logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Lar da Misericórdia de Oleiros recebe apoio do Fundo Rainha Dona Leonor

Inaugurado no passado dia 12 de março, o edifício do lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Oleiros foi alvo de obras de requalificação. Estas obras foram financiadas pelo Fundo Rainha D. Leonor, no valor de 283 mil euros.

O projeto de requalificação contempla não só o próprio edifício, mas também o espaço exterior envolvente, pertencente também à Santa Casa da Misericórdia de Oleiros. O aproveitamento de um espaço devoluto permitiu a criação de onze novos quartos, no primeiro andar, para vinte utentes e a criação de espaços e serviços para apoio do lar no rés-do-chão.

Além de uma zona de convívio, ajardinada, onde jovens, idosos e população em geral poderão conviver, existirão também pistas de minigolfe, bowling e jogo de damas a uma escala urbana, com o intuito de cativar os jovens a interagirem com o público mais idoso.

Obtém-se assim, naturalmente, o desejado exercício físico (promovendo o envelhecimento ativo), o convívio intergeracional e a construção de um polo de atração para reforçar o número de visitas de familiares de várias gerações.

As obras de requalificação resolveram, também, o problema da definição dos espaços de circulação e estacionamento, onde se inclui uma zona para paragem de autocarros e a criação de estacionamentos que apoiam a Escola Secundária Padre António de Andrade e a estrutura residencial para idosos.

Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o País, no princípio da autonomia cooperante.

COVID-19 | Medidas da Santa Casa

Tendo como pressuposto essencial que a prioridade, nesta fase difícil para todos, tem de ser a manutenção de todas as funções críticas e essenciais da SCML no apoio aos mais desprotegidos bem como a salvaguarda da segurança dos seus utentes, colaboradores e respetivas famílias.

De entre as medidas implementadas salientam-se:

  • Encerramento dos serviços com contacto com o público que não sejam essenciais para a missão da SCML no momento presente;
  • Redução dos serviços de atendimento ao público ao nível de resposta mínima e essencial, privilegiando-se a marcação prévia sempre que possível;
  • Encerramento dos serviços de resposta a crianças e jovens, com exceção das crianças e jovens em risco com medida de promoção e proteção;
  • Suspensão das visitas aos lares de idosos e aos estabelecimentos de cuidados continuados, sem exceção;
  • Encerramento dos centros de dia, assegurando-se, em casos de reconhecida necessidade, manutenção da resposta através de apoio domiciliário;
  • Desmarcação, sempre que possível, de atendimentos a utentes agendados (com posterior remarcação), privilegiando-se neste contexto o contacto/atendimento telefónico;
  • Desmarcação dos atos médicos, cirurgias e fisioterapia que não sejam urgentes, procedendo-se à remarcação logo que possível;
  • Suspensão de todas as atividades culturais anteriormente agendadas e encerramento do Museu de São Roque e Sala de Leitura da Biblioteca;
  • Encerramento da Casa do Impacto;
  • Reforço do Contact Center para prestar apoio e esclarecer os utentes e também os colaboradores.

 

Neste momento tão exigente, contamos com a compreensão e solidariedade de todos, garantindo que tudo estamos a fazer para que a SCML mantenha a resposta aos utentes que necessitam de todos nós.

Mais informações:

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS DA AÇÃO SOCIAL
HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS DA SAÚDE

ESSA participa no Salão do Estudante no Brasil

Entre os dias 7 e 11 de março, nas cidades brasileiras, de São Paulo e Rio de Janeiro, mais de 300 instituições mundiais de ensino superior, onde se contam algumas nacionais, participam nesta feira que é reconhecida internacionalmente, como o maior certame do género na América Latina.

Nos últimos anos, Portugal tem vindo a conhecer um crescimento exponencial no número de estudantes brasileiros que escolhem o nosso país para prosseguir os estudos de 1.º e 2.º ciclo e com esta participação, a ESSA, pretende reforçar o seu papel de instituição de ensino superior de excelência no ensino em Portugal, e captar alguns destes estudantes para as suas áreas de ensino, a Fisioterapia, a Terapia da Fala e a Terapia Ocupacional.

Fruto deste investimento e desta aposta, delineada pela primeira vez há três anos na estratégia de internacionalização, foi possível contar com a inscrição de onze alunos brasileiros para o ano letivo 2019/2020.

A ESSA  é um estabelecimento de ensino superior particular, pioneiro em Portugal na formação de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala, sendo desde a sua constituição a escola de referência neste domínio.

A escola possui protocolos de cooperação com universidades e politécnicos, públicas e privadas, garantindo aos seus alunos o apoio complementar a nível docente e de recursos laboratoriais e bibliográficos.

Para além dos protocolos, a escola possui Carta Universitária Erasmus+ e, nesse âmbito, detém parcerias com os países de referência nas suas áreas de ensino, nomeadamente, com 44 universidades congêneres de 14 países europeus, e de outros continentes, o que lhe permite efetuar mobilidade em regime Outgoing Incoming de alunos e docentes.

No sentido de proporcionar uma adequada ligação aos campos de exercício profissional, para além da forte ligação ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e de outros serviços de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a ESSA possui ainda protocolos com mais de uma centena de instituições de saúde e educação garantindo aos seus alunos a oferta de uma vasta experiência prática.

COVID-19 | Plano de Contingência da Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa deve estar em alerta máximo caso venha a existir algum caso de COVID-19 na sua esfera de intervenção.

É necessário prevenir e minimizar uma eventual contagiosidade, através de uma comunicação adequada e da adoção de medidas de higiene pessoal e das instalações.

Neste contexto, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está a desenvolver ações de divulgação junto dos colaboradores, no sentido de preparar todos os intervenientes para uma atuação concertada, planeada e calendarizada, sempre cumprindo as orientações e as recomendações da Direção Geral de Saúde.

Foi ainda desenvolvido, também em conformidade com as orientações da Direção Geral de Saúde, o Plano de Contingência da SCML para o COVID-19, que damos a conhecer.

COVID-19 – PLANO CONTINGÊNCIA SCML

 

ANEXOS

ANEXO 6 – Lista de verificação de actuação para crianças e jovens

ANEXO 7 – Lista de verificação de actuação para Creches e Jardins de Infância

ANEXO 8 – Lista de verificação de actuação para Centros de Dia

ANEXOS 9 e 10 – Lista de verificação de actuação para Unidade de Emergência

ANEXO 11 – Lista de verificação de actuação para Atendimento Social

ANEXO 12 – Lista de verificação de actuação para Serviços Administrativos

ANEXOS 13 e 14 – Lista de verificação de actuação para DIIPV

ANEXO 15 – Lista de verificação de actuação para ERPIS

ANEXO 16 – Controlo ambiental

ANEXO 17 – Higienização das mãos

ANEXO 18 – Etiqueta respiratória 

ANEXO 19 – Questionário em caso de chamada via nº de emergência SCML

ANEXO 20 – Instruções gerais

ANEXO 21 – DGS Norma 004/2020 Abordagem do doente com suspeita ou infeção por SARS-COV-2

Um encontro com os surfistas das ondas gigantes

Sem medo de entrar num mar desconhecido, estes miúdos quiseram saber tudo sobre os desafios de enfrentar as ondas gigantes da Nazaré.

Não é todos os dias que os jovens das Casas de Acolhimento e os filhos dos colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se reúnem com surfistas nacionais e internacionais, alguns deles bem conhecidos. A oportunidade resulta do patrocínio dos Jogos Santa Casa ao Nazaré Tow Surfing Challenge.

O encontro que aconteceu no passado sábado, 29 de fevereiro, permitiu que estrelas do surf e jovens da Santa Casa se conhecessem e partilhassem experiências.

A experiência foi idêntica a uma ida ao mar, primeiro estranha-se a temperatura da água e depois de entrarmos, já não queremos sair. Foi o que aconteceu com estes jovens: primeiro estavam um pouco envergonhados, depois sentiram-se como peixes dentro de água. A curiosidade foi mais forte e quiseram saber tudo sobre os desafios de enfrentar as ondas gigantes.

Como começaram a surfar? O que os leva a desafiar as ondas gigantes da Nazaré? O que é preciso para ser um surfista de ondas gigantes? Têm medo? O que fazem para vencer o medo? Foram algumas das questões lançadas pelos jovens.

Alguns disseram que não seriam capazes de tal feito. As ondas gigantes metem-lhes medo, mas até gostavam de surfar. Frederico Vieira, de 18 anos, acha que surfar “deve ser muito cansativo e que os atletas devem ter medo”. Já Ricardo Cassoba, de 19 anos, diz gostar do mar e do surf, mas assume “não ser capaz de surfar” este tipo de ondas.

António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, defende que “este tipo de ações é muito importante e permite alargar os horizontes destas crianças. Temos o dever de partilhar a natureza, o oceano e as boas experiências, na esperança de que estes jovens se inspirem e procurem um espaço seu onde possam desfrutar da vida”.

Garrett McNamara, Nic von Rupp, Hugo Vau e António Silva foram alguns dos surfistas presentes que, carinhosamente, responderam a todas as questões lançadas pelos mais curiosos. No final deste encontro, os jovens foram presenteados com uma sessão especial de autógrafos.

 

Jovens Nazare - Noticias

Exposição “Dois Olhares”: O primeiro passo para a concretização de um sonho…

À entrada da exposição, um jovem de 18 anos é o centro das atenções. É ao seu redor que se concentram os visitantes no dia da inauguração da mostra “Dois Olhares”, esta quinta-feira, dia 27 de fevereiro,  à tarde, no Espaço Santa Casa. Tímido, quase que querendo escapar às perguntas, Nelson Semedo lá vai respondendo às perguntas, explicando o porquê de cada fotografia, o momento em que os retratados foram captados pelo seu olhar através de uma câmara fotográfica, o que se passava para lá do milésimo de segundo em que tocou no botão.

“Dois Olhares” é uma exposição única e inédita na instituição. Nos dois pisos do Espaço Santa Casa, no Campo de Santa Clara, dezenas de fotografias alinham-se nas paredes, retratando momentos ocorridos no Festival Meo Sudoeste e durante a Expedição aos Picos da Europa, no ano passado.

Entre as fotografias, dificilmente se distinguem as que foram captadas pelo fotógrafo amador, Nelson Semedo, das do profissional, João Costa, com 18 anos de profissão e fotógrafo da instituição, que integra a Direção de Comunicação e Marcass. A diferença evidente para o olhar dos leigos reside no que é captado: o olhar do jovem incide nos pormenores, como a expressão de uma rapariga enquanto dança, com as rastas a balouçar ao som dos movimentos; enquanto o olhar do profissional abrange todo o cenário em que decorre a ação, numa visão mais abrangente e perfeita.

“O Nelson tem uma tendência para o retrato. Ele gosta de fotografar as pessoas”, explica João Costa, o profissional. Uma preferência que é assumida pelo jovem, que é acompanhado pela Equipa de Apoio à Família da SCML e que é, atualmente, estagiário na no Núcleo de Audiovisuais, da Direção de Comunicação. Fotógrafo-estagiário, claro está!

Mas como tudo começou? Desde logo, podemos identificar três momentos. Um primeiro, há cerca de 10 anos, quando Nelson, ainda menino, começou a tirar fotografias aos gatos (e também a filmar). “Foi aí que a paixão foi crescendo”, confessa, ao mesmo tempo que refere que está a terminar o curso de Audiovisuais na Casa Pia.

Desde essa altura e “saltando” para o ano de 2019, um novo momento determinante: a viagem no âmbito do Prémio de Mérito aos Picos da Europa, o trabalho de voluntário no Festival Meo Sudoeste e algumas outras iniciativas da Misericórdia de Lisboa, nas quais o jovem esteve presente… Sempre, de câmara fotográfica na mão!

Estes episódios culminam num terceiro momento, quando a qualidade das fotografias do jovem e o empenho demonstrado por Nelson levaram António Santinha, Diretor da Direção de Infância, Juventude e Família, a ter a ideia de expor o trabalho numa mostra, na qual os dois olhares – o do profissional João Costa e o do amador Nelson Semedo – coexistissem lado a lado.

Questionados sobre o que a exposição lhe suscita em termos de sentimentos, as respostas não poderiam ser mais diferentes. Para o jovem é a concretização de “um sonho” que nunca imaginou poder concretizar-se; para o profissional da nossa instituição é o desejo de que as fotografias “contem uma história”. Afinal, “este é o dia do Nelson”, sublinha João Costa, fugindo ao papel de protagonista e explicando que o seu trabalho na mostra é ” um complemento”.

Regressando ao jovem Nelson Semedo, o futuro surge ainda como um longo caminho a percorrer. “Estou ainda a aprender no estágio”, diz. A ambição, porém, está presente, e passa por frequentar um curso de fotografia e vídeo nos Estados Unidos.

Já João Costa, tentando manter-se discreto, prefere destacar a importância desta exposição para o jovem, uma exposição que prova que “as paixões podem ser concretizadas”.

Até ao próximo dia 5 de março, a mostra fotográfica estará patente no Espaço Santa Casa. Não perca esta oportunidade única de conhecer o trabalho de dois artistas da nossa instituição e deslumbrar-se com os “dois olhares”, de dois fotógrafos tão diferentes!

Casa do Impacto tem 500 mil euros para projetos de empreendedorismo social

Criado para dinamizar todo o ecossistema de empreendedorismo social, este fundo será distribuído de forma diferente em duas vertentes. Na vertente de teste, haverá um limite de investimento de 20 mil euros para desenvolvimento de ideias que ainda não tenham sido implementadas, mas que deverão passar a projeto no prazo máximo de um ano, a contar da data da atribuição do financiamento. Já na vertente early stage, os projetos devem ter até três anos e o investimento será, no máximo, de 100 mil euros.

Numa primeira fase o fundo +PLUS será dinamizado pela instituição, prevendo-se que, futuramente, o mesmo possa ser seja aberto à participação de outros investidores e parceiros.

Os projetos serão selecionados com base no perfil dos candidatos, o caracter de inovação do projeto, a exequibilidade do modelo de negócio e os resultados e contributos previstos para a resolução do desafio social em causa. Posteriormente, será ainda avaliado o empenho e envolvimento dos candidatos na entrevista, a capacidade de integração de feedback e o cumprimento de metas estabelecidas.

Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa, salientou que “este fundo é um empenho que queremos colocar em iniciativas geradoras de novas soluções. Queremos apoiar ainda mais projetos que possam trazer um valor acrescentado não só ao nosso trabalho diário, mas também, a toda a sociedade.

“A Casa do Impacto tem vindo, ao longo do tempo, a aprofundar esta relação com o universo da inovação, com este universo do empreendedorismo, sempre sem perder de vista que o que nos move são causas de natureza social, e que só faz sentido que a Santa Casa se envolva neste tipo de processos se as soluções que vierem a ser lançadas venham acrescentar qualidade à vida das pessoas e das comunidades”, frisou o provedor.

No final do seu discurso, Edmundo Martinho, realçou ainda a necessidade de a Casa do Impacto se expandir: “Temos, de momento, um projeto em curso, a Vila do Impacto, que irá, num futuro próximo, ser um sítio de referência para o empreendedorismo social nacional”.

Também presente neste lançamento esteve a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que salientou que esta é uma medida que “prova que a Santa Casa sabe adaptar-se às exigências do presente, como tem provado ao longo dos seus 521 anos de existência”, concluindo que “é necessário que as soluções que possam vir a nascer destes apoios entrem no sistema”.

As candidaturas para o fundo +PLUS da Casa do Impacto estarão abertas entre 20 de fevereiro e 20 de junho. Podem concorrer pessoas ou empresas de qualquer parte do mundo, desde que o negócio seja implementado em território português.

Durante o evento houve ainda lugar a um painel de discussão, moderado por Nathalie Ballan, Fundadora da Sair da Casca e que contou com a participação de Inês Sequeira, diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa, António Miguel, managing partner do MAZE e Filipe Almeida, presidente da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social.

Para além do fundo apresentado esta tarde, a Casa do Impacto – que recentemente comemorou o seu primeiro ano de vida – tem vindo a desenvolver programas de apoio ao empreendedor social, como o concurso Santa Casa Challenge, que premeia a inovação digital social e o RISE for Impact, programa de aceleração para projetos em fase de validação de ideia.

Mais informações sobre o +PLUS e o regulamento de candidatura, no site da Casa do Impacto.

Santa Casa lança campanha Séculos de boas causas

Depois do cinema, damos agora a conhecer a segunda fase da campanha institucional que visita alguns dos momentos mais marcantes da instituição, desde a sua fundação – em 1498 – até aos dias de hoje, e mostra-nos como, já desde esse momento, a Misericórdia de Lisboa projetava o futuro.

Porque há mais de 520 anos que a inovação, a perseverança e a criatividade fazem parte da personalidade da instituição, a linha temporal da narrativa desta “história” faz-se através de um constante “saltitar” entre passado e presente numa clara alusão a um futuro risonho. De uma forma simbólica percorre-se meio milénio, contando alguns dos momentos mais significativos do projeto social da Misericórdia de Lisboa.

Com uma caracterização de época diferente em cada cena, o filme retrata alguns dos momentos mais marcantes da Santa Casa: desde a Roda dos Expostos, à criação da Lotaria Nacional, passando pela inauguração do Sanatório de Sant´Ana (atual Hospital Ortopédico) e pela criação do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o filme desta campanha culmina com referências a projetos mais recentes, como os Prémios Santa Casa Neurociências, o projeto RADAR, a Certificação dos jogos sociais em matéria de Jogo Responsável ou o reforço da aposta da instituição nos Cuidados Continuados.

Foram cerca de 60 técnicos e mais de 100 figurantes, entre os quais alguns colaboradores da instituição, que retrataram as diferentes situações em vários cenários: Castelo de São Jorge, Quinta da Francelha, Hospital de Sant’Ana, Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, Quinta Alegre, Igreja de São Roque e Largo da Misericórdia.

Realizado por Fred Oliveira (realizador do Porto já nomeado pelo Festival de Cannes), o filme contou ainda com Oscar Faura (responsável por grandes produções cinematográficas como “The Impossible” ou “Parque Jurássico”) como Diretor de Fotografia.

O presente e o futuro do setor da economia social em debate

O Teatro Thalia acolheu, na manhã de 18 de fevereiro, a conferência dedicada ao tema “Misericórdia no horizonte 2030 – O que vai mudar?”. Ainda neste âmbito, foi apresentado o livro “Pessoas & Causas – 48 histórias de vida”.

O “Pessoas & Causas” é o culminar de dois anos de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Diário de Notícias e a TSF. Este projeto foi desenvolvido com o objetivo de apresentar casos reais, na primeira pessoa, de quem beneficia ou beneficiou com os apoios provenientes das receitas dos jogos sociais, dando assim rosto às causas da instituição. No total, são 48 histórias de desafios diários e inspiradores que procuram promover soluções e mudanças na sociedade.

Na sessão de abertura, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, defendeu que esta iniciativa possibilita “dar visibilidade a um trabalho que é muitas vezes discreto”. Já Daniel Proença de Carvalho, presidente do grupo Global Media, considera que a parceria entre a Santa Casa, o DN e a TSF é um “exemplo de serviço público” e de “uma parceria virtuosa”.

No painel de debate “Misericórdia no horizonte 2030 – O que vai mudar?”, António Tavares, provedor da Santa Casa do Porto, Carlos Farinha Rodrigues, professor associado do ISEG, António Vieira da Silva, ex-ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, e Edmundo Martinho, consideraram que os desafios do setor da economia social, designadamente das misericórdias portuguesas, são muitos e em diferentes planos. Todos concordaram que há cada vez mais exigência nas respostas e que as instituições têm que se adaptar aos novos tempos.

A sustentabilidade financeira, o desafio demográfico e o envelhecimento da população, a renovação dos equipamentos sociais, o rendimento dos recursos humanos deste setor e a conciliação das novas tecnologias na intervenção social foram questões que animaram o debate.

Edmundo Martinho notou que “os desafios do setor da economia social devem ser observados com outra interpretação, adaptada aos novos tempos”, alertando que “não devemos ser paternalistas na nossa missão”. Já Carlos Farinha destacou “o papel das misericórdias no combate à exclusão social”, lamentando não haver forma de quantificar o impacto destas instituições na vida das pessoas.

“Há que repensar a forma de intervir destas organizações”, alertou Vieira da Silva, lembrando que é necessário “reforçar a cooperação dentro do setor”. Depois de alertar para as questões da sustentabilidade, dos rendimentos dos recursos humanos neste setor e para a necessidade de renovar os equipamentos sociais, António Tavares lançou ainda uma questão: “O que é que o Estado quer destas instituições?”.

Na intervenção de encerramento, Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, anunciou que o governo lançará em março um programa de apoio à contratação nas instituições sociais. “A economia social está junto do problema e tem uma grande pressão para o resolver”, lembrou. Muitas vezes “substitui o próprio Estado na sua função”, acrescentou. Foi perante o pressuposto de uma valorização do trabalho das instituições sociais, qualificando os seus quadros, que o anúncio foi feito. Antes, elogiou a iniciativa e defendeu o setor da economia social como motor da coesão social.

A apresentação do livro Pessoas & Causas, que decorreu no final do evento, coube a Edmundo Martinho, a Pedro Pinheiro, diretor da TSF, e a Leonidio Paulo Ferreira, subdiretor do Diário de Notícias.

GALERIA DE IMAGENS

Projeto Radar: mais responsabilidade e capacidade de transformação

O Radar iniciou a sua missão em janeiro de 2019, com a georreferenciação da população com 65 ou mais anos, residente nas 24 freguesias da cidade de Lisboa, com o objetivo de perceber em que condições o fazem, que necessidades têm e que respostas precisam para que tenham uma vida autónoma e confortável.

Os resultados finais da fase de levantamento deste projeto foram apresentados esta sexta-feira, na Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). Edmundo Martinho, provedor da instituição, começou por elogiar o trabalho de todos os parceiros envolvidos. “Nada disto teria sido possível sem esta parceria entre todas as organizações. Hoje, conhecemos melhor esta realidade e estamos melhor preparados para a enfrentar”, afirmou.

Para Edmundo Martinho, “o Radar foi um passo, mas que não nos permite parar de caminhar”. “É preciso traduzir este trabalho em respostas para esta população”, lembrando que “a nossa responsabilidade e a nossa capacidade de transformação aumentou com o projeto Radar. Temos de honrar o compromisso que celebramos com a cidade e com cada uma destas pessoas. O nosso centro tem de ser cada uma destas pessoas e cada uma destas vidas”, concluiu.

Os responsáveis pelas entidades parceiras foram unânimes: o projeto Radar é bom exemplo de trabalho de equipa, apresentou resultados no tempo previsto e vai ao encontro das necessidades das pessoas.

Dos mais de 100 mil idosos que moram em Lisboa, a maioria vive só ou acompanhada por pessoas da mesma idade. Para se conhecerem as condições em que vivem, andaram na rua, desde 7 de janeiro de 2019, milhares de “radares” para falar com cerca de 30 mil destes lisboetas. Do total da amostra, dois terços (66%) são mulheres. Em termos de faixas etárias, o maior número de pessoas inquiridas, concretamente 43%, situa-se entre os 75 e os 84 anos.

Durante cerca de um ano, foram identificados mais de 30 mil idosos (30145) que vivem sozinhos, ou acompanhados por alguém da mesma faixa etária, sendo que só três pessoas se encontravam no nível 1 de carência, o mais gravoso, e cerca de 92% encontram-se no nível 5, o menos crítico, como tal em situação não urgente.

 

Projeto Radar combate solidão e vulnerabilidade emocional

 

De acordo com os dados do Radar, 88% dos participantes confirmam ter médico de família e os restantes 12% desconhecem ou efetivamente não têm. Por outro lado, os idosos indicam ter dificuldades na higiene da casa (19%), nos cuidados de saúde (12%) e nas tarefas diárias (11%).

“Carência económica” e “sinais de isolamento” foram outras das condições manifestadas, ambas com 9%. Não obstante serem alvo de maior preocupação, as questões de “carência alimentar”, “maus tratos” e “nível de orientação” são as que apresentam valores mais reduzidos, todas com 1%. E concluiu que, desta amostra, perto de 92%, ou seja, 27 mil, não têm acompanhamento de instituições sociais.

O projeto Radar é uma vertente do Programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” e junta a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto da Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública e as juntas de freguesia e a Rede Social de Lisboa.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas