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Prémio Envelhecimento Ativo distingue individualidades no Dia Mundial do Idoso

A 9ª e 10ª edições do prémio decorreram em paralelo esta sexta-feira, 1 de outubro, dia Mundial do Idoso, uma vez que, devido ao contexto pandémico, a edição de 2020 não se concretizou. A cerimónia comemorativa dos 10 anos do prémio realizou-se pela primeira vez online, através da página do facebook da Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP).

Este ano, os distinguidos foram sete homens e cinco mulheres. Reúnem experiências e saberes diferentes, mas com um denominador comum: desde sempre foram ativos, e lutaram, permanentemente, pelas suas convicções.

O júri do Prémio Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro distinguiu: Armando Acácio Leandro e Maria Manuela Ramalho Eanes (Intervenção Social); Maria Manuela Cortez e Almeida, Rui Jorge Mendes e Simone de Oliveira (Arte e Espetáculo); Jorge Jesuíno e Maria Máxima Vaz (Ciência e Investigação); Francisco Pinto Balsemão e Alberto Machado Ferreira (Política e Cidadania); António Barros Veloso e Constantino Sakellarides (Ética e Saúde) e Berta do Nascimento Garcia (Família e Comunidade).

Na sua intervenção, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa realçou que “é um orgulho enquanto representante desta instituição, que trabalha nestes domínios diariamente, apoiar iniciativas como esta”, defendendo que o percurso deixado por Maria Raquel Ribeiro “deve ser respeitado e acima de tudo honrado”.

“Pretendemos que estes exemplos de vida, que hoje são homenageados, sejam um motivo para que possamos fazer mais e melhor enquanto instituição, mas também enquanto indivíduos inseridos na sociedade”, concluiu o provedor.

Paralelamente à entrega destas distinções, foi ainda apresentado o livro comemorativo dos 10 anos do galardão, onde foram compiladas diversas histórias das anteriores edições do prémio e um breve enquadramento do trabalho realizado por Maria Raquel Ribeiro, figura ímpar da Segurança Social, percussora de diversas estratégias de intervenção, influenciando de modo construtivo a sociedade portuguesa, para as questões do envelhecimento ativo e com qualidade.

Este prémio é uma iniciativa da APP, em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Fundação Montepio. É uma distinção anual que tem por objetivo reconhecer a vida e atividade de pessoas com 80 e mais anos, que continuam a desenvolver atividade profissional ou cívica relevante, em cada uma das categorias definidas.

A força e a juventude dos maiores de idade

No Dia Internacional do Idoso, falámos com três idosos que vivem em residências assistidas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Autónomos, ativos, com mobilidade e gosto pela vida, os utentes fazem as suas vidas como se estivessem na sua própria casa. Sem tabus, dizem que a idade é apenas um número, e que o que interessa é o espírito. Maria José, Cândida e Alfredo são três exemplos de que a idade maior pode ser um sinónimo de força, atividade e juventude.

O artista e o homem das paixões

Alfredo Silva, 78 anos, residiu na Ajuda durante largos anos. Trabalhou numa fábrica de vidros e foi pintor por conta própria. Viveu uma bonita história de amor. Infelizmente, enviuvou há 20 anos. Mas o fruto dessa paixão ficou para sempre. “Sou um homem rico. Tenho duas filhas e seis netos”, conta, orgulhoso.

O utente da Santa Casa mudou-se para a residência há quatro anos. Além de não ter possibilidade de continuar na casa onde vivia, perdeu o contacto e a proximidade com a comunidade. “Sentia-me sozinho. Não tinha vida.”, lembra, justificando a razão pela qual se mudou.

A juventude e a força dos maiores de idade

As residências da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promovem um espírito de comunidade, vizinhança e interajuda entre todos os seus residentes. Além disso, a instituição desenvolve um conjunto de atividades sociais, culturais e de lazer que incentiva a interação entre os utentes.

“Refiz a minha vida aqui. Sinto-me muito bem. Estou feliz e bem acompanhado. Tenho muitos amigos”, destaca, com um sorriso largo. Os seus dias são ocupados entre ler, ver o seu Benfica, e fazer miniaturas de casas utilizando cartão, cartolinas, embalagens, cola, tinta, entre outros materiais. Mas faz um pouco de tudo: “Limpo, lavo, passo a ferro, vou às compras, participo nas atividades, faço passeios, vou à praia, saio com os amigos”, nota.

Na altura que veio viver para a Residência Assistida, descobriu uma companheira. “Encontrei-a num bailarico na Casa do Alentejo, há quatro anos”. Uma relação que senhor Alfredo descreve como de “respeito, amor e carinho”. A mudança para a Residência Assistida e o relacionamento com a sua companheira deram-lhe “outra chama”, admite. “Tenho amor à vida. Estou velho pela idade, mas não estou velho de espírito”, remata.

A costureira autodidata

Maria José Caría, 87 anos, foi costureira e ajudante de lar na Misericórdia de Lisboa. Quando era jovem, veio de Santiago do Cacém para Lisboa à procura de uma vida melhor, como era frequente na altura. Por uma questão de saúde, aos 49 anos deixou o trabalho de costureira. “Estava a ficar com amnésia. Chegava a perder-me no bairro, do esforço de trabalhar noites e noites seguidas”. No entanto, continua a costurar quando alguém lhe pede um “jeitinho”. Em 1983, entrou para a Santa Casa para “apoiar os idosos”, algo que fez até se reformar.

A antiga funcionária da Misericórdia de Lisboa expressa-se com facilidade, não escondendo o que sente. Fala com orgulho das duas filhas e com saudade do marido. Também a dona Maria José perdeu o seu companheiro. Mas, com coragem, fintou as agruras da vida. “Vim para cá porque havia um bom lugar para a minha máquina de costura”, diz a brincar. E continua: “Entreguei a minha casa e vim de coração aberto”.

A juventude e a força dos maiores de idade

Apesar de contar com quase nove décadas, a utente da Residência Assistida Bairro Padre Cruz é uma autodidata, lê bastante e mantém um espirito invejável. Foi das primeiras pessoas a tirar um curso de comida macrobiótica, há cerca de 50 anos. Aliás, a dona Maria José defende um modo de vida em equilíbrio com o corpo, a mente e o planeta, fazendo escolhas alimentares de acordo com estes princípios.

A vida de Maria José é tudo menos calma. Apesar da sua idade, temos dificuldade em acompanhar a quantidade de histórias que quer contar, com o entusiasmo próprio de uma jovem com 18 anos. Continua a fazer arranjos de costura, lê, lava, passa a ferro, cozinha para si e para uma filha, passeia até à Pontinha, ajuda na horta, e faz as suas próprias compras. “O problema é que aqui não tenho ninguém que aguente a minha pedalada”, lamenta.

“Não me falta nada! Sou feliz aqui”. Fiz amigos. A trabalhar na máquina de costura Singer que a mãe lhe ofereceu quando tinha 15 anos, diz que “a idade não é o mais importante. É apenas um número”, finaliza.

A cuidadora tranquila

Cândida Prazeres Alves Simões, 69 anos, também veio, ainda bastante nova, de Trás-os-Montes para Lisboa. Foi auxiliar de educação e operadora de máquinas, entre outras funções. Por cá, casou e teve um filho. Há 21 anos, o marido faleceu, vítima de um acidente de viação, transformando a sua vida por completo.

Por uma questão de segurança, mudou-se para a residência da Santa Casa. “Já não me sentia segura em casa”, revela. “No equipamento da Misericórdia de Lisboa, os dias não são todos iguais, embora a pandemia tenha alterado por completo as rotinas”, observa.

A juventude e a força dos maiores de idade

“Gosto de estar aqui. Sinto-me segura. Sentia-me sozinha naquela casa. Podia gritar à vontade que ninguém me acudia, caso acontecesse alguma coisa”, acrescenta. “Nós somos uma família, ajudamo-nos umas às outras. Estou acompanhada e apoiada. Fiz amizades e construí laços importantes”, destaca ainda.

À semelhança dos seus vizinhos, a dona Cândida faz um pouco de tudo. Limpa, lava, passa a ferro, cozinha. Por falar em comida, por esta altura, já cheira a ervilhas com ovos escalfados. O almoço que a utente está a preparar.

A vida social da dona Cândida é bastante ativa, fazendo inveja boa à maioria das pessoas. Vai às compras, faz caminhadas, passeios, encontros, jogos de equipas, ginástica, refeições sociais e já viajou até à Madeira, Algarve e Bragança, através das iniciativas da Santa Casa.

“Vir para cá devolveu-me anos de vida”, admite, sublinhando que, para se ser feliz, “mais importante do que a idade são as condições de vida de cada um”.

Uma comunidade solidária

Sandra Baptista Elvas, diretora da Residência Assistida Bairro Padre Cruz, sublinha que “os residentes procuraram, na sua maioria, a residência assistida para deixarem de viver isolados e em solidão”, acrescentando que “existiam pessoas que viviam em habitações sem condições de habitabilidade ou mesmo pessoas sem habitação, havendo outros que sentiam insegurança nas suas casas”.

Residência Assistida do Bairro Padre Cruz

Inaugurada em 2017, a Residência Assistida Bairro Padre Cruz dirige-se a pessoas autónomas ou semiautónomas com capacidade para gerir as suas vidas. É uma resposta de segurança, que promove diariamente a autonomia dos residentes na sua multifuncionalidade, com o objetivo de retardar a institucionalização em lar.

A residência assistida é o mais semelhante que existe ao viver verdadeiramente na sua casa, permitindo manter a “identidade do eu”. Cerca de 90% dos residentes que vieram viver para esta resposta social já eram residentes no Bairro Padre Cruz, pelo que se encontram totalmente integrados na comunidade. A média de idade é de 75 anos, sendo que cinco residentes tem 89 anos.

Residência Assistida Bairro Padre Cruz

A residência assistida tem 30 apartamentos, 24 individuais e seis para casais e, propositadamente, os mesmos não continham mobília, para que o utente pudesse trazer as suas mobílias de referência.

 

Isto é música para todos os ouvidos

De 4 a 29 de outubro, o maestro Martim Sousa Tavares conduz um ciclo online de encontros de apreciação musical, levando os espetadores num périplo à descoberta da música clássica, explicando os seus significados e segredos e quebrando barreiras entre a música, a arte e a vida quotidiana.

Este menu de degustação musical é acompanhado pelo Duo Litanei que, além do concerto no final de cada sessão, vai acompanhando o maestro durante as exemplificações. Ao todo serão vinte as sessões que compõem o ciclo deste ano, nas quais os espetadores poderão conhecer “músicas de compositores dos cinco continentes, vivos e mortos, homens e mulheres, novos e velhos, desconhecidos e famosos”, realça o maestro.

“Este é um ciclo de encontros com diferentes tópicos e repertórios da música clássica, que são mediados e colocados em contexto, mediante uma apresentação. Dirigem-se não apenas ao público da Temporada Música em São Roque, mas a todos os interessados pelos temas da música, das artes e da cultura”, afirma Martim Sousa Tavares.

Todas as sessões são escolhidas criteriosamente, para que o espetador possa conhecer a música e a história que a acompanha de maneira a que consiga “pensar” sobre a música de uma forma profunda e até aprimorar o seu conhecimento musical.

“Alegoria” de Eurico Carrapatoso é o tema da primeira sessão, que vai para o “ar” esta segunda-feira, à qual se segue, no dia 05 de outubro, “Papillons” de Kaija Saariaho, na qual se dá a conhecer a música da brilhante compositora finlandesa, suscitando um diálogo sobre questões de género, de indústria, e da necessidade da criação contemporânea.

As restantes três sessões da primeira semana de outubro (6, 7 e 8 de outubro), são dedicadas às composições feitas e destinadas ao público infantil e às grandes figuras da música clássica do século XX. Já na segunda semana do mês (11 a 15), Martim Sousa Tavares explora a mística de vários instrumentos musicais e a complexidade de obras escritas de Oscar Wilde e Jane Austen.

De 18 a 22 de outubro, o maestro apresenta episódios que revelam a permeabilidade da cultura africana em face da cultura europeia, e como é possível atingir uma harmonia entre ambas, através da originalidade de Christian Onyeji.

O “Ouvidos para a Música” encerra a sua programação no dia 29 de outubro, com um episódio dedicado ao amor. Neste dia, o tema escolhido foi a história de amor entre Robert e Clara Schumann, onde a criatividade de ambos resulta diretamente das suas vivências amorosas.

O ciclo está integrado na 33ª Temporada Música em São Roque, cuja programação tem início no dia 15 de outubro e se prolonga até 12 de novembro, com um programa que pode conhecer aqui.

O maestro que descomplica a música clássica

Martim Sousa Tavares nasceu em Lisboa em 1991. Realizou o seu percurso de formação em ciências musicais e direção de Orquestra entre as cidades de Lisboa, Milão e Chicago, tendo concluído o mestrado em Direção de Orquestra na Bienen School of Music – Northwestern University, na classe de Victor Yampolsky, com bolsas Fulbright e Eckstein Foundation, concluindo os estudos com honras académicas.

Trabalhou com orquestras de sete países e realizou concertos em cidades como Madrid, Rio de Janeiro ou São Petersburgo, mas também em pequenas aldeias portuguesas como Maçaínhas, Caria ou Inguias, num percurso que se pauta pela descentralização do acesso às oportunidades de participação cultural.

É uma voz activa na divulgação da música clássica, regenerando e multiplicando abordagens e formas de contacto com esta forma de arte.

O ciclo “Ouvidos para a Música” está disponível para visualização já a partir do dia 4 de outubro no site da Temporada Música em São Roque.

Terapia da Fala em debate

Num formato totalmente online, o II Congresso internacional da Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala (SPTF) congregou dezenas de oradores nacionais e internacionais de diversas áreas da saúde que, durante cinco dias, debateram as principais áreas de atuação clínica da terapia da fala, desde as perturbações da comunicação, da linguagem, da voz, da fluência e da motricidade orofacial e deglutição, bem como a importância da transdisciplinaridade e o impacto das tecnologias da informação, na atuação dos terapeutas da fala.

Paula Correia, presidente da SPTF, considera que esta foi uma iniciativa que espelhou “um dos principais objetivos da Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala, que é o de promover e divulgar ciência em terapia da fala”, fundamentando que “o programa científico que foi pensado para este congresso foi desafiante, mas pretendeu dar resposta a todos, tanto no modelo presencial como no modelo de teleprática”.

O primeiro dia de congresso ficou marcado por diversos workshops, destinados a promover alguns dos maiores desafios que os terapeutas da fala têm na sua prática clínica.

Já a conferência inaugural, no dia 23, ficou a cargo do antigo comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, que discursou sobre o papel da inovação na melhoria dos serviços de saúde e educação em Portugal e como o avanço tecnológico pode e deve potenciar melhores profissionais.

Este dia ficou ainda marcado pela homenagem à terapeuta Suzete Carmona Rodrigues, antiga professora da Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão), que foi distinguida pela SPTF devido ao seu empenho e dedicação no desenvolvimento da terapia da fala em Portugal.

“Uma homenagem justa a uma figura emblemática da terapia da fala nacional, que sempre lutou pela qualidade do ensino” desta profissão no nosso país, bem como “pelo reconhecimento académico e profissional dos terapeutas da fala, pautando a sua ação pelo humanismo, sentido de responsabilidade, sempre com grande determinação, mas com uma doçura contagiante”, referiu Margarida Grilo, coordenadora do Departamento de Terapia da Fala da ESSAlcoitão.

Opinião partilhada por Paula Correia: “esta distinção demonstra o contributo importante, extenso e fundamental que a Suzete Rodrigues teve para com a terapia da fala”, frisando que a mesma “está, por certo, na memória e no coração de centenas de terapeutas da fala”.

Seguiram-se três dias e meio de um intenso debate em torno das principais áreas de atuação clínica da terapia da fala, divulgando e atualizando conhecimentos, em formato de conferências, mesas redondas e comunicações livres.

Durante o evento foi ainda entregue o Prémio de Mérito Científico à professora Isabel Guimarães, docente da ESSAlcoitão e membro fundador da SPTF. Uma distinção que premeia atos que valorizam de forma assinalável a ciência em terapia da fala.

Paula Correia, que é uma das principais defensoras da constituição de uma ordem profissional para a classe, defendeu que este congresso veio demonstrar que “a terapia da fala está ótima e num processo de crescimento e valorização ímpar, onde os nossos profissionais devem assumir o seu papel nas equipas multidisciplinares onde estão”. “Os terapeutas da fala têm respondido a este apelo e têm vindo, num número bastante elevado, a adquirir o grau académico de Mestre e de Doutor”, concluiu.

Margarida Grilo acredita que a participação da escola neste evento foi “extremamente importante” na medida em que “a ESSAlcoitão, como instituição de ensino superior, fundadora da terapia da fala em Portugal, teria de associar-se e apoiar um evento de alcance internacional, diferenciação científica e profissional, no âmbito desta área da saúde”, frisando que “a ESSAlcoitão sempre destacou junto dos seus diplomados e dos seus parceiros a versatilidade da atuação do terapeuta da fala, divulgando e promovendo a profissão, junto de diferentes destinatários e por diferentes meios”.

Utentes com paralisia cerebral surfam nas ondas da praia de Carcavelos

O ritual foi cumprido rigorosamente, como se de surfistas profissionais se tratassem. Chegada à praia de Carcavelos pela manhã, vestir os fatos com mais ou menos dificuldade, pegar nas pranchas e dirigirem-se para a água. Primeiro, testando a temperatura, depois entrando no mar, uns com mais confiança e outros a medo, mas sempre apoiados pelos monitores da SURFaddict (Associação Portuguesa de Surf Adaptado) que, durante a aula exclusiva para os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ajudaram estes surfistas amadores a relaxar e a aproveitar todas as sensações possíveis que o surf consegue proporcionar.

Estas aulas anuais de surf adaptado já não constituem uma novidade para alguns dos utentes do Centro de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CPCCG). Desde 2017 que este equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se associou à SURFaddict. A primeira experiência ocorreu na praia da Areia Branca, na Lourinhã; no ano seguinte, a aula passou para a praia de Carcavelos, tal como nesta terça-feira.

“Neste grupo, para três deles foi a primeira vez que participaram”, explicou Paula O`Neill, terapeuta ocupacional do CPCCG, assegurando que os estreantes “adoraram” a experiência. Os restantes, já habituados a estas aulas de surf adaptado, já sabiam o que os esperava: “Uma sensação de liberdade, muita adrenalina, o recordar dos dias na praia e uma sensação de maior facilidade em se movimentarem”, relatou a responsável.

Utentes com paralisia cerebral surfam nas ondas da praia de Carcavelos

Experientes ou estreantes, certo é que os níveis de expectativa destes utentes, com idades entre os 20 e os 50 anos, nunca tinha sido tão elevada. De tal forma, que existia muita ansiedade pela atividade, algum receio e muita alegria, com os dias a passarem e a mesma pergunta a repetir-se diariamente: “Vai mesmo acontecer?”.

Após duas horas a “furar” as ondas, até perto da hora do almoço, os efeitos desta aula terapêutica já se faziam sentir (e notar) junto destes utentes. Calmos, com confiança para estar na água e com mais energia são alguns dos benefícios apontados por Paula O´Neill. Já os rostos destes surfistas deixavam transparecer alegria e felicidade, sentimentos que eram verbalizados com frases como “quero mais” ou “não esperava que fosse tão bom”. Emoções que não deixam ninguém indiferente no CPCCG e que “fazem tudo valer a pena”, como faz questão de sublinhar a terapeuta ocupacional que os acompanha nesta “aventura”.

“É por isto que continuamos a apostar sempre, e cada vez mais, em atividades de integração”, conclui Paula O´Neill sem hesitações, após mais um dia inesquecível para estes utentes da Misericórdia de Lisboa.

Misericórdia de Lisboa e EPIS unem-se por uma educação melhor

Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, Diogo Simões Pereira e Susana Lavajo Lisboa, representantes da Associação Empresários Pela Inclusão Social, assinaram o protocolo esta terça-feira, 21 de setembro, na Sala da Provedoria da instituição.

A EPIS assume como uma das missões prioritárias a promoção da inclusão social através da educação, em particular o combate ao insucesso e ao abandono escolares, com especial atenção à potenciação e capacitação de jovens em risco que frequentam o 1.º, 2.º e 3.º ciclos de escolaridade e ensino secundário e à disseminação de boas práticas de gestão nas escolas, em parceria com o Ministério da Educação, do qual é o maior parceiro privado.

Protocolo SCML EPIS

O protocolo de cooperação com a Misericórdia de Lisboa concretizar-se-á em três linhas de ação, abrangendo os seguintes projetos em desenvolvimento pela EPIS:

A) Programa de Bolsas Sociais EPIS 2021: a Santa Casa disponibilizará, no âmbito da edição de 2021, um apoio financeiro de 3300 euros que se destina à atribuição de bolsas a dois alunos bolseiros que ingressem no 10.º ano e até ao seu 12.º ano de escolaridade, que residam ou estudem no concelho de Lisboa, e que receberão a denominação Subcategoria Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, enquadradas na Categoria 7 – Mérito Académico no Final do 9.º ano de escolaridade a nível regional (para escolas de concelhos específicos). O apoio referido corresponde ao valor anual de 450 euros por cada Bolsa, atribuído a cada aluno durante três anos (do 10.º ao 12.º).

B) Programa de Voluntariado EPIS – Explicações: a Misericórdia de Lisboa participará através de colaboradores voluntários que se inscrevam no programa de explicações de várias disciplinas para alunos do 2.º ou 3.º ciclo apoiados pela EPIS, em formato de 1 para 1, em modelo digital, de qualquer um dos 42 concelhos e quatro ilhas nos Açores abrangidos.

C) Programa Global Vocações – “Eu Quero Ser…”: chefias e colaboradores da Santa Casa participarão em fóruns de debate, em modelo digital, sobre áreas e vocações profissionais relativas às áreas de intervenção da instituição com testemunhos contados na primeira pessoa.

Sobre o Programa Bolsas Sociais

A Misericórdia de Lisboa é um dos investidores mais recentes a integrar este programa. As bolsas sociais da EPIS visam premiar o mérito académico, sendo que, das 147 bolsas a atribuir este ano, 93 destinam-se ao ensino secundário, 48 ao ensino superior e seis a mestrado. O impacto da pandemia de Covid-19 na vida pessoal e escolar dos alunos mantém-se como critério de avaliação. No total, esta edição está organizada em seis áreas e 13 categorias de atribuição.

A instituição associou-se à iniciativa Bolsas Sociais promovida pela EPIS, através da criação de uma nova categoria de prémio que irá apoiar o mérito académico de dois alunos do ensino secundário, no concelho de Lisboa. Com este protocolo, a Santa Casa pretende ampliar o impacto positivo da instituição na comunidade, nesta área de intervenção prioritária, a educação-ensino, e, simultaneamente, o fortalecimento da responsabilidade social corporativa através do estímulo dos colaboradores à prática de voluntariado e de uma cidadania ativa.

As candidaturas ao Programa Bolsas Sociais EPIS, subcategoria Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, podem ser feitas pelas escolas ou, individualmente, pelos alunos, até ao dia 27 de setembro (inclusive), através da submissão da proposta de candidatura no site oficial da EPIS, aqui.

Totobola faz 60 anos: as mudanças e a história do jogo que colocou o país a celebrar o futebol

Os prémios do Totobola ficaram maiores. A quatro dias de comemorar o seu 60º aniversário, o primeiro jogo de apostas desportivas mútuas em Portugal anuncia algumas alterações, que entraram em vigor no concurso normal nº 39/2021, com início de registo a 19 de setembro. Apesar das mudanças, continua a manter-se tudo tão simples como 1×2.

De acordo com o previsto na portaria n.º 189/2021, publicada em Diário da República a 10 de setembro, o Totobola aumentou a percentagem de prémios de 60% para 65%. Mas as alterações não ficam por aqui. O preço da aposta foi atualizado, passando de €0,40 -valor que havia sido atualizado em 2011, pela altura dos 50 anos do Totobola – para €0,50. Há ainda a assinalar o reajustamento da percentagem de cada uma das quatro categorias de prémios. O jogo social passa a atribuir melhores prémios, possibilitando uma valorização do «Super 14», nos ciclos de jackpot.

Ao longo das seis décadas de existência foram muitas as alterações feitas ao Totobola, de modo a tornar o jogo mais apelativo para os amantes de futebol. Em 1998 foi integrado o 14º jogo: «1X2». Em 2004, o 14º jogo viria a ser substituído pelo «Super 14», baseado no prognóstico do número de golos marcado por cada uma das equipas em jogo. No mesmo ano foram introduzidos concursos extraordinários a meio da semana, com o objetivo de proporcionar maiores jackpots e, por outro lado, explorar as cada vez mais mediáticas competições europeias de clubes.

Em 2017, o Totobola colocou um país inteiro a vibrar, ainda mais, com o desporto rei. A  partir de agosto, são introduzidas alterações ao jogo com o objetivo de revitalizá-lo aproximá-lo ainda mais dos seus apostadores: o bilhete de apostas deixa de ter elenco pré-impresso, os jogos de reserva são eliminados; introduz-se o 1X2 no «Super 14», substituindo o prognóstico por golos; e termina-se com o sorteio dos resultados dos jogos, sempre que um jogo não se realizar.

O jogo que colocou o país a vibrar com o futebol

Dizer “1×2”, à partida, é suficiente para os portugueses perceberem que estamos a falar do Totobola. A popularidade do jogo está patente, por exemplo, no icónico verso “és um treze no Totobola”, que Sérgio Godinho reproduz sempre que canta o tema “Com Um Brilhozinho nos Olhos”. Na memória de alguns portugueses estará também o célebre programa da RTP, “Vamos jogar no Totobola”, transmitido durante 35 anos, que pôs várias gerações a cantar a uma só voz o tema “Totobola 1×2”.

Estas são apenas algumas mostras da popularidade de um jogo que colocou Portugal a vibrar ainda mais com o futebol. São 60 prognósticos, onde o segredo para se ter sucesso é perceber de bola e ser um verdadeiro treinador de bancada. Mas para aqueles que apostaram no primeiro sorteio, a 24 de setembro de 1961, afinal, não era suficiente ser um apaixonado pelo desporto rei para ganhar no Totobola. Como em tudo, é necessária alguma sorte à mistura.

No primeiro sorteio do Totobola ninguém fez treze. Na altura, o Benfica venceu o Leixões, o Sporting empatou com o Lusitano e o Porto também não conseguiu ir além do empate na casa do Beira Mar. No boletim podia ler-se a seguinte indicação: “Este recibo pode valer uma fortuna”. E valeu. No concurso inaugural, o vencedor foi premiado com 224 contos (equivalente a pouco mais de 1100 euros na atual moeda). Álvaro Medeiros, estudante de Vila Real, foi o feliz contemplado. O primeiro milionário do Totobola surgiria a 1 de abril de 1962. Augusto Maria Pezo, 33 anos, gastou três escudos e ganhou perto de 1300 contos (6500 euros atualmente).

 

1ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa abre com exposição na Igreja e Museu de São Roque

A 1.ª Bienal Internacional de Joalharia Contemporânea, que vai refletir sobre o corpo, o medo e a proteção através de projetos expositivos, colóquios, encontros e masterclasses, inaugura esta quinta-feira e vai decorrer até 20 de novembro. Em conjunto com o Museu da Farmácia, a Igreja e Museu de São Roque, acolhem uma das exposições nucleares da bienal. A entrada é gratuita.

Com a participação de 73 artistas de 16 países, apresentando peças de joalharia, mas também escultura, vídeo, fotografia e performance, esta mostra não procura contrastes, mas sim enquadramentos, como se as obras contemporâneas fossem parte integrante dos lugares onde estão expostas, que por sua vez ampliam o seu sentido.

Destacam-se os projetos expositivos de Rui Chafes, com a nova escultura “Lázaro” e a fotografia “Hoje. Nada II”, de Daniel Blaufuks, que se entrelaçará com a exibição dos colares “Preservation e Shielding”, de Caroline Broahead

Já Gisbert Stach apresentará a performance “Wurfmesser”, no dia 17 de setembro, e Ted Noten vai exibir “I Wanna Swap Your Ring?”, uma instalação representativa de um revólver criado a partir de 500 anéis, que convida o público a substituir cada um desses anéis por um objeto pessoal, de modo a reconfigurar a peça de arte.

Quanto a artistas nacionais, destaque para o nome de Olga Noronha, que apresentará um dos vestidos da série Hora Suave.

A 1.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa tem origem no projeto «Joias e Objetos de Proteção para o Século XXI», desenvolvido durante o primeiro confinamento, pela PIN em parceria com o MUDE – Museu do Design e da Moda.

joalharia

Imagem: «Abraço Infinito»; fotografia: Marta Costa Reis

Durante dois meses, cerca de 30 autores foram desafiados a criar apenas com materiais e recursos disponíveis em casa, de onde resultaram 34 peças, das quais algumas reinterpretam as máscaras sanitárias, as luvas descartáveis e os materiais de proteção que adquiriram centralidade no nosso quotidiano.

No fim de semana inaugural da Bienal vão decorrer, ainda, duas performances no contexto da exposição “Suor Frio”, «Dr. Knap: Qualified Jewellery Artist» com a artista Agnieszka Knap, no Museu da Farmácia, relacionada com o tema Corpo, e a performance «Throwing Knives» com o artista Gisbert Stack, relacionada com o tema Medo, que decorrerá na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque.

O programa prevê também a realização de colóquios, que vão decorrer em três dias, sob as temáticas do “corpo”, do “medo” e da “proteção”. A Brotéria vai ser palco destes debates e o público pode assistir presencialmente ou online, mediante inscrição prévia no evento.

O evento termina, no dia 20 de novembro, com uma palestra da antropóloga Filomena Silvano e com o lançamento do livro/catálogo Suor Frio.

Consulte toda a programação da 1ª Bienal Internacional de Joalharia Contemporânea de Lisboa, aqui.

Nota: «No More Flights I»; fotografia: Beppe Kessler

Santa Casa disponibiliza 91 camas para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

As 91 camas pertencem à nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor (UCCI RDL), antigo Hospital Militar da Estrela, em Lisboa. A unidade da Santa Casa irá receber os utentes de forma faseada, prevendo-se que atinja a sua lotação máxima até ao final de 2021. As camas vão integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa transformou este complexo na sua terceira unidade de cuidados continuados integrados (UCCI), particularmente relevante num tempo em que os desafios da longevidade são cada vez maiores. Será uma grande unidade da cidade de Lisboa destinada a receber utentes referenciados pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, servindo doentes de Lisboa e Vale do Tejo, em complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde.

O contrato-programa foi assinado pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, pelo presidente da Administração Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo, I.P., Luís Augusto Coelho Pisco, e pela diretora adjunta do Instituto da Segurança Social, I.P, Maria de Fátima da Fonseca Matos.

Edmundo Martinho sublinhou que a UCCI Rainha Dona Leonor é um “ganho para a cidade de Lisboa e para a região” e que, com esta nova unidade de saúde, a Misericórdia de Lisboa irá contribuir para atenuar o défice de respostas na região de Lisboa e Vale do Tejo.

“A UCCI Rainha Dona Leonor é funcional e está pronta para receber os utentes”, disse, sorridente. “A Santa Casa está muito empenhada no que diz respeito à questão da longevidade e comprometida na melhoria e no alargamento destes cuidados”, finalizou.

Assinatura contrato SCML, ARS e ISS

Visita do PORLISBOA à UCCI Rainha D. Leonor

As obras de remodelação do antigo Hospital Militar da Estrela – agora convertido em Unidade de Cuidados Continuados Integrados – foram cofinanciadas pelo Programa Operacional Regional de Lisboa (PORLISBOA), através de Fundos Europeus, em particular do FEDER.

A equipa do PORLISBOA visitou a Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha D. Leonor no dia 13 de dezembro, de modo a acompanhar a operação cofinanciada. O FEDER comparticipou em 50% do valor considerado em sede de candidatura aprovado, traduzindo-se num financiamento de 4.371.490€.

Visita do PORLISBOA à UCCI Rainha D. Leonor

A terceira unidade de cuidados continuados integrados da Santa Casa

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor junta-se à UCCI Maria José Nogueira Pinto, em Cascais – aberta desde 2012, conta atualmente com 12 camas -, e à UCCI São Roque, no Parque de Saúde Pulido Valente – inaugurada em 2019, tem 44 camas disponíveis.

Esta terceira unidade de cuidados continuados integrados da Santa Casa funcionará nas instalações do antigo Hospital Militar da Estrela, adquirido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em julho de 2015. É destinada a quem vive na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O novo edifício tem sete pisos, dividindo-se nas tipologias: Unidade de Convalescença (13 camas), Unidade de Média Duração (39 camas) e Reabilitação e Unidade de Longa Duração e Manutenção (39 camas). Unidade de Convalescença: com a finalidade para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com perda transitória de autonomia, potencialmente recuperável, que necessitam de cuidados clínicos de reabilitação e de apoio psicossocial, em regime de internamento.

Unidade de Média Duração e Reabilitação: com a finalidade de criar as condições para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com perda transitória de autonomia, potencialmente recuperável, que necessitam de cuidados clínicos, de reabilitação e de apoio psicossocial, em regime de internamento de média duração, por situação clínica decorrente da recuperação de um processo agudo ou descompensação de processo patológico crónico.

Unidade de Longa Duração e Manutenção: com a finalidade de criar as condições para a intervenção da UCCI RDL, dirigida a pessoas com doenças ou processos crónicos, com diferentes níveis de dependência, que necessitam de cuidados clínicos, de manutenção e de apoio psicossocial, em regime de internamento de longa duração, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida do utente.

(Notícia atualizada a 13 de dezembro)

Abertas as candidaturas à segunda edição do Fundo +PLUS, da Casa do Impacto

Já estão abertas as candidaturas para a segunda edição do programa de investimento +PLUS da Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O fundo filantrópico tem 500 mil euros para soluções em fase inicial de implementação ou já implementadas. As candidaturas são feitas online, através do site da Casa do Impacto, até 20 de dezembro.

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, o fundo filantrópico +PLUS permite aos empreendedores, startups e organizações sociais testar ou aumentar o impacto de soluções inovadoras.

Além do apoio financeiro ajustado à necessidade de cada solução, que é realizado por parcelas mediante a apresentação de resultados ao longo de dois anos (investimento por resultados), o programa oferece ainda um apoio não-financeiro, que se traduz no acompanhamento individualizado pela equipa da Casa do Impacto, especialistas e parceiros, para a implementação no mercado, escalabilidade e demonstração do impacto.

“Num ano em que os problemas sociais e desigualdades se agravam, por força do impacto da pandemia, torna-se ainda mais importante apostar em projetos que possam responder aos desafios para a retoma social e económica do país, sem nunca esquecer a emergência climática e a transição verde, área que queremos também alavancar através do programa +PLUS. Para conseguirmos potenciar projetos de resposta eficaz, vamos centrar-nos naqueles que já têm provas dadas de exequibilidade e alguns resultados palpáveis.” refere Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, sobre as ambições para esta segunda edição do +PLUS.

Quem pode candidatar-se?

São aceites candidaturas de soluções que tenham sido previamente validadas, através de um teste ou projeto-piloto que demonstre que a sua viabilidade enquanto produto, serviço ou processo. As soluções candidatas devem ainda enquadrar-se num dos eixos de apoio do +PLUS, de acordo com o seu grau de maturidade.

Para o eixo “+Testing”, destinado a soluções que ainda não foram implementadas ou estão numa fase inicial de implementação e pretendem testar o seu impacto para a consolidação do negócio, podem candidatar-se empreendedores, individualmente ou em equipa, entidades da Economia Social (associações, cooperativas, fundações e outras definidas na Lei de Bases da Economia Social), sociedades comerciais e outras pessoas coletivas de direito privado. Cada solução será investida até ao valor máximo de 50 mil euros.

Já para o eixo “+Scaling” só poderão candidatar-se pessoas coletivas que procurem a expansão das soluções inovadoras que já foram implementadas no mercado com resultados comprovados e que pretendem escalar o seu impacto. Por cada solução, o limite de investimento neste eixo é de 100 mil euros.

Findo o prazo de candidaturas, a 20 de dezembro, dá-se início à fase de pré-seleção das soluções. As escolhidas vão passar por um bootcamp de dois dias para a preparação para a fase final, com dois momentos de seleção que culminam numa apresentação pitch perante um painel de jurados, a acontecer em janeiro de 2022. O potencial de impacto social e ambiental das soluções, a exequibilidade, a consistência do modelo de negócio e o perfil da equipa/candidato serão os principais critérios para a seleção.

REGULAMENTO DO FUNDO +PLUS 2021 – 308 KB | PDF

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO DO FUNDO +PLUS

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

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Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

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Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

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