logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Famílias de acolhimento reuniram-se em Oeiras num dia de celebração, partilha e reconhecimento

Os Jardins da Quinta de Cima, em Oeiras, receberam este sábado o Encontro de Famílias de Acolhimento do Distrito de Lisboa, uma iniciativa integrada na campanha nacional #TodosJuntosPeloAcolhimentoFamiliar, que reuniu famílias de acolhimento, crianças e jovens acolhidos, equipas técnicas e entidades parceiras num dia marcado pela partilha, pelo reconhecimento e pela celebração.

Promovido com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, o encontro juntou representantes dos Programas de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Fundação “O Século” e Movimento ao Serviço da Vida, num momento que evidenciou a importância desta resposta para a proteção e o desenvolvimento de crianças e jovens.

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a diversas atividades lúdicas e de convívio, incluindo insufláveis, jogos, momentos de reflexão e iniciativas especialmente preparadas para as famílias presentes. O tradicional piquenique partilhado contribuiu para reforçar o ambiente de proximidade e espírito comunitário que caracterizou todo o encontro.

A manhã ficou marcada por uma participação muito especial de Éder, antigo internacional português e autor do golo que garantiu a conquista do UEFA EURO 2016 pela Seleção Nacional. Num momento de grande entusiasmo para as crianças e jovens presentes, Éder participou num minijogo de futebol, conviveu com as famílias e entregou certificados de participação e cachecóis da Seleção Nacional. A sua presença trouxe uma dimensão particularmente inspiradora ao encontro, promovendo valores como a perseverança, a solidariedade, o espírito de equipa e a importância de acreditar nas próprias capacidades.

Um dos momentos mais significativos da tarde foi a sessão comemorativa dedicada ao acolhimento familiar, que contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e de Teresa Bacelar, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, em representação do Presidente da autarquia.

Durante este momento simbólico, foi assinalado o contributo extraordinário das famílias de acolhimento, cuja generosidade, disponibilidade e compromisso continuam a transformar vidas e a proporcionar a muitas crianças e jovens a oportunidade de crescerem num ambiente familiar seguro, estável e afetivo.

Mais do que um encontro de celebração, a iniciativa constituiu também uma oportunidade para sensibilizar a comunidade para a importância do acolhimento familiar e para a necessidade de mobilizar novas famílias para esta missão.

A forte participação registada e o ambiente de proximidade vivido ao longo do dia demonstraram, uma vez mais, a relevância desta resposta social e o impacto positivo que as famílias de acolhimento têm na construção de percursos de vida mais seguros, protegidos e felizes para muitas crianças e jovens.

“Seja a família que elas procuram”: Santa Casa lança nova campanha de acolhimento familiar

“Seja a família que elas procuram” é o mote de mais uma campanha de acolhimento familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Dedicada às mais de 1000 crianças que esperam por uma família de acolhimento no distrito de Lisboa, esta quarta campanha reforça, assim, o compromisso de aumentar o número de famílias disponíveis para acolher crianças e jovens nesta região, contribuindo para o movimento nacional de desinstitucionalização, em linha com as orientações nacionais e internacionais.

Com mais de 250 acolhimentos concretizados e com uma bolsa de 120 famílias certificadas, a Santa Casa mantém, em todo o caso, a necessidade de dar resposta aos pedidos de acolhimento que continuam a ser superiores ao número de famílias disponíveis. Apesar do impacto das campanhas anteriores, é necessária uma mobilização pública no sentido de capitalizar este esforço para chegar ainda a mais crianças, esclarecendo mitos, reforçando a literacia sobre o acolhimento familiar e aproximando esta resposta da comunidade.

Recorde-se que o acolhimento familiar é uma medida temporária, protetora e centrada no bem‑estar da criança, garantindo um direito fundamental: o direito a crescer em família, com afeto individualizado, estabilidade relacional e rotinas seguras. Neste sentido, Portugal assumiu, no seu quadro legal e estratégico, o compromisso de privilegiar respostas familiares e reduzir a permanência de crianças em instituições.

Saiba mais sobre o acolhimento familiar e candidate-se a ser família de acolhimento.

Jogos Adaptados celebram alegria, participação e superação

Mais uma vez, o espaço encheu‑se de cor, música e entusiasmo numa manhã marcada pelo ambiente de festa que juntou crianças, famílias, técnicos e colaboradores. Jacinta Figueiredo conhece bem já este cenário. Terapeuta ocupacional há 28 anos no Centro, sublinhou a importância deste encontro anual:

“É sempre um prazer proporcionar estes momentos de diversão, convívio e alegria às famílias e às crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins.”

As crianças presentes frequentam o Centro em regime externo, nas várias valências (terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, serviço social, enfermagem, fisiatria) ou em regime de orientações periódicas, regressando sempre que a família o solicita. “É esta a nossa comunidade, e é com ela que celebramos hoje”, reforçou.

A manhã contou com duas atividades muito aguardadas, dinamizadas em parceria com a GNR: a cinoterapia e a hipoterapia. Na cinoterapia, os cães treinados Enro, Júnior, Xisto e Kaya encantaram pequenos e grandes com demonstrações de obediência, dança e até “fala”, num momento conduzido pela sargento‑ajudante Filipa Mendes. Para muitas crianças, pentear, alimentar ou passear os cães tornou‑se uma forma natural e divertida de desenvolver competências motoras e comunicacionais.

Já a hipoterapia proporcionou passeios a cavalo, aproveitando o movimento do animal, cujo passo se aproxima da marcha humana, para estimular capacidades motoras, cognitivas e sensoriais, um complemento essencial ao trabalho terapêutico.

Entre o jogo da “Glória”, a arte dos gatafunhos, os insufláveis, a roda das caretas e as sempre concorridas pinturas faciais, não faltaram motivos para sorrisos. O Pateta e o Rato Mickey também marcaram presença, com uma agenda muito requisitada para as fotografias com todos.

A manhã contou com a presença dos administradores da Santa Casa, Luís Rego e André Brandão de Almeida, que acompanharam de perto a dinâmica das atividades e o envolvimento das famílias.

O encerramento ficou a cargo do coro “Os Destravados”, formado por utentes do Centro, que trouxe música, emoção e um último impulso de alegria antes da dança final, num  momento coletivo que deixou todos felizes por participar e, ao mesmo tempo, com aquela melancolia boa de quem viveu algo especial.

Para o ano há mais, e a festa promete ser inesquecível, como sempre.

“O direito ao colo não é negociável”: Santa Casa debate proteção familiar antes da rutura

Nuno Comando, diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto, abriu o encontro lembrando o propósito do espaço: criar pontes entre a Santa Casa, o empreendedorismo e outras organizações, através de conversas mensais. O tema do dia, sublinhou, “está no coração da missão da Santa Casa”. E deixou o mote: proteger não pode ser apenas reagir à emergência. “Proteger é criar condições para que a emergência não chegue mesmo a acontecer.”

Do esquecimento à “nova era”

Coube a Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, traçar o percurso histórico de uma medida que Portugal criou cedo e durante décadas quase ignorou. O acolhimento familiar existe desde a década de 1970 e foi regulamentado pela primeira vez em 1984, quando o país foi pioneiro neste domínio. Depois, disse, “ficou adormecido, esquecido no tempo”, enquanto o sistema foi construindo um caminho fortemente assente no acolhimento residencial.

A viragem chegou em 2019, com o Decreto-Lei n.º 139/2019, que a responsável apelidou de marco de uma “nova era”,  e do qual se orgulha de ter ajudado a construir. Uma das inovações mais significativas é a possibilidade de os próprios familiares ou redes afetivas da criança servirem como família de acolhimento, preservando vínculos, identidade e continuidade emocional.

Os números, porém, continuam a exigir urgência. Existem quase 6000 crianças em acolhimento residencial no país, cerca de 1000 só no distrito de Lisboa. A Santa Casa realizou até à data 255 acolhimentos familiares, acompanhando atualmente 117 famílias. “Uma casa de acolhimento, por melhor que seja, por mais recursos que tenha, nunca vai conseguir substituir o colo, a atenção individualizada e o amor que uma família pode dar”, afirmou Patrícia Bacelar. “O direito de crescer em família não é negociável, não é opcional, não é um luxo.”

patrícia bacelar a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML

O testemunho que silenciou a sala: “É duro, é tramado, vai doer. E tem de doer”

Mariana Martins, mãe de três filhos biológicos que, juntamente com o marido, decidiu tornar-se família de acolhimento pela Santa Casa, foi direta desde o início. Recusou o rótulo de heroísmo com que a sociedade por vezes envolve quem acolhe e deslocou o foco para onde considera que ele realmente pertence: os filhos Francisco, Carmo e António, que aceitaram partilhar os pais, a casa e os irmãos com crianças que sabem que um dia irão partir. “São eles os heróis”, disse.

A convidada descreveu o acolhimento como “um ato de amor. Um amor louco e muito absurdo”, capaz de transformar para sempre a história de uma família, com laços inquebráveis, mas sem ilusões: “Não existe esta linha ténue de ‘é como se fosse vosso filho’. Não é. E ainda bem que não é, porque ele terá direito à sua família para sempre.”

Sobre a chegada do bebé diretamente do hospital, foi simples: “Com um pijama, uma chupeta, um dodot e um leite em pó pequenino, e nos dizem ‘tomem’ (…) é impossível isto não mexer com as entranhas.”

O relato culminou numa conversa com o filho António sobre a despedida iminente: “Mãe, quando o bebé for embora, eu vou chorar imenso.” E propôs um plano para o luto em família: chorar a ver um filme da Disney e comer um pote de açaí.

Mariana terminou com um apelo direto: “Estas quase 6000 crianças precisam de alguém. Não se pode ficar indiferente.”

mariana martins, família de acolhimento a falar nas conversas com impacto
Mariana Martins, família de acolhimento

Chegar antes do perigo

O painel “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado pela jornalista Ângela Roque, da Rádio Renascença, reuniu três profissionais de terreno. Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, descreveu o trabalho preventivo junto das famílias no seu meio natural de vida, atuando sobre sinais subtis de mudança comportamental nas crianças, antes que a situação de risco se torne perigo declarado. Patrícia Costa, vice-presidente do Projeto Alkantara, trouxe anos de presença contínua em Alcântara e a consciência de que as problemáticas originais persistem e se agravam. Já Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge, sublinhou que a maioria das sinalizações ainda chega tarde: “O timing da intervenção é crucial.” E que a responsabilidade de olhar e sinalizar não é exclusiva dos técnicos: “Todos nós podemos ser agentes sinalizadores e temos de ter um olhar atento.”

quatro senhoras falam nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Da esq. para a dta., Ângela Roque (Rádio Renascença), Patrícia Costa (Projeto Alkantara), Susana Bernardo (Pressley Ridge) e Ana Polido (Unidade de Intervenção Familiar da SCML)

“Ninguém protege sozinho”

O encerramento das Conversas com Impacto ficou a cargo de Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa, que não escondeu o peso de trabalhar nesta área: decisões difíceis, longe dos holofotes, com elevado custo emocional. E reconheceu o que muitas vezes fica por dizer: que há um trabalho silencioso, diário e persistente que evita tragédias antes de elas acontecerem. “Proteger não é apenas responder à emergência, mas é criar condições para que a emergência não aconteça”, afirmou. E sublinhou que isso só é possível em conjunto: “Ninguém protege sozinho.”

A sessão terminou com a certeza de que proteger crianças é tarefa de todos, feita, muitas vezes, em silêncio, todos os dias, muito antes de qualquer rutura.

vice provedora da SCML a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Pré‑Inscrição no RADAR já pode ser feita online

Através deste novo formulário, qualquer cidadão pode identificar situações de isolamento, solidão não‑desejada ou fragilidade social. O processo exige apenas três dados: nome, contacto telefónico e endereço de email, sendo posteriormente assegurado o contacto direto pela equipa RADAR para avaliação e encaminhamento.

A funcionalidade integra‑se na estratégia do Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades, sendo o RADAR uma das medidas chave, com o objetivo de reforçar a capacidade de sinalização e acompanhamento de pessoas 65+ em situação de maior vulnerabilidade na cidade de Lisboa.

A iniciativa é desenvolvida em trabalho de rede entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública, a Nova Medical School e a Rede Social de Lisboa, parceiros que asseguram uma resposta integrada, célere e ajustada às necessidades de cada pessoa.

Com esta nova ferramenta digital, o Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades dá mais um passo na construção de uma cidade mais atenta, inclusiva e com vida para todas as idades, aproximando cidadãos, serviços e comunidade.

CONVERSAS COM IMPACTO debatem prevenção, redes familiares e respostas que chegam a tempo

A iniciativa pretende gerar partilhas, perspetivas e contributos relevantes sobre proteção, proximidade e intervenção familiar, reunindo profissionais, especialistas e testemunhos em primeira pessoa.

A receção aos participantes decorre entre 14h45 e 15h00, seguindo‑se as boas‑vindas e enquadramento por Nuno Comando, Diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto. Às 15h10, Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, apresenta a intervenção de abertura “Crescer com Protecção: o papel do Acolhimento Familiar”. O programa prossegue com o momento “Vozes que Aproximam: o que significa acolher?”, que traz o testemunho direto de uma família de Acolhimento Santa Casa, e com a dinâmica “Pulso da Sala: Mito ou Verdade?”, conduzida com o apoio de Patrícia Bacelar.

Entre as 15h50 e as 16h50, realiza‑se o painel de conversa “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado por Ângela Roque, jornalista da Rádio Renascença. Participam Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, Patrícia Costa, Vice‑Presidente do Projeto Alkantara – Associação de Luta Contra a Exclusão Social, e Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge e Mestre em Intervenção Psicossocial com crianças, jovens e famílias. Segue‑se o momento “Vozes da Sala”, dedicado a perguntas e contributos do público.

O encerramento, às 17h00, fica a cargo de Rita Prates, Vice‑Provedora da Santa Casa. A tarde prossegue com o momento de networking “Aceitas um café com impacto?”, entre as 17h15 e as 17h45, convidando os participantes a prolongar a conversa num ambiente informal.

A todos os que desejarem continuar esta ou outras conversas, num ambiente descontraído e a apreciar o pôr‑do‑sol no terraço da Casa do Impacto, está disponível a inscrição na Thursdays with Impact deste dia, entre as 18h e as 20h, através do link IMPACT SUNSET @ Casa do Impacto – Bilhetes.

banner conversas com impacto - acolhimento familiar

Agenda Sociocultural da Santa Casa para maio e junho já disponível

Em maio, sobressaem propostas que cruzam expressão artística, memória e participação comunitária, como as Oficinas Criativas no Centro de Dia Rainha D. Maria I, dinamizadas semanalmente e abertas ao público mediante inscrição. No Centro Intergeracional Ferreira Borges, regressam as sessões Casar em Lisboa, que convidam os participantes a revisitar histórias e tradições através de fotografias de casamento. No mesmo equipamento, decorrem ainda sessões dedicadas ao tema Se uma catástrofe acontecer, sabe o que fazer?”, dirigidas tanto ao público adulto como juvenil, promovendo literacia em segurança e prevenção.

A dimensão cultural e patrimonial ganha relevo com a visita guiada Viver a Cidade, no dia 26 de maio, ao Teatro São Luiz, permitindo redescobrir um dos mais emblemáticos espaços culturais da capital. Já no plano comunitário, regressa o Jantar Comunitário da Ameixoeira, a 29 de maio, promovendo o encontro entre vizinhos e a partilha de gastronomias e histórias.

Em junho, a programação mantém o foco na criatividade e no bem‑estar, com atividades como o Concurso de Quadras na ERPI Nossa Senhora do Carmo, as Tertúlias Temáticas na Quinta Alegre e as sessões de Mindfulness e Expressão e Movimento no Bairro dos Lóios. A celebração das tradições populares marca presença em vários equipamentos, com destaque para as festas dos Santos Populares no Centro Social de São Boaventura e no Centro de Apoio Familiar.

A agenda inclui ainda um vasto conjunto de atividades regulares, como artes manuais, leitura, informática, dança, atividade física, bem‑estar emocional e visitas culturais, abertas ao público mediante inscrição, reforçando o compromisso da Santa Casa com a promoção da participação social, da autonomia e da qualidade de vida.

Com uma programação ampla e diversificada, a Santa Casa convida a comunidade a envolver‑se, explorar novas experiências e viver a vida coletiva de Lisboa ao longo dos meses de maio e junho.

banner da agenda sociocultural maio_junho

Com sol, golos e emoção, o Torneio Intercasas voltou a encher o 1.º de Maio

Promovido pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF), o Torneio Intercasas chegou à sua 19.ª edição, mantendo-se como uma das atividades mais queridas pelos miúdos. “É talvez a atividade mais antiga que a Direção tem”, afirmou António Santinha, Diretor de Unidade de Apoio à Autonomização da DIJF da SCML. “Todos os anos, eles fazem questão de nos lembrar que isto tem de acontecer. Estamos cá por eles.”

Equipas misturadas, emoções à flor da pele

Ao longo do dia, 18 equipas disputaram jogos nos três escalões definidos por idades. Como é tradição, as equipas misturavam crianças de diferentes casas de acolhimento, o que, como dizia o responsável, “dá depois uma valente confusão quando é a entrega da taça, porque… para que casa é que ela vai depois?”

Dentro de campo, houve de tudo: fintas, quedas, gritos e, claro, golos. E houve também goleadas memoráveis. A mais comentada, um expressivo 12–1, foi celebrada como se fosse uma final da Champions. No fim, a grande vencedora, depois de um jogo muito disputado e equilibrado, foi a equipa de Santo António, seguida pela de Rainha Santa, que garantiu o segundo lugar com uma exibição cheia de garra.

“Isto é para eles. Tudo!”, reiterou Santinha. “O torneio só faz sentido porque eles o querem, porque o vivem, porque o puxam para a frente”, dizia, enquanto chamava mais duas equipas para o relvado. “O importante é que se divirtam, que convivam, que percebam que o futebol é isto: alegria, respeito e muita entreajuda.”

A voz dos miúdos

Entre o barulho das claques improvisadas, as crianças falavam com a espontaneidade que só elas têm. Ivan, de 7 anos, dizia com convicção: “O torneio é o melhor que temos aqui na Santa Casa! É fixe participar e acho que é bom para nós e para todos. Devíamos ter mais dias para continuar a receber taças! E é bom conviver com os outros meninos também.”

Já João Sequeira, de 20 anos, veterano do Intercasas, sorria ao recordar o percurso: “Já jogo aqui há muito tempo. Quero participar todos os anos. Viva o Intercasas!” Este entusiasmo pelo torneio valeu a João o Prémio Fair-Play, depois de ter jogado por… cinco equipas ao longo do dia. “Ele quer é jogar!”, comentava-se entre risos.

E por falar em prémios, uma estreia: a jovem Vitória destacou-se na sua Liga (dos 10 aos 14 anos) com defesas decisivas, o que lhe valeu o Prémio de Melhor Guarda-Redes. Uma menina no meio de meninos a ganhar o reconhecimento dos pares.

Jogo em andamento, crianças a disputar a bola no torneio intercasas
A energia do torneio fez‑se sentir em cada jogada
Entrega de troféus, jovem com adulto ao lado no torneio intercasas
Um momento de orgulho partilhado, com Beto a abraçar um dos jogadores premiados
Rui Godinho levanta troféu com equipa vencedora do seu escalão

Legends: A novidade que levou miúdos e graúdos ao rubro

A grande novidade deste ano foi o Projeto Legends, que trouxe ao torneio figuras maiores do futebol português. Sílvio Pereira, ex-lateral do Benfica, e Jorge Andrade, ex-central do FC Porto, juntaram-se a Beto Pimparel, antigo guarda-redes do Sporting e membro do Conselho de Administração da Fundação da Federação Portuguesa de Futebol.

Para muitos miúdos, eram nomes desconhecidos. Para os adultos, eram memórias vivas. “O Legends é uma iniciativa que começámos a fazer este ano ao abrigo de um protocolo que a Santa Casa tem com a Fundação do Futebol. A ideia é simples: trazer até aos miúdos alguns dos craques do futebol que fizeram história, mas que muitos deles já não conhecem”, explica António Santinha. “O que queremos é aproximar estas figuras dos miúdos, mostrar-lhes que os jogadores são pessoas normais, com histórias para contar. Isso é muito importante para eles perceberem que há muitos caminhos possíveis.”

De facto, os miúdos não perderam tempo: pediram autógrafos, selfies, fotografias em grupo e mostraram chuteiras e camisolas para serem assinadas. Os ex-jogadores corresponderam com paciência e sorrisos. Beto Pimparel sublinhou o sentido da sua presença: “Fazia todo o sentido estar aqui. A Santa Casa faz um trabalho importantíssimo pelos jovens e eu quis dar-lhes este estímulo.”

Sílvio Pereira confessou ter regressado à infância: “Tal como eles, eu também já fui criança. Hoje proporcionámos um momento alegre às crianças, e a mim também.” Já Jorge Andrade destacou a importância de criar referências positivas: “Eles já sonham. E podem ser craques, não só no futebol, mas na vida.”

Assinatura e entrega de camisolas no torneio intercasas
Sílvio assina camisolas de fãs...
Linha de jogadores no centro do campo no torneio intercasas
... e junta-se às equipas para jogar
Entrega de troféu a jovem a receber taça alta no torneio intercasas
Jogador recebe das mãos de Beto distinção especial

A entrega dos prémios: o momento mais esperado

O encerramento do torneio trouxe ao relvado os responsáveis pela entrega das distinções: Rui Godinho, diretor da DIJF; Beto Pimparel; José Carvalho, diretor do Departamento de Desporto da Fundação Inatel; e Susana Loureiro, diretora do Parque de Jogos da Fundação.

Entre aplausos, medalhas e taças, o 19.º Torneio Intercasas fechou mais uma edição repleta de memórias. No fim, o que ficou não foram apenas os golos, mas a energia de um campo cheio de vida e a certeza de que este sábado de sol será recordado como um dos dias mais felizes do ano para estes jovens.

Equipa pequena com troféus e medalhas em frente à baliza com Jorge Andrade no torneio intercasas
Jorge Andrade ao lado de vários jogadores da equipa vencedora do torneio...
... tinha um fã à sua espera vestido com a camisola do Porto
José Carvalho (INATEL) entrega prémio a equipa vencedora do seu escalão

Torneio Intercasas — Síntese da Participação e Resultados

Equipas participantes 14 equipas com elementos das Casas de Acolhimento da DIIJF e filhos de colaboradores;
Total de participantes 160 pessoas;
Organização desportiva –  Jovens dos Apartamentos de Autonomia da DIIJF;
Apoio técnico DCIM – som, música e animação;
Entidades parceiras –  Fundação INATEL, Fundação Sporting, Fundação Benfica, Fundação do Futebol;
Iniciativa especial – Legends com Sílvio Pereira, Beto Pimparel e Jorge Andrade;
Prémio Especial Fair Play – João Sequeira.

Resultados por Liga

Liga 1 (6–10 anos)
1.º Fonte / ILPA
2.º CAPAM / Nossa Casa
3.º Santa Teresinha / São Francisco de Assis

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Diego
Melhor Marcador – Leandro

Liga 2 (11–14 anos)
1.º Novo Rumo / Relvado
2.º ILPA / Fonte
3.º Santa Teresinha / Rainha Santa / CAPAM

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Vitória
Melhor Marcador  – David

Liga 3 (15–18 anos)
1.º Santo António
2.º Rainha Santa
3.º Nossa Senhora de Fátima

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Elísio
Melhor Marcador  – Enzo

Santa Casa participa na apresentação do LxSTAT e do Índice de Vulnerabilidade Social

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa marcou presença na apresentação do LxSTAT e do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), desenvolvidos pelo CoLABOR, numa sessão que decorreu na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, nos Paços do Concelho.

A iniciativa contou com a presença de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, de Rita Prates , Vice-Provedora, e de Luís Rego, administrador da instituição, reforçando o envolvimento da Misericórdia de Lisboa em projetos que promovem uma intervenção social mais informada e eficaz.

A sessão teve início com a intervenção de Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se a intervenção do Provedor da Santa Casa, que destacou o papel da Câmara Municipal de Lisboa como parceiro estratégico fundamental: “a CML não é apenas um parceiro, é ‘o’ parceiro da Santa Casa”, sublinhando ainda o elevado potencial das ferramentas desenvolvidas pelo CoLABOR para apoiar a tomada de decisão na instituição. Carvalho da Silva, coordenador do CoLABOR, concluiu a fase de intervenções.

O evento incluiu ainda a apresentação do LxSTAT, por Catarina Cruz, e do Índice de Vulnerabilidade Social, por Bárbara Ferreira.

O LxSTAT assume-se como um observatório de dados sobre Lisboa, agregando informação estatística de múltiplas fontes para apoiar políticas públicas baseadas em evidência. A plataforma permite caracterizar dinâmicas sociais, económicas e demográficas, facilitando a leitura territorial e a definição de respostas ajustadas às especificidades da cidade.

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) constitui uma ferramenta inovadora de apoio ao planeamento estratégico, baseada na análise de dados administrativos anonimizados de cerca de 23 mil utentes. Assente numa abordagem multidimensional, que integra dimensões económica, de saúde, habitação e violência/negligência, permite identificar perfis de risco, antecipar situações críticas e promover uma lógica de intervenção precoce e mais eficaz.

Estas ferramentas reforçam a capacidade da Santa Casa e dos seus parceiros para desenvolver estratégias mais informadas, equitativas e orientadas para as reais necessidades da população, contribuindo para uma intervenção social mais integrada e eficaz em Lisboa.

Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância com o apoio da Santa Casa

Em abril, o laço azul ganha um significado muito mais profundo do que a mera cor do horizonte, sendo o símbolo da sensibilização, da precaução e do compromisso de se proteger as crianças. A Campanha de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância 2026 já está na rua – e também na Santa Casa – com todos unidos em torno do slogan “Serei o que me deres… que seja amor”.

A campanha, com um carácter internacional, pretende chamar a atenção para a problemática dos maus-tratos na infância, com a Santa Casa a realizar diversas ações em diferentes serviços. A partir de hoje e ao longo dos próximos 30 dias, o laço azul estará presente em vários equipamentos, que se multiplicarão em iniciativas de sensibilização e prevenção.

Neste mês, os trabalhadores da Santa Casa são também convidados a participar nesta “união conjunta” contra a violência infantil, através do uso de um pequeno laço azul na sua roupa, um símbolo mundial que relembra as crianças vítimas de maus-tratos. Mas não só!

À semelhança do que sucedeu nos anos anteriores, a campanha culminará no último dia do mês, a 30 de abril, às 11h30, com uma iniciativa simbólica desenvolvida a nível nacional: a formação de um gigantesco laço azul humano, que no “universo” da Santa Casa já tem um nome: o “Laço Azul Intergeracional”, formado em pleno Largo Trindade Coelho, com o apoio de crianças, colaboradores e idosos da instituição. Aos participantes apenas são exigidos dois únicos e simples requisitos: que estejam no local meia-hora antes e que todos enverguem uma t-shirt ou camisola azul, para que o laço humano seja visto do céu.

No calendário das iniciativas do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância destacam-se ainda as ações preparadas pela Direção de Saúde Santa Casa, que irá colocar a tónica na mensagem “Protege. Cuida. Sinaliza – Porque todos os dias alguém precisa que repares”. A frase será o mote de um conjunto de ações que irão decorrer ao longo do mês, centradas na importância dos pequenos gestos diários na proteção infantil e no papel ativo que todos – comunidade, famílias, idosos, colaboradores, entre muitos outros – têm na prevenção dos maus-tratos na infância.

Esteja atento a todas as iniciativas e participe!

Porquê um laço azul?

Tudo começou em 1989, quando a norte-americana Bonnie Finney amarrou uma fita azul na antena do seu carro, em homenagem ao seu neto, que tinha morrido vítima de maus-tratos. Com este pequeno gesto simbólico, esta avó pretendia gerar curiosidade e, desta forma, chamar a atenção para a problemática da violência sobre as crianças. A intenção de Bonnie resultou e foi graças a si que abril passou a ser o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Quanto à escolha da cor, também existe um motivo: o azul representa as nódoas negras e as lesões.

Esta é a origem desta campanha. Atualmente, durante o mês de abril, são vários os países a usarem fitas azuis em memória daqueles que morreram ou são vítimas de qualquer tipo de abuso infantil.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas