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Strikes de alegria: A tarde de Bowling no Centro de S. Cristóvão e S. Lourenço

No Centro Social Polivalente de S. Cristóvão e S. Lourenço, da Santa Casa, o tempo parece ganhar um ritmo diferente a cada 15 dias. Se, nas manhãs das quartas-feiras, uma das salas se enche com canções populares, a mesma sala, nas tardes do mesmo dia, é reservada e organizada para uma atividade que faz brilhar os olhos de quem a pratica: o bowling adaptado.

O espaço transforma-se para acolher mais de 20 utentes, entre os que jogam e os que querem, apenas, fazer de ‘claque’. Todos apoiados de perto por uma monitora e três auxiliares de geriatria de apoio à comunidade (AGAC). Como explica Ana Paula Sousa, responsável pela animação sociocultural, não se trata apenas de um desporto, mas de “uma atividade de lazer adaptada a esta população.”

Aqui, as regras rígidas do jogo original dão lugar à inclusão. Porque cada utente tem condições físicas e necessidades muito diferentes, o jogo é feito sentado, utilizando as mesmas bolas macias do boccia (actividade que acontece intercalada a cada 15 dias com a do bowling), as únicas que, depois de alguns testes, se revelaram como as ideais para as mãos daqueles participantes. Com três tentativas para derrubar os dez pinos, o objetivo é o strike, mas o verdadeiro prémio é a participação.

A tarde começa ao som de música animada e alguma expectativa. A senhora J. “abre as hostilidades”; embora falhe a primeira bola, consegue derrubar oito pinos na segunda, terminando a sua vez com um ar satisfeito. Logo a seguir, a senhora G. mostra a sua mestria: três strikes seguidos, um feito que arranca aplausos da sala.

O senhor D. também deixa a sua marca, derrubando sete pinos com precisão. E a senhora E., com um problema grave de visão, não permite que a escuridão a afaste do jogo. Com humor e ternura, embala a bola e brinca: “Abre os olhos, vê lá por onde vais.”

Utentes jogam bowling adaptado

Para além do divertimento óbvio, esta atividade é um pilar de saúde para os utentes do Centro. Ana Paula Sousa explica: “O foco principal é manter a destreza motora e a concentração através da estimulação e coordenação, garantindo que o jogo respeite a postura corporal de cada um para que ninguém fique de fora devido às suas limitações, ao mesmo tempo que promove o bem-estar emocional, promove uma socialização que combate o isolamento e eleva o humor de todos.”

Dos tempos em que se improvisava com garrafas de água até aos jogos de verão no terraço (com barras laterais para guiar o caminho), o bowling, neste espaço da Misericórdia de Lisboa, é a prova viva de que, com carinho e adaptação, todos podem derrubar as barreiras que a vida lhes impõe.

Community Champions League animou o Centro de Dia Rainha D. Maria I

O Centro de Dia Rainha D. Maria I recebeu na passada sexta-feira, 13 de fevereiro, um grupo de jovens no âmbito da Community Champions League, um projeto promovido em Portugal pela Fundação Benfica e pela Gebalis, que junta os participantes numa competição que mistura futebol e ações comunitárias mensais em benefício da comunidade local, promovendo o desporto, a inclusão social e o trabalho em equipa, entre outros valores.

Acompanhados por uma equipa da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, estes jovens tiveram a oportunidade de conviver com os utentes deste espaço da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, criando momentos intergeracionais proveitosos para todos.

O grupo participou num quiz temático, organizado por um utente do estabelecimento, mas também nas próprias tarefas de rotina do Centro de Dia Rainha D. Maria I, nomeadamente ajudando a preparar o lanche e organizando a sala para o efeito.

O resultado foi uma tarde repleta de animação e sorrisos que ficará, certamente, na memória de todos os participantes.

Fotos: Fundação Benfica

Saúde com autonomia: estratégias para pessoas idosas

A iniciativa, agendada para dia 24 de fevereiro, às 14h30, tem como objetivo explorar estratégias eficazes que apoiem as pessoas idosas na gestão ativa da própria saúde, reforçando a autonomia, o bem-estar e a capacidade de participação na comunidade.

O encontro insere-se no projeto europeu KORALE, cofinanciado pela União Europeia, por meio do programa Interreg Europe, que promove a prevenção e o combate à solidão por meio de políticas públicas.

O webinar decorre em língua inglesa e destina-se a profissionais, técnicos, decisores e a todos os interessados nas áreas do envelhecimento, saúde e inclusão social.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo formulário.

Orquestra Geração abre temporada de 2026 com concerto vibrante

Com uma entrega contagiante, os jovens intérpretes deram vida a um repertório pensado para valorizar o seu progresso artístico e envolver a plateia numa viagem sonora diversa. Cada peça foi marcada por concentração, entusiasmo e uma alegria evidentes em partilhar música, revelando o impacto transformador que o projeto tem na vida destes participantes.

O núcleo da Santa Casa da Orquestra Geração, que funciona como um projeto artístico e de inclusão social, acolhe crianças e jovens acompanhados pela instituição, filhos de colaboradores e participantes provenientes de casas de acolhimento.

Para além da aprendizagem musical, promove valores como disciplina, cooperação, integração e sentido de propósito, utilizando a prática orquestral como ferramenta de desenvolvimento pessoal e social.

A tarde terminou com fortes aplausos, num ambiente de celebração que reforçou a importância do trabalho contínuo desenvolvido pela Orquestra Geração.

Jornadas RADAR reuniram consenso para a necessidade de continuar o projeto

A Sala de Extrações acolheu na segunda-feira, 9 de fevereiro, a 5.ª edição das Jornadas do Projeto RADAR, numa tarde de partilha de experiências entre os diferentes intervenientes deste projeto que junta três dezenas de entidades no combate ao isolamento social e solidão não desejada da população com mais de 65 anos na cidade de Lisboa.

Dedicadas à atuação na parte sul da cidade, nestas Jornadas ficou evidente a vontade de todos de dar seguimento ao projeto, neste que é um ano de avaliação do trabalho iniciado em 2019. Efetivamente, entre os intervenientes nas Jornadas foi unânime a intenção de prosseguir o trabalho já desenvolvido e que tantos milhares de pessoas tem ajudado, com a perspetiva de evolução para um autêntico radar social da cidade de Lisboa que integre a própria cidadania como mais um parceiro fundamental no seu desígnio.

A sessão de abertura, conduzida por Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”, contou com as participações de Ângela Guerra, administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, além de Maria Luísa Aldim, vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Ana Sofia de Oliveira Branco, diretora adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, Luís Manuel André Elias, Superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, e Alexandre Rodrigues, comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Também Rui Garcês, administrador da Misericórdia de Lisboa, assistiu à sessão.

Para Ângela Guerra, “a Santa Casa tem e terá sempre um papel fundamental no RADAR”, sendo que este projeto só foi possível graças à articulação em rede entre todas a entidades. A administradora da Misericórdia de Lisboa destacou o exemplo da plataforma colaborativa entre as 30 organizações, “uma coisa rara a nível mundial”, e expressou o desejo de que estas Jornadas tenham sido “o primeiro passo na avaliação do projeto, rumo à renovação do compromisso e à concretização do Radar Social da cidade de Lisboa”.

“O Radar Social da cidade de Lisboa só será possível existir e desempenhar a sua função se estiver assente na colaboração entre os parceiros-chave da cidade de Lisboa. Nenhuma das nossas organizações poderá, só por si, assumir a gestão e operacionalização deste instrumento. Só através da colaboração entre parceiros é que conseguimos chegar próximo das pessoas, sem comprometer o sentimento de insegurança, conhecer as suas necessidades e vulnerabilidades, reforçando a sua confiança, partilhar informação, conhecimento e recursos, alavancando a nossa capacidade de responder às vulnerabilidades sociais da cidade, e promover comunidades solidárias e de ajuda mútua, sem descurar a responsabilidade das nossas organizações”, referiu a administradora da Santa Casa.

Por tudo isto, Ângela Guerra concluiu que 2026 “é, assim, o ano crucial para que possamos renovar o compromisso de passarmos a ter o Radar Social da Cidade de Lisboa”.

“Façamos a nossa reflexão. Discutamos o que tivermos a discutir, no sentido de melhorar o instrumento. Vamos partilha experiências, pontos fortes, pontos fracos e oportunidades, e que no final deste ano estejamos preparados para renovar o compromisso com a cidade”, terminou.

Por seu lado, Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara de Lisboa, lembrou que “este é o momento para que todos possam falar de forma aberta, transparente e com ideias para construir uma Lisboa preparada para a longevidade”, na qual “envelhecer não signifique afastar-se da cidade, mas continuar a ser parte ativa da mesma”.

Por fim, Ana Sofia Branco sublinhou o papel da “colaboração estreita entre o poder central e local, instituições sociais, comunidades e cidadãos” no combate ao isolamento social, ao passo que os representantes da PSP e dos Sapadores Bombeiros de Lisboa explicaram as suas atuações no apoio a esta população.

Os trabalhos prosseguiram com uma apresentação de resultados do Projeto RADAR, por Mário Rui André, na qual o diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades” demonstrou alguns números elucidativos do trabalho realizado ao longo destes anos de projeto:

  • Mais de 41 mil pessoas 65+ inscritas na plataforma
  • Cerca de 5300 radares comunitários
  • 31 organizações-chave envolvidas
  • 364 focal points no território
  • Quase 27 mil chamadas telefónicas para as pessoas inscritas
  • 884 ações de rua

Posteriormente, e após um período de conversas informais sobre a atuação de diversos intervenientes no dia a dia do RADAR, houve lugar à realização de uma mesa redonda com representantes das juntas de freguesia, moderada por Paula Guimarães.

Coube, de resto, à empreendedora social fazer as notais finais das Jornadas, afirmando, com exemplos práticos, que “o RADAR é um dos poucos instrumentos em Portugal que está a efetivar algumas das tendências, nomeadamente teóricas, sobre a intervenção no envelhecimento”.

“Estou a falar do Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável, estou a falar da Estratégia Europeia dos Cuidados e estou a falar do mais recente, que ainda não foi publicado, Estatuto para a Pessoa Idosa. Portanto, o RADAR não é apenas um projeto, do ponto de vista teórico, interessante, mas também um efetivador das tendências portuguesas e europeias em matéria de intervenção integrada no envelhecimento”, concluiu Paula Guimarães.

Café Memória Chiado promove sessão dedicada à estimulação multissensorial

O Café Memória Chiado realiza, no próximo dia 11 de fevereiro, uma sessão dedicada ao tema “Estimulação Multissensorial”, que inclui uma visita à Sala Snoezelen do CAI Vítor Manuel, entre as 14h45 e as 17h.

Excecionalmente, a sessão terá lugar na Sala Snoezelen do CAI Vítor Manuel, situada na Calçada da Tapada, n.º 96, 1300-545 Lisboa, permitindo que os participantes contactem diretamente com este ambiente terapêutico especializado.

A iniciativa será dinamizada por Mariana Dias, diretora do CAI Vítor Manuel, com formação em terapia Snoezelen. Ao longo da sessão, os participantes poderão experimentar os benefícios da estimulação multissensorial, uma abordagem que contribui para o bem-estar, o relaxamento e a melhoria da qualidade de vida de pessoas com doença de Alzheimer, bem como de seus familiares e cuidadores.

Café Memória

O Café Memória é um espaço aberto à comunidade, destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, a cuidadores, a familiares e a todos os interessados no tema. Num ambiente seguro e acolhedor, promove o convívio, a partilha de experiências e o acesso a informação especializada.

Inspirado em modelos britânicos e presente em várias cidades do país, o projeto chegou a Lisboa em 2014. Cada sessão, de cerca de duas horas, combina informação e estimulação cognitiva: especialistas esclarecem dúvidas e explicam direitos e estratégias do dia a dia, enquanto atividades promovem concentração, interação e bem-estar. Os encontros incluem sempre um momento de convívio com café, chá e lanche.

O Café Memória é uma iniciativa do Projeto RADAR, em parceria com a Associação Alzheimer Portugal e o Celeiro, criando uma rede que cuida da memória, mas, sobretudo, das pessoas.

A participação é gratuita, aberta a todos e não requer inscrição prévia.

Agenda Sociocultural: Cultura, saúde e convívio marcam a primeira semana de fevereiro

Assim, no arranque da próxima semana, a 2 de fevereiro, o Centro de Dia do Alto do Pina promove um Workshop de Corações, dedicado à criação de peças em gesso perfumado, enquanto o Centro de Dia Rainha D. Maria I acolhe mais uma sessão do Ciclo de Cinema. No mesmo dia, decorrem ainda sessões de Musicoterapia no Alto do Pina, reforçando a oferta na área do bem‑estar emocional.

O dia 3 traz novas propostas, como a Biodanza no Centro de Dia Nossa Senhora dos Anjos e os Passeios de Bicicleta para Todos, iniciativa inclusiva do CPS PRODAC que permite a participação de pessoas com mobilidade reduzida.

A meio da semana, a 4 de fevereiro, o destaque vai para a Terapia de Bauer no Centro de Dia do Alto do Pina, complementada por atividades regulares como informática e bingo no Centro de Dia Rainha D. Maria I, sessões de movimento no Centro Social de S. Boaventura e momentos de leitura e convívio no Centro Social e Polivalente de S. Cristóvão e S. Lourenço.

A 5 de fevereiro, regressam as Oficinas Criativas no Centro de Dia Rainha D. Maria I, mantendo viva a participação em trabalhos manuais e artísticos.

A semana encerra a 6 de fevereiro com mais uma edição do Quiz Musicalmente no Centro de Dia Rainha D. Maria I, além das habituais sessões de movimento, música e bem‑estar que marcam as sextas‑feiras nos vários equipamentos, incluindo o CPS PRODAC, o Centro Social de S. Cristóvão e S. Lourenço e a ERPI Quinta Alegre.

Venha participar. Para mais informações, consulte a agenda completa.

Menzies Aviation doa 48 computadores ao Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz

A empresa Menzies Aviation, uma multinacional de serviços aeroportuários, doou 48 computadores e outros acessórios de informática ao Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz, equipamento gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Este espaço está situado no maior bairro social da Península Ibérica e providencia múltiplas valências sociais integradas: creche, ATL, residências assistidas e centro de dia, prestando ainda apoio domiciliário.
Cinco dos computadores entregues já foram instalados no Espaço de Inclusão Digital – um sexto também ficará ali – e já estão à disposição dos utentes do Centro, sendo que os restantes poderão rumar a outros equipamentos mediante as necessidades que, entretanto, forem detetadas.

Fernando Pinto, diretor da Direção de Atendimento e Desenvolvimento Comunitário, marcou presença na entrega dos equipamentos e sublinhou a gratidão “por este gesto que vai fazer a diferença”.

“Estamos nos primeiros passos de uma nova direção, que junta o atendimento social ao desenvolvimento comunitário e que implica olhar para o território, para os parceiros, para as pessoas e não só para os recursos, mas também para os intervenientes. Não deixa de ser muito significativo que tenhamos dado este primeiro passo”, referiu.

Por seu lado, Iolanda Lopes, responsável da área de Pessoas da Menzies Aviation, afirmou que esta quer “ser uma empresa virada para a sociedade” e deixou a porta aberta para futuras colaborações.

“É um pequeno gesto, mas se houvesse mais podíamos construir uma sociedade melhor. Quem sabe se não é o pontapé de saída para continuarmos esta colaboração”, finalizou.

5.ª edição das Jornadas RADAR reforçam a resposta comunitária ao isolamento sénior

As 5.ªs Jornadas promovidas pelo Projeto RADAR realizam-se no próximo dia 9 de fevereiro, a partir das 13h30, na Sala de Extrações da Misericórdia de Lisboa. O encontro pretende ser um momento de partilha de experiências, reflexão e convívio entre os diferentes intervenientes do projeto e todos os que trabalham ou se interessam pela área do isolamento social e da solidão não desejada.

Dedicadas ao território Sul da cidade de Lisboa, abrangendo as freguesias da Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente, estas jornadas reúnem parceiros institucionais, radares comunitários, cidadãos e especialistas e académicos, reforçando a resposta comunitária ao isolamento sénior.

A sessão de abertura será presidida por Ângela Guerra, administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e contará com as intervenções de Maria Luísa Aldim, vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Manuel André Elias, superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, e Sandra Marcelino, diretora adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, I.P..

Ao longo da tarde, será apresentado um ponto de situação do Projeto RADAR, com enfoque no território Sul da cidade, por Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa Lisboa, Cidade de Todas as Idades, que destacará o trabalho desenvolvido no terreno e o papel da rede comunitária na prevenção do isolamento e da solidão não desejada.

O programa inclui ainda o momento “Conversas Rápidas”, um espaço de partilha de experiências locais, com representantes das cinco juntas de freguesia envolvidas, num painel moderado pela empreendedora social Paula Guimarães. Participam Luís Almeida Mendes (Estrela), Carla Almeida (Misericórdia), Maria João Correia (Santa Maria Maior), Filipa Veiga (Santo António) e André Biveti (São Vicente) e encerra com notas finais de Paula Guimarães.

Consulte o programa completo e junte-se a este momento de partilha e reflexão. A participação é aberta mediante inscrição prévia.

Projeto RADAR

O Projeto RADAR visa identificar a população com 65 ou mais anos residente na cidade de Lisboa, tendo em conta as suas expetativas, privações e potencialidades, com vista à construção de sistemas de base comunitária de coesão social.

Integrado no programa Lisboa, Cidade COM VIDA Para Todas as Idades, o RADAR assenta num conceito pioneiro em Portugal, baseado no trabalho em rede, envolvendo parceiros, famílias, vizinhança, comércio local, farmácias e entidades com responsabilidade social, contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas sénior que desejam continuar a viver na sua comunidade.

RADAR continua a identificar pessoas vulneráveis e a combater o isolamento social dos mais velhos

É mais um dia de trabalho de rua para as mediadoras de proximidade do Projeto RADAR. Hoje vão percorrer algumas artérias da freguesia de São Domingos de Benfica, juntamente com uma responsável da Junta local e um agente da Polícia de Segurança Pública. Todos juntos fazem parte deste projeto, criado em 2019, que tenta identificar e acompanhar pessoas com mais de 65 anos em situação vulnerável na cidade de Lisboa, combatendo o isolamento social e a solidão não desejada.

Na lista de tarefas que cada mediadora leva consigo está o mapa da cobertura prevista no dia de hoje e nele tanto surgem moradas ainda não abrangidas pela teia do RADAR, como nomes de pessoas já inscritas na plataforma, sem esquecer os estabelecimentos comerciais/associativos que funcionam – ou podem vir a funcionar – como radares comunitários.

Catarina Mendes, uma das mediadoras, apresenta-se à entrada da porta de um casal idoso, ambos para lá dos 90 anos: “Somos do Projeto RADAR, da Santa Casa, Junta de Freguesia, PSP, Câmara Municipal de Lisboa e serviços de saúde, e estamos a fazer o registo de todos os moradores com estas idades para ficarem na nossa plataforma, no caso de precisarem de algum apoio”.

Os olhares iniciais de desconfiança desvanecem-se e o morador idoso aceita inscrever-se, respondendo a um pequeno inquérito sobre as suas condições de vida, apoio de familiares, questões de saúde… Esta abertura só é possível, muitas vezes, pela tranquilizadora presença da PSP.

“Sem a nossa presença as pessoas ficam mais receosas e algumas até fecham logo a porta. Até porque é essa a nossa recomendação quando falamos com eles: na dúvida, não abram a porta para não serem alvos de burlas ou outras coisas. Neste caso basta verem-nos e ficam mais descansados”, resume o agente Luís Pereira.

O trabalho continua: tocar à campainha, subir escadarias, muitas vezes em prédios antigos sem elevador, e conquistar a confiança das pessoas, oferecendo a possibilidade de ajuda de todo o tipo, desde a entrega de refeições, acompanhamento em consultas ou a simples presença de um voluntário para fazer companhia.

Todavia, do outro lado há, por vezes, momentos de resistência. Frases como “Até estou com receio de me quererem fazer tão bem!” ou “O que ganha a Santa Casa com isto?” são compreendidas pelos mediadores de proximidade, que tentam, no entanto, dar a volta à situação recorrendo à calma, transparência e simpatia.

Segue-se uma farmácia, esta já em sincronia com o projeto. Funciona como radar comunitário, reportando eventuais situações que cheguem ao conhecimento de quem está ao balcão. Hoje, felizmente, não há situações graves a reportar, mas são transmitidas informações úteis aos mediadores, particularmente sobre uma idosa inscrita na plataforma que não tem atendido o telefone. Afinal está bem e até aparece no momento certo para confraternizar com a equipa.

Um ano decisivo

2026 será um ano crítico para o Projeto RADAR. Este foi o ano definido desde o início para o término do projeto, sendo que será feita uma avaliação com todas as entidades envolvidas e dali poderão sair novidades para o futuro.

“O protocolo termina este ano e vamos avaliar o projeto nas suas diferentes dimensões, muito em particular, na dimensão da parceria colaborativa, porque só assim o RADAR faz sentido e tem viabilidade. Nenhuma das organizações que o compõem pode, por si só, garantir a sua operação. Só a Misericórdia, só a Câmara, só a PSP, só a Gebalis, só as Juntas de Freguesia, só as unidades de saúde, por si, não conseguiam pôr este projeto de pé”, aponta Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”.

As 32 entidades envolvidas no projeto definirão o futuro, no qual Mário Rui André vê o RADAR a ser expandido a outras populações vulneráveis, além dos 65+. Para tal, é fundamental construir uma consciência coletiva, porque “o RADAR não consegue chegar a todo o lado”.

“Sem cidadãos atentos e despertos para esta problemática não será possível. Essa cidadania ativa é, talvez, o último grande desafio que o Projeto RADAR deve ter e o mais difícil a médio e longo prazo. O nosso sonho é que um dia qualquer cidadão de Lisboa, de qualquer idade, saiba o que é o Projeto RADAR e como pode dar o seu contributo”, explica.

Resultados positivos

Com a “consciência de que ainda há muito para fazer”, Mário Rui André lembra que a plataforma do RADAR tem já 45 mil pessoas inscritas e que “os objetivos foram atingidos”.

“Tornámos o projeto num instrumento da cidade, assente na parceria colaborativa. A plataforma é uma realidade e permite partilhar informação e recursos, tendo hoje 365 utilizadores/pontos focais. Criámos uma rede de cerca de 5 mil radares comunitários, que são os nossos olhos e ouvidos na cidade. Criámos uma linha de contacto que telefona regularmente às pessoas inscritas. Foi criado o voluntariado RADAR, que garante já 35% dessas mesmas chamadas…”, enumera o diretor.

Ao encontro da vulnerabilidade

Com mais umas Jornadas RADAR e o 1.º Encontro Lisboa Com Vida no horizonte, o projeto ainda tem muito para dar este ano, até porque a cidade tem evoluído e os problemas sociais evoluem com ela, o que obriga as 32 entidades envolvidas a adaptarem-se. Nomeadamente, a Santa Casa.

“A própria Misericórdia começa a ter consciência de que o RADAR pode ser um instrumento proativo de intervenção social. Ou seja, não ficar à espera que as pessoas venham aos serviços, mas que a própria dinâmica da cidade e dos parceiros vá ao encontro da vulnerabilidade na cidade. O que, no fundo, sempre foi apanágio da Santa Casa! É esse o seu desígnio. Se virmos a história e tentarmos perceber onde é que a Misericórdia fez a diferença, foi nisso mesmo: estar lá! Estar onde estão os mais vulneráveis, sejam eles quem forem”, conclui Mário Rui André.

Saiba mais sobre o Projeto RADAR.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas