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Centro de Reabilitação e Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian foi reino de brincadeira por um dia

Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian acolheu, no passado dia 2 de junho, um autêntico festival de brincadeiras e atividades dedicadas às crianças que frequentam o estabelecimento, que puderam assim participar na XII edição dos Jogos Adaptados.

Aproveitando o Dia da Criança, assinalado na véspera, cerca de 85 famílias viveram momentos de felicidade e esqueceram, por momentos, as limitações de cada um. Desde pinturas faciais, música, doces ou escorrega, passando pelos já habituais passeios a cavalo e interação com cães, não faltaram oportunidades para o convívio entre todos.

O pequeno André, utente do Centro, foi o espelho dessa alegria, como explicou a mãe, que teceu elogios não apenas ao evento, mas ao funcionamento de toda a instituição.

“Estou a adorar, é a primeira vez que venho. Estamos cá no centro desde setembro e desde o primeiro dia que estamos a adorar isto. Tanto eu, como o meu marido, como o André, só que ele expressa-se à sua maneira. Os terapeutas, pessoal administrativo, até as senhoras da limpeza, tem sido tudo fantástico. Sentimo-nos acolhidos, é muito bom”, frisou.

Depois de ter aproveitado um passeio num dos cavalos da GNR, André tinha agora a companhia de um dos cães da Guarda Nacional Republicana. Feliz, a mãe referiu ainda que a iniciativa é boa “até para os pais”: “Sem dúvida. Vamo-nos conhecendo e interagindo, porque, afinal, não somos os únicos”.

Mais adiante estão pai e filha, que voltaram ao Centro e aos Jogos Adaptados vários anos após a última presença.

“A última vez que viemos foi há uns seis ou sete anos, mas corre sempre bem. O dia é sempre uma animação para eles, ela fica sempre muito contente em vir cá. Tivemos agora uma fase em que foi operada, esteve em Alcoitão e agora foi aqui integrada na terapia ocupacional e da fala. Tinha fotografias a andar a cavalo há uns anos e agora queria repetir. Todos os exercícios que fazem ali dentro estão refletidos aqui fora”, explicou, antes de assistirem à atuação da ESSATuna, tuna da Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

XIII Jogos Adaptados

Habilitar e capacitar

Para Ana Cadete, diretora do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, este dia é uma “festa de jogos adaptados para reunir as famílias e todos os que aqui trabalham”.

“A importância deste dia para as crianças é perceberem que podem divertir-se e funcionar, estarem integradas como as outras crianças. As pessoas ligam sempre muito ao que elas não podem fazer, mas elas podem fazer muita coisa. É esse o foco. Não é o que não podem. As famílias têm de ser capacitadas e perceberem que podem ir ao parque infantil e podem brincar, de uma forma adaptada. Tudo isto é terapia. Os saltos no insuflável, o estarem ali na música… Tudo é terapia, em atividades no dia a dia”, resumiu.

A diretora relembrou que este Centro trabalha “com uma equipa multidisciplinar, centrada na criança e na família, com o objetivo de habilitar e capacitar as crianças para poderem funcionar enquanto crianças e depois enquanto adultos”.

“Temos intervenção direta até aos seis anos e, após essa idade, em situações pontuais, como por exemplo casos de pós-operatório. Mas depois damos orientação toda até à vida adulta. Temos adultos que ainda vêm à consulta para orientação e também porque somos um centro prescritor de produtos de apoio”, lembrou Ana Cadete.

XIII Jogos Adaptados

A importância dos estímulos

Ocupado a puxar uma boia num escorrega improvisado encontrámos o fisioterapeuta Frederico, que conhecia praticamente todas as crianças presentes na festa e considerou ser “essencial” haver mais dias como este.

“Isto promove a integração social, eles veem mais meninos e percebem que é uma coisa normal e natural. É um benefício muito grande. Têm estímulos diferentes e é muito bom para os objetivos de cada criança. Obviamente, há uns que precisam mais disto e outros daquilo, mas mal não faz. Qualquer atividade é sempre benéfica, nem que seja pela parte lúdica, mas depois podem acrescentar a parte terapêutica. Dá-lhes concentração e coordenação”, explicou.

Para os pais, Frederico deixou o conselho de que “não há brincadeiras melhores para uns do que para outros, mas sim brincadeiras que podem ser adaptadas”, e mostrou-se feliz por poder participar nos Jogos Adaptados.

“É ótimo. É diferente porque acaba por ser benéfico para nós vermos estas crianças a divertirem-se e esboçarem um sorriso, não porque dizemos uma piadinha, mas porque estão a realizar uma atividade. Depois, no fim do dia, logo se pensa no cansaço”, terminou, com um sorriso”.

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

XIII Jogos Adaptados

Jogos Adaptados 2023

Santa Casa representada em seminário sobre Acolhimento Familiar

A questão do Acolhimento Familiar esteve no centro do seminário “Construindo pontes entre a Prática, a Ciência e as Políticas Públicas”, que teve lugar ontem, dia 15 de junho, no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE). O evento foi organizado pela equipa do projeto All4Children e contou com a colaboração das três instituições que o integram: o Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-ISCTE), o Laboratório Colaborativo ProChild CoLAB e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Foram debatidas as práticas, a investigação e as políticas públicas do Acolhimento Familiar e um dos primeiros oradores do dia foi Rui Godinho, diretor da área de Infância, Juventude e Família da Santa Casa, que frisou que “acolher crianças está no ADN” da instituição.

“Procuramos permanentemente as melhores soluções para isso”, assegurou o diretor, no sentido de que “todas as crianças tenham acesso a uma infância de qualidade, e não apenas as que vivem na cidade de Lisboa”.

“Estamos abertos a todas as instituições para colaborarmos e partilharmos experiência. Hoje podemos estar satisfeitos, porque já fizemos um caminho que resulta. Mas estamos constantemente a aprender”, terminou Rui Godinho.

Também Ana Gaspar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar, marcou presença no seminário. Começou por apresentar o Programa LX Acolhe e divulgou depois alguns números, com destaque para as 85 famílias de acolhimento em exercício atualmente, bem como 17 candidaturas em avaliação, sendo estes dados do final do mês de maio. Ana Gaspar sublinhou que, ao todo, há 73 crianças acolhidas atualmente.

Coube a Charles H. Zeanah, um dos maiores especialistas internacionais em Acolhimento Familiar, encerrar o seminário à distância. Atuando como psiquiatra de crianças e adolescentes e professor de Psiquiatria e Pediatria Clínica, e sendo ainda diretor de Psiquiatria de Crianças e Adolescentes e vice-presidente do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Tulane, Charles H. Zeanah sublinhou alguns dos principais desafios do Acolhimento Familiar e aproveitou para responder às questões da assistência, quer presencial, quer online.

Entre as prioridades

A Misericórdia de Lisboa tem colocado nas suas prioridades a questão do Acolhimento Familiar. Recorde-se que no passado dia 1 de junho foi assinado um protocolo entre a Santa Casa, o Instituto de Segurança Social e a Casa Pia de Lisboa com vista à cooperação entre estas três entidades no âmbito do Sistema de Acolhimento Familiar e Residencial de Crianças e Jovens no distrito de Lisboa.

Este protocolo visa, entre outros fins, assegurar a adequação, qualificação e gestão das respostas de acolhimento para as situações que envolvem crianças e jovens em perigo, com medida de promoção e proteção de acolhimento familiar ou residencial.

Santos da Casa

Os participantes da marcha da Santa Casa não sonham vencer as Marchas Populares de Lisboa, até porque não fazem parte do concurso oficial, mas acabam sempre o desfile como vencedores. Fomos assistir a um ensaio e tentar perceber o impacto e importância que estes dias têm nas suas vidas.

O farol que ilumina os dias cinzentos

São empurrados para a rua pelo álcool e pela droga, pela falta de saúde mental, pela violência, pela precariedade e em alguns casos, por promessas de vida melhor que procuram longe do sítio de origem. São de Lisboa, Porto, de outros pontos do país e de vários países mundiais. Na Unidade de Atendimento à Pessoa em Situação de Sem-Abrigo (UAPSA), serviço que integra a Unidade de Emergência, encontram algumas das respostas para reencontrarem o seu lugar no mundo.

Marisa Melo, coordenadora do Atendimento Social da UE, explica que o perfil das pessoas que recorrem a este serviço “caracteriza-se pela existência de défices educacionais e profissionais, apresentando, maioritariamente, baixa escolaridade e uma elevada indiferenciação profissional, falta de condições de saúde e de habitação, pouco ou nenhum vínculo com redes de suporte familiares e sociais, ou quando apresenta estas são pautadas pela disfuncionalidade”.

Para a coordenadora, existe um novo paradigma que caracteriza o perfil das pessoas que recorrem ao apoio da Unidade de Emergência. “Registamos igualmente pessoas que decorrentes do desemprego deixaram de conseguir fazer face às suas necessidades de subsistência, denominados pelos novos sem-abrigo excluídos de um mercado laboral mais competitivo. O colossal peso dos custos com a habitação no orçamento das pessoas, na atualidade, é outro enorme constrangimento e desafio à intervenção nesta área”, frisando ainda que os números demonstram um aumento considerável de estrangeiros, sem retaguarda familiar, económica e social, na população sem-abrigo na cidade.

O problema esse é antigo, como retirar as pessoas da rua e humanizar o mais possível. É com isto em mente que os técnicos da UE trabalham diariamente, através dos seus vários serviços, como é o caso da Unidade de Atendimento à Pessoa em Situação de Sem-Abrigo, juntamente com o Centro de Apoio Social dos Anjos, com valência de refeitório social, o Centro de Alojamento Temporário Mãe d’ Água e Extensão, destinado a alojar pontualmente mulheres e homens isolados e famílias monoparentais femininas, o Centro de Apoio Social de S. Bento, que ajuda na integração ou reintegração no mercado de trabalho, a Casa de Transição para alojamento temporário para ex-reclusos e jovens do género masculino com percurso de acolhimento institucional e a Casa de Apoio Maria Lamas com valência de alojamento para mulheres vítimas de violência doméstica com ou sem filhos.

Só no ano passado, esta unidade de apoio assegurou 15.538 atendimentos sociais, que corresponderam a 3.693 utentes diferentes, que passaram pelo serviço, já os dados de 2023 demonstram a mesma tendência do problema, em que até ao final do mês de maio a Unidade de Emergência garantiu o acompanhamento a 2.756 pessoas.

sem abrigo

“A condição de sem-abrigo é um problema social extremamente complexo. Sabemos que só uma intervenção integrada e colaborativa pode ser eficaz no combate a este flagelo. Só desta forma conseguimos tornar a intervenção com estas pessoas mais eficiente e eficaz. Contudo, as constantes alterações no tecido social, o aumento dos fluxos migratórios, o contexto social e económico que enfrentamos e a escassez de respostas habitacionais conduz a um aumento das situações de vulnerabilidade, o que se apresenta como um verdadeiro desafio para as equipas técnicas que atuam diariamente no terreno”, argumenta Marisa Melo, salientando que ainda existe muito caminho a percorrer, no entanto, assegura que “a principal causa destas pessoas se encontrarem nesta condição é a ausência de habitação” e aponta que “é necessário a criação de uma verdadeira política pública de habitação associada a outras políticas noutros setores como o da saúde, emprego, formação, justiça e proteção social, que de uma forma integrada e complementar sustente os processos de integração destas pessoas e evite retrocessos na situação de sem-abrigo”.

Encontro promove estratégia para pessoas sem-abrigo

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está presente na 92ª edição da Feira do Livro de Lisboa, de maneira a promover as suas obras, missão e património, integrando o mosaico cultural e artístico que por estes dias toma conta da cidade.

Foi no passado dia 7 de junho, quarta-feira, que o stand da instituição acolheu a apresentação do Caderno Técnico 12 – Pessoa em Situação Sem-Abrigo, que contou com a presença de Sérgio Cintra, administrador de Ação Social da Santa Casa, Américo Nave, diretor executivo da Associação de Intervenção Comunitária Crescer, Henrique Joaquim, gestor executivo da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-abrigo e Marisa melo, coordenadora do atendimento social da Unidade de Emergência da Misericórdia de Lisboa.

Durante o encontro foi possível explicar alguns estudos feitos na área e apontar algumas estratégias de atuação para esta problemática complexa e multicausal.

Adoção esteve em debate no programa Sociedade Civil

A adoção foi o tema central do mais recente programa Sociedade Civil, da RTP. Isabel Pastor, diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi uma das convidadas e começou por abordar a questão do direito a ter uma família.

“O grande objetivo é concretizar o direito a viver em família para todas as crianças e em qualquer situação”, frisou, descrevendo depois as várias modalidades em que tal pode acontecer com o auxílio das instituições.

Isabel Pastor abordou ainda a questão das idades na adoção, sublinhando que os jovens devem poder expressar a sua vontade.

“Num sistema que assenta tanto na vontade, participação e audição das próprias crianças e jovens sobre o seu futuro e decisões da sua vida, é lamentável que não seja ouvida, nos termos da lei, uma declaração de vontade de um jovem de 16, 17 ou 18 anos de ser adotado”, explicou.

A diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa aludiu também à questão das motivações na hora de adotar: “Há muito a mudar na mentalidade e nas crenças gerais de que a adoção é a substituição do filho que não se teve”.

Veja aqui o programa.

A festa da Taça também se fez de inclusão

Há tradições que nunca se perdem e a festa que é a Taça de Portugal é uma daquelas “romarias” que povoam o imaginário de milhares de pessoas. O ritual é sempre o mesmo, depois do final do campeonato, é hora de encontrar o grande vencedor da prova rainha do futebol nacional. Pelo sétimo ano consecutivo, o Placard volta a dar nome a esta prova, que mais do que futebol, é também um espaço de amizade, amor e inclusão.

Mas, se no relvado a história ficou marcada pelos dois golos, sem resposta, que o FC Porto marcou ao Sporting Clube de Braga, nas bancadas a narrativa é outra e contam-se por sorrisos, oportunidades e estreantes nestas andanças, e não golos.

Nesta Taça de Portugal Placard e há semelhança de outras edições, a Santa Casa e a Federação Portuguesa de Futebol querem que a festa do futebol seja para todos. A parceria entre as duas instituições, no âmbito da responsabilidade social, permitiu que ninguém ficasse de fora. Junto à linha lateral do relvado ficou instalada uma bancada destinada a pessoas com mobilidade reduzida, preenchida por utentes do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão (CMRA) e Obra Social do Pousal.

bancada de mobilidade reduzida

Bancada destinada a pessoas com mobilidade reduzida

Para a animadora sociocultural do CMRA, Carolina Duarte, esta oportunidade proporcionada pela instituição é importante “porque demonstra que estas pessoas também tem o direito de se divertirem”, frisando que, para que veio assistir “é uma maneira de perceberem que estar na situação em que estão, não deve ser limitador, para o que quer que seja”.

“Embora nenhum seja adepto dos clubes que estão no relvado, só o facto de aqui estarem já é uma vitória. Desde pequenos que ouvimos falar na festa da Taça e a festa também é isto, incluirmos quem necessita”, comenta a animadora.

animação de jovens

Enquanto que no relvado do complexo do Jamor se ultimavam os preparativos para a bola começar a rolar, nas laterais do campo quase 200 jovens, todos vestidos de branco, iam ensaiando uma coreografia para a cerimónia de abertura do evento. Compondo a “onda” branca, 9 meninas da direção de Infância e Juventude da Santa Casa iam entoando o hino nacional, entre o barulho ensurdecedor das claques afetas ao Braga e Porto.

Perto do apito inicial, todos tomaram o seu lugar no recinto de jogo. De um lado, os mais de 200 jovens, do outro a orquestra que dava os acordes para que o hino nacional desse as boas vindas aos protagonistas do espetáculo.

Joana, Andreia e Matilde, com idades entre os 14 e os 15 anos, foram algumas das vozes que levaram o “esplendor de Portugal” a ecoar pelas bancadas de pedra do Jamor. Para as jovens “este é um momento que ficará para sempre”.

bancada do jamor

“Nunca tinha assistido a uma partida de futebol, é a minha primeira vez”, argumenta Andreia. Já Matilde assume que também é uma estreante, mas que o futebol ocupa uma grande parte da sua vida. “Eu jogo futebol e espero que no próximo ano consiga ir prestar provas ao Sporting”, conta a jovem que não esquece as “heroínas” da seleção das quinas que conseguiram pela primeira vez na história do futebol nacional, o apuramento para a fase final do mundial da modalidade, a realizar em julho e agosto, na Austrália e na Nova Zelândia.

“Felizmente em Portugal o futebol já não é só para homens. Conseguimos estar no mundial e para mim aquelas mulheres é que são verdadeiras guerreiras”, frisa Matilde, enquanto abraça as colegas.

As duas “peças” mais importantes do jogo

No âmbito do patrocínio à Taça de Portugal, os Jogos Santa atribuíram dois importantes prémios: o “Troféu Homem do Jogo” e o “Troféu Fair Play”, o primeiro ao melhor jogador em campo, o segundo ao jogador que teve um comportamento de desportivismo merecedor de destaque.

O médio do FC Porto Otávio, arrecadou o prémio “Homem do Jogo” da Taça de Portugal Placard, após votação feita pelos profissionais da comunicação social presentes na tribuna de imprensa do Estádio Nacional.

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Otávio, prémio “Homem do Jogo” e Nuno Alves, administrador dos Jogos Santa Casa

Os Jogos Santa Casa distinguiram também Ricardo Horta pelo ‘Fair-Play’ demonstrado na partida. Esta distinção foi decidida por um comité de especialistas que acompanhou a final da prova rainha.

Ambos os troféus foram entregues pelo administrador dos Jogos Santa Casa, Nuno Alves.

ricardo horta

Nuno Alves, administrador dos Jogos Santa Casa e Ricardo Horta, prémio “Fair Play”

Aldeia de Santa Isabel acolhe seminário dedicado aos jovens em risco de exclusão

Logo na abertura, o administrador do departamento de ação social e saúde da Santa Casa, Sérgio Cintra, fez questão de salientar o trabalho desenvolvido pela Aldeia de Santa Isabel junto das crianças e dos jovens que acolhe e insere na vida ativa profissional, quando as suas famílias não o podem ou conseguem fazer.

“Desde 1983 que a Misericórdia de Lisboa gere este equipamento, numa ação contínua, que todos os dias necessita de ser cultivada e amadurecida. As atuais exigências do mercado de trabalho precisam de ser reequacionadas. Em todas as sociedades existe uma ausência muito vincada de competências que são garantidas, aqui, através da formação profissional. A taxa de sucesso e de colocação no mercado de trabalho dos jovens que aqui se encontram é excecional. Quase todos os que concluem os nossos cursos de formação são inseridos no mercado de trabalho”.

Sérgio Cintra instou ainda, na ocasião, todos os participantes no seminário a partilhar as suas preocupações como forma de contribuir para que a Santa Casa possa colmatar possíveis ausências nas respostas às dificuldades sentidas pelos jovens da Aldeia de Santa Isabel: “Se uma instituição como a Misericórdia de Lisboa, que comemora este ano o 525º aniversário, considerar que tudo sabe, vai fechar as portas a uma próxima geração. Temos de ter sempre esta inquietude e este dever de vos pedir apoio na identificação das preocupações para melhorarmos a nossa atuação”.

seminário jovens em risco de exclusão - sérgio cintra

Sérgio Cintra, administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O diretor da Aldeia de Santa Isabel, António Duarte Amaro, por seu turno, descreveu o papel desempenhado pelo equipamento na vida dos jovens ali inseridos e do contexto em que chegam, destacando o modelo de escolarização: “Trabalhamos para retirar o estigma que a escola deixou em muitos jovens e fazemos da oficina a base deste projeto para que aprendam a fazer coisas concretas. Os jovens aderem mais à prática do que à teoria, mas é através dessa prática que compreendem que precisam da teoria. É o que chamamos de ‘modelo de convergência'”.

seminário jovens em risco de exclusão - duarte amaro

Duarte Amaro, diretor da Aldeia de Santa Isabel

Na parte da manhã, o seminário contou com a partilha de Joaquim Azevedo, professor jubilado da Universidade Católica, responsável pela escola no Porto “Arco Maior”, um projeto criado há dez anos, que recebe adolescentes que abandonaram a escola e que tem como objetivo a sua reintegração em meio escolar. Neste painel, Joaquim Azevedo elencou aquilo que chamou de “traços principais de uma escola e de uma pedagogia para a inclusão”, como sendo a base para que “nenhuma escola pública exclua nenhum cidadão”.

Antes de ter início o primeiro painel, houve ainda oportunidade para ouvir António Saraiva, recém-nomeado presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, que levou a debate o tema “responsabilidade solidária das empresas na formação dos jovens desfavorecidos”.

O primeiro painel da manhã congregou um conjunto de partilhas “de práticas formativas e desafios para a mudança”, a cargo de representantes da Casa Pia de Lisboa (do Centro de Educação e Desenvolvimento Pina Manique), do Polo de Jovens do Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa, da Escola de Segunda Oportunidade de Sintra e do Centro Nacional de Qualificação de Formadores.

seminário jovens em risco de exclusão - painel 1

Painel I

A tarde foi dedicada ao painel que se debruçou sobre “o modelo de convergência na Aldeia de Santa Isabel”, no qual se ouviram vários testemunhos de formadores do equipamento relativamente às atividades diárias realizadas com os alunos.

seminário jovens em risco de exclusão - painel 2

Painel II

A provedora da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge, fechou o dia de trabalhos, começando por elogiar o trabalho da Aldeia de Santa Isabel nesta que é uma área a que tem particular dedicação: “os jovens e a intergeracionalidade, àquilo que é necessário fazer para apoiar a população mais vulnerável, com mais dificuldade na integração do sistema escolar e, depois, na sua vida futura. O trabalho que aqui se faz é muito significativo e muito esperançoso, e todos nós temos de partilhar experiências, discutir e analisar as várias perspetivas e dificuldades que sentimos no dia-a-dia com estes jovens”.

Ana Jorge agradeceu o trabalho e dedicação de todos nesta missão da Santa Casa na procura por melhores respostas para um futuro melhor destas crianças e jovens mais desprotegidos.

seminário jovens em risco de exclusão - ana jorge

Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O dia foi marcado ainda por um momento artístico levado a cabo pelos utentes da Aldeia de Santa Isabel, com uma passagem de modelos intergeracional, que mostrou os trabalhos desenvolvidos nas várias oficinas do equipamento.

seminário jovens em risco de exclusão - passagem de modelos

Passagem de modelos intergeracional

Marcha da Santa Casa ultima participação no desfile na Avenida

Desde o final do mês de março que os 53 participantes na marcha “que é de todos” se preparam para a noite mágica de segunda-feira, véspera do feriado de Santo António. É uma noite mágica para todos, por isso, já sentem o nervosismo a aproximar-se.

Nesta quarta-feira, em mais um ensaio matinal, contaram com um incentivo adicional: a presença do administrador da Santa Casa para a área social, Sérgio Cintra, do vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Diogo Moura, e do presidente da EGEAC, Pedro Moreira.

Nas suas intervenções, os responsáveis fizeram questão de aplaudir, mas sobretudo de agradecer o empenho de todos naquela que é a “marcha mais querida de Lisboa”.

Para Diogo Moura, esta participação da Santa Casa é ainda mais significativa, tendo em conta a comemoração dos seus 525 anos: “esta é uma marcha que agrega a intergeracionalidade e transmite à cidade aquilo que são os seus valores e a sua missão. É por aquilo que nos faz sentir e pela emoção que nos traz que se torna tão especial, não só para mim como para todos os lisboetas”.

diogo moura

Já para o administrador da Santa Casa, não há dúvidas: “esta marcha é de todos. É intergeracional. Nós recebemos mensagens de muitas pessoas de várias idades e de vários pontos do país que, depois de assistirem ao cortejo na televisão, nos contactam para agradecerem, por exemplo, a presença do senhor Carlos, que tem 84 anos, e que vai ser, este ano, o marchante com mais experiência a descer a avenida de Liberdade”.

sérgio cintra

Sérgio Cintra desvenda ainda um dos momentos altos da marcha da instituição no próximo dia 12: “Neste ano de comemoração do 525.º aniversário da Santa Casa, sentimos particular orgulho no arco com que vamos desfilar, que representa aquilo que todos os dias a Misericórdia é: sonho, esperança e concretização das Boas Causas”.

Santa Casa vence Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi distinguida com o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023, na categoria Sustentabilidade, com o projeto da Residência Sénior Monsanto. O galardão foi atribuído ontem, dia 30 de maio, numa cerimónia que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda e que assinalou a 11.ª edição do evento.

Ana Vitória Azevedo, vice-provedora da Santa Casa, subiu ao palco para receber o prémio e destacou o facto de esta distinção surgir numa altura especial para a instituição.

“A Santa Casa faz 525 anos e, portanto, este é um presente fantástico. Este edifício é uma benemerência. 90 por cento do património da Santa Casa resulta de benemerências, de alguém que nos deixa para fazer o bem aos outros. Neste caso foi a Nestlé”, recordou.

entrega do prémio nacional de reabilitação urbana

Crédito: Iberinmo Grupo

Situada em pleno Parque de Monsanto, a Residência Sénior Monsanto teve assinatura do arquiteto António Pedro Mendonça da Silva Gonçalves e começou a ser construída em 2018, aproveitando as instalações da antiga fábrica da Rajá, doadas à Misericórdia pela Nestlé Portugal. Conforme a necessidade de utilização, as novas instalações podem acolher uma Estrutura Residencial Assistida para Pessoas Idosas ou uma Unidade de Cuidados Especializados em Demências.

O edifício está equipado com quartos individuais e duplos, todos com casa de banho privativa e roupeiro, um centro de bem-estar e uma piscina adaptada para os utentes. Foi ainda dotado de um auditório exterior para pessoas com mobilidade reduzida, bem como de todas as infraestruturas de apoio necessárias: cozinha, lavandaria, copas de apoio por piso, áreas de atendimento, vestiários para funcionários e estacionamento exterior. A capacidade total é de cerca de 50 camas.

Bicicletas com Asas. A transformar vidas, uma pedalada de cada vez

Projeto da Santa Casa em Marvila restaura bicicletas e entrega-as a quem precisa delas para se deslocar ao trabalho ou ao local onde estuda. Conheça as histórias de Sellou Jallow e Alghassimou Bah, dois imigrantes que ganharam asas em Portugal para realizarem os seus sonhos.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

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Projetos de empreendedorismo e inovação social

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Investimento na investigação nas áreas das biociências

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