logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Dia Internacional do Enfermeiro assinalado com seminário sobre os cuidados domiciliários

O Dia Internacional do Enfermeiro, comemorado a 12 de maio, data do aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna, foi assinalado na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com o seminário “Cuidar em Casa, uma resposta de proximidade pela voz dos enfermeiros”, na Sala de Extrações.

A propósito do tema definido este ano pelo Conselho Internacional de Enfermeiros, “Os nossos enfermeiros, o nosso futuro – o poder económico dos cuidados”, foram debatidas as questões relacionadas com o adiamento da institucionalização do doente e os benefícios que tal traz para “o próprio, para a sociedade e, também, na parte financeira”, segundo Manuela Marques, enfermeira diretora da Direção de Saúde da Misericórdia de Lisboa.

Manuela Marques lembra que essa institucionalização “desenraíza a pessoa, com prejuízos psicológicos e isolamento em relação à família”, acarretando igualmente custos ao Estado, pelo que “os cuidados em casa são uma área a explorar e a melhorar”.

Enfermeira diretora Manuela Marques

“Existe um grupo de trabalho na Santa Casa, com a Ação Social e a Saúde, que está a estudar a forma de melhorar a integração entre estas duas áreas. O nosso apoio domiciliário de saúde está concentrado em dois polos: oriental e ocidental. Nas freguesias há um núcleo com médico e enfermeiro, que também pode ter nutricionista, e que faz a ponte com a Ação Social”, explica.

Segundo a enfermeira diretora, a interligação entre as duas áreas já é feita, mas não atuam propriamente como uma equipa única e é aí que há trabalho a fazer, até porque, recorda, “a Organização Mundial de Saúde diz que a integração dos cuidados contribui não só para melhorar a qualidade dos cuidados, mas também a relação custo-efetividade dos mesmos”.

Assim, na primeira metade do seminário foi feita uma caracterização dos cerca de 1700 utentes que o serviço cobre na cidade de Lisboa com cuidados médicos, de enfermagem, nutrição e outros, abordando as suas faixas etárias, patologias, tipos de cuidados prestados (curativos e preventivos) e ainda o ensino aos cuidadores.

Já na segunda parte do seminário realizou-se uma mesa redonda sobre “O papel do enfermeiro especialista na equipa multidisciplinar, em contexto domiciliário”, visando as áreas de reabilitação, saúde mental e cuidados paliativos, as três onde os profissionais da Santa Casa atuam diariamente em casa dos utentes.

Sala cheia no seminário sobre cuidados de saúde em casa

CMRA e HOSA reforçam presença online com lançamento de novos websites

Hospital Ortopédico de Sant’Ana (HOSA) e o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) têm agora novos websites, capacitados para responder às necessidades de quem neles procura informação. Estes equipamentos da Misericórdia de Lisboa dão assim mais um passo – este digital – para consolidar o estatuto de referência nas áreas da Ortopedia, Traumatologia, Medicina de Reabilitação e Fisioterapia. 

Assim, a juntar-se ao conjunto diversificado de cuidados de saúde com elevada qualidade, facilidade no acesso e resposta em tempo útil, ambos os equipamentos apresentam a partir de agora websites dinâmicos, modernos e inclusivos, onde os utilizadores podem fazer diretamente a marcação de consultas e exames, consultar todas as informações úteis sobre os serviços prestados, bem como as mais recentes notícias do “universo” Saúde Santa Casa.

 
CMRA Vista aérea

Residência Temporária de Sant’Ana alivia o SNS nos internamentos sociais

Foi ontem inaugurada a Residência Temporária de Sant’Ana, uma resposta da Santa Casa para acolher pessoas em situação de internamento social, vindas de unidades do Serviço Nacional de Saúde.

O equipamento fica situado no Hospital Ortopédico de Sant’Ana e logo no primeiro dia acolheu dois utentes, que mereceram a visita de Ana Jorge, provedora da Misericórdia de Lisboa, e Manuel Pizarro, ministro da Saúde. Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão, e Ricardo Mestre, secretário de Estado da Saúde, também integraram a comitiva que percorreu a nova ala.

Esta nova resposta da Santa Casa resulta de um protocolo assinado com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e com o Ministério da Saúde, e terá 27 camas, recebendo utentes que já tiveram alta clínica, mas não têm condições ou família disponível para regressar a casa, permanecendo nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

provedora com ministro da saude

Aproveitando a época natalícia, Ana Jorge sublinhou que a residência constitui “um presente de Natal às pessoas que o SNS e a Santa Casa têm a obrigação e missão de cuidar”.

“Desta forma, a Santa Casa consegue dar expressão a mais uma das boas causas, indo buscar os retidos nos hospitais. Não é uma residência permanente, é algo intermédio para depois tentarmos encontrar uma solução definitiva para estas pessoas. Não é apenas uma questão social. São pessoas muito frágeis e vulneráveis, que precisam de acompanhamento e esse é o grande desafio que temos neste momento: há muitas pessoas destas em que a família já não existe ou não quer existir e que aguardam que alguém os possa acolher”, acrescentou a provedora.

Por seu lado, a secretária de Estado da Inclusão realçou a abertura da residência “em tempo recorde”.

“Muito obrigado à Santa Casa por estas 27 camas, que serão muito úteis, e por este acolhimento ímpar nestas instalações de excelente qualidade”, referiu Ana Sofia Antunes.

Por fim, tomou a palavra Manuel Pizarro para explicar que a nova Residência Temporária de Sant’Ana “permite humanizar os cuidados às pessoas e aliviar a pressão sobre o SNS”.

“Um hospital não é o sítio próprio para as pessoas permanecerem durante meses, não apenas porque não é o sítio adequado para elas, mas também porque precisamos dos lugares para ir acolhendo as pessoas que todos os dias nos procuram. Uma palavra muito especial aos profissionais que aqui vão trabalhar, porque este trabalho exige conhecimento técnico, empenho e coração”, terminou o ministro da Saúde.

Santa Casa repete campanha anual de covacinação de pessoas sem-abrigo

A campanha anual de covacinação das pessoas em situação de sem-abrigo está em andamento desde o dia 17 de outubro. Na passada terça-feira, 14 de novembro, decorreu mais uma ação de sensibilização na Unidade de Atendimento para a Pessoa Sem-Abrigo, no Cais do Gás, onde os interessados podem vacinar-se contra a gripe e a covid-19.

Organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, além de outras entidades, a campanha de covacinação termina oficialmente a 24 de novembro, mas o cenário mais provável é que se alargue para além dessa data, no sentido de abranger o maior número possível de interessados.

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa, esteve presente na Unidade de Atendimento e reforçou a importância desta campanha, que começou já em 2016.

“As pessoas que vivem na rua têm de ter uma especial atenção das entidades. A Misericórdia realiza esta ação específica nos seus equipamentos de apoio à população na cidade, principalmente no nosso Centro de Alojamento Temporário Mãe d’ Água e no Centro de Apoio Social dos Anjos”, explicou, realçando que entre os parceiros podem surgir novas ideias para ampliar o alcance da campanha.

Santa Casa celebra protocolo de cooperação com a Egas Moniz School of Health and Science

Hospital de Sant’Ana

O Hospital Ortopédico de Sant’Ana, localizado na marginal que une Lisboa a Cascais, na Parede, é uma referência na área da ortopedia e traumatologia. Com 118 anos de história, este equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nasceu como Sanatório de Sant’Anna e é hoje uma unidade de saúde com uma notável reputação nacional e internacional.

A sua longa fachada, paralela à Avenida Marginal, revela o gosto eclético da arquitetura portuguesa do início do século XX, ao qual se alia uma profunda capacidade funcional, bem expressa na articulação de espaços, serviços e equipamentos.

A iniciativa para a sua edificação partiu do casal filantropo Amélia e Frederico Biester, depois sucedidos por Claudina Chamiço. Donos de avultada fortuna, sem filhos, afetados pela morte de familiares com tuberculose, cedo se entusiasmaram com o desafio do médico e amigo da família, Dr. Sousa Martins, de construir um sanatório para as crianças desfavorecidas.

Em 1899 e já com o projeto dos arquitetos Rosendo Carvalheira, Álvaro Machado, Couto Abreu, Norte Júnior e Marques Silva, autorizado pela Câmara de Cascais, uma sucessão de acontecimentos trágicos – a morte prematura da quase totalidade dos seus mentores – ia comprometendo o início da obra. Ainda assim, foi lançada a primeira pedra em 1901 e em 31 de julho de 1904 é inaugurado, não pelo casal Biester, mas pela herdeira da fortuna dos Biester, Claudina de Freitas Guimarães Chamiço.

O sanatório surge na época como uma unidade hospitalar modelo, especializada no combate e prevenção da tuberculose óssea e destinada a acolher sessenta crianças do sexo feminino e quarenta adultos, vinte homens com complicações cardiovasculares e vinte mulheres com problemas cancerígenos.

Para a prossecução deste propósito, a fundadora contou com o apoio das irmãs de S. Vicente de Paulo, sendo estas substituídas, em 1910, pelas irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena e um capelão, ficando com residência permanente numa área distinta no piso superior do edifício principal.

Por vontade expressa no testamento de Claudina Chamiço e após a sua morte, em 1913, o sanatório passa a ser gerido por uma comissão de administração composta por sete elementos: o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo como presidente não executivo, para tesoureiro, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Conselheiro Augusto Pereira de Miranda, um familiar dos herdeiros (na altura o marido da sobrinha de Claudina Chamiço), António José de Carvalho, um membro representante da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e mais três membros escolhidos pelo Cardeal. A dificuldade financeira sentida por esta comissão, determinou que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assumisse a administração do sanatório, em 1927.

Em 1956, é idealizado o projeto de realização de um Centro de Recuperação de Incapacitados Motores, que passa a ser designado por Centro de Reabilitação de Diminuídos Motores. É só em 1961 e por despacho governamental que o sanatório ganha identidade jurídica como hospital central, passando a denominar-se Hospital Ortopédico de Sant’Ana.

Desde então, o hospital promoveu várias especialidades e iniciativas pioneiras, que passaram pela criação, formação e especialização de equipas multiprofissionais, como ortopedistas, anestesiologistas, fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e técnicos ortoprotésicos.

Já neste milénio o Hospital Ortopédico de Sant’Ana inicia um processo de modernização e atualização tecnológica, com a criação e remodelação de novos espaços do complexo. Em 2014, é lançada a primeira pedra de um novo edifício hospitalar, inaugurado em 2018. Esta unidade conta com uma área total de construção de mais de 6.000 m², um bloco operatório com 4 salas, 60 camas de internamento, uma unidade de cirurgia ambulatória e uma central de esterilização.

Assista ao episódio do programa da RTP, Visita Guiada, dedicado ao Hospital Ortopédico de Sant’Ana, aqui.

 

“Oportunidade + Escolha = Justiça”. O contributo da terapia ocupacional para a empregabilidade de pessoas com deficiência

Na ESSAlcoitão, o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, celebrado esta quinta-feira, dia 27 de outubro, foi uma oportunidade para refletir sobre a importância desta vertente da terapia para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A sessão foi também um momento para alunos e professores conhecerem a missão da Valor T, a agência de empregabilidade para pessoas com deficiência da Misericórdia de Lisboa.

A sessão foi inaugurada por Jorge Torgal, que lembrou que a terapia ocupacional é, cada vez mais, uma área da saúde relevante, que tem vindo a ganhar o merecido destaque. A futuros e a atuais terapeutas ocupacionais presentes na conferência, o professor e diretor do estabelecimento de ensino superior gerido pela Santa Casa aproveitou para transmitir uma mensagem: “vocês fazem a diferença”.

A experiência de João Cadima enquanto terapeuta ocupacional e membro da equipa Valor T, permite-lhe concordar a 100% com Jorge Torgal. Na ambição de alcançar um mundo mais justo, a terapia ocupacional pode fazer a diferença. Mas de que forma é que os terapeutas ocupacionais podem ser um contributo na transição para a vida ativa e empregabilidade de pessoas com deficiência?

“São profissionais de saúde que centram a sua intervenção em cada pessoa, na sua funcionalidade, nas suas ocupações significativas, ambiente social e físico que a envolve. Promovem o desempenho ocupacional em ocupações importantes para a vida independente como a formação, o trabalho, as atividades da vida diária e autonomia na comunidade. Outra competência específica do terapeuta ocupacional, é a capacidade de análise e adaptação de atividades e tarefas, identificando barreiras e facilitadores ao desempenho de ocupações produtivas desejadas pela pessoa e empregador. Nesse sentido, colabora também na adaptação do ambiente laboral e recomendação de produtos de apoio adequados para atingir a inclusão”, explica João Cadima.

Pedro Teixeira é, como o próprio diz, “uma pessoa com deficiência, embora não pareça”. Toda a vida fez fisioterapia e terapia ocupacional. É com orgulho que constata que estas duas áreas da saúde em muito contribuíram para a vida autónoma que tem e para as conquistas que alcançou. Pedro viaja no tempo até ao ano 2017, altura em que concluiu o curso em artes plásticas e multimédia. “Bateu a muitas portas” em busca de trabalho. Nenhuma abriu. Pedro parafraseia um autor para mostrar que ele, à imagem de tantas pessoas com deficiência, só precisa de uma oportunidade:

“Enquanto o meu coração bater e o meu cérebro funcionar não me digam o que fazer. Deem-nos uma oportunidade e nós mostramos do que somos capazes. Se isso não acontecer, nós criamos as nossas próprias oportunidades”.

Agora, Pedro é parte fundamental da equipa da Valor T. “Fui uma das pessoas que se inscreveu na plataforma e, hoje, faço parte desta equipa fantástica. Além de talento e transformação, a Valor T também é empatia. É de destacar a facilidade com que a equipa trabalha com todos os candidatos”, explica.

 

OcupLab@ESSAlcoitão: mais e melhor investigação

O OcupLab@ESSAlcoitão é um espaço físico e virtual, que promove e potencia parcerias entre a ESSAlcoitão e a comunidade, para o desenvolvimento e investigação no âmbito da Ocupação. Um espaço aberto a todos os que queiram colaborar no estudo desta vertente da terapia, onde serão disponibilizados todos os trabalhos de investigação já realizados na Escola, mas também todos aqueles que estão em curso.

“Queremos ter colaboradores externos à escola. Queremos alargar a outros profissionais, terapeutas ocupacionais e não só. Ambicionamos também estabelecer parcerias com outras entidades, como é o caso da Valor T”, revela a diretora do departamento de terapia ocupacional da ESSAlcoitão, Isabel Ferreira.

Pedro Cadima destaca o lançamento, “em boa hora”, do OcupLab@ESSAlcoitão, que poderá “enquadrar a colaboração da Valor T com a Escola na investigação das questões das ocupações produtivas das pessoas com deficiência e incapacidade”. Não tem dúvidas de que a academia, enquanto fonte de conhecimento essencial, pode ser fundamental para a missão da Valor T, sobretudo “na concretização da inclusão laboral”.

“A ESSAlcoitão é uma mais-valia para a Valor T, pela sua experiência a formar profissionais de reabilitação, particularmente terapeutas ocupacionais. Nesse sentido, é um recurso inestimável. Por outro lado, aliar a prática à investigação é a melhor forma de validar a eficácia da intervenção e medir o impacto desta nos seus destinatários (pessoas com deficiência e empregadores) e na sociedade”, destaca.

Através da investigação pretende-se perceber as potencialidades e lacunas que possam existir, seja no acesso ao mercado de trabalho ou mesmo na adaptação ao posto de trabalho. ESSAlcoitão e Valor T estão juntas no objetivo de colocar em prática a fórmula que serve de tema ao Dia Mundial da Terapia Ocupacional 2022: “Oportunidade + Escolha = Justiça”.

SOL – Saúde Oral em Lisboa. Há três anos a criar sorrisos

Acesso universal, prevenção e atendimento precoce. Estes são os três pilares que fazem do SOL – Saúde Oral em Lisboa uma resposta inovadora. Desde agosto de 2019 que o serviço odontopediátrico da Misericórdia de Lisboa tem vindo a dar às crianças e jovens da cidade mais motivos para sorrir, assumindo-se, cada vez mais, como um complemento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Para o diretor clínico e coordenador do SOL, André Brandão de Almeida, a escassez de respostas públicas deixa demasiadas pessoas sem acesso a cuidados de saúde oral, afetando, sobretudo, “os grupos mais pobres e marginalizados da sociedade”. O objetivo do SOL passa por disseminar o conceito de saúde oral como um direito, através de uma abordagem com ênfase na atenção precoce, na prevenção da doença e na criação de hábitos saudáveis.

“O SOL constitui essa abordagem inovadora que se traduzirá na obtenção de ganhos em saúde e na mudança efetiva de comportamentos, contribuindo decisivamente para a melhoria dos índices das doenças orais na nossa população e para a consciencialização dos pais/cuidadores sobre a importância do trabalho preventivo e precoce, por forma a melhorar a saúde oral e a qualidade de vida das crianças”, explica André Brandão de Almeida.

ESSAlcoitão tem novos cursos com direito a atribuição de bolsa de estudo a 100%

A ESSAlcoitão vai abrir novas formações, no próximo ano letivo, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Os novos cursos de média e curta duração destinam-se, sobretudo, a profissionais de saúde que queiram aprofundar conhecimentos, uma vez que os programas educativos preveem formações técnicas e de competências transversais para profissionais de saúde não médicos. Os cursos de literacia em saúde, disponíveis também para não profissionais da saúde como cuidadores informais, são constituídos por programas de curta duração dirigidos a participantes que procuram desenvolver as suas competências técnicas com vista à melhoria das suas atividades diárias com a população infantil e idosa.

As formações receberão financiamento através do programa “Impulso Adulto”, que resulta de fundos do PRR, que tem o objetivo de aumentar o número de formados nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. Segundo Jorge Torgal, diretor da ESSAlcoitão, a escola superior de saúde da Santa Casa tem previstos e organizados 36 cursos, num plano curricular que poderá sofrer alterações, anualmente.

“Neste momento temos 30 cursos já preparados e seis que ficarão definidos até setembro. No segundo ano, provavelmente, teremos diferentes. Os novos conhecimentos que vão chegando, quer nas práticas quer nas tecnologias, permitem que durante quatro anos existam atualizações. Nós entendemos que é importante dar aos profissionais que trabalham o acesso a essas novas tecnologias, a esses novos conhecimentos. Anualmente faremos a revisão e atualização do nosso programa de ensino”, explica Jorge Torgal.

A ESSAlcoitão tem já no seu site oito cursos PRR disponíveis para inscrição:

Observações estruturadas da Integração Sensório-Motora (SOSI-M) e as observações exaustivas da proprioceção (COP-R)

Pós-graduação “O Brincar”

Medicamentos e Dispositivos – Segurança e Gestão de Risco de Medicamentos e Dispositivos Médicos na Prática Clínica

Desenvolvimento sensorial, motor e cognitivo de crianças em idade escolar no 1º ciclo – sinais de alerta e prevenção de distúrbios

Instrumentação – Módulo 3: Cirurgia Reconstrutiva da Mama

Desenvolvimento sensorial, motor e cognitivo de crianças durante a primeira infância – Sinais de alerta e prevenção de distúrbios

Demência – Construção de interações significativas

Imagiologia: Curso avançado de angiografia por Tomografia Computorizada e Ressonância Magnética

 

Formação com direito a atribuição de bolsa de estudo a 100%

Durante quatro anos, a ESSAlcoitão prevê formar 2210 alunos através dos cursos PRR. Mas esse é apenas um entre vários objetivos. O PRR pretende permitir o acesso à formação a quem normalmente não tem, sem que a situação financeira do aluno seja um empecilho no acesso ao ensino superior.

Dos cerca de dois milhões e 600 mil euros provenientes dos fundos do PRR, a ESSAlcoitão irá alocar mais de 60% desse orçamento no financiamento de bolsas de estudo. A bolsa de incentivo no valor total da propina estará à disposição dos alunos que frequentem cursos de formação técnica, transversal ou de literacia em saúde, independentemente de o curso ser de curta ou média duração.

“O dinheiro que nós recebemos do PRR são verbas que serão utilizadas na aquisição de um conjunto de equipamentos para investigação e o restante para a formação, que será utilizado para o pagamento de professores e funcionários e para o financiamento das propinas dos alunos. O aluno paga a sua inscrição e a propina, mas, caso no final da formação o aluno tenha aproveitamento, a propina é-lhe integralmente devolvida. Além disso, para cursos com propinas mais elevadas, também prevemos o pagamento faseado das propinas. O PRR prevê precisamente isso, de permitir o acesso ao ensino a toda a gente”, explica Jorge Torgal.

Toda a informação sobre os cursos PRR da ESSAlcoitão está disponível, aqui.

 

Um trabalho de equipa

Consciente do seu foco (reabilitação física) e da necessidade de integrar parceiros de outras áreas de especialização, como a enfermagem e as tecnologias da saúde, a ESSAlcoitão convidou várias escolas de enfermagem de Lisboa com as mesmas visões e objetivos, para fazerem parte deste projeto. Os cursos PRR, sob a liderança e coordenação da ESSAlcoitão, contam com o apoio da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL), a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa-Lisboa (ESSCVP-Lisboa) e a Egas Moniz – Cooperativa de Ensino Superior, C.R.L, entidades que contribuirão para a prossecução das metas estabelecidas.

Estas escolas constituem-se como elementos fundamentais para a definição dos cursos e para a identificação do pessoal docente mais adequado a cada desafio. Além disso, estes copromotores estão empenhados em aprofundar o trabalho de equipa previsto no âmbito deste consórcio, sabendo que também lhes permitirá inovar nas metodologias de ensino e expandir os seus programas formativos para além da sua atual oferta.

Os programas oferecidos no âmbito dos cursos PRR pretendem responder a necessidades expressas pelos profissionais de saúde, nomeadamente no que diz respeito à adaptação às mudanças do papel profissional e à atualização das novas técnicas e tecnologias utilizadas nas respetivas áreas de trabalho. A fim de garantir que os programas formativos respondem às necessidades atuais e futuras e que sejam executados de forma a maximizar o desempenho profissional dos participantes, a ESSAlcoitão estabeleceu parcerias a LHEA – Lifelong Health Education Association, CUF e a Associação Nacional das Farmácias (ANF).

A LHEA é representada comercialmente através da sua marca AHED – Advanced Health Education, e dedica-se a fornecer soluções de formação ao longo da vida dirigidas a profissionais experientes, através de programas práticos de pós-graduação de curta duração, baseados em recursos Dry e Wet Lab. O papel da LHEA no projeto passa por desenvolver, planear, promover e fornecer à ESSAlcoitão serviços educacionais no âmbito desta iniciativa.

No caso da CUF, um dos maiores grupos de prestadores de cuidados de saúde em Portugal, terá um papel no design e no desenvolvimento dos programas formativos, identificando especialistas com a experiência clínica mais relevante para serem considerados como pessoal docente, disseminando entre os seus funcionários a oferta formativa de forma a atrair participantes.

Já a ANF, uma associação privada que representa 97% das farmácias portuguesas, será um elemento fundamental na elaboração de programas formativos dedicados a farmacêuticos, identificando especialistas com experiência relevante para integrarem o corpo docente, ao mesmo tempo que difunde entre os seus associados a oferta formativa para atrair participantes aos cursos.

Santa Casa volta a premiar trabalho de apoio e melhoria da saúde dos idosos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entregou, esta quarta-feira, 6 de julho, os Prémios Nunes Correa Verdades de Faria, que distinguiram Diana Rita Costa Vilela Breda, presidente do conselho diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, Ana Soraia Cardoso Rodrigues do Vale, enfermeira especialista em saúde mental e psiquiatria, e Francisco Garcia Pestana Araújo, licenciado em medicina e com um vasto percurso profissional na área da medicina interna. O júri entregou, ainda, três menções honrosas.

Criados em 1987, os Prémios cumprem a vontade expressa em testamento por Enrique Mantero Belard. São entregues, anualmente, a pessoas de qualquer nacionalidade que, em Portugal, tenham contribuído, pelo seu esforço, trabalho ou estudos, nos três âmbitos definidos pelo benemérito: cuidado e carinho dispensados aos idosos desprotegidos; progresso da medicina na sua aplicação às pessoas idosas; e progresso no tratamento das doenças do coração.

A cerimónia, presidida por Maria João Mendes, administradora da Santa Casa com o pelouro dos recursos humanos, decorreu no jardim da Residência Faria Mantero, no Restelo, em Lisboa. Na sua intervenção, a administradora começou por dizer que “foi com enorme prazer que aceitei, este ano, substituir o provedor na presidência deste júri.” E continuou: “É uma enorme alegria partilhar um processo com um júri tão ilustre e aprender através de todas as candidaturas que foram apresentadas. Estes prémios refletem as preocupações de Enrique Mantero Belard: ajudar os mais necessitados, nomeadamente os idosos mais vulneráveis.”

Galardoados

Diana Rita Costa Vilela Breda, presidente do conselho diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, e responsável pela implementação do projeto “Hospital amigo dos + velhos”, recebeu o prémio da área A – “Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos”. Foi distinguida pela sua intensa atividade de responsabilidade social por um envelhecimento mais ativo, saudável e justo.
Na sua génese, o projeto (reconhecido com vários prémios nacionais e internacionais) pretende dar resposta ao desafio social do envelhecimento enquanto problemática transversal aos vários sectores da sociedade, desenvolvendo várias ações que visam a promoção de um envelhecimento ativo, saudável e mais digno, através da implementação de um modelo de intervenção inovador, fundamentado na abordagem geriátrica multidimensional e disciplinar, centrado numa visão holística do idoso.

“Estou genuinamente agradecida e até um bocadinho esmagada com a dimensão das palavras”, disse Diana Breda, emocionada. “Uma das mensagens que queria trazer aqui é que a gestão hospitalar também pode ser e, do meu ponto de vista, deve ser humanizada. Por essa razão, resolveu testar “modelos de cuidados um bocadinho diferentes” num hospital onde a população é maioritariamente idosa.

Já na área B – “Progresso da Medicina na Sua Aplicação às Pessoas Idosas”, a premiada foi Ana Soraia Cardoso Rodrigues do Vale, enfermeira especialista em saúde mental e psiquiatria. O seu trabalho com idosos integra, além dos tradicionais cuidados de enfermagem, um conjunto de medidas que contemplam a estimulação cognitiva e o apoio psicoterapêutico prestado de múltiplas formas, o que permite uma avaliação mais rigorosa em áreas como a sintomatologia depressiva e o sentimento de solidão.

“Foi pela minha experiência profissional que me apercebi dos problemas e das necessidades dos mais velhos. Não estava à espera de ganhar este prémio. É uma motivação extra, algo que me dá força para continuar”, disse Ana do Vale.

Por outro lado, Francisco Garcia Pestana Araújo foi distinguido na área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração”. Licenciado em medicina e com um vasto percurso profissional na área da medicina interna, da prevenção e do risco vascular, tem dedicado a vida ao serviço público hospitalar, ao ensino, bem como à investigação e aos doentes.

Francisco Garcia sublinhou a sua dedicação a esta área desde que era aluno, defendendo que “a paixão quanto mais se usa menos se gasta. Por isso, é tão importante fazer-se aquilo que se gosta”.

Menções honrosas

Na área A – “Cuidado e Carinho Dispensado aos Idosos Desprotegidos”, o júri distinguiu Joana Sofia Santos Moreira pela apresentação do projeto “Reformers”, que tem como missão aumentar os índices de envolvimento das pessoas nas suas comunidades. Um projeto que está integrado no Movimento “Transformers”, que desenvolve projetos em 22 cidades portuguesas, em três áreas de intervenção: voluntariado, associativismo e consciencialização.

Diana Filipa Alves Vareta, doutorada em enfermagem, atualmente a exercer funções de enfermeira especialista na área médico-cirúrgica, foi reconhecida na área B – “Processo da Medicina na sua Aplicação às pessoas idosas” pelo projeto “Prática centrada na pessoa no quotidiano do cuidado à pessoa idosa com doença crónica hospitalizada”. Este trabalho académico decorre da sua experiência profissional em contexto de internamento hospitalar, e é focado na perceção de que a enfermagem assume um lugar determinante na garantia da qualidade dos cuidados da população idosa, procurando contribuir para a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos idosos, que passam pela hospitalização.

Profundamente agradecida pelo reconhecimento, a enfermeira especialista sublinha que “o prémio servirá de incentivo para continuar a desenvolver um trabalho que pretende contribuir para a melhoria dos cuidados prestados aos mais idosos”.

Já na área C – “Progresso no Tratamento das Doenças do Coração”, o júri reconheceu o trabalho realizado pelos médicos que compõem o projeto EnRicH – Susana Lopes, Fernando Ribeiro, Alberto Alves, José Mesquita Bastos e Jorge Polónia – no âmbito da candidatura subordinada ao tema “Papel do Exercício Físico no Tratamento da Hipertensão”. Um estudo que reforça a evidência científica do papel do exercício físico como uma ferramenta essencial e de baixo custo no tratamento de doentes com hipertensão resistente.

Por indisponibilidade de agenda, não comparecerem na cerimónia Joana Sofia Santos Moreira (menção honrosa na área A) e os médicos que compõem o projeto EnRicH – Susana Lopes, Fernando Ribeiro, Alberto Alves, José Mesquita Bastos e Jorge Polónia (menção honrosa na área C).

O júri dos prémios foi constituído por Maria João Mendes, administradora da Santa Casa da Misericórdia, pelo médico-cirurgião Fernando Pádua, pelo padre Vítor Melícias, pelo especialista em cardiologia e medicina interna João Pedro Gorjão Clara e pela vice-presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Joaquina Madeira.

 

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas