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Prémios Marketeer: Euromilhões vence na categoria “Jogos da Sorte”

Já são conhecidos os grandes vencedores dos Prémios Marketeer 2020, que, segundo a organização, pretendem reconhecer aqueles que “fazem a diferença nas marcas em Portugal”. Os galardões foram entregues esta quinta-feira, 16 de julho, n’ O Clube – Monsanto Secret Spot, em Lisboa.

A cerimónia de entrega destes galardões teve início pelas 19h00 e foi transmitida em direto no portal Sapo e nos meios on-line da Marketeer.

Nesta 12ª edição, o “jogo mais excêntrico do país” mereceu novamente a preferência dos leitores da Marketeer, sagrando-se vencedor, pelo quarto ano consecutivo, na categoria “Jogos da Sorte”.

Depois de agradecer aos leitores da Marketeer pela sua preferência, João Gonçalves, diretor da Unidade de Apostas Desportivas do Departamento de Jogos, sublinhou que este prémio é um “reconhecimento” pelo trabalho realizado, ao longo dos anos, em prol das boas causas e daquilo que os jogos sociais do Estado representam para a sociedade portuguesa.

No total, foram 34 as categorias que contaram com a ajuda dos leitores para encontrar os respetivos vencedores, sendo que a lista de nomeados resulta de um cruzamento de avaliações por parte da redação e do Conselho Editorial da Marketeer.

Além do trabalho desenvolvido pelas marcas, os Prémios Marketeer pretendem reconhecer também as melhores agências de Comunicação, de Meios e de Branding e Publicidade. Juntam-se ainda três prémios de atribuição direta.

“Agora já posso ver a minha família”. #DarVoz quer combater isolamento em tempos de pandemia

Aos 88 anos, Fernanda Barbosa teve o seu primeiro smartphone. O presente chegou pelas mãos da Santa Casa, através do projeto #DarVoz, iniciativa levada a cabo pela Misericórdia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, BCG, Mercedes Benz e NOS.

Fernanda tricotava enquanto esperava pela visita da equipa da Santa Casa. Além do tricô também faz malha. Este amor pelos tecidos é muito mais do que um passatempo. É manter aceso o amor pela profissão de modista que exerceu durante anos a fio.

“Tome este presentinho, doutora. É para guardar o terço”. Fernanda tinha preparada “uma lembrança” para a responsável pela Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Santa Casa, Etelvina Ferreira. Um pequeno saco de cores verde e branco tricotado por si. Fernanda usa a arte para agradecer, mas também para proteger os outros. Durante o período de confinamento, por iniciativa própria, dedicou-se a fazer máscaras para todos os colaboradores da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Descobertas.

Sente saudades de todos aqueles com quem conviveu diariamente na UDIP Descobertas. Agora, com o smartphone, será mais fácil encurtar distâncias. Amanhã, Fernanda irá receber a visita da animadora Isabel Botelho, que vai explicar à utente como aproveitar o novo telemóvel para estar em contacto com o mundo. É necessário ensinar estas tecnologias, até porque vão começar a dar aulas por videochamada a utentes que disponham de smartphones. É necessário, por vezes, deixar as agulhas do tricô de lado e manter o corpo ativo, com o exercício físico recomendado pelas técnicas de animação.

Tudo fica mais fácil com o novo telemóvel que já permite ver quem está do outro lado da linha. A primeira chamada foi para a nora Margarida. As duas trocaram sorrisos durante longos minutos. “Todos os dias, várias vezes, vamos falar por aqui. Esta noite já lhe vou ligar”, ouve-se do outro lado da linha. Fernanda fica animada com a promessa de, a partir de agora, poder ver diariamente a família que está no Algarve: “Agora é que vai ser. Vou ter netos e bisnetos a ligar”.

É aqui que o projeto #DarVoz cumpre a sua principal missão: aproximar as pessoas em isolamento dos familiares e amigos, independentemente de terem ou não capacidade económica para o fazer. Fernanda é apenas uma de 31 utentes da Santa Casa que receberam smartphones, através deste projeto. Numa primeira fase, foram entregues 61 telemóveis à Misericórdia de Lisboa, divididos por Centros de Dia (20), Serviços de Apoio Domiciliário (10) e utentes (31).

Fernanda tinha um telemóvel “dos antigos que só dava para ouvir”. “Às vezes estou a falar com pessoas a quem só conheço a voz”, conta. Isso acontece com a responsável pela equipa de apoio psicológico, a quem só conhece a voz. Agora, quer aproveitar o telemóvel para ver a cara dessa “senhora simpática” que, no outro dia, durante uma chamada, “até meteu Andrea Bocelli a cantar” no rádio para animar a utente. Mas é raro andar triste, sobretudo agora com um telemóvel que lhe permite estar mais perto da família: “Tristezas não pagam dívidas. Enquanto estiver satisfeita, vou continuar a rir”.

 

O mundo que cabe num ecrã

Uma lupa ampara as dificuldades de visão de Adriano Monteiro, 53 anos. Os óculos já não servem para ler as letras miúdas que surgem no telemóvel. O ecrã partido do telemóvel antigo também não ajuda na hora de ler as mensagens.

O smartphone oferecido pela Santa Casa vem resolver esse e outros problemas. Agora, vai aproveitar a “máquina” para se distrair, para ocupar os dias, que, normalmente, passa sozinho. Já tem em mente algumas coisas que vai fazer com o smartphone: ler mais, fazer videochamadas e até ver vídeos no youtube. “Bem sei que estes telemóveis têm o mundo e que dá para fazer muita coisa”, constata. À assistente social, Susana Francisco, da UDIP de Marvila, deixa a promessa: “Logo ligo-lhe por videochamada. Pode ser, doutora?”.

Uma prateleira preenchida com dvd’s serve de apoio à sua companhia diária: a televisão. Tem uma secção com filmes infantis para entreter os cinco netos, quando o visitam. São as fotos deles e dos sete filhos que forram as paredes da entrada da casa. Os contactos com eles são quase diários. Agora, com o novo telemóvel, fica mais fácil ver, por exemplo, a filha que está na Suíça: “Agora, já os posso ver. Nunca usei whatsapp porque este telemóvel (o antigo) não serve para nada, mas sei como funciona”, conta.

A entrega do smartphone a Adriano é feita com o intuito de incentivar o utente a distrair-se. É raro sair à rua, sobretudo nesta altura de pandemia. “Às vezes vêm amigos aqui à porta: ‘Ó Adriano, anda daí’, mas nunca vou. Quando quero falar com alguém pego no telemóvel e ligo para essa pessoa. Agora com este telemóvel até posso vê-los”, constata.

“O Projeto #DarVoz pretende apoiar utentes da Santa Casa em situação de isolamento, que tenham capacidade para trabalhar com estes equipamentos. A ideia é que este smartphone faça alguma diferença na vida destas pessoas, seja mantê-los ocupados e distraídos, seja dotá-los de capacidades tecnológicas e digitais”, explica Filipa Neves, da Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da Santa Casa.

O repto é também lançado à sociedade civil em geral. Quem tiver smartphones ou tablets em boas condições pode doar a um dos postos sinalizados e colocar o seu telefone ou tablet antigo à disposição de pessoas que vivem isoladas.

O mercado de emprego em tempos de pandemia. Desafios, oportunidades e a resposta da Santa Casa

A inclusão no mercado de emprego, oportunidades de trabalho e os desafios colocados pela pandemia a profissionais e empregadores. Foi para debater tudo isto que o jornal Público promoveu, esta manhã, um webinar dedicado ao tema “O mercado de emprego em tempos de pandemia”, que contou com a presença de um grupo de parceiros da iniciativa PSuperior, do jornal Público, destinada a promover a literacia mediática nos estudantes universitários, e à qual a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se associou.

Tal como anunciou o diretor do jornal Público, Manuel Carvalho, os estudantes-alvo deste webinar são “todos os alunos finalistas de uma série de cursos de todas as universidades públicas e algumas privadas do país”, até porque um dos objetivos deste fórum é “aproximar as empresas parceiras do PSuperior dos estudantes”.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, marcou presença na sessão para dar conta do trabalho desenvolvido pela instituição em tempos de pandemia, mas também do que está a ser pensado para o futuro.

A Santa Casa tem em curso uma iniciativa que vai dedicar-se, exclusivamente, a colocar pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Entendemos que para estas pessoas não chega o seu esforço individual. É preciso que haja aqui um suporte. Estamos a preparar-nos para lançar uma iniciativa de grande fôlego nesse domínio”, revela o provedor.

Edmundo Martinho recorreu a dados para dar nota que Portugal é dos países onde a empregabilidade de pessoas com deficiência é mais baixa. Também por isso a Santa Casa está a colocar de pé esta iniciativa, pensada para ajudar, apoiar e suportar pessoas com deficiência na construção de carreiras profissionais estáveis, “adequadas às capacidades que têm, mas que saia dos limites habituais do emprego assistencial e do emprego protegido”.

O provedor aproveitou o webinar para relembrar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Misericórdia de Lisboa desde o início da pandemia, uma vez que a Covid-19 levou a “um aumento muito significativo das situações de fragilidade” na cidade de Lisboa, com mais pessoas a solicitarem o apoio dos diferentes serviços prestados pela Santa Casa.

“As fragilidades que existiam adquiriram uma dimensão no seu dramatismo. Para nós está a ser um tempo de mobilização, sem precedentes, de recursos humanos, materiais e financeiros para poder dar resposta às inúmeras solicitações que nos chegam. É a questão que nos mobiliza diariamente: perceber aquilo que está acontecer na cidade, mas sobretudo aquilo que pode vir, de modo a que possamos preparar e antecipar algumas questões”, considera Edmundo Martinho, reforçando que a instituição “tem conseguido dar resposta às solicitações”.

Recorde-se que a Santa Casa é parceira do PSuperior desde abril de 2020. Considerando que o jornalismo é um dos bastiões das sociedades democráticas, a Misericórdia de Lisboa financiou mil assinaturas digitais do jornal Público.

Longevidade: que futuro?

“Precisamos de entender de que forma é que a longevidade impacta as nossas vidas e perceber o que exige no que diz respeito às respostas públicas e responsabilidade do Estado”. Foi desta forma que o provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, identificou o propósito do “Workshop de Políticas Públicas na Longevidade”, naquele que foi o primeiro dia do evento que decorre até 15 de julho, na Sala de Extrações da Santa Casa.

Devido à experiência dos mais de 20 profissionais envolvidos, o workshop representa um momento privilegiado para reunir informações que possam ser uma mais-valia para uma estratégia nacional de longevidade. Para Edmundo Martinho, o desafio de desenhar alguns apoios para esta estratégia fica mais fácil com o contributo de “painéis de riquíssimos” que, presencialmente ou por videoconferência, vão participar nesta “maratona de três dias”.

“Desafiámos um conjunto de personalidades e instituições que acederam de forma excecional a este pedido e que, ao longo destes dias, vão ajudar-nos a olhar para esta questão da longevidade, de vários pontos de vista”, considera o provedor, realçando que há, “obviamente, muito a fazer” no domínio desta matéria.

Olhar para o futuro da longevidade e reunir esforços para dar respostas às necessidades, fica mais fácil. “Não me recordo de termos reunido, nos últimos anos, um painel tão rico. Assim podemos ativar um contributo para que Portugal possa dispor de uma estratégia para a longevidade, que se aplique a todos os domínios da governação e das políticas públicas. É uma coisa que precisamos muito. Estamos perante um projeto fortemente inovador e que pode ser transformador”, considera Edmundo Martinho.

 

Um bom exemplo chamado Radar

Para Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, não é preciso realçar quão atual é o tema da longevidade. Basta pensar na profunda transformação social que temos tido nas últimas décadas e no impacto da Covid-19 na população mais idosa.

Foi através de videoconferência que Ana Mendes Godinho agradeceu o facto de a Santa Casa responder a este desafio. A representante do Governo começou por dar conta da felicidade que sente por ver uma equipa a trabalhar em prol da longevidade: “Temos aqui uma boa equipa com contributos e histórias diferentes que nos podem ajudar a trabalhar estas dimensões, para que possamos ver a longevidade de outro ponto de vista. Desejo bom trabalho e boas conclusões”, destaca.

“Temos de ter em conta a transversalidade da longevidade nas várias dimensões da vida pública. Temos olhado para a longevidade do ponto de vista da saúde, do ponto de vista de proteção, e menos vocacionado para esta lógica da autonomia e da necessidade das pessoas se sentirem ativas”, considera.

É aqui que o Radar se torna referência. Ana Mendes Godinho pretende estender o projeto lançado, em fevereiro de 2019, pela Santa Casa a todo o país, graças aos bons resultados obtidos na cidade de Lisboa. Para isso está a ser pensada a “contratação de três mil técnicos para o arranque do programa a nível nacional”, avançou a ministra. “Era importante que esse arranque fosse feito com um conjunto de necessidades para que sejam implementadas no terreno. É necessário sinalizar as pessoas idosas, mas perceber que instrumentos de suporte podem ser garantidos”, reforçou.

Até dia 15 de julho, os profissionais da área vão continuar a debater a longevidade e respetivos desafios, em diferentes sessões que podem ser acompanhadas via streaming, no canal de Youtube da Misericórdia de Lisboa. Os resultados do “Workshop Políticas Públicas na Longevidade” devem ser conhecidos em outubro, seguindo-se uma reunião com a ministra do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social para discutir as conclusões do grupo de trabalho.

O “Workshop Políticas Públicas na Longevidade” foi destaque no Correio da Manhã desta quinta-feira, 17 de julho.

Bolsa de Entrevistadores. Um “veículo” para a integração de jovens na sociedade

Participar num projeto pioneiro e dotar os participantes de ferramentas importantes para que possam integrar o mercado de trabalho. É a promessa da Santa Casa a 31 jovens da Unidade de Apoio à Autonomização (UAA), que vão usufruir da Bolsa de Entrevistadores, uma iniciativa da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa.

Este projeto visa ajudar à integração dos jovens na sociedade e, ao mesmo tempo, responder a uma necessidade da Santa Casa, relacionada com a realização de estudos internos ou externos, que impliquem entrevistas presenciais. Os estudos serão feitos nos grandes centros urbanos do país, em eventos apoiados pela Santa casa, nas mais diversas áreas. Todos os entrevistadores vão passar por um período de formação, com início previsto para setembro, de modo a adquirirem competências que permitam realizar as entrevistas de forma correta.

“É um projeto inclusivo e pioneiro, uma oportunidade para os nossos jovens. Este projeto iniciou-se há cerca de oito meses. Se temos um conjunto de jovens dentro da Santa Casa que nos podem ajudar a concretizar os estudos, através do seu papel como entrevistadores, porque não contar com eles?”, considera Pedro Trindade, diretor de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa.

Aproximar os jovens do mercado de trabalho

Gonçalo Vilhena, 18 anos, é um dos jovens que vai usufruir da Bolsa de Entrevistadores. Vê qualquer projeto da Santa Casa como “uma ajuda”. Tenta participar ao máximo nos eventos organizados pela instituição, mas admite que muita dessa proatividade deve-se à profissão que pretende vir a exercer: “quero ser educador de casas de acolhimento e isso envolve uma relação com pessoas. Sempre gostei de falar muito e de lidar com pessoas e, por isso, acho que este projeto é a minha cara”, revela.

Tal como Gonçalo, Catarina é presença assídua nas atividades organizadas pela Santa Casa. Perdeu a conta ao número de eventos que participou enquanto voluntária. Aos 24 anos, faz parte dos Apartamentos de Autonomia e ajuda na Orquestra Geração. “Quero aprender a fazer entrevistas, porque isso dá-nos alguns benefícios a nível profissional. Estou a tirar animação sociocultural e este projeto da Bolsa ajuda-me no currículo. Também é uma mais-valia ser remunerada, sobretudo em tempos de Covid-19”, conta a jovem, na esperança de que a Bolsa de Entrevistadores lhe proporcione ir a alguns eventos: “gosto muito de festivais de música. Aí posso juntar duas coisas de que gosto: o contacto com as pessoas e a música.”

A Bolsa de Entrevistadores permite uma aproximação ao mercado de trabalho e algum retorno financeiro aos jovens evolvidos. Através desta “pequena empresa” criada pela Bolsa de Entrevistadores, pretende-se dotar os participantes de skills que possam usar a nível profissional.

Esta é, sem dúvida, “uma mais-valia para os jovens e para a Santa Casa”, destaca Pedro Trindade.

Santa Casa distinguida pela Human Resources

Já são conhecidos os grandes vencedores dos Prémios Human Resources 2020, que distinguem as “Empresas Mais” e os melhores profissionais em Gestão de Pessoas. Os galardões foram entregues esta quinta-feira, 9 de julho, n’ O Clube – Monsanto Secret Spot, em Lisboa.

A apresentação da entrega de prémios foi transmitida em direto no portal Sapo e nos meios on-line da Human Resources. No total, foram 29 as distinções atribuídas, 26 a empresas e três prémios individuais.

Depois de ter sido nomeada para quatro das 26 categorias existentes na edição de 2020: Gestão de Seniores; Envelhecimento Ativo e preparação para a reforma; Responsabilidade Social e Empresa Pública e SPE, a Santa Casa Misericórdia de Lisboa foi escolhida pelos leitores da Human Resources como a empresa/organização pública e/ou do setor público estatal com melhor performance ao nível da Gestão de Pessoas.

Já em 2019, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tinha sido distinguida como a melhor organização pública.

Recorde-se que a lista dos finalistas dos Prémios Human Resources 2020 foi apurada, para cada categoria, pelo Conselho Editorial da revista Human Resources e pela redação, tendo os vencedores sido escolhidos exclusivamente pelo público, com duas exceções: as categorias de Prestação de Serviços foram também votadas pelo painel de especialistas do Barómetro Human Resources e o prémio “Personalidade do Ano” é atribuído pela redação.

A reabilitação urbana tem causas sociais

A VII Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa arrancou no passado dia 7 de julho, num palco exclusivamente virtual – depois de ter sido adiada em abril, devido à pandemia da Covid-19. O evento vai decorre até 9 de julho. O programa da edição deste ano conta com sessões plenárias, apresentações de empresas e serviços, formação e máxima interação com os expositores, para um debate focado na reabilitação, regeneração e reutilização na cidade de Lisboa.

Na conferência “Inovação social na cidade – Um desafio ainda mais presente em tempos de crise”, realizada esta quarta-feira, 8 de julho, esteve em destaque o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, enquanto promotora da reabilitação urbana, e o contributo da instituição para uma sociedade mais equilibrada. As diversas iniciativas de empreendedorismo social da Casa do Impacto também estiveram em evidência nesta conferência.

Património; Semana da Reabilitação Urbana

Preservar, valorizar e rentabilizar o património da Santa Casa

Helena Lucas, diretora do Departamento de Gestão Imobiliária e Património (DGIP) da Santa Casa, sublinhou que em tempos de crise “o objetivo da Misericórdia de Lisboa continua a ser o mesmo: intervir em todo o património, uma vez que é um dever intemporal desta instituição cuidar do seu património”.

“Este trabalho tem sido desenvolvido com grande responsabilidade, e com o compromisso de o preservar, valorizar e rentabilizar, com a finalidade de criar respostas sociais e gerar receitas que possam reverter para as causas apoiadas e para a atividade desenvolvida pela instituição, designadamente nas áreas da ação social, da saúde, da educação e da cultura”, acrescentou ainda.

Na sua intervenção, apresentou dois filmes de projetos que são um exemplo de como o passado se cruza e convive com o presente e com o futuro: o Convento de São Pedro de Alcântara que soube receber a Casa do Impacto e os 11 pavilhões que se preparam para receber o projeto “Lisboa Social”. Ambos constituem património de épocas diferentes e foram, ou ainda vão ser, como é o caso do projeto “Lisboa Social”, alvo de intervenções distintas que visam a adaptação e a transformação dos mesmos em respostas de impacto social e inovação.

No debate “O empreendedorismo social e a comunidade Business Angel”, moderado Sofia Alçada, diretora do Impulso Positivo, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, começou por explicar o propósito deste ecossistema da Santa Casa. “A Casa do Impacto é uma plataforma de inovação e de empreendedorismo social, dinamizadora de uma série de ações no domínio do empreendedorismo, destinada a apoiar projetos de responsabilidade e impacto social”.

Inês Sequeira considera que, em tempo de pandemia, a Misericórdia de Lisboa “ganha ainda mais destaque e mais responsabilidade. A inovação e as novas respostas serão cada vez mais importantes numa organização como a Santa Casa”, sublinhando que, nesta altura, a instituição tem um papel ainda mais relevante, sobretudo na resposta aos problemas sociais.

ENTREVISTA DO PROVEDOR AO PÚBLICO | “É NECESSÁRIO REPENSAR E ENQUADRAR A GESTÃO DO PATRIMÓNIO DA SCML”

O fado está de regresso a Alfama

Os dias 2 e 3 de outubro são as datas apontadas para a edição de 2020 do Santa Casa Alfama, este ano dedicada ao tema do centenário da maior diva do fado de todos os tempos, Amália Rodrigues. Dois grandes nomes do fado português já estão confirmados: Mariza e Gisela João.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa associa-se a este festival, na qualidade de naming sponsor, reforçando o seu apoio à cultura nacional. Um apoio que, num período particularmente difícil para este setor, assume uma importância ainda maior.

O fado está de regresso a Alfama

Além dos concertos no Palco Santa Casa, outro dos pontos altos do festival será o espetáculo dedicado ao tema da edição deste ano, “Celebrar Amália 100 Anos Depois”, que contará com a direção musical de Jorge Fernando, músico de Amália ao longo de vários anos, e que juntará algumas das vozes conhecidas de todos nós, como Rui Veloso, Katia Guerreiro, Diogo Piçarra, Marco Rodrigues, Sara Correia e André Amaro para interpretar temas icónicos da maior diva do fado.

À semelhança de outros anos, o festival prevê um espetáculo de vídeo mapping “Amália”, dedicado à vida da fadista, que será projetado na fachada do Terminal de Cruzeiros de Lisboa.

“Bem-Vinda Sejas, Amália” é o título da exposição sobre a “eterna” diva do fado que estará patente durante o festival, no Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia, e que vai revelar fotografias e alguns documentos inéditos da artista.
Em tempos de pandemia, a organização do festival pretende que esta experiência inesquecível seja também uma experiência segura para todos os visitantes. Assegura ainda que a edição deste ano do Santa Casa Alfama está a ser desenhada no cumprimento rigoroso das regras estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde, nomeadamente com lugares sentados em todas as salas cumprindo as regras de distanciamento físico, o uso obrigatório de máscara e a disponibilização de álcool gel nos vários pontos do festival.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais e têm um custo de 25 euros para um bilhete diário ou de 35 euros para o passe de 2 dias, adquiridos até 1 de outubro. Nos dias do festival o bilhete diário terá um custo de 30 euros e o passe de 2 dias o valor de 40 euros.

Desafios e competências no período pós-pandemia em debate

A sessão foi transmitida na tarde desta sexta-feira, 3 de julho, em direto no canal YouTube da CoLABOR, desde o Convento de São Pedro de Alcântara, em Lisboa.

O encontro contou com cerca de 15 oradores, entre os quais se incluíam o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e o provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho. A tarde foi dividida em três painéis. O encontro visou contribuir para a consolidação de práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação, para preparar a transição para o período pós-pandemia.

Promovida pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), em estreita articulação com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), e em colaboração com as instituições de ensino superior, esta iniciativa visou estimular uma rápida adaptação em práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação para melhor preparar a transição para o período pós-covid-19, bem como reforçar e valorizar a resposta conjunta dos sistemas de ciência e ensino superior.

Na sessão de abertura, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, considerou que o desafio para o Ensino Superior “é a capacidade de se adaptar às novas exigências de viver numa sociedade com risco”, e que “quando falamos em competências estamos a falar sobretudo em projetar o futuro”. Ao mesmo tempo, Manuel Heitor frisou a necessidade de estudar o impacto do teletrabalho nas instituições públicas e privadas.

Já no painel “Missões colaborativas nas respostas emergenciais”, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, defendeu a importância do esforço e do trabalho colaborativo na resolução de problemas comuns, como foi o caso da pandemia. “Não podemos responder à emergência de forma isolada. Este foi um momento de aprendizagem, porque trabalhámos em conjunto com diversas entidades. Isso permitiu, por exemplo, através do programa RADAR, contactar os idosos com mais de 65 anos que estejam em situação de isolamento e de solidão, identificadas na base de dados, com o objetivo de assegurar as necessidades básicas desta população”.

Por outro lado, na sessão de encerramento, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, começou por dividir a pandemia em três momentos: “reação rápida, reflexão e aceleração”, sublinhando o esforço realizado para combater os efeitos da crise. De momento, uma das principais preocupações do Governo é a “manutenção do emprego e a evolução dos números de desemprego”, disse. A ministra disse ainda que o programa ativar.pt, previsto no PEES e discutido com os parceiros sociais, prevê apoios à contratação e formação de desempregados, com um orçamento de 180 milhões de euros.

Manuel Carvalho da Silva, coordenador do CoLABOR, sublinhou que “este encontro, acima de tudo, visa compreender as mutações do trabalho e refletir sobre os diferentes desafios impostos pela pandemia”.

A nova fase da situação de pandemia que se vive em Portugal e no mundo exige que as instituições de ensino superior deem continuidade à responsabilidade social que têm assumido e comecem, desde já, a preparar respostas aos desafios colocados por esta pandemia no contexto académico, social e económico, a nível nacional e internacional.

São 522 anos de Misericórdia em Lisboa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebra esta quinta-feira, 2 de julho, 522 anos de história. São mais de cinco séculos de uma obra construída em prol dos mais necessitados – em áreas tão diversas como a Ação Social, a Saúde, a Cultura, a Educação, o Património ou a Inovação e Investigação – e que, ainda hoje, se mantém como missão diária.

Em tempo de pandemia, o dia de aniversário é celebrado num formato diferente, mas preservando a sua identidade e simbolismo. Durante a manhã desta quinta-feira, a habitual Celebração Eucarística será transmitida em streaming, em direto da Igreja de São Roque. Os colaboradores com 25 anos de serviço e reformados serão também homenageados neste dia, mas irão receber as suas medalhas em casa ou local de trabalho.

Assinalando o aniversário da Misericórdia de Lisboa, em entrevista ao Correio da Manhã o provedor destacou a “tremenda capacidade” da instituição se adaptar e reagir às adversidades. Edmundo Martinho considerou, ainda, que a Santa Casa conseguiu “assegurar que ninguém ficava de fora e sem apoio nesta fase” da pandemia.

“É um aniversário comemorado em circunstâncias muito especiais. Tem sido um ano de pressão sobre os nossos serviços, sobre a nossa capacidade de ajudar e proteger, mas nem por isso deixa de ser um aniversário significativo”, observou.

Numa altura em que mais responsabilidades são exigidas à instituição, Edmundo Martinho deu nota que “mais de quatro mil pessoas passaram a ser ajudadas pela SCML durante a pandemia e que “é importante perceber como vamos lidar no futuro com as fragilidades”.

Em relação ao esforço económico, a pandemia teve um “impacto enorme” nas contas da Santa Casa. “Não foi só pelo lado da despesa, mas também pelo lado da receita, onde houve uma quebra muito grande por via das circunstâncias”.

Edmundo Martinho falou ainda dos desafios da instituição em várias áreas de atuação: desde a deficiência, a infância, a longevidade e a inovação, através dos Prémios Santa Casa Neurociências, da Casa do Impacto ou de programas como o Radar.

Veja a entrevista na íntegra, aqui.

Rede de mediadores será alargada

No ano em que a Santa Casa celebra 522 anos, a rede de mediadores será reforçada, estando em perspetiva a abertura de mais 1500 novos espaços até meados do próximo ano. Os Jogos Santa Casa vão alargar a sua rede de mediadores em diferentes áreas do país (continente e ilhas), ao longo dos próximos meses, uma medida estratégica implementada de forma faseada e que se enquadra no processo de modernização e de otimização da cobertura dos postos de mediação.

Assente em critérios científicos de cariz geográfico e social, e tendo por base um estudo exaustivo levado a cabo pela Nova IMS – Universidade Nova de Lisboa, esta expansão da rede vai garantir uma maior equidade e respeito pela realidade territorial e demográfica.

Saiba mais aqui.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas