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Dia Europeu da Terapia da Fala: Recuperar o poder de comunicar com o mundo

A comunicação está na base da evolução do ser humano e é um pilar basilar da vida em sociedade. Por isso mesmo, quando existem problemas na capacidade de comunicar, ou quando ela falha de forma total ou parcial, pode ser necessária ajuda profissional. É aqui que intervém a Terapia da Fala, cujo Dia Europeu se assinala esta sexta-feira, 6 de março.

A data, instituída em 2004, pretende sensibilizar para as perturbações da comunicação e da deglutição, bem como o seu efeito sobre a saúde humana e a importância dos profissionais desta área no bem-estar e na saúde das pessoas afetadas.

O caso de Rui

A Terapia da Fala ocupa um lugar de destaque no Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), onde fomos conhecer o caso de Rui Ferreira, cuja vida deu uma volta de 180 graus em 2023, quando sofreu um AVC que, entre outros efeitos, o privou da sua normal capacidade de comunicação.

Utente em sessão de Terapia da Fala

“O Rui tem o que chamamos de afasia, uma alteração na linguagem que compromete várias áreas, não só a expressão oral, mas também a compreensão. Numa etapa inicial, além de ter dificuldade em transmitir, o Rui também tinha dificuldade em compreender o que dizíamos, embora essa tenha sido a componente que mais melhorou ao longo do tempo. E na afasia também existem alterações ao nível da leitura e da escrita. A leitura do Rui tem melhorado bastante, mas anda tem muita dificuldade a escrever, tal como tem a falar”, descreve Daniela Parente, terapeuta da fala no CMRA.

Com 40 anos, Rui Ferreira, que antes do AVC era coordenador de equipa numa empresa de software de faturação, está a reaprender a comunicar. Consegue falar, embora tenha muita dificuldade em aceder às palavras guardadas no seu cérebro.

“Bem, a afasia…”, lamenta Rui com um suspiro, quando tenta apresentar-se. É amparado na tentativa pela terapeuta, que explica que as patologias atendidas em Alcoitão se dividem em três áreas e uma delas é precisamente o caso do seu paciente.

Afasia, disartria e disfagia

“Existem alterações da linguagem, como é o caso do Rui, que se chamam afasias; alterações de fala, a que damos o nome de disartrias; e alterações de deglutição, as disfagias. No caso do Rui a alteração na linguagem decorre de uma lesão no hemisfério esquerdo do cérebro, que geralmente afeta o lado direito do corpo. Se a lesão fosse no hemisfério direito, teria dificuldade em mexer o lado esquerdo e teria mais dificuldades na parte motora da fala e não na linguagem. Se tivesse uma lesão no hemisfério direito, ocasionalmente no esquerdo ou principalmente no tronco cerebral, aí teria uma alteração na deglutição, uma disfagia”, relata Daniela.

Utente em sessão de terapia da fala

Ao contrário do que acontece na área pediátrica, na qual a maior parte dos problemas está relacionada com questões como a dislexia, o setor de Adultos do CMRA atende essencialmente alterações da comunicação e da deglutição de etiologia neurológica.
“Após uma alteração neurológica podem surgir alterações na comunicação. A mais frequente é o AVC, que é o caso do Rui. Depois há os traumatismos crânio-encefálicos, algumas doenças neurodegenerativas ou tumores cerebrais”, enumera a terapeuta.

Os truques do cérebro

“Sem dúvida”. É assim que Rui Ferreira responde quando lhe perguntamos se sente a evolução da sua comunicação desde que iniciou as sessões de terapia da fala. Mas, quando tenta uma resposta mais trabalhada, surgem as pausas à procura das palavras, que por vezes encontra… noutra língua. Daniela Parente explica a razão e o segredo está, uma vez mais, no nosso cérebro.

“Embora o Rui não fosse bilingue, após o AVC ele não conseguia comunicar em português e, muitas vezes, responde em inglês, uma língua que ele utilizava muito no trabalho. A explicação para isto é que a língua está representada no cérebro em determinadas localizações. Se a pessoa for bilingue, a representação das duas línguas estaria no mesmo local. Mas, neste caso, como é uma língua adquirida posteriormente, a localização no cérebro é diferente”, argumenta.

Daí ser natural que, quando a terapeuta pergunta a Rui em que ano anda o seu filho na escola, este responda imediatamente ‘One’ e só depois corrija para ‘primeiro’. Ou que diga ‘That’s it’ quando Daniela adivinha o que pretende dizer.

Utente escreve numa sessão de terapia da fala

A sessão continua com vários exercícios e Rui Ferreira usa diversos meios para se fazer expressar, desde uma simples folha de papel na qual vai escrevendo ou esquematizando, até objetos que procura na sala, passando pela preciosa ajuda do telemóvel, no qual tem uma aplicação com frases suas pré-gravadas para comunicar melhor em casa, junto da sua família.

“Ajuda sim, mas quando…”, refere Rui, secundado depois por Daniela ao explicar que é impossível prever todos os cenários na aplicação, pelo que o esforço para se fazer entender é constante ao longo do dia. Uma luta dura, mas com resultados e sorrisos pelo meio.

Sinergia CMRA - ESSAlcoitão

A sessão com Rui Ferreira e a terapeuta Daniela Parente foi acompanhada de perto por outra Daniela, esta Félix. Está a fazer um estágio no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, no âmbito da licenciatura em Terapia da Fala na vizinha Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

O facto de estes dois equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estarem – e trabalharem – tão próximos permite amplas mais-valias na formação dos novos terapeutas, que têm no CMRA uma oportunidade única de completarem a sua formação com casos reais e, quiçá, iniciar ali a sua vida profissional.

Terapeuta e estagiária em sessão de terapia da fala com utente

A licenciatura em Terapia da Fala oferecida pela ESSAlcoitão tem um desenho curricular com várias estratégias de ensino e aprendizagem, e o destaque vai, efetivamente, para essa Aprendizagem em Contexto Real (estágio), realizada no CMRA, mas também noutros hospitais, centros de saúde, clínicas, estabelecimentos de ensino, residências assistidas, centros de reabilitação, entre outros.

Ao longo do curso, o estágio é supervisionado por Terapeutas da Fala com reconhecida experiência profissional, que integram o corpo de educadores clínicos, em colaboração com o corpo docente interno do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Existe ainda a oportunidade de adquirir competências a nível internacional, através do programa de mobilidade europeia ERASMUS+.

Saiba mais sobre a licenciatura em Terapia da Fala da ESSAlcoitão.

Grupos terapêuticos do CMRA mostraram-se à comunidade num ‘open day’

Foi uma manhã repleta de boas energias no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Os grupos de intervenção terapêutica deste equipamento do Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abriram esta sexta-feira, 27 de fevereiro, as suas portas aos utentes e à comunidade para um circuito dinâmico com várias atividades neste ‘open day’.

Cerca de três dezenas de participantes puderam, assim, desfrutar de um conjunto de estações dedicadas a atividades de ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, e terapia pela música.

Cada participante permaneceu cerca de 30 minutos em cada uma das cinco estações, absorvendo o que de melhor oferece cada um destes grupos terapêuticos na área da saúde e bem-estar.

Esta foi mais uma iniciativa integrada nas comemorações dos 60 anos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, um equipamento de referência nacional e internacional na área da medicina física e reabilitação.

Grupos terapêuticos do CMRA de portas abertas aos visitantes

Será através de um circuito dinâmico que os grupos de intervenção terapêutica do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) irão abrir as suas portas, circuito esse no qual os visitantes percorrerão um conjunto de estações dedicadas ao ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, assim como à terapia pela música.

O circuito de sexta-feira irá decorrer entre as 09h00 e as 12h00, sem pausas, com cada participante a permanecer 30 minutos em cada estação, por forma a que possa percorrer os cinco grupos terapêuticos.

A participação neste circuito pelos grupos terapêuticos do CMRA está aberta a todos, sendo apenas necessária inscrição prévia.

Santa Casa inaugura Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugurou, na passada sexta-feira, 9 de janeiro, o Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), um espaço remodelado e modernizado para internamento de reabilitação de adultos, com capacidade para 68 camas, num investimento de cerca de 2 milhões de euros.

Esta obra enquadra-se numa estratégia mais ampla de intervenção na infraestrutura e serviços deste equipamento da Misericórdia de Lisboa, consolidando o seu estatuto de unidade de referência nacional e internacional na Medicina Física e de Reabilitação e robustecendo o compromisso da Instituição com a comunidade na área da Saúde.

Marcaram presença na cerimónia de inauguração Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, ambos recebidos por Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e restantes membros da Mesa.

Para o Provedor da Santa Casa, o projeto de transformação que envolve o CMRA “vai muito para além da obra física”, passando igualmente por “um investimento nas pessoas, na tecnologia e na transformação digital, para garantir uma melhoria substancial dos cuidados”.

“Em 2026 temos a honra de celebrar 60 anos de existência do Centro de Alcoitão. São seis décadas de dedicação ininterrupta à reabilitação, um legado de inovação e cuidado que nos enche de orgulho e nos impulsiona para o futuro”, referiu Paulo Sousa.

Por seu lado, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, comentou que “a reabilitação deste andar era merecidíssima” e reforça, no seu entender, “a retoma da Ação Social por parte da Santa Casa no que faz de melhor, que é cuidar dos que precisam”.

Também Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, demonstrou a sua “enorme satisfação” por esta inauguração, que “simboliza renovação, compromisso e visão de futuro, por respeito a uma história longa, sólida e profundamente humana” como a do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Comemorações do 60.º aniversário do CMRA “arrancam” no dia 15

“Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação” foi o tema escolhido para a mesa-redonda que assinalará a abertura das comemorações oficiais de aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, uma das “joias da Coroa” da Misericórdia de Lisboa. A cerimónia iniciar-se-á às 09h30 de dia 15 com uma intervenção de Paulo Sousa, o provedor da Santa Casa, seguindo-se um debate que terá como convidados vários especialistas: Maria de Lurdes Martins (da Universidade Católica de Lisboa), Sérgio Deodato (presidente da Comissão de Ética do Centro Hospitalar da SCML) e Maria Rosário Feijóo (presidente da Comissão de Humanização do mesmo centro hospitalar). António Fantasia, o vice-presidente da Comissão de Humanização, irá assumir as funções de moderador.

Mais tarde, às 11h30, as atenções irão dirigir-se para alguns utentes do CMRA, que irão partilhar com a assistências os seus testemunhos, os quais são verdadeiramente inspiradores. Luís Granja, Felismina Gomes, Diana Wong e Hugo Maia serão os protagonistas deste momento, que terá Isabel Batalha (diretora do Serviço de Reabilitação Pediátrica) e Sónia Sérvulo (psicóloga do mesmo serviço) como moderadoras.

Ao longo dos 12 meses de 2026, várias iniciativas irão assinalar o 60.º aniversário do CMRA. Com uma programação pensada para celebrar o trabalho que se realiza diariamente neste centro de reabilitação desde há seis décadas, todos estão convidados a celebrar, desde público em geral, parceiros e instituições, sem esquecer os profissionais do centro, os seus utentes e respetivos familiares.

CMRA e ESSAlcoitão assinalam Dia Mundial da Terapia Ocupacional

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) assinalou o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, comemorado esta segunda-feira, 27 de outubro, com várias atividades dedicadas ao tema da efeméride deste ano: “A Terapia Ocupacional em Ação”.

Assim, profissionais da área, utentes e familiares/cuidadores juntaram-se num dia de animação e partilha de experiências em torno da terapia ocupacional neste equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Tudo começou pela manhã com uma exposição fotográfica sobre o tema, a que se seguiu uma demonstração de minigolfe no campo de jogos do CMRA.

Já da parte da tarde, a Sala Multiusos acolheu o evento “Ponto de Encontro: A Ocupação na Perspetiva Multidisciplinar”, numa abordagem mais teórica sobre a Terapia Ocupacional e as suas aplicações.

ESSAlcoitão também assinalou a data

A Escola Superior de Saúde do Alcoitão também não deixou passar ao lado o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, até porque esta é uma das licenciaturas que aquele estabelecimento da Misericórdia de Lisboa oferece. Desta forma, os alunos a frequentar este curso estiveram esta manhã no Centro de Apoio Social do Pisão, onde desenvolveram com os utentes uma série de atividades: estimulação cognitiva, estimulação sensorial, jogos tradicionais portugueses, música e movimento.

HOSA realiza Jornadas de Sant’Ana sobre o tema “Instabilidade Punho e Cotovelo”

O Hospital de Sant’Ana, equipamento do Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, vai realizar, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, mais umas Jornadas de Sant’Ana, este ano subordinadas ao tema Instabilidade Punho e Cotovelo.

O evento está agendado para o dia 23 de janeiro de 2026 e vai decorrer no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Ao longo do dia, mais de duas dezenas de especialistas da área vão contribuir para o debate, partilhando conhecimentos e trocando experiências.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória e pode ser efetuada através do endereço de email gic-hosa@scml.pt.

Programa Casa na Árvore: pequenas vitórias com grandes sorrisos

Espreitamos pela janela de uma das Unidades Habitacionais de Autonomização do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. É hora de almoço e à mesa está um grupo muito especial. Seis crianças de diferentes idades participam no programa Casa na Árvore e cada uma dá o seu contributo para o próprio almoço. Mas já lá vamos. Primeiro, apresentemos este programa, desenhado para crianças dos 6 aos 15 anos com paralisia cerebral ou outros distúrbios motores.

“Este programa intensivo é baseado no método de reabilitação HABIT-ILE (Hand-Arm Bimanual Intensive Training Including Lower Extremities), desenvolvido no Canadá, que preconiza o treino de atividades bimanuais, portanto a utilização dos membros superiores com integração dos membros inferiores”, explica a fisioterapeuta Sónia Bastos.

Com objetivos realistas e centrados na criança e na família, com quem foi feita uma entrevista prévia, o programa Casa na Árvore foi projetado para melhorar o equilíbrio, a coordenação motora, a autonomia e a interação social das crianças, que são acompanhadas ao longo de 10 dias úteis – a duração do programa – por uma equipa multidisciplinar, constituída por fisioterapeuta, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, enfermeiro especializado em saúde infantil e educador.

Play Video about Casa desenhada por criança numa folha branca

A nossa câmara desperta curiosidade nos mais pequenos, mas rapidamente desviam a sua atenção porque há trabalho a fazer e todos ajudam a servir a deliciosa gelatina para a sobremesa. Afinal, mesmo de forma divertida, este é um dos exercícios integrados na terapia de grupo.

“Todos os dias as crianças ajudam-nos na confeção e preparação do almoço, por exemplo a descascar os alimentos. É-lhes permitido perceberem que, com pequenas alterações, eles conseguem participar no dia a dia das rotinas da família. E ficam muito satisfeitos”, relata Sónia Bastos.

A fisioterapeuta acrescenta que a lavagem da loiça, por exemplo, “é um bocadinho do que o método preconiza”.

“Ao lavar a loiça utilizam ambas a mãos e fazem-no de pé. Trabalham todas as outras componentes, como o equilíbrio ou a transferência de peso, mas de forma lúdica e prazerosa, que não têm quando fazem as diferentes terapias em gabinete ou em ginásio”, assegura.

Além da óbvia mais-valia do trabalho em conjunto entre crianças da mesma faixa etária, no programa Casa na Árvore também há espaço para trabalhar objetivos individuais.

“Um dos objetivos da Luana era conseguir subir ao autocarro, porque é uma criança que anda de transportes públicos, e esse treino foi feito. Com outras crianças trabalhámos, por exemplo, o vestir e despir, o calçar e descalçar”, enumera a fisioterapeuta, destacando também o croché que Laidicha queria aprender e o uso da régua, esquadro e compasso que o Pietro desejava melhorar.

Segue-se a preparação da atividade do dia seguinte, que envolve simular uma ida às compras tendo em vista a preparação do almoço. Todos, crianças e equipa, se entregam às tarefas com toda a dedicação. Porque há pequenas vitórias do dia a dia que vale a pena celebrar.

Para saber mais sobre o programa Casa na Árvore contacte: ugd-cmra@scml.pt ou ligue para o número 214 608 300.

Domine o Conceito Bobath: curso básico para avaliação e tratamento do adulto com condições neurológicas

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) vai abrir, entre novembro de 2025 e março de 2026, o curso “Avaliação e Tratamento do Adulto com Condições Neurológicas – Curso Básico Bobath”, destinado a fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala. Esta formação é uma oportunidade única para aprofundar conhecimentos e competências no tratamento de adultos com alterações do movimento e controlo postural após uma lesão do sistema nervoso central, tendo por base o Conceito Bobath, uma abordagem prática, clínica e centrada no paciente.

Ao longo do curso, os participantes vão adquirir competências teóricas e práticas na análise e facilitação da postura e do movimento, bem como desenvolver o pensamento crítico através de situações reais de estudo de caso clínico. A formação inclui 110 horas de aulas presenciais, divididas em dois módulos teórico-práticos — de 10 a 17 de novembro de 2025 e de 27 de fevereiro a 5 de março de 2026 — e uma componente de autoaprendizagem, correspondente a um estudo de caso clínico.

A formação realiza-se no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e é dirigida a quem tenha concluído o curso “Estudo do Movimento Humano – Introdução ao Conceito de Bobath”, preferencialmente nos últimos quatro anos. A seleção dos candidatos tem como critérios a apresentação do certificado do curso introdutório (obrigatório), a posse de um seguro de responsabilidade profissional.

Consulte as condições de participação e inscreva-se enviando um email para gf-cmra@scml.pt com: nome completo, número de telemóvel, número de cédula profissional e certificado do curso introdutório.

CMRA desenvolve programa Casa na Árvore para crianças com paralisia cerebral

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão desenvolveu o programa Casa na Árvore, destinado a crianças entre os 6 e os 15 anos com paralisia cerebral ou outros distúrbios motores. O programa desenrola-se ao longo de 10 dias úteis, 6 horas por dia, totalizando 60 horas.

Esta abordagem inovadora consiste numa terapia intensiva em grupo, com atividades personalizadas, que integra a prática bimanual com o trabalho motor dos membros inferiores, contribuindo de forma eficaz para a melhoria na coordenação, na mobilidade e na qualidade de vida destes utentes.

A estrutura da ‘casa’ está projetada para melhorar a funcionalidade, promovendo o equilíbrio, a coordenação motora, a autonomia e a interação social. Ao dispor das crianças estará uma equipa multidisciplinar, constituída por fisioterapeuta, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, enfermeiro especializado em saúde infantil e educador.

A primeira edição está agendada para os dias 25 de agosto a 5 de setembro. Para mais informações contacte ugd-cmra@scml.pt ou ligue para o número 214 608 300.

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Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

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