Todos

No desporto, a acessibilidade é igualmente fundamental, tanto para espectadores como para atletas. Também “em campo”, esta foi sempre uma preocupação e uma aposta da Santa Casa, aqui através da marca Jogos Santa Casa, desde há cerca de 10 anos.

No Jamor, em 2022, nasceu o projeto da Escola de Natação Santa Casa, resultante da parceria com a Federação Portuguesa de Natação com o apoio dos Jogos Santa Casa, que posteriormente ganhou asas e passou a disponibilizar também aulas para pessoas com deficiência visual.

Desde o ciclismo, com a aquisição de bicicletas adaptadas (Tandem), passando pelo desenvolvimento de um programa de promoção do paraciclismo, até ao esqui, com a disponibilização de uma cadeira adaptada instalada no complexo de desportos de inverno da Serra da Estrela, passando ainda pela criação do Campeonato Nacional de Ténis de Mesa adaptado, entre muitos outros exemplos, a Santa Casa tem feito esforços para chegar – e fazer chegar – mais longe.

O futebol também mereceu atenção, desde cedo, no campo das acessibilidades. Exemplo disso foi a final da Taça de Portugal em 2012, prova que contou com o apoio dos Jogos Santa Casa, que então formalizaram uma parceria com a Federação Portuguesa de Futebol. Neste evento, e noutras edições posteriores, a instituição decidiu apoiar a instalação de uma bancada destinada a pessoas com mobilidade reduzida, que neste ano de 2023 contou com dezenas de utentes do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão e da Obra Social do Pousal. Também os jogos de futebol da Seleção Nacional, realizados no nosso país, são hoje mais acessíveis, sobretudo a pessoas com deficiência visual, que graças a uma ferramenta de audiodescrição puderam igualmente assistir e viver mais intensamente as emoções dos jogos.

Ainda no desporto, e numa área cada vez mais fundamental nos dias de hoje como é a digital, a Fundação do Desporto e os Jogos Santa Casa uniram-se, em 2021, para apoiar modernização do website do Comité Paralímpico (paralímpicos.pt), com o objetivo de obter o Selo Ouro de Usabilidade e Acessibilidade.

cadeira de esqui adaptado na Serra da Estrela

Um futuro mais inclusivo

As acessibilidades promovidas na última década pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa são o testemunho do compromisso da instituição para uma sociedade mais igualitária e justa.

Ao criar-se mais espaços e oportunidades mais acessíveis não se atende apenas às necessidades das pessoas com deficiência, mas enriquece-se igualmente a experiência de todos e constrói-se o caminho para um futuro mais inclusivo. Esta é, também, uma das Boas Causas promovidas, Misericórdia de Lisboa.

Fundo Rainha Dona Leonor apoia Misericórdia de Alcácer do Sal

O projeto de requalificação, agora concluído, contemplou a adaptação destas instalações possibilitando a criação de 35 vagas em Estrutura Residencial para Idosos e de 28 postos de trabalho, num espaço também vocacionado para pessoas com demência.

A Santa Casa de Alcácer do Sal presta apoio a 52 pessoas com demência. Nas residências, que ficam no mesmo campus, criadas para pessoas idosas com autonomia, 41% dos utentes é dependente de grau II e 36% apresenta quadros de demência. 

A obra visou, ainda, a construção de um alpendre para a criação de uma área social para os utentes, através de circuitos seguros no jardim, de maneira a promover o envelhecimento ativo.

Já no passado sábado, dia 23 de setembro, foram igualmente inauguradas as instalações remodeladas da Santa Casa da Misericórdia de Semide, no concelho de Miranda do Corvo. A intervenção contou com o financiamento do Fundo Rainha D. Leonor no valor de 41.486,44€.

A unidade – polo único da Misericórdia local, que inclui creche e centro de dia com 37 crianças e 25 idosos, respetivamente – passou a estar dotada de um novo sistema contra incêndios, melhorando a segurança do edifício e de todos os que dele se servem.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado em 2015 pela Santa Casa de Lisboa e pela União das Misericórdias Portuguesas. Tem como objetivo ajudar as misericórdias em todo o país, contribuindo para a coesão social e territorial do país.

Candidaturas para a 11.ª edição do Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa

O Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa está de regresso, naquela que é a 11.ª edição de uma iniciativa tem contribuído para que muitos jovens atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos consigam conciliar os estudos académicos com o desporto de alta competição.

As candidaturas vão decorrer de 1 a 31 de outubro e são elegíveis os atletas com idade igual ou superior a 18 anos (feitos até ao final do prazo de candidatura), que estejam integrados no Projeto Olímpico, no Projeto de Preparação Paralímpica, no Projeto de Preparação Surdolímpica ou no Projeto Esperanças Olímpicas, Paralímpicas ou Surdolímpicas, e que estejam igualmente inscritos num curso de licenciatura, mestrado, doutoramento, pós-graduação ou curso técnico-profissional com reconhecimento oficial.

O Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, que conta com a parceria do Comité Olímpico de Portugal e do Comité Paralímpico de Portugal, iniciou-se em 2012 e desde então já foram atribuídas 422 bolsas a um total de 215 atletas de 24 modalidades distintas, num valor superior a 1,2 milhões de euros.

Estas bolsas permitem o arranque e a continuidade de uma carreira dual, combatendo o abandono prematuro quer do desporto de alto rendimento, quer dos estudos. Esta premissa encaixa na aposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em valorizar o esforço e o mérito dos atletas que estão em início de carreira e daqueles que já representam Portugal ao mais alto nível, realçando o desporto como promotor de coesão social e de um estilo de vida saudável.

Todos os detalhes sobre a 11.ª edição do Programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa podem ser consultados no site do programa.

Cuidar de quem cuida. Centro Intergeracional Ferreira Borges acolhe “Momentos do Cuidador”

No âmbito do trabalho de proximidade e articulação que o centro e o projeto RADAR têm desenvolvido, os vários parceiros locais foram desafiados a realizar uma atividade conjunta para cuidadores informais e comunidade, nas instalações do Centro Intergeracional Ferreira Borges, na passada sexta-feira, 22 de setembro.

São muitos os relatos de mães, pais, maridos e filhos que se amontoam diariamente. Para quem cuida, não importa o parentesco, não importa dar o que muitas vezes não se tem – um corpo mais forte do que aquele que se possui e uma resiliência mental que desafia os limites do quotidiano – é um gesto revolucionário, o ato de sublimar a dor.

Mas, entre as persianas de um dia a dia confinado à azáfama dos medicamentos e da assistência na mobilidade, higiene e refeições, ainda há esperança por dias melhores.

Numa tertúlia dedicada ao tema, representantes de várias instituições estiveram à conversa com cuidadores e especialistas. Nesta sessão abordaram várias questões, incluindo de que forma é possível melhorar a vida de cuidadores quer das pessoas cuidadas.  A iniciativa contemplou, ainda, experiências de bem-estar, com reiki, chair massage, pilates clínico, oficinais da mente, meditação e psicomotricidade.

A Junta de Freguesia Campo de Ourique, a 24ª Esquadra da PSP; a Farmácia Linaida, a Associação Coração Amarelo; a Associação Alzheimer, o Movimento 55 +, a Fundação Lar dos Cegos, o CD Cruz Vermelha Portuguesa, o Movimento + Próximo (projeto de voluntariado da Paroquia de Sta. Isabel), o ACES Lisboa Ocidental, entre outros, foram algumas das entidades que participaram neste evento, que contou igualmente com a presença de Sérgio Cintra, administrador de Ação Social da instituição, e Pedro Costa, presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique.

35.ª Temporada Música em São Roque com estreias mundiais

Aproxima-se a 35.ª Temporada Música em São Roque, que vai decorrer entre 13 de outubro e 10 de novembro. Baseada num diálogo entre a história e a palavra, esta edição terá 10 momentos distribuídos pela Igreja de São Roque e pelo Convento de São Pedro de Alcântara, mantendo o propósito com que nasceu em 1988.

“Esta 35.ª edição revela continuidade nesse propósito absolutamente primordial e ético de dar lugar a um repertório de música portuguesa com artistas portugueses e dar-lhes liberdade suficiente para poderem apresentar o seu repertório de acordo, obviamente, com as regras que se mantêm desde 1988. Mas, acima de tudo, é valorizar o que se faz no nosso país a este nível”, sublinhou Teresa Nicolau, diretora da Cultura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“É um festival muito acarinhado, tanto por quem assiste como por quem participa”, acrescentou, destacando o exemplo do Grupo Vocal Olissipo, presente desde a primeira temporada. “Significa que tem havido uma evolução nesta relação, que não é apenas profissional, mas também empática, e que acreditamos que também a haja com o público, o que acaba por notar-se”, acrescentou a responsável.

Play Video about orquestra na Temporada Música em São Roque

Estreias mundiais em 2023

Do cartaz constam várias novidades, entre as quais algumas estreias mundiais. É o caso de “A música na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma”, com obras de Giovanni Pietro Franchi, um programa que será apresentado pelo grupo Ludovice Ensemble e que resulta da investigação da musicóloga Cristina Fernandes e de Fernando Miguel Jalôto.

Esta aposta mostra, segundo Teresa Nicolau, “um reconhecimento”: “Estamos a fazer história ao mesmo tempo que fazemos um festival de música. Se a Santa Casa tem algumas missões essenciais na ação social, por exemplo, esta sua missão de olhar para a cultura e destacar estes acontecimentos é também um dos pilares desta casa”.

Por fim, a diretora da Cultura da Misericórdia de Lisboa realçou mais uma participação do maestro Martim Sousa Tavares, que vai ser acompanhado pela Orquestra do Algarve, nas sessões de apreciação musical.

“É uma série de quatro episódios chamados Ouvidos para a Música, que vão ser disponibilizados em várias plataformas. Estes episódios têm sido, muitas vezes, utilizados nas edições anteriores, em escolas de música pelo país inteiro. Significa que prolonga a temporada ao longo do ano. Se cada um destes concertos e episódios tocar uma pessoa e torná-la interessada neste tipo de música, já cumprimos a nossa tarefa. Porque a cultura trabalha-se a longo prazo”, realçou Teresa Nicolau.

Todo o programa desta 35.ª edição pode ser consultado no site da Temporada Música em São Roque. Os bilhetes podem ser levantados gratuitamente e a entrada é feita até 10 minutos antes da hora dos concertos, finda a qual os lugares sobrantes são libertados.

Santa Casa Alfama, o festival da inclusão

O Santa Casa Alfama está de volta com dezenas de concertos distribuídos por vários palcos espalhados por Alfama. Nos dias 29 e 30 de setembro, o bairro lisboeta que dá nome à iniciativa volta a encher-se de fado para acolher o festival que celebra esta “estranha forma de vida”.

À semelhança da última edição, “o maior festival de fado do mundo”, pretende também ser um dos mais inclusivos do calendário festivaleiro. Além de dar nome ao festival, a Santa Casa assume também a missão especial de o tornar acessível, quer no apoio dado às pessoas com mobilidade condicionada, em cinco palcos (Palco Santa Casa; Palco Ermelinda de Freitas; Palco Amália; Palco Santa Maria Maior e o Museu do Fado), quer na promoção de um maior acesso aos concertos pela comunidade surda, através da interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP). Ações que voltam a ser desenvolvidas em parceria com equipas especializadas e verificados pela AcessLab, uma startup de impacto social que trabalha o acesso de pessoas com deficiência motora ou surdas à cultura e ao entretenimento.

Além da interpretação em LGP, no Palco Santa Casa, a equipa de interpretação terá duas pessoas surdas nativas para interpretarem alguns fados e fazerem representar a sua comunidade. Também será o primeiro festival de música a implementar coletes de vibração sensorial para que o público Surdo sinta o ritmo da música. 

A organização do festival volta também a disponibilizar bilhete gratuito para acompanhantes de pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, mediante a compra do bilhete pelas pessoas com deficiência e apresentação de respetivo Atestado Multiuso.

No palco Santa Casa, estão confirmados os nomes Sara Correia, Miguel Moura e Teresa Salgueiro. O palco Ermelinda Freitas, instalado no Rooftop Terminal de Cruzeiros de Lisboa, conta com os nomes de Tânia Oleiro, Rodrigo Rebelo de Andrade e Ana Sofia Varela.

O palco Amália, no Auditório Abreu Advogados, recebe as vozes de Mário Lundum e Soraia Cardoso. Já no último dia vão subir ao palco Francisco Moreira e Carmo Moniz Pereira.

No Palco Santa Casa Futuro, dedicado aos novos talentos, e instalado na Sociedade Boa União, a programação fica a cargo da Escola de Fado Amador e Criativo de Alverca. No segundo dia de festival, dia 30, as atividades são da autoria da Sociedade Boa União e da Associação Fado Cale Coimbra.

O palco instalado no Hotel Memmo Alfama, uma das novidades deste ano. Por aqui passaram as vozes de José da Câmara, Gustavo Pinto Basto e Teresa Brum. Outra novidade desta edição é a parceria com a Associação de Comerciantes do Bairro de Alfama, que vai integrar a programação do festival com oito casas de Fado de Alfama.

Ainda durante o festival, pelas 18H do dia 30, destaque para a Marcha da Santa Casa volta à rua para fazer um desfile pelos becos e vielas de Alfama, celebrando desta maneira não só o fado, mas também a génese da tradição alfacinha.

Santa Casa reforça rede nacional de creches gratuitas com mais 92 vagas

Depois da inauguração na passada semana, 12 de setembro, da nova creche do Casal do Pinto, no Beato, foi a vez da freguesia de São Domingos de Benfica receber um novo espaço dedicado à primeira infância, com capacidade para 20 crianças em berçário, 32 em sala de um ano e 40 vagas para crianças em sala de 2 anos.

O novo espaço dedicado à primeira infância surge através de um protocolo celebrado entre a autarquia da cidade e a instituição. O equipamento criado de raiz numa das maiores freguesias de Lisboa vai possibilitar que 92 crianças, entre os cinco meses e os três anos, possam usufruir daquele espaço e de todas as condições pedagógicas e de comodidade nos seus primeiros anos de vida.

A cerimónia de inauguração contou com as presenças de Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, de Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), e de José da Câmara, presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica.

“A Santa Casa tem um trabalho imenso, ao longo de muitos anos, na área social, principalmente dirigido às populações mais vulneráveis e, agora que começámos a alargar as nossas respostas em creches, é um apoio que poderá ser muito significativo na evolução e no desenvolvimento da sociedade e no apoio às famílias”, começou por dizer a provedora na sua intervenção, frisando que “o trabalho de uma creche não acabe no apoio às crianças. É também aquilo que podemos fazer e desenvolver na área da intervenção com os mais pequenos, reforçando laços familiares e aprofundar a relação entre as famílias e a sociedade”.

Ana Jorge referiu, ainda, que a união entre a CML e a instituição que lidera é fundamental para contribuir para uma cidade “mais inclusa e mais desenvolvida”, sublinhando que “a Santa Casa sempre desenvolveu o seu trabalho diário, nas suas várias vertentes, para combater desigualdades e apoiar todos sem exceção”.

Opinião partilhada por Ana Mendes Godinho, que reforçou a importância de as “instituições trabalharem em conjunto em problemas comuns”. “Este é um dia que reforça muito bem o compromisso que é a “Creche Feliz”, um dos maiores investimentos sociais para o nosso país, mas é também o dia de um compromisso entre entidades públicas, entre organizações que se dedicam a trabalhar em conjunto para construir respostas adequadas para as famílias lisboetas, quebrando muitas das vezes alguns muros preconceituosos que existem na nossa sociedade”, comentou a ministra.
 
Ana Mendes Godinho adiantou também que “apoiar as nossas crianças é também o nosso futuro”, fazendo referência a alguns dados, que demonstram que na Europa, cerca de 20% das crianças estão em risco de pobreza ou exclusão social. Para a ministra, estes números representam “um falhanço coletivo”, apontando, ainda, que no futuro “é necessário que outras entidades como a Santa Casa e a CML sigam este exemplo de trabalhar em conjunto, de maneira a não hipotecar o futuro de todos nós”.
 
Já Carlos Moedas reiterou que a CML tem investido “de uma maneira única na área social”, frisando que se Lisboa pretende ser uma “capital moderna, deve ser primeiro uma cidade social”. “A Santa Casa foi e é um parceiro fundamental na implementação de várias medidas e projetos na área social, seja na área dos cuidados de saúde à população mais envelhecida na cidade, mas também no apoio às nossas crianças, na gestão das creches feitas por nós”, concluiu o autarca.

Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão

O processo sobre a construção do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão assenta numa investigação profunda sobre o que de melhor se fazia na altura pelo mundo fora. José Guilherme de Melo e Castro, subsecretário de Estado da Assistência Social em 1955, pôs em marcha um conjunto de ações e procedimentos – desde logo envolvendo a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa –, que passaram por visitas a Inglaterra e a Nova Iorque, para melhor conhecer as políticas de saúde e, em especial, dos centros de reabilitação, além dos mais reputados médicos da especialidade.

Dois acontecimentos levaram à evolução para a concretização desta infraestrutura: em julho de 1956, são publicados os estatutos da Liga Portuguesa dos Deficientes Motores; e em 1957, Melo e Castro é nomeado provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, cargo que lhe permitiu concretizar o projeto do ‘seu’ centro sob a iniciativa desta instituição, e que inaugura a 2 de julho de 1966, na presença do Presidente da República da altura, Almirante Américo Tomás.

Sendo uma obra pioneira, desde a génese, o seu nascimento requer que se encontrem respostas para que a tornem possível. E é durante este processo que surge a ideia da criação do Totobola, uma inovação que nasce, mais uma vez, pela cabeça e mão de Melo e Castro e da Santa Casa, cujas receitas se destinaram a financiar a obra e funcionamento do CMRA e da sua escola de terapeutas, bem como de outros estabelecimentos da área da ação social, saúde e desporto, por todo o país.

Assim, em 1961, foram criadas, por decreto-lei, as Apostas Mútuas Desportivas, designadas por Totobola. A sua administração e exploração competiam à Misericórdia de Lisboa e o respetivo rendimento líquido foi consignado expressamente, e em partes iguais, ao fomento da educação física e atividades na modalidade de reabilitação de diminuídos físicos.

As primeiras notícias do Centro de Reabilitação de Alcoitão

Nas suas viagens pelo mundo à procura dos melhores exemplos na área da medicina de reabilitação, Melo e Castro conhece Howard A. Rusk, um médico da especialidade, de Nova Iorque, que será mentor de Santana Carlos, futuro diretor do Centro de Alcoitão. O encontro entre Rusk e Carlos viria a revelar-se decisivo para a tomada de decisão de construir um centro de raiz. O médico americano aplicou com enorme sucesso este modelo enquanto médico militar na II Guerra Mundial, com a universidade de Nova Iorque a disponibilizar-lhe algumas alas nos hospitais de Bellevue e Goldwater, para se dedicar à reabilitação de civis. Entre outras ações, promoveu campanhas publicitárias e de informação pública, destacando-se a sua colaboração semanal com o New York Times.

Corria o verão de 1958, quando Howard Rusk, aquando de uma viagem pela Europa, chega a Portugal, facto que correu logo pelos jornais portugueses na altura. As notícias davam conta de que a sua chegada tinha como objetivo “apreciar e estudar, com as entidades responsáveis, os planos do Centro de Reabilitação de Diminuídos Físicos, o primeiro a ser instalado no nosso país, cuja construção […] ainda se iniciará no decurso do ano corrente, em Alcoitão, no concelho de Cascais”. Ou ainda: “custará 25 mil contos um Centro de Reabilitação de Diminuídos Físicos a construir por iniciativa da Misericórdia de Lisboa”.

 

A arquitetura

O projeto de arquitetura do Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão ficou a cargo de Sebastião Formosinho Sanchez. A obra do autor inseria-se, nos anos de 1950 e 1960, numa linha de continuidade do Modernismo – um movimento de ideias visto sob a perspetiva de que a tecnologia e o design ajudariam a mudar uma sociedade cheia de desigualdades e a recuperar da I Guerra Mundial.

Para Formosinho Sanchez, o Centro de Alcoitão foi a sua maior obra na qual quis projetar um ambiente acolhedor, propício à cura, um ambiente de “quase casa”, tentando encontrar uma nova linguagem para os edifícios hospitalares que resistisse à ideia de “frio e de branco” dos hospitais. O edifício desenvolve-se em estreita relação entre a paisagem natural e o espírito do lugar, uma zona com forte influência do oceano e da serra de Sintra, com os jardins e parque envolventes a constituírem um exemplo de projeto de arquitetura paisagista do Modernismo.

 

CMRA Espaço Interior

História recente

Durante 40 anos, o Centro de Medicina de Alcoitão foi único no país. E apostou, logo no início da sua existência, na educação de profissionais da área da reabilitação, com a integração, em 1966, da Escola de Reabilitação de Alcoitão (ERA), convertida, mais tarde, na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA), um estabelecimento privado de ensino superior politécnico e o primeiro, em Portugal, com cursos de Fisioterapia, de Terapia Ocupacional e de Terapia da Fala.

Hoje, com mais de meio século de existência, continua a prover serviços pioneiros e exclusivos, apostando na tecnologia inovadora e na melhoria das condições de acolhimento dos utentes. 

Um dos equipamentos mais extraordinários do Centro de Alcoitão é o exosqueleto. Foi adquirido em 2016 e é único em Portugal. Trata-se de um dispositivo robótico que consiste num fato biónico ajustável ao utilizador, tendo várias áreas de aplicação. Na área da saúde é utilizado em reabilitação, permitindo que pessoas com alterações neuromusculares dos membros inferiores possam realizar a posição de pé e treino de marcha, conferindo-lhes maior mobilidade, autoconfiança, força, flexibilidade e resistência. A sua utilização como meio de intervenção terapêutica proporciona um aumento da funcionalidade e da independência da pessoa, indo ao encontro dos principais objetivos da reabilitação. As suas características são, assim, imprescindíveis e essenciais na reabilitação da população que acede ao Centro.

Em 2021, requalificou o seu Laboratório de Marcha, o único equipamento de análise do movimento a nível nacional, atualmente, dedicado à atividade clínica. Em que consiste? Num meio complementar de diagnóstico, que fornece informações indispensáveis para a tomada de decisões clínicas fundamentadas.

Já este ano, por ocasião das comemorações do seu 57.º aniversário, o Centro inaugurou a ‘parede de escalada’, uma infraestrutura adaptada para utilização por parte de doentes com patologias neurológicas, tanto em idade adulta como em idade pediátrica, num projeto original, inovador e ambicioso, com inúmeros benefícios para os utentes, e de incentivo à prática de uma modalidade desportiva. 

Atualmente, o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão dispõe de 150 camas para internamento, organizadas em três serviços, de acordo com o grupo etário e regime de prestação dos cuidados. Conta também com as unidades de residências assistidas, destinadas a utentes com incapacidade motora.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas