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“Estou Aqui Adultos!”. Santa Casa e PSP mais próximas dos cidadãos

“Um senhor desapareceu de manhã e conseguimos encontrá-lo nesse mesmo dia graças à pulseira ‘Estou Aqui Adultos!’”. A frase é do Comissário da Polícia de Segurança Pública (PSP), Artur Serafim, que, esta quarta-feira, na sede da Associação para Serviço de Apoio Social a Reformados da EPAL, relançou um projeto que começou a ganhar forma em 2015, mas que parece fazer agora mais sentido do que nunca.

A iniciativa é destinada a pessoas que, em função da idade ou da patologia, possam ficar desorientadas ou inconscientes, ainda que momentaneamente, na via pública. Só em 2020, a PSP conseguiu auxiliar 20 cidadãos através desta ação, permitindo de forma rápida e segura o encontro da pessoa com o familiar ou instituição associada ao utilizador da pulseira.

“Em finais de 2016, o programa ficou acessível a todos os cidadãos a nível nacional. A pulseira faz com que a PSP, através do número gravado na mesma, identifique mais rápido o cidadão  em questão. É uma forma de nos ajudar a chegar à sua identificação e localização de forma muito mais segura, ainda que a pulseira não tenha um localizador GPS ou outro sistema de localização”, explica o Comissário Artur Serafim.

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa, deixou elogios à PSP pela iniciativa. Esta entidade tem ajudado a Santa Casa a dar uma melhor resposta na cidade de Lisboa, sobretudo no âmbito do projeto RADAR. Para o administrador, este é um programa que “faz todo o sentido na estratégia de cogovernação da cidade” e que vai ao encontro da missão da Santa Casa.

“Nós e a PSP somos, seguramente, das duas instituições da cidade em que as pessoas mais confiam. Elas sabem que num momento de necessidade nós estamos cá para executar a nossa missão e para apoiá-las. Estar pelas boas causas é apoiar necessariamente este projeto”, considera.

A Misericórdia de Lisboa é parceira do programa “Estou Aqui Adultos!” desde a sua primeira edição, em 2015. A associação da Santa Casa a estas iniciativas da PSP começou em 2012 com o programa “Estou Aqui”, destinado a crianças, com o principal objetivo de zelar pela proteção dos mais jovens e transmitir um sentimento de segurança aos pais.

A pulseira “Estou Aqui Adultos!” em cinco passos essenciais

1) Um cidadão é encontrado inanimado ou desorientado na via pública sem qualquer documento;

2) A pessoa tem no pulso a pulseira com o código alfanumérico e alguém liga para o 112 a informar da situação;

3) A chamada é transferida para o Centro de Comando e Controlo Estratégico da PSP, que fará a identificação do cidadão através do código da pulseira;

4) É enviada uma patrulha da PSP para o local e as autoridades de segurança entrarão em contacto com o familiar/instituição responsável por prestar apoio;

5) Esta ferramenta, segundo garantia da PSP, permite que as autoridades prestem uma resposta mais rápida e mais segura.

As pulseiras são gratuitas, pessoais e intransmissíveis. A inscrição pode ser feita pelo próprio ou através de representante (familiar ou instituição associada ao utilizador) através do endereço de correio eletrónico estouaqui@psp.pt.

Utentes do CMRA recebem handbikes

A ação de entrega e experimentação das handbikes decorreu no espaço exterior do CMRA e ficou marcada por momentos de alegria e de satisfação, que comprovaram aos utentes do centro que, independentemente da sua condição física, a prática de desporto é possível para todos.

Utentes do CMRA recebem handbikes

O desporto como uma ferramenta de superação

Uma simples handbike pode transformar um acidentado ou doente num pequeno desportista. No momento em que se está ao comando da bicicleta adaptada, tudo se esquece. Os problemas deixam de existir. Só há prazer e adrenalina. Não é por acaso que se diz que “o desporto adaptado promove a inclusão e melhora a qualidade de vida.”

O objetivo é sentir o vento no rosto e fazê-lo de forma autónoma. Naquele bocadinho, nada mais interessa. Mais do que uma terapia ou atividade física, o desporto adaptado leva estas pessoas mais longe do que poderiam imaginar. O desporto leva-as a ter esperança e força para continuar com as suas vidas.

O apoio ao desporto

Os Jogos Santa Casa associam-se desde, 2018, ao World Bike Tour, com o objetivo de reforçar o apoio ao desporto e fomentar a prática desportiva. Sendo esta uma parceria com uma forte componente social, dela resulta ainda a oferta de handbikes ao CMRA que serão utilizadas pelos utentes do centro.

Refira-se que a promoção do desporto adaptado é um dos eixos estratégicos da marca Jogos Santa Casa, que atualmente apoia o Comité Paralímpico de Portugal, a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência e 11 seleções nacionais de desporto adaptado.

Fundo Rainha D. Leonor apoia reabilitação do Convento de Santo António de Charnais

O projeto apoiado pelo Fundo Rainha D. Leonor, com uma comparticipação de 300 mil euros, englobou obras de conservação, reabilitação e requalificação do Convento de Santo António de Charnais, com 418 anos. Classificado como monumento de interesse municipal, o Convento, onde está integrada a Igreja da Misericórdia de Aldeia Galega da Merceana, foi fundado pelos franciscanos no século XVII.

A inauguração oficial da obra foi adiada por causa da pandemia, estando as instalações em funcionamento para as atividades previstas.

Depois de recuperado, comporta três finalidades: a religiosa, a do turismo religioso e a da ocupação e uso para serviços de apoio aos utentes do centro de dia juntamente com as demais valências da Misericórdia instaladas na cerca do antigo Convento.

O projeto é equilibrado e consubstancia a finalidade que a Santa Casa pretende, nomeadamente no seu aproveitamento e uso dos utentes, daí a instalação de um elevador exterior para facilitar acessibilidades.

No interior, foi criado um espaço multifunções. As atividades sociais a instalar no convento vão desde ações de formação e reuniões entre utentes. Criou-se, ainda, um novo ponto de interesse turístico o que contribui para a sustentabilidade financeira da Misericórdia da Aldeia Galega da Merceana.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o País, no princípio da autonomia cooperante.

Talento nacional sobe ao palco no Santa Casa – Portugal ao Vivo

Entre os dias 6 de novembro e 10 de abril, o evento Santa Casa – Portugal Ao Vivo vai apresentar 40 espetáculos, 20 em Lisboa e 20 no Porto, que terão como palco dois espaços emblemáticos nacionais: Campo Pequeno, em Lisboa e o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Revestindo-se de uma forte componente solidária, este projeto vai reverter parte das receitas da bilheteira para apoiar diretamente o setor da cultura nacional.

Na sua maioria, os espetadores poderão assistir a concertos, mas haverá também lugar a alguns momentos de comédia. Entre os nomes já confirmados estão Rui Veloso, Jorge Palma, Aurea, Diogo Piçarra, Carminho, Dino D’Santiago, David Carreira, Amor Electro, César Mourão, Fernando Rocha, entre muitos outros artistas que integram o cartaz desta iniciativa.

Cada espetáculo é pensado com base no cumprimento rigoroso das normas impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS), pelo que o uso de máscaras é obrigatório, bem como o distanciamento entre os espectadores.

A associação da Santa Casa a este projeto, cujo conceito e valores estão em linha com os valores promovidos pela instituição, assenta numa estratégia de apoios da instituição que visa a promoção do talento nacional e o incentivo ao setor cultural, sobretudo numa altura em que este atravessa grandes dificuldades, devido à Covid-19.

De relembrar que ainda recentemente, a Santa Casa, em conjunto com três outras entidades nacionais, lançou o Fundo de Solidariedade com a Cultura, cujas candidaturas estão a decorrer até 30 de outubro. Este fundo visa apoiar financeiramente os profissionais das atividades culturais, cuja subsistência possa estar em causa devido à perda de rendimentos provocada pelo novo coronavírus.

 

Inovação, sustentabilidade e futuro. O exemplo da Casa do Impacto no Planetiers

Como acelerar o desenvolvimento sustentável ambiental, económico e social? Qual o papel das empresas e instituições e que impacto podem ter nestes três eixos? O Planetiers World Gathering decorreu nos dias 22 e 23 de outubro, em Lisboa, num formato condicionado pela Covid-19, com público limitado no recinto e com transmissão integral de todas as sessões, através do site oficial do Planetiers.

O maior evento de inovação sustentável do mundo, que decorreu pela primeira vez em solo português, juntou 100 oradores de vários pontos do globo, divididos por quatro palcos, para debaterem e apresentarem projetos inovadores que contribuam para um mundo mais sustentável. No segundo dia da cimeira tecnológica, a diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira, subiu ao palco Crédito Agrícola Communities Stage, numa sessão dedicada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pelas Nações Unidas, para falar sobre a missão da Casa do Impacto e dos objetivos do hub da Misericórdia de Lisboa.

 

ADN da FRESS em exposição

Dezenas de peças de madeira, em talha e embutidos, dispõem-se na Sala dos Chavões do Museu de Artes Decorativas Portuguesas (MADP) pertencente à Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS). São os trabalhos finais dos formandos que frequentam o curso de Artesão/ã das Artes e Ofícios em Madeira, apresentados na exposição “ADN_FRESS” que pode ser visitada até 10 de janeiro.

Ao longo da sala, alinham-se duas filas de secretárias e um conjunto variado de objetos construídos com diferentes tipos madeiras. São dezenas de peças iluminadas pelo entusiasmo com que estes formandos, orientados pelos Mestres da FRESS, se entregaram à arte de esculpir as madeiras ao longo de dois anos.

Exposição “ADN_FRESS”

Prosseguindo a transmissão do saber-fazer em artes decorativas com os seus cursos, a Fundação dá continuidade à ideia do seu fundador, Ricardo do Espírito Santo Silva, de proteger e divulgar as Artes Decorativas Portuguesas e os ofícios com elas relacionadas, objetivo pelo qual fundou um Museu – Escola e 16 oficinas onde se continua a tarefa da transmissão geracional de técnicas tradicionais e da conservação e restauro de património.

Os cursos da FRESS garantem uma formação certificada nas áreas da Marcenaria, Pintura Decorativa e Conservação e Restauro. Os funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ou da Câmara Municipal de Lisboa beneficiam de desconto na inscrição.

Saiba mais aqui.


FRESS

Criada em 1953, a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva é uma instituição que resulta da doação do Palácio Azurara e de uma coleção de artes decorativas portuguesas. Tem por missão a defesa, a promoção, a divulgação e a transmissão da arte de bem-fazer nas artes decorativas – património móvel e integrado – nas suas vertentes museológicas, académicas, oficinais e de conservação e restauro.

Note-se que a Fundação atravessou nos últimos anos sérias dificuldades financeiras. Por essa razão, foi assinado, a 6 de maio de 2016, um contrato de parceria “para a viabilidade socioeconómica” da FRESS entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a referida Fundação.

GALERIA DE FOTOGRAFIAS

A festa do râguebi voltou a Lisboa e os jovens da Santa Casa não faltaram à chamada

Aos 12 anos, Duarte Semedo nunca tinha jogado râguebi. Tão pouco conhecia as regras associadas ao desporto. A estreia na modalidade aconteceu no passado dia 17 de outubro – previsto inicialmente para 4 e 5 de abril, mas alterado devido à Covid-19 -, na 12.ª edição do “Portugal Rugby Youth Festival” (PRYF), que decorreu no Estádio Universitário de Lisboa. Dia especial para este e para outros nove jovens da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tiveram a oportunidade de praticar algumas atividades relacionadas com o râguebi, ainda que num formato diferente do habitual.

Devido às medidas de precaução relacionadas com a Covid-19, fizeram-no sem estabelecer contacto físico. Mas como é possível evitar o contacto numa modalidade onde a forma de parar um jogador é a placagem? Foram criadas várias atividades para estes jovens, de forma a poderem experienciar a modalidade e realizarem algumas das técnicas mais praticadas no râguebi. “Estivemos a atirar a bola para uma piscina, a fazer passes com a bola e a derrubar uma almofada, como fosse uma placagem a jogadores de râguebi”, conta o jovem Duarte.

Para a técnica da Unidade de Intervenção Familiar da Santa Casa, Sandra Estaca, este tipo de atividades traz vários benefícios às crianças, sobretudo sociais, uma vez que permite “prevenir comportamentos desviantes através do desporto, desenvolver a autoestima e o relacionamento interpessoal”. Permitem ainda que algumas crianças tenham contacto com um desporto que, normalmente, não praticam. “Para alguns miúdos foi a descoberta de um novo jogo. As novas experiências permitem-lhes abrir novos horizontes”, destaca.

Mas se para uns o râguebi é novidade, para outros foi um regresso à competição. Ricardo Cardoso, 11 anos, esteve na edição de 2019, em tudo “diferente à de 2020”. Lembra que em 2019 “foi melhor”, sobretudo porque “não havia Covid”. A pandemia limitou a diversão dos jovens da Santa Casa, mas não só. Por norma, o PRYF reúne cerca de três mil jovens jogadores de mais de cem equipas dos cinco continentes, em Lisboa, algo que não foi possível concretizar em 2020.

As condicionantes impostas pela Covid-19 obrigaram a organização do evento a encontrar estratégias para que, ainda que de forma diferente, o râguebi pudesse ser celebrado. Desta feita, o festival teve uma forte vertente online, onde as plataformas digitais do evento foram aproveitadas para envolver os amantes da modalidade.

Candidaturas ao “Fundo de Solidariedade Com a Cultura” já estão disponíveis

Estão abertas as candidaturas para o Fundo de Solidariedade com a Cultura, medida que pretende apoiar financeiramente os profissionais das atividades culturais, cuja subsistência possa estar em causa devido à perda de rendimentos provocada pela Covid-19. Os formulários para pedidos de apoio estão, a partir desta segunda-feira, disponíveis, exclusivamente, no site do Fundo de Solidariedade com a Cultura.

Tal como anunciado no passado mês de junho, a iniciativa parte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), da Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Fonográficos em Portugal (AUDIOGEST) e da Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais (GEDIPE). As quatro entidades mobilizaram-se em prol da cultura nacional, de modo a dar resposta às necessidades económicas dos profissionais das artes e do espetáculo.

O Fundo de Solidariedade com a Cultura é complementar aos apoios atribuídos pelo Governo, nomeadamente a linha de apoio social do Ministério da Cultura, e vai dar prioridade a quem não teve ainda acesso a qualquer tipo de ajuda financeira. A iniciativa arranca com 1,35 milhões de euros, montante que pode aumentar através de donativos submetidos pela sociedade civil, que reverterão a 100% para o fundo.

Linhas de apoio: qual a indicada para o meu caso?

Após consulta do regulamento e da documentação necessária para preenchimento do formulário eletrónico, os profissionais da cultura devem submeter a respetiva candidatura a apenas uma das cinco linhas de apoio, disponíveis no site do “Fundo de Solidariedade com a Cultura”.

Os artistas, intérpretes ou executantes que ficaram desempregados devido à pandemia e que tenham desempenhado, em 2019, atividades profissionais relacionadas com a produção de espetáculos ou outras atividades conexas na área da música, dança, teatro, cinema ou audiovisual, podem recorrer à linha de apoio 1, se não tiverem direito a Fundo de Desemprego. Também poderão candidatar-se a esta linha empresários em nome individual sem trabalhadores a cargo.

A linha de apoio 4 é destinada a profissionais que pertençam ao grupo referido na linha de apoio 1, mas que tenham mais de 60 anos à data do pedido.

Já as empresas e empresários em nome individual com trabalhadores a cargo, cuja atividade principal esteja centrada nas áreas cinematográfica, audiovisual e/ou musical ficam inseridos na linha de apoio 2. A linha de apoio 3 é direcionada à manutenção de postos de trabalho de empresas e empresários que fazem da produção de espetáculos de música a sua atividade principal, e não enquadráveis na linha de apoio 2.

Existe ainda a linha de apoio geral, destinada aos artistas, empresários e trabalhadores por conta de outrem, que estejam desempregados devido à pandemia e que desempenhem funções artísticas, técnicas, de gestão ou suporte em áreas que vão desde o cinema e audiovisual às bibliotecas e arquivos.

Em caso de dúvida, consulte o Orientador de Linhas de Apoio.

Mausoléu dos Benfeitores da Misericórdia de Lisboa foi restaurado

A obra de restauro representa a importância da preservação do património da instituição, na sua maioria proveniente da confiança dos seus benfeitores.

O Mausoléu de Benfeitores da Misericórdia de Lisboa viu a sua grandiosidade ser recuperada, após uma obra que implicou ações de limpeza, restauro e proteção do património. O monumento apresentava alguns danos causados pela ação dos agentes climáticos e pela corrosão química provocada pelos dejetos dos pombos.

Foram retificados os sistemas de recolha e drenagem de águas pluviais e levada a efeito a erradicação das aves. Simultaneamente, foram corrigidos diversos danos, tais como eflorescências e cripto eflorescências, pintura e paredes que se apresentavam em más condições, fungos, líquenes e algas, em particular, nas fachadas tardoz e lateral direita. A ação das aves foi corrigida nos terraços, designadamente pelos detritos acumulados nas caleiras, nas crostas negras e fissuras.

Mausoléu dos Benfeitores (ANTES)Antes Mausoléu restauradoDepois

 

O Mausoléu

Em 1903, a administração da Misericórdia de Lisboa decidiu mandar construir um Mausoléu com o propósito de homenagear a memória dos seus benfeitores. O arquiteto Adães Bermudes foi encarregue de traçar o projeto. Os trabalhos de construção terminaram em 1909.

O monumento fica situado na zona de entrada do cemitério do Alto de São João, do lado esquerdo. Impressiona qualquer um pela elegância das suas formas e pela qualidade do trabalho da pedra. Adães Bermudes planeou um mausoléu amplo, com planta cruciforme em cruz grega.

A concretização esteve a cargo dos canteiros da Oficina de João Machado, dos melhores canteiros de Coimbra que utilizaram materiais pétreos, oriundos de várias pedreiras, incluindo a chamada “pedra de Ançã”, da região de Coimbra e de conhecida fragilidade mineralógico-estrutural.

Os trabalhos de alvenaria foram entregues ao mestre João da Cruz, de Lisboa, os vitrais à Oficina de Cláudio Martins, pintor e mestre vitralista, e a porta em ferro ao serralheiro António Santos. Composto por capela e cripta no piso abaixo do solo, tem capacidade para até 40 túmulos. Tanto o interior como o exterior revelam elaborado trabalho em pedra, metal e vitrais.

Os beneméritos

Compreender os beneméritos no seio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa exige percorrer a história da instituição, desde a sua fundação, até aos dias de hoje. Debaixo do manto da generosidade e altruísmo dos benfeitores da Santa Casa, há a certeza no escrupuloso cumprimento da sua vontade, contribuindo em grande medida para a prossecução da missão de boas causas da instituição.

Clínica Oriental de Chelas doada à Misericórdia de Lisboa

A escritura de doação da Clínica Oriental de Chelas (Clínica de Chelas) à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi assinada, esta terça-feira, 13 de outubro, na Sala de Extrações, por Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, e pelo casal Matos da Silva.

Os beneméritos pretendem que a Misericórdia de Lisboa abra um serviço para apoio domiciliário na área de cuidados paliativos, bem como que a Clínica de Chelas se torne uma referência na área da senologia. Por outro lado, a Misericórdia de Lisboa compromete-se a manter o nome da clínica e a não alterar a sede das atuais instalações.

Edmundo Martinho sublinhou que esta doação representa um “enriquecimento” da capacidade da Santa Casa para prestar serviços e cuidados de saúde e uma “responsabilidade muito grande”. O provedor da instituição expressou a sua “gratidão e profundo reconhecimento” ao casal Matos e Silva pela sua decisão, garantindo que a Santa Casa tratará “da Clínica Oriental de Chelas com o empenho, determinação e qualidade que merece, respeitando e honrando o seu legado”.

Por outro lado, os beneméritos consideram que “este é um momento importante” para ambas as partes. “A obra construída pelo Doutor Matos da Silva não poderia acabar e a Santa Casa era a entidade com vocação para continuar esta obra com a precedência que ela tem tido até agora. Por isso, não tiveram qualquer dificuldade em eleger esta instituição como aquela que deveria ser a destinatária da doação da Clínica Oriental de Chelas”, reforçou o advogado representante do casal.

Doação da Clínica de Chelas

Sobre a Clínica de Chelas
Fundada em 1978, sob a designação comercial de Policlínica Central de Chelas, iniciou a sua atividade médica nas áreas de Enfermagem, Radioscopia e Clínica Geral.

Mais tarde, alterou a sua designação para Clínica Oriental de Chelas (Clínica de Chelas) e passou a implementar novas valências nas áreas das análises clínicas, medicina dentária, imagiologia (ecografia geral, mamografia, eco-dopler e ortopantomografia). Hoje em dia, constitui uma referência no campo da Ecografia Obstétrica.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas