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Santa Casa volta a premiar trabalho com idosos

A Misericórdia de Lisboa anunciou, este sábado, 25 de julho, os vencedores da edição de 2020 dos Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, que enaltecem o trabalho e investigação desenvolvido em três áreas: cuidado a idosos, progresso na medicina geriátrica e tratamento das doenças do coração deste público. O júri decidiu, ainda, atribuir, três menções honrosas.

A Irmã Ângela Fernández López foi distinguida na área A “Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos”. Ligada ao Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria, iniciou a sua missão, em 1974, no extinto bairro da Curraleira, em Lisboa, onde implementou um projeto, com as restantes entidades da freguesia, com os idosos mais carenciados do bairro, de maneira a sinalizar rapidamente os casos mais graves de carência económica e familiar. A distinção entregue este sábado traduz o reconhecimento público do mérito e da dedicação demonstrados ao longo da sua vida.

Na área B “Progresso da Medicina na sua Aplicação às Pessoas Idosas”, o premiado foi Carlos Alberto Almeida Valério, Mesário da Santa Casa da Misericórdia de Braga, especialista em Medicina Geral e Familiar. Participou na caracterização da sua comunidade, população do Centro de Saúde de Braga, em diversos programas de intervenção, com especial atenção às questões da saúde e do social envolvendo os mais necessitados, vulneráveis e de risco.

Vítor Manuel Machado Gil recebeu o prémio na área C “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração”. Eleito Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia para o biénio 2019-2021, é ainda membro da direção do Instituto do Coração desde 2003 e coordenador do Departamento Cardiovascular do Hospital Lusíadas desde 2008. Na linha da investigação foi investigador principal de vários ensaios clínicos multicêntricos e participou em centenas de palestras científicas nacionais e internacionais, tendo sido galardoado com 8 prémios.

À semelhança das edições anteriores dos Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, foram ainda atribuídas três menções honrosas, nomeadamente às áreas A e B.

Na área A “Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos Desprotegidos”, o júri distinguiu a Casa do Povo de Abrunheira pela qualidade do serviço que presta nas suas três Estruturas Residências Para Idosos, igualmente reconhecido pela equipa de Gerontopsiquiatria dos hospitais da Universidade de Coimbra como a melhor Instituição a trabalhar com a doença de Alzheimer e doenças equiparadas neste distrito. Também nesta área, o júri decidiu homenagear a Congregação das Irmãs Concepcionistas pelo serviço prestado aos mais desfavorecidos.

Por outro lado, na área B “Processo da Medicina na sua Aplicação às pessoas idosas” o júri reconheceu o trabalho realizado por Miguel Julião, doutorado em cuidados paliativos, que, desde 2006, tem-se dedicado a um percurso da investigação para que pessoas em sofrimento possam ver melhorada a sua condição geral de vida.

Sobre os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria

Criados em 1987, estes galardões cumprem a vontade expressa em testamento por Enrique Mantero Belard, reconhecido como um dos últimos grandes beneméritos portugueses.

Enrique Mantero Belard morreu em 1974 e no seu testamento deixou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa uma parte significativa dos seus bens, mediante a condição de esta instituição atribuir três prémios pecuniários anuais distintos destinados a galardoar os indivíduos que mais se tenham distinguido nos cuidados a idosos.

Este benemérito deixou também a residência Faria Mantero à Misericórdia de Lisboa, para ser utilizada como lar ou casa de repouso para pessoas idosas de mérito e necessitadas.

Centenário de Amália. Santa Casa e Fundação Amália celebram protocolo

A 23 de julho de 1920 – data que surge nos registos oficiais – nascia aquela que viria a ser a grande diva da música nacional: Amália da Piedade Rebordão Rodrigues. A fadista -também fez carreira no cinema e no teatro- que revelou um dia que começou “a cantar antes de falar”, completaria hoje 100 anos de vida.

Várias entidades, entre elas a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, associaram-se ao centenário do nascimento da rainha do fado. O dia começou com uma missa de ação de graças, celebrada na Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa, que contou com transmissão via streaming no Facebook  a Fundação Amália Rodrigues.

As celebrações prosseguiram no Panteão Nacional, onde Amália está sepultada desde 2001, com a cerimónia de emissão de selos comemorativa do centenário, numa colaboração entre a Fundação Amália Rodrigues e os CTT – Correios de Portugal.

À noite é com música que se recorda a artista. Mais de uma dezena de músicos vai prestar tributo à diva da música nacional, no espetáculo “Bem-vinda Sejas Amália” que inicia às 22h, na Herdade do Brejão, onde Amália tinha a sua residência de férias. O concerto é aberto ao público, mas contará também com transmissão direta na RTP 1.

 

Santa Casa reforça apoio à cultura

Tendo em conta o contributo dado pela Fundação Amália Rodrigues à cultura nacional, a Misericórdia de Lisboa celebrou um protocolo com a fundação, dando assim continuidade à missão de apoiar o setor, sobretudo em tempos de pandemia, ao possibilitar ainda que os espetáculos sejam acessíveis a todos.

Este protocolo visa, entre outras medidas, apoiar a fundação a criar condições de acessibilidade e conforto a pessoas de mobilidade reduzida e a requalificar o espaço destinado a reservas museológicas que carece de reconstrução de toda a cobertura do edifício. Destaque ainda para a criação de um programa especialmente vocacionado para os seniores, que será desenvolvido ainda em 2020.

Além da música, a vida e obra da artista tem vindo a ser retratada no cinema e no teatro, em inúmeros filmes, documentários e peças que recordam momentos da vida da fadista. A preservação, estudo e divulgação da vida e obra da artista são os principais objetivos da Fundação Amália Rodrigues, fundada em dezembro de 1999.

E porque Amália merece ser lembrada sempre, a edição de 2020 do Santa Casa Alfama será dedicada ao centenário da maior diva do fado de todos os tempos.

Unidos pela música

Tudo corria bem, até ao último mês de março, em que o mundo se viu “a braços”, com uma pandemia devastadora, provocada pelo novo coronavírus. Os ensaios semanais que criavam uma rotina feliz a todos os integrantes da Orquestra Geração Santa Casa foram cancelados. As atuações presenciais adiadas e o grande concerto de final de ano letivo saltaram para uma nova forma de comunicar, o digital. O mundo mudou e a Orquestra Geração também.

“Foi tudo muito rápido. Parece que de um dia para o outro, tivemos de nos adaptar a uma nova realidade. Passámos a fazer tudo através de um ecrã”, relata Amanda, uma das principais, contrabaixo da orquestra.

A escola que antes era um espaço de lazer e de aprendizagem deu lugar ao vazio, mas, no sentido inverso, as casas destes jovens que durante o dia estavam entregues aos raios de luz, que trespassavam as janelas, são agora grandiosas salas de músicas, onde os acordes de violoncelos, contrabaixos, violinos e outros instrumentos, alegram serões e trazem a esperança a prédios inteiros.

“Não estava habituado a ensaiar em casa. Foi engraçado porque os meus pais só tinham tido a oportunidade de me ver a tocar ao vivo e nunca tinham assistido aos ensaios e desde que viemos para casa que eles [pais] e os vizinhos têm ouvido os meus ensaios e gostam muito”, conta Alan, um dos três irmãos de contrabaixista Amanda, frisando que “o mais difícil ainda foi conciliar a escola com os ensaios, mas como somos três irmãos e todos tocamos na orquestra, conseguimos ajudar-nos mutuamente”.

Sentindo que a escola não poderia ficar para trás e que muitos dos integrantes da Orquestra Geração Santa Casa não tinham meios digitais para acompanhar nem as aulas nem os ensaios, a Misericórdia de Lisboa decidiu atribuir tablets a 23 jovens músicos com acesso à internet, para que pudessem continuar a sua aprendizagem musical e escolar.

A rotina destes jovens, agora, é outra, mas nem a pandemia evitou que o tão desejado concerto de final de ano da Orquestra Geração se realizasse. Foi no passado dia 12 de julho, que os jovens músicos, de instrumentos em punho se fizeram sentir, um pouco por toda a cidade, no aconchego das suas casas.

“O início do concerto foi complicado. Não acertava com as notas, os tempos de entrada estavam péssimos, mas nós somos a Orquestra Geração e sempre conseguimos atuar. Desta vez não foi diferente”, afirmou sorridente o pequeno Omar, de apenas 12, que juntamente como seu irmão Mustaphá, de 7 anos, são os benjamins da orquestra.

Depois de uma vida marcada por vários episódios difíceis que forçaram o abandono da sua terra natal, Cabo Verde, em busca de uma vida melhor em Portugal, estes irmãos e jovens músicos conseguiram encontrar na Orquestra Geração Santa Casa uma família, amigos, paz e motivação para prosperarem tanto nos estudos como na música.

“Eles, desde que entraram para a orquestra, não se perdem no que não interessa. Sabem que esta é uma oportunidade de terem um rumo na vida e depois do que já passaram estão gratos pela Santa Casa e a Orquestra Geração lhes darem esta oportunidade”, conta Eliana, mãe de Omar e Mustaphá.

Com o poder de transformar vidas, a música assume um papel de extremo relevo na vida destes jovens. Na Orquestra Geração Santa Casa encontraram uma vocação adormecida, mas acima de tudo, um grupo de pessoas que se preocupa, porque verdadeiramente o que os une a todos é a música.

Orquestra Geração, um projeto social aberto a todos

O projeto Orquestra Geração nasceu em 1975, na Venezuela, com o intuito de recruta jovens músicos em bairros e lugares onde é mais difícil chegar a arte.

Há mais de 38 anos integra nos seus agrupamentos (mais de 200 orquestras juvenis locais) crianças e jovens provenientes de bairros problemáticos, com problemas de insucesso e abandono escolar, e com dificuldades de integração social. Orquestra Geração já foi, por duas vezes, considerado um dos melhores projetos de intervenção social da União Europeia.

A primeira Orquestra Geração em Portugal surge em 2007/2008, na Escola Básica Miguel Torga, no bairro Casal da Boba, na Amadora, e é no ano de 2017 que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa decide abraçar este projeto artístico e de inclusão social, constituindo a Orquestra Geração Santa Casa destinada a crianças e jovens a cargo da instituição.

Para o efeito foi criado um protocolo de colaboração com o Projeto Orquestra Geração Sistema Portugal, que tem como essência o trabalho social realizado através da música, nomeadamente da prática de orquestra de conjunto.

O sucesso tem sido evidente. A Orquestra Geração Santa Casa, ao longo dos anos, já teve a oportunidade de atuar em sítios marcantes para a história de Lisboa, como a Igreja de São Roque e algumas salas de espetáculos, como a mítica casa de ópera da cidade, o Teatro São Carlos.

Prémios Marketeer: Euromilhões vence na categoria “Jogos da Sorte”

Já são conhecidos os grandes vencedores dos Prémios Marketeer 2020, que, segundo a organização, pretendem reconhecer aqueles que “fazem a diferença nas marcas em Portugal”. Os galardões foram entregues esta quinta-feira, 16 de julho, n’ O Clube – Monsanto Secret Spot, em Lisboa.

A cerimónia de entrega destes galardões teve início pelas 19h00 e foi transmitida em direto no portal Sapo e nos meios on-line da Marketeer.

Nesta 12ª edição, o “jogo mais excêntrico do país” mereceu novamente a preferência dos leitores da Marketeer, sagrando-se vencedor, pelo quarto ano consecutivo, na categoria “Jogos da Sorte”.

Depois de agradecer aos leitores da Marketeer pela sua preferência, João Gonçalves, diretor da Unidade de Apostas Desportivas do Departamento de Jogos, sublinhou que este prémio é um “reconhecimento” pelo trabalho realizado, ao longo dos anos, em prol das boas causas e daquilo que os jogos sociais do Estado representam para a sociedade portuguesa.

No total, foram 34 as categorias que contaram com a ajuda dos leitores para encontrar os respetivos vencedores, sendo que a lista de nomeados resulta de um cruzamento de avaliações por parte da redação e do Conselho Editorial da Marketeer.

Além do trabalho desenvolvido pelas marcas, os Prémios Marketeer pretendem reconhecer também as melhores agências de Comunicação, de Meios e de Branding e Publicidade. Juntam-se ainda três prémios de atribuição direta.

“Agora já posso ver a minha família”. #DarVoz quer combater isolamento em tempos de pandemia

Aos 88 anos, Fernanda Barbosa teve o seu primeiro smartphone. O presente chegou pelas mãos da Santa Casa, através do projeto #DarVoz, iniciativa levada a cabo pela Misericórdia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, BCG, Mercedes Benz e NOS.

Fernanda tricotava enquanto esperava pela visita da equipa da Santa Casa. Além do tricô também faz malha. Este amor pelos tecidos é muito mais do que um passatempo. É manter aceso o amor pela profissão de modista que exerceu durante anos a fio.

“Tome este presentinho, doutora. É para guardar o terço”. Fernanda tinha preparada “uma lembrança” para a responsável pela Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Santa Casa, Etelvina Ferreira. Um pequeno saco de cores verde e branco tricotado por si. Fernanda usa a arte para agradecer, mas também para proteger os outros. Durante o período de confinamento, por iniciativa própria, dedicou-se a fazer máscaras para todos os colaboradores da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Descobertas.

Sente saudades de todos aqueles com quem conviveu diariamente na UDIP Descobertas. Agora, com o smartphone, será mais fácil encurtar distâncias. Amanhã, Fernanda irá receber a visita da animadora Isabel Botelho, que vai explicar à utente como aproveitar o novo telemóvel para estar em contacto com o mundo. É necessário ensinar estas tecnologias, até porque vão começar a dar aulas por videochamada a utentes que disponham de smartphones. É necessário, por vezes, deixar as agulhas do tricô de lado e manter o corpo ativo, com o exercício físico recomendado pelas técnicas de animação.

Tudo fica mais fácil com o novo telemóvel que já permite ver quem está do outro lado da linha. A primeira chamada foi para a nora Margarida. As duas trocaram sorrisos durante longos minutos. “Todos os dias, várias vezes, vamos falar por aqui. Esta noite já lhe vou ligar”, ouve-se do outro lado da linha. Fernanda fica animada com a promessa de, a partir de agora, poder ver diariamente a família que está no Algarve: “Agora é que vai ser. Vou ter netos e bisnetos a ligar”.

É aqui que o projeto #DarVoz cumpre a sua principal missão: aproximar as pessoas em isolamento dos familiares e amigos, independentemente de terem ou não capacidade económica para o fazer. Fernanda é apenas uma de 31 utentes da Santa Casa que receberam smartphones, através deste projeto. Numa primeira fase, foram entregues 61 telemóveis à Misericórdia de Lisboa, divididos por Centros de Dia (20), Serviços de Apoio Domiciliário (10) e utentes (31).

Fernanda tinha um telemóvel “dos antigos que só dava para ouvir”. “Às vezes estou a falar com pessoas a quem só conheço a voz”, conta. Isso acontece com a responsável pela equipa de apoio psicológico, a quem só conhece a voz. Agora, quer aproveitar o telemóvel para ver a cara dessa “senhora simpática” que, no outro dia, durante uma chamada, “até meteu Andrea Bocelli a cantar” no rádio para animar a utente. Mas é raro andar triste, sobretudo agora com um telemóvel que lhe permite estar mais perto da família: “Tristezas não pagam dívidas. Enquanto estiver satisfeita, vou continuar a rir”.

 

O mundo que cabe num ecrã

Uma lupa ampara as dificuldades de visão de Adriano Monteiro, 53 anos. Os óculos já não servem para ler as letras miúdas que surgem no telemóvel. O ecrã partido do telemóvel antigo também não ajuda na hora de ler as mensagens.

O smartphone oferecido pela Santa Casa vem resolver esse e outros problemas. Agora, vai aproveitar a “máquina” para se distrair, para ocupar os dias, que, normalmente, passa sozinho. Já tem em mente algumas coisas que vai fazer com o smartphone: ler mais, fazer videochamadas e até ver vídeos no youtube. “Bem sei que estes telemóveis têm o mundo e que dá para fazer muita coisa”, constata. À assistente social, Susana Francisco, da UDIP de Marvila, deixa a promessa: “Logo ligo-lhe por videochamada. Pode ser, doutora?”.

Uma prateleira preenchida com dvd’s serve de apoio à sua companhia diária: a televisão. Tem uma secção com filmes infantis para entreter os cinco netos, quando o visitam. São as fotos deles e dos sete filhos que forram as paredes da entrada da casa. Os contactos com eles são quase diários. Agora, com o novo telemóvel, fica mais fácil ver, por exemplo, a filha que está na Suíça: “Agora, já os posso ver. Nunca usei whatsapp porque este telemóvel (o antigo) não serve para nada, mas sei como funciona”, conta.

A entrega do smartphone a Adriano é feita com o intuito de incentivar o utente a distrair-se. É raro sair à rua, sobretudo nesta altura de pandemia. “Às vezes vêm amigos aqui à porta: ‘Ó Adriano, anda daí’, mas nunca vou. Quando quero falar com alguém pego no telemóvel e ligo para essa pessoa. Agora com este telemóvel até posso vê-los”, constata.

“O Projeto #DarVoz pretende apoiar utentes da Santa Casa em situação de isolamento, que tenham capacidade para trabalhar com estes equipamentos. A ideia é que este smartphone faça alguma diferença na vida destas pessoas, seja mantê-los ocupados e distraídos, seja dotá-los de capacidades tecnológicas e digitais”, explica Filipa Neves, da Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Santa Casa.

O repto é também lançado à sociedade civil em geral. Quem tiver smartphones ou tablets em boas condições pode doar a um dos postos sinalizados e colocar o seu telefone ou tablet antigo à disposição de pessoas que vivem isoladas.

O mercado de emprego em tempos de pandemia. Desafios, oportunidades e a resposta da Santa Casa

A inclusão no mercado de emprego, oportunidades de trabalho e os desafios colocados pela pandemia a profissionais e empregadores. Foi para debater tudo isto que o jornal Público promoveu, esta manhã, um webinar dedicado ao tema “O mercado de emprego em tempos de pandemia”, que contou com a presença de um grupo de parceiros da iniciativa PSuperior, do jornal Público, destinada a promover a literacia mediática nos estudantes universitários, e à qual a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se associou.

Tal como anunciou o diretor do jornal Público, Manuel Carvalho, os estudantes-alvo deste webinar são “todos os alunos finalistas de uma série de cursos de todas as universidades públicas e algumas privadas do país”, até porque um dos objetivos deste fórum é “aproximar as empresas parceiras do PSuperior dos estudantes”.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, marcou presença na sessão para dar conta do trabalho desenvolvido pela instituição em tempos de pandemia, mas também do que está a ser pensado para o futuro.

A Santa Casa tem em curso uma iniciativa que vai dedicar-se, exclusivamente, a colocar pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Entendemos que para estas pessoas não chega o seu esforço individual. É preciso que haja aqui um suporte. Estamos a preparar-nos para lançar uma iniciativa de grande fôlego nesse domínio”, revela o provedor.

Edmundo Martinho recorreu a dados para dar nota que Portugal é dos países onde a empregabilidade de pessoas com deficiência é mais baixa. Também por isso a Santa Casa está a colocar de pé esta iniciativa, pensada para ajudar, apoiar e suportar pessoas com deficiência na construção de carreiras profissionais estáveis, “adequadas às capacidades que têm, mas que saia dos limites habituais do emprego assistencial e do emprego protegido”.

O provedor aproveitou o webinar para relembrar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Misericórdia de Lisboa desde o início da pandemia, uma vez que a Covid-19 levou a “um aumento muito significativo das situações de fragilidade” na cidade de Lisboa, com mais pessoas a solicitarem o apoio dos diferentes serviços prestados pela Santa Casa.

“As fragilidades que existiam adquiriram uma dimensão no seu dramatismo. Para nós está a ser um tempo de mobilização, sem precedentes, de recursos humanos, materiais e financeiros para poder dar resposta às inúmeras solicitações que nos chegam. É a questão que nos mobiliza diariamente: perceber aquilo que está acontecer na cidade, mas sobretudo aquilo que pode vir, de modo a que possamos preparar e antecipar algumas questões”, considera Edmundo Martinho, reforçando que a instituição “tem conseguido dar resposta às solicitações”.

Recorde-se que a Santa Casa é parceira do PSuperior desde abril de 2020. Considerando que o jornalismo é um dos bastiões das sociedades democráticas, a Misericórdia de Lisboa financiou mil assinaturas digitais do jornal Público.

Longevidade: que futuro?

“Precisamos de entender de que forma é que a longevidade impacta as nossas vidas e perceber o que exige no que diz respeito às respostas públicas e responsabilidade do Estado”. Foi desta forma que o provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, identificou o propósito do “Workshop de Políticas Públicas na Longevidade”, naquele que foi o primeiro dia do evento que decorre até 15 de julho, na Sala de Extrações da Santa Casa.

Devido à experiência dos mais de 20 profissionais envolvidos, o workshop representa um momento privilegiado para reunir informações que possam ser uma mais-valia para uma estratégia nacional de longevidade. Para Edmundo Martinho, o desafio de desenhar alguns apoios para esta estratégia fica mais fácil com o contributo de “painéis de riquíssimos” que, presencialmente ou por videoconferência, vão participar nesta “maratona de três dias”.

“Desafiámos um conjunto de personalidades e instituições que acederam de forma excecional a este pedido e que, ao longo destes dias, vão ajudar-nos a olhar para esta questão da longevidade, de vários pontos de vista”, considera o provedor, realçando que há, “obviamente, muito a fazer” no domínio desta matéria.

Olhar para o futuro da longevidade e reunir esforços para dar respostas às necessidades, fica mais fácil. “Não me recordo de termos reunido, nos últimos anos, um painel tão rico. Assim podemos ativar um contributo para que Portugal possa dispor de uma estratégia para a longevidade, que se aplique a todos os domínios da governação e das políticas públicas. É uma coisa que precisamos muito. Estamos perante um projeto fortemente inovador e que pode ser transformador”, considera Edmundo Martinho.

 

Um bom exemplo chamado Radar

Para Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, não é preciso realçar quão atual é o tema da longevidade. Basta pensar na profunda transformação social que temos tido nas últimas décadas e no impacto da Covid-19 na população mais idosa.

Foi através de videoconferência que Ana Mendes Godinho agradeceu o facto de a Santa Casa responder a este desafio. A representante do Governo começou por dar conta da felicidade que sente por ver uma equipa a trabalhar em prol da longevidade: “Temos aqui uma boa equipa com contributos e histórias diferentes que nos podem ajudar a trabalhar estas dimensões, para que possamos ver a longevidade de outro ponto de vista. Desejo bom trabalho e boas conclusões”, destaca.

“Temos de ter em conta a transversalidade da longevidade nas várias dimensões da vida pública. Temos olhado para a longevidade do ponto de vista da saúde, do ponto de vista de proteção, e menos vocacionado para esta lógica da autonomia e da necessidade das pessoas se sentirem ativas”, considera.

É aqui que o Radar se torna referência. Ana Mendes Godinho pretende estender o projeto lançado, em fevereiro de 2019, pela Santa Casa a todo o país, graças aos bons resultados obtidos na cidade de Lisboa. Para isso está a ser pensada a “contratação de três mil técnicos para o arranque do programa a nível nacional”, avançou a ministra. “Era importante que esse arranque fosse feito com um conjunto de necessidades para que sejam implementadas no terreno. É necessário sinalizar as pessoas idosas, mas perceber que instrumentos de suporte podem ser garantidos”, reforçou.

Até dia 15 de julho, os profissionais da área vão continuar a debater a longevidade e respetivos desafios, em diferentes sessões que podem ser acompanhadas via streaming, no canal de Youtube da Misericórdia de Lisboa. Os resultados do “Workshop Políticas Públicas na Longevidade” devem ser conhecidos em outubro, seguindo-se uma reunião com a ministra do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social para discutir as conclusões do grupo de trabalho.

O “Workshop Políticas Públicas na Longevidade” foi destaque no Correio da Manhã desta quinta-feira, 17 de julho.

Bolsa de Entrevistadores. Um “veículo” para a integração de jovens na sociedade

Participar num projeto pioneiro e dotar os participantes de ferramentas importantes para que possam integrar o mercado de trabalho. É a promessa da Santa Casa a 31 jovens da Unidade de Apoio à Autonomização (UAA), que vão usufruir da Bolsa de Entrevistadores, uma iniciativa da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa.

Este projeto visa ajudar à integração dos jovens na sociedade e, ao mesmo tempo, responder a uma necessidade da Santa Casa, relacionada com a realização de estudos internos ou externos, que impliquem entrevistas presenciais. Os estudos serão feitos nos grandes centros urbanos do país, em eventos apoiados pela Santa casa, nas mais diversas áreas. Todos os entrevistadores vão passar por um período de formação, com início previsto para setembro, de modo a adquirirem competências que permitam realizar as entrevistas de forma correta.

“É um projeto inclusivo e pioneiro, uma oportunidade para os nossos jovens. Este projeto iniciou-se há cerca de oito meses. Se temos um conjunto de jovens dentro da Santa Casa que nos podem ajudar a concretizar os estudos, através do seu papel como entrevistadores, porque não contar com eles?”, considera Pedro Trindade, diretor de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa.

Aproximar os jovens do mercado de trabalho

Gonçalo Vilhena, 18 anos, é um dos jovens que vai usufruir da Bolsa de Entrevistadores. Vê qualquer projeto da Santa Casa como “uma ajuda”. Tenta participar ao máximo nos eventos organizados pela instituição, mas admite que muita dessa proatividade deve-se à profissão que pretende vir a exercer: “quero ser educador de casas de acolhimento e isso envolve uma relação com pessoas. Sempre gostei de falar muito e de lidar com pessoas e, por isso, acho que este projeto é a minha cara”, revela.

Tal como Gonçalo, Catarina é presença assídua nas atividades organizadas pela Santa Casa. Perdeu a conta ao número de eventos que participou enquanto voluntária. Aos 24 anos, faz parte dos Apartamentos de Autonomia e ajuda na Orquestra Geração. “Quero aprender a fazer entrevistas, porque isso dá-nos alguns benefícios a nível profissional. Estou a tirar animação sociocultural e este projeto da Bolsa ajuda-me no currículo. Também é uma mais-valia ser remunerada, sobretudo em tempos de Covid-19”, conta a jovem, na esperança de que a Bolsa de Entrevistadores lhe proporcione ir a alguns eventos: “gosto muito de festivais de música. Aí posso juntar duas coisas de que gosto: o contacto com as pessoas e a música.”

A Bolsa de Entrevistadores permite uma aproximação ao mercado de trabalho e algum retorno financeiro aos jovens evolvidos. Através desta “pequena empresa” criada pela Bolsa de Entrevistadores, pretende-se dotar os participantes de skills que possam usar a nível profissional.

Esta é, sem dúvida, “uma mais-valia para os jovens e para a Santa Casa”, destaca Pedro Trindade.

Santa Casa distinguida pela Human Resources

Já são conhecidos os grandes vencedores dos Prémios Human Resources 2020, que distinguem as “Empresas Mais” e os melhores profissionais em Gestão de Pessoas. Os galardões foram entregues esta quinta-feira, 9 de julho, n’ O Clube – Monsanto Secret Spot, em Lisboa.

A apresentação da entrega de prémios foi transmitida em direto no portal Sapo e nos meios on-line da Human Resources. No total, foram 29 as distinções atribuídas, 26 a empresas e três prémios individuais.

Depois de ter sido nomeada para quatro das 26 categorias existentes na edição de 2020: Gestão de Seniores; Envelhecimento Ativo e preparação para a reforma; Responsabilidade Social e Empresa Pública e SPE, a Santa Casa Misericórdia de Lisboa foi escolhida pelos leitores da Human Resources como a empresa/organização pública e/ou do setor público estatal com melhor performance ao nível da Gestão de Pessoas.

Já em 2019, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tinha sido distinguida como a melhor organização pública.

Recorde-se que a lista dos finalistas dos Prémios Human Resources 2020 foi apurada, para cada categoria, pelo Conselho Editorial da revista Human Resources e pela redação, tendo os vencedores sido escolhidos exclusivamente pelo público, com duas exceções: as categorias de Prestação de Serviços foram também votadas pelo painel de especialistas do Barómetro Human Resources e o prémio “Personalidade do Ano” é atribuído pela redação.

A reabilitação urbana tem causas sociais

A VII Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa arrancou no passado dia 7 de julho, num palco exclusivamente virtual – depois de ter sido adiada em abril, devido à pandemia da Covid-19. O evento vai decorre até 9 de julho. O programa da edição deste ano conta com sessões plenárias, apresentações de empresas e serviços, formação e máxima interação com os expositores, para um debate focado na reabilitação, regeneração e reutilização na cidade de Lisboa.

Na conferência “Inovação social na cidade – Um desafio ainda mais presente em tempos de crise”, realizada esta quarta-feira, 8 de julho, esteve em destaque o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, enquanto promotora da reabilitação urbana, e o contributo da instituição para uma sociedade mais equilibrada. As diversas iniciativas de empreendedorismo social da Casa do Impacto também estiveram em evidência nesta conferência.

Património; Semana da Reabilitação Urbana

Preservar, valorizar e rentabilizar o património da Santa Casa

Helena Lucas, diretora do Departamento de Gestão Imobiliária e Património (DGIP) da Santa Casa, sublinhou que em tempos de crise “o objetivo da Misericórdia de Lisboa continua a ser o mesmo: intervir em todo o património, uma vez que é um dever intemporal desta instituição cuidar do seu património”.

“Este trabalho tem sido desenvolvido com grande responsabilidade, e com o compromisso de o preservar, valorizar e rentabilizar, com a finalidade de criar respostas sociais e gerar receitas que possam reverter para as causas apoiadas e para a atividade desenvolvida pela instituição, designadamente nas áreas da ação social, da saúde, da educação e da cultura”, acrescentou ainda.

Na sua intervenção, apresentou dois filmes de projetos que são um exemplo de como o passado se cruza e convive com o presente e com o futuro: o Convento de São Pedro de Alcântara que soube receber a Casa do Impacto e os 11 pavilhões que se preparam para receber o projeto “Lisboa Social”. Ambos constituem património de épocas diferentes e foram, ou ainda vão ser, como é o caso do projeto “Lisboa Social”, alvo de intervenções distintas que visam a adaptação e a transformação dos mesmos em respostas de impacto social e inovação.

No debate “O empreendedorismo social e a comunidade Business Angel”, moderado Sofia Alçada, diretora do Impulso Positivo, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, começou por explicar o propósito deste ecossistema da Santa Casa. “A Casa do Impacto é uma plataforma de inovação e de empreendedorismo social, dinamizadora de uma série de ações no domínio do empreendedorismo, destinada a apoiar projetos de responsabilidade e impacto social”.

Inês Sequeira considera que, em tempo de pandemia, a Misericórdia de Lisboa “ganha ainda mais destaque e mais responsabilidade. A inovação e as novas respostas serão cada vez mais importantes numa organização como a Santa Casa”, sublinhando que, nesta altura, a instituição tem um papel ainda mais relevante, sobretudo na resposta aos problemas sociais.

ENTREVISTA DO PROVEDOR AO PÚBLICO | “É NECESSÁRIO REPENSAR E ENQUADRAR A GESTÃO DO PATRIMÓNIO DA SCML”

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas