logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

CONVERSAS COM IMPACTO debatem prevenção, redes familiares e respostas que chegam a tempo

A iniciativa pretende gerar partilhas, perspetivas e contributos relevantes sobre proteção, proximidade e intervenção familiar, reunindo profissionais, especialistas e testemunhos em primeira pessoa.

A receção aos participantes decorre entre 14h45 e 15h00, seguindo‑se as boas‑vindas e enquadramento por Nuno Comando, Diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto. Às 15h10, Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, apresenta a intervenção de abertura “Crescer com Protecção: o papel do Acolhimento Familiar”. O programa prossegue com o momento “Vozes que Aproximam: o que significa acolher?”, que traz o testemunho direto de uma família de Acolhimento Santa Casa, e com a dinâmica “Pulso da Sala: Mito ou Verdade?”, conduzida com o apoio de Patrícia Bacelar.

Entre as 15h50 e as 16h50, realiza‑se o painel de conversa “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado por Ângela Roque, jornalista da Rádio Renascença. Participam Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, Patrícia Costa, Vice‑Presidente do Projeto Alkantara – Associação de Luta Contra a Exclusão Social, e Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge e Mestre em Intervenção Psicossocial com crianças, jovens e famílias. Segue‑se o momento “Vozes da Sala”, dedicado a perguntas e contributos do público.

O encerramento, às 17h00, fica a cargo de Rita Prates, Vice‑Provedora da Santa Casa. A tarde prossegue com o momento de networking “Aceitas um café com impacto?”, entre as 17h15 e as 17h45, convidando os participantes a prolongar a conversa num ambiente informal.

A todos os que desejarem continuar esta ou outras conversas, num ambiente descontraído e a apreciar o pôr‑do‑sol no terraço da Casa do Impacto, está disponível a inscrição na Thursdays with Impact deste dia, entre as 18h e as 20h, através do link IMPACT SUNSET @ Casa do Impacto – Bilhetes.

banner conversas com impacto - acolhimento familiar

Agenda Sociocultural da Santa Casa para maio e junho já disponível

Em maio, sobressaem propostas que cruzam expressão artística, memória e participação comunitária, como as Oficinas Criativas no Centro de Dia Rainha D. Maria I, dinamizadas semanalmente e abertas ao público mediante inscrição. No Centro Intergeracional Ferreira Borges, regressam as sessões Casar em Lisboa, que convidam os participantes a revisitar histórias e tradições através de fotografias de casamento. No mesmo equipamento, decorrem ainda sessões dedicadas ao tema Se uma catástrofe acontecer, sabe o que fazer?”, dirigidas tanto ao público adulto como juvenil, promovendo literacia em segurança e prevenção.

A dimensão cultural e patrimonial ganha relevo com a visita guiada Viver a Cidade, no dia 26 de maio, ao Teatro São Luiz, permitindo redescobrir um dos mais emblemáticos espaços culturais da capital. Já no plano comunitário, regressa o Jantar Comunitário da Ameixoeira, a 29 de maio, promovendo o encontro entre vizinhos e a partilha de gastronomias e histórias.

Em junho, a programação mantém o foco na criatividade e no bem‑estar, com atividades como o Concurso de Quadras na ERPI Nossa Senhora do Carmo, as Tertúlias Temáticas na Quinta Alegre e as sessões de Mindfulness e Expressão e Movimento no Bairro dos Lóios. A celebração das tradições populares marca presença em vários equipamentos, com destaque para as festas dos Santos Populares no Centro Social de São Boaventura e no Centro de Apoio Familiar.

A agenda inclui ainda um vasto conjunto de atividades regulares, como artes manuais, leitura, informática, dança, atividade física, bem‑estar emocional e visitas culturais, abertas ao público mediante inscrição, reforçando o compromisso da Santa Casa com a promoção da participação social, da autonomia e da qualidade de vida.

Com uma programação ampla e diversificada, a Santa Casa convida a comunidade a envolver‑se, explorar novas experiências e viver a vida coletiva de Lisboa ao longo dos meses de maio e junho.

banner da agenda sociocultural maio_junho

Com sol, golos e emoção, o Torneio Intercasas voltou a encher o 1.º de Maio

Promovido pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF), o Torneio Intercasas chegou à sua 19.ª edição, mantendo-se como uma das atividades mais queridas pelos miúdos. “É talvez a atividade mais antiga que a Direção tem”, afirmou António Santinha, Diretor de Unidade de Apoio à Autonomização da DIJF da SCML. “Todos os anos, eles fazem questão de nos lembrar que isto tem de acontecer. Estamos cá por eles.”

Equipas misturadas, emoções à flor da pele

Ao longo do dia, 18 equipas disputaram jogos nos três escalões definidos por idades. Como é tradição, as equipas misturavam crianças de diferentes casas de acolhimento, o que, como dizia o responsável, “dá depois uma valente confusão quando é a entrega da taça, porque… para que casa é que ela vai depois?”

Dentro de campo, houve de tudo: fintas, quedas, gritos e, claro, golos. E houve também goleadas memoráveis. A mais comentada, um expressivo 12–1, foi celebrada como se fosse uma final da Champions. No fim, a grande vencedora, depois de um jogo muito disputado e equilibrado, foi a equipa de Santo António, seguida pela de Rainha Santa, que garantiu o segundo lugar com uma exibição cheia de garra.

“Isto é para eles. Tudo!”, reiterou Santinha. “O torneio só faz sentido porque eles o querem, porque o vivem, porque o puxam para a frente”, dizia, enquanto chamava mais duas equipas para o relvado. “O importante é que se divirtam, que convivam, que percebam que o futebol é isto: alegria, respeito e muita entreajuda.”

A voz dos miúdos

Entre o barulho das claques improvisadas, as crianças falavam com a espontaneidade que só elas têm. Ivan, de 7 anos, dizia com convicção: “O torneio é o melhor que temos aqui na Santa Casa! É fixe participar e acho que é bom para nós e para todos. Devíamos ter mais dias para continuar a receber taças! E é bom conviver com os outros meninos também.”

Já João Sequeira, de 20 anos, veterano do Intercasas, sorria ao recordar o percurso: “Já jogo aqui há muito tempo. Quero participar todos os anos. Viva o Intercasas!” Este entusiasmo pelo torneio valeu a João o Prémio Fair-Play, depois de ter jogado por… cinco equipas ao longo do dia. “Ele quer é jogar!”, comentava-se entre risos.

E por falar em prémios, uma estreia: a jovem Vitória destacou-se na sua Liga (dos 10 aos 14 anos) com defesas decisivas, o que lhe valeu o Prémio de Melhor Guarda-Redes. Uma menina no meio de meninos a ganhar o reconhecimento dos pares.

Jogo em andamento, crianças a disputar a bola no torneio intercasas
A energia do torneio fez‑se sentir em cada jogada
Entrega de troféus, jovem com adulto ao lado no torneio intercasas
Um momento de orgulho partilhado, com Beto a abraçar um dos jogadores premiados
Rui Godinho levanta troféu com equipa vencedora do seu escalão

Legends: A novidade que levou miúdos e graúdos ao rubro

A grande novidade deste ano foi o Projeto Legends, que trouxe ao torneio figuras maiores do futebol português. Sílvio Pereira, ex-lateral do Benfica, e Jorge Andrade, ex-central do FC Porto, juntaram-se a Beto Pimparel, antigo guarda-redes do Sporting e membro do Conselho de Administração da Fundação da Federação Portuguesa de Futebol.

Para muitos miúdos, eram nomes desconhecidos. Para os adultos, eram memórias vivas. “O Legends é uma iniciativa que começámos a fazer este ano ao abrigo de um protocolo que a Santa Casa tem com a Fundação do Futebol. A ideia é simples: trazer até aos miúdos alguns dos craques do futebol que fizeram história, mas que muitos deles já não conhecem”, explica António Santinha. “O que queremos é aproximar estas figuras dos miúdos, mostrar-lhes que os jogadores são pessoas normais, com histórias para contar. Isso é muito importante para eles perceberem que há muitos caminhos possíveis.”

De facto, os miúdos não perderam tempo: pediram autógrafos, selfies, fotografias em grupo e mostraram chuteiras e camisolas para serem assinadas. Os ex-jogadores corresponderam com paciência e sorrisos. Beto Pimparel sublinhou o sentido da sua presença: “Fazia todo o sentido estar aqui. A Santa Casa faz um trabalho importantíssimo pelos jovens e eu quis dar-lhes este estímulo.”

Sílvio Pereira confessou ter regressado à infância: “Tal como eles, eu também já fui criança. Hoje proporcionámos um momento alegre às crianças, e a mim também.” Já Jorge Andrade destacou a importância de criar referências positivas: “Eles já sonham. E podem ser craques, não só no futebol, mas na vida.”

Assinatura e entrega de camisolas no torneio intercasas
Sílvio assina camisolas de fãs...
Linha de jogadores no centro do campo no torneio intercasas
... e junta-se às equipas para jogar
Entrega de troféu a jovem a receber taça alta no torneio intercasas
Jogador recebe das mãos de Beto distinção especial

A entrega dos prémios: o momento mais esperado

O encerramento do torneio trouxe ao relvado os responsáveis pela entrega das distinções: Rui Godinho, diretor da DIJF; Beto Pimparel; José Carvalho, diretor do Departamento de Desporto da Fundação Inatel; e Susana Loureiro, diretora do Parque de Jogos da Fundação.

Entre aplausos, medalhas e taças, o 19.º Torneio Intercasas fechou mais uma edição repleta de memórias. No fim, o que ficou não foram apenas os golos, mas a energia de um campo cheio de vida e a certeza de que este sábado de sol será recordado como um dos dias mais felizes do ano para estes jovens.

Equipa pequena com troféus e medalhas em frente à baliza com Jorge Andrade no torneio intercasas
Jorge Andrade ao lado de vários jogadores da equipa vencedora do torneio...
... tinha um fã à sua espera vestido com a camisola do Porto
José Carvalho (INATEL) entrega prémio a equipa vencedora do seu escalão

Torneio Intercasas — Síntese da Participação e Resultados

Equipas participantes 14 equipas com elementos das Casas de Acolhimento da DIIJF e filhos de colaboradores;
Total de participantes 160 pessoas;
Organização desportiva –  Jovens dos Apartamentos de Autonomia da DIIJF;
Apoio técnico DCIM – som, música e animação;
Entidades parceiras –  Fundação INATEL, Fundação Sporting, Fundação Benfica, Fundação do Futebol;
Iniciativa especial – Legends com Sílvio Pereira, Beto Pimparel e Jorge Andrade;
Prémio Especial Fair Play – João Sequeira.

Resultados por Liga

Liga 1 (6–10 anos)
1.º Fonte / ILPA
2.º CAPAM / Nossa Casa
3.º Santa Teresinha / São Francisco de Assis

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Diego
Melhor Marcador – Leandro

Liga 2 (11–14 anos)
1.º Novo Rumo / Relvado
2.º ILPA / Fonte
3.º Santa Teresinha / Rainha Santa / CAPAM

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Vitória
Melhor Marcador  – David

Liga 3 (15–18 anos)
1.º Santo António
2.º Rainha Santa
3.º Nossa Senhora de Fátima

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Elísio
Melhor Marcador  – Enzo

Santa Casa participa na apresentação do LxSTAT e do Índice de Vulnerabilidade Social

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa marcou presença na apresentação do LxSTAT e do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), desenvolvidos pelo CoLABOR, numa sessão que decorreu na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, nos Paços do Concelho.

A iniciativa contou com a presença de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, de Rita Prates , Vice-Provedora, e de Luís Rego, administrador da instituição, reforçando o envolvimento da Misericórdia de Lisboa em projetos que promovem uma intervenção social mais informada e eficaz.

A sessão teve início com a intervenção de Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se a intervenção do Provedor da Santa Casa, que destacou o papel da Câmara Municipal de Lisboa como parceiro estratégico fundamental: “a CML não é apenas um parceiro, é ‘o’ parceiro da Santa Casa”, sublinhando ainda o elevado potencial das ferramentas desenvolvidas pelo CoLABOR para apoiar a tomada de decisão na instituição. Carvalho da Silva, coordenador do CoLABOR, concluiu a fase de intervenções.

O evento incluiu ainda a apresentação do LxSTAT, por Catarina Cruz, e do Índice de Vulnerabilidade Social, por Bárbara Ferreira.

O LxSTAT assume-se como um observatório de dados sobre Lisboa, agregando informação estatística de múltiplas fontes para apoiar políticas públicas baseadas em evidência. A plataforma permite caracterizar dinâmicas sociais, económicas e demográficas, facilitando a leitura territorial e a definição de respostas ajustadas às especificidades da cidade.

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) constitui uma ferramenta inovadora de apoio ao planeamento estratégico, baseada na análise de dados administrativos anonimizados de cerca de 23 mil utentes. Assente numa abordagem multidimensional, que integra dimensões económica, de saúde, habitação e violência/negligência, permite identificar perfis de risco, antecipar situações críticas e promover uma lógica de intervenção precoce e mais eficaz.

Estas ferramentas reforçam a capacidade da Santa Casa e dos seus parceiros para desenvolver estratégias mais informadas, equitativas e orientadas para as reais necessidades da população, contribuindo para uma intervenção social mais integrada e eficaz em Lisboa.

Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância com o apoio da Santa Casa

Em abril, o laço azul ganha um significado muito mais profundo do que a mera cor do horizonte, sendo o símbolo da sensibilização, da precaução e do compromisso de se proteger as crianças. A Campanha de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância 2026 já está na rua – e também na Santa Casa – com todos unidos em torno do slogan “Serei o que me deres… que seja amor”.

A campanha, com um carácter internacional, pretende chamar a atenção para a problemática dos maus-tratos na infância, com a Santa Casa a realizar diversas ações em diferentes serviços. A partir de hoje e ao longo dos próximos 30 dias, o laço azul estará presente em vários equipamentos, que se multiplicarão em iniciativas de sensibilização e prevenção.

Neste mês, os trabalhadores da Santa Casa são também convidados a participar nesta “união conjunta” contra a violência infantil, através do uso de um pequeno laço azul na sua roupa, um símbolo mundial que relembra as crianças vítimas de maus-tratos. Mas não só!

À semelhança do que sucedeu nos anos anteriores, a campanha culminará no último dia do mês, a 30 de abril, às 11h30, com uma iniciativa simbólica desenvolvida a nível nacional: a formação de um gigantesco laço azul humano, que no “universo” da Santa Casa já tem um nome: o “Laço Azul Intergeracional”, formado em pleno Largo Trindade Coelho, com o apoio de crianças, colaboradores e idosos da instituição. Aos participantes apenas são exigidos dois únicos e simples requisitos: que estejam no local meia-hora antes e que todos enverguem uma t-shirt ou camisola azul, para que o laço humano seja visto do céu.

No calendário das iniciativas do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância destacam-se ainda as ações preparadas pela Direção de Saúde Santa Casa, que irá colocar a tónica na mensagem “Protege. Cuida. Sinaliza – Porque todos os dias alguém precisa que repares”. A frase será o mote de um conjunto de ações que irão decorrer ao longo do mês, centradas na importância dos pequenos gestos diários na proteção infantil e no papel ativo que todos – comunidade, famílias, idosos, colaboradores, entre muitos outros – têm na prevenção dos maus-tratos na infância.

Esteja atento a todas as iniciativas e participe!

Porquê um laço azul?

Tudo começou em 1989, quando a norte-americana Bonnie Finney amarrou uma fita azul na antena do seu carro, em homenagem ao seu neto, que tinha morrido vítima de maus-tratos. Com este pequeno gesto simbólico, esta avó pretendia gerar curiosidade e, desta forma, chamar a atenção para a problemática da violência sobre as crianças. A intenção de Bonnie resultou e foi graças a si que abril passou a ser o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Quanto à escolha da cor, também existe um motivo: o azul representa as nódoas negras e as lesões.

Esta é a origem desta campanha. Atualmente, durante o mês de abril, são vários os países a usarem fitas azuis em memória daqueles que morreram ou são vítimas de qualquer tipo de abuso infantil.

Bicicletas, companhia e um bairro que se reencontra

Ao ponto de encontro habitual, o Passeio Ribeirinho na zona das Docas dos Olivais, a primeira a chegar é Josefa. Não vem com pressa. Chega devagar, como quem já conhece a rotina. “Venho apanhar ar”, diz. É a segunda vez que participa. Da primeira gostou tanto que decidiu repetir.

Pouco a pouco, outras pessoas vão chegando. No total, são seis. O percurso é simples: até à doca dos Olivais e voltar. São, mais ou menos, 15 minutos por cada volta. O suficiente para sentir o vento no rosto, conversar e, sobretudo, sair de casa. Especialmente depois de dias fechados por causa das várias tempestades.

No centro da atividade está uma bicicleta diferente. Adaptada, robusta, pensada para quem tem mobilidade reduzida ou nunca teve oportunidade de pedalar. Luís Reis, responsável pelo Centro de Promoção Social da PRODAC, equipamento da Santa Casa, e o condutor, desta vez, da bicicleta, explica e exemplifica: “O estrado baixa para facilitar a entrada”, sendo que há todo um pequeno ritual antes da partida: verificar a segurança, ajustar os apoios para os pés, colocar uma mantinha para proteger do frio e oferecer um chá quente, feito propositadamente para a ocasião.

Para muitos, é mais do que um passeio. É uma primeira vez para andar neste meio de transporte. Maria da Luz observa com atenção enquanto a equipa prepara a bicicleta. Está prestes a subir para a primeira volta. “Vim para me distrair, para apanhar um bocadinho de sol”, conta, com um sorriso tímido.

Vai partir na primeira volta, ao lado de Josefa. Quando regressam, as expressões dizem mais do que qualquer descrição. O sorriso aberto chega antes das palavras.

duas senhoras sentadas numa bicicleta adaptada são conduzidas por um senhor

Mais pessoas esperam pela sua vez. Zulmira e Elvira experimentam pela primeira vez. Domingas e Gracinda já são repetentes. Quando chega a sua vez, Domingas brinca com a situação: “Eu já vim muitas vezes. Já tenho passe”, diz, divertida.

A bicicleta não fica ali parada muito tempo. Depois daquela manhã, segue para a Mitra, onde, no dia seguinte, um voluntário ajudará outros utentes a passear. Na semana a seguir, estará noutro local, noutra atividade. Porque o objetivo é simples: que o recurso circule e chegue ao maior número de pessoas possível.

Uma bicicleta para todos

O projeto chama-se “Bicicletas e Companhia” e nasceu de uma ideia simples que foi ganhando forma ao longo dos anos. A base está numa cicloficina comunitária que funciona na PRODAC desde 2018. Ali, qualquer pessoa pode aprender a reparar a sua própria bicicleta. Conta Luís Reis: “Não é uma oficina convencional. A ideia nunca foi reparar bicicletas para as pessoas, mas sim que sejam elas a aprender a fazê-lo.”

Ferramentas, peças e orientação estão disponíveis para quem quiser aprender. O uso do espaço é gratuito. Em troca, quem participa é convidado, sem obrigatoriedade, a dedicar algum tempo a ajudar outros.

“Quando alguém usa a oficina, pedimos apenas que disponibilize, por exemplo, meia hora por semana para ajudar outra pessoa. É uma lógica de troca solidária”, diz.

A evolução desse espírito comunitário levou à criação do projeto atual, financiado através do programa “Gerações Solidárias” da Misericórdia de Lisboa. Com esse apoio foi possível adquirir a bicicleta adaptada. “É uma bicicleta com um estrado que baixa e permite que pessoas com andarilho ou mobilidade muito reduzida consigam subir. Há pessoas que nunca andaram de bicicleta na vida e aqui conseguem experimentar”, explica Luís Reis.

O funcionamento do passeio tem uma particularidade importante: sempre que possível, quem conduz a bicicleta é alguém que já conhece a pessoa transportada. “Nós preferimos que a instituição ou o grupo que traz os utentes traga também alguém para conduzir. Nós explicamos como funciona a bicicleta e essa pessoa vai passear com eles”, explica Luís Reis.

O resultado é uma experiência mais próxima e mais humana. “Torna-se mais empática porque são pessoas que já têm uma relação”, acrescenta.

Nestes passeios, há histórias que ficam na memória. Como a do senhor Vicente, antigo camionista que perdeu a visão já em adulto. Um dia pediu para conduzir a bicicleta. “Com muito cuidado, fomos ajudando e ele conseguiu. Foi um momento muito ternurento, para ele e para nós, ao vermos a comoção de alguém que tinha perdido a capacidade de conduzir, de fazer aquilo que era a sua profissão, e voltar a sentir entusiasmo, ainda que diferente, por poder conduzir um veículo”, recorda Luís Reis.

Mais do que pedalar

Enquanto a bicicleta regressa de mais uma volta, o grupo conversa, bebe chá e comenta a experiência. Há risos, histórias e a promessa de regressar na semana seguinte.

Luís Reis observa o movimento com satisfação. Para ele, o projeto é simples na forma, mas profundo no impacto. “Se temos um recurso destes, então devemos utilizá-lo ao máximo para a comunidade”, diz.

A bicicleta, afinal, é apenas o ponto de partida. O verdadeiro objetivo é outro: garantir que ninguém fica para trás, nem em casa, nem na vida do bairro. E isso percebe-se facilmente quando a bicicleta regressa de mais um passeio. Porque, no final, há um detalhe que se repete sempre: os sorrisos.

Orquestra Geração celebra a chegada da Primavera com concerto memorável

A tradição voltou a ser cumprida no final do dia de terça-feira, quando 56 jovens músicos encheram a Sala de Extrações com as mais belas notas musicais.

Quatro dias após a entrada oficial na nova estação, as crianças e jovens da Orquestra Geração homenagearam a Primavera, um momento musical que deslumbrou o público, que não conseguiu esconder a emoção, e que surpreendeu os vogais da Mesa da Santa Casa que assistiram à atuação.

Já considerado um dos momentos altos da Orquestra Geração, o concerto que celebra a chegada da Primavera representa mais uma ocasião em que os “pequenos grandes músicos” exibem o seu talento e mostram os avanços resultantes de muitas e muitas horas de treino nos instrumentos de sopro, percussão e muito mais.

Membros da administração na plateia

Membros da Mesa fizeram questão de assistir ao concerto que celebra a chegada da Primavera

O projeto “Orquestra Geração” nasceu em 1975, na Venezuela, com o propósito de recrutar jovens músicos em bairros desfavorecidos, onde era mais difícil fazer chegar a arte. O projeto chegou a Portugal muito mais tarde, já em 2007, “arrancando” na Escola Básica Miguel Torga, no Bairro Casal da Boba, na Amadora.

Dez anos depois, em 2017, a Misericórdia de Lisboa abraçou este projeto artístico e de inclusão social, constituindo a Orquestra Geração Santa Casa e “abrindo” as suas portas às crianças e jovens a cargo da instituição. Para erguer o projeto foi criado um protocolo de colaboração com o Projeto Orquestra Geração Sistema Portugal, o qual tem como essência o trabalho social realizado através da música.

Desde então, a Orquestra Geração Santa Casa tem atuado em locais emblemáticos da cidade de Lisboa, como a Igreja de São Roque ou o Teatro São Carlos.

Vem aí o concerto da primavera da Orquestra Geração

A atuação reunirá 56 jovens músicos, num espetáculo que promete encher a sala de energia e sonoridades que celebram a chegada da nova estação. A Orquestra Geração, reconhecida pelo seu impacto social e educativo, volta assim a mostrar o resultado do trabalho contínuo de formação artística e inclusão através da música.

Mais do que um concerto, o evento simboliza o compromisso da Santa Casa com a promoção da cultura e o apoio ao desenvolvimento dos seus jovens músicos. Será uma oportunidade para o público testemunhar o crescimento artístico destes intérpretes e celebrar a primavera com uma performance inspiradora.

 

Espaço ComVida abre portas à partilha de boas práticas no apoio a pessoas com demência

A iniciativa permitiu que 15 profissionais conhecessem de perto a metodologia e o funcionamento do Espaço ComVida, no Centro Social e Polivalente das Furnas. Esta resposta inovadora da SCML é dedicada a pessoas com demência e foca-se na pessoa, na promoção da saúde mental, no fortalecimento das relações familiares e no envolvimento da comunidade.

“O encontro foi um momento de partilha muito enriquecedor, que permitiu à nossa equipa refletir sobre as práticas desenvolvidas e trocar experiências com outros profissionais da área social”, sublinha Ana Nascimento, diretora do Centro Social Polivalente do Bairro das Furnas. “Este tipo de colaboração é essencial para construirmos respostas cada vez mais humanizadas e integradoras para as pessoas com demência e para quem as cuida.”

A visita incluiu também a apresentação do livro “A Mala Mágica – Leva-me a contar”, da coautoria de Ana Nascimento, Vanessa Carvalho e Sofia Sousa. A obra, resultado de um projeto comunitário da SCML, foi oferecida aos participantes como inspiração para novas iniciativas e boas práticas a replicar no Município de Torres Vedras.

Mais do que uma visita técnica, o encontro reforçou a filosofia do Espaço ComVida: ser um espaço aberto à comunidade, à partilha de conhecimento e à colaboração com parceiros, construindo respostas inovadoras e humanas para pessoas com demência e para as suas famílias.

Noite de Fados regressa ao Centro de Desenvolvimento Comunitário da Charneca

A iniciativa pretende reunir habitantes do bairro, famílias dos utentes e participantes de outros Centros de Dia da SCML num momento cultural de proximidade e celebração das tradições lisboetas.

A noite de fados terá lugar a 13 de março, contando com as vozes de Ana Lúcia, Liliana Santos, Hortense Coutinho e Osvaldo Coutinho, acompanhados pelos músicos Filipe Campos (viola) e José Catarino (guitarra). Um elenco que promete interpretar fados marcados por emoção, memória e autenticidade.

Para completar o ambiente acolhedor, serão servidos sabores tradicionais, como caldo verde, chouriço, pastéis de bacalhau e outras iguarias, convidando a uma experiência partilhada entre música, conversa e convívio comunitário.

A iniciativa decorre nas instalações do CDC Charneca, na Azinhaga do Reguengo 20, Lisboa, reforçando o compromisso da Santa Casa em promover cultura, participação e bem‑estar junto de todas as gerações.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas