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7ª Edição dos Prémios Neurociências

Nesta terça-feira, dia 26 de novembro, no Teatro Thalia, este valor pecuniário sofreu um aumento de 400 mil euros, com a realização da 7ª edição da cerimónia de entrega destes galardões anuais.

Duas equipas de investigação distintas – cujos trabalhos nas áreas a concurso foram contemplados com um prémio de 200 mil euros cada – foram agraciadas com esta distinção perante uma plateia que contou com a presença de representantes do governo português, bem como da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A doença de Parkinson (uma das doenças neurodegenerativas mais prevalentes em todo o mundo) é o grande foco do projeto vencedor do Prémio Mantero Belard 2019. Proveniente da Universidade do Minho, a agora premiada equipa de investigação, liderada por Fábio Teixeira, procura combinar o uso de uma tecnologia terapêutica, não invasiva e não cirúrgica – denominada Ultra-Sonografia Focada (USF) – com outras estratégias farmacológicas. A esperança deste grupo de investigadores e cientistas passa por conseguir desenvolver uma terapia inovadora que permita uma melhoria substancial da qualidade de vida dos doentes de Parkinson.

Já os vencedores do Prémio Melo e Castro 2019, provenientes do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, têm como intuito perceber melhor a capacidade regenerativa do African Spiny Mouse. Este grupo de premiados – que inclui ainda membros do Centro de Investigação Biomédica, da Universidade do Algarve – descobriu que esta espécie de roedor consegue recuperar o controlo da bexiga e a função motora, após uma lesão completa da medula espinal. Graças à atribuição do nosso prémio, esta descoberta será agora explorada e estudada a fundo para, a longo prazo, levar à construção de novas terapêuticas aplicáveis a pacientes humanos.

Durante a cerimónia de entrega destes dois relevantes prémios, antecedida por uma mesa redonda com alguns dos nomes sonantes da academia nacional, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, deixou bem claro qual a importância colocada pela instituição nestes prémios anuais.

“A atribuição destes prémios tem, para a Santa Casa, uma grande relevância. Porque a importância daquilo que ainda há para saber, para descobrir e investigar é, e tem de ser, o motor da nossa própria atividade. Não conseguiremos ser melhores, se não conseguirmos entender o muito que temos que aprender” referiu o principal responsável da Misericórdia de Lisboa.

Também o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, sublinhou a importância desta aposta da nossa instituição na investigação científica. “Parabéns à Santa Casa. Com estes prémios a Santa Casa representa um bom exemplo daquilo que a sociedade deve fazer” referiu o governante.

Com quase 3 milhões de euros atribuídos, os Prémios Santa Casa Neurociências regressam em 2020 e prometem continuar a fazer a diferença no mundo da investigação clínica e médica em Portugal!

Envelhecer com felicidade

O evento decorreu esta quinta-feira, 21 de novembro, no auditório da Assembleia Municipal de Lisboa e contou com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

Muitos se têm questionado sobre qual é o segredo para uma longevidade plena, com qualidade e, acima de tudo, feliz. Foi através destes três eixos orientadores que, ao longo de todo o dia, foram debatidos, em algumas mesas redondas, estas problemáticas. A questão era apenas uma: “é possível adicionar vida aos anos?”.

Infelizmente, a resposta nem sempre é positiva. No entanto, das várias discussões e mesas redondas que compunham o programa, saíram algumas linhas orientadoras para um futuro esperançoso, a curto prazo.

Sérgio Cintra, administrador de ação social da Santa Casa, fez questão de enaltecer esse facto, na sessão de abertura da conferência, frisando que “a longevidade é hoje encarada de uma maneira diferente. É responsabilidade da Misericórdia de Lisboa garantir que as pessoas possam viver mais anos em qualidade, de uma maneira participativa e não alheada da sociedade”.

“A Misericórdia de Lisboa tem, muitas das vezes, que concretizar sonhos e a plenitude de uma felicidade com longevidade faz-se em alguns casos, com pequenos gestos, como levar alguns utentes a concretizar o sonho de descer a Avenida da Liberdade durante o desfile das Marchas Populares”, frisou o administrador.

Embora as instituições tenham um papel fulcral para uma longevidade com felicidade, existem ainda alguns paradigmas que devem ser ultrapassados. A inclusão do olhar científico e académico no trabalho diário da instituição é, na perspetiva de Sérgio Cintra, “essencial”.

“Muitas das vezes as questões da longevidade são determinadas por decisores políticos, não tendo sustentação científica. Nós [SCML] lançámos três prémios relacionados com esta problemática, os Prémios Santa Casa Longevidade, que consideramos ser um estímulo para a academia se debruçar e colaborar connosco”, concluiu Sérgio Cintra.

Depois das considerações iniciais, seguiu-se uma Mesa Redonda, subordinada ao tema “Os novos desafios da longevidade com felicidade, para uma maior cidadania e vivência de todos numa lógica inclusiva”, que contou com a participação da coordenadora da Unidade de Missão da Santa Casa, Maria da Luz Cabral, que apresentou a todos os presentes o programa pioneiro da instituição “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” que visa a promoção de políticas integradas para a longevidade, que se traduzem em 3 eixos estratégicos: Vida Ativa, Vida Autónoma e Vida Apoiada.

Para a coordenadora da Unidade de Missão da Santa Casa, “é necessário dar voz a estas pessoas. Durante muitos anos, esta população não foi ouvida e com este programa queremos ir ao encontro das suas necessidades e expetativas”.

Focado numa pedagogia de proximidade, o programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”, agrega várias medidas com vista à melhoria da qualidade de vida e de bem-estar da população com mais de 65 anos, impulsionando também a manutenção e a promoção da autonomia e da prestação de cuidados qualificados.

Ao longo de 2019, através do projeto RADAR, que está inserido num dos eixos estratégicos do programa, já foram sinalizados mais de 20.000 idosos na cidade de Lisboa criando, desta maneira, “um mapa estratégico para a nossa atuação”, frisou Maria da Luz Cabral.

Durante o dia, foram ainda discutidas questões relacionadas com a vertente económica e científica na longevidade.

Pelos Direitos das crianças

Realizado esta quarta-feira, dia 20 de novembro, este certame não podia deixar de contar com a participação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, já que a nossa instituição trabalha, desde a sua fundação, para que, todos os dias, os direitos universais das crianças sejam mais do que um objetivo, para que se tornem efetivamente numa realidade.

A Misericórdia de Lisboa foi mesmo uma das instigadoras da atividade, como nos explica Sofia Antunes, assistente social e um dos membros da nossa instituição presente nesta iniciativa. “A CPCJ Lisboa Oriental decidiu promover uma ação onde pudéssemos fomentar a memória e explicar melhor o que é a Convenção dos Direitos das Crianças. E, para isso, desenvolvemos esta atividade, onde a Santa Casa foi uma parte bastante ativa, através da participação dos técnicos que a representam na comissão Lisboa Oriental”.

Atividade! Foi algo que não faltou durante esta iniciativa que juntou, no mesmo local, cerca de 250 crianças, provindas de várias escolas de 1º e 2º ciclo. Durante toda a tarde, os mais pequenos foram brincando, escrevendo e desenhando em várias tarefas distintas, mas sempre com o mesmo propósito: aprender quais são, enquanto crianças, os seus direitos inalienáveis. Para além disso, os mais pequenos puderam ainda “sob a forma de brincadeira, conhecer e interagir com vários serviços que existem na nossa comunidade”, como nos explica Sofia Antunes.

Estes serviços foram representados por cinco instituições – PSP, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Núcleo Sol, Movimento Defesa da Vida e Instituto de Apoio à Criança (IAC) – que, em contacto direto com os petizes e através de jogos distintos, deram a conhecer os mais novos os seus direitos em cinco eixos fundamentais: Direito à Família, Direito à Educação, Direito à Segurança, Direito à Saúde e Direito ao Lazer.

Nesta data tão relevante, relembramos também a mais recente campanha da Misericórdia de Lisboa, relacionada com a infância, intitulada LX Acolhe.

Edmundo Martinho reeleito para presidente de Grupo de Trabalho europeu

Este é o segundo mandato de Edmundo Martinho à frente do Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento da UNECE, depois de em 2017, ter sido nomeado pela primeira vez, para a presidência do grupo.

O Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento da UNECE é uma organização intergovernamental, criada em 2008, que se reúne anualmente no mês de novembro, em Genebra. Os objetivos deste grupo são: contribuir para a implementação dos compromissos assumidos pelos Estados Membros, orientar o trabalho da UNECE no terreno na área do Envelhecimento, promover a cooperação internacional, partilha de experiências e discussão de políticas de Envelhecimento, consciencializar para as consequências do Envelhecimento na região da UNECE e criar sinergias dentro e fora da Comissão.

Indo ao encontro desta realidade, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a desenvolver, em parceria com outras entidades locais e nacionais, alguns projetos para a promoção e prolongamento da vida autónoma da população com mais de 65 anos.

Um desses programas é o “Lisboa, Cidade de Todas as Idades“, que consiste numa estratégia para a cidade e tem como missão dar uma resposta integrada à população com mais de 65 anos, na senda da longevidade, promovendo ações de cidadania participativa com vista a maiores índices de autonomia e independência.

O projeto pretende diminuir o isolamento social da população de idade avançada que vive em Lisboa com o maior e mais ambicioso programa de investimento na rede de cuidados, apoio domiciliário ou a requalificação do espaço público, tornando-o mais amigo da população 65+.

Sobre a UNECE

A Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa foi criada em 1947. É uma entre cinco comissões regionais das Nações Unidas. As outras são a Comissão Económica para África, a Comissão Social e Económica para a Ásia e o Pacífico, a Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas e a Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental.

O objetivo da UNECE é promover a cooperação económica entre os seus Estados membros. Esta Comissão tem 56 Estados Membros, entre Europa, América do Norte e Ásia. Todos os membros das Nações Unidas podem contribuir para o trabalho da UNECE.

Jogos Santa Casa apoiam mais 54 atletas olímpicos e paralímpicos

Este ano, foram atribuídas mais 54 bolsas a atletas-estudantes numa cerimónia que se realizou esta terça-feira, 19 de novembro, no Museu do Oriente, em Lisboa, e que contou com as presenças do secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo; do vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), João Pedro Correia; do presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino; e do presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), José Manuel Lourenço.

As Bolsas de Educação Jogos Santa Casa são um programa pioneiro em Portugal de apoio às carreiras duais, que incentivam os atletas nacionais a conciliarem a carreira académica com a desportiva, de modo a evitar quer o abandono prematuro do desporto de alto rendimento, quer dos estudos.

A edição de 2019, que volta a ter como assinatura “Vamos passar a chama aos campeões do Futuro”, atribuiu 54 Bolsas (44 a atletas olímpicos e 10 a atletas paralímpicos e surdolímpicos), num valor total de cerca de 130 mil euros.

A grande novidade deste ano está relacionada com o facto dos Jogos Santa Casa, juntamente com o COP e o CPP, terem decidido alargar o âmbito da atribuição destas Bolsas de Estudo.

Tendo em conta a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e a preparação (ainda) mais exigente dos atletas para esta prova, foram assim criados dois tipos de bolsas: uma bolsa no valor de 3.000 euros, para quem mantém os estudos a tempo inteiro, e outra no valor de 1.500 euros, para quem opta pelo regime de estudo parcial.

Na cerimónia de entrega das bolsas, João Pedro Correia iniciou a sua intervenção com uma mensagem do provedor, Edmundo Martinho. Nesta, o provedor sublinhou que “o desporto é um desígnio da nossa instituição, sendo que os Jogos da Santa Casa são um dos maiores contribuintes no apoio à atividade desportiva no nosso país”.

Reconhecendo a importância das Bolsas de Educação para os atletas conciliarem a carreira académica com a desportiva, o vice-provedor da instituição desejou ainda boa sorte aos atletas na busca dos seus objetivos.

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto elogiou o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, conjuntamente com os comités, às chamadas carreiras duais, facilitando a conciliação do desporto de alto rendimento com os estudos.

São muitas as histórias que refletem o impacto que estas bolsas têm na vida de quem as recebe

Ana Catarina Monteiro, por exemplo, atleta olímpica de natação e aluna de mestrado em Bioengenharia, explica que “a bolsa dos Jogos Santa Casa é um apoio que facilita a conciliação dos estudos, com a prática desportiva. Este ano, em particular depois de uma situação de prescrição na universidade, e com o apuramento para os Jogos Olímpicos, a inscrição na faculdade foi feita num regime diferente do habitual e a manutenção da Bolsa foi, sem dúvida, um importante voto de confiança, que me dá uma força extra!”.

Já Filipe Marques, atleta paralímpico de triatlo e aluno a tempo inteiro do 1º ano de Ciências em Desporto, diz que estas bolsas “são um grande apoio, que me motiva a ter bons resultados, tanto a nível académico, como a nível desportivo. Este é o segundo ano em que sou apoiado pelos Jogos Santa Casa e continua a ser uma grande ajuda para conseguir tirar um curso, que vai ser importante quando acabar a minha carreira desportiva”.

Desde a 1ª edição deste programa, em 2013, já foram atribuídas 271 bolsas a atletas de várias modalidades, desde rugby, andebol, taekwondo, judo, atletismo, natação, triatlo, entre outras, num valor superior a 770 mil euros.

Políticas e práticas de coprodução na europa em debate

Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, foi um dos convidados para a sessão de abertura deste que é um evento de referência na área dos serviços sociais a nível europeu. Presidida pelo presidente do conselho diretivo do Instituto de Segurança Social, Rui Fiolhais, esta sessão contou também com a presença do presidente da European Social Network (ESN), Christian Fillet.

Para Edmundo Martinho “todos devem fazer um esforço para incluir a coprodução no seu trabalho”, concluindo que o fórum da ESN deve ser um local de excelência para a “partilha de boas práticas” de maneira a que “o trabalho desenvolvido diariamente atenda às expectativas das pessoas”.

Subordinado, este ano, ao tema “Coprodução e Cuidados Comunitários” – “coprodução” aqui entendida como a participação igualitária das pessoas e profissionais em todas as fases do planeamento, prestação e avaliação dos serviços sociais -, este fórum foi palco de vários debates e workshops em torno de três pilares principais: a coprodução na Europa e os seus desafios, a melhoria da qualidade dos serviços sociais e o desenvolvimento de um guia de coprodução europeia.

No painel dedicado às Práticas Inovadoras – que contou com Maria da Luz Cabral, diretora da Unidade de Missão da Santa Casa – foi, ainda, apresentado o programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades“, que visa promover políticas integradas para a longevidade, assentes em 3 grandes eixos estratégicos – Vida Ativa, Vida Autónoma e Vida Apoiada.

A European Social Network é uma rede de mais de 125 membros de 33 países composta por associações nacionais, departamentos públicos de ação social, regiões, condados e municípios, agências de financiamento e regulação, universidades e outras organizações de pesquisa e desenvolvimento social.

Santa Casa apresenta “Projetos de Impacto”

A este valor soma-se ainda um investimento do Banco Montepio (no valor de 450 mil euros) que se junta à nossa instituição, num projeto que posiciona ambas as entidades como as maiores investidoras sociais do país.

Coordenada pelo Departamento de Empreendedorismo e Economia Social (DEES) da Misericórdia de Lisboa, a iniciativa “Projetos de Impacto” vai financiar e ajudar a potenciar projetos inovadores em várias áreas, estimulando ainda a filantropia. Emprego, proteção social, justiça, educação, saúde e inclusão social são alguns dos campos de atuação que vão ter respostas mais robustas, graças a esta aposta da nossa instituição. Integrados neste projeto estão dois mecanismos de apoio distintos – “Parcerias para o Impacto” e “Títulos de Impacto Social” – que integram as ferramentas de investimento da iniciativa pública “Portugal Inovação Social“.

Financiar a criação, o desenvolvimento e o crescimento de projetos de inovação social, através de um modelo de cofinanciamento com investidores sociais, são alguns dos objetivos das “Parcerias para o Impacto“. As candidaturas para este programa – que visa estimular a filantropia de impacto e contribuir para a criação de um modelo de financiamento mais estável, eficaz e duradouro – decorreram de 31 de outubro até 11 de novembro.

Já os Títulos de Impacto Social têm como intuito – através de um mecanismo de contratualização e pagamento por resultados – financiar projetos inovadores em áreas prioritárias de política pública. Os interessados em candidatar-se a este instrumento deverão fazê-lo entre os dias 21 de novembro de 2019 e 6 de janeiro de 2020.

Misericórdia de Lisboa estende o seu apoio a mais 43 misericórdias do país

Na cerimónia de assinatura dos contratos para apoio a mais 43 misericórdias do país, que decorreu, na Sala de Extrações da instituição, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), manifestou “profunda convicção em relação à importância do Fundo Rainha D. Leonor ir mais além”.

O provedor expressou, uma vez mais, a sua vontade em aprofundar o relacionamento existente entre a Santa Casa e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), salientando ainda que aprofundar este trabalho entre o conjunto das misericórdias e a Santa Casa “é acrescentar valor à vida das pessoas que apoiamos. Este é nosso papel e a nossa responsabilidade”.

No âmbito do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), a Santa Casa, desde 2015, já apoiou 132 misericórdias, um investimento total de 20.752.176,55 euros.

“Esta parceria [Fundo Rainha D. Leonor], que em boa hora a Santa Casa começou, primeiro em nome da última pedra e depois no apoio às Santas Casas, tem sido exemplo de uma parceria virtuosa”, sublinhou Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas na sua intervenção.

“Apoiar estes projetos é cumprir a missão de apoio aos mais carenciados. O Fundo é um excelente exemplo de um mecanismo eficaz, de coesão social e territorial”, sublinhou Jorge Gaspar, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão, em representação das suas congéneres para a área social.

Já João José Sousa, provedor da Misericórdia de Salvaterra de Magos, e em representação das misericórdias para a área do património, agradeceu e elogiou a criação do Fundo Rainha D. Leonor, lembrando que este “é um ato solene, pleno de significado, pois ainda estamos na época de São Martinho, onde quem tem mais reparte com quem tem menos”.

Os contratos de financiamento, em projetos para a área social, foram celebrados com as misericórdias de Divino Espírito Santo, Marvão, São João da Pesqueira, Chamusca, Santiago do Cacém, Vieira do Minho, Aguiar da Beira, Mirandela, Sintra, Fafe, São João da Madeira, Entroncamento, Felgueiras, Macedo de Cavaleiros, Semide, Arez, Fundão, Vinhais, Cabeceiras de Basto, Sines, Portel, Amieira do Tejo, Galizes, Sardoal e Condeixa-a-Nova.

Em projetos na área da recuperação do património foram assinados contratos com as misericórdias de Alhos Vedros, Miranda do Douro, Monção, Tentúgal, Montemor-o-Velho, Santarém, Vila de Pereira, Constância, Óbidos, Palmela, Cano, Salvaterra de Magos, Alcochete, Celorico da Beira, Guimarães, Soalheira, Cabeção e Lousã.

Na sua criação, em 2015, operava apenas na área dos equipamentos sociais, mas, a partir de 2017, o FRDL passou a destacar 25% da verba também para a área da conservação do património.

Nascido de um acordo de parceria entre a Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, assinado a 23 de abril de 2014, o Fundo Rainha Dona Leonor vem dar apoio a causas sociais prioritárias das misericórdias de todo o país, cumprindo, deste modo, a vontade da instituição em intervir além das fronteiras da capital.

Já são conhecidos os finalistas do RISE for Impact

Uma solução que analisa e seleciona projetos de impacto já existentes ajudando-os a convertê-los em projetos adaptáveis e acessíveis (Impacton), uma escola de música em horário extracurricular com foco no ensino e divulgação da cultura (Acorde Maior) e uma empresa que transforma plástico recolhido dos oceanos em sapatilhas personalizadas e fabricadas em Portugal (SKIZO) são as ideias que convenceram o júri do RISE for Impact.

Os finalistas do programa de aceleração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) foram anunciados esta terça-feira, 12 de novembro, no Convento de São Pedro de Alcântara, por Sérgio Cintra, administrador da Ação Social e responsável pelo Empreendedorismo da Santa Casa. Dez projetos apresentaram os seus argumentos ao júri do programa, e passaram três para a fase de Incubação: Impacton, Acorde Maior e Skizo.

Os projetos terão, na fase de incubação, acesso a um espaço de trabalho e mentoria personalizada.

Mariana Duarte Silva, do Acorde Maior, sublinhou que “mais importante do que chegar aqui, foi a jornada”. A responsável pela escola de música frisou que o programa de aceleração RISE for Impact, os contactos e os parceiros foram “muito importantes para o nosso projeto”.

“Este é o primeiro programa de aceleração que conheço, que ajuda a estruturar um negócio e, ao mesmo tempo, constrói uma comunidade forte e que trabalha em conjunto”, defendeu, Meg Pagani, da Impacton.

Já André Facote, da Skizo, destacou a aprendizagem e as ferramentas de trabalho adquiridas na Casa do Impacto, na expetativa de continuar a aprender e a levar o seu projeto o mais longe possível.

Sérgio Cintra destacou o percurso e as conquistas da Casa do Impacto, neste último ano, na tentativa de diminuir as desigualdades na sociedade e, simultaneamente, de promover condições para que os empreendedores concretizem os seus sonhos.

Por outro lado, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, faz um balanço muito positivo. “A qualidade e o equilíbrio dos projetos relativamente ao anterior programa de aceleração subiu bastante”. A responsável pela Casa do Impacto considerou, ainda, que os três projetos vencedores trabalham em áreas diferentes e têm perfis diferentes mas todos com bastante potencial.

Criado pela Casa do Impacto, o RISE for Impact é um programa de aceleração para startups de impacto que se encontram em fase de validação da ideia, produto ou serviço que promovam soluções ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.

O RISE for Impact é constituído por três fases – Bootcamp, Capacitação e Incubação. A atual fase (Incubação) decorre até 28 de fevereiro de 2020. Nela participam os três projetos melhor classificados. Destina-se a apoiar a incubação na Casa do Impacto, com acesso a espaço de trabalho e mentoria customizada. No final será efetuada a apresentação dos três projetos finalistas em sessão pública e presencial.

Quer para as startups selecionadas para a fase de (Capacitação), quer para a última fase do programa (Incubação), haverá atribuição de bolsas mensais e 10.500 euros em prémios.

Fundo Rainha Dona Leonor apoia a Misericórdia de Cuba

O Fundo Rainha D. Leonor apoiou financeiramente a ‘última pedra’ da ampliação do lar que permite dar qualidade de vida a 22 idosos que, até agora, viviam no convento vizinho sem condições de climatização, de mobilidade e de proteção contra incêndios, entre outras precariedades.

A obra introduz elementos inovadores como a abertura de um polo de fisioterapia e ginásio abertos à comunidade, o que contribui para a sustentabilidade da instituição.

O projeto é importante para o concelho porque responde às necessidades sociais mais urgentes da população. Esta avaliação tem por base os dados oficiais do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, disponibilizados pelo seu Gabinete de Estratégia e Planeamento na Carta Social.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o País, no princípio da autonomia cooperante.

Saiba mais sobre o Fundo Rainha D. Leonor aqui.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

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