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Acompanhamento da População 65+

O Projeto “RADAR” é uma medida de operacionalização do Programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”, cujo objetivo é sinalizar a população com mais de 65 anos de idade, identificando-a e registando as suas necessidades básicas para, em rede, melhor responder aos desafios do envelhecimento. Uma iniciativa inspirada no programa com o mesmo nome da cidade de Barcelona.

O RADAR é um projeto comunitário que surge da experiência de trabalho local com enfoque na população idosa isolada e em situação de risco, conforme estabelecido no Plano de Desenvolvimento Social de Lisboa 2017/2020.

A questão central do Radar é a sinalização e acompanhamento da população idosa da capital, pretendendo-se criar condições para ter uma cidade amiga de todas as idades onde não haja barreiras em função do envelhecimento ou juventude.

Contexto e operacionalização:

A premência deste projeto surge de alguns dados recolhidos que mostram que 24% da população tem 65 ou mais anos (cerca de 131 mil pessoas), 85 mil pessoas vivem sós ou acompanhadas por pessoas da mesma idade e 15% das habitações são ocupadas por idosos que vivem sós (cerca de 35 mil pessoas). Num levantamento junto das freguesias, percebeu-se que a população idosa e respetivo envelhecimento é a principal problemática identificada pelas Comissões Sociais de Freguesia, em particular o isolamento social e solidão.

O objetivo principal do RADAR é organizar a parceria comunitária e identificar e caracterizar 30 mil pessoas. Essa sinalização vai permitir identificar necessidades de forma abrangente e equitativa a nível territorial.

Como objetivos gerais, o RADAR permitirá: criar condições para a promoção do prolongamento da vida autónoma e da população idosa; criar comunidades de vizinhança solidárias e inergeracionais; sinalizar a população 65+, identificando necessidades de forma abrangente e equitativa a nível territorial; estabelecer um registo base estimado em 30 mil pessoas.

Saiba mais sobre o Lisboa – Cidade de Todas as Idades aqui e sobre outro projeto relacionado (Espaços Interage) aqui.

Serviço Social: Campos de Atuação e Identidades Profissionais

A próxima conferência do Ciclo de Conferências do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão é já no próximo dia 20.

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) promove em 2017/18, o Ciclo de Conferências “Avanços na Reabilitação – Por Boas Causas em Boas Mãos”, uma iniciativa que se destina a partilhar a atividade clínica e científica dos seus profissionais, bem como a de convidados de elevado mérito científico, através de comunicações, apresentações e tertúlias. Neste sentido o Centro, em ambiente de equipa multidisciplinar, abre um espaço privilegiado de discussões e de partilha sobre aquilo que de melhor se faz a nível nacional e internacional na área da Reabilitação.

No dia 20 de março, a partir das 14h30, a conferência é dedicada ao tema: Serviço Social: Campos de Atuação e Identidade Profissionais e fica a cargo de Maria Irene Carvalho e Carla Pinto.

PROGRAMA

14h30 às 15h00 – “Campos de Atuação e Identidades Profissionais” – Esta comunicação destaca os campos de atuação e as identidades profissionais percebidas e construídas pelos Assistentes Sociais em Portugal. Pretende-se debater de que modo os processos de mudança social e política (questões sociais, complexidades, austeridade e nova gestão pública) influenciam a intervenção dos assistentes sociais e reconfiguram a profissão. Nesta abordagem consideramos o sector da saúde como um campo onde o Serviço Social emergiu e se consolidou destacando os desafios para a profissão neste contexto.

15h00 às 15h15 – Debate

Local: Sala Multiusos 1 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

Oradores:

Maria Irene Carvalho – Professora Auxiliar convidada no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ISCSP -Universidade de Lisboa – Investigadora Integrada no Centro de Administração e Políticas Públicas – CAPP e Coordenadora do Núcleo de Investigação em Serviço Social.

Carla Pinto – Professora Auxiliar no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ISCSP – Universidade de Lisboa -Investigadora Integrada no Centro de Administração e Políticas Públicas – CAPP e Coordenadora do Núcleo de Investigação em Serviço Social.

Encontro promove estratégia para pessoas sem-abrigo

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa coordena o eixo da intervenção do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo na capital. É a primeira vez que os núcleos de todo o país se encontram.

Lisboa recebeu a 27 de fevereiro, o 1º encontro nacional dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo (NPISA). O objetivo deste encontro foi a apresentação da Estratégia para a Integração de Pessoas em Situação Sem Abrigo 2017-2023, e promover a sua efetiva implementação no território a partir dos contributos de todas as entidades envolvidas na integração das pessoas em situação de sem-abrigo.

A ENIPSSA 2017-2023 compreende três eixos de intervenção, que visam a promoção do conhecimento do fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo, informação, sensibilização e educação, o reforço de uma intervenção promotora da integração das pessoas em situação de sem-abrigo, bem como a coordenação, monitorização e avaliação da Estratégia.
A implementação da ENIPSSA 2017-2023 realiza-se através de Planos de Ação bienais, que incluem os eixos, objetivos estratégicos e ações executadas através de atividades, metas, indicadores, orçamento (direto e indireto), calendário e entidades (responsáveis e parceiras).

O Plano de Ação 2017-2018 prevê 104 atividades distribuídas pelas ações, objetivos estratégicos e eixos de intervenção. Entre os objetivos estratégicos do plano encontram-se, entre outros, a utilização de um conceito único a nível nacional de “pessoa em situação de sem-abrigo”, o reforço de uma intervenção promotora da integração das pessoas em situação de sem-abrigo, assegurar que ninguém tenha de permanecer na rua por mais de 24 horas. Conheça o documento completo aqui.

NPISA Lisboa

Em Lisboa, o NPISA existe desde 2015 no Cais do Gás, com coordenação tripartida da Rede Social de Lisboa (Câmara Municipal, Santa Casa e Instituto da Segurança Social) e várias instituições que trabalham com esta população.

Neste local funciona a Unidade de Atendimento para a Pessoa Sem-Abrigo – UAPSA que permite um atendimento de emergência centralizado à população sem-abrigo e/ou com domicílio instável. A UAPSA funciona todos os dias úteis das 9h00 às 18h30, sendo que fora deste horário e ao fim-de-semana e feriados o Centro de Alojamento Temporário Mãe de Água (CATMA) assegura a resposta de emergência às sinalizações realizadas.

O espaço, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, é gerido pela SCML, permitindo uma intervenção integrada que agrega todos os serviços e instituições da Rede Social de Lisboa que trabalham com as pessoas sem-abrigo ou em situação de emergência social.

O equipamento social da cidade de Lisboa assegura o acompanhamento dos sem-abrigo, proporcionando um atendimento mais completo e centralizado, evitando que tenham de bater a sucessivas portas e, também, que as instituições dupliquem apoios e estratégias.

O espaço, dividido em dois pisos, foi equipado com uma receção, salas de espera e de enfermagem, balneário, um banco de roupas e seis salas de atendimento, uma das quais com um espaço para crianças. No piso de cima, foram instalados os gabinetes para os técnicos das diferentes instituições.

Santa Casa requalifica 21 centros de dia

A iniciativa representa um investimento de 12 milhões de euros e pretende que estes centros de dia promovam convívio entre gerações.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apresentou, esta sexta-feira, 2 de março, o Projeto InterAge, que tem como objetivo requalificar 21 centros de dia da Misericórdia de Lisboa, transformando-os em espaços intergeracionais e abertos à comunidade.

A recuperação dos equipamentos deve estar concluída até 2026. A Misericórdia de Lisboa pretende que os centros promovam convívio entre gerações, combinando centros para idosos e creches.

Na cerimónia, que decorreu no Centro Social de São Boaventura, estiveram o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, o vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Ricardo Robles e o administrador da Ação Social da SCML, Sérgio Cintra.

Recuperação de espaços e intergeracionalidade

O projeto InterAge, assim se chama este programa, vai beneficiar mais de 1600 utentes e representa um investimento de 12 milhões de euros. O projeto apresentado enquadra-se no Programa “Lisboa. Cidade de Todas as Idades”, lançado no início de fevereiro, que pretende diminuir o isolamento social dos idosos que vivem em Lisboa, através do maior e mais ambicioso programa de investimento na rede de cuidados, apoio domiciliário e requalificação do espaço público.

É um projeto conjunto da Câmara Municipal de Lisboa e da Santa Casa e assenta em três eixos: vida ativa, vida apoiada e vida autónoma, onde se integra o InterAge. Neste eixo – o da vida autónoma -, mais três medidas são da responsabilidade da Santa Casa. Os serviços de teleassistência, de apoio ao cuidador informal e apoio domiciliário.

Os 21 centros da Misericórdia de Lisboa correspondem a cerca de 1/3 da resposta que existe em Lisboa. A requalificação dos centros será realizada, por fases, até 2026, tendo-se iniciado a sua implementação em cinco centros de dia.

Público-alvo:

Uma resposta para todos: abertura à comunidade, a todas as gerações e a diferentes estratos sociais.

Modelo de funcionamento:

Conjuga várias respostas sociais, dinamiza serviços e produtos em função das necessidades da população. Trabalha em rede com as entidades locais, numa lógica de cogovernação, flexível e ajustada a cada território e aos interesses de cada um. Promove o exercício de cidadania e de participação das pessoas num projeto comum. Estimula a solidariedade social.

Mais e melhor intervenção na área da saúde mental

A Santa Casa estabeleceu uma parceria de cooperação com a Lisbon Institute of Global Mental Health (LIGMH) com o objetivo de qualificar a intervenção psicossocial dos técnicos das equipas das Unidades de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da instituição.

Foi assinado esta quinta-feira, 1 de março, um protocolo de colaboração entre a Misericórdia de Lisboa e a LIGMH, pelo administrador de ação social da instituição, Sérgio Cintra e o presidente da LIGMH, professor José Miguel Caldas de Almeida.

O acordo celebrado entre as duas instituições tem por objetivos desenvolver ferramentas padronizadas de documentação e avaliação, dar assistência técnico-científica na avaliação de intervenções e serviços, possibilitar a supervisão técnica de projetos específicos de reabilitação psicossocial e desenvolver parâmetros que permitam criar um modelo inovador de intervenção na Misericórdia de Lisboa, que seja reprodutível e se possa difundir e adotar a nível nacional e internacional.

Com um período de vigência de 3 anos, o protocolo pretende enquadrar e regular a colaboração entre a Santa Casa e a LIGMH para a implementação de um projeto destinado a qualificar a intervenção psicossocial dos técnicos das equipas de 10 Unidades de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade, na área da saúde mental.

A Lisbon Institute of Global Mental Health procura gerar conhecimentos inovadores, criar capacidade e proporcionar colaboração técnica a governos e instituições na área da saúde pública mental. Constituída por Um grupo selecionado de especialistas em saúde pública e saúde mental a LIGMH é uma organização independente, organizada pela NOVA Medical School / Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Um presente e um sorriso

As crianças da Casa de Acolhimento Menino Jesus foram surpreendidas esta quinta-feira, 8 de fevereiro, com prendas de Natal “tardias”. A iniciativa aconteceu no âmbito da campanha “Um presente a mais para quem tem menos”.

Esta iniciativa é o resultado da campanha solidária da TVI, lançada em dezembro passado, no “Wonderland”, no Parque Eduardo VII, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A campanha apelava às pessoas para deixarem uma prenda para ser oferecida a crianças desfavorecidas e, mais uma vez, os portugueses provaram que são solidários e generosos.

Brincar ao carnaval no Zoo de Lisboa

As férias do Carnaval são a altura ideal para um dia cheio de brincadeira. A convite do Jardim Zoológico de Lisboa e mascarados a rigor, mais de 200 crianças e jovens da Santa Casa aproveitaram este dia de festa onde não faltou surpresas, máscaras e muita animação.

O carnaval são só três dias e o de 2018 já acabou, mas no Jardim Zoológico de Lisboa, os reis da folia foram as cerca de 200 crianças da Santa Casa, que viveram momentos inesquecíveis, esta terça-feira de carnaval, 13 de fevereiro, com os habitantes permanentes do Zoo.

Chitas, golfinhos, leões e a Welwitschia, a mais pequena cria de girafa-de-Angola nascida no parque. Houve de tudo num dia onde as máscaras carnavalescas nunca ficaram atrás das pintas das chitas ou das riscas das zebras, que fizeram as delícias de miúdos e graúdos.

O dia começou pouco passava das 11 horas, com o pequeno-almoço das chitas. Durante alguns minutos os presentes ficaram a conhecer tudo o que há para saber sobre o felino mais rápido da savana. Estava dado o arranque para um dia cheio de festa, animação e muita surpresa.

Para Guilherme, proveniente de um lar para crianças da Santa Casa, este foi um dia para mais tarde recordar. Com pouco mais de dez anos, esta foi a primeira vez que visitou o Jardim Zoológico de Lisboa e a reação não podia ser melhor. “Estou a gostar de tudo, mas o animal que mais gosto é o leão”, conta Guilherme, deixando uma questão sem resposta ao tratador dos leões: “porque é que o Sporting não tem um leão como o Benfica tem a águia no estádio?”.

Ainda antes da hora de almoço, houve tempo para os exploradores de palmo e meio, visitarem o pavilhão destinado aos animais exóticos. Depois de estarem todos acomodados dentro do habitat dos crocodilos, cobras e iguanas, o barulho da folia deu lugar a um silêncio ensurdecedor, apenas intercalado devido aos pequenos sustos das crianças, a cada movimento do aligator sul-americano.

Este tipo de atividades é fundamental, segundo António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da instituição, pois além de fazer as delícias dos mais pequenos, proporciona momentos de convívio essenciais ao desenvolvimento pessoal e humano. “Queremos acima de tudo proporcionar momentos fora da instituição, à semelhança daqueles que vivemos junto das nossas famílias e filhos”.

Ao final do dia na Baía dos Golfinhos, após a apresentação do espetáculo, houve o tradicional concurso de máscaras destinado a premiar os mais originais fatos carnavalescos.

Realizar o potencial do envelhecimento ativo

A Declaração de Lisboa “Uma Sociedade sustentável para Todas as Idades: Realizar o potencial de viver mais tempo” sublinha o envelhecimento ativo como tema transversal na implementação da Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Realizou-se em Nova Iorque a 56ª sessão da Comissão de Desenvolvimento Social das Nações Unidas. Um dos pontos da agenda foram as conclusões da avaliação regional que saíram da Conferência da UNECE (Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa), que decorreu em setembro de 2017 e onde foi assinada a Declaração de Lisboa.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, defendeu perante os países-membros das Nações Unidas a Declaração de Lisboa. Na sua intervenção, o ministro defendeu que a Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e o Plano de Ação de Madrid sobre o Envelhecimento (MIPAA) se complementam.

“A economia está a mudar rapidamente e novos riscos estão a surgir. São necessárias novas respostas, respostas que têm de ter em conta uma nova abordagem sobre o envelhecimento. É imperioso mudar a forma como olhamos para o envelhecimento, dissipando estereótipos e atitudes tanto na sociedade como nas empresas e nas organizações. O envelhecimento da população não pode ser visto como um fardo para a sociedade. Pelo contrário, temos de reconhecer o seu potencial para o crescimento da economia e para uma sociedade inclusiva. E este desafio está ainda longe de ser reconhecido e posto em prática”, afirmou o ministro.

A região da UNECE está a assistir ao envelhecimento da sua população mais cedo do que outras regiões, o que é encarado pelos países-membros como um desafio, bem como uma oportunidade. No ano passado, em Lisboa, os membros da UNECE reafirmaram o seu compromisso de realizar o potencial do envelhecimento ativo através da implementação do MIPAA, reforçando essa intenção com a assinatura da Declaração de Lisboa.

Da 56ª sessão da Comissão de Desenvolvimento Social das Nações Unidas saiu uma orientação para que os países-membros, designadamente através das suas comissões regionais, fortaleçam a implementação do MIPAA, usando esse plano como uma ferramenta para a inclusão das pessoas idosas e para alcançar os objetivos da Agenda 2030.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, preside ao Grupo de Trabalho sobre envelhecimento da UNECE, que celebra o seu 10º aniversário em 2018. Este grupo é o organismo responsável por apoiar as recomendações da Comissão na região da UNECE.

O Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento é uma organização intergovernamental, que visa contribuir para a implementação dos compromissos assumidos pelos Estados Membros, orientar o trabalho da UNECE no terreno na área do Envelhecimento, promover a cooperação internacional, partilha de experiências e discussão de políticas de Envelhecimento, consciencializar para as consequências do Envelhecimento na região da UNECE e criar sinergias dentro e fora da Comissão.

“Lisboa – cidade de todas as idades”

Autonomia e Participação são os conceitos chave no protocolo assinado pela Santa Casa com a CML para a criação de um programa integrado de apoio à população da capital. O investimento ascende a 100 milhões de euros.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) assinou esta sexta-feira, 2 de fevereiro, com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), um protocolo para a criação do programa “Lisboa – cidade de todas as idades”. O protocolo foi assinado pelo provedor da SCML, Edmundo Martinho e pelo presidente da CML, Fernando Medina.

O programa pretende diminuir o isolamento social dos idosos que vivem em Lisboa e que constituem um quarto da população da cidade, com o maior e mais ambicioso programa de investimento na rede de cuidados, apoio domiciliário ou a requalificação do espaço público, tornando-o mais amigo dos idosos.

Fernando Medina sublinhou que o programa vai inverter “a filosofia da intervenção social de institucionalização para um foco central de atividade e autonomia, com conforto e segurança”. Para o líder da autarquia, a estratégia apresentada simboliza “uma visão integrada e um desafio a todas as instituições da cidade para encararmos um problema central, o do envelhecimento”.

O programa assenta em 3 eixos: vida ativa, vida autónoma e vida apoiada. Para Fernando Medina a vida ativa é o eixo central, porque vai permitir potenciar as capacidades das pessoas que, aos 65 anos, estão “num pico de capacidade intelectual, de conhecimento e, até, muitas vezes de energia e disponibilidade” que falta aos mais novos, defendendo a necessidade de se aproveitar essa “energia incrível”.

O presidente da CML agradeceu a Edmundo Martinho por, no início do seu mandato como provedor, “ter dado prioridade a este projeto”, que qualificou como, porventura, “a mais ambiciosa parceria” entre as duas instituições.

ue “todo o programa está desenhado à volta de duas questões: autonomia e participação”, conceitos que são transversais a todas as medidas apresentadas. Tal como Fernando Medina, Edmundo Martinho lembrou que “este é um programa que não está fechado e incentiva novos contributos” de todos.

Para além de todos os benefícios que se esperam para a população, Edmundo Martinho destacou uma questão subjacente, da criação de emprego: “O dinamismo que se vai introduzir nas respostas sociais permitirá uma criação de postos de trabalho muito intensa”, realçando que se refere a postos de trabalho qualificados.

Entre as medidas do programa, destaque para a Teleassistência, requalificação de 21 Centros de Dia em espaços intergeracionais e abertos à comunidade, alargamento da cobertura de apoio domiciliário, um Serviço de Apoio ao Cuidador Informal para abranger seis mil cuidadores em, aumentar e melhorar a prestação de cuidados de saúde básicos, coordenados com o apoio social, à população necessitada de Cuidados Continuados mas com autonomia para habitar em casa própria, estando prevista a criação de 8 equipamentos com Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e Cuidados Continuados, que tem por objetivo a criação de mil vagas.

Aquele que é assumido pelas entidades promotoras como o “maior e mais ambicioso programa de investimento na rede de cuidados, apoio domiciliário ou a requalificação do espaço público”, vai incluir também a Segurança Social e a Administração Regional de Saúde, bem como todas as instituições da Rede Social de Lisboa.

Especialistas discutem desafios da governação integrada

A Misericórdia de Lisboa é uma das participantes e responsáveis pela Conferência Internacional do Fórum para a Governação Integrada.

O Cinema São Jorge, em Lisboa, recebeu, nos dias 30 e 31 de janeiro, a quarta Conferência Internacional do Fórum Para a Governação Integrada: “E que tal se colaborássemos”, integrada na preparação do Ano Nacional da Colaboração (2019). Um vasto painel de oradores internacionais, dirigentes de outras instituições e representantes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) discutiu de que forma se pode responder a problemas sociais complexos através da colaboração interorganizacional.

No último dia do encontro, Sérgio Cintra, administrador de ação social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e orador convidado do painel “2019 – Ano Nacional da Colaboração: Que prioridades? Que desafios?”, refletiu sobre as prioridades e desafios no domínio da colaboração que devem ser tidos em conta em 2019.

“A Santa Casa deve atuar numa vertente de governação integrada com as instituições que operam no mesmo espaço da Misericórdia”, destacou Sérgio Cintra, evidenciando o trabalho que a Santa Casa tem vindo a realizar no âmbito das pessoas em situação de sem-abrigo, na cidade de Lisboa.

Para o administrador da SCML, o objetivo é que o Ano Nacional da Colaboração 2019 seja “um pontapé de saída para uma Lisboa mais inclusiva e mais voltada para os seus moradores”, no entanto, Sérgio Cintra salientou ainda que a colaboração é essencial porque “cada bairro na cidade de Lisboa é diferente e como tal é essencial ouvirmos e trabalharmos em conjunto com as várias instituições e associações que operam nos diferentes territórios da cidade”.

O Fórum para a Governação Integrada é uma rede colaborativa informal de instituições públicas e privadas que estabeleceram modelos de cooperação entre si, para a reflexão e a ação no âmbito da resolução de problemas sociais complexos através de modelos de governação integrada, que permitam maior eficácia e eficiência, contribuindo para uma gestão mais eficaz e eficiente de problemas sociais complexos através de modelos de governação integrada.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas