logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

E se a sua máscara fosse uma obra de arte?

Hoje, Dia Internacional dos Museus, o jornal Público vai oferecer máscaras comunitárias com estampagens de peças de coleções de diversos museus com o intuito de aproximar os cidadãos da cultura nacional. Em algumas máscaras encontrará reproduzida uma imagem alusiva ao Museu de São Roque, retirada da obra tradicionalmente conhecida como “Tábuas da Vida de São Roque”. Trata-se de um conjunto de quatro pinturas do século XVI que ilustram os episódios mais marcantes da vida do santo, e que integram a exposição permanente deste museu.

Esta campanha, que conta com o apoio do Ministério da Cultura e de vários museus e fundações nacionais, entre eles o Museu S. Roque, surge de um duplo conceito de proteção: ao proteger-se está a proteger a cultura. E porque não fazer das máscaras uma tela onde museus e fundações são a fonte de inspiração, numa altura em que os espaços culturais atravessam tempos difíceis?

No Dia Internacional dos Museus, a arte “salta” para a rua, neste caso através de todos aqueles que usarem estas máscaras reutilizáveis, certificadas pelo CITEVE e fabricadas em território nacional.

"A peste, o culto e a imagem"

“A peste, o culto e a imagem”

Em 2020, o Conselho Internacional de Museus sugere que o Dia Internacional dos Museus seja assinalado sob o tema “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, tópicos em tudo relacionados com o Museu S. Roque.

Para assinalar esta data, a Direção da Cultura da Santa Casa sugere ainda a exposição virtual “S. Roque: a peste, o culto e a imagem”, que está patente no Google Arts & Culture. Desta forma, o Museu inicia um percurso breve pela iconografia do santo e pelas obras a ele dedicadas.

 

Sobre São Roque, o protetor da “peste”

O culto lisboeta a São Roque ganha particular relevo numa altura de pandemia. Há cerca de 450 anos, pela Europa, ganhara fama de proteger contra maleitas geradas pelas sucessivas vagas de “peste”. Reza a história que Roque provinha de uma família francesa abastada, e que terá abdicado da fortuna, partindo em peregrinação até Roma. Pelo caminho ia tratando dos doentes e conquistou a fama de conseguir curá-los.

A popularidade dos milagres deste santo chegou a Portugal no início do reinado de D. Manuel I. S. Roque tornou-se depois um santo lisboeta que veio marcar a paisagem espiritual e urbana da cidade de Lisboa, mas, sobretudo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Da saúde à ação social. O regresso na Santa Casa

18 de maio marca o início da segunda fase de desconfinamento. O dever cívico mantém-se, mas, aos poucos, existe a retoma de alguma normalidade. Estão de regresso as visitas aos lares, a reabertura das creches e das unidades de saúde. Tal como recomendado pela Direção Geral de Saúde (DGS), as regras estabelecem o uso obrigatório de máscara em todos os espaços, entre várias outras medidas de prevenção.

Da saúde à ação social. O regresso na Santa Casa!

Reabertura de respostas da Ação Social

Desde os Centros de Apoio Social aos Centros de Atividades Ocupacionais (CAOs), passando pelas Estruturas Residenciais para a População Idosa (ERPIs), que retomam as visitas de familiares e amigos, até à reabertura das creches, são muitos os equipamentos que reabrem portas esta segunda-feira.

As visitas regressam aos lares.

As visitas passam a ser permitidas em ERPIs, mas com algumas restrições e seguindo sempre as orientações da Direção Geral de Saúde (DGS), que divulgou uma lista de recomendações para que este processo possa ser reiniciado em segurança.

O agendamento das visitas deve ser feito previamente e assegurado pelas estruturas, assim como higienização dos espaços. Cada utente tem direito a uma visita semanal, que não deve exceder os 90 minutos.

Os visitantes estão também obrigados a utilizar máscara durante todo o período de visita e não devem levar quaisquer tipos de objetos para dentro das instituições que prestam apoio a idosos.

A ERPI da Quinta Alegre foi hoje destacada no programa “Bom Dia Portugal”, da RTP, onde foram apresentadas os novos procedimentos. Veja aqui o vídeo (minuto 4).

Crianças voltam às creches, mas com restrições

Higienizar espaços e brinquedos, calçado deixado à entrada da sala e ventilação adequada. Estas são algumas medidas a serem tomadas no regresso das creches.

A DGS determina um número reduzido de crianças por sala, mas sem colocar em causa as atividades lúdico-pedagógicas.

Os mais pequenos devem ser entregues e recebidos pelos encarregados de educação sempre à porta do estabelecimento, devem levar sempre um calçado específico para a creche e, por agora, os seus brinquedos favoritos não vão poder entrar.

Os testes para rastreio de Covid-19 a funcionários das creches foram previamente realizados, de modo a garantir o regresso em segurança de todos. Ainda assim, os funcionários são obrigados a usar máscara cirúrgica durante o horário de trabalho, o que já não causa qualquer estranheza aos mais novos.

Reabertura e novos horários na saúde

A partir de 18 de maio, a maioria das Unidades de Saúde da Santa Casa (USSC) vai estar a funcionar entre as 8h30 e as 18h, como é o caso da Unidade de Saúde do Bº do Armador, Extensão de Saúde de Telheiras (Unidade de Saúde do Bairro Padre Cruz), Unidade de Saúde do Castelo, Unidade de Saúde Dr. José Domingos Barreiro e da Unidade de Saúde do Vale de Alcântara. Já a USSC da Liberdade e a USSC Bairro Padre Cruz reabrem apenas no período da manhã.

O SOL – Saúde Oral em Lisboa reabre a 15 de junho, assim como a Unidade W+, que começa, de forma alternada, a realizar o trabalho biopsicossocial a partir dessa data.

Quais são as principais medidas para as Unidades de Saúde?

As consultas programadas em ambulatório, exames e outros atos clínicos são reativados. As consultas canceladas serão remarcadas diretamente pelas USSC, com prioridade para os casos mais urgentes.

Para garantir a segurança dos utentes e dos profissionais de saúde será realizado o rastreio de temperatura corporal a todos os que entrarem nas unidades de saúde. Será fornecida uma máscara cirúrgica à entrada dos edifícios e disponibilizada solução alcoólica para higienização das mãos. Todas as superfícies serão desinfetadas e serão retirados das salas de espera todos os objetos que possam ser manuseados por muitas pessoas.

Sempre que possível, em função do espaço e condições logísticas, será efetivada a segregação de zonas comuns de forma a evitar a concentração de pessoas. Os utentes não devem fazer-se acompanhar, exceto nas situações absolutamente necessárias.

As regras estão implementadas, garantindo a todos os utentes, visitantes e colaboradores que o regresso será feito da forma mais segura possível.

Santa Casa reabre Unidade de Habilitação e Desenvolvimento

O olhar de Cátia Silva, 32 anos, transborda de contentamento, ao contar as conquistas do filho, um menino de dois anos com paralisia cerebral, que frequenta o CRPCCG. “Há dois meses que não vínhamos ao Centro, e, realmente, isso fez-nos muita falta. Fez falta ao Guilherme”, diz.

Santa Casa reabre Unidade de Habilitação e Desenvolvimento

Durante dois meses ficaram privados dos cuidados que recebem neste Centro por causa da pandemia. Agora, a Unidade de Habilitação e Desenvolvimento volta a receber crianças de meses até jovens aos 18 anos. Os casos mais urgentes são prioritários.

No CRPCCG há uma adaptação lenta à realidade. Não é abrupta. As pequenas vitórias são conseguidas a muito esforço. Todos os dias aprende-se a viver com a paralisia cerebral. A evolução não termina nas terapias, a relação entre a família e a criança é determinante.

A Unidade de Habilitação e Desenvolvimento tem como missão prevenir, desenvolver, habilitar, reabilitar e incluir, na comunidade, a pessoa com Paralisia Cerebral e outras situações neuro motoras afins, através da equipa multidisciplinar, promovendo a sua qualidade de vida, com desempenhos de excelência.

O Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, presta cuidados a bebés, crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral e condições neuromotoras limitadas, de modo a tornar a vida do paciente mais confortável, independente e inclusiva. O Centro garante, também, o acesso a serviços e a programas inovadores e de qualidade, graças a uma equipa multidisciplinar.

O Centro tem três valências (intervenção Precoce; Reabilitação e Centro de Atividades Ocupacionais) e duas unidades (Unidade de Habilitação e Desenvolvimento e Unidade de Reabilitação e Integração Sócio-Ocupacional).

Santa Casa e NOVA Medical School assinam protocolo de colaboração

Foi assinado esta segunda-feira, 11 de maio, um protocolo de colaboração entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Faculdade de Ciências Médicas da NOVA Medical School da Universidade Nova de Lisboa, com o objetivo de estabelecer uma parceria técnica, logística e financeira, através da realização de testes de despistagem da doença Covid-19 a amostras provenientes dos utentes e trabalhadores das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) na cidade de Lisboa, e outros locais eventualmente necessários, sob coordenação da instituição.

Neste protocolo, assinado por Edmundo Martinho, provedor da instituição, e por Jaime da Cunha Branco, diretor da Nova Medical School da Faculdade de Ciências Médicas, na presença da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, estabeleceram-se os termos da cooperação entre as duas entidades no que se refere ao apoio às populações mais vulneráveis e expostas no contexto da atual pandemia.

Atendendo à emergência de saúde pública, exigia-se um conjunto de respostas essenciais de apoio à população, nomeadamente aos idosos. Neste contexto, a Faculdade de Ciências Médicas detém os meios e recursos para realizar, em contexto laboratorial, testes de despistagem da Covid-19, instrumento essencial para, junto da população mais vulnerável, poder prevenir, programar e delinear estratégias de mitigação do contágio da população, designadamente nas ERPI e SAD.

Importa sublinhar que a Misericórdia de Lisboa e a NOVA Medical School têm uma longa parceria no âmbito do ensino.

Prémios Marketeer 2020: o regresso dos galardões que celebram o marketing nacional

Está em curso mais uma edição dos Prémios Marketeer. Segundo refere a organização, a competição pretende reconhecer aqueles que “fazem a diferença nas marcas em Portugal”.

Nesta que é a 12.ª edição da iniciativa, há 34 categorias a votação em áreas como “Grande Distribuição”,  “Arte e Cultura”, “Moda”, “Telecomunicações”, entre outras.

Na categoria “Jogos da Sorte”, destaque para as nomeações do portefólio dos Jogos Santa Casa, nomeadamente o Euromilhões, a Lotaria Nacional, o M1LHÃO, a Raspadinha e o Placard. Recorde-se que, em 2019, o “jogo mais excêntrico do país” venceu esta mesma categoria, tendo sido um dos 37 premiados da edição transata.

“A lista de nomeados resulta de um cruzamento de avaliações por parte da redação e do Conselho Editorial da Marketeer. Além do trabalho desenvolvido pelas marcas, os Prémios Marketeer pretendem reconhecer as melhores agências de Comunicação, de Meios e de Branding e Publicidade”, refere ainda a entidade promotora destes galardões.

As votações para os Prémios Marketeer 2020 decorrem até 12 de maio. Os vencedores serão revelados numa cerimónia, até à data, agendada para 25 de junho, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Pode participar na votação online, através deste link.

Misericórdia de Lisboa apoia projetos de misericórdias de norte a sul do país

No âmbito do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai financiar, este ano, projetos nas misericórdias de Vila Nova de Gaia (277.994,26€), Barcelos (300.000,00€), Murtosa (73.291,65€), Pinhel (200.134,80€), Ovar (193.500,00€) Penela da Beira (300.000,00 €), Vizela (108.872,30€), Carregal do Sal (150.000,00€), São Brás de Alportel (300.000,00€), Vila Nova de Poiares (300.000,00€) e Alcácer do Sal (275.000,00€).

Os 11 projetos que vão ser apoiados representam um investimento total de 2.468.793,01 euros, financiamento que vai ser formalizado na quarta-feira, 6 de maio, com protocolos assinados à distância pelos provedores das misericórdias, uma vez que a pandemia da Covid-19 impede a realização da cerimónia presencial.

Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do FRDL disse, em declarações à agência LUSA, que o apoio “versa sobretudo projetos de inovação social”, financiando a reabilitação das instalações das misericórdias, “desde que, acompanhado dessas obras, aconteçam elementos de inovação social que permitam preparar estes lares para as gerações que as venham a ocupar no futuro também, com Wi-Fi, com circuitos exteriores de exercício, com outras dimensões que provoquem a descoletivização da vida no lar”.

Entre os 11 projetos a apoiar, além da reabilitação do património edificado dos lares e centros de dia, estão ideias para a criação de um espaço de fisioterapia, um centro hidroterapêutico com uma piscina interior onde podem fazer exercício físico e um jardim intergeracional ao lado de um ATL, assim como circuitos de lazer para a prática de exercício físico.

Sobre a escolha destes projetos, Inez Dentinho adiantou que foram repescados do concurso de candidaturas apresentadas em 2019, porque tinham sido aprovados, mas não tiveram verba disponível, uma vez que, de acordo com a ordem de classificação, foram apoiadas as ideias com maior pontuação.

No âmbito do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), a Santa Casa, desde 2015, já apoiou 154 misericórdias, num investimento que ultrapassa os 23 milhões de euros. Na sua criação, em 2015, operava apenas na área dos equipamentos sociais, mas, a partir de 2017, o FRDL passou a destacar 25% da verba também para a área da conservação do património.

Nascido de um acordo de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, assinado a 23 de abril de 2014, o Fundo Rainha Dona Leonor vem dar apoio a causas sociais prioritárias das misericórdias de todo o país, cumprindo, deste modo, a vontade da instituição em intervir além das fronteiras da capital.

Em pleno período de pandemia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas reforçaram a sua união, através da campanha “Somos a Casa de milhares de portugueses“. Lançada no passado mês de abril, esta campanha da Santa Casa teve como objetivo reforçar a missão da instituição, bem como a de todas as misericórdias do país. Numa fase em que muitos portugueses recolhem às suas habitações para se protegerem, existe uma Casa que garante que mesmo estando sozinhos, nunca estarão isolados, continuando a apoiar aqueles que mais precisam, empenhando-se diariamente em dar um maior conforto a quem tem de ficar em casa, mostrando a estas pessoas que não estão sozinhas porque a Santa Casa e as misericórdias estão sempre lá, para as apoiar.

Social Good Summit: as respostas aos grandes desafios pós-covid

“De certeza que durante o dia vamos ouvir coisas que nos vão inspirar”. Foi desta forma que a diretora da It’s About Impact, Jwana Godinho, deu início ao Social Good Summit. Durante oito horas de emissão, decisores políticos, agentes sociais, líderes empresariais e ativistas debateram, num evento promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o impacto da Covid-19 na sociedade.

A Covid-19 também se fez sentir na organização do Social Good Summit. Há pouco menos de dois meses, tudo previa que a estreia deste fórum da Fundação das Nações Unidas em Portugal fosse dedicada ao tema das alterações climáticas, num evento a realizar em outubro. A conjuntura atual levou a uma reestruturação dos planos, antecipando a calendarização prevista e transformando o acontecimento numa edição especial online, dedicada ao impacto da atual pandemia na economia social.

Da economia à saúde, da cultura à revolução digital, a primeira edição do Social Good Summit em Lisboa dividiu-se em oito painéis de discussão, de 45 minutos cada, à volta de sete dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, ameaçados pelo surgimento da Covid-19. Numa emissão livestream no facebook da Casa do Impacto, realizada entre as 11h e as 19h desta quarta-feira, decisores políticos, agentes do impacto social, líderes empresariais e ativistas analisaram o momento invulgar que se vive na sociedade.

Mas, afinal, o que debateram as personalidades dos diferentes setores?

A Importância da Economia Social

Num painel que contou com a presença do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, o debate centrou-se no apoio prestado às pessoas e às empresas.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, realçou o papel dos “heróis ocultos” que todos os dias ajudam a dar resposta às necessidades da população. Na sua intervenção, enumerou várias preocupações da tutela, nomeadamente manter postos de trabalho, apoiar as famílias que ficaram em casa para acompanhar os filhos e identificar as populações que neste momento ficam fora do sistema.

E o que mudou? “Passámos a ter relações de confiança, onde trabalhamos uns com os outros para chegar a um objetivo comum”, garante Ana Mendes Godinho.

Já Edmundo Martinho olha para o futuro com otimismo, mas lembra que é necessária uma preparação para que, nesse mesmo regresso, seja possível perceber a realidade que nos espera. O provedor destacou a aprendizagem que pode ser retirada desta situação.

“Vivemos um tempo de roturas várias, mas que também são momentos chave de aprendizagem, que nos permite perceber as nossas fragilidades e reconhecer melhor algumas potencialidades. É este equilíbrio que temos de fazer: cuidar, mas ao mesmo tempo perceber o passo que vamos dar a seguir. Hoje, se calhar, percebemos melhor que é possível fazer um bom trabalho sem ser necessário estar presente, e é uma coisa que se calhar vamos ter que apostar de forma intensa”, frisa o provedor.

Novos tempos para os nossos seniores

Num painel dedicado a cidades e comunidades sustentáveis, o administrador da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra, realçou o sucesso da resposta dada pela insituição, que só foi possível graças ao esforço de quase 500 profissionais que trabalharam para dar apoio (domiciliário) a todos os que precisam.

“Em janeiro, a Santa Casa, através do Projeto Radar, concluiu um levantamento de mais de 30 mil pessoas com mais de 65 anos, que vivem isoladas ou com alguém da mesma faixa etária. Isso permitiu que fosse possível fazer um trabalho em rede, uma vez que a informação foi partilhada com a PSP e com as 24 juntas de freguesia de Lisboa”, realçando ainda o projeto “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” como um exemplo inovador, que cumpre a missão de dar uma resposta integrada à população 65+.

E por falar em inovação, Filipa Ferreira explicou o movimento Tech4Covid, um projeto que reúne a comunidade tecnológica no combate à Covid-19, do qual também faz parte a Casa do Impacto.

O acesso à internet por parte da população idosa foi um dos temas trazidos a debate pelo presidente da Portugal Inovação Social, Filipe Almeida, que deixou o alerta para a necessidade de dotar os seniores de competências digitais.

Covid-19 e as consequências na saúde mental

A médica psiquiatra, Ana Matos Pires, terminou como começou: “Não há saúde sem saúde mental”.

Mas como podemos ter acesso de forma democrática à saúde mental? A diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira, destacou o acalma.online como um projeto diferente e disponível para todos, justificando que “a saúde mental é importante para não agravar desigualdades sociais”. E prossegue: “Além do SNS, são precisas outras respostas “fora da caixa”.

Já Sandro Resende fez isso mesmo com o Manicómio, um projeto dedicado a artistas com doenças mentais. “É um espaço aberto e criativo”, realça o fundador do projeto.

A cultura como fator chave no desenvolvimento económico e social

Que futuro para a cultura? Para Lara Seixo Rodrigues, fundadora da Mistaker Maker, este é o momento ideal para refletir sobre o estado da arte.

Sem dúvidas sobre o facto da cultura ser o único setor que pode contribuir para a confiança de uma normalidade social, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, realçou que é preciso refletir e pensar no futuro, mas não vê a crise como “oportunidade”, antes sim como “aprendizagem”.

A violência doméstica em tempos de crise

A resposta do governo a este problema foi dada com o reforço dos canais de apoio, para garantir que “a vítima não está sozinha”, medidas que vão ser mantidas e fortalecidas mesmo com o final do estado de emergência.

“Estamos a trabalhar com o Ministério da Educação para agilizar o papel de professores no contacto que têm com os alunos, para identificar possíveis sinais de risco”, revela a secretária de estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

Numa altura em que vítima e agressor estão confinados ao mesmo espaço, a psicóloga e professora da Universidade do Minho, Marlene Matos, recorre a alguns estudos para garantir que “as crises sanitárias têm uma consequência evidente na violência doméstica”.

Mudança climática. E agora?

2020 era para ser um ano crucial para o clima, de tal forma que a estreia do Social Good Summit em Lisboa previa trazer o tema para cima da mesa. No entanto, as alterações climáticas foram relegadas para segundo plano pela pandemia do novo coronavírus.

José Sá Fernandes, vereador para o clima e ambiente da Câmara Municipal de Lisboa, referiu que o ar que respiramos melhorou com uma vida mais digital e que isso deve sensibilizar a sociedade para um mundo mais sustentável.

Chegou a revolução digital

O teletrabalho e a tele-escola passaram a ser uma realidade no dia-a-dia de grande parte dos portugueses. Mas será que podemos manter estes modelos? Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio, garante que o trabalho à distância naquele banco tem-se revelado um sucesso, muito graças a plataformas colaborativas que facilitam o processo. Na sua opinião, só assim é que a tecnologia faz sentido: “Quando se revela útil para as pessoas”.

O ex-comissário europeu, Carlos Moedas, acredita que a sociedade está preparada para funcionar através da tecnologia, mas sempre com o sentimento de que o humano é mais importante que o digital. “Durante anos, na comissão europeia, trabalhámos para convencer os diversos setores a serem mais digitais. Acho que a pandemia acelerou em semanas aquilo que estivemos a trabalhar durante décadas. A pandemia também baixou o preço da inovação”, revelou, convicto de que estas são as únicas partes boas da Covid-19.

A primeira edição do Social Good Summit, em Lisboa, pode ser revista aqui. O fórum, que já passou por mais de 100 cidades, chega a Portugal pela mão da It’s About Impact, associação sem fins lucrativos dedicada à produção de eventos, com o apoio da Casa do Impacto, o hub de empreendedorismo e inovação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Já são conhecidos os vencedores da 4ª edição do Santa Casa Challenge

Em tempos de pandemia, num modelo diferente do habitual, a final do Santa Casa Challenge foi transmitida em direto, através do Facebook da Casa do Impacto e da plataforma Zoom. Em cinco minutos, os dez finalistas apresentaram os seus projetos a um júri, composto por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, Ricardo Lima, head of startups da Web Summit, Carla Pimenta, head of startup engagement da EDP.

“Como podemos promover conhecimento, ações e respostas das comunidades às alterações climáticas?” é o desafio da edição que foi lançada em novembro, durante a presença da Casa do Impacto na Web Summit.

Na 4ª edição do Santa Casa Challenge, os participantes foram desafiados a encontrar e desenvolver soluções inovadoras de base tecnológica e digital, que respondam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis; 12 – Consumo e Produção Sustentáveis e 13 – Ação Climática.

Os vencedores foram The Equal Food Co. (primeiro lugar), MAG2CLean (segundo lugar) e Genviot (terceiro lugar). O projeto vencedor (The Equal Food Co.) visa combater o desperdício alimentar e fazer com que todos os alimentos sejam valorizados, minimizando o desperdício e gerando valor. Trabalham com produtores e empresas para redirecionar produtos destinados a resíduos para novos mercados, construindo uma cadeia alimentar mais sustentável, sem excedentes e produtos “feios”. Já a MAG2CLean é um nanossistema superparamagnético que pretende fazer o tratamento de efluentes poluídos, e a Genviot é uma solução de rega sustentável Plug&Play.

Os três vencedores recebem Alpha Packs para a Web Summit 2020, sendo que o primeiro e o segundo lugar recebem ainda um pack de incubação gratuita para dois membros da equipa, durante um ano, na Casa do Impacto. Ao primeiro lugar é atribuído, ainda, um prémio de 15 mil euros para investimento no projeto.

Para Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, o objetivo desta edição do Santa Casa Challenge foi alcançado. “No início desta edição tínhamos fortes expectativas de encontrar projetos promissores de inovação ambiental, e o objetivo foi atingido. Os dez finalistas foram candidatos à altura e esperamos que todos continuem a trabalhar para a Década do Clima pelos inúmeros motivos de alarme com que somos diariamente confrontados e pela urgência em salvarmos o planeta”, salientou Inês Sequeira.

“É fundamental trazer inovação para esta causa, por isso é que queremos apoiar e investir nestes projetos vencedores. É essencial dar-lhes uma oportunidade para que estas novas soluções surjam e ganhem escala”, concluiu.

Santa Casa Challenge é um concurso promovido no âmbito da estratégia de investimento da Casa do Impacto, que premeia soluções tecnológicas inovadoras que deem origem a dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação, exequíveis do ponto de vista tecnológico.

Café Memória está de regresso, agora em versão “fique em casa”

Com a certeza de que as sessões do Café Memória são uma mais-valia para todos participantes, desde o passado sábado, dia 18 de abril, que estas têm lugar online, através da plataforma digital Zoom.

Nos tempos que correm, a iniciativa assume uma nova identidade: Café Memória Fica em Casa. A fórmula, essa, é a mesma.

Com lugar aos sábados, às 11h da manhã, as sessões têm a duração de aproximadamente uma hora. Cada sessão conta com a participação de um orador convidado e serão abordados diversos temas ligados à problemática da demência sempre com o objetivo de ajudar os cuidadores e os doentes com demência a atravessar esta fase de pandemia em que são obrigados a ficar ainda mais tempo em casa.

A próxima sessão, que decorre no dia 25 de abril, vai contar com a psicóloga Ana Costa como oradora convidada, a qual dará aos participantes algumas sugestões e estratégias para a adaptação do ambiente à pessoa com demência.

Ana Costa é licenciada em Psicologia pela Universidade do Minho, pós-graduada em Neuropsicologia e Demências pela Universidade de Barcelona. É psicóloga clínica responsável pelo Serviço de Psicologia Geriátrica e Gerontológica, na Santa Casa da Misericórdia de Gaia desde 2009. Em 2013 criou o projeto hOpeningDementia que observa e atua sobre a problemática da demência a partir da psicologia, do design e outras metodologias participativas.

Para participar nas sessões online deste novo formato do Café Memória, basta aceder à plataforma Zoom, através do link https://zoom.us/j/7872063580.

A missão do Café Memória consiste em reduzir o isolamento social em que muitas das pessoas com demência e os seus familiares e cuidadores se encontram, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. Pretende ainda sensibilizar a comunidade para a relevância crescente do tema das demências, diminuindo, assim, o estigma que lhe está associado.

Projeto Radar combate solidão e vulnerabilidade emocional

Arrancou, em janeiro de 2019, com o objetivo de identificar e conhecer as características da população da cidade de Lisboa com mais de 65 anos, articulando as suas necessidades com os diversos parceiros do Programa Lisboa, Cidade de Todas as Idades. Hoje, em plena época de pandemia, o projeto Radar continua a prestar um apoio fundamental para muitos idosos da cidade.

Desde que foi decretado o estado de emergência, Maria Luís Metrogos, 31 anos, já perdeu a conta de quantos telefonemas fez. Diariamente, estabelece contacto com as pessoas com mais de 65 anos da cidade de Lisboa, identificadas em situação de isolamento.

No início desta crise, a prioridade foi estabelecer o maior número de contactos telefónicos possível para assegurar as necessidades de sobrevivência básicas destas pessoas. Mas, o seu trabalho não se esgotou aqui. Após quatro semanas e muitos milhares de contactos telefónicos realizados, fruto de um intenso trabalho conjunto entre a Santa Casa e as juntas de freguesia, o grande desafio agora é de natureza mais qualitativa: há que cuidar das situações de maior solidão e vulnerabilidade emocional.

Projeto Radar combate solidão e vulnerabilidade emocional

Solidão e vulnerabilidade emocional, o grande desafio.

Das 9h00 às 17h30, Maria fala, ouve e sente as preocupações e os anseios deste grupo populacional pelo telefone. “Estas pessoas precisam de falar, de ser ouvidas e de sentir que alguém se preocupa com elas. Dizem-me constantemente que se sentem presas e isoladas, acusando cansaço, ansiedade e preocupação”.

Carla Pereira, 26 anos, partilha da mesma opinião da colega. “Os idosos estão preocupados, ansiosos e emocionalmente fragilizados. Se por um lado percebem a necessidade do isolamento, por outro veem-se frustrados com a perda da sua autonomia e liberdade”.

Maria, Carla e mais 26 jovens entrevistadores do projeto Radar têm como missão proporcionar-lhes um espaço de conversa onde possam expor as suas dúvidas, receios e angústias, conhecer como estão a ocupar o seu tempo e, simultaneamente, dar alguns conselhos e orientações úteis, ou mesmo proceder a eventuais encaminhamentos para respostas especializadas (ex. linhas de apoio psicológico).

Os contactos são importantes porque as pessoas sentem que não são esquecidas e que têm alguém para partilhar o que lhes vai na alma, asseveram Carla e Maria. Uma equipa composta por 28 jovens que além de ouvintes a tempo inteiro são, muitas vezes, a única voz do outro lado da linha telefónica para combater a solidão dos dias amargos.

Para conseguirem lidar da melhor forma com situações de fragilidade emocional, estes técnicos recebem formação através de webinars (seminários online) temáticos que a Unidade de Missão da Santa Casa dinamiza semanalmente. O objetivo é dotar os entrevistadores de ferramentas úteis ao desenvolvimento de competências para a sua atividade, em áreas como: escuta ativa, comunicação assertiva, conversa empática e outras técnicas psicossociais básicas que lhes permitam lidar melhor com os desafios com que são confrontados.

Mário Rui André, responsável pela Unidade de Missão, explica que “tínhamos de arranjar também respostas do ponto de vista emocional. Muitos destes seniores da nossa cidade já viviam em situações de isolamento antes desta crise sanitária. Percebemos que a maioria destas pessoas falava unicamente uma vez por dia com os nossos e que estavam a acusar sinais de maior fragilidade emocional e psicológica por causa da atual situação”.

O projeto Radar é uma operacionalização do Programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”, cujo objetivo é conhecer a população com mais de 65 anos da cidade de Lisboa sem apoio regular das instituições. Ao longo de um ano, foram realizadas 30 mil entrevistas que permitiram conhecer as suas expetativas, as suas privações e as suas potencialidades para que, em estreita colaboração com Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto da Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública e as juntas de freguesia e a Rede Social de Lisboa -, possam ser dadas respostas mais céleres e assertivas aos desafios da longevidade.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas