“Acolher uma criança é devolver-lhe a infância”. É este o claim da mais recente campanha da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que conta com o apoio da Segurança Social e do Instituto da Segurança Social.
Para poder dar resposta aos direitos das crianças de crescerem num ambiente familiar e mais acolhedor, esta iniciativa da Misericórdia de Lisboa quer contrariar a tendência – verificada a nível nacional – de redução de famílias de acolhimento e criar condições para que todas as crianças que precisam de ser acolhidas o sejam, com particular enfoque no distrito de Lisboa, onde as mesmas são inexistentes.
Apesar de ser a medida mais recomendada pela atual legislação em vigor, a realidade é bem oposta à verificada a nível europeu, onde o acolhimento familiar é assumido como uma forma de acolhimento por excelência. Para contrariar este facto a nova campanha recorda que “Lisboa precisa de Famílias de Acolhimento”.
Informe-se sobre o Programa de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, aqui.
A campanha “LX Acolhe” vai estar no ar entre os próximos dias 8 e 25 de novembro e será divulgada em TV, imprensa, outdoors e online.
Lisboa precisa de famílias de acolhimento. Junte-se a nós e faça a diferença.
Teleassistência: o botão de emergência que espanta a dor e a solidão
Há dez anos a aproximar e a socorrer, a teleassistência da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é um botão de emergência para os mais sós e o exemplo para uma sociedade mais solidária.
Até 5 de novembro, as principais artérias da cidade vão ficar ainda mais bonitas, graças à mais recente edição do evento “Beleza não tem Idade na Cidade”. A iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tem como intuito desconstruir representações sociais e estereótipos sobre o envelhecimento, está de volta à capital.
Doze produções fotográficas – apostadas em levar à sociedade uma nova atitude perante a idade e a sua ligação com a beleza – vão ornamentar vários pontos da capital, recorrendo a modelos muito especiais. Lado a lado com caras bem conhecidas da nossa praça – seja pelo seu trabalho na televisão, teatro, moda, música entre outros – estão várias pessoas com duas coisas em comum: a beleza (de várias idades) e a sua ligação à Misericórdia de Lisboa.
Continuando a mudar mentalidades, a nova edição do “Beleza Não Tem Idade na Cidade” é apresentada no dia 31 de outubro, no Capitólio, e vai juntar várias figuras públicas com as grandes estrelas desta campanha: os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O protocolo assinado pelo administrador da Ação Social da Santa Casa, Sérgio Cintra, pelo presidente da APAV, João Lázaro, e pelo tesoureiro da APAV, Nuno da Silva, reforça a cooperação entre as duas instituições no cumprimento das respetivas missões, no âmbito da inovação social.
O projeto objeto de apoio, no âmbito deste protocolo, designa-se por Sistema Integrado de Apoio à Distância (SIAD).
Em funcionamento desde 2014 e de abrangência nacional, o SIAD integra, através de uma plataforma tecnológica de case management, o serviço de apoio telefónico da Linha de Apoio à Vítima da APAV (LAV | 166 006), o apoio disponibilizado através das redes sociais e videochamadas e ainda o Serviço de Vídeo Intérprete de Língua Gestual (SERVIIN), em estreita relação e encaminhamento para os demais 63 serviços de proximidade da APAV a nível nacional. A Linha de Apoio à Vítima é o serviço âncora deste sistema, onde o apoio prático e/ou emocional decorre em tempo real.
Sérgio Cintra defendeu, na sua intervenção, que este protocolo com a APAV “faz todo o sentido porque é complementar” à ação da Santa Casa. E continuou: “Esta parceria permite ir ao encontro de novas dinâmicas, ser mais próximo e alargar a esfera da intervenção da Misericórdia de Lisboa no plano nacional”.
Por seu turno, João Lázaro, presidente da APAV, sublinhou a “imensa honra e responsabilidade por merecer confiança e a parceria da Santa Casa”. Este protocolo vai permitir “chegar a outros públicos e ser cada mais próximo das vítimas de crimes e violência”.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a Misericórdia de Lisboa visam, com o desenvolvimento do presente projeto, a manutenção e consolidação do modelo de intervenção Sistema Integrado de Apoio à Distância e, assim, contribuir para a desocultação do crime e da violência sobre grupos vulneráveis, em particular aqueles que se encontram em territórios marcados pela escassez de recursos e pelo isolamento social.
O SIAD possibilita o aumento do número de vítimas apoiadas, proporcionando uma maior facilidade num primeiro contacto destas com os serviços de apoio da APAV, designadamente a vítimas que residem em áreas rurais ou isoladas e/ou em zonas onde não existem serviços de apoio de proximidade
É só o início, os primeiros passos, mas os médicos sabem que são os fundamentais. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já tem cuidados continuados para as mazelas de recuperação difícil.
Abrangendo uma área com mais de 7 mil metros quadrados (ocupados por 11 pavilhões) e situado numa das zonas com maior expansão urbana no concelho de Lisboa, aqui irá nascer um polo de inovação que será “o coração da economia social em Lisboa”.
Um coração que se prevê que, quando estiver a bater de forma regular, seja o local de trabalho diário de mais de mil pessoas. Para já, as obras da primeira fase do projeto – que a nossa instituição pretende que seja “um grande espaço aberto às instituições” – já arrancaram, e tudo está a ser preparado para que este local se afigure como “um motor de desenvolvimento na cidade, naquilo que são as suas políticas sociais e naquilo que são as respostas da economia social na cidade de Lisboa”, como classificou Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa.
Respondendo ao desafio lançado pela tutela, e abrangendo várias vertentes – económica, social, ambiental e de empreendedorismo -, o “Lisboa Social” vai disponibilizar às instituições e associações do sector “capacidade de instalação”. Com este projeto, a Misericórdia de Lisboa vai assim garantir um local, no centro de Lisboa, onde as instituições podem trabalhar, mas também “dar cumprimento a uma competência central da sua missão estatutária”, voltando assim a afirmar-se como “um elemento ativo e permanentemente comprometido com a economia social” como referiu Edmundo Martinho.
Manifestando confiança no novo projeto da nossa instituição, o ministro da tutela, adjetivou o início desta empreitada como “um dia de particular significado para todos aqueles que veem na economia social uma alternativa para a criação de riqueza, emprego e para a prossecução dos objetivos do bem comum”.
Prevendo que não “faltará procura, por parte das instituições da economia social, para a ocupação deste local”, José António Vieira da Silva salientou a adaptabilidade dos espaços multifuncionais colocados à disposição dos intervenientes e a localização privilegiada do projeto.
Também Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal da capital, elogiou a iniciativa que vem responder “a uma necessidade crítica na cidade de Lisboa, que passa por encontrarmos espaços e locais onde instituições de economia social possam desenvolver a sua atividade”.
Para o autarca, o “Lisboa Social” será responsável por trazer “um potencial incrível de força e de energia” ao sector, até porque, assegura, o espaço na Rua do Açúcar terá “tudo o que é essencial para que [as instituições] possam trabalhar bem”.
Durante a apresentação do “Lisboa Social” houve ainda tempo para a assinatura de um protocolo entre a Misericórdia de Lisboa e a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social. Estas instituições serão apenas duas das várias que irão construir o novo “coração da economia social de Lisboa” e assim alterar por completo o tecido da economia social da capital.
Cuidar de quem cuida: a verdadeira relação de interdependência
O Centro de Recursos de (In)formação para Prestadores de Cuidados Informais nasceu pelas mãos da Santa Casa. Um projecto que envolve num abraço os que cuidam de quem já não pode cuidar de si.