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Prémios Human Resources | Santa Casa ganha mais um galardão

A 10ª edição dos Prémios Human Resources – a cargo da revista com o mesmo nome – distingue as empresas e profissionais que se destacam no âmbito da Gestão de Pessoas. Os finalistas foram selecionados pela Redação e Conselho Editorial da revista, após análise e discussão das boas práticas e das iniciativas promovidas ao longo do ano de 2020, com o prémio a ser escolhido por cerca de 33.000 votantes – leitores da revista, colaboradores das empresas nomeadas e muitos outros – que, durante os últimos dois meses, votaram online.

Nomeada em três categorias – Gestão de Seniores/Envelhecimento Ativo e Preparação para a Reforma, Responsabilidade Social, e Gestão de Pessoas em Empresa Pública e do Setor Público Estatal, foi nesta última que a Misericórdia de Lisboa conquistou mais um prémio, para juntar aos cinco arrecadados nos últimos anos.

A cerimónia de atribuição dos prémios decorreu ao final da tarde de quinta-feira, dia 17, n’ O Clube – Monsanto Secret Spot, em Lisboa, com um número muito restrito de convidados, situação resultante da atual situação pandémica que se vive na capital. Ainda assim, as regras de segurança foram cumpridas à risca, com todos os convidados a serem submetidos a testes rápidos de antigénio antes de entrarem no local do evento.

Com a cerimónia a ser assistida online por cerca de 8.000 pessoas (de acordo com a organização do evento), a edição deste ano revestiu-se de particular importância. Afinal, os galardões premiavam a atuação de empresas e profissionais durante o ano em que a pandemia “eclodiu” no mundo, afetando a forma como as entidades e colaboradores trabalharam. Razão que levou o CEO da Multiplicações (que detém a revista Human Resources), Ricardo Florêncio, a enfatizar a importância da liderança no atual contexto, “cabendo aos líderes e aos gestores de pessoas manterem as equipas unidas”.

Na cerimónia – que teve o humorista Fernando Alvim como anfitrião – foram distinguidas 25 empresas e organizações, além de três de profissionais: o/a melhor CEO, o/a melhor diretor/a de Recursos Humanos e o/a melhor diretor/a de Recursos Humanos com menos de 45 anos.

“A minha terra é linda”: neste livro estão sonhos que a Santa Casa ajudou a realizar

O livro “A minha terra é linda – Histórias dos Estudantes Sírios em Portugal” concentra em 140 páginas 30 histórias de estudantes sírios que, ao abrigo de bolsas de estudo, vieram estudar para universidades portuguesas. São narrativas contadas na primeira pessoa sobre como era viver lá, naquele país do Médio Oriente em conflito há mais de dez anos. Mas este livro lançado esta quinta-feira, na Casa do Regalo, em Lisboa, é muito mais que um objeto que dá voz a estudantes sírios que residem em Portugal. Quem o folhear poderá ver ilustrado o trabalho da Associação Plataforma Global para Estudantes Sírios (APGES) que, desde 2014, trabalha na coordenação do programa de bolsas de estudo de emergência, sobretudo na angariação de subsídios para que estudantes sírios possam continuar os seus estudos de licenciatura, mestrado e doutoramento.

A estas histórias junta-se um conjunto de fotografias que alguns estudantes quiseram partilhar. São imagens que mostram a luta constante pela sobrevivência num país em guerra. O presidente da APGES, Jorge Sampaio, vê neste livro um “modesto tributo aos estudantes e às suas famílias, à sua extraordinária resiliência”. Em cada frase deste livro está a afirmação da liberdade e da capacidade de seguir em frente no encalço dos sonhos que estes jovens pretendem realizar em solo português.

No prólogo da obra literária, Jorge Sampaio lembra que, “à partida, a ideia era contar a história desta iniciativa, muito para além dos relatórios que anualmente publicamos sobre as atividades desenvolvidas”. O casamento entre as palavras dos estudantes sírios e as vivências da equipa da APGES, que acompanha de perto as operações no terreno, resultou num surpreendente conjunto de crónicas, que vão desfilando ao sabor da evocação do trabalho árduo, consistente e determinado, realizado ao longo dos últimos anos.

Trabalho esse que tem contado com o apoio de várias instituições parceiras entre elas a Santa Casa. Edmundo Martinho, provedor da instituição, foi um dos presentes na apresentação do livro “A minha terra é linda – Histórias dos Estudantes Sírios em Portugal”, uma vez que a Misericórdia de Lisboa tem prestado um auxílio continuado à APGES. Em 2015, a Santa Casa assinou com a associação um memorando de entendimento para a atribuição de bolsas de estudo a estudantes sírios, no valor de cerca de 50 mil euros por ano, que permitiu a dez jovens oriundos da Síria seguirem os respetivos percursos académicos em Portugal.

Desde 2015 que o protocolo tem vindo a ser renovado. O apoio da Santa Casa e de outros parceiros permitiu que a plataforma, no ano letivo 2019/2020, apoiasse 171 estudantes com bolsas de estudo. Dos 15 estudantes apoiados pela Misericórdia de Lisboa neste período, nove frequentam mestrados ou mestrados integrados em áreas como engenharia informática, farmácia ou arquitetura; dois estudantes frequentam programas de licenciatura em gestão e multimédia; quatro frequentam programas doutorais de ciência política, arqueologia, arquitetura e urbanismo.

O auxílio a pessoas em situação de risco é parte do trabalho diário desenvolvido pela Misericórdia de Lisboa, com o apoio a indivíduos sem residência fixa ou em trânsito na cidade de Lisboa, e que se encontram em situação de risco social. A intervenção da equipa da Unidade de Emergência tem como objetivo principal cimentar a esperança no futuro, através da capacitação, aquisição e desenvolvimento de competências, com vista à reintegração social destas pessoas.

A 20 de junho assinala-se o Dia Mundial do Refugiado, data que celebra a força, a coragem e a determinação das pessoas que são forçadas a deixar as suas casas e os seus países devido a guerras, perseguições e violações de direitos humanos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alerta que os conflitos e perseguições obrigaram mais de 80 milhões de pessoas em todo o mundo a fugir de suas casas. O livro “A minha terra é linda – Histórias dos Estudantes Sírios em Portugal” quer ser uma arma para combater este flagelo e permitir a todos os jovens, sobretudo daqueles que, enfrentando situações de conflitos e desastres humanitários, carecem de proteção, o acesso à educação superior num ambiente de segurança.

Uma feira onde se constrói o futuro

A Feira das Profissões da Aldeia de Santa Isabel é dirigida aos jovens com mais de 15 anos que não se encontram a estudar ou a trabalhar. Até final de setembro, é possível visitar esta mostra que tem lugar no pavilhão gimnodesportivo deste equipamento da Misericórdia de Lisboa. O acesso é gratuito, mas requer inscrição prévia que pode ser realizada através de formulário disponível online, aqui.

Presente na inauguração, Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa, reconheceu o “trabalho e empenho de toda equipa do Centro de Formação da Aldeia de Santa Isabel” na educação e formação de jovens com uma diversidade de necessidades, preparando-os para o futuro, elogiando o esforço e a capacidade de resiliência destes alunos.

Na mostra da oferta formativa da Aldeia de Santa Isabel, os jovens podem tomar contacto com os recursos disponíveis e assistir a diversas simulações das profissões, para que possam compreender melhor as mesmas e escolher de forma correta o seu futuro profissional.

A variedade da oferta formativa, a metodologia de aprendizagem diferenciada e o acompanhamento dado a jovens em risco de exclusão do sistema de ensino são algumas das características que distinguem o Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel. O diretor do equipamento, António Amaro, explica o objetivo desta iniciativa, em entrevista.

Qual o propósito da realização desta feira?

No quadro da pandemia, quisemos organizar um evento que fizesse jus ao modelo de educação, formação e ação social intergeracional, modelo esse que além da formação profissional propriamente dita, conta com a dinâmica de um centro de acolhimento de crianças e jovens em risco e de uma residência e chalés para idosos. Ou seja, uma mostra do projeto global da Aldeia de Santa Isabel: “a Casa do Homem de Todas as Idades”.

A quem se destina?

Destina-se a todos os jovens, com mais de 15 anos, que abandonaram a escola, não estão a trabalhar, nem a estudar, nem a frequentar qualquer curso de formação profissional. Nesta linha, estes jovens em risco podem completar no Centro de Formação da Aldeia de Santa Isabel, o segundo ou o terceiro ciclo do ensino básico (nível I e II Técnico Profissional) ou iniciar o ensino secundário (nível IV Técnico Profissional).

Além da mostra da oferta formativa, que outras ações e/ou atividades irão ser desenvolvidas?

A mostra, em si mesma, é uma afirmação da realidade dinâmica da Aldeia e do seu Centro, dado que, em cada stand, os jovens visitantes podem presenciar o exercício das profissões através da simulação com modelos reais/vivos, e eles próprios experimentarem ferramentas e equipamentos sob a supervisão dos respetivos formadores e/ou de alunos finalistas também presentes nos stands.

PARApeito: um festival para ser visto à janela

Na segunda edição, a decorrer até ao final de junho, o festival chega aos centros de dia da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a escolas primárias, a uma casa de acolhimento e ao Hospital Júlio de Matos, voltando ao Santa Maria, ao Pulido Valente e à Casa Acreditar. Esta quarta-feira, 16 de junho, pelas 14h30, foi a vez dos utentes do Centro Social da Sé serem brindados com um festival para o peito, em plena rua Nova da Trindade.

Natalina Silva, 91 anos, utente do Centro Social da Sé, já estava à janela do número 15 da rua Nova da Trindade, perto do Chiado, dez minutos antes de começar o espetáculo. Estava ansiosa por ver algo diferente. Depois de tanto tempo em isolamento, os utentes dos centros de dia estão sedentos por atividades culturais e contacto com outras pessoas. Vibrou e sorriu com cada movimento da dupla do Circo Caótico. Encantou-se com a performance do casal que fez o espetáculo na rua. Uma vez que tem estado sem contacto com os restantes utentes do centro, por causa da pandemia, esta apresentação dá-lhe alegria e esperança.

“Foi poucochinho! Gostei muito, mas queria mais. Esta atuação fez-me lembrar a minha mocidade. Eu fazia aquilo que a rapariga fez”, recorda. “Eu gosto é de alegria, precisamos todos de alegria depois de tanto tempo isolados e de mais iniciativas desta natureza”, finalizou.

Por outro lado, Maria Luísa Mendonça, 74 anos, e há dez anos no Centro Social da Sé, também lamenta os tempos difíceis da pandemia e do isolamento que a obrigou a afastar-se dos seus amigos do centro. Por esta razão, Maria Mendonça considera que “estes espetáculos são importantes, fazem-nos bem, são terapia para o corpo e para a mente”, disse, acrescentando que é “necessário mais iniciativas deste género”.

Rapariga a fazer acrobacias

Um festival que quebra o isolamento e recupera a confiança

Fernando Pinto, diretor da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Colinas, da Misericórdia de Lisboa, sublinha que “o festival PARApeito visa quebrar o isolamento e é um importante contributo para que reaprendamos a confiança na copresença, depois de tantos meses condicionados”, explicando “que as atividades resumem-se a pequenos solos artísticos (música, circo, teatro, histórias, malabarismo, dança), concebidos também para o espaço exterior (ruas, largos, pracetas) e para serem vistos da janela”.

“Sabe-se hoje que as medidas adotadas para controlar a pandemia contribuíram para que o número de pessoas com sintomas moderados e graves de ansiedade, depressão e stress pós-traumático aumentassem”, lembra o responsável da UDIP Colinas. “Temos de estar atentos ao estado emocional e psicológico dos utentes, em especial daqueles que já antes da pandemia se encontravam numa situação de maior vulnerabilidade psicossocial, como é o caso de muitas pessoas idosas que tinham como espaço de sociabilidade os centros de dia. O desafio é agora ajudar estas pessoas a retomar uma ‘normalidade’, criando condições para que percam o medo e ganhem novamente confiança. A arte pode dar aqui um contributo importante”, nota.

Fernando Pinto recorda que já decorreram dois pequenos solos artísticos no Centro Polivalente Social São Cristóvão e São Lourenço, o “Monstro Coletivo” e o “Coração nas Mãos”, destacando uma reação “muito positiva” dos utentes.

Para Susana Alves, diretora da associação Lugar Específico, o nome do festival tem duas interpretações: “a ideia de se levar Cultura a um lugar onde as pessoas estão protegidas atrás do seu parapeito”, mas também “levar algo para o peito” de quem assiste aos espetáculos.

“O Festival PARApeito é isso, a possibilidade de fazer um festival, cumprindo as regras e indo ao encontro das pessoas que estiveram mais fragilizadas e mais isoladas durante esta temporada. E, por outro lado, criar condições para os artistas poderem trabalhar”.

Idosos à janela

O Festival

O “Festival PARApeito” é uma iniciativa da Lugar Específico, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Tem como objetivo combater o isolamento dos afetados pela pandemia e, em simultâneo, apoiar os artistas em situação de vulnerabilidade. No âmbito desta iniciativa decorrem pequenos solos artísticos concebidos para trazer algum conforto aos espectadores.

Nesta segunda edição foram propostos cinco coletivos de artistas com diferentes linguagens artísticas, tendo sido escolhidos pela Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Colinas, como solos artísticos: o Monstro Coletivo, o Coração nas Mãos e o Circo Caótico. Os espetáculos aconteceram a 12 de maio e 9 de junho no Centro Social Polivalente de São Cristóvão e São Lourenço. Já no Centro Social da Sé decorreu esta quarta-feira o primeiro e o próximo está marcado para 25 de junho.

“A comunidade cigana precisa desta luz”. Um protocolo que permite “criar sonhos”

Permitir que a comunidade cigana do Bairro das Murtas, em Alvalade, crie expetativas e sonhos. É com esse intuito que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estabeleceu, esta quarta-feira, uma parceria com o Centro Social Paroquial do Campo Grande, a Junta de Freguesia de Alvalade, a GEBALIS e a Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas (AMUCIP). A proposta de parceria e intervenção que une estas cinco entidades prevê uma atuação orientada para a comunidade cigana do Bairro das Murtas, permitindo introduzir estratégias que melhorem o trabalho desenvolvido naquele bairro.

Após reunião entre as partes foi identificada a necessidade de inclusão de novos parceiros nas Murtas, que facilitem a criação de sinergias e dinâmicas. O trabalho junto da comunidade cigana do bairro ficará, em grande parte, a cargo da AMUCIP, que contará com o apoio de equipas da Santa Casa e da Junta de Freguesia de Alvalade.

“O nosso papel aqui é de liderança e de união. Temos de ter a liderança, mas garantir que as novas organizações têm capacidade para chegar ao território e que as pessoas estão de braços abertos para as receber. A AMUCIP ao vir para aqui possibilitará quebrar algumas barreiras existentes”, refere o administrador da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra.

A trabalhar nas Murtas há dezenas de anos, Misericórdia de Lisboa e autarquia de Alvalade sentem que é preciso “dar um salto” e ir mais além. É esse impulso que a AMUCIP pretende dar. Fundada em 2000 por um grupo de mulheres, a associação tem vindo a realizar, sobretudo no Seixal, um trabalho de formação e sensibilização para a desconstrução de estereótipos culturais relacionados com a comunidade cigana. Este contributo tem sido fundamental, por exemplo, ao nível da educação, com propostas socioeducativas orientadas para as mulheres ciganas, com impacto nas crianças.

“O objetivo é desenvolvermos um trabalho mais próximo da comunidade e que a própria comunidade possa ter um papel ativo e participativo no bairro. Queremos que estas pessoas possam ter uma visão mais alargada. A comunidade cigana precisa desta luz que proporcionamos, para que possam criar expetativas e sonhos. No fundo, iremos trabalhar a mentalidade das famílias e das crianças”, explica a presidente da AMUCIP, Sónia Matos.

Ao longo de 12 meses, através da realização de diversas atividades, a associação irá promover iniciativas naquele bairro, que estimulem uma maior coesão de grupo, com foco no ativismo e associativismo cigano. Este projeto foi estruturado com base em diagnósticos participados e realizados pelas entidades que intervêm no Bairro das Murtas, em conjunto com a população residente.

Espaço ComVida: uma resposta única e humanizada para pessoas com défice cognitivo

O Centro Social e Polivalente das Furnas, em São Domingos de Benfica, vai ganhar uma nova alma. Neste equipamento da Misericórdia de Lisboa vai nascer o Espaço ComVida, que promete ser uma mais-valia para idosos com demência. O projeto-piloto que resulta da sinergia entre a Santa Casa e a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica afigura-se como uma oportunidade de reconfiguração e modernização nas respostas específicas na área do envelhecimento, nomeadamente nas pessoas com défice cognitivo moderado a grave.

As duas entidades pretendem dar uma resposta adequada e digna a pessoas com limitações cognitivas no território de São Domingos de Benfica, sendo que o projeto é extensível a cidadãos residentes noutras freguesias da capital. A proposta de projeto Espaço ComVida ficará na dependência da ação social da Misericórdia de Lisboa, com capacidade para 30 utentes. A requalificação do edifício arranca no imediato e está a cargo da autarquia local. O novo espaço será dotado de aspetos diferenciadores da grande maioria dos atuais centros de dia, ao nível arquitetónico e de design, permitindo assim otimizar a capacidade neurossensorial, mobilidade e segurança de pessoas com défice cognitivo.

A nova resposta da Santa Casa nasce da necessidade de repensar a cidade de Lisboa em diferentes eixos – que tem sido uma estratégia levada a cabo pelo programa Lisboa Cidade de Todas as Idades -, mas também para tentar colmatar uma lacuna no que concerne ao acompanhamento das pessoas mais velhas diagnosticadas com demência. O objetivo é que este espaço inovador, acolhedor e digno possa proporcionar uma atmosfera relaxante e reconfortante com inúmeros benefícios para o utente, onde o equilíbrio entre as relações interpessoais e a individualidade seja privilegiado.

A diretora do Espaço ComVida, Ana Nascimento, vê o dia de hoje como “um marco” na história do Centro Social e Polivalente das Furnas. A construção deste “espaço diferenciador para pessoas em estado de demência” tem o foco bem estipulado: “estimulação”. Para isso, o projeto contará com uma equipa interdisciplinar composta por psicólogo, animador, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. “O objetivo é que os utentes não percam as capacidades cognitivas que ainda têm e que consigam manter uma certa qualidade de vida”, explica a diretora.

Para o administrador da Santa Casa, Sérgio Cintra, esta resposta piloto permitirá evidenciar se “o caminho que nós [Misericórdia de Lisboa] entendemos como adequado é possível de ser prosseguido ou se temos de corrigi-lo”. “Esta é a nossa oportunidade para dizer a todos os outros que não estão sós num problema que é novo. Se este projeto resultar como imaginamos, esta necessidade deverá depois ser reproduzida noutros equipamentos e instituições”, refere Sérgio Cintra, reforçando que “todos aqueles que trabalham no apoio domiciliário, nos centros de dia e nas estruturas residenciais para pessoas idosas são, muitas das vezes, os anjos da guarda dos utentes”.

Santa Casa e Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica não estão sozinhas neste percurso. São também parceiros desta iniciativa a Escola Superior de Saúde de Alcoitão (ESSA), que permitirá a integração e acolhimento de alunos estagiários da ESSA no Espaço ComVida; a Rede Emprega São Domingos, com uma parceria na área de formação para efeitos de realização de estágios profissionais na área de auxiliar de geriatria; a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (Instituto de Medicina Molecular – Grupo das Demências), que, paralelamente à avaliação individual a realizar com cada utente, avaliará o impacto na progressão das alterações do ponto de vista cognitivo, funcional e comportamental da pessoa com declínio cognitivo; o Jardim Zoológico, que será alvo de articulação para realização de atividades.

Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo vai ser lançada a 21 de junho

A Presidência Portuguesa do Conselho vai lançar, a 21 de junho, a “Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo”, ferramenta que pretende fazer um retrato da população sem-abrigo, até ao momento inexistente, nos 27 Estados-membros da União Europeia (UE). A plataforma será apresentada na conferência “Combater a Situação de Sem-Abrigo – Uma prioridade da Europa Social”, que será realizada a 21 de junho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O público poderá assistir ao evento através de videoconferência, sendo necessária inscrição prévia.

A plataforma que deverá permitir a partilha de informações entre os países, de modo a encontrar respostas às “várias dimensões” das pessoas em situação de sem-abrigo, já havia sido anunciada em fevereiro deste ano pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. A representante do Governo revelava, na altura, que o objetivo deste projeto passa por “permitir mobilizar recursos e encontrar soluções para as pessoas que estão em situação mais vulnerável”.

Prevê-se que a nova ferramenta, lançada em Portugal no decorrer da Presidência Europeia do Conselho da União Europeia, seja uma mais-valia para o trabalho realizado pela Misericórdia de Lisboa junto da população sem-abrigo. O Núcleo de Planeamento e Intervenção com Sem-Abrigo (NPISA), que existe em Lisboa, desde 2015 e que conta com a coordenação da Rede Social de Lisboa – constituída pela Câmara Municipal de Lisboa, Santa Casa e Instituto da Segurança Social – é gerido pela Misericórdia de Lisboa, permitindo à instituição efetuar uma intervenção integrada que assegura o acompanhamento da população sem abrigo da capital.

Em novembro de 2020, o Parlamento Europeu apelou aos Estados-membros para que, até 2030, tirem todos os sem-abrigo das ruas. A iniciativa da presidência portuguesa insere-se no combate à pobreza e à exclusão social, um dos principais eixos do Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais no qual se insere o lançamento da Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo.

 

Utentes da Obra Social do Pousal fazem doação ao Hospital de Santa Cruz

“Faztoxe” é o nome do projeto integrado nas atividades ocupacionais da Obra Social do Pousal (OSP), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, assente na construção de teatros e fantoches por sete utentes do equipamento. Os trabalhos foram idealizados com recurso a alguns materiais reutilizáveis, como madeira ou roupa.

Por se considerar fundamental que os projetos desenvolvidos tenham seguimento, para que seja desenvolvido o sentimento de utilidade nestes utentes, a Obra Social do Pousal iniciou recentemente a doação das obras criadas aos serviços de pediatria hospitalares. Depois da entrega ao Hospital de Santa Cruz, será a vez do Instituto Português de Cardiologia acolher os próximos fantoches construídos pelos utentes do Pousal.

A escolha dos destinatários destas doações não poderia ser mais simples de justificar: o processo de hospitalização das crianças é inevitavelmente doloroso, situação que se agravou nos tempos em que vivemos, com a pandemia de COVID-19 a impor várias restrições no que aos afetos se refere, assim como muitas regras e cuidados quanto à presença de familiares nos hospitais.

Conheça melhor a Obra Social do Pousal

O Pousal é uma Estrutura Residencial para Pessoas com Perturbações do Neurodesenvolvimento.

Com a pandemia ainda presente nas vidas de todos, e após um longo período de confinamento, o equipamento inicia agora a fase de reavaliação e reestruturação, com o desenvolvimento de mais competências na equipa multidisciplinar.

Com um modelo de intervenção centrado na pessoa e nas atividades ocupacionais (oficinas em várias áreas, como tapeçaria e cerâmica, desenho, teatro, madeiras, decoração, jardinagem, entre outras), neste espaço a pessoa / utente deve sentir-se útil, com o seu trabalho a ter impacto na sua autoestima e autoconfiança, além de promover outras competências sociais e comportamentais.

ESSAlcoitão celebra 55 anos

Com mais de cinco décadas de existência, a Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAalcoitão) tem como missão promover o aprofundamento e a difusão do conhecimento em prol da melhoria do nível de saúde e bem-estar da população. Muitos dos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala começaram os seus estudos aqui.

A ESSAlcoitão é um estabelecimento de ensino superior pioneiro e de referência nas suas áreas de atividade formativa: Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Terapia da Fala. Além destas licenciaturas, disponibiliza mestrados, pós-graduações e ações de educação e de formação contínua, quer nessas áreas de especialidade, quer no âmbito do trabalho social. Outras áreas de aposta formativa são por exemplo a estimulação sensorial das crianças ou a fisioterapia no período pós-natal.

O seu ensino pauta-se por elevados padrões de qualidade e por um equilíbrio entre as componentes teórica e prática, desde o primeiro ano dos cursos, com ligação direta ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Integra mais de 500 alunos e possui um corpo docente com cerca de 100 académicos, e profissionais de saúde, entre os mais qualificados a nível nacional. A ESSAlcoitão resultou da conversão, em 1994, da Escola de Reabilitação (ERA), criada em 1966, a qual deu continuidade aos cursos de formação, no domínio da reabilitação que surgiram em Portugal em 1957.

Ao longo dos anos, tem mantido uma forte componente de internacionalização, através da filiação nas redes europeias de escolas superiores de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, da Carta Universitária Erasmus e da participação ativa em consórcios no desenvolvimento de projetos académicos-científicos.

Numa aposta na educação, a Santa Casa disponibiliza, ainda, anualmente 30 bolsas de estudo à ESSAlcoitão para os cursos do primeiro ciclo, contribuindo também para reduzir o número de estudantes que abandonam a sua formação por incapacidade financeira das famílias.

Jogos Santa Casa lançam nova campanha de apoio ao desporto

Sob o (já conhecido) lema “O desporto tem todo o nosso apoio”, os Jogos Santa Casa lançam, esta sexta-feira, 4 de junho (dia de jogo amigável entre Portugal e Espanha) nova campanha institucional focada no apoio aos atletas nacionais. Às portas do Campeonato Europeu de Futebol, que decorre de 11 de junho a 11 de julho, e dos Jogos Olímpicos, com início agendado para 23 de julho, na capital nipónica, a marca representativa dos jogos sociais do Estado, explorados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, considera este um excelente momento para reafirmar o seu apoio ao desporto.

A campanha multimeios – com presença em televisão, rádio, imprensa, internet e exteriores -, estará no ar até final deste ano. No filme publicitário figuram vários atletas nacionais que irão marcar presença nos próximos Jogos Olímpicos. Entre as várias modalidades representadas no spot promocional estão o surf, o basquetebol, a ginástica, o andebol, o hipismo, o motociclismo, o rugby, o ténis de Mesa, o triatlo e o ciclismo, entre outras.

Desde 2012 que a Misericórdia de Lisboa, através dos Jogos Santa Casa, prossegue uma estratégia de patrocínios focada no apoio ao desporto nacional, ao talento desportivo e aos grandes eventos desportivos nacionais, transformando os apoios concedidos e as parcerias realizadas em ferramentas de integração e coesão social.

Os Jogos Santa Casa assumem-se como o principal patrocinador e impulsionador do desporto português. Atualmente, os apoios chegam a 17 federações, a mais de 100 seleções e dois comités nacionais (Comité Paralímpico de Portugal e Comité Olímpico de Portugal). Desde 2013, já foram atribuídas 325 bolsas de educação a atletas-estudantes.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas