logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Última oportunidade para admirar obra de Leonardo da Vinci no Museu de São Roque

“Rapariga lavando os pés a uma criança”, a obra de da Vinci que remonta a 1480-1483, tem suscitado a admiração de todos os que têm visitado a exposição “Filhos de todos… Filhos de quem? Os expostos da roda de Lisboa”, patente no Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque. O desenho tem gerado verdadeiras romarias de visitantes que desejam olhar de perto o desenho a lápis e tinta do conhecido artista, obra que pertence à coleção da faculdade de Belas Artes do Porto, que a cedeu à Misericórdia de Lisboa para integrar a mostra sobre os expostos da roda.

O desenho – uma peça classificada como Tesouro Nacional – manter-se-á na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque até domingo, dia 1 de fevereiro, sendo recolhida “para descanso” para se garantir a sua preservação e integridade.

 “Filhos de todos… filhos de quem? Os expostos da roda de Lisboa” é o nome da exposição que está patente na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de São Roque até 29 de março de 2026. A mostra exibe alguns dos 90 mil sinais de expostos – objetos que acompanhavam as crianças expostas na roda – que estavam preservadas no Arquivo Histórico da Santa Casa.

A mostra insere-se na candidatura dos sinais dos expostos a Registo da Memória do Mundo da UNESCO, uma candidatura que foi recentemente aprovada pelo Comité Nacional e que aguarda o veredicto do Comité Consultivo Internacional.

Menzies Aviation doa 48 computadores ao Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz

A empresa Menzies Aviation, uma multinacional de serviços aeroportuários, doou 48 computadores e outros acessórios de informática ao Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz, equipamento gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Este espaço está situado no maior bairro social da Península Ibérica e providencia múltiplas valências sociais integradas: creche, ATL, residências assistidas e centro de dia, prestando ainda apoio domiciliário.
Cinco dos computadores entregues já foram instalados no Espaço de Inclusão Digital – um sexto também ficará ali – e já estão à disposição dos utentes do Centro, sendo que os restantes poderão rumar a outros equipamentos mediante as necessidades que, entretanto, forem detetadas.

Fernando Pinto, diretor da Direção de Atendimento e Desenvolvimento Comunitário, marcou presença na entrega dos equipamentos e sublinhou a gratidão “por este gesto que vai fazer a diferença”.

“Estamos nos primeiros passos de uma nova direção, que junta o atendimento social ao desenvolvimento comunitário e que implica olhar para o território, para os parceiros, para as pessoas e não só para os recursos, mas também para os intervenientes. Não deixa de ser muito significativo que tenhamos dado este primeiro passo”, referiu.

Por seu lado, Iolanda Lopes, responsável da área de Pessoas da Menzies Aviation, afirmou que esta quer “ser uma empresa virada para a sociedade” e deixou a porta aberta para futuras colaborações.

“É um pequeno gesto, mas se houvesse mais podíamos construir uma sociedade melhor. Quem sabe se não é o pontapé de saída para continuarmos esta colaboração”, finalizou.

5.ª edição das Jornadas RADAR reforçam a resposta comunitária ao isolamento sénior

As 5.ªs Jornadas promovidas pelo Projeto RADAR realizam-se no próximo dia 9 de fevereiro, a partir das 13h30, na Sala de Extrações da Misericórdia de Lisboa. O encontro pretende ser um momento de partilha de experiências, reflexão e convívio entre os diferentes intervenientes do projeto e todos os que trabalham ou se interessam pela área do isolamento social e da solidão não desejada.

Dedicadas ao território Sul da cidade de Lisboa, abrangendo as freguesias da Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente, estas jornadas reúnem parceiros institucionais, radares comunitários, cidadãos e especialistas e académicos, reforçando a resposta comunitária ao isolamento sénior.

A sessão de abertura será presidida por Ângela Guerra, administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e contará com as intervenções de Maria Luísa Aldim, vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Manuel André Elias, superintendente do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, e Sandra Marcelino, diretora adjunta do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, I.P..

Ao longo da tarde, será apresentado um ponto de situação do Projeto RADAR, com enfoque no território Sul da cidade, por Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa Lisboa, Cidade de Todas as Idades, que destacará o trabalho desenvolvido no terreno e o papel da rede comunitária na prevenção do isolamento e da solidão não desejada.

O programa inclui ainda o momento “Conversas Rápidas”, um espaço de partilha de experiências locais, com representantes das cinco juntas de freguesia envolvidas, num painel moderado pela empreendedora social Paula Guimarães. Participam Luís Almeida Mendes (Estrela), Carla Almeida (Misericórdia), Maria João Correia (Santa Maria Maior), Filipa Veiga (Santo António) e André Biveti (São Vicente) e encerra com notas finais de Paula Guimarães.

Consulte o programa completo e junte-se a este momento de partilha e reflexão. A participação é aberta mediante inscrição prévia.

Projeto RADAR

O Projeto RADAR visa identificar a população com 65 ou mais anos residente na cidade de Lisboa, tendo em conta as suas expetativas, privações e potencialidades, com vista à construção de sistemas de base comunitária de coesão social.

Integrado no programa Lisboa, Cidade COM VIDA Para Todas as Idades, o RADAR assenta num conceito pioneiro em Portugal, baseado no trabalho em rede, envolvendo parceiros, famílias, vizinhança, comércio local, farmácias e entidades com responsabilidade social, contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas sénior que desejam continuar a viver na sua comunidade.

Oito debates e dezenas de especialistas nas Jornadas de Sant´Ana

A partilha de conhecimentos, a troca de experiências e a discussão sobre abordagens terapêuticas marcaram estas jornadas, que começaram logo de manhã com a sessão de abertura a ser proferida pelo administrador da Santa Casa com a tutela da Saúde, André Brandão de Almeida, que explicou a relevância do evento:

“Estas Jornadas sublinham a importância de promovermos a medicina enquanto pilar fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais saudável e desafiam os oradores e participantes a partilharem abordagens técnicas e científicas, que permitirão obter melhores resultados na prestação de cuidados de saúde”, referiu o responsável.

Ao discurso inicial sucederam-se oito debates com especialistas que encheram o auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) – local onde decorreram as jornadas -, com os intervenientes a cumprir o desafio lançado antes por André Brandão de Almeida para “aprenderem, refletirem criticamente e desafiarem com novas ideias”, assim como “encontrarem formas de inovar para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

As Jornadas de Sant´Ana foram organizadas pelo hospital com o mesmo nome (pertencente ao Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

Centro de Capacitação da Boavista representa a Santa Casa no Global Caregiver Forum em Madrid

O convite constituiu um relevante reconhecimento internacional do trabalho inovador que o CCB tem desenvolvido na capacitação de adolescentes e jovens multidesafiantes e das suas famílias, através de um modelo de intervenção centrado na parentalidade, no envolvimento comunitário e na desinstitucionalização.

O Global Caregiver Forum foi coorganizado pela UNICEF, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Governo de Espanha, reunindo ministros, especialistas internacionais, organizações da sociedade civil, academia, filantropia e cuidadores de diferentes regiões do mundo. O encontro teve como principal objetivo a cocriação de um plano global de apoio e intervenção dirigida a famílias, pais e cuidadores alternativos, reforçando a importância de respostas acessíveis, sistémicas e centradas na comunidade.

A SCML, através do CCB, integrou um painel dedicado às práticas de cuidado e parentalidade em diversos países, onde teve oportunidade de apresentar a abordagem desenvolvida em Lisboa, bem como os resultados alcançados junto dos jovens e das suas famílias.

O painel contou com representantes governamentais e organizações internacionais, incluindo:

  • H.E. Micheline Ombae Kalama, Ministra do Género, Família e Criança – República Democrática do Congo
  • H.E. Wafa Saed Bani Mustafa, Ministra do Desenvolvimento Social – Reino Hachemita da Jordânia
  • H.E. Saroja Savithri Paulraj, Ministra da Mulher e dos Assuntos da Criança – Sri Lanka
  • Michael Fiegelson, CEO, Van Leer Foundation
  • Matt Buttery, Triple P – Positive Parenting Programme UK/Ireland.

A participação do CCB evidenciou o impacto do trabalho desenvolvido no apoio à parentalidade, na capacitação de cuidadores e na promoção de ambientes familiares seguros e resilientes.

(Fotografias cedidas pela área de ação social).

pessoas sentadas a intervirem num painel de conferência

Webinar destaca como a participação comunitária fortalece relações e bem‑estar

O encontro integra o Projeto KORALE, cofinanciado pelo programa Interreg Europe da União Europeia, e reúne experiências de Lisboa e de outras cidades europeias que demonstram como a participação ativa pode criar laços mais fortes, promover inclusão e reforçar o bem‑estar social.

Durante o webinar serão apresentados três exemplos de práticas inovadoras:

  • Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz (SCML)
    Baseado no modelo Interage, promove a cooperação entre gerações e oferece respostas intergeracionais que fortalecem o espírito comunitário e a participação ativa.
  • Iniciativa “Fazer do Bairro a Nossa Casa”
    As curadoras irão partilhar ações coletivas que nasceram de laboratórios de cidadãos envolvendo pessoas de todas as idades. O projeto destaca ainda a colaboração com artistas e a participação na rede europeia Europe Challenge, em parceria com a Biblioteca Municipal da Penha de França.
  • Laboratório de Cidadãos
    Um espaço de experimentação democrática onde cidadãos, instituições e comunidades cocriam soluções para desafios locais. A apresentação irá refletir sobre o impacto destes laboratórios na promoção da participação, inclusão e aprendizagem coletiva em Portugal.

Oradores

  • Mário Rui André – Coordenador do Programa Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades (moderador);
  • Sandra Costa – Diretora do Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz;
  • Sílvia Cardoso e Kitti Baracsi – Curadoras da iniciativa Fazer do Bairro a Nossa Casa;
  • José Carlos Mota – Professor da Universidade de Aveiro, Laboratório de Cidadãos.

A organização apela à participação de todos os interessados em construir comunidades mais conectadas, solidárias e participativas. Após a inscrição, os participantes receberão por e‑mail o link de acesso ao webinar.

A iniciativa reforça o compromisso da Comunidade de Prática KORALE | Lisboa Com Vida em promover conhecimento, partilha e colaboração entre projetos que colocam as pessoas no centro da transformação social.

RADAR continua a identificar pessoas vulneráveis e a combater o isolamento social dos mais velhos

É mais um dia de trabalho de rua para as mediadoras de proximidade do Projeto RADAR. Hoje vão percorrer algumas artérias da freguesia de São Domingos de Benfica, juntamente com uma responsável da Junta local e um agente da Polícia de Segurança Pública. Todos juntos fazem parte deste projeto, criado em 2019, que tenta identificar e acompanhar pessoas com mais de 65 anos em situação vulnerável na cidade de Lisboa, combatendo o isolamento social e a solidão não desejada.

Na lista de tarefas que cada mediadora leva consigo está o mapa da cobertura prevista no dia de hoje e nele tanto surgem moradas ainda não abrangidas pela teia do RADAR, como nomes de pessoas já inscritas na plataforma, sem esquecer os estabelecimentos comerciais/associativos que funcionam – ou podem vir a funcionar – como radares comunitários.

Catarina Mendes, uma das mediadoras, apresenta-se à entrada da porta de um casal idoso, ambos para lá dos 90 anos: “Somos do Projeto RADAR, da Santa Casa, Junta de Freguesia, PSP, Câmara Municipal de Lisboa e serviços de saúde, e estamos a fazer o registo de todos os moradores com estas idades para ficarem na nossa plataforma, no caso de precisarem de algum apoio”.

Os olhares iniciais de desconfiança desvanecem-se e o morador idoso aceita inscrever-se, respondendo a um pequeno inquérito sobre as suas condições de vida, apoio de familiares, questões de saúde… Esta abertura só é possível, muitas vezes, pela tranquilizadora presença da PSP.

“Sem a nossa presença as pessoas ficam mais receosas e algumas até fecham logo a porta. Até porque é essa a nossa recomendação quando falamos com eles: na dúvida, não abram a porta para não serem alvos de burlas ou outras coisas. Neste caso basta verem-nos e ficam mais descansados”, resume o agente Luís Pereira.

O trabalho continua: tocar à campainha, subir escadarias, muitas vezes em prédios antigos sem elevador, e conquistar a confiança das pessoas, oferecendo a possibilidade de ajuda de todo o tipo, desde a entrega de refeições, acompanhamento em consultas ou a simples presença de um voluntário para fazer companhia.

Todavia, do outro lado há, por vezes, momentos de resistência. Frases como “Até estou com receio de me quererem fazer tão bem!” ou “O que ganha a Santa Casa com isto?” são compreendidas pelos mediadores de proximidade, que tentam, no entanto, dar a volta à situação recorrendo à calma, transparência e simpatia.

Segue-se uma farmácia, esta já em sincronia com o projeto. Funciona como radar comunitário, reportando eventuais situações que cheguem ao conhecimento de quem está ao balcão. Hoje, felizmente, não há situações graves a reportar, mas são transmitidas informações úteis aos mediadores, particularmente sobre uma idosa inscrita na plataforma que não tem atendido o telefone. Afinal está bem e até aparece no momento certo para confraternizar com a equipa.

Um ano decisivo

2026 será um ano crítico para o Projeto RADAR. Este foi o ano definido desde o início para o término do projeto, sendo que será feita uma avaliação com todas as entidades envolvidas e dali poderão sair novidades para o futuro.

“O protocolo termina este ano e vamos avaliar o projeto nas suas diferentes dimensões, muito em particular, na dimensão da parceria colaborativa, porque só assim o RADAR faz sentido e tem viabilidade. Nenhuma das organizações que o compõem pode, por si só, garantir a sua operação. Só a Misericórdia, só a Câmara, só a PSP, só a Gebalis, só as Juntas de Freguesia, só as unidades de saúde, por si, não conseguiam pôr este projeto de pé”, aponta Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”.

As 32 entidades envolvidas no projeto definirão o futuro, no qual Mário Rui André vê o RADAR a ser expandido a outras populações vulneráveis, além dos 65+. Para tal, é fundamental construir uma consciência coletiva, porque “o RADAR não consegue chegar a todo o lado”.

“Sem cidadãos atentos e despertos para esta problemática não será possível. Essa cidadania ativa é, talvez, o último grande desafio que o Projeto RADAR deve ter e o mais difícil a médio e longo prazo. O nosso sonho é que um dia qualquer cidadão de Lisboa, de qualquer idade, saiba o que é o Projeto RADAR e como pode dar o seu contributo”, explica.

Resultados positivos

Com a “consciência de que ainda há muito para fazer”, Mário Rui André lembra que a plataforma do RADAR tem já 45 mil pessoas inscritas e que “os objetivos foram atingidos”.

“Tornámos o projeto num instrumento da cidade, assente na parceria colaborativa. A plataforma é uma realidade e permite partilhar informação e recursos, tendo hoje 365 utilizadores/pontos focais. Criámos uma rede de cerca de 5 mil radares comunitários, que são os nossos olhos e ouvidos na cidade. Criámos uma linha de contacto que telefona regularmente às pessoas inscritas. Foi criado o voluntariado RADAR, que garante já 35% dessas mesmas chamadas…”, enumera o diretor.

Ao encontro da vulnerabilidade

Com mais umas Jornadas RADAR e o 1.º Encontro Lisboa Com Vida no horizonte, o projeto ainda tem muito para dar este ano, até porque a cidade tem evoluído e os problemas sociais evoluem com ela, o que obriga as 32 entidades envolvidas a adaptarem-se. Nomeadamente, a Santa Casa.

“A própria Misericórdia começa a ter consciência de que o RADAR pode ser um instrumento proativo de intervenção social. Ou seja, não ficar à espera que as pessoas venham aos serviços, mas que a própria dinâmica da cidade e dos parceiros vá ao encontro da vulnerabilidade na cidade. O que, no fundo, sempre foi apanágio da Santa Casa! É esse o seu desígnio. Se virmos a história e tentarmos perceber onde é que a Misericórdia fez a diferença, foi nisso mesmo: estar lá! Estar onde estão os mais vulneráveis, sejam eles quem forem”, conclui Mário Rui André.

Saiba mais sobre o Projeto RADAR.

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo promove ciclo de workshops de desenho “O Olhar em Viagem”

A Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, recebe no próximo sábado, 24 de janeiro, o início do ciclo de workshops de desenho “O Olhar em Viagem”, orientado por Mário Linhares.

Composto por quatro sessões ao longo do primeiro trimestre de 2026, este ciclo parte das peças japonesas expostas nas salas do museu como ponto de partida para uma experiência criativa e sensorial: desenhar aquilo que se observa, registando no diário gráfico a “viagem” que o olhar faz dentro do património artístico e cultural do Japão.

A proposta convida os participantes a experimentarem técnicas novas e desafiantes, tal como numa viagem real, através do desenho de peças selecionadas da coleção, aproximando o público do museu de forma participativa e prática.

As sessões decorrem sempre ao sábado, das 15h00 às 17h30, e têm como temas: “Lacas Negoro: vermelho sobre negro” (24 de janeiro), “Wabi sabi: a beleza do disforme” (21 de fevereiro), “Zochoten: os pontos cardeais” (7 de março) e “Biombos Momoyama: nuvens de ouro” (28 de março).

A participação está limitada a 20 participantes e tem o custo de 10 euros por sessão.

 

Materiais necessários:

Diário gráfico A5 ou A4; aguarelas e pincéis; pastel de óleo vermelho e preto; papel vegetal e clips; caneta preta; lápis de grafite; lápis de cor e afia; cola stick.

Informações e inscrições:

213 235 250 – 213 235 400

ca.cfc@scml.pt

Café Memória: um lugar onde ninguém enfrenta a memória sozinho

Como nasceu

O Café Memória chegou a Portugal em 2000, trazido pela Alzheimer Portugal e pela SONAE, inspirado em modelos britânicos. A ideia era simples e profundamente humana: criar um café, não uma instituição, onde pessoas com problemas de memória e suas famílias pudessem sentir segurança, compreensão e apoio.

À Santa Casa, chegou em 2014. Cristina Luz, coordenadora da iniciativa, explica: “Recriamos mesmo o ambiente de um café. Aqui vêm pessoas com demência, familiares, cuidadores. É um espaço seguro onde oferecemos informação, apoio e estimulação.”

Informar e estimular

O Café Memória divide‑se em duas grandes vertentes: informação e estimulação cognitiva.

Para a primeira, são convidados especialistas em demências (como médicos) que explicam o que esperar, que direitos existem, que respostas há na cidade e que estratégias podem ajudar no quotidiano. “Queremos dar armas aos familiares”, sublinha Cristina. Informação reduz o medo e ajuda cada cuidador a sentir‑se menos sozinho.

Na segunda vertente, e para as pessoas que já vivem com demência, há atividades de treino de memória e exercícios específicos que promovem concentração, interação e bem‑estar. “É também um espaço para atrasar, dentro do possível, o avanço dos sintomas. E para que sintam que continuam a participar”, explica a coordenadora.

Cada encontro dura cerca de duas horas e começa sempre com acolhimento individual.

“Fazemos questão de falar um bocadinho com cada pessoa”, diz Cristina. Depois vem uma dinâmica de “quebra‑gelo” para que todos se conheçam e percebam que não estão sozinhos. Há sempre ali alguém que partilha os mesmos receios, desafios, perguntas.

Para cada sessão há um tema, preparado pela equipa (enfermeira e duas assistentes sociais), em articulação com a Alzheimer Portugal. Os temas vão de questões práticas (“Como passei o Natal?”, por exemplo, foi o último) a apresentações de serviços da Santa Casa, como o Espaço ComVida.

coordenadora do café memória
Cristina Luz, coordenadora do Café Memória

A meio da sessão, um momento especial: o lanche com verdadeiro café, chá e bolos (graças ao apoio da Delta Cafés e da loja Celeiro), a que se juntam conversas espontâneas. “Criam‑se amizades”, diz Cristina. “Já vimos pessoas que vêm juntas, que combinam cafés, que continuam a apoiar‑se fora daqui.”

Nestas sessões, há sempre momentos marcantes. Como pessoas a emocionarem-se por algo que se lembram ou a constatarem a sua situação de demência: “Há emoções, claro que há”, admite Cristina. Sempre que alguém se emociona ao falar do seu percurso, a equipa retira a pessoa para um acompanhamento mais próximo. “Queremos que aqui se sintam seguras. Se for preciso encaminhar para outro serviço, também o fazemos.”

Sessão após sessão, criam‑se laços, ganha‑se confiança. “É gratificante ver as pessoas regressarem. Sinal de que este espaço faz sentido.”

Cristina Luz estima, que ao longo dos últimos 11 anos, mais de mil pessoas já tenham participado. E nem nos anos da pandemia de covid-19 as sessões pararam. Não houve encontros presenciais, mas fizeram-se pela plataforma online Zoom.

Mas é preciso continuar a trabalhar para que mais pessoas venham. O maior desafio? Chegar a mais cuidadores. “São pessoas que trabalham, que chegam cansadas e muitas vezes não conseguem vir. Mas queremos que percebam que isto é importante, é um espaço para eles também.”

A prioridade é clara: aumentar o número de participantes e reforçar o impacto do projeto. “O nosso objetivo é que as pessoas sintam que este espaço é delas. Que podem falar, partilhar, rir, emocionar‑se. Que aqui há apoio, há pares e há caminho.”

É essa a essência do Café Memória. E, para 2026, está já previsto um novo protocolo para dar continuidade ao projeto.

Um projeto nacional com impacto local

O Café Memória não é exclusivo da Santa Casa. Existe em muitas cidades e instituições do país. Em Lisboa, há polos em vários pontos. E, todos os anos, há um encontro nacional com todas as equipas do país, para refletirem e construírem o em conjunto o futuro da iniciativa. Uma iniciativa que cuida da memória, mas, sobretudo, das pessoas que a vão perdendo.

E, já sabe, se quiser pode participar nestes encontros todas as segundas quartas-feiras de cada mês, no espaço CLIC-LX, na Rua Nova da Trindade, n.º15, em Lisboa. A entrada é livre e não precisa de se inscrever.

Jornadas de Sant’Ana decorrem a 23 de janeiro com foco na instabilidade do punho e cotovelo

A iniciativa, organizada em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), terá lugar no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e contará com a participação de mais de duas dezenas de especialistas da área.

A sessão de abertura ficará a cargo do administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, André Brandão de Almeida, e ao longo do dia, especialistas irão partilhar conhecimentos, discutir abordagens terapêuticas e trocar experiências sobre a instabilidade do punho e cotovelo, reforçando a relevância do debate clínico contínuo na área da ortopedia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser realizada através do e‑mail gic-hosa@scml.pt.

Conheça o programa completo.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas