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Santa Casa assinala Dia Mundial da Consciencialização sobre o Autismo com teatro especial

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai assinalar o Dia Mundial da Consciencialização sobre o Autismo, celebrado a 2 de abril, com a iniciativa “Eu sou o que quiser ser”, dinamizada pelo Teatro da Vila, na qual jovens e adultos, com e sem autismo, vão dar o seu testemunho, acompanhado de uma dinamização musical.

O evento, que vai decorrer na Sala de Extrações, assinala o compromisso da Misericórdia de Lisboa no cumprimento da sua missão, nomeadamente na tentativa de construir uma sociedade mais inclusiva.

Consulte o alinhamento:

15h30 – Receção
16h00 – Abertura
– Rita Prates, Vice-Provedora, Teresa Nicolau, Diretora da Cultura – Campanha de Consciencialização da SCML | Vídeos de jovens e adultos autistas
16h30 – “Eu Sou Aquilo Que Quiser Ser” – peça de Teatro dinamizada pelo Teatro da Vila
17h00 – Encerramento
– Bárbara Vicente, Teatro da Vila
– André Brandão de Almeida, Administrador Executivo

Para assistir à iniciativa basta fazer a sua inscrição gratuita:

 

O Teatro da Vila integra um projeto que assenta na promoção da inclusão através da arte. São formados e capacitados grupos de teatro da comunidade para incluírem pessoas autistas de forma natural, num projeto já testado em Portugal, Espanha e Itália.

O Dia Mundial da Consciencialização sobre o Autismo foi criado através da resolução 62/139 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a 18 de dezembro de 2007, com o objetivo de consciencializar os cidadãos para esta condição e incentivar à inclusão na sociedade das pessoas que padecem deste transtorno neurológico, caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo.

Cartaz com inscrição: 2 de abril Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

Utentes do CSP São Cristóvão e São Lourenço foram ao baú das memórias

A memória é um dos aspetos fundamentais na área do envelhecimento ativo e foi com esta premissa que o Centro Social Polivalente (CSP) São Cristóvão e São Lourenço lançou um desafio aos seus utentes: fazerem uma “Viagem pela Memória”. Assim se chama o projeto que agora resultou na peça de teatro “Baú das Célebres Fotografias”.

Este projeto foi pensado para valorizar as reminiscências dos utentes, provenientes das diversas fases das suas vidas, através de imagens fotográficas. Estas fotografias, selecionadas pelos próprios utentes, serviram de base à peça teatral, que por sua vez transporta os participantes para uma exposição num laboratório de fotografia.

Ana Paula Sousa, animadora sociocultural naquele equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, destaca que esta é uma “dinâmica de estimulação cognitiva”, através de sessões individuais e em grupo, num formato divertido que rapidamente cativou os utentes do CSP São Cristóvão e São Lourenço.

“Os utentes têm reagido muito bem ao projeto “Viagem pela Memória”. Aderiram muito bem aos grupos e às partilhas, em cada temática proposta”, salienta.

A peça de teatro “Baú das Célebres Fotografias”, resultado final deste projeto, foi interpretada por quatro utentes, mas as histórias presentes nas imagens, penduradas em palco por pequenas molas no fictício laboratório, envolveram muitos mais.

Utentes do Centro de São José contam histórias de circo que se confundem com histórias de vida

O espetáculo tem de continuar. Ilídio Quintiliano, um antigo utente do Centro de São José, infelizmente já desaparecido, trabalhou num circo durante 40 anos, numa das mais difíceis profissões do mundo: ser palhaço. As histórias das palhaçadas e de quem com elas se riu, com o que a memória permitiu e a imaginação complementou, ficaram registadas em manuscritos guardados por aquele equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e agora voltaram à vida. Porque, nunca é demais repetir, o espetáculo tem mesmo de continuar.

Assim, um grupo de utentes do Centro desenvolveu o projeto Histórias de Circo, num processo de expressão dramática, com vários passos ao longo de um ano, que resultou numa pequena, mas representativa peça de teatro, agora apresentada noutros equipamentos da Misericórdia de Lisboa.

“Quisemos dar vida a estas histórias. Começámos por trabalhar com sessões de conto, depois fizemos máscaras de algumas personagens e, por fim, deu-se o processo de expressão dramática”, explica a monitora Liliana Fernandes, no camarim improvisado no Centro de Desenvolvimento Comunitário da Charneca, o palco de hoje.

Monitora Liliana Fernandes sorri

Monitora Liliana Fernandes coordena o projeto

Ao seu lado, além do monitor Diogo Ribeiro, tem seis utentes, todos já devidamente caracterizados e prontos a entrar em cena. A narradora, o apresentador, o palhaço, a bailarina, o mágico e o trapezista. São eles quem tem a missão de encarnar as histórias circenses deixadas por Ilídio Quintiliano.

Paulo Almeida é o trapezista, mas na vida real os seus trapézios foram outros. Nunca andou por estas artes, mas chegou bem a tempo.

“Nunca participei em teatros, esta é uma experiência única. Gosto do convívio. Assim que me convidaram aceitei logo, nem pus qualquer obstáculo, porque tinha a curiosidade de saber o que é pertencer a um grupo de teatro. Nem sabia a história, fui à descoberta! Represento um trapezista que já não executa a profissão há muito tempo, mas volta a tentar. E tem uma utilidade muito grande para a minha vida…”, deixa escapar Paulo, num tom repentinamente mais sério.

Paulo Almeida interpreta o papel de um trapezista que quer voltar aos palcos

Sem querer, Paulo Almeida chocou com uma personagem que tem, afinal, muito que ver consigo. E é a monitora Liliana quem dá a primeira pista: “É curioso, porque se adequa à própria história de vida do Paulo. Ele teve um problema de saúde e ficou retirado dos seus palcos da vida, da sua profissão. E isto trouxe-o de volta para a sua vida laboral”.

Paulo, tal como Santini, o nome da sua personagem, vai tentar o regresso ao seu trabalho de sempre. E se Santini o fará na peça de teatro dentro de minutos, Paulo vai fazê-lo já na próxima semana.

“Desde os 13 anos que trabalhei na construção civil. Estive 20 anos fora de Portugal, em Angola. Mas, infelizmente, derivado a doença, tive de voltar para Portugal para me tratar. E agora é o recomeço da vida, como o trapezista. Dá ânimo… Até me emociono…”, confessa Paulo Almeida, com uma lágrima a escorrer-lhe na face.

Paulo, juntamente com Ângelo, Nélson, Vanda, Inês e Máximo, dirigem-se então para o palco. É hora de subir o pano e começar o espetáculo. Senhoras e senhores, meninos e meninas, são Histórias de Circo. E de vida também.

“As Sereias Vivem no Espaço”: os problemas da adolescência subiram ao palco do Cinema S. Jorge

Quem sou eu? Que lugar ocupo no mundo? Estas foram as questões que serviram de inspiração para a peça “As Sereias Vivem no Espaço”, produto que resulta das vivências de 12 jovens que pertencem ao grupo terapêutico da unidade W+, da Misericórdia de Lisboa. No dia 22 de maio, o público que foi ao Festival Mental, no Cinema S. Jorge, viu dez jovens a usarem o teatro para dar voz e forma aos problemas da adolescência, a dizerem basta e a derrubarem as barreiras impostas pela sociedade. As personagens da peça definem-se pela forma como, ao longo do enredo, se soltam das caixas estereotipadas e carregadas de pressão em que vivem.

O Mental coloca a saúde mental em primeiro plano. Neste festival, fala-se claro e claramente sobre problemas. A plataforma escolhida é a cultura no seu sentido mais lato e as artes em particular, veículos extraordinários para o combate ao estigma, vergonha e falta de informação pública e geral.

E foi precisamente para informar e sensibilizar o público para as questões da adolescência que a W+ voltou a participar no Festival Mental. Sónia Santos, encenadora da peça e psicóloga da unidade W+, explica que tudo surge no seio do grupo terapêutico, através da partilha de sentimentos, de um debate sobre diferença, desigualdade de direitos e pressão social. “Com esta situação de pandemia, os adolescentes foram muito afetados com as questões da sua socialização, do seu novo lugar no mundo. ‘As Sereias Vivem no Espaço’ tem que ver com a desconstrução daquilo que é a identidade na adolescência, com a procura de novos lugares seguros e, sobretudo, com aquilo em que eles acreditam”, conta a encenadora.

Quando a cortina abre, um grupo de jovens surge inerte. “São dez sereias” que ainda não descobriram que o são. Rapidamente o palco do Cinema S. Jorge dá lugar a um recreio, onde correrias desenfreadas, saltos de alegria, brincadeiras de bate-mão e o jogo da macaca transportam o público para uma infância livre e feliz.

E, num ápice, a peça oscila, como o humor e a personalidade na adolescência, entre o quem sou eu e o quem os outros querem que eu seja. Aquilo que era um palco de alegria cheio de crianças felizes dá lugar a um clima de inércia, a um grupo resignado ao lugar que a sociedade construiu para eles. Dentro de uma caixa de estereótipos e preocupações, narram como é viver num espaço que foram forçados a ocupar. Esta caixa não lhes permite serem livres. Vivem à procura do corpo perfeito imposto pelas redes sociais, sofrem com o racismo embrulhado, com a homofobia ou com a pressão de chegar ao sucesso. No fundo, têm dificuldade em serem livres e autênticos.

“Sabias que as sereias moram no espaço? No espaço, as sereias são livres para serem quem quiserem”. Faby é a sereia que assume o papel de tirar todos, atores e público, da zona de conforto. “O meu papel é fazer com que as pessoas enxerguem que não têm que ser colocadas em nenhum lugar só porque a estereotipam. Esta sereia tem aqui uma missão super importante: tirar toda a gente da zona de conforto. É necessário ter consciência e consciencializar os outros à nossa volta. Todos estes temas têm de ser mais falados e mais aprofundados. No caso da adolescência faz com que estejamos mais preparados para enfrentar uma série de coisas no futuro”, explica.

“Na W+ posso ser eu, sem capa”

Faby, Arlete e João são alguns dos jovens que fazem parte do grupo terapêutico da W+. Arlete está nesta unidade da Misericórdia de Lisboa há cerca de cinco anos. Foi aqui que começou a “perceber que está tudo bem em estar mal”. Conheceu uma Arlete que não conhecia. Foi esta casa que lhe permitiu ser ela, “sem capas”. “A Arlete antes da W era uma jovem construída pela opinião dos outros, que se tentava encaixar naquilo que as pessoas achavam que ela era”, revela.

Para esta jovem de 23 anos, o espetáculo que apresentaram no Cinema S. Jorge é, no fundo, o espelho daquilo que é a W+: “um lugar seguro”.

João Aldeias, 18 anos, estudante de teatro, vai mais longe. Para o ator, este grupo que subiu ao palco do Festival Mental acaba por ser a voz de muitos adolescentes que vivem aprisionados nas opiniões dos outros.

“Aquilo que retratamos na peça são temas que me tocam a mim, aos meus colegas e à sociedade em geral. Estas peças fazem-nos mudar, fazem-nos sair da nossa zona de conforto. Ainda existem muitas barreiras para derrubar e o teatro pode ser um veículo para ajudar a destruir essas barreiras”, refere.

Os dez jovens que participaram no Festival Mental foram chegando de diferentes pontos: equipas de autonomia, casas de acolhimentos ou, como é o caso de João Aldeias, graças ao protocolo estabelecido com o Liceu Passos Manuel. Mas o objetivo da W+ não é fazer peças de teatro. O teatro resulta do trabalho desenvolvido pelo grupo terapêutico e do uso de técnicas psicodramáticas. A equipa da W+ que trabalha com estes jovens, com idades compreendidas entre 15 e 24 anos, desenhou uma resposta que foge ao caminho tradicional, onde o teatro é usado como mediador terapêutico para construir e desconstruir uma série de defesas psicológicas.

Teatro para os mais pequenos no conforto do sofá

Precisa de ideias para animar os mais pequenos, o Teatro D. Maria II ajuda-o. À semelhança do que aconteceu no primeiro confinamento geral, em março e abril do ano passado, o D. Maria II regressa com a “Salinha Online”, que a partir de sábado, dia 30 de janeiro, vai voltar a apresentar mais de vinte histórias pensadas para os mais pequenos e realizadas por diversos artistas, a partir das suas casas.

A “Salinha Online” é uma iniciativa do D. Maria II e do Grupo Ageas Portugal, na qual o acesso a todas as histórias é gratuito e transmitido na plataforma Vimeo.

Antes disso, e já nesta sexta-feira, dia 29 de janeiro, na “Sala Online” sobe ao palco a última criação da encenadora Mónica Calle – Carta – que teve duas representações em antestreia antes de decretado o confinamento, e que teria salas esgotadas. A peça, que estará disponível para visualização até 12 de fevereiro, tem um valor de três euros e os bilhetes podem ser adquiridos através da plataforma bol.

Aos domingos, o teatro vai recuperar as memórias de pessoas de diferentes gerações, ligadas à história do D. Maria II e às profissões do teatro, no projeto Corrente de Transmissão.

Moderada por Maria João Guardão, a primeira conversa será entre a jovem atriz Carolina Passos Sousa e o ator do elenco residente do D. Maria II, José Neves. O Corrente de Transmissão pode ser visto no canal de Youtube do teatro.

Durante este período de confinamento, são ainda disponibilizados o “Teatra”, um podcast do D. Maria II onde, quinzenalmente, Mariana Oliveira conversa com diferentes personalidades ligadas à área da cultura nacional.

De realçar ainda que algumas das peças apresentadas, ao longo desta temporada, estarão também disponíveis numa versão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

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