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Santa Casa vence Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi distinguida com o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2023, na categoria Sustentabilidade, com o projeto da Residência Sénior Monsanto. O galardão foi atribuído ontem, dia 30 de maio, numa cerimónia que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda e que assinalou a 11.ª edição do evento.

Ana Vitória Azevedo, vice-provedora da Santa Casa, subiu ao palco para receber o prémio e destacou o facto de esta distinção surgir numa altura especial para a instituição.

“A Santa Casa faz 525 anos e, portanto, este é um presente fantástico. Este edifício é uma benemerência. 90 por cento do património da Santa Casa resulta de benemerências, de alguém que nos deixa para fazer o bem aos outros. Neste caso foi a Nestlé”, recordou.

entrega do prémio nacional de reabilitação urbana

Crédito: Iberinmo Grupo

Situada em pleno Parque de Monsanto, a Residência Sénior Monsanto teve assinatura do arquiteto António Pedro Mendonça da Silva Gonçalves e começou a ser construída em 2018, aproveitando as instalações da antiga fábrica da Rajá, doadas à Misericórdia pela Nestlé Portugal. Conforme a necessidade de utilização, as novas instalações podem acolher uma Estrutura Residencial Assistida para Pessoas Idosas ou uma Unidade de Cuidados Especializados em Demências.

O edifício está equipado com quartos individuais e duplos, todos com casa de banho privativa e roupeiro, um centro de bem-estar e uma piscina adaptada para os utentes. Foi ainda dotado de um auditório exterior para pessoas com mobilidade reduzida, bem como de todas as infraestruturas de apoio necessárias: cozinha, lavandaria, copas de apoio por piso, áreas de atendimento, vestiários para funcionários e estacionamento exterior. A capacidade total é de cerca de 50 camas.

Santa Casa volta a marcar presença na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa

Entre os dias 29 e 31 de março, o LX Factory acolhe mais uma edição da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (SRUL), que conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da autarquia da capital.

Numa altura em que a habitação está na ordem do dia e que, cada vez mais, o poder central e local tentam desenvolver medidas de apoio a este sector, a iniciativa organizada pela revista Vida Imobiliária apresenta-se como o espaço ideal de debate e discussão de novas e futuras medidas para este setor.

O programa da SRUL inclui inúmeros eventos, tais como workshops, conferências, tertúlias e debates, que pretenderam chamar a atenção dos participantes para o impacto social da reabilitação urbana.

A Misericórdia de Lisboa volta a marcar presença no evento e logo no arranque de mais uma semana dedicada ao património apresenta uma exposição fotográfica onde apresenta o legado patrimonial que detém e que tem vindo a preservar e reabilitar, ao longo dos seus 525 anos de existência.

Património de pessoas para pessoas

Na sessão de abertura do evento, onde também participou Maria Fernanda Rodrigues, secretária de Estado da Habitação, Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa, destacou a importância do evento que na sua opinião é “o espaço ideal de reflexão e de partilha de ideias para um setor que quer ser sempre presente”, considerando que “a habitação nunca esteve tanto na ordem do dia, como está agora”, numa referência às políticas apresentadas recentemente pelo Governo para este setor.

Para o provedor, o património da Santa Casa é “um exemplo de boas práticas na reabilitação e requalificação”, assegurando que é “um dever da instituição manter e respeitar todo o seu património, grande parte proveniente de benemerências, e colocá-lo ao dispor da cidade de Lisboa e das Boas Causas”. No final, o provedor convidou todos os presentes a conhecerem a exposição patente no espaço, onde estão alguns exemplos de reabilitação de património da Santa Casa.

A instituição preparou ainda a conferência “As pessoas no centro do Bairro – Uma visão social e inclusiva”, que irá ter lugar na tarde de quinta-feira, 30 de março, e contará com a participação de Ana Vitória Azevedo, administradora da Santa Casa.

Seguir-se-á uma mesa redonda onde serão discutidos temas relacionados com a intergeracionalidade e inclusão social e apresentados alguns dos projetos que existem na cidade de Lisboa, de promoção da vida autónoma e de sustentabilidade social. Helena Lucas, diretora do departamento de Gestão Imobiliária e Património da Santa Casa, Pedro Pinto, professor do ISCTE, Miguel Soares, diretor do departamento para os Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa e Patrícia Luz, coordenadora da Associação Príncipe + Real serão os intervenientes da mesa redonda que será moderada por António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária.

Veja aqui algumas das imagens que estarão patentes na exposição sobre o património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao longo destes 525 anos.

Execução do PRR exige esforço coletivo de várias entidades

Execução do PRR exige esforço coletivo de várias entidades

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) surgiu com o objetivo de implementar reformas e investimentos em várias áreas, de modo a repor o crescimento económico. O décimo “Conversas por Boas Causas” serviu para fazer um ponto de situação sobre este plano de investimentos e perceber também a sua importância no âmbito social.

Confiança numa missão ao serviço de quem mais precisa

Nas benemerências incluem-se heranças e legados, ou seja, bens que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa herda após o falecimento do benemérito e também doações, quando o bem é dado em vida.

Desde solicitações para que se rezassem missas perpétuas pela alma dos beneméritos, à conservação de cerca de 1300 jazigos, muitas vezes os bens deixados à Santa Casa trazem pedidos ou incumbências que a instituição assegura.

94% do património imobiliário da instituição foi herdado. Nuns casos, os beneméritos deixam o que têm à Santa Casa como forma de agradecimento por algum tipo de apoio que receberam em vida. Noutros, deixam o seu património com um objetivo específico como seja a criação de um instituto de ensino para meninas, um equipamento de Saúde ou outra qualquer resposta que é sempre colocada ao serviço das causas apoiadas pela Misericórdia.

A Reportagem Especial “Os Beneméritos da Misericórdia de Lisboa” da SIC foi conhecer algumas das obras e beneméritos, que explicam o que os levou a olhar para a Santa Casa como fiel depositário dos seus bens. Veja aqui a reportagem.

Open House da Santa Casa mostra edifício reabilitado na rua dos Douradores

Este edifício, situado no coração de Lisboa, ponto de encontro de diferentes culturas e gerações da cidade, mantém a traça original, onde conjuga o antigo e o moderno, preservando a identidade do local.

O “Santa Casa Open House” é uma iniciativa do Departamento de Gestão Imobiliária e Património da Misericórdia de Lisboa, no âmbito do Programa Reabilitar, criado com o objetivo de preservar, valorizar e rentabilizar o património imobiliário da instituição e, simultaneamente, para promover o arredamento das respetivas frações.

A Santa Casa tem ainda um programa de arrendamento jovem, nos termos e condições publicadas no site da instituição.

Este património é resultante, na sua maioria, de doações, legados e heranças de beneméritos que, ao longo dos tempos, e desde a sua fundação, lhe têm confiado os seus bens. Os valores do preço do arrendamento são determinados rigorosamente, consoante as tipologias, a localização, e a intervenção que foi realizada, tendo em conta os atuais índices do mercado imobiliário.

As receitas geradas pelo arrendamento do património da Santa Casa contribuem para a sustentabilidade da sua atividade, aumentando a capacidade de financiamento da reabilitação da instituição, assim como no apoio às várias áreas de atuação inscritas na sua missão – ação social, saúde, educação e cultura.

As próximas iniciativas serão divulgadas site da Misericórdia de Lisboa e nas redes sociais Facebook e Instagram dos Arrendamentos Santa Casa.

Sala/Cozinha

Património da Misericórdia de Lisboa em destaque na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa

O LX Factory acolheu a IX edição da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (SRU), durante os dias 6 e 8 de abril, e a Santa Casa voltou a marcar presença no evento. O programa incluiu inúmeros eventos, tais como workshops, conferências, tertúlias e debates, que pretenderam chamar a atenção dos participantes para o impacto social da reabilitação urbana.

A instituição preparou a conferência “Um Habitat Inclusivo – Necessidades e Soluções”, que decorreu durante a tarde de quinta-feira, 7 de abril, onde se debateu a relevância da reabilitação urbana enquanto ferramenta de inclusão e, ao mesmo tempo, de preservação da cidade genuína e dinâmica. Identificar alguns dos projetos desenvolvidos pela instituição e realçar o compromisso da mesma na preservação e valorização do seu património com a finalidade de criar respostas sociais adaptadas às novas realidades populacionais, foram igualmente objetivos desta conferência.

Na sessão de abertura, Ana Vitória Azevedo, administradora da Santa Casa com o pelouro do Património, defendeu que “a instituição tem o dever de promover, reabilitar e conservar o seu património, por forma a garantir projetos e obras inovadoras que respondam as necessidades daqueles que mais precisam”, frisando, ainda, a criação de novas respostas e a intergeracionalidade dos novos projetos.

A administradora destacou o projeto em curso no Recolhimento de Santos-o-Novo, na freguesia de Marvila, que irá unir, no mesmo espaço, uma estrutura residencial para idosos (ERPI) e uma residência de estudantes.

“Este é um programa inovador, que potencia a convivialidade entre jovens e seniores pela partilha de espaços comuns e, ainda, permite dinamizar um programa cultural e social partilhado entre estas populações”, comentou Ana Vitória Azevedo.

A resposta destinada a estudantes, que conta com o apoio do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, irá permitir ampliar a oferta na cidade deste tipo equipamentos, em mais 118 camas, 82 em quartos simples e 36 em quartos duplos.

Ana Vitória Azevedo apontou, igualmente, o projeto que irá nascer na antiga fábrica de gelados da Nestlé, em Monsanto, fruto de uma benemerência da gigante alimentar suíça, onde a instituição espera instalar no local uma unidade de cuidados especializados de demência.

Com capacidade até 50 camas, distribuídas por 28 quartos, 4 individuais, 22 duplos e 2 de isolamento, o futuro novo equipamento terá também valências de centro de dia e de apoio domiciliário, disponibilizando também consultas de acompanhamento na área da demência e um espaço para formação de cuidadores formais e informais.

“Esta é uma resposta que faz falta na cidade de Lisboa. Segundo os últimos dados a demência irá afetar uma grande faixa da população e a Santa Casa tem o dever de apoiar e criar condições para estas pessoas”, concluiu a administradora.

Nesta conferência houve ainda lugar a uma mesa redonda onde participaram a diretora Departamento de Gestão Imobiliária e Património da Misericórdia de Lisboa, Helena Lucas, a diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira, a CEO da Konceptness, Susan Cabeceiras, a Mentora de Líderes e Executivos da YouUp, Ana Penin, e a professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Stella Bettencourt da Câmara.

Projetos da Santa Casa candidatos ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria “Impacto Social”

Proprietária de um vasto património imobiliário, a Misericórdia de Lisboa tem promovido a reabilitação progressiva deste edificado, devolvendo-o à cidade com novos fins que pretendem responder às necessidades dos lisboetas.

Um destes exemplos é a Unidade de Cuidados Continuados e Integrados Rainha Dona Leonor e que nasce da reabilitação do antigo Hospital Militar da Estrela. Onde outrora esteve um hospital militar obsoleto, existe agora uma nova unidade para cuidados continuados de saúde que complementam a rede nacional.

Igualmente em destaque esteve a reabilitação do número 31 da Travessa do Rosário, em Lisboa. Uma obra, concluída em abril de 2021, com um forte impacto social pela oferta de alguns serviços na área da ação social e ainda habitação para fins de arrendamento jovem.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, cuja cerimónia de entrega decorre este ano a 3 de maio, tem o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura. Esta é uma iniciativa que reúne um vasto apoio do setor empresarial, institucional e da sociedade civil.

O galardão foi lançado em 2013 e tem como objetivo reconhecer, premiar e divulgar a excelência na renovação das cidades e afirma-se atualmente como a mais prestigiada distinção na área da reabilitação do edificado e requalificação dos territórios em Portugal.

SRU

Património Santa Casa: uma porta aberta à cidade

Quantos são? Onde ficam? Para que servem? Ou como é que a instituição conseguiu ter um vasto acervo imobiliário? Estas são algumas das questões que povoam a mente dos lisboetas, quando andam pela cidade diariamente e reparam que, em todas as freguesias, em todos os bairros e em diversas ruas, becos e vielas existe um equipamento ou um prédio que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Para responder a estas e outras questões é necessário recuar cerca de cinco séculos. Fundada em 1498 pela Rainha D. Leonor, a Misericórdia de Lisboa sempre mereceu o reconhecimento da cidade graças às suas obras de caridade. Desde a sua origem que a instituição trabalhou em prol dos mais desfavorecidos, sendo que, para que este propósito fosse concretizado, importava assegurar a subsistência da instituição.

Em 1768, novos subsídios foram concedidos para a criação dos expostos. Esta política protetora da Misericórdia de Lisboa culminaria na doação, à instituição, da Igreja e da Casa Professa de S. Roque (edifício que pertencia à Companhia de Jesus e que, ainda hoje, alberga a sede da Santa Casa).

Tal como em séculos passados, também nos dias de hoje a grande maioria do património da instituição advém da confiança de benfeitores e beneméritos que entregam à instituição os seus bens, na certeza de serem aplicados em favor de quem mais precisa, como explica a administradora da Santa Casa, com o pelouro do património, Ana Vitória Azevedo.

“A Santa Casa tem a oportunidade de se distinguir nesta área de reabilitação do património por ser proprietária de um património muito significativo, obtido na sua maioria através da confiança e da admiração dos seus beneméritos”. Este património entregue à instituição, e que se configura numa das maiores fontes de receitas, destina-se essencialmente a contribuir para a missão diária da Misericórdia de Lisboa de apoiar as “Boas Causas”.

“Existe sempre uma expectativa das pessoas que doam o património à Misericórdia de Lisboa, de que esse património irá ser utilizado para a missão diária da Santa Casa e que irá servir para ajudar nessa missão”. Ana Vitória Azevedo salienta, ainda, que “a instituição preza sempre a reabilitação do património doado, recorrendo à alienação do mesmo, apenas quando tal seja possível e se revele adequado para a angariação de mais receita destinada à promoção das “Boas Causas”.

Entre prédios urbanos e algumas propriedades rústicas, a Misericórdia de Lisboa detém um total de 659 imóveis. Muitos destes são hoje a residência de centenas de pessoas, seja através da permanência em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), seja através de um arrendamento convencional, seja por um necessário e imprescindível cuidado médico exercido numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), ou pela permanência numa casa de autonomia destinada apoiar a transição de jovens, para uma autonomia plena na sua vida adulta, ou ainda através dos vários equipamentos da instituição destinados à primeira infância.

“A Misericórdia de Lisboa tem o dever de promover, reabilitar, conservar e rentabilizar o seu património, por forma a garantir projetos e obras inovadoras que respondam as necessidades daqueles que mais precisam” e a criação de novas respostas depende “das necessidades sentidas, num determinado tempo”, acrescenta, ainda, Ana Vitória Azevedo.

Ana Vítoria Azevedo

A Santa Casa possui um considerável património imobiliário em Lisboa, e ocupa o lugar de segundo maior senhorio da cidade, a seguir à Câmara Municipal de Lisboa. Algum deste património, já reabilitado nos últimos anos, tem vindo a ser premiado pela qualidade das intervenções, sobretudo pela adequação dos espaços reabilitados à missão da instituição.

Um desses exemplos é a Quinta Alegre, na Charneca do Lumiar, que arrecadou o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Restauro de 2018, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura.

Construído no século XVIII por iniciativa do 2.º Conde de Vilar Maior e 1.º Marquês de Alegrete, o até então degradado e inacessível Palácio do Marquês do Alegrete, na freguesia de Santa Clara, foi reabilitado tendo em conta um dos principais pilares defendidos pela instituição na intervenção e reabilitação do seu património: a intergeracionalidade.

A Santa Casa “tem vindo a desenvolver, nos últimos anos, um conjunto de projetos com conceitos alternativos de resposta para os mais velhos e para os mais novos”, frisando que a Quinta Alegre é um “exemplo perfeito desta política”, acrescentou a administradora com o pelouro do património.

Em julho passado foi a vez do Palácio de São Roque receber uma menção honrosa na categoria de melhor intervenção de Impacto Social, durante a 9ª edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana.

Respeitar o passado, ponderar o presente e transformar o futuro

Em junho de 2018, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa acompanha as tendências da cidade e cria o seu programa de arrendamento jovem.

A iniciativa que, numa primeira fase, colocou no mercado 24 frações habitacionais localizadas no centro de Lisboa, com um valor de renda 25% inferior ao valor de mercado, veio contribuir para contrariar a tendência de envelhecimento da população nos centros urbanos e possibilitar que jovens que trabalhem ou estudem no município de Lisboa possam também nele residir.

Este ano já entraram no programa mais 8 frações, na Travessa do Rosário, e irão entrar mais 15 apartamentos, localizados na Rua dos Douradores, após licença de utilização. Com este reforço a instituição garante não só a devolução de mais parque habitacional à cidade, como também permite melhores condições habitacionais e financeiras aos jovens que nela pretendem viver.

Rua dos douradores

Outro dos projetos, ainda em curso, mas que irá reabilitar um dos equipamentos emblemáticos da instituição na zona oriental de Lisboa é o novo espaço da Mitra, situado na freguesia de Marvila, junto ao rio Tejo.

O Lisboa Social Mitra vai agregar no mesmo local várias respostas da Santa Casa, com destaque para os pavilhões dedicados à Valor T e à Casa do Impacto.

Ana Vitória Azevedo afirma que a reabilitação da Mitra foi pensada para “criar um conjunto de valências suportadas na inovação e no empreendedorismo, que pretendem facilitar e apoiar as pessoas com mais dificuldades de integração na sociedade”. “O espaço vai acolher projetos de natureza social, económica, ambiental e de empreendedorismo, a par de espaços comunitários”.

Com um investimento a rondar os 10 milhões de euros, o projeto Lisboa Social Mitra vai fazer nascer uma creche, uma academia de formação dedicada à economia social, uma quinta comunitária, um espaço aberto à comunidade com um jardim de lazer, para além de novos espaços de trabalho dedicados ao empreendedorismo social (com a mudança da Casa do Impacto do Convento de São Pedro de Alcântara para o Palácio da Mitra) e da reabilitação da atual ERPI já existente no local.

Exterior

Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Encarnação com novas instalações

O Centro Social Paroquial da Nossa Senhora da Encarnação (CSPNSE) é uma instituição particular de solidariedade social, que se dedica a apoiar as famílias na educação dos filhos. Fundado em 1958 e instalado num edifício da Misericórdia de Lisboa, na Calçada da Glória, o centro foi agora transferido para as novas instalações, por forma a aumentar o número de vagas no âmbito das suas valências.

Realizadas as obras de remodelação profunda pelo Departamento de Gestão Imobiliária e Património (DGIP) da Santa Casa no primeiro, segundo e terceiro pisos (e parte da cave) do nº 31 / 31 A da Travessa do Rosário, o centro pode agora abrir portas e disponibilizar os serviços de berçário, creche e pré-escolar não sem antes ter sido descerrada a nova placa, na segunda-feira, dia 13, ato que esteve a cargo da diretora do DGIP, Helena Lucas.

No dia seguinte, terça-feira, foi a vez do centro ser benzido pelo Bispo-Auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar.

Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Encarnaçã

Santa Casa participa na Expo Real 2021

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa marcou, pela primeira vez, presença na Expo Real, um evento que reuniu os mais influentes stakeholders de todos os setores do mercado imobiliário internacional.

A instituição integrou o stand coletivo da agência Invest Lisboa, onde apresentou alguns dos seus projetos que vão colocar no mercado de arrendamento um número significativo de frações habitacionais. Alguns exemplos são o prédio na Rua Jau (obra concluída), o projeto de edifícios para arrendamento na Av. das Forças Armadas e o espaço na Rua Sousa Martins (ainda em fase de obra).

Igualmente patente neste espaço, esteve o projeto (já concluído) na Av. José Malhoa, destinado a diversos serviços da instituição, bem como o antigo quartel do Rio Seco, na freguesia da Ajuda, que fará nascer uma área habitacional com alguns espaços destinados ao comércio e serviços.

Paralelamente aos vários expositores, o programa da Expo Real 2021 contemplou também algumas conferências temáticas que se centraram no impacto da pandemia de Covid-19 no setor e na proteção climática, e que decorreram nos habituais fóruns, espalhados pelos cinco pavilhões.

O evento visa facilitar os negócios entre investidores, clientes finais, autoridades locais, profissionais da área de hospitalidade, players industriais e de logística e outros profissionais do setor imobiliário.

No stand de Lisboa estiveram também presentes as seguintes empresas e instituições, a Câmara Municipal de Loures, a Essentia – Consultores S.A., a IMGA Asset Management, o Município de Almada e a NEWCO Corporate Services SA.

Palácio de São Roque recebe menção honrosa

Na corrida à 9ª edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU) estiveram 87 projetos, oriundos de 23 concelhos, de norte a sul do país. A maioria dos projetos a concurso (56%) são de uso habitacional, seguidos dos de impacto social (20%), de turismo (13%) e, por fim, dos projetos de comercial e serviços (11%). As categorias a concurso incluem: Cidade de Lisboa; Cidade do Porto; Impacto Social; Residencial; Turismo; Comércio & Serviços; Reabilitação Estrutural; Restauro; Intervenção inferior a 1.000 m2 e Sustentabilidade.

Com o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura, a iniciativa tem como objetivo reconhecer anualmente os melhores projetos de reabilitação e requalificação urbana desenvolvidos em Portugal, que representam uma maior valia para a sociedade, nas suas diversas valências.

Destaque, na edição deste ano, para o Palácio de São Roque, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que recebeu uma menção honrosa na categoria de melhor intervenção de Impacto Social. Já em 2018, a Quinta Alegre, antigo Palácio do Marquês de Alegrete, na Charneca do Lumiar – hoje um espaço residencial intergeracional da instituição – venceu o prémio na categoria Restauro.

Os vencedores da edição de 2021 foram eleitos por um júri independente constituído pelo economista João Duque, os arquitetos João Carlos Santos e João Santa-Rita, o engenheiro Manuel Reis Campos e pelo coordenador do projeto “Reabilitar como Regra”, Raimundo Mendes da Silva. O prémio na área da Sustentabilidade contou com a assessoria técnica da ADENE – Agência Nacional de Energia e da imobiliária Savills.

Palácio de São Roque

Sobre o Palácio de São Roque

Exemplo da arquitetura palaciana, e cuja data de construção remontará a meados do século XVII, resulta de várias alterações, evoluções e melhoramentos levados a cabo ao longo de três séculos e meio de história.

Sob o mote de “trazer a cidade para dentro do edifício”, o projeto de reabilitação procurou tornar o palácio mais permeável à cidade, estando este de portas abertas, para a fruição de todos. A sua história e os aspetos originais foram preservados, de forma a oferecer um complemento cultural inigualável na oferta da Igreja e Museu de São Roque.

O projeto de reabilitação prevê a criação de um espaço museológico para acolher a “Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo”, bem como de um espaço de restauração.

A abertura, ainda sem data prevista, do Palácio de São Roque à cidade de Lisboa é de grande impacto na comunidade, não só pela natureza do edifício, como também pelo seu novo uso, um novo museu, que fortalece a oferta turística, dinamizando toda a zona comercial circundante.

Escadas Palácio de São Roq

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas