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Como o SOL alterou o paradigma da saúde oral em Lisboa

A disponibilização de cuidados de saúde oral de forma comparticipada a crianças e jovens até aos 18 anos já era uma resposta que a instituição assegurava em alguns equipamentos de saúde. Em 2019, a instituição decidiu inovar e criar um espaço único dedicado e especializado em cuidados de saúde oral infantil, tendo então inaugurado o SOL – Saúde Oral em Lisboa.

Desde cedo que o trabalho do serviço odontopediátrico da Santa Casa tem sido alvo de rasgados elogios, não só pelos utilizadores da mesma, como também pela comunidade académica, sendo por várias vezes também destacado em vários artigos científicos publicados em revistas da especialidade.

“O SOL utiliza uma abordagem que reconhece a importância de combater os determinantes sociais, políticos e culturais subjacentes à saúde oral, e que afirma o conceito de saúde oral como um direito, com ênfase na atenção precoce, na prevenção da doença e na criação de hábitos saudáveis”, reconhece André Brandão de Almeida, coordenador e diretor clínico do equipamento. Os problemas de saúde oral “afetam desproporcionalmente os grupos mais pobres e marginalizados da sociedade, estando intimamente ligadas ao status socioeconómico e aos determinantes sociais mais amplos”, acrescenta ainda.

O responsável explica, ainda, que a dificuldade de acesso a cuidados de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde foi um dos problemas que motivaram a criação deste serviço, considerando que o SOL “é inovador e único porque faz uma abordagem diferente ao desafio que é mudar o paradigma de acesso aos cuidados de saúde oral, complementando, em Lisboa, o Serviço Nacional de Saúde com uma resposta integral de cuidados de saúde oral para todas as crianças e jovens até aos 18 anos”.

André Brandão

Ao longo dos últimos três anos, contabilizam-se já alguns trabalhos de investigação publicados pela equipa multidisciplinar do SOL. Entre eles, destaque para o estudo, de 2021, sobre os hábitos alimentares das crianças, realizado durante o período de confinamento, que indicou que nos primeiros meses da pandemia, as crianças ingeriram mais produtos açucarados do que era habitual, mas que, em contrapartida, consumiram mais fruta fresca. Este trabalho, com base em respostas recolhidas junto de 1.566 crianças, entre os 0 e os 18 anos, foi posteriormente publicado, em formato digital e pode ser obtido na página da loja da Cultura Santa Casa.

Recentemente foi publicado um artigo no International Journal of Environmental Reserch and Public Health, da autoria da equipa do SOL, que retrata a prevalência de bruxismo do sono, nas crianças e jovens dos 0 aos 18 anos. “O artigo publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, Prevalence of Sleep Bruxism Reported by Parents/Caregivers in a Portuguese Pediatric Dentistry Service: A Retrospective Study, por se tratar da nossa primeira publicação numa revista Q1 (quartil 1), foi um fator de orgulho e de que conseguimos realmente fazer a diferença”, realça André Brandão de Almeida.

Para o diretor clínico, o futuro do SOL passa por continuar a apostar “em outras áreas importantes da saúde oral, como a nutrição ou a terapia da fala, e continuar a solidificar o nosso núcleo de investigação e pesquisa para podermos não só ter melhores práticas clínicas, mas também para podermos partilhar os nossos protocolos e resultados”.

A investigação científica “é um enorme desafio”, mas que requer “total disponibilidade”, “excelência clínica” e uma aposta “na investigação e na formação contínua, não deixando ninguém para trás”, concluiu ainda o responsável.

 

Um SOL de portas abertas

No âmbito de uma parceria com a Junta de Freguesia de Arroios, o SOL abriu as suas portas a todos os alunos do 1º ciclo que frequentam os agrupamentos de escolas Nuno Gonçalves e Luís de Camões, em Lisboa. A ação teve lugar por altura das comemorações do Dia Mundial da Saúde, que foi assinalado pela freguesia com uma feira dedicada ao tema, que teve lugar entre os dias 4 e 8 de abril.

A iniciativa de proximidade teve como objetivo promover a saúde oral junto da comunidade escolar, na área de abrangência da freguesia de Arroios, bem como dar a conhecer os serviços que este equipamento, da Misericórdia de Lisboa, dispõe.

Ao longo de toda a semana, foram realizadas mais de 30 consultas a crianças e jovens, entre os 5 e os 16 anos, onde as patologias mais prevalentes detetadas foram a má oclusão (desadequada relação entre os dentes e os maxilares) e cáries. Posteriormente, foram agendadas consultas de higiene oral e de odontopediatria de seguimento e de tratamento.

Durante as visitas das crianças e jovens ao SOL, foram ainda realizadas algumas ações de sensibilização sobre saúde oral, onde a equipa do espaço deu algumas “dicas” de prevenção de doenças da cavidade oral, como a adoção de uma alimentação saudável, a manutenção de uma correta higiene oral, com a lavagem dos dentes pelo menos duas vezes ao dia, e um acompanhamento periódico em consultas de odontopediatria, de seis em seis meses.

Este SOL brilha mesmo para todos

O SOL abriu em agosto de 2019 e, desde então, o crescimento da procura tem sido notório. O acesso é isento de custos, exceto nos tratamentos e intervenções em ortodontia, mas os beneficiários de abono de família devidamente comprovado estão isentos do pagamento de qualquer ato, tratamento e intervenção neste serviço.

Com um conceito e objetivos claros, melhorar os índices de saúde oral da cidade de Lisboa e tornar-se num centro de referência, esta resposta disponibilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abriu portas para facilitar o acesso de crianças e jovens, residentes ou a estudar no concelho de Lisboa, a cuidados de saúde oral.

A equipa atual é constituída por médicos dentistas, higienistas orais, assistentes dentários e técnicos administrativos. Os profissionais, com elevada formação, experiência e uma clara vocação para cuidados de medicina dentária em crianças e jovens, têm como objetivos promover a saúde oral, prevenir a doença e apostar na literacia em saúde de familiares e cuidadores, para a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis.

SOL – Saúde Oral em Lisboa: há dois anos a cuidar dos sorrisos dos mais jovens

O SOL – Saúde Oral em Lisboa, o primeiro serviço odontopediátrico de Lisboa, situa-se no coração da cidade, mais concretamente na Avenida Almirante Reis nº 219. Foi inaugurado a 20 de agosto de 2019, e é uma resposta disponibilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a todas as crianças e jovens (dos 0 aos 18 anos) residentes ou estudantes em Lisboa.

Um SOL que brilha para todos. Os cuidados prestados são isentos de pagamento, independentemente da condição social ou económica dos pacientes. Para validar a inscrição neste equipamento da Misericórdia de Lisboa, basta apresentar o documento de identificação e, através do recurso a um leitor de cartões, é verificada a morada de residência e a idade. Desde a sua abertura, a procura aos serviços do SOL tem tido um crescimento notório.

Dois anos depois, um balanço positivo

Em apenas dois anos, mais de 9.000 pessoas, de 38 nacionalidades, solicitaram os cuidados do SOL – Saúde Oral em Lisboa, e foram realizadas cerca de 40.000 consultas. Os tipos de consultas dividiram-se entre Endodontia (1.000), Telemedicina (1.500), Ortodontia (2.600), Cirurgia Oral (2.700), Dentística Operatória (7.000), Medicina Dentária Preventiva/Higiene Oral (12.300), Medicina Dentária Generalista (13.000).

André Brandão de Almeida, coordenador e diretor clínico do SOL, faz um balanço positivo destes dois anos de funcionamento do serviço odontopediátrico da Misericórdia de Lisboa e destaca a importância do trabalho preventivo na saúde oral das crianças e jovens.

“Estes dois anos mostraram uma realidade que nos obriga, ainda, a tratar mais do que prevenir. A nossa abordagem ainda é muito curativa. De tratamentos recorrentes. De milhares de crianças com necessidades de vários tipos de tratamento. Temos que, progressivamente, alterar essa resposta, para que seja cada vez mais uma resposta preventiva, de tratamento precoce, de mudança de hábitos, envolvendo a família e a comunidade”.

André de Almeida explica que “a ocorrência de infeção e dor podem alterar os hábitos alimentares e do sono. E estes impactos nas atividades quotidianas não se circunscrevem à criança, acabam também por afetar a sua família e, por essa via, a sociedade em geral. Também sabemos que as doenças orais afetam desproporcionalmente os grupos mais pobres e marginalizados da sociedade, estando intimamente ligadas ao status socioeconómico e aos determinantes sociais mais amplos”, alerta.

O coordenador e diretor clínico deste serviço acredita que “o SOL pode constituir essa abordagem inovadora que se traduzirá na obtenção de ganhos em saúde e na mudança efetiva de comportamentos, contribuindo decisivamente para a melhoria dos índices das doenças orais na nossa população e para a consciencialização dos pais/cuidadores sobre a importância do trabalho preventivo e precoce, por forma a melhorar a saúde oral e a qualidade de vida das crianças. É um enorme desafio e um longo caminho! Mas que faremos sem receio, com total disponibilidade e procurando a excelência clínica, apostando na investigação, na formação continuada e não deixando ninguém para trás”, finaliza.

Desde a inauguração, a equipa do SOL trabalhou em vários projetos de investigação: 15 revisões bibliográficas; duas apresentações clínicas em congressos; 11 protocolos/guidelines; nove guias/orientações para pais/cuidadores; seis casos clínicos; quatro estudos e um volume de cadernos técnicos.

Estudo do SOL conclui que crianças ingeriram mais produtos açucarados nos primeiros meses da pandemia

Um dos exemplos dos vários projetos da equipa do SOL é o mais recente estudo sobre os hábitos alimentares das crianças, realizado durante o período de confinamento. Este revelou que, nos primeiros meses da pandemia, as crianças ingeriram mais produtos açucarados do que era habitual. Mas que também consumiram mais fruta fresca.

Com base em respostas recolhidas junto de 1.566 crianças, entre os 0 e os 18 anos, os autores do estudo concluíram também que houve algumas alterações também ao nível do sono e da frequência com que se lavaram os dentes.

Consulte o referido estudo na íntegra, aqui.

Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas visita SOL

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, visitou o SOL – Saúde Oral em Lisboa, esta quarta-feira, 21 de julho. Recebido por André Brandão de Almeida, coordenador e diretor clínico do SOL, e por Tânia Matos, diretora da Direção de Saúde Santa Casa, o responsável ficou mais próximo do propósito deste serviço, o seu funcionamento, a organização e os novos projetos em curso.

Depois de visitar as instalações, conhecer o equipamento e a equipa médica, o bastonário da Ordem dos Médicos elogiou a resposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e defendeu que o SOL deveria replicado no resto do país.

“Eu já conhecia o projeto (SOL). Fiquei agradavelmente surpreendido. Sabemos que a resposta do setor social para a área da saúde oral e para a medicina dentária é fundamental. As condições são excelentes, há uma equipa muito consolidada, muito capaz e com grande competência técnica que dá uma resposta ao mais alto nível, não diferenciando ninguém”, considerou Miguel Pavão.

“Tenho dito que o sol (SOL) deveria nascer para todos, não deveria ficar apenas confinado na zona de Lisboa, e temos aqui a importância e provas dadas de um projeto que não envergonha ninguém a nível internacional”, acrescentando que “era fundamental que o setor social pudesse receber estímulos para replicar este projeto”.

Visivelmente satisfeito pela visita do bastonário, André Almeida sublinhou que esta visita foi uma oportunidade para o bastonário “conhecer in loco a resposta da Misericórdia de Lisboa, ou seja, os princípios fundamentais, o projeto, a missão, a equipa, os equipamentos e os seus cuidados personalizados. Eu creio, sem falsas modéstias, que o senhor bastonário ficou bem impressionado” com o trabalho aqui realizado.

Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas visita SOL

Já Tânia Matos defendeu que a Santa Casa pode “incentivar e reforçar” as vantagens que este tipo de respostas têm para a população. “E, portanto, seria uma grande mais valia poder replicar esta resposta no resto do país”.

O coordenador e diretor clínico do SOL e a responsável da Direção de Saúde Santa Casa consideram que o SOL veio alterar o paradigma da saúde oral. Ao apostar na prevenção e nos tratamentos precoces, evitam-se muitas complicações no futuro, promovendo-se a qualidade de vida e o bem-estar das famílias, que são o público-alvo desta resposta.

O SOL – Saúde Oral em Lisboa, o primeiro serviço odontopediátrico de Lisboa, situa-se no coração da cidade, mais concretamente na Avenida Almirante Reis nº 219. Foi inaugurado a 20 de agosto de 2019, e é uma resposta disponibilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, isenta de pagamento, a todas as crianças e jovens (dos 0 aos 18 anos) residentes ou estudantes em Lisboa.

SOL – Saúde Oral em Lisboa. O balanço do primeiro ano

A 20 de agosto de 2019, o primeiro serviço odontopediátrico de Lisboa abria as suas portas ao público. Um ano depois, cerca de 5600 pessoas solicitaram os cuidados do SOL – Saúde Oral em Lisboa, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Cerca de 16 mil consultas foram concluídas pelos dez médicos dentistas e três higienistas orais do SOL, nos últimos 12 meses, sendo que a consulta de Medicina Dentária Preventiva foi a especialidade mais requisitada.

A pandemia travou o aumento destes números, que podiam ser superiores, uma vez que o SOL esteve encerrado cerca de três meses, atendendo apenas situações comprovadamente urgentes.

Este serviço odontopediátrico, gratuito, destinado a todas crianças e jovens até aos 18 anos, que residam ou frequentem um estabelecimento de ensino no concelho de Lisboa, assume-se, cada vez mais, como um complemento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

O que dizem os números sobre o primeiro ano de atividade do SOL?

Os sorrisos estão de volta ao SOL

Esta reabertura decorre de forma condicionada nos horários, nos tempos de consulta, nos tratamentos e sempre de acordo com as orientações técnicas da Direção-Geral da Saúde (DGS) e recomendações da Ordem dos Médicos Dentistas. A funcionar no número 219 da Avenida Almirante Reis, a clínica reabriu no passado dia 15, e promete tratar dos sorrisos das crianças e jovens de Lisboa.

É preciso marcação prévia e será feita triagem por telefone ou e-mail antes da consulta presencial. A temperatura é medida à entrada, é obrigatório o uso de máscara e proteções de calçado. Os profissionais usam equipamento de proteção que inclui bata, fato, máscara, óculos ou viseira, luvas, touca e proteções de calçado.

Um regresso muito aguardado

Joana Monteiro, 50 anos, empregada de limpeza, aguarda no corredor pelo filho de sete anos. É repetente, já veio ao SOL cinco vezes. Já havia algum tempo que aguardava a reabertura. Os dentes do pequeno Leonardo estavam a precisar de cuidados especializados com alguma urgência. Esta quarta-feira, foram recebidos no SOL, para a alegria de mãe e filho.

“Estava numa aflição pelo meu filho”, confessa Joana. “Esta é uma obra muito importante e faz bem a muita gente, porque a saúde não espera, os dentes não esperam”, lembra, elogiando o profissionalismo e o atendimento da equipa do SOL – Saúde Oral em Lisboa.

Os sorrisos estão de volta ao SOL

No corredor, Vítor Santiago, de seis anos, não desvia os olhos do Canal Panda. Veio arrancar um dente. Não teve medo, não chorou e, por isso, recebeu um diploma pela sua valentia. “Agora, vou pôr o dente debaixo da almofada para receber uma moeda”, conta Vítor, sorridente.

Além do dente retirado, Vítor aprendeu que deve ter melhores cuidados de higiene. “Lavo os dentes mais depressa do que devia e também tenho de lavar mais vezes”, admite. “Os médicos são muito fixes”, elogia no final da consulta.

Os sorrisos estão de volta ao SOL

André Brandão de Almeida, coordenador e diretor clínico do SOL, destaca que “garantir a segurança de todos foi a grande preocupação na reabertura do Serviço Odontopediátrico de Lisboa”. No entanto, este regresso “é muito condicionado, porque tem que obedecer a um conjunto de regras e orientações da Direção Geral da Saúde e da Ordem dos Médicos Dentistas”. Normas essas que definem como é que os consultórios e clínicas de Medicina Dentária podem abrir e começar a prestar cuidados de saúde.

O responsável pelo SOL lembra, igualmente, que, além do trabalho de investigação e de formação continua, os colaboradores fizeram uma formação específica – via plataforma Teams – para aprenderem todas as novas instruções e normas necessárias com o objetivo de garantir a segurança de utentes e colaboradores. Cada equipa e cada profissional faz apenas quatro consultas por dia, no máximo, não existindo cruzamentos de equipas. Os gabinetes não são usados duas vezes consecutivamente e as instalações beneficiaram de obras de adaptação do sistema de ventilação, para não haver recirculação de ar.

Para André Brandão de Almeida “o SOL é uma resposta sem paralelo em Portugal, porque permite a universalidade de acesso aos cuidados de saúde, para todas as crianças e jovens até aos 18 anos, que residam ou estudem no concelho de Lisboa, carenciados ou não, oferecendo serviços de grande qualidade”.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas