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Santa Casa atribui Prémios Nunes Correa Verdades de Faria

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) atribuiu, esta terça-feira, 3 de julho, os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, que distinguiram Maria Amélia Ferreira, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canavezes, Mariana da Cruz Alves, médica interna do Hospital Pulido Valente, e Rui Paulo dos Anjos, diretor do Serviço de Cardiologia Pediátrica e presidente do Colégio de Cardiologia Pediátrica da Ordem dos Médicos. O júri decidiu, ainda, atribuir, quatro menções honrosas.

Estes Prémios destinam-se a galardoar os indivíduos (de qualquer nacionalidade) que, em Portugal, mais tenham contribuído pelo seu esforço, trabalho ou investigação para estas três áreas: cuidado a idosos, progresso na medicina geriátrica e tratamento das doenças do coração.

A cerimónia, presidida por Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, decorreu no jardim da Residência Faria Mantero, no Restelo, em Lisboa.

Na sua intervenção, o provedor começou por agradecer “o exemplo e a inspiração das pessoas que dedicam a sua vida em prol dos outros”. Os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria são apenas uma “expressão da gratidão e do reconhecimento” da comunidade pelo trabalho dos premiados”.

“A atribuição destes prémios, ao dar cumprimento à condição estabelecida por Henrique Mantero Belard, é para a SCML um motivo de orgulho e a expressão viva de que o apoio à investigação e ao desenvolvimento científico constituiu uma responsabilidade que queremos assumir plenamente e que nos ajuda a fazer melhor”, concluiu Edmundo Martinho.

Helena Lopes da Costa, administradora da Saúde da instituição, lembrou que “o que nos reúne, hoje, aqui, é precisamente a última vontade de Henrique Mantero Belard. A preocupação deste benemérito em relação aos mais idosos e desprotegidos representa um exemplo que poderá ser seguido por todos nós, e representa, igualmente, um dos pilares de atuação da Misericórdia de Lisboa”.

Maria Amélia Ferreira, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canavezes, recebeu o prémio na área A – “Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos”. Foi distinguida pela sua intensa atividade de responsabilidade social numa área geográfica carenciada.

Já na área B – “Progresso da Medicina na sua Aplicação às Pessoas Idosas”, Mariana da Cruz Alves, médica interna do Hospital Pulido Valente, foi reconhecida pelo seu projeto de doutoramento sobre o risco cardiovascular da doença de Parkinson.

Rui Manuel dos Anjos, diretor do serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, foi distinguido com o prémio no âmbito da área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração” – por introduzir em Portugal múltiplas técnicas de intervenção em Cardiologia Pediátrica, permitindo o tratamento não invasivo, por cateterismo, de várias cardiopatias congénitas.

O júri decidiu, ainda, atribuir, quatro menções honrosas:

Na área A – Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos – o júri distinguiu o trabalho do Projeto Aldeias Humanitar (um projeto que pretende manter vivas as aldeias e vilas do interior de Portugal), do Monsenhor Domingos da Silva Araújo (escritor, poeta, jornalista, com atividade docente e pastoral) e de Maria de Lourdes Miguel (pelo projeto “Mais Proximidade, Melhor Vida).

Já na área C – Progresso no Tratamento das Doenças do Coração – o júri reconheceu o trabalho realizado por Daniel Gomes Caldeira, médico especialista em Cardiologia e especialista em Farmacologia Clínica.

Criados em 1987, os Prémios “Nunes Corrêa Verdades de Faria” cumprem a vontade expressa em testamento por Mantero Belard. São entregues, anualmente, a pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído, pelo seu esforço, trabalho ou estudos, nos três âmbitos definidos pelo benemérito. A Residência Faria Mantero, no Restelo, foi deixada por Mantero Belard à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para acolher artistas e intelectuais de mérito.

O júri dos prémios foi constituído por Helena Lopes da Costa, administradora da Santa Casa da Misericórdia, pelo médico-cirurgião Fernando Pádua, pelo padre Vítor Melícias, pelo especialista em cardiologia e medicina interna João Pedro Gorjão Clara e pelo cirurgião José Guimarães dos Santos.

Investigação sobre AVC premiada

O Prémio João Lobo Antunes, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), no valor de 40 mil euros, foi esta manhã, 4 de julho, atribuído ao investigador Pedro Nascimento Alves, orientador do projeto “Orientação Espacial após o AVC”.

A cerimónia, que teve lugar na Sala do Brasão, do Museu de São Roque, contou com a presença do provedor da instituição, Edmundo martinho, de todos os membros da administração e da diretora-geral da saúde, Graça Freitas e está inserida nas comemorações dos 520 anos da Santa Casa.

Com o objetivo de entender de que maneira os mecanismos cerebrais relacionados com a orientação espacial são afetados após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o projeto liderado pelo investigador do Hospital de Santa Maria prevê um estudo às ligações neurais e estruturas cerebrais diretamente afetadas, através de técnicas inovadoras de análise de ressonância magnética cerebral.

“O AVC tem uma das maiores taxas de mortalidade e morbilidade a nível nacional, devido a isso, este prémio é o reconhecer também do problema, mas ao mesmo tempo da necessidade de se continuar a apostar na investigação científica associada às doenças neurológicas”, afirmou o investigador.

O estudo vencedor da segunda edição do prémio João Lobo Antunes irá permitir desenvolver técnicas de reabilitação que melhorem a qualidade de vida dos doentes que sofrem desta incapacidade causada por AVC.

Associada na maior parte das vezes a uma perda de mobilidade ou incapacidade física, o estudo agora desenvolvido “irá permitir no futuro identificar melhor os doentes e as suas necessidades para se desenvolver tratamentos mais eficazes para este tipo de sintomas”, disse Pedro Alves.

No final da sua elocução, o vencedor deixou, ainda, uma palavra de saudade ao professor João Lobo Antunes, falecido em 2016, que considerou “um exemplo e acima de tudo uma inspiração para os mais novos”.

Edmundo Martinho referiu que o Prémio João Lobo Antunes é um “dos prémios que a Santa Casa atribui anualmente à investigação científica”, considerando que “é também um elemento chave do funcionamento da instituição apoiar e desenvolver mecanismos que ajudem o desenvolvimento da ciência em Portugal”.

A atribuição deste prémio decorre das iniciativas que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a desenvolver, desde 2013, para incentivar a investigação na área das neurociências, sob o lema “Investigação por Boas Causas”.

Desde esse ano, e pela primeira vez na sua história, foram atribuídos dois prémios anuais, no valor de 200 mil euros cada. Estas distinções incentivam avanços no tratamento de doenças neurodegenerativas, associadas ao envelhecimento (Prémio Mantero Belard), assim como na recuperação e no tratamento de lesões vertebromedulares (Prémio Melo e Castro).

Desde então, o investimento da Misericórdia de Lisboa no âmbito da Investigação e Desenvolvimento tem sido reforçado, através do desenvolvimento de outros programas e projetos, nos quais se incluem o Programa de Apoio a Projetos de Investigação Científica em Esclerose Lateral Amiotrófica e o Programa de Apoio à Investigação Científica.

Primeira aldeia da Inovação Social na Lousã

Nos dias 4 e 5 de julho de 2018, a Cerdeira, serra da Lousã, recebe a primeira Aldeia da Inovação Social. A Portugal Inovação Social, juntamente com os seus parceiros, transformou a aldeia num espaço interativo e de partilha onde estão concentrados os projetos de inovação social mais emblemáticos que atualmente se realizam em Portugal.

Tendo esta região sido particularmente afetada pelos incêndios que deflagraram e devastaram a região Centro em 2017, a Portugal Inovação Social, em parceria com o IES – Social Business School, lançou uma call de ideias/projetos focados na prevenção de incêndios e na regeneração do território.

O prémio deste concurso foi atribuído às 5 melhores ideias e consiste na participação da equipa num Boootcamp em Empreendedorismo Social do IES-SBS, que está a decorrer na Aldeia da Inovação Social, onde receberão formação e terão oportunidade de desenvolver e transformar a ideia num projeto com impacto.

Santa Casa na Aldeia da Inovação Social

A Santa Casa é parceira da Portugal Inovação Social e tem presentes nesta iniciativa vários projetos apoiados pelo seu Departamento de Empreendedorismo e Economia Social, designadamente os projetos criados na Casa de Impacto.

A Casa de Impacto é um projeto de empreendedorismo social que a SCML está a desenvolver na comunidade envolvente do Bairro Alto, localizada no Convento de São Pedro de Alcântara (muito próximo do Mercado dos Ofícios do Bairro Alto), e que pretende agregar no mesmo espaço todas as entidades ligadas ao empreendedorismo e inovação social, de forma a promover o impacto dos projetos.

Novo Centro de Reabilitação em Lisboa

Edmundo Martinho sublinhou o peso da Saúde nas áreas de intervenção da SCML, lembrando que “é uma área de claro investimento social da Santa Casa. Temos três unidades mais pesadas: o Centro de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Santana, na Parede, e outro que é a Unidade de Cuidados Continuados Maria José Nogueira Pinto na Aldeia do Juzo. São as unidades mais pesadas que temos com caráter residencial e hospitalar”.

Na Saúde, a Misericórdia de Lisboa tem duas grandes áreas: a reabilitação, com um modelo que tem vindo a ser desenvolvido em Alcoitão, e a cirurgia ortopédica, que é desenvolvido no Hospital de Sant’Ana. O provedor considera que “temos uma intensidade no domínio da reabilitação e da cirurgia ortopédica geriátrica que não tem paralelo em nenhuma entidade hospitalar. Tudo isto significa dizer que a nossa obrigação é estender a disponibilidade deste património técnico e científico a tantas pessoas quanto formos capazes”.

Para além da criação do Centro de Reabilitação, o provedor da SCML falou sobre uma ambição que quer ver concretizada ainda neste mandato, o lançamento de um projeto virado para a empregabilidade das pessoas com deficiência.

O que se pretende é criar condições para que todas as pessoas tenham acesso ao mercado de trabalho. Edmundo Martinho explica que pretende que se promova “uma empregabilidade afastada daquilo que é o emprego protegido, dos enclaves de emprego. É sermos capazes de ajudar pessoas com deficiência, em função obviamente das capacidades que tenham, a construir uma carreira profissional ainda que limitada

Santa Casa apoia mais nove misericórdias

“Comprometemo-nos, obviamente, a dar continuidade a este trabalho conjunto que tem vindo a ser feito”. Foi desta forma que Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), se referiu à obra do Fundo Rainha D. Leonor (FRDL), esta sexta-feira, 29 de junho, na sala de Sessões, na cerimónia que assinalou os contratos de financiamento com mais nove misericórdias.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do Fundo Rainha Dona Leonor (FDRL), continua a apoiar fora de portas. Desta vez são nove misericórdias de todo o país, em projetos na área social e de recuperação do património. Ao todo, trata-se de um investimento de 1.610.706,89 euros, beneficiando centenas de pessoas.

De assinalar a presença de todos os membros da Mesa da Misericórdia de Lisboa e do Conselho de Gestão do Fundo Rainha D. Leonor.

Os contratos de financiamento, em projetos para a área social, foram celebrados com as misericórdias de Caminha (38.375,10 €), Coimbra (234.881,86 €), Freixo de Espada à Cinta (90.000,00 €), Paredes (180.085,23€), Ponte de Lima (241.480,31 €), Sever do Vouga (125.000,00 €), Vila Flor (230.055,85 €) e Obra da Figueira (212.139,02). Já em projetos na área da recuperação do património, foi assinado um contrato com a Misericórdia de Évora (258.689,52€).

“Comprometemo-nos, obviamente, a dar continuidade a este trabalho conjunto que tem vindo a ser feito”, começou por dizer Edmundo Martinho. E continuou: “Este ano, por ser o ano Europeu do Património Cultural, e já estamos a trabalhar nesse sentido, queremos dar um enfoque especial à questão do património cultural das misericórdias”.

O provedor expressou a sua vontade em dar continuidade e aprofundar o relacionamento estabelecido entre a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Misericórdia de Lisboa. “O nosso compromisso é continuar a disponibilizar às misericórdias, e por essa via, à disposição do país, parte dos recursos da SCML”.

O dia foi de renovação de votos entre a SCML e a UMP. O provedor destacou que o Fundo se caracteriza pela cooperação, a união e a responsabilidade social entre instituições.

“Uma obra magnífica!”. É desta forma que Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, classificou o Fundo Rainha Dona Leonor, no início da sua intervenção. “A SCML deu uma extraordinária resposta de solidariedade, de cooperação com as outras misericórdias do país com a criação deste Fundo”,

O presidente da UMP renovou os agradecimentos à Santa Casa e destacou a capacidade da SCML em ajudar as outras misericórdias em diferentes áreas. “Estamos a trabalhar (SCML e UMP) no sentido de aprofundar o trabalho na área do património cultural, porque de facto, a recuperação e a salvaguarda do património é algo que destingue as misericórdias das outras IPSS”.

Já Alípio Gonçalves de Matos, provedor da Misericórdia de Ponte de Lima, lembrou as dificuldades com que as misericórdias se debatem todos os dias, destacando a importância do Fundo Rainha Dona Leonor para as misericórdias do país.

FDRL

Criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela União das Misericórdias Portuguesas, em 2015, o Fundo Rainha D. Leonor nasceu da convicção da SCML de que as boas causas devem sair das fronteiras da capital.

O objetivo é ajudar as misericórdias portuguesas no seu trabalho em causas sociais prioritárias, dando o seu contributo para a coesão social e territorial do país.

Desde a sua criação, e a contar com estes nove projetos, o Fundo Rainha Dona Leonor já apoiou 90 misericórdias em todo o país, e o apoio total ascende a um valor superior a 15 de milhões de euros. Sendo que 37 projetos já foram inaugurados, 44 estão em obra (sem contar com estes nove).

Desde 2017 que o apoio do Fundo se dirige também à recuperação do património histórico das Misericórdias, tantas vezes relegado para segundo plano dada a urgência das causas sociais.

Um encontro com arte

Os futuros aspirantes a atores abordaram os temas de uma maneira simples, em que o objetivo pretendido, “mais do que chocar era alertar”, conta Inês, atriz do grupo de teatro. No final a interpretação foi aplaudida de pé por toda a plateia.

“O importante é que os jovens tenham atenção a tudo os que o rodeia. Ao longo da peça quisemos mostrar que, acima de tudo, uma relação familiar estável é mais importante que tirar 20 valores a todas as disciplinas na escola”, conta a atriz.

O racismo, o consumo de drogas e o abandono familiar foram algumas das questões que a peça abordou, em que a personagem principal relata na primeira pessoa como a disfuncionalidade familiar interfere no seu crescimento emocional.

Para Isabel Queirós de Melo, diretora da Unidade W+, a “dramatização é uma importante ferramenta dos profissionais de saúde, porque através dela consegue-se abordar temas que são tabu nestas idades”.

No final do encontro houve ainda uma tertúlia com o psicanalista, Rui Aragão, os atores do filme “Adeus Pai”, João Lagarto, Afonso Pimentel, João Fanha e o realizador, Luís Filipe Rocha.

O projeto ExprimeArte, parte da iniciativa de dois serviços da Misericórdia de Lisboa, a Direção da Saúde e a Direção de Infância e Juventude que pretende abordar vários temas sensíveis na população juvenil, como o abandono familiar ou o consumo de drogas, através da expressão artística.

GALERIA DE FOTOGRAFIA

Deixe a sua marca na vida de alguém

O voluntariado existe na Santa Casa com uma estrutura formalmente organizada desde 1998, iniciando a sua atividade com 89 voluntários. No ano em que este serviço celebra 20 anos de existência apresentamos o voluntariado na primeira pessoa.

Hoje, vinte anos depois, são mais de 400 aqueles que, anualmente, auxiliam a instituição na prossecução da sua missão nas mais variadas áreas, desde a Ação Social à Cultura, doando um pouco do seu tempo, conhecimento e amor em favor de uma sociedade mais igualitária.

Estar ao serviço de uma causa de forma desinteressada, sem esperar nada em troca, é um ato de amor genuíno que marca positiva e significativamente a vida de quem menos tem. Cada passo que dão, cada mão que estendem, cada sorriso que soltam, é um bálsamo para o espírito de quem mais precisa.

O compromisso com o voluntariado é um dos primeiros passos para uma vivência plena da cidadania e confirma o princípio de que sozinhos não somos nada, somos pequenos grãos de areia, mas que juntos somos uma praia que se estende com o único objetivo de fazer alguém mais feliz.

Saiba mais sobre o Voluntariado da Santa Casa e como pode deixar a sua marca na vida de alguém aqui.

Inauguração de Obra da Misericórdia de Ourique

O projeto permitiu reabilitar um edifício com 35 anos de utilização diária, consubstanciando a requalificação e melhoria geral das instalações da Creche e Jardim de Infância, criando um espaço exterior comum ao lar, o que promove o envelhecimento ativo e o contacto intergeracional.

Este equipamento tem capacidade para 86 crianças; 46 na creche e 40 no pré-escolar. O Fundo Rainha Dona Leonor, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, apoiou o projeto com 180.378,68 €.

Da análise da rede pública e solidária dos equipamentos sociais concelhios constata-se que Ourique tem uma taxa de cobertura superior à realidade nacional no âmbito das Creches e do Pré-Escolar mas apresenta, também, uma capacidade esgotada em ambas as valências. No Pré-Escolar, regista-se na rede pública e na rede privada.

Por outro lado, existe uma percentagem significativa de crianças que frequentam o ensino pré-escolar na rede privada sem fins lucrativos (36,5%), sendo que a Misericórdia de Ourique é a única instituição do concelho com Creche e a única entidade da rede privada sem fins lucrativos com Pré-Escolar.

As obras de beneficiação de janela e de canalizações promovem ainda uma melhor eficiência energética, que implica uma futura redução de despesas com o aquecimento.

A Praxis da Compaixão em São Roque

O Museu de São Roque apresenta no próximo sábado, 23 de junho pelas 15h00, a conferência “A Praxis da Compaixão“, por Ana Sofia Branco, Isabel Jonet e Inês Souta.

Em colaboração estreita com o Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural, da Direção da Cultura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Associação de Professores de Filosofia está a promover um ciclo dedicado à compaixão.

Sendo a Misericórdia de Lisboa uma instituição promotora da compaixão ativa pelo semelhante e tendo generosamente mostrado disponibilidade para dar ao tema um tratamento filosófica que permita enquadrá-lo no que tem sido a sua evolução, como produto por excelência, da Razão Pura no seu uso Prático, numa referência a Kant, quando o filosófo de Konigsberg colocava a lei moral como algo que deve poder ser tomado como legislação universal.

A Praxis da Compaixão

Nas grandes Tradições Espirituais nascidas na Índia (designadamente o Hinduísmo, o Jainismo e o Budismo), a noção de que o mundo fenomenal e fragmentado é irreal – uma ficção, uma miragem, um sonho, um pesadelo -, ou pelo menos uma realidade ou verdade diminuída, relativa, só provisoriamente consentida, não implica necessariamente um distanciamento ou indiferença para os que estão submetidos à sua ilusão, ignorância, insatisfação, sofrimento e fraqueza.

A realidade absoluta sobrepõe-se à (ir)realidade fenomenal, Moksha ou Nirvana ao Samsara. Os que se vão libertando, ao desenvolverem a compaixão, não esquecem os que continuam prisioneiros, são sensíveis às suas dores, e acodem-lhes para que tenham fim. Avataras, Rishis, Gurus, Tirthankaras e Bodhisattvas (no seu nobre ideal de compaixão) são expoentes desse desígnio. Ahimsa (inofensividade) pode ser entendida como outra notável postura compassiva.

Saiba mais sobre as oradoras aqui.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural
Direção da Cultura SCML
T: 213 240 869 | 866 | 887

Santa Casa firma novo Acordo de Empresa com Sindicatos Médicos

A Sala do Brasão encheu-se esta quarta-feira, dia 20 de junho, para acolher a assinatura pública de um novo acordo de empresa que vem reenquadrar a carreira médica até agora em vigor na Misericórdia de Lisboa. O mais recente acordo entre a instituição e instâncias sindicais vem responder a um pedido há muito feito pela classe médica e, assim, atualizar uma carreira até agora regida por um regulamento de 1995.

Sobre o acordo agora rubricado, que adota a tabela remuneratória do Serviço Nacional de Saúde e abrange cerca de 80 trabalhadores, o provedor, Edmundo Martinho, referiu na sua intervenção que este é “um momento com um significado muito relevante para a Santa Casa”.

Na sua elocução, durante a cerimónia de um acordo que descreveu como sendo “um momento e um documento que é um passo em frente para os médicos”, o principal responsável da Santa Casa referiu ainda que este é um acordo “onde todos saíram a ganhar”. ” [Com este AE] Há ganhos para todas as partes. Ganha a Santa Casa, porque permite aos seus profissionais médicos exercerem a sua atividade de forma mais sólida, consolidada, sabendo que fazem parte de uma organização que respeita a sua capacidade de se dar aos outros. E é um importante ganho para os médicos pois há óbvias vantagens na assinatura deste acordo”.

As vantagens deste acordo foram também sublinhadas por Jorge Roque da Cunha, representante do Sindicato Independente dos Médicos, para quem a rubrica deste documento é “um momento importante” que “cria condições para que os nossos colegas não sejam médicos de segunda”. O sindicalista deixou ainda uma nota sobre a importância futura de um documento que tem do seu sindicado “toda a confiança” de conseguir “criar condições para que haja mais médicos e mais médicos satisfeitos na Santa Casa, e nós temos a certeza de que com este acordo isso vai ser possível”.

Por seu turno, Mário Jorge Nunes, responsável pelo outro sindicato envolvido neste acordo, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, afiançou que para esta organização sindical este acordo “se revestirá de uma enormíssima importância no futuro trabalho da área assistencial médica desenvolvida pela Santa Casa. É um passo muito grande”.

O acordo agora estabelecido entre a instituição e as duas organizações sindicais médicas vem dar à Santa Casa uma maior competitividade na captação e manutenção de pessoal médico, facto que também foi realçado por Mário Jorge Nunes. Para o médico e responsável sindical, este acordo tem ainda a vantagem de proporcionar uma “carreira médica devidamente estruturada e hierarquizada” que funcionará como “um mecanismo de garantia da qualidade do exercício da profissão médica”.

Quem também marcou presença numa cerimónia que classificou como “importante” e com capacidade para “marcar aquilo que é a relação da Santa Casa com a carreira médica por um lado e com os recursos médicos por outro”, foi Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos médicos. Para o responsável pelos médicos portugueses, este é um acordo que, ao atuar nas carreiras médicas, atua sobre uma área “essencial para o desenvolvimento profissional dos médicos, para o trabalho das equipa e para a qualidade dos cuidados de saúde que oferecemos aos nossos utentes”.

O documento negociado pelas três entidades vem reconhecer também, de forma expressa, várias modalidades de horários. Com a assinatura deste AE, a Mesa e os sindicatos creem que estão ainda abertas as portas para que, de futuro, os profissionais médicos da nossa casa possam participar em concursos nacionais, tendo em vista a obtenção de grau de consultor.

A assinatura deste AE vem, segundo Edmundo Martinho, fechar um ciclo de negociações que, apesar de ter permitido fazer com que mais de 90% dos trabalhadores estejam abrangidos por acordos de empresa, estava até hoje incompleto. “Faltava-nos fechar este ciclo, fechar as negociações com os sindicatos dos médicos. Tendo a saúde um papel tão central na Santa casa não teria nenhum sentido que aquela que é a profissão central na área da saúde não tivesse da nossa parte um tratamento adequado”.

Os acordos agora assinados entram em vigor no primeiro dia do mês seguinte à sua publicação oficial.

GALERIA DE FOTOGRAFIAS

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

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Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

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