logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Uma segunda vida depois do Alcoitão…

Uma dor de cabeça intensa. Falta de força nas mãos. Pequenos sinais do corpo que indicavam que algo não estava bem. E não estava. Naquele dia 26 de junho de 2011, uma trombose venosa cerebral atirou Diana Wong Ramos para a cama de um hospital, primeiro no São José, depois no Hospital Fernando da Fonseca e, por fim, para o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o equipamento da Misericórdia de Lisboa que é carinhosamente apelidado de CMRA.

Foi no Alcoitão que permaneceu longos meses. Sem mexer os braços e as pernas, com sequelas no rosto, com ajuda para fazer quase tudo, desde o mais pequeno e corriqueiro gesto do quotidiano, como limpar uma lágrima. Olhando para trás, para aqueles longínquos tempos, não restam dúvidas de que o período em que permaneceu no CMRA foi um tempo de combate e de aprendizagem, de fragilidade intercalada com força, de desânimo versus luta.

“Acredito que, havendo empatia, fica mais fácil! Nunca, em nenhum momento, os profissionais do Alcoitão me fizeram sentir um ‘caso perdido’ ”, sublinha Diana, nesta viagem ao passado.

Desde então, muito mudou na vida desta ex-jornalista de uma conhecida e antiga revista cor-de-rosa, a Nova Gente. Na sua segunda vida, nesta nova oportunidade que lhe foi oferecida, Diana tornou-se um dos rostos nacionais mais conhecido dos sobreviventes de AVC, fazendo parte do grupo de coordenadores nacionais para a divulgação e implementação do Plano de Ação para o AVC na Europa 2018-2030. Enquanto “dá a cara” pelas vítimas de AVC e partilha a sua experiência, espera contribuir para que os cidadãos possam detetar precocemente os sinais da doença. Uma doença que é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, com cerca de 70 casos novos por dia, que faz encher as camas do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Jardim do CMRA

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão assinala hoje, dia 20 de abril, 60 anos desde que recebeu o primeiro utente. Erguido com o auxílio das receitas do Totobola, o centro tem sabido adaptar-se às necessidades dos milhares de doentes que por ali passam

Talvez por isso, Diana não se canse de elogiar os que trabalham no Alcoitão, recordando sempre o humanismo e a dedicação dos profissionais, assim como muitos e muitos episódios que hoje, tal como então, lhe enchem o coração: “Recordo o carinho com que me acolheram, não só a mim, como à minha família. Os meus filhos, na altura com 9 e 7 anos, iam visitar-me todos os finais de tarde e, apesar das circunstâncias, divertíamo-nos muito a jogar Boccia com os restantes utentes”, relembra.

Acima de tudo, Diana destaca “a gratidão e os amigos” que leva para a vida, assim como as muitas pessoas que “renascem graças ao Centro de Reabilitação de Alcoitão”. As lembranças não têm fim e surgem ainda mais fortes nesta altura, em que se assinala mais um aniversário (os emblemáticos 60 anos de existência) do CMRA.

“Quando partilho o meu testemunho pessoal de sobrevivente de AVC, o meu objetivo principal é passar uma mensagem de esperança. Vivi momentos muito difíceis, houve alturas em que pensei nunca mais recuperar a minha independência, mas graças ao programa de reabilitação multidisciplinar de que usufruí no Centro de Alcoitão, e também graças ao meu trabalho e força de vontade, sem esquecer o apoio incondicional do meu marido e nossos filhos, consegui fazer o ‘luto do AVC’! Um dos lemas da PT.AVC é precisamente “Com o AVC a vida não termina, quando muito adequa-se!”, refere Diana Wong Ramos.

Decorrida mais de uma década desde que esteve internada no CMRA, muito mudou na vida de Diana. Fundadora da Associação Portugal AVC, desde 2017 que organiza as sessões mensais daquela entidade no Alcoitão, como aquela que ocorreu em fevereiro passado e na qual esteve presente a contar a “sua história”. Por lá já passaram centenas de pessoas, que partilham sentimentos, experiências, dúvidas e dor relacionadas com a doença, e com quem mantém um contacto próximo. A importância destes encontros é inegável, sobretudo para quem está a aprender a viver ou a recuperar de um AVC.

“O Acidente Vascular Cerebral é a principal causa de morte e invalidez no nosso país, e quando uma doença impactante como esta nos bate à porta, é impossível não repensarmos prioridades… Na altura [em 2011] não havia nenhuma associação à qual pudéssemos recorrer para retirar dúvidas, encontrar informação prática e foi com esse intuito que, juntamente com outros sobreviventes de AVC – e também alguns profissionais de saúde que se quiseram juntar – formámos a PT.AVC-União de Sobreviventes, Familiares e Amigos”, explica Diana, admitindo que, durante o seu internamento, gostaria de ter usufruído destes convívios entre pares.

“No entanto, também não escondo o orgulho que sinto por poder proporcionar estes momentos aos sobreviventes de AVC – e também seus familiares – que vou conhecendo no Centro de Reabilitação de Alcoitão”, acrescenta.

Casos como o de Diana Wong Ramos repetem-se no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, com mais ou menos sucesso. As histórias de quem lá está ou por quem já lá passou são infinitas. E ainda que cada história seja uma história, todas diferentes e com finais distintos, alguns pormenores são comuns a quase todas as pessoas que “renasceram” em Alcoitão: a gratidão de quem lá esteve, o humanismo de quem lá trabalha e os amigos adquiridos nesses momentos difíceis, os quais permanecem na “segunda vida”.

Impacto dos AVC´s em Portugal:

  • Aproximadamente 25 a 30 mil internamentos anuais;
  • Cerca de 35% a 41% dos sobreviventes ficam dependentes de terceiros para atividades básicas;
  • Existe um risco elevado de recorrência, tornando a prevenção (estilo de vida, medicação, etc.) essencial após o primeiro evento.

Dia Nacional do Doente com AVC: prevenção e sinais de alerta fazem a diferença

Assinala-se esta terça-feira, 31 de março, o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa associa-se a esta data, no sentido de informar e ajudar a prevenir estes episódios, que constituem a principal causa de morte em Portugal.

Um AVC ocorre quando é interrompido o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, resultando na morte de células cerebrais por falta de oxigénio. Pode ter origem no bloqueio de um vaso sanguíneo (AVC isquémico) ou na rutura de uma artéria (AVC hemorrágico).

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2024, morreram, nesse ano, mais de 9 mil pessoas em Portugal com um AVC, representando 7,6% do total de óbitos, apesar da diminuição de 1,9% face ao ano anterior.

Assim, é fundamental apostar na prevenção, que passa, entre outros, por adotar um estilo de vida saudável, fazer uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico e ter atenção a outras patologias que podem favorecer o aparecimento de AVC, como a diabetes e a hipertensão.

Sinais de alerta (os 3F)

Todos podemos ser vítimas ou presenciar um acidente vascular cerebral e uma resposta célere pode fazer toda a diferença. Assim, é crucial memorizar os sinais de alerta condensados na regra dos 3F:

  • Face (assimetria da face; boca a pender para um dos lados)
  • Força (perda de força repentina nos membros, num dos braços ou pernas)
  • Fala (dificuldade ou incapacidade de se expressa; discurso arrastado)

No caso de algum destes sintomas, ligue imediatamente para o 112, indicando a suspeita de um AVC.

O espetáculo tem de continuar

O espetáculo tem de continuar: como Daniel quer voltar aos palcos com a ajuda do CMRA

“O que me dá mais força é ver o corpo a reagir ao longo do tempo e ver pequenos passos de uma semana para a outra”. No ginásio de adultos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), Daniel Cardoso atinge com força o saco de boxe à sua frente. Só pausa para receber indicações do fisioterapeuta André, mas rapidamente volta à ação. Sente a agilidade a voltar-lhe ao corpo e nem mais uma cirurgia recente o impede de continuar o seu longo caminho de recuperação.

Em agosto do ano passado, em mais um dos normais dias quentes de verão, ia a sair de casa de mota quando foi abalroado por um automóvel. Foi uma travagem brusca na sua vida profissional de bailarino, coreógrafo e fundador da Quorum Dance Company, uma companhia de dança contemporânea sediada na Amadora há cerca de 20 anos.

“Tive muitas fraturas, tíbia, fémur, vértebras, sacro, cotovelo, nariz, uma lesão na medula… Parei completamente e não foi só o trabalho, foi a vida”, resume Daniel.

Quase três meses depois entrava pela primeira vez no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, decidido a recuperar o que o acidente lhe tirou: o seu verdadeiro instrumento de trabalho.

Play Video about Daniel sorri para o terapeuta

“Há muitas formas de se trabalhar na área da dança contemporânea e no meu caso é tudo muito físico. Para criar as coisas, eu faço-as também. Por isso, hoje a minha luta é esta: conseguir voltar a trabalhar. Porque se não conseguir fazê-lo, para mim é quase impossível conseguir criar”, explica o coreógrafo.

Já atuou em mais de 20 países com a sua companhia, mas o mundo de Daniel centra-se agora em Alcoitão. Neste que é o seu segundo internamento no CMRA, os ensaios deram lugar aos tratamentos e Daniel ‘atua’ em vários palcos de manhã à noite: piscina, terapia ocupacional e fisioterapia preenchem-lhe a agenda, muitas vezes para lá da hora marcada, tal é a vontade de se reerguer: “O meu primeiro desafio é poder voltar à normalidade como pessoa, no dia a dia. E o desafio ainda maior é conseguir voltar à minha atividade profissional! Conseguir que o meu corpo volte ao normal e o mais perto possível do que era antigamente. Quero perceber com que limitações vou ficar. Vou ter de me adaptar à nova realidade, mas estou a trabalhar para que seja preciso o mínimo de adaptação possível”.

“CMRA é um sítio muito especial”

Alcoitão tem sido a casa de Daniel nos últimos meses e técnicos como o fisioterapeuta André ou a terapeuta ocupacional Anabela já são quase família. O coreógrafo não se cansa, de resto, de elogiar a capacidade que a equipa tem de acolher os utentes como se estivessem em casa.

“É um sítio muito especial, que ultrapassa a ideia de estarmos hospitalizados. Quase conseguimos sentir que não estamos num hospital! Nunca me senti um doente, senti-me uma pessoa e isso faz uma diferença gigante. Estarei para sempre agradecido a estes profissionais! O trabalho que fazem, não apenas na fisioterapia e nos outros tratamentos, mas a nível humano, faz com que as pessoas ultrapassem as dificuldades e consigam crescer. Têm aqui um grupo de profissionais muito especial mesmo!”, resume.

Se Maomé não vai à montanha…

Impossibilitado de trabalhar com a Quorum Dance Company, Daniel Cardoso soube, entretanto, que Alcoitão dispunha de um auditório, o que significava… um palco. E a ligação foi imediata: se Daniel não podia estar com a sua companhia, a companhia podia vir ao seu encontro. Assim, no passado mês de fevereiro, o CMRA recebeu o espetáculo GATE 57, até em forma de agradecimento pela maneira como o fundador da companhia tem sido tratado.

“Se calhar, a maior parte das pessoas nunca tinha visto um espetáculo de dança contemporânea e por isso propus fazê-lo. Foi um sucesso enorme!”, descreve o coreógrafo, orgulhoso da sua equipa.

“Por isso mesmo, no futuro, quando ficar bom e voltar à normalidade, quero que isto seja uma coisa anual. Quero continuar a poder contribuir para o ambiente de Alcoitão com dança e proporcionar dias diferentes às pessoas que aqui estão internadas. Obrigado!”, conclui.

Daniel Cardoso subiu ao palco com a equipa no CMRA

Dia Europeu da Terapia da Fala: Recuperar o poder de comunicar com o mundo

A comunicação está na base da evolução do ser humano e é um pilar basilar da vida em sociedade. Por isso mesmo, quando existem problemas na capacidade de comunicar, ou quando ela falha de forma total ou parcial, pode ser necessária ajuda profissional. É aqui que intervém a Terapia da Fala, cujo Dia Europeu se assinala esta sexta-feira, 6 de março.

A data, instituída em 2004, pretende sensibilizar para as perturbações da comunicação e da deglutição, bem como o seu efeito sobre a saúde humana e a importância dos profissionais desta área no bem-estar e na saúde das pessoas afetadas.

O caso de Rui

A Terapia da Fala ocupa um lugar de destaque no Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), onde fomos conhecer o caso de Rui Ferreira, cuja vida deu uma volta de 180 graus em 2023, quando sofreu um AVC que, entre outros efeitos, o privou da sua normal capacidade de comunicação.

Utente em sessão de Terapia da Fala

“O Rui tem o que chamamos de afasia, uma alteração na linguagem que compromete várias áreas, não só a expressão oral, mas também a compreensão. Numa etapa inicial, além de ter dificuldade em transmitir, o Rui também tinha dificuldade em compreender o que dizíamos, embora essa tenha sido a componente que mais melhorou ao longo do tempo. E na afasia também existem alterações ao nível da leitura e da escrita. A leitura do Rui tem melhorado bastante, mas anda tem muita dificuldade a escrever, tal como tem a falar”, descreve Daniela Parente, terapeuta da fala no CMRA.

Com 40 anos, Rui Ferreira, que antes do AVC era coordenador de equipa numa empresa de software de faturação, está a reaprender a comunicar. Consegue falar, embora tenha muita dificuldade em aceder às palavras guardadas no seu cérebro.

“Bem, a afasia…”, lamenta Rui com um suspiro, quando tenta apresentar-se. É amparado na tentativa pela terapeuta, que explica que as patologias atendidas em Alcoitão se dividem em três áreas e uma delas é precisamente o caso do seu paciente.

Afasia, disartria e disfagia

“Existem alterações da linguagem, como é o caso do Rui, que se chamam afasias; alterações de fala, a que damos o nome de disartrias; e alterações de deglutição, as disfagias. No caso do Rui a alteração na linguagem decorre de uma lesão no hemisfério esquerdo do cérebro, que geralmente afeta o lado direito do corpo. Se a lesão fosse no hemisfério direito, teria dificuldade em mexer o lado esquerdo e teria mais dificuldades na parte motora da fala e não na linguagem. Se tivesse uma lesão no hemisfério direito, ocasionalmente no esquerdo ou principalmente no tronco cerebral, aí teria uma alteração na deglutição, uma disfagia”, relata Daniela.

Utente em sessão de terapia da fala

Ao contrário do que acontece na área pediátrica, na qual a maior parte dos problemas está relacionada com questões como a dislexia, o setor de Adultos do CMRA atende essencialmente alterações da comunicação e da deglutição de etiologia neurológica.
“Após uma alteração neurológica podem surgir alterações na comunicação. A mais frequente é o AVC, que é o caso do Rui. Depois há os traumatismos crânio-encefálicos, algumas doenças neurodegenerativas ou tumores cerebrais”, enumera a terapeuta.

Os truques do cérebro

“Sem dúvida”. É assim que Rui Ferreira responde quando lhe perguntamos se sente a evolução da sua comunicação desde que iniciou as sessões de terapia da fala. Mas, quando tenta uma resposta mais trabalhada, surgem as pausas à procura das palavras, que por vezes encontra… noutra língua. Daniela Parente explica a razão e o segredo está, uma vez mais, no nosso cérebro.

“Embora o Rui não fosse bilingue, após o AVC ele não conseguia comunicar em português e, muitas vezes, responde em inglês, uma língua que ele utilizava muito no trabalho. A explicação para isto é que a língua está representada no cérebro em determinadas localizações. Se a pessoa for bilingue, a representação das duas línguas estaria no mesmo local. Mas, neste caso, como é uma língua adquirida posteriormente, a localização no cérebro é diferente”, argumenta.

Daí ser natural que, quando a terapeuta pergunta a Rui em que ano anda o seu filho na escola, este responda imediatamente ‘One’ e só depois corrija para ‘primeiro’. Ou que diga ‘That’s it’ quando Daniela adivinha o que pretende dizer.

Utente escreve numa sessão de terapia da fala

A sessão continua com vários exercícios e Rui Ferreira usa diversos meios para se fazer expressar, desde uma simples folha de papel na qual vai escrevendo ou esquematizando, até objetos que procura na sala, passando pela preciosa ajuda do telemóvel, no qual tem uma aplicação com frases suas pré-gravadas para comunicar melhor em casa, junto da sua família.

“Ajuda sim, mas quando…”, refere Rui, secundado depois por Daniela ao explicar que é impossível prever todos os cenários na aplicação, pelo que o esforço para se fazer entender é constante ao longo do dia. Uma luta dura, mas com resultados e sorrisos pelo meio.

Sinergia CMRA - ESSAlcoitão

A sessão com Rui Ferreira e a terapeuta Daniela Parente foi acompanhada de perto por outra Daniela, esta Félix. Está a fazer um estágio no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, no âmbito da licenciatura em Terapia da Fala na vizinha Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

O facto de estes dois equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estarem – e trabalharem – tão próximos permite amplas mais-valias na formação dos novos terapeutas, que têm no CMRA uma oportunidade única de completarem a sua formação com casos reais e, quiçá, iniciar ali a sua vida profissional.

Terapeuta e estagiária em sessão de terapia da fala com utente

A licenciatura em Terapia da Fala oferecida pela ESSAlcoitão tem um desenho curricular com várias estratégias de ensino e aprendizagem, e o destaque vai, efetivamente, para essa Aprendizagem em Contexto Real (estágio), realizada no CMRA, mas também noutros hospitais, centros de saúde, clínicas, estabelecimentos de ensino, residências assistidas, centros de reabilitação, entre outros.

Ao longo do curso, o estágio é supervisionado por Terapeutas da Fala com reconhecida experiência profissional, que integram o corpo de educadores clínicos, em colaboração com o corpo docente interno do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Existe ainda a oportunidade de adquirir competências a nível internacional, através do programa de mobilidade europeia ERASMUS+.

Saiba mais sobre a licenciatura em Terapia da Fala da ESSAlcoitão.

Grupos terapêuticos do CMRA mostraram-se à comunidade num ‘open day’

Foi uma manhã repleta de boas energias no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Os grupos de intervenção terapêutica deste equipamento do Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abriram esta sexta-feira, 27 de fevereiro, as suas portas aos utentes e à comunidade para um circuito dinâmico com várias atividades neste ‘open day’.

Cerca de três dezenas de participantes puderam, assim, desfrutar de um conjunto de estações dedicadas a atividades de ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, e terapia pela música.

Cada participante permaneceu cerca de 30 minutos em cada uma das cinco estações, absorvendo o que de melhor oferece cada um destes grupos terapêuticos na área da saúde e bem-estar.

Esta foi mais uma iniciativa integrada nas comemorações dos 60 anos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, um equipamento de referência nacional e internacional na área da medicina física e reabilitação.

Grupos terapêuticos do CMRA de portas abertas aos visitantes

Será através de um circuito dinâmico que os grupos de intervenção terapêutica do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) irão abrir as suas portas, circuito esse no qual os visitantes percorrerão um conjunto de estações dedicadas ao ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, assim como à terapia pela música.

O circuito de sexta-feira irá decorrer entre as 09h00 e as 12h00, sem pausas, com cada participante a permanecer 30 minutos em cada estação, por forma a que possa percorrer os cinco grupos terapêuticos.

A participação neste circuito pelos grupos terapêuticos do CMRA está aberta a todos, sendo apenas necessária inscrição prévia.

Santa Casa inaugura Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugurou, na passada sexta-feira, 9 de janeiro, o Piso 3 do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), um espaço remodelado e modernizado para internamento de reabilitação de adultos, com capacidade para 68 camas, num investimento de cerca de 2 milhões de euros.

Esta obra enquadra-se numa estratégia mais ampla de intervenção na infraestrutura e serviços deste equipamento da Misericórdia de Lisboa, consolidando o seu estatuto de unidade de referência nacional e internacional na Medicina Física e de Reabilitação e robustecendo o compromisso da Instituição com a comunidade na área da Saúde.

Marcaram presença na cerimónia de inauguração Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, ambos recebidos por Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e restantes membros da Mesa.

Para o Provedor da Santa Casa, o projeto de transformação que envolve o CMRA “vai muito para além da obra física”, passando igualmente por “um investimento nas pessoas, na tecnologia e na transformação digital, para garantir uma melhoria substancial dos cuidados”.

“Em 2026 temos a honra de celebrar 60 anos de existência do Centro de Alcoitão. São seis décadas de dedicação ininterrupta à reabilitação, um legado de inovação e cuidado que nos enche de orgulho e nos impulsiona para o futuro”, referiu Paulo Sousa.

Por seu lado, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, comentou que “a reabilitação deste andar era merecidíssima” e reforça, no seu entender, “a retoma da Ação Social por parte da Santa Casa no que faz de melhor, que é cuidar dos que precisam”.

Também Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, demonstrou a sua “enorme satisfação” por esta inauguração, que “simboliza renovação, compromisso e visão de futuro, por respeito a uma história longa, sólida e profundamente humana” como a do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Comemorações do 60.º aniversário do CMRA “arrancam” no dia 15

“Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação” foi o tema escolhido para a mesa-redonda que assinalará a abertura das comemorações oficiais de aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, uma das “joias da Coroa” da Misericórdia de Lisboa. A cerimónia iniciar-se-á às 09h30 de dia 15 com uma intervenção de Paulo Sousa, o provedor da Santa Casa, seguindo-se um debate que terá como convidados vários especialistas: Maria de Lurdes Martins (da Universidade Católica de Lisboa), Sérgio Deodato (presidente da Comissão de Ética do Centro Hospitalar da SCML) e Maria Rosário Feijóo (presidente da Comissão de Humanização do mesmo centro hospitalar). António Fantasia, o vice-presidente da Comissão de Humanização, irá assumir as funções de moderador.

Mais tarde, às 11h30, as atenções irão dirigir-se para alguns utentes do CMRA, que irão partilhar com a assistências os seus testemunhos, os quais são verdadeiramente inspiradores. Luís Granja, Felismina Gomes, Diana Wong e Hugo Maia serão os protagonistas deste momento, que terá Isabel Batalha (diretora do Serviço de Reabilitação Pediátrica) e Sónia Sérvulo (psicóloga do mesmo serviço) como moderadoras.

Ao longo dos 12 meses de 2026, várias iniciativas irão assinalar o 60.º aniversário do CMRA. Com uma programação pensada para celebrar o trabalho que se realiza diariamente neste centro de reabilitação desde há seis décadas, todos estão convidados a celebrar, desde público em geral, parceiros e instituições, sem esquecer os profissionais do centro, os seus utentes e respetivos familiares.

CMRA e ESSAlcoitão assinalam Dia Mundial da Terapia Ocupacional

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) assinalou o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, comemorado esta segunda-feira, 27 de outubro, com várias atividades dedicadas ao tema da efeméride deste ano: “A Terapia Ocupacional em Ação”.

Assim, profissionais da área, utentes e familiares/cuidadores juntaram-se num dia de animação e partilha de experiências em torno da terapia ocupacional neste equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Tudo começou pela manhã com uma exposição fotográfica sobre o tema, a que se seguiu uma demonstração de minigolfe no campo de jogos do CMRA.

Já da parte da tarde, a Sala Multiusos acolheu o evento “Ponto de Encontro: A Ocupação na Perspetiva Multidisciplinar”, numa abordagem mais teórica sobre a Terapia Ocupacional e as suas aplicações.

ESSAlcoitão também assinalou a data

A Escola Superior de Saúde do Alcoitão também não deixou passar ao lado o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, até porque esta é uma das licenciaturas que aquele estabelecimento da Misericórdia de Lisboa oferece. Desta forma, os alunos a frequentar este curso estiveram esta manhã no Centro de Apoio Social do Pisão, onde desenvolveram com os utentes uma série de atividades: estimulação cognitiva, estimulação sensorial, jogos tradicionais portugueses, música e movimento.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas