logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Santa Casa reforça presença no Wonderland com espaço dedicado às suas respostas sociais

A 10.ª edição do Wonderland Lisboa, o maior mercado de Natal do país, abre esta sexta-feira, 28 de novembro, e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, parceira do evento desde o início, através dos Jogos Santa Casa, vai reforçar a sua presença institucional com muitas novidades.

O destaque vai para um novo espaço pedagógico da Misericórdia de Lisboa, dedicado às respostas sociais e equipamentos da Santa Casa e à forma como os Jogos Sociais do Estado são distribuídos em prol da sociedade em todo o país. Também o Acolhimento Familiar e o voluntariado da Instituição estarão em destaque neste espaço, no qual os visitantes poderão saber mais sobre estes temas e ainda adquirir produtos feitos pelos utentes da Misericórdia de Lisboa.

De regresso estará também a presença da Lotaria, o mais antigo jogo da Santa Casa, que recentemente assinalou 242 anos de história. Com três pontos de venda (stand, quiosque e rulote), além dos tradicionais cauteleiros, os Jogos Santa Casa voltam a ser patrocinadores do Wonderland, evento por onde passou, em 2024, mais de um milhão de pessoas.

Como em anos anteriores, os Jogos Santa Casa vão proporcionar dois dias mágicos: o primeiro, a 9 de dezembro, dedicado aos utentes seniores dos equipamentos da Santa Casa e o segundo, a 17 de dezembro, para os utentes mais novos. Assim, todos poderão usufruir das diversas atrações do Wonderland, como a tradicional roda gigante, os carrosséis ou a pista de gelo, em tardes de convívio, animação e muitos sorrisos.

Apesar de abrir já esta sexta-feira, a inauguração oficial do Wonderland está agendada para sábado, 29 de novembro, a partir das 18h30, no Parque Eduardo VII, com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A 10.ª edição do Wonderland, com produção da TVI e da NIU e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, vai decorrer até 4 de janeiro. Saiba mais na página oficial do Wonderland Lisboa.

Presentes com história e esperança no Centro de Apoio Social de São Bento

Quase cinquenta pessoas encontram aqui, todos os dias, uma “janela de oportunidades”: formação, ocupação e, sobretudo, dignidade. O CASSB é um espaço onde a inclusão se faz com paciência e talento, e onde cada utente descobre que ainda tem muito para dar. Para os guiar e ajudar, contam com uma equipa de formadores. Não. De monitores. Ou será que são técnicos? Não interessa o nome ou o cargo. Acima de tudo, uma equipa que motiva, diariamente, os utentes que ali procuram e encontram um propósito.

O primeiro andar: a cozinha que alimenta mais do que o corpo e o ateliê de costura e da pasta de papel

No primeiro andar do Centro, temos a cozinha, liderada pela chef Lucinda, e na qual seis utentes preparam perto de cem refeições diárias. O cheiro dos tachos enche o espaço, mas o que realmente se sente é o orgulho. Como o do Sr. Coelho que faz este trabalho há 28 anos, ali.

As refeições servem quem trabalha no Centro, chegam a utentes diferenciados que ali vão comer e, muitas vezes, seguem para casa, como jantares que levam consigo. Há também pratos vendidos, porque aqui o trabalho tem valor e gera autonomia. Cada refeição é, ao mesmo tempo, sustento e símbolo de inclusão.

três pessoas na cozinha do centro de apoio social de são bento
Chef Lucinda ao centro
utente do centro social de apoio de são bento ajuda na cozinha
Sr. Coelho

Saímos da cozinha e, também no primeiro andar, encontramos arte. Uma arte que devolve confiança numa sala onde o papel de jornal ganha nova vida. Cortado em tiras finas, transformado em pasta e moldado com calma, torna-se pedra maleável nas mãos dos utentes. Francisco, monitor do CASSB, responsável pelo trabalho da pasta de papel, explica: “Cada caso é um caso. Para alguns, o foco é artístico; para outros, é sensorial. O simples ato de moldar traz tranquilidade.” Ao lado, Catarina David, monitora que nos acompanha nesta visita, acrescenta: “Vamos sempre reencontrando um novo dom nos nossos artesãos. É um ajuste constante.”

Aqui, nada se desperdiça. O que não serve transforma-se em arte. Turistas que visitam a loja do CASSB levam consigo peças únicas, carregadas de simbolismo e emoção. Nenhuma é igual à outra, porque cada uma guarda a marca de quem a criou.

Catarina descreve-nos alguns dos rostos e das mãos que contam histórias: “A Jéssica dedica-se ao detalhe, cria peças muito delicadas, quase frágeis, mas cheias de força interior. Já o Ilídio, apesar de algumas limitações de motricidade, encontrou na pasta de papel a possibilidade de criar em grande escala.”

Por outro lado, o Ilídio conta-nos a sua história em discurso direto: “Fui criado com a mãe da minha mãe nos Açores até aos 18 anos. E antigamente, como não havia luz elétrica, a família toda reunia-se à volta da lareira, com a luz de candeeiro a petróleo. Então, tive o prazer de fazer estes trabalhos à mão com a minha avó e a minha mãe, foram elas que me ensinaram estas coisas Todos estes pontos são feitos à mão”, remata com orgulho.

Catarina David acrescenta: “O Ilídio borda todos estes pontinhos, a que chamámos ‘pontinhos de afeto, memórias dos Açores’.”

Por sua vez, a Ana teve de procurar uma imagem que lhe falasse ao coração, e escolheu representar a Virgem com o Menino em rolinhos de papel.

O resultado é que cada peça moldada é mais do que um objeto: é memória, identidade e autoestima transformadas em arte.

utente do centro social de apoio de são bento mostra dois sacos que costurou
Sr. Ilídio
utente do centro apoio de são bento, sentada, a dobrar rolos de papel
D. Ana

O rés-do-chão da carpintaria e da loja

No rés-do-chão, o som da madeira a ser trabalhada mistura-se com conversas e risos. Paulo, monitor, orienta os utentes na carpintaria, pintura e trabalhos manuais. Aqui, a maioria são homens. Alguns trazem consigo experiências de vida que se refletem no trabalho. Como o Miguel Vivas, antigo serralheiro civil, que reencontrou na madeira uma forma de expressão. Se um utente não se sente à vontade num ateliê, pode mudar. Porque o CASSB acredita que cada pessoa merece encontrar o espaço onde se sente segura e confiante.

Olhar para o futuro

Entre colagens, costuras e pratos servidos, há também projetos que se preparam para sair à rua. O presépio do CASSB vai marcar presença nas exposições do Espaço Santa Casa, da Santa Casa, e os produtos artesanais estarão à venda no Wonderland Lisboa e na Feira de Natal do Largo [Trindade Coelho, onde se situa o edifício central da Misericórdia de Lisboa]. Cada peça vendida é mais do que um objeto adquirido: é o reconhecimento do talento dos utentes e a sustentabilidade de um projeto que une inclusão e criatividade.

Por isso, nesta quadra festiva, apoiar o CASSB é também oferecer presentes com significado. As peças de artesanato disponíveis na loja e nas feiras natalícias são únicas, feitas à mão e carregadas de histórias de superação. Ao comprar uma destas criações, cada pessoa leva para casa não apenas um objeto, mas um pedaço de esperança e autoestima dos artesãos que o produziram. É um gesto solidário que transforma vidas e dá ainda mais brilho ao Natal.

Centro de Apoio Social de São Bento (CASSB)

Morada: Rua de São Bento, 140 à Travessa da Arrochela | 1200-820 Lisboa

Contacto: 213 913 060 *custo de chamada local

 

utente do centro social de apoio de são bento a pintar uma peça
Sr. José Costa
dois homens e duas mulheres, responsáveis pelo centro social de apoio de são bento
Da esq. para a dir.: Francisco, Paulo, Maria João e Catarina

Episódio de uma creche da Santa Casa “salta” para as páginas de um livro

Tudo começou com uma situação corriqueira, que ocorre em todos os estabelecimentos infantis e em casas onde habitam crianças: brinquedos e livros desarrumados e os constantes alertas dos adultos para a possível ocorrência de uma queda. A repetição diária desta situação na sala das crianças de dois anos no Parque Infantil Santa Catarina levou a que Soraia Pereira, uma Técnica de Ação Educativa de 37 anos, inventasse uma história para “sensibilizar” os mais pequenos para o “risco de se correr” com os objetos espalhados pelo pavimento.

“O grupo demonstrou tanto interesse, que me pediu para contar a história novamente”, explica a autora no prefácio do livro. E a repetição constante de uma história que tinha sido inventada “no momento”, o sucesso gerado entre os mais pequenos e a pedagogia contida no conto levou a que a funcionária da Misericórdia de Lisboa transpusesse o pequeno conto para o papel, mas desta vez em forma de verso, para que fosse “mais interessante e cativante” para os mais novos.

Com o conto escrito, o passo seguinte consistiu em ilustrar a história, uma tarefa que esteve a cargo de Ana Gomes, do Núcleo de Design da Direção de Comunicação, que procurou igualmente inspiração numa criança. Desta vez, no seu filho Vasco, de dois anos:

“Ele [o Vasco] poderia perfeitamente personificar o Zé [o protagonista da história]. Essa ligação pessoal trouxe uma dimensão única ao projeto, tornando cada detalhe das ilustrações mais genuíno e próximo da realidade que vivo diariamente”, explicou a ilustradora, adiantando que o processo criativo prolongou-se por dois meses, tendo sido “muito fluído” pela proximidade que a profissional tem com o público-alvo, mas também “pelo valor afetivo envolvido”.

Ana Gomes e Soraia Pereira

A ilustradora Ana Gomes (à esquerda) e a autora Soraia Pereira (à direita)

Se a Santa Casa foi uma fonte de inspiração inesperada, a importância do livro “O Trambolhão do Zé” prevê-se maior do que se poderia pensar inicialmente. Afinal, a obra retrata vivências que ocorrem em contexto de creche, algo que é raro, conforme faz questão de sublinhar Maria João Barros, coordenadora pedagógica da Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF):

“O livro tem como intuito partilhar vivências e situações que acontecem no dia a dia de uma escola. Existem, até ao momento, poucas histórias em contexto de sala, podendo esta história, de uma forma didática, ser utilizada como ferramenta de trabalho”, explicou.

Uma opinião partilhada pela autora do conto, que admite acreditar que “esta história possa ser utilizada como ferramenta de trabalho, de forma didática, para que todos os profissionais da área da educação a possam explorar com os seus grupos de crianças”.

Com uma produção de 250 exemplares, “O Trambolhão do Zé” destina-se, nesta fase inicial, ao “universo” da Misericórdia de Lisboa. Posteriormente será “colocado à venda em livrarias”, revela a coordenadora pedagógica da DIJF.

Jovens da Santa Casa expõem obra na Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

“Click! Olhares entre filmes e fotografias” é o título da obra que irá representar a Misericórdia de Lisboa, uma obra em forma de fotolivro, no qual “cinco histórias distintas apresentam diferentes universos transformados em fotofilmes”, como é o caso de uma menina emigrante que chega a uma escola nova, um maluco que persegue pessoas na mata, um assassino cego no encalce de um grupo de jovens, um rapaz sonhador de monstros e um inusitado cão flamejante.

As histórias e as fotografias são da autoria de Yasmin Silva, Rosinha Brito, Tatiana Baptista, Diego Silva, Salvador Fradão, jovens do grupo de Animação Socioeducativa do Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz, que contaram ainda com a ajuda dos demais colegas. Com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, os jovens autores integram o grupo dos Artistas Secretos Especiais, um projeto sob orientação de Sara Cruz (Monitora de Tempos Livres) e de Pedro Augusto (Animador Sociocultural).

A participação da Santa Casa num dos mais importantes eventos de fotografia de Lisboa remonta há alguns meses, com o envio do fotolivro com as cinco histórias criadas e fotografadas pelos jovens da instituição para a organização da Feira do Livro de Fotografia. A iniciativa gerou frutos: o trabalho produzido foi selecionado para estar presente no evento.

Uma experiência que promete ser “diferenciadora” para os jovens artistas, segundo Sara Cruz, uma das mentoras dos Artistas Secretos Especiais, devido à “exposição em público de uma criação dos jovens”, aliada à promoção da expressão artística e da participação cultural.

Páginas do fotolivro Click

Lançada em 2010, a Feira do Livro de Fotografia de Lisboa apresenta-se como um certame que agrega praticantes e amantes de fotografia, sendo ainda um local onde se pode consultar ou comprar livros com trabalhos fotográficos. A exposição permite ainda o contacto direto com fotógrafos, editores, livreiros e outros profissionais do contexto do livro e da fotografia.

Além do Mercado de Fotolivros, o evento irá integrar uma Exposição de Maquetas, um espaço de autores e pequenos editores, assim como uma zona reservada à apresentação de projetos fotográficos autorais, entre muitas outras surpresas.

Patente de sexta a domingo no Arquivo Municipal de Lisboa, a 15.ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa estará de portas abertas a todos os que a queiram visitar. Para mais informações, consulta do programa e horários, aceda à página do Arquivo Municipal de Lisboa.

Relançada campanha nacional “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”

A campanha nacional “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”, criada há um ano numa parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Casa Pia de Lisboa e o Instituto da Segurança Social, foi esta quinta-feira, 20 de novembro, relançada, com uma apresentação que decorreu no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, no Dia Internacional dos Direitos das Crianças.

Sendo o Acolhimento Familiar uma medida de promoção dos direitos e de proteção das crianças, foi esta a data escolhida, assinalando a aprovação da Declaração dos Direitos da Criança, em 1959, e a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança pelas Nações Unidas, em 1989, ambas neste mesmo dia.

Numa manhã preenchida, Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, deu o pontapé de saída nos trabalhos, aos quais assistiu Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa.

“Temos três entidades gestoras do Acolhimento Familiar: a Casa Pia de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Instituto da Segurança Social. Estes três organismos faziam as suas campanhas de forma isolada e, há um ano, lançámos-lhes o desafio para se juntarem e fazerem uma campanha a nível nacional. Foi assim que nasceu o “Todos Juntos Pelo Acolhimento Familiar”, uma campanha de sensibilização, de informação e de destruição de mitos”, sumarizou Clara Marques Mendes.

Apesar de sublinhar que ainda há trabalho a fazer, até porque o acolhimento residencial ainda predomina, a secretária de Estado divulgou os números positivos alcançados por esta campanha no último ano, passando de 388 para 504 o total de famílias de acolhimento certificadas. “Este é o caminho certo”, concluiu.

Seguiu-se uma conferência que arrancou com Benjamin Perks, que desempenha o cargo de Head of Advocacy and Campaigns na UNICEF, cuja apresentação versou sobre os problemas que afetam as crianças na sua infância e as consequências que daí advêm para o seu futuro.

Posteriormente o debate estendeu-se à saúde mental infantojuvenil pelas vozes de Paula Carrinho, diretora técnica da Casa de Acolhimento Especializado Solar da Praia, Ricardo Rodrigues, diretor do Centro de Capacitação D. Carlos I, da Santa Casa, e Rita Teixeira, pedopsiquiatra e terapeuta familiar, com moderação de Helena Gonçalves, Procuradora-Geral Regional de Lisboa.

A jornada terminou com a apresentação do livro “100 anos – Declaração dos Direitos das Crianças”, de Paulo Macedo, jurista da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, que contou também com a presença de Maria João Fernandes, vice-presidente da referida Comissão, e com a moderação de Teresa Nicolau, diretora da Cultura da Santa Casa.

Família de Acolhimento multiplicou o amor com a chegada de um bebé: “É avassalador!”

Mariana Coimbra Martins e o marido têm três filhos, com três, seis e oito anos. Uma família já grande, mas que há seis meses ficou maior: tornaram-se uma Família de Acolhimento e receberam um bebé com apenas um mês de vida. A ideia de ajudar alguma criança a precisar de um lar surgiu há mais tempo e a Santa Casa foi um destino natural na pesquisa de Mariana sobre o assunto.

“Costumo dizer que ter só serve para dar. Se eu tenho, se tenho amor e tenho tempo, é-me quase impossível dizer não a uma criança que tem o direito a ter um colo e uma casa”, resume Mariana, para quem tudo começou com uma recolha de informação online, antes da inscrição na formação da Misericórdia de Lisboa.

Num “processo exaustivo, mas que por si só já valia a pena”, esta família participou numa formação em grupo e teve visitas domiciliárias de técnicas especializadas. “Fomos avaliados até ao tutano e ainda bem! Os sentimentos de medo acompanhavam-nos, embora a vontade e a coragem ganhassem”, admite.

Play Video about Mãe de Família de Acolhimento com bebé ao colo à janela

Finalmente, deu-se a chegada do novo membro da família e tudo mudou lá em casa.

“Veio, obviamente, alterar muitas rotinas e dinâmicas familiares. Mas creio que não se consegue medir o que crescemos enquanto casal e enquanto família. No outro dia, o nosso filho mais velho dizia: ‘Mãe, nós estamos mesmo diferentes desde que este bebé chegou!’ E isso é mesmo verdade! Muda a nossa perspetiva da vida, posiciona-nos de outra forma e ajuda-nos a perceber o que de verdade importa. Acredito muito que o amor é mesmo um motor para vivermos bem a nossa vida”, afirma a mãe desta Família de Acolhimento.

Mariana confessa que toda a família ficou mais tolerante com o mundo à sua volta, tudo graças a uma criança que, apesar de ter ganho uma casa, também deu muito a ganhar aos seus novos cuidadores: “É avassalador. Ganhamos muito mais do que este bebé. Das situações que mais nos comoveram neste processo foi a forma como, tão naturalmente, os nossos três filhos acolheram este bebé, que não é irmão deles e que não é nosso filho, mas que é nosso! Embora não vá pertencer-nos para o resto da vida”.

“Os miúdos vieram ter connosco a dizer que já queriam preparar o Natal e nós dissemos que ainda era cedo. Mas quando um dos nossos filhos nos diz ‘Mãe, este é o único Natal que o bebé vai estar connosco’, foi impossível não nos arrepiarmos e não alterarmos a nossa resposta.”

Sobre esse momento de despedida, que há de acontecer, mas ainda não tem data marcada, Mariana tenta preparar-se a si e aos seus desde o primeiro dia: “Um dos desafios é tornar esta questão presente diariamente. Desde o início os nossos filhos souberam no que consistia este projeto. Vai doer e vamos chorar, mas é sinal de que cumprimos bem a nossa missão. E o nosso amor por este bebé poderá permanecer de outra forma, se assim for desejo de quem ficar com ele”.

Acolher mais crianças no futuro? Mariana não fecha a porta à ideia, mas quer primeiro viver esta experiência transformadora por completo: “Queremos ser uma família de amor ilimitado e de número indeterminado, por isso queremos acreditar que vamos estar sempre disponíveis para viver esta missão por muitos anos e acolher muitos bebés e crianças. Mas acho importante passar primeiro por esta transição. Devemos ser realistas: nem todas as fases da nossa vida nos permitem acolher esta missão”.

Uma medida de proteção

Este e outros casos de Acolhimento Familiar resultam, primeiramente, de uma medida de proteção da criança, como explica Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da Santa Casa.

“Oferece à criança um ambiente seguro, estável e afetivo, enquanto as equipas técnicas avaliam a capacidade real da família de origem e exploram toda a rede familiar alargada. Durante este período, são assegurados direitos essenciais da criança: proteção, saúde, estabilidade, educação, vínculo familiar, participação e projeto de vida. Quando esgotadas todas as possibilidades de retorno à família de origem, o projeto de vida contempla uma resposta familiar permanente, sempre centrada no superior interesse da criança”, assegura.

Para esta responsável da Misericórdia de Lisboa, o caso deste bebé é um exemplo de alguém que encontrou nesta Família de Acolhimento “um espaço para crescer e construir o seu futuro com dignidade, num caso que demonstra como o acolhimento protege, avalia e transforma vidas”.

Saiba mais sobre Acolhimento Familiar.

Acolhimento Familiar – O poder do amor

Comissões Sociais de Freguesia partilharam boas práticas no encontro anual

Decorreu esta terça-feira, 18 de novembro, o VI Encontro Anual de Comissões Sociais de Freguesia da Cidade de Lisboa. O Pavilhão Municipal da Junta de Freguesia de Alvalade acolheu esta iniciativa organizada pela Rede Social de Lisboa e subordinada ao tema “Partilha de práticas”.

O objetivo passou por dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por cada Comissão Social de Freguesia (CSF), evidenciando o seu impacto e relevância para o desenvolvimento da cidade, bem como promover a troca de experiências entre as diversas comissões presentes.

Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, marcou presença e participou na sessão de abertura da Comissão Tripartida, juntamente com Sandra Marcelino, diretora adjunta do Centro Distrital de Segurança Social, e Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa.

Para Rita Prates, estes encontros funcionam como “um espaço vivo de colaboração, onde reforçamos laços, partilhamos experiências e nos sentimos inspirados pelo caminho que cada grupo e cada território vai fazendo, nesta senda de tornar a cidade mais inclusiva e mais socialmente justa”.

A Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa aproveitou ainda para agradecer “a todos os profissionais que diariamente assumem os seus diferentes papéis neste trabalho junto das comunidades locais”, particularmente os colaboradores da Santa Casa que integram as diferentes CSF, a quem reconheceu “dedicação, competência e um profundo sentido de missão”.

A manhã foi então preenchida por testemunhos e reflexões, a par de uma mostra das diversas Comissões Sociais de Freguesia com stands espalhados pelo pavilhão, onde cada uma delas apresentou os seus projetos, iniciativas e boas práticas, numa lógica de trabalho em rede.

Recorde-se que a Rede Social de Lisboa é uma estrutura de governança local que visa a articulação e congregação de esforços entre os agentes sociais ativos no concelho, com o objetivo de combater a pobreza e a exclusão social, promovendo o desenvolvimento integrado, a inclusão e a coesão social.

Café Memória dedica sessão especial ao Natal

Como habitualmente, a iniciativa decorre no Espaço CLIC-LX, na Rua Nova da Trindade, n.º 15. A tarde será dedicada ao espírito natalício, com a realização de várias atividades pensadas para estimular competências essenciais ao bem-estar e à atividade cerebral, proporcionando um momento lúdico, criativo e estimulante para todos os participantes.

 A sessão será dinamizada pela equipa do Café Memória (Dr.ª Maria João Diniz, Enfermeira Guida Amorim e Dr.ª Sónia Mascarenhas), que irá orientar as atividades e promover a partilha, a interação e o convívio típicos desta época festiva.

 O Café Memória é um espaço de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou síndromes demenciais, aos seus familiares e cuidadores, bem como a todos os que se interessam por estas temáticas. O projeto oferece um ambiente reservado, seguro e propício à partilha de experiências, ao apoio emocional e à participação em diversas atividades que promovem a estimulação cognitiva e o bem-estar.

 A entrada é livre, não sendo necessária inscrição prévia. Basta aparecer e participar nesta sessão especialmente dedicada ao Natal!

Valor T lança série de vídeos tutoriais acessíveis em Língua Gestual Portuguesa

A Valor T, projeto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dedicado à promoção da empregabilidade inclusiva, lançou uma série de tutoriais em vídeo com acessibilidade em Língua Gestual Portuguesa (LGP). Estes conteúdos digitais disponibilizam informação prática e orientações essenciais para apoiar pessoas com deficiência, em particular a comunidade surda, na preparação para entrevistas e processos de recrutamento, reforçando o compromisso da SCML com ambientes de trabalho mais acessíveis, equitativos e representativos.

Os vídeos agora divulgados foram desenvolvidos com um propósito claro: promover um acesso mais justo ao mercado de trabalho, oferecendo dicas concretas que ajudam os candidatos a prepararem-se, ultrapassarem barreiras e demonstrarem plenamente o seu talento. A iniciativa está profundamente alinhada com a missão da Valor T, que se concentra na integração profissional de pessoas com deficiência ou incapacidade, garantindo oportunidades equitativas para todos. A preparação prévia, já utilizada nos processos internos da equipa, tem revelado resultados muito positivos, aumentando significativamente o desempenho em entrevistas e a probabilidade de sucesso.

A divulgação destes conteúdos ocorre numa semana particularmente simbólica, que antecede o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa (15 de novembro). Para a Valor T, esta data evoca o reconhecimento constitucional da LGP como língua oficial e parte integrante da cultura e identidade nacional, sublinhando a responsabilidade de assegurar que a comunicação acessível é uma realidade quotidiana.

Este compromisso concretiza-se diariamente através da integração da LGP nos serviços prestados pela Valor T, permitindo que candidatos surdos tenham igualdade de condições e acesso efetivo ao emprego. Muitos utilizadores da rede da SCML dependem da LGP para comunicar, e garantir essa acessibilidade é vital para promover um mundo laboral mais inclusivo, justo e centrado nas potencialidades de cada pessoa.

A disponibilização pública destes vídeos constitui, assim, mais um passo no percurso da SCML rumo a uma sociedade onde ninguém fica para trás.

O vídeo de apresentação pode ser visto aqui:
https://youtu.be/tbTjxQmbAac

A playlist completa está disponível em:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLh8iFb9B569hs3sG5sHJK78JrRw_aN9qv

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas