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Teatro para todos. “A audiodescrição ‘permite-me’ ver o mundo”

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Teatro D. Maria II, no âmbito de um projeto de acessibilidade, que tem como intuito possibilitar o acesso universal ao edifício, à programação e a outras iniciativas desenvolvidas ao longo da temporada. O objetivo é que ninguém deixe de ir ao teatro, seja qual a for a condição que possua.

Foi com natural entusiasmo, curiosidade e alguma ansiedade que Joana, Maria e Carla, utentes do Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA), equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – se preparavam para assistir à peça “Ilhas”, no Teatro D. Maria II, este domingo. Uma peça que traduz as imagens em palavras…

As pessoas cegas ou com baixa-visão que vão assistir à peça têm a possibilidade de entrar mais cedo, fazer um reconhecimento prévio do espaço, conhecer os atores e, depois, no espetáculo, com um auricular, ouvir a tradutora que fará a audiodescrição. O objetivo é descrever todos os movimentos, ações e todos os elementos de cenário. Como descrever um sorriso, uma careta, uma cara triste, uma expressão de surpresa ou de irritação, ou um movimento de dança para pessoas com deficiência visual? Este é um dos desafios da audiodescrição. Transformar o teatro numa experiência completa para quem não vê.

Os testemunhos

Joana Ribeiro, 27 anos, de Lisboa, não esconde a sua ansiedade e emoção. É a primeira vez que irá assistir ao teatro com recurso à audiodescrição. No átrio que antecede a sala Garrett, Joana conta que parece um sonho tornado realidade. Com apenas 5% de visão, a jovem utente do CRNSA faz teatro amador na SMUP, na Parede, e está bastante nervosa com o facto de assistir a esta peça de teatro. “Já era tempo da verdadeira inclusão. Nós estamos muito limitados, e esta iniciativa é uma oportunidade na igualdade de direitos”, diz sem rodeios. A sua mãe, Maria Ribeiro, destaca a “oportunidade” da iniciativa e a “diferença” que um espetáculo acessível pode fazer na vida de um cego ou com baixa-visão.

Cibersegurança. Campanha recorre à sabedoria popular para alertar utentes e colaboradores da Santa Casa

Criada em parceria com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), a campanha é destinada aos utentes mais idosos (mas também aos colaboradores), assentando na utilização dos mais conhecidos e antigos provérbios populares para transmitir vários cuidados que os utilizadores da Internet deverão adotar no seu dia a dia.

A importância de se alterar as passwords com frequência, não partilhar dados pessoais online ou desconfiar sempre dos pedidos de dinheiro efetuados através das redes sociais são alguns dos ensinamentos transmitidos, com recurso à sabedoria popular.

 

Earthshot Prize. Casa do Impacto participa no prémio ambiental criado pelo príncipe William

A Casa do Impacto – o polo de empreendedorismo e inovação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – integra um grupo de organizações de todo o mundo (mais de 300 em cerca de 80 países), convidadas a enviar nomeações para as cinco categorias do Earthshot Prize.

O hub português foi selecionado pela sua capacidade de identificar as soluções mais impactantes em todas as áreas e setores e por ser um espaço de convergência de inúmeras entidades públicas e privadas.

Em busca das soluções ambientais mais extraordinárias

Lançado pelo príncipe William e pela The Royal Foundation em outubro de 2020, o Earthshot Prize é um prémio ambiental já globalmente prestigiado. O objetivo é descobrir, celebrar e encontrar soluções inovadoras para os maiores desafios ambientais que o nosso planeta enfrenta.

O prémio está centrado em cinco desafios: Proteger e Restaurar a Natureza; Limpar o nosso Ar; Reavivar os nossos Oceanos; Construir um Mundo sem Resíduos; e Reparar o nosso Clima. Objetivos que são unificadores e ambiciosos para o nosso planeta que, se alcançados até 2030, irão melhorar a vida de todos nós e assegurar um futuro sustentável para as próximas gerações.

Serão concedidos cinco prémios de um milhão de libras, por ano, ao longo dos próximos 10 anos, com o objetivo de encontrar pelo menos 50 soluções para os maiores problemas ambientais do planeta até 2030. O nome do prémio foi inspirado na expressão “Moonshot”, utilizada pelo ex-Presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, para mobilizar milhões de pessoas em torno do objetivo de colocar o homem na lua, num projeto que impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias na década de 1960.

Open Call até 20 de fevereiro. O Earthshot Prize tem cinco milhões de libras em prémios para soluções ambientais inovadoras

Até 20 de fevereiro, a Casa do Impacto terá em aberto uma Open Call para encontrar as melhores soluções a nomear.

O Earthshot Prize considerará soluções que façam progressos tangíveis em direção a um dos cinco Earthshots já acima elencados. As soluções candidatas devem estar além da fase de ideação, ter testado a sua solução em campo ou com público-alvo e estar num “ponto de viragem” para escalar o seu impacto nos próximos cinco anos.

Com o fecho da Open Call a 20 de fevereiro, a Casa do Impacto selecionará as soluções a nomear e procederá ao envio das nomeações pelas vias oficiais. A partir daí, as soluções passarão por um rigoroso processo de avaliação efetuado pela organização do prémio, que culminará na seleção dos cinco vencedores no último trimestre do ano.

Através deste processo, tanto os finalistas como os vencedores conseguem uma fantástica plataforma para ampliar o seu trabalho, bem como apoio personalizado do Earthshot Prize e da sua rede de ONG, empresas, governos, financiadores e mentores especializados. Os cinco vencedores também recebem um prémio de um milhão de libras para escalar o seu impacto.

Se tem uma solução inspiradora, inclusiva e impactante, candidate-se, aqui, e habilite-se a ser um dos selecionados para as nomeações com o selo da Casa do Impacto. Saiba mais sobre o Earthshot Prize, o papel da Casa do Impacto enquanto organização nomeadora e o processo de cinco etapas para seleção dos vencedores, aqui.

CASA DO IMPACTO

Uma casa onde as ideias se tornam realidade

A Casa do Impacto é um polo de empreendedorismo e inovação sediado no Convento de São Pedro de Alcântara, fundado em 1 de outubro de 2018, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para acelerar o crescimento de um ecossistema de empreendedorismo de impacto, apoiando startups com impacto positivo na sociedade e de vertente social ou ambiental.

Vem aí uma chuva de milhões. 100 prémios de um milhão vão “cair” em toda a Europa

Portugal está entre os países da Europa que será afetado por uma intensa chuva de milhões. Na próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro, o Chuva de Milionários vai atingir todos os países da comunidade Euromilhões, onde serão atribuídos 100 prémios garantidos de 1 milhão de euros cada, através do sorteio de 100 códigos alfanuméricos.

De 15 a 21 de janeiro, quando apostar no sorteio de sexta-feira do Euromilhões (concurso nº 6/2022 – 21 janeiro 2022), cada apostador irá receber um código alfanumérico constituído por quatro letras e cinco números, que o habilitará ao sorteio do Chuva de Milionários. O código é gerado aleatoriamente e impresso no recibo de apostas com a designação do sorteio. Depois, é só esperar que chova. A comunicação dos resultados do sorteio será efetuada após o sorteio do Euromilhões na TVI.

Como funciona?

Por cada aposta realizada no Euromilhões será gerado, de forma automática, um código do Chuva de Milionários. O apostador recebe um recibo adicional com o código para este sorteio. A participação não implica qualquer custo adicional para o apostador, mantendo-se o preço da aposta do Euromilhões em 2,50€.

A partir de quando poderei apostar para este evento especial?

O período de registo de apostas no concurso n º 06/2022 será de 15 a 21 de janeiro de 2022

Como distingo os códigos alfanuméricos de participação no sorteio Chuva de Milionários dos códigos alfanuméricos do M1LHÃO?

Um dos elementos que distinguirá o Chuva de Milionários do M1LHÃO (principalmente aos olhos do apostador) será a letra ‘P’ de Portugal, colocada antes dos campos das letras (e separado com um espaço) sempre que for gerado um código do Chuva de Milionários.

Exemplo: Chuva de Milionários: P BBC 12345; M1LHÃO: BBC 12345

O ‘P’ serve para identificar o país onde foi registada a aposta no Euromilhões e onde foi gerado o código alfanumérico que lhe está associado.

O prémio do Chuva de Milionários  acumula com o(s) prémio(s) do Euromilhões e do M1LHÃO?

Sim, o prémio do Chuva de Milionários acumula os restantes prémios a que tenha direito, quer no Euromilhões quer no sorteio do M1LHÃO.

“Bicicletas com Asas”. Um projeto social que dá asas à vida

O momento atual é bastante favorável para o uso da bicicleta. A cidade de Lisboa tem expandido a sua rede de ciclovias e de parques para as duas rodas, facilitando o uso deste transporte como solução de mobilidade. Ideal para trajetos de curta duração, a verdade é que a bicicleta é uma opção que levanta cada vez mais interesse.

Neste contexto, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lançou o projeto “Bicicletas com Asas”, dirigido aos jovens acompanhados pela Equipa de Integração Comunitária. O propósito é ceder uma bicicleta a um jovem apoiado pela instituição, durante o período de um ano, renovável, com o intuito de facilitar e transformar positivamente a sua vida. É um trabalho conjunto de duas respostas da Santa Casa. A iniciativa parte do Centro de Promoção Social da PRODAC, em Marvila, e é desenvolvido em parceria com a Equipa de Integração Comunitária. Atualmente, o projeto já tocou a vida a nove jovens.

O processo é simples. São sinalizados os potenciais beneficiários, identificando aqueles a quem o acesso uma bicicleta possa ser mais transformador. São situações de maior fragilidade social e económica, em que os jovens não conseguiriam, pelos seus meios, adquirir uma bicicleta, e em que se mostra, por diferentes razões, que a mesma possa ter um impacto positivo.

 

Há 117 anos nascia o Museu de São Roque, um importante símbolo da cultura nacional

O Museu de São Roque foi um dos primeiros museus de arte a serem criados em Portugal. Abriu ao público a 11 de janeiro de 1905, com a designação de Museu do Thesouro da Capela de São João Baptista, no edifício da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus. A inauguração solene deste espaço foi feita na presença do casal real, D. Carlos e D. Amélia, ato que demonstrava a relevância da coleção e conferia ao museu um elevado estatuto. Aquando da sua inauguração, era um pequeno museu que exibia uma joia do património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: o Tesouro da Capela de São João Batista.

Ao longo do século XX, o Museu de São Roque foi colecionando conquistas. A criação da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 1929, veio inaugurar uma época de intenso restauro monumental, que deixou marcas visíveis no património português, de Norte a Sul do país, em particular nos monumentos que podiam ilustrar uma narrativa de um Portugal antigo e transcontinental. O património foi usado como uma arma de propaganda do regime e de transmissão dos seus valores. E o que acontece ao Museu do Thesouro da Capela de São João Batista neste contexto? Desaparece e dá lugar ao Museu de Arte Sacra de São Roque.

Propriedade da Misericórdia de Lisboa, o Museu de São Roque guarda um dos mais importantes acervos da arte sacra nacional. Como refere a diretora do Museu de São Roque, Teresa Morna, a missão do Museu passa pelo “estudo, preservação, valorização e divulgação” da arte, sempre com o intuito de estimular o interesse e conhecimento da comunidade em geral pela arte sacra, “através de uma oferta cultural inovadora” que, de forma sustentada, atraia públicos diversificados. É, no fundo, assumir o papel principal de um museu: servir para educar, para deleite, para conservar objetos, para contar histórias.

Cultura para todos. Santa Casa e Teatro D. Maria II renovam parceria

Esta parceria, válida para o triénio 2021-2024, permite oferecer mais-valias a profissionais e utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa provenientes de todas as áreas, nomeadamente infância e juventude, família e comunidade, população idosa, pessoas com necessidades especiais e outros segmentos populacionais mais vulneráveis.

De acordo com uma abordagem intergeracional e inclusiva, a parceria assume uma tripla vertente considerando as seguintes áreas de atuação: infância e seniores numa abordagem integrada – projeto Boca Aberta; adolescência – oficinas para jovens; formação – desenvolvimento de oficinas de formação para técnicos da Santa Casa.

O teatro é um lugar de todos e para todos

O projeto Boca Aberta visa dar a conhecer textos dos mais diversos géneros literários, estimulando o pensamento crítico; desafiar a criatividade partindo de linguagens narrativas diferentes; estimular a imaginação e a interpretação criativa da palavra escrita e contada; abordar as diferentes perspetivas e possibilidades de interpretação/representação de um texto , promovendo o gosto pela leitura e pelas artes performativas.

Já as oficinas para jovens visam a participação de jovens apoiados pela Santa Casa em oficinas de formação, a realizar nas férias escolares de Páscoa e Verão.

Por outro lado, as oficinas de formação para técnicos da Santa Casa têm por objetivo possibilitar a reflexão sobre ferramentas pedagógicas e estratégias de comunicação em sala de aula ou em contexto de trabalho.

Esta parceria é também um projeto de acessibilidade, que tem como intuito possibilitar o acesso universal ao edifício, à programação e a outras iniciativas desenvolvidas ao longo da temporada.

Créditos fotografia: Filipe Ferreira

Investigação apoiada pela Santa Casa. Ratinhos recuperaram espontaneamente a mobilidade após uma lesão

Não se conhecia nenhum mamífero adulto que conseguisse regenerar o sistema nervoso central e recuperasse após lesão. Num estudo liderado por Mónica de Sousa, uma cientista do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, observou-se, pela primeira vez, que o ratinho-espinhoso-africano é capaz de recuperar a mobilidade de forma espontânea após uma lesão na espinal medula. A descoberta, publicada esta semana na revista científica Developmental Cell, abre portas para estudos futuros. A investigadora fez questão de notar que este trabalho só foi possível com apoio financeiro inicial dado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Prémios Neurociências

Desde 2013 que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa atribui os Prémios Neurociências. O Prémio Melo e Castro, mais concretamente, distingue trabalhos que permitem a descoberta de soluções para a recuperação e o tratamento de lesões vertebro-medulares.

Em 2019, o grupo de investigação coordenado por Mónica de Sousa, da Universidade do Porto, foi galardoado com o Prémio Melo e Castro, recebendo 200 mil euros. Nessa altura, a equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular propunha-se estudar os mecanismos moleculares e celulares que levam a que uma espécie de rato africano, o Acomys cahirinus, tenha uma “enorme capacidade regenerativa”, a ponto de voltar a andar após uma lesão completa na medula espinal.

Mónica Sousa lidera a equipa que recebeu o Prémio Melo e Castro

O trabalho desenvolvido

Num comunicado sobre o trabalho desenvolvido, explica-se que a regeneração do sistema nervoso central de mamíferos adultos é impossível devido à incapacidade dos neurónios afetados reconstituírem os axónios (também eles afetados, quando acontece uma lesão). A partir daí, há uma paralisia dos membros. Os axónios são extensões dos neurónios responsáveis pela transmissão de informação a longa distância e possibilitam a perceção da informação que recebemos de diferentes partes do corpo. É também pelos axónios que o cérebro lança informação a longa distância e possibilitam a perceção da informação que recebemos de diferentes partes do corpo. É também pelos axónios que o cérebro lança informação para que o corpo execute uma ação. Quando uma comunicação é cortada, as ordens não são recebidas.

“As lesões da espinal medula afetam os axónios que fazem circular informação do corpo para o sistema nervoso central, e vice-versa”, diz Mónica de Sousa. Se já se sabia que havia seres com capacidade de regeneração de membros inteiros (como alguns anfíbios), pensava-se que os mamíferos adultos perdiam a capacidade regenerativa do sistema nervoso central.

Mónica Sousa esclarece que, ao conseguir perceber-se como um mamífero é capaz de regenerar o sistema nervoso, pode fazer-se com que doentes com uma lesão na medula repitam alguns dos mecanismos e tenham uma capacidade regenerativa. Mesmo assim, frisa: “Até se chegar à fase clínica, é necessário conseguir financiamento e interesse da indústria farmacêutica para se fazer um percurso de vários anos de provas pré-clínicas [sem humanos].”

2021 em revista. Entre o confinamento, a esperança e as Boas Causas da Santa Casa

O ano de que nos despedimos iniciou-se mais auspicioso do que qualquer outro. A vacinação contra a Covid-19 permitia ter esperança no regresso a uma vida “normal”. Num ano novamente marcado pela pandemia de Covid-19, a instituição soube adaptar-se a esta “nova realidade” para dar resposta aos desafios sociais mais urgentes, ao ajudar e cuidar de quem mais precisa.

2021 trouxe vários desafios e muitas mudanças. E dizer que 2021 foi um ano agitado seria, a par do que aconteceu o ano passado, um mero eufemismo. A pandemia não desapareceu. O seu impacto observa-se, por exemplo, no aumento do número de pessoas em situação vulnerável, o que levou mais cidadãos a recorrerem aos serviços da Misericórdia de Lisboa.

Foi um ano extremamente difícil para todos, onde palavras como solidariedade, superação, coragem, dedicação e empenho ganharam ainda mais sentido. Enquanto o país se fechava para tentar travar a propagação do vírus SARS-CoV-2, a Santa Casa esteve, desde o primeiro momento, na linha da frente a garantir o apoio a quem mais precisa. Recorde aqui algumas ações levadas a cabo pela Misericórdia de Lisboa.

Janeiro

O ano começa com uma notícia de esperança. Os utentes e os colaboradores do Lar da Mitra – Polo de Inovação Social, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Era o início da vacinação nos lares da Santa Casa. Inicialmente foram abrangidos cerca de 800 utentes e funcionários dos lares da instituição. Profissionais e internados em unidades de cuidados continuados e noutros equipamentos de saúde também foram incluídos no plano de vacinação.

Já arrancou a vacinação nos lares da Misericórdia de Lisboa

Fevereiro

Durante o confinamento, o Centro de Acolhimento Infantil Victor Manoel (CAI), também conhecido por Vítor Manuel, abriu portas para filhos e dependentes de trabalhadores que asseguraram serviços essenciais para a comunidade, tendo sido uma das sete creches que estiveram abertas no concelho de Lisboa.

CAI Victor Manoel

Ainda em fevereiro, surge-nos um retrato da saúde mental. A pandemia chegou e com ela trouxe o confinamento, o distanciamento físico, o medo da infeção, a crise económica e a incerteza. Os planos foram suspensos e os hábitos reajustados. O segundo confinamento agravou a ansiedade e o stress, mas Arlete, Rodrigo e Carla encontraram na Unidade W +, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, um porto de abrigo.

Março

Na semana em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher, a Santa Casa apresentou duas entrevistas com mulheres que atuam em diferentes áreas da Santa Casa e que nos falaram das dificuldades de outras mulheres. Ana Sofia Branco, assistente social e coordenadora da Equipa de Acolhimento dos Requerentes de Asilo e Recolocados, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi a segunda convidada.

Num campo oposto, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, visitou a Misericórdia de Lisboa para assinar um protocolo de cooperação que permitiu a entrada em funcionamento de uma casa de autonomia em Lisboa, destinada a acolher jovens provenientes de centros educativos com medidas de supervisão intensiva.

Abril

No início de abril, o Presidente da República proporcionou uma tarde diferente ao levar afetos (ainda que confinados) aos utentes e trabalhadores da Quinta Alegre. Numa altura em que a vacinação nos lares estava quase completa, a presença de Marcelo Rebelo de Sousa nesta ERPI da Santa Casa foi também uma forma de mostrar a todos “que é possível visitar lares, sendo a Quinta Alegre bom exemplo disso”.

Maio

“Transformar” foi uma das palavras mais usadas pela Santa Casa em 2021. A Misericórdia de Lisboa apresentou, a 1 de maio, a Valor T, a agência de empregabilidade dedicada a pessoas com deficiência. A Valor T – o “T” traduz-se em talento e transformação – nasceu com o objetivo de ajudar, apoiar e suportar pessoas com deficiência na construção de carreiras profissionais estáveis e adequadas às capacidades de cada um, contribuindo para a transformação da vida destas pessoas.

Rapaz em cadeira de rodas com um papel com T

Maio fica também marcado pela distinção que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social deu à Santa Casa pelo projeto das Unidades de Retaguarda para idosos, criadas em março de 2020 e pela inauguração do Centro Intergeracional Ferreira Borges, na freguesia de Campo de Ourique, com o objetivo de alterar o paradigma da longevidade na cidade, promovendo um envelhecimento ativo, saudável e inclusivo.

Junho

Já no verão, os Estados-membros deram, em Lisboa, “um passo gigante” no combate à situação de sem-abrigo. O contributo de instituições como a Santa Casa foi fundamental para a Europa alcançar os objetivos traçados. Aumentar o diálogo sobre a exclusão social e garantir progressos concretos nos Estados-membros na luta contra a situação de sem-abrigo são alguns dos objetivos da nova Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo.

Sala da Conferência de Alto Nível

Julho

A Misericórdia de Lisboa celebrou 523 anos a 2 de julho. Tal como em 2020, esta data voltou a ser celebrada num formato totalmente digital. As festividades realizaram-se com a tradicional celebração eucarística, presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa, acompanhada de um coro e de uma ação de graças, numa transmissão streaming, em direto da Igreja de São Roque.

Agosto

Já em pleno verão, o SOL – Saúde Oral em Lisboa celebrou dois anos a cuidar dos sorrisos dos mais jovens. Em 2019, a Santa Casa inaugurava o SOL – Saúde Oral em Lisboa, uma unidade de medicina dentária para crianças e jovens até aos 18 anos residentes ou a estudar no concelho. Abriu com objetivos muito claros: melhorar os índices de saúde oral da cidade e tornar-se num centro de referência. Os cuidados prestados são isentos de pagamento, independentemente da condição social ou económica dos pacientes.

Setembro

2 de setembro foi um dia histórico para o ciclismo e para as mulheres. A primeira Volta a Portugal feminina em bicicleta arrancou do Marquês de Pombal, em Lisboa, e contou com o apoio dos Jogos Santa Casa. Era uma pretensão do ciclismo feminino há muito tempo. A Volta inaugural chegou em 2021, com um percurso total de 259,3 quilómetros, divididos por quatro etapas, quase um século depois da primeira edição masculina ajudar a cimentar a popularidade de uma das modalidades mais acarinhadas no país.

1ª Volta a Portugal Feminina

Um passo enorme. A Santa Casa disponibilizou 91 camas para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. O contrato-programa, que prevê a disponibilização das camas, foi assinado a 15 de setembro, entre a Misericórdia de Lisboa, a ARS Lisboa e Vale do Tejo e o Instituto da Segurança Social. As 91 camas pertencem à nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor (UCCI RDL), antigo Hospital Militar da Estrela, em Lisboa. A unidade da Santa Casa está a receber os utentes de forma faseada.

Assinatura contrato SCML, ARS e ISS

Parece que foi ontem, mas o Totobola fez 60 anos. Em 1961 nasceu o jogo que colocou um país inteiro a cantar “Totobola 1×2”. Seis décadas depois, com algumas mudanças pelo percurso, continua fiel à sua missão: apoiar boas causas. Na celebração do seu 60º aniversário, o primeiro jogo de apostas desportivas mútuas em Portugal anunciou algumas alterações, que entraram em vigor no concurso normal nº 39/2021. O jogo social passa a atribuir melhores prémios, possibilitando uma valorização do «Super 14», nos ciclos de jackpot. Apesar das mudanças, continua a manter-se tudo tão simples como 1×2.

Outubro

Cultura em tempo de pandemia. Organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a 33ª Temporada Música em São Roque (TMSR) decorreu num formato misto, com transmissão online e presença de público. De 15 de outubro a 12 de novembro, Lisboa foi palco de dez concertos ímpares e imperdíveis. A edição, que contou novamente com o maestro Filipe Carvalheiro como diretor artístico, incluiu algumas das orquestras e coros mais conceituados do panorama da música clássica portuguesa.

Ainda em outubro, a Casa do Impacto celebrou o terceiro aniversário na Lisboa Social Mitra. Para celebrar mais um ano de atividade a fazer a diferença, a impulsionar o empreendedorismo português e a encontrar novas soluções, a Casa do Impacto organizou um evento dedicado à importância da inovação e do empreendedorismo de impacto na resposta aos desafios no país, como a crise climática, as desigualdades, o desemprego e a saúde.

Novembro

100 obras concluídas. É um número impressionante e que merece ser destacado. O apoio do Fundo Rainha D. Leonor chegou às 100 obras concluídas. Desde o seu nascimento, foram atribuídos mais de 23 milhões de euros às misericórdias portuguesas. 140 instituições e 143 projetos apoiados. São estes os números do apoio que o Fundo Rainha D. Leonor já prestou às misericórdias portuguesas.

Falar em Santa Casa é falar em família. Por essa razão, fica a sugestão para assistir ao vídeo “Para Sempre Família”. Orlando e Cristina começaram, em 2018, a missão de devolver a infância a crianças em risco. Cedo perceberam que este dom de fazer a diferença foi o melhor que a vida lhes deu, foi “uma bênção”. São pais, amigos e protetores. São cúmplices nesta tarefa de tornar melhor a vida de alguém. Que amor é este que une crianças e famílias de acolhimento para sempre?

2021 também foi um ano de esperança. Mais do que números, a reportagem “Nunca é tarde para pedir ajuda e recomeçar a vida. Uma história feita de esperança” conta a história de Esperança (nome fictício), natural de Marrocos. Há cerca de 11 anos apaixonou-se por um português e com ele veio para Portugal. Num tom emotivo, explicou como um conto de fadas se tornou num pesadelo, e como se reergueu com o auxílio da Casa de Apoio Maria Lamas, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Esperança - Casa Apoio Maria Lamas

Dezembro

Maria, Alexandre e Alfredo percorrem um caminho para “ser o tempo” que os outros precisam. São voluntários em três respostas da Misericórdia de Lisboa, seja em atividades presencias ou à distância, mas sempre com a mesma entrega, empenho e afeto. Dão o que têm, sem esperar nada em troca. Um sorriso basta para os fazer felizes. Acima de tudo, querem partilhar, ajudar e fazer parte de um todo que se preocupa com o outro. São os voluntários da Misericórdia de Lisboa.

Quase a fechar o ano, a Santa Casa voltou a distinguir projetos que abrem novos caminhos nas neurociências. Desde 2013, a Misericórdia de Lisboa já investiu quatro milhões de euros em investigação, através dos Prémios Santa Casa Neurociências e do Prémio João Lobo Antunes, contribuindo de forma significativa para a investigação médica e científica de excelência nesta área.

Prémios SC Neurociências e Prémio João Lobo Antunes 2021

Prémios Nunes Correa Verdades de Faria: estão abertas as candidaturas

Estão abertas as candidaturas para os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria promovidos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Os interessados podem, até ao dia 15 de março de 2022, concorrer a estes prémios, que pretendem galardoar pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído pelo seu esforço, trabalho ou estudos para cada uma das seguintes áreas: 1) cuidado e carinho dispensado aos idosos desprotegidos; 2) progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas; 3) progresso no tratamento das doenças do coração.

O valor de cada prémio é de 12 mil e 500 euros. Para consultar o regulamento dos prémios e contactar a Unidade técnica de Atendimento e Relações Públicas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para mais informações sobre a apresentação de candidaturas, aceda à página do nosso site dedicada a estes prémios.

As candidaturas aos Prémios Nunes Correa Verdades de Faria serão apreciadas por um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no âmbito da área social e da saúde, presidido pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Em 1974, Enrique Mantero Belard deixou à Misericórdia de Lisboa uma parte significativa dos seus bens com a obrigação de atribuição de três prémios pecuniários anuais. Nascido em 1903, Enrique Mantero Belard é reconhecido como um dos últimos grandes beneméritos portugueses. Foi casado com D. Gertrudes Eduarda Verdades de Faria, mulher particularmente atenta aos artistas, idosos e desprotegidos.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas