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O espetáculo tem de continuar

O espetáculo tem de continuar: como Daniel quer voltar aos palcos com a ajuda do CMRA

“O que me dá mais força é ver o corpo a reagir ao longo do tempo e ver pequenos passos de uma semana para a outra”. No ginásio de adultos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), Daniel Cardoso atinge com força o saco de boxe à sua frente. Só pausa para receber indicações do fisioterapeuta André, mas rapidamente volta à ação. Sente a agilidade a voltar-lhe ao corpo e nem mais uma cirurgia recente o impede de continuar o seu longo caminho de recuperação.

Em agosto do ano passado, em mais um dos normais dias quentes de verão, ia a sair de casa de mota quando foi abalroado por um automóvel. Foi uma travagem brusca na sua vida profissional de bailarino, coreógrafo e fundador da Quorum Dance Company, uma companhia de dança contemporânea sediada na Amadora há cerca de 20 anos.

“Tive muitas fraturas, tíbia, fémur, vértebras, sacro, cotovelo, nariz, uma lesão na medula… Parei completamente e não foi só o trabalho, foi a vida”, resume Daniel.

Quase três meses depois entrava pela primeira vez no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, decidido a recuperar o que o acidente lhe tirou: o seu verdadeiro instrumento de trabalho.

Play Video about Daniel sorri para o terapeuta

“Há muitas formas de se trabalhar na área da dança contemporânea e no meu caso é tudo muito físico. Para criar as coisas, eu faço-as também. Por isso, hoje a minha luta é esta: conseguir voltar a trabalhar. Porque se não conseguir fazê-lo, para mim é quase impossível conseguir criar”, explica o coreógrafo.

Já atuou em mais de 20 países com a sua companhia, mas o mundo de Daniel centra-se agora em Alcoitão. Neste que é o seu segundo internamento no CMRA, os ensaios deram lugar aos tratamentos e Daniel ‘atua’ em vários palcos de manhã à noite: piscina, terapia ocupacional e fisioterapia preenchem-lhe a agenda, muitas vezes para lá da hora marcada, tal é a vontade de se reerguer: “O meu primeiro desafio é poder voltar à normalidade como pessoa, no dia a dia. E o desafio ainda maior é conseguir voltar à minha atividade profissional! Conseguir que o meu corpo volte ao normal e o mais perto possível do que era antigamente. Quero perceber com que limitações vou ficar. Vou ter de me adaptar à nova realidade, mas estou a trabalhar para que seja preciso o mínimo de adaptação possível”.

“CMRA é um sítio muito especial”

Alcoitão tem sido a casa de Daniel nos últimos meses e técnicos como o fisioterapeuta André ou a terapeuta ocupacional Anabela já são quase família. O coreógrafo não se cansa, de resto, de elogiar a capacidade que a equipa tem de acolher os utentes como se estivessem em casa.

“É um sítio muito especial, que ultrapassa a ideia de estarmos hospitalizados. Quase conseguimos sentir que não estamos num hospital! Nunca me senti um doente, senti-me uma pessoa e isso faz uma diferença gigante. Estarei para sempre agradecido a estes profissionais! O trabalho que fazem, não apenas na fisioterapia e nos outros tratamentos, mas a nível humano, faz com que as pessoas ultrapassem as dificuldades e consigam crescer. Têm aqui um grupo de profissionais muito especial mesmo!”, resume.

Se Maomé não vai à montanha…

Impossibilitado de trabalhar com a Quorum Dance Company, Daniel Cardoso soube, entretanto, que Alcoitão dispunha de um auditório, o que significava… um palco. E a ligação foi imediata: se Daniel não podia estar com a sua companhia, a companhia podia vir ao seu encontro. Assim, no passado mês de fevereiro, o CMRA recebeu o espetáculo GATE 57, até em forma de agradecimento pela maneira como o fundador da companhia tem sido tratado.

“Se calhar, a maior parte das pessoas nunca tinha visto um espetáculo de dança contemporânea e por isso propus fazê-lo. Foi um sucesso enorme!”, descreve o coreógrafo, orgulhoso da sua equipa.

“Por isso mesmo, no futuro, quando ficar bom e voltar à normalidade, quero que isto seja uma coisa anual. Quero continuar a poder contribuir para o ambiente de Alcoitão com dança e proporcionar dias diferentes às pessoas que aqui estão internadas. Obrigado!”, conclui.

Daniel Cardoso subiu ao palco com a equipa no CMRA

Dia Europeu da Terapia da Fala: Recuperar o poder de comunicar com o mundo

A comunicação está na base da evolução do ser humano e é um pilar basilar da vida em sociedade. Por isso mesmo, quando existem problemas na capacidade de comunicar, ou quando ela falha de forma total ou parcial, pode ser necessária ajuda profissional. É aqui que intervém a Terapia da Fala, cujo Dia Europeu se assinala esta sexta-feira, 6 de março.

A data, instituída em 2004, pretende sensibilizar para as perturbações da comunicação e da deglutição, bem como o seu efeito sobre a saúde humana e a importância dos profissionais desta área no bem-estar e na saúde das pessoas afetadas.

O caso de Rui

A Terapia da Fala ocupa um lugar de destaque no Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), onde fomos conhecer o caso de Rui Ferreira, cuja vida deu uma volta de 180 graus em 2023, quando sofreu um AVC que, entre outros efeitos, o privou da sua normal capacidade de comunicação.

Utente em sessão de Terapia da Fala

“O Rui tem o que chamamos de afasia, uma alteração na linguagem que compromete várias áreas, não só a expressão oral, mas também a compreensão. Numa etapa inicial, além de ter dificuldade em transmitir, o Rui também tinha dificuldade em compreender o que dizíamos, embora essa tenha sido a componente que mais melhorou ao longo do tempo. E na afasia também existem alterações ao nível da leitura e da escrita. A leitura do Rui tem melhorado bastante, mas anda tem muita dificuldade a escrever, tal como tem a falar”, descreve Daniela Parente, terapeuta da fala no CMRA.

Com 40 anos, Rui Ferreira, que antes do AVC era coordenador de equipa numa empresa de software de faturação, está a reaprender a comunicar. Consegue falar, embora tenha muita dificuldade em aceder às palavras guardadas no seu cérebro.

“Bem, a afasia…”, lamenta Rui com um suspiro, quando tenta apresentar-se. É amparado na tentativa pela terapeuta, que explica que as patologias atendidas em Alcoitão se dividem em três áreas e uma delas é precisamente o caso do seu paciente.

Afasia, disartria e disfagia

“Existem alterações da linguagem, como é o caso do Rui, que se chamam afasias; alterações de fala, a que damos o nome de disartrias; e alterações de deglutição, as disfagias. No caso do Rui a alteração na linguagem decorre de uma lesão no hemisfério esquerdo do cérebro, que geralmente afeta o lado direito do corpo. Se a lesão fosse no hemisfério direito, teria dificuldade em mexer o lado esquerdo e teria mais dificuldades na parte motora da fala e não na linguagem. Se tivesse uma lesão no hemisfério direito, ocasionalmente no esquerdo ou principalmente no tronco cerebral, aí teria uma alteração na deglutição, uma disfagia”, relata Daniela.

Utente em sessão de terapia da fala

Ao contrário do que acontece na área pediátrica, na qual a maior parte dos problemas está relacionada com questões como a dislexia, o setor de Adultos do CMRA atende essencialmente alterações da comunicação e da deglutição de etiologia neurológica.
“Após uma alteração neurológica podem surgir alterações na comunicação. A mais frequente é o AVC, que é o caso do Rui. Depois há os traumatismos crânio-encefálicos, algumas doenças neurodegenerativas ou tumores cerebrais”, enumera a terapeuta.

Os truques do cérebro

“Sem dúvida”. É assim que Rui Ferreira responde quando lhe perguntamos se sente a evolução da sua comunicação desde que iniciou as sessões de terapia da fala. Mas, quando tenta uma resposta mais trabalhada, surgem as pausas à procura das palavras, que por vezes encontra… noutra língua. Daniela Parente explica a razão e o segredo está, uma vez mais, no nosso cérebro.

“Embora o Rui não fosse bilingue, após o AVC ele não conseguia comunicar em português e, muitas vezes, responde em inglês, uma língua que ele utilizava muito no trabalho. A explicação para isto é que a língua está representada no cérebro em determinadas localizações. Se a pessoa for bilingue, a representação das duas línguas estaria no mesmo local. Mas, neste caso, como é uma língua adquirida posteriormente, a localização no cérebro é diferente”, argumenta.

Daí ser natural que, quando a terapeuta pergunta a Rui em que ano anda o seu filho na escola, este responda imediatamente ‘One’ e só depois corrija para ‘primeiro’. Ou que diga ‘That’s it’ quando Daniela adivinha o que pretende dizer.

Utente escreve numa sessão de terapia da fala

A sessão continua com vários exercícios e Rui Ferreira usa diversos meios para se fazer expressar, desde uma simples folha de papel na qual vai escrevendo ou esquematizando, até objetos que procura na sala, passando pela preciosa ajuda do telemóvel, no qual tem uma aplicação com frases suas pré-gravadas para comunicar melhor em casa, junto da sua família.

“Ajuda sim, mas quando…”, refere Rui, secundado depois por Daniela ao explicar que é impossível prever todos os cenários na aplicação, pelo que o esforço para se fazer entender é constante ao longo do dia. Uma luta dura, mas com resultados e sorrisos pelo meio.

Sinergia CMRA - ESSAlcoitão

A sessão com Rui Ferreira e a terapeuta Daniela Parente foi acompanhada de perto por outra Daniela, esta Félix. Está a fazer um estágio no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, no âmbito da licenciatura em Terapia da Fala na vizinha Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

O facto de estes dois equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estarem – e trabalharem – tão próximos permite amplas mais-valias na formação dos novos terapeutas, que têm no CMRA uma oportunidade única de completarem a sua formação com casos reais e, quiçá, iniciar ali a sua vida profissional.

Terapeuta e estagiária em sessão de terapia da fala com utente

A licenciatura em Terapia da Fala oferecida pela ESSAlcoitão tem um desenho curricular com várias estratégias de ensino e aprendizagem, e o destaque vai, efetivamente, para essa Aprendizagem em Contexto Real (estágio), realizada no CMRA, mas também noutros hospitais, centros de saúde, clínicas, estabelecimentos de ensino, residências assistidas, centros de reabilitação, entre outros.

Ao longo do curso, o estágio é supervisionado por Terapeutas da Fala com reconhecida experiência profissional, que integram o corpo de educadores clínicos, em colaboração com o corpo docente interno do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão. Existe ainda a oportunidade de adquirir competências a nível internacional, através do programa de mobilidade europeia ERASMUS+.

Saiba mais sobre a licenciatura em Terapia da Fala da ESSAlcoitão.

Grupos terapêuticos do CMRA mostraram-se à comunidade num ‘open day’

Foi uma manhã repleta de boas energias no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Os grupos de intervenção terapêutica deste equipamento do Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abriram esta sexta-feira, 27 de fevereiro, as suas portas aos utentes e à comunidade para um circuito dinâmico com várias atividades neste ‘open day’.

Cerca de três dezenas de participantes puderam, assim, desfrutar de um conjunto de estações dedicadas a atividades de ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, e terapia pela música.

Cada participante permaneceu cerca de 30 minutos em cada uma das cinco estações, absorvendo o que de melhor oferece cada um destes grupos terapêuticos na área da saúde e bem-estar.

Esta foi mais uma iniciativa integrada nas comemorações dos 60 anos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, um equipamento de referência nacional e internacional na área da medicina física e reabilitação.

Grupos terapêuticos do CMRA de portas abertas aos visitantes

Será através de um circuito dinâmico que os grupos de intervenção terapêutica do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) irão abrir as suas portas, circuito esse no qual os visitantes percorrerão um conjunto de estações dedicadas ao ritmo e movimento, snoezelen, correção postural, neuro pilates e pilates clínico, assim como à terapia pela música.

O circuito de sexta-feira irá decorrer entre as 09h00 e as 12h00, sem pausas, com cada participante a permanecer 30 minutos em cada estação, por forma a que possa percorrer os cinco grupos terapêuticos.

A participação neste circuito pelos grupos terapêuticos do CMRA está aberta a todos, sendo apenas necessária inscrição prévia.

Saúde com autonomia: estratégias para pessoas idosas

A iniciativa, agendada para dia 24 de fevereiro, às 14h30, tem como objetivo explorar estratégias eficazes que apoiem as pessoas idosas na gestão ativa da própria saúde, reforçando a autonomia, o bem-estar e a capacidade de participação na comunidade.

O encontro insere-se no projeto europeu KORALE, cofinanciado pela União Europeia, por meio do programa Interreg Europe, que promove a prevenção e o combate à solidão por meio de políticas públicas.

O webinar decorre em língua inglesa e destina-se a profissionais, técnicos, decisores e a todos os interessados nas áreas do envelhecimento, saúde e inclusão social.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo formulário.

Oito debates e dezenas de especialistas nas Jornadas de Sant´Ana

A partilha de conhecimentos, a troca de experiências e a discussão sobre abordagens terapêuticas marcaram estas jornadas, que começaram logo de manhã com a sessão de abertura a ser proferida pelo administrador da Santa Casa com a tutela da Saúde, André Brandão de Almeida, que explicou a relevância do evento:

“Estas Jornadas sublinham a importância de promovermos a medicina enquanto pilar fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais saudável e desafiam os oradores e participantes a partilharem abordagens técnicas e científicas, que permitirão obter melhores resultados na prestação de cuidados de saúde”, referiu o responsável.

Ao discurso inicial sucederam-se oito debates com especialistas que encheram o auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) – local onde decorreram as jornadas -, com os intervenientes a cumprir o desafio lançado antes por André Brandão de Almeida para “aprenderem, refletirem criticamente e desafiarem com novas ideias”, assim como “encontrarem formas de inovar para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

As Jornadas de Sant´Ana foram organizadas pelo hospital com o mesmo nome (pertencente ao Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

Jornadas de Sant’Ana decorrem a 23 de janeiro com foco na instabilidade do punho e cotovelo

A iniciativa, organizada em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), terá lugar no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e contará com a participação de mais de duas dezenas de especialistas da área.

A sessão de abertura ficará a cargo do administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, André Brandão de Almeida, e ao longo do dia, especialistas irão partilhar conhecimentos, discutir abordagens terapêuticas e trocar experiências sobre a instabilidade do punho e cotovelo, reforçando a relevância do debate clínico contínuo na área da ortopedia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser realizada através do e‑mail gic-hosa@scml.pt.

Conheça o programa completo.

Santa Casa e Fundação MEO reforçam parceria para promover acessibilidade e autonomia no CMRA

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Fundação MEO reforçaram hoje, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), o protocolo de colaboração no âmbito do Programa Inclui, iniciativa que visa tornar dispositivos móveis e computadores mais acessíveis, promover comunicação inclusiva e contribuir para a melhoria das condições de vida e autonomia de pessoas com incapacidade.

O documento foi assinado por André Brandão de Almeida, Administrador da Santa Casa com o pelouro da Saúde, e por Carolina Pita Negrão, Diretora da Fundação MEO, representando a continuidade de uma parceria estratégica entre as duas instituições.

Este passo permite consolidar a criação e desenvolvimento do “Espaço com Sentido”, um espaço especializado no CMRA destinado à avaliação, demonstração e experimentação de tecnologias de acessibilidade, dirigido a pessoas com necessidades complexas de comunicação e/ou limitações motoras graves.

Em entrevista ao canal de YouTube da Fundação MEO, André Brandão de Almeida sublinhou o significado desta parceria, destacando o seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a ambição de reforçar a inclusão através da tecnologia: “Mais do que um protocolo, é o assumir de um compromisso, um compromisso com os objetivos da Organização das Nações Unidas, os objetivos de desenvolvimento sustentável, um compromisso com a inclusão, um compromisso com a igualdade de oportunidades. Na prática, colocar a inovação da MEO e a tecnologia ao serviço dos utentes e da comunidade.”

Após a assinatura do aditamento ao protocolo, realizou-se uma visita ao “Espaço com Sentido”, onde os terapeutas responsáveis apresentaram o funcionamento do espaço e demonstraram as valências disponíveis, explicando como estas tecnologias são aplicadas na prática clínica para potenciar a comunicação, a interação e a integração social dos utentes.

Este reforço da parceria traduz-se num investimento contínuo em pessoas, tecnologia e transformação digital, assegurando condições para a evolução técnica do espaço, integração de novos equipamentos e formação permanente dos profissionais, consolidando o CMRA como referência nacional e internacional onde a inovação e excelência técnica caminham lado a lado com o compromisso humano.

CMRA dá início às comemorações do 60.º aniversário com sessão solene e foco na humanização dos cuidados

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), assinalou o início oficial das comemorações do seu 60.º aniversário, numa sessão institucional que contou com a presença de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, bem com de toda a Mesa da Misericórdia de Lisboa, de Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, e de Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

A sessão marcou o arranque de um ciclo comemorativo que se prolongará durante todo o ano de 2026, celebrando o percurso de uma instituição que, desde a sua inauguração em 1966, se afirmou como referência nacional e internacional na área da reabilitação, combinando excelência técnica, conhecimento científico e uma forte cultura de cuidado humanizado.

Na sua intervenção de abertura, o Provedor da Santa Casa sublinhou o significado histórico deste momento, afirmando que “este dia não é apenas o início de um ciclo comemorativo (…) mas é também um convite à reflexão sobre o nosso percurso e, sobretudo, sobre o futuro que queremos construir.” Paulo Sousa realçou ainda o orgulho institucional e a dedicação de gerações de profissionais que têm construído a identidade do CMRA, destacando que “celebrar este aniversário é também homenagear pessoas. Pessoas que cuidam, que investigam, que ensinam (…) e que diariamente transformam desafios em oportunidades.”

A sessão contou também com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Sintra e do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, este último tendo aproveitado a ocasião para ofertar um galardão ao Provedor da Santa Casa, que o dedicou a todos os trabalhadores da instituição, em reconhecimento do papel essencial das equipas na missão diária do Centro.

Seguiu-se uma Mesa Redonda subordinada ao tema “Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação”, moderada por António Fantasia, vice-presidente da Comissão de Humanização do CMRA, num momento de debate e reflexão sobre o lugar da empatia, da escuta e da dignidade na prestação de cuidados, num contexto de constante evolução científica e tecnológica.

O encerramento esteve a cargo de André Brandão de Almeida, Administrador da SCML com o pelouro da Saúde, que reforçou a importância de manter o utente no centro das decisões e de cuidar também de quem cuida. Na sua mensagem final, deixou uma ideia estruturante para o futuro da instituição: “Humanizar os cuidados não é um conceito abstrato nem um adorno discursivo. É uma prática diária.”

As comemorações do 60.º aniversário do CMRA continuarão ao longo de 2026 com um programa diversificado, incluindo momentos científicos, culturais e institucionais, iniciativas de ligação à comunidade e espaços de partilha de conhecimento, reforçando o CMRA como agente ativo de inovação em saúde e transformação social.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

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