logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

“Joga fácil”: Totobola prepara concursos para o Campeonato do Mundo de Futebol

O Campeonato do Mundo de Futebol está a chegar e o Totobola não poderia deixar de associar-se ao maior evento futebolístico de seleções do planeta, que arranca já na próxima semana.

Este histórico jogo do portefólio dos Jogos Santa Casa preparou seis concursos com jogos da fase de grupos do Mundial 2026, adotando um mote bem conhecido no mundo do futebol: “Joga fácil”.

É este o ponto de partida para a competição com o Totobola, através da sua já conhecida simplicidade e facilidade de jogar. Com um registo já de várias décadas dedicadas a 100 por cento ao chamado desporto-rei, o Totobola quer cativar mais apostadores aproveitando a oferta de jogos neste período de elevado interesse desportivo.

O Campeonato do Mundo de Futebol decorre de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos da América, México e Canadá, na maior edição de sempre de uma fase final de um Mundial, com 48 seleções.

campanha do totobola para o mundial com o lema No campeonato do mundo joga fácil

Aldeia de Santa Isabel promoveu reflexão sobre educação inclusiva e transformação social

O Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel acolheu ontem o seminário “Mapear futuros inclusivos: formar para transformar vidas”, uma iniciativa que reuniu profissionais da educação e formação, especialistas, empresas, entidades parceiras e comunidade educativa para um dia de reflexão, partilha de experiências e valorização das práticas pedagógicas desenvolvidas neste equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A sessão de abertura contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que destacou a importância da formação e da educação enquanto instrumentos fundamentais de inclusão, autonomia e construção de oportunidades para os jovens.

Ao longo da manhã, os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido na Aldeia de Santa Isabel através de visitas pedagógicas e experiências formativas que evidenciaram diferentes metodologias de ensino, projetos de convergência curricular, estratégias de diferenciação pedagógica, espaços de aprendizagem inovadores e iniciativas focadas no desenvolvimento de competências pessoais e sociais. As oficinas de Carpintaria, Eletricidade e Cidadania, o Jardim dos Provérbios e a exposição de produtos da aprendizagem permitiram demonstrar, de forma concreta, a qualidade do projeto educativo desenvolvido pela Aldeia de Santa Isabel e o impacto que este tem na vida dos seus formandos.

Um dos momentos mais participados do programa foi o evento cultural “Aldeia de Santa Isabel Got Talent”, que evidenciou o talento, a criatividade e o envolvimento dos jovens, traduzindo na prática os resultados de uma abordagem educativa centrada no desenvolvimento integral da pessoa.

Durante a tarde, os painéis de reflexão e debate proporcionaram uma discussão rica e inspiradora sobre os desafios atuais da educação e da formação. Especialistas, docentes e profissionais da área partilharam experiências e boas práticas em torno de temas como a importância das práticas pedagógicas para além dos currículos, a influência do contexto nas aprendizagens e o papel das relações humanas na motivação e no sucesso educativo. As intervenções de Constança Azevedo, Paulo Torcato e Alfredo Gomes, bem como os contributos dos docentes da Aldeia de Santa Isabel, enriqueceram um debate que se destacou pela qualidade das reflexões e pela diversidade de perspetivas apresentadas.

O seminário culminou com a mesa-redonda “Pensar o Futuro…”, que reuniu Ana Cláudia Valente, Subdiretora-Geral da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, e Rui Marques, Coordenador do Relational Lab, num momento de reflexão sobre os desafios futuros da educação, da formação e da empregabilidade.

A sessão de encerramento contou com as intervenções de Adriano Moreira, Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, e de Ângela Guerra, Administradora da Misericórdia de Lisboa, que sublinharam a importância de continuar a investir em respostas educativas inclusivas, inovadoras e centradas no potencial de cada pessoa.

O sucesso da iniciativa confirmou a relevância do trabalho desenvolvido pelo Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel, um projeto educativo de referência que continua a demonstrar como a educação, a formação e o acompanhamento personalizado podem transformar percursos de vida, promover a inclusão e abrir novas oportunidades de futuro para centenas de jovens.

CMTV lança série “Boas Causas” sobre as causas sociais apoiadas pela Santa Casa

A CMTV estreou a série “Boas Causas”, criada para dar a conhecer o vasto universo de causas sociais apoiadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Este é o primeiro de um total de 13 episódios realizados em parceria com a Instituição.

Neste primeiro episódio, Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, faz a introdução da série e realça que 97,3% das receitas dos Jogos Santa Casa retornam à sociedade.

Pode acompanhar a série “Boas Causas” na CMTV (sextas, entre as 22h00 e as 23h00), ler no Correio da Manhã (segundas-feiras) e ouvir na CMRádio (terças, entre as 19h00 e as 20h00), assim como saber mais na página da iniciativa.

Assista ao primeiro episódio:

Play Video about Vista área de lisboa com logo dos Jogos Santa Casa

Famílias de acolhimento reuniram-se em Oeiras num dia de celebração, partilha e reconhecimento

Os Jardins da Quinta de Cima, em Oeiras, receberam este sábado o Encontro de Famílias de Acolhimento do Distrito de Lisboa, uma iniciativa integrada na campanha nacional #TodosJuntosPeloAcolhimentoFamiliar, que reuniu famílias de acolhimento, crianças e jovens acolhidos, equipas técnicas e entidades parceiras num dia marcado pela partilha, pelo reconhecimento e pela celebração.

Promovido com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, o encontro juntou representantes dos Programas de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Fundação “O Século” e Movimento ao Serviço da Vida, num momento que evidenciou a importância desta resposta para a proteção e o desenvolvimento de crianças e jovens.

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a diversas atividades lúdicas e de convívio, incluindo insufláveis, jogos, momentos de reflexão e iniciativas especialmente preparadas para as famílias presentes. O tradicional piquenique partilhado contribuiu para reforçar o ambiente de proximidade e espírito comunitário que caracterizou todo o encontro.

A manhã ficou marcada por uma participação muito especial de Éder, antigo internacional português e autor do golo que garantiu a conquista do UEFA EURO 2016 pela Seleção Nacional. Num momento de grande entusiasmo para as crianças e jovens presentes, Éder participou num minijogo de futebol, conviveu com as famílias e entregou certificados de participação e cachecóis da Seleção Nacional. A sua presença trouxe uma dimensão particularmente inspiradora ao encontro, promovendo valores como a perseverança, a solidariedade, o espírito de equipa e a importância de acreditar nas próprias capacidades.

Um dos momentos mais significativos da tarde foi a sessão comemorativa dedicada ao acolhimento familiar, que contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e de Teresa Bacelar, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, em representação do Presidente da autarquia.

Durante este momento simbólico, foi assinalado o contributo extraordinário das famílias de acolhimento, cuja generosidade, disponibilidade e compromisso continuam a transformar vidas e a proporcionar a muitas crianças e jovens a oportunidade de crescerem num ambiente familiar seguro, estável e afetivo.

Mais do que um encontro de celebração, a iniciativa constituiu também uma oportunidade para sensibilizar a comunidade para a importância do acolhimento familiar e para a necessidade de mobilizar novas famílias para esta missão.

A forte participação registada e o ambiente de proximidade vivido ao longo do dia demonstraram, uma vez mais, a relevância desta resposta social e o impacto positivo que as famílias de acolhimento têm na construção de percursos de vida mais seguros, protegidos e felizes para muitas crianças e jovens.

“Seja a família que elas procuram”: Santa Casa lança nova campanha de acolhimento familiar

“Seja a família que elas procuram” é o mote de mais uma campanha de acolhimento familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Dedicada às mais de 1000 crianças que esperam por uma família de acolhimento no distrito de Lisboa, esta quarta campanha reforça, assim, o compromisso de aumentar o número de famílias disponíveis para acolher crianças e jovens nesta região, contribuindo para o movimento nacional de desinstitucionalização, em linha com as orientações nacionais e internacionais.

Com mais de 250 acolhimentos concretizados e com uma bolsa de 120 famílias certificadas, a Santa Casa mantém, em todo o caso, a necessidade de dar resposta aos pedidos de acolhimento que continuam a ser superiores ao número de famílias disponíveis. Apesar do impacto das campanhas anteriores, é necessária uma mobilização pública no sentido de capitalizar este esforço para chegar ainda a mais crianças, esclarecendo mitos, reforçando a literacia sobre o acolhimento familiar e aproximando esta resposta da comunidade.

Recorde-se que o acolhimento familiar é uma medida temporária, protetora e centrada no bem‑estar da criança, garantindo um direito fundamental: o direito a crescer em família, com afeto individualizado, estabilidade relacional e rotinas seguras. Neste sentido, Portugal assumiu, no seu quadro legal e estratégico, o compromisso de privilegiar respostas familiares e reduzir a permanência de crianças em instituições.

Saiba mais sobre o acolhimento familiar e candidate-se a ser família de acolhimento.

Jogos Adaptados celebram alegria, participação e superação

Mais uma vez, o espaço encheu‑se de cor, música e entusiasmo numa manhã marcada pelo ambiente de festa que juntou crianças, famílias, técnicos e colaboradores. Jacinta Figueiredo conhece bem já este cenário. Terapeuta ocupacional há 28 anos no Centro, sublinhou a importância deste encontro anual:

“É sempre um prazer proporcionar estes momentos de diversão, convívio e alegria às famílias e às crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins.”

As crianças presentes frequentam o Centro em regime externo, nas várias valências (terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, serviço social, enfermagem, fisiatria) ou em regime de orientações periódicas, regressando sempre que a família o solicita. “É esta a nossa comunidade, e é com ela que celebramos hoje”, reforçou.

A manhã contou com duas atividades muito aguardadas, dinamizadas em parceria com a GNR: a cinoterapia e a hipoterapia. Na cinoterapia, os cães treinados Enro, Júnior, Xisto e Kaya encantaram pequenos e grandes com demonstrações de obediência, dança e até “fala”, num momento conduzido pela sargento‑ajudante Filipa Mendes. Para muitas crianças, pentear, alimentar ou passear os cães tornou‑se uma forma natural e divertida de desenvolver competências motoras e comunicacionais.

Já a hipoterapia proporcionou passeios a cavalo, aproveitando o movimento do animal, cujo passo se aproxima da marcha humana, para estimular capacidades motoras, cognitivas e sensoriais, um complemento essencial ao trabalho terapêutico.

Entre o jogo da “Glória”, a arte dos gatafunhos, os insufláveis, a roda das caretas e as sempre concorridas pinturas faciais, não faltaram motivos para sorrisos. O Pateta e o Rato Mickey também marcaram presença, com uma agenda muito requisitada para as fotografias com todos.

A manhã contou com a presença dos administradores da Santa Casa, Luís Rego e André Brandão de Almeida, que acompanharam de perto a dinâmica das atividades e o envolvimento das famílias.

O encerramento ficou a cargo do coro “Os Destravados”, formado por utentes do Centro, que trouxe música, emoção e um último impulso de alegria antes da dança final, num  momento coletivo que deixou todos felizes por participar e, ao mesmo tempo, com aquela melancolia boa de quem viveu algo especial.

Para o ano há mais, e a festa promete ser inesquecível, como sempre.

Santa Casa e Câmara de Lisboa inauguram Creche Fernando Braamcamp

Foi inaugurada esta sexta-feira, 29 de maio, a Creche Fernando Braamcamp, um equipamento da Câmara Municipal de Lisboa sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A creche deve o nome ao impulsionador do projeto e antigo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, falecido no passado mês de abril, cuja família esteve na cerimónia desta sexta-feira, acompanhada pelo atual presidente da junta Pedro Jesus.

Presentes estiveram também Carlos Moedas, presidente da autarquia lisboeta, e Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que foi acompanhado por Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, e Rui Garcês e André Brandão de Almeida, administradores da Instituição.

Para Paulo Sousa, esta creche “reforça a resposta à primeira infância e representa mais um passo no compromisso contínuo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com as famílias da cidade”.

O Provedor lembrou que “há mais de cinco séculos que a infância é um fator constituinte do DNA” da Instituição, traduzindo-se numa “prioridade estratégica” merecedora do “maior investimento e aquele que maior retorno tem na sociedade”.

Já Carlos Moedas, que definiu a Santa Casa como “o maior parceiro” do município, destacou o legado de Fernando Braamcamp, a quem chamou “homem bom”, recordando a forma empenhada como este acompanhou a obra.

Apesar de ter sido inaugurada oficialmente esta sexta-feira, a Creche Fernando Braamcamp, situada na Avenida António José de Almeida, já entrou em funcionamento no passado mês de setembro e tem capacidade para 83 crianças, dos 0 aos 3 anos de idade.

“O direito ao colo não é negociável”: Santa Casa debate proteção familiar antes da rutura

Nuno Comando, diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto, abriu o encontro lembrando o propósito do espaço: criar pontes entre a Santa Casa, o empreendedorismo e outras organizações, através de conversas mensais. O tema do dia, sublinhou, “está no coração da missão da Santa Casa”. E deixou o mote: proteger não pode ser apenas reagir à emergência. “Proteger é criar condições para que a emergência não chegue mesmo a acontecer.”

Do esquecimento à “nova era”

Coube a Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, traçar o percurso histórico de uma medida que Portugal criou cedo e durante décadas quase ignorou. O acolhimento familiar existe desde a década de 1970 e foi regulamentado pela primeira vez em 1984, quando o país foi pioneiro neste domínio. Depois, disse, “ficou adormecido, esquecido no tempo”, enquanto o sistema foi construindo um caminho fortemente assente no acolhimento residencial.

A viragem chegou em 2019, com o Decreto-Lei n.º 139/2019, que a responsável apelidou de marco de uma “nova era”,  e do qual se orgulha de ter ajudado a construir. Uma das inovações mais significativas é a possibilidade de os próprios familiares ou redes afetivas da criança servirem como família de acolhimento, preservando vínculos, identidade e continuidade emocional.

Os números, porém, continuam a exigir urgência. Existem quase 6000 crianças em acolhimento residencial no país, cerca de 1000 só no distrito de Lisboa. A Santa Casa realizou até à data 255 acolhimentos familiares, acompanhando atualmente 117 famílias. “Uma casa de acolhimento, por melhor que seja, por mais recursos que tenha, nunca vai conseguir substituir o colo, a atenção individualizada e o amor que uma família pode dar”, afirmou Patrícia Bacelar. “O direito de crescer em família não é negociável, não é opcional, não é um luxo.”

patrícia bacelar a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML

O testemunho que silenciou a sala: “É duro, é tramado, vai doer. E tem de doer”

Mariana Martins, mãe de três filhos biológicos que, juntamente com o marido, decidiu tornar-se família de acolhimento pela Santa Casa, foi direta desde o início. Recusou o rótulo de heroísmo com que a sociedade por vezes envolve quem acolhe e deslocou o foco para onde considera que ele realmente pertence: os filhos Francisco, Carmo e António, que aceitaram partilhar os pais, a casa e os irmãos com crianças que sabem que um dia irão partir. “São eles os heróis”, disse.

A convidada descreveu o acolhimento como “um ato de amor. Um amor louco e muito absurdo”, capaz de transformar para sempre a história de uma família, com laços inquebráveis, mas sem ilusões: “Não existe esta linha ténue de ‘é como se fosse vosso filho’. Não é. E ainda bem que não é, porque ele terá direito à sua família para sempre.”

Sobre a chegada do bebé diretamente do hospital, foi simples: “Com um pijama, uma chupeta, um dodot e um leite em pó pequenino, e nos dizem ‘tomem’ (…) é impossível isto não mexer com as entranhas.”

O relato culminou numa conversa com o filho António sobre a despedida iminente: “Mãe, quando o bebé for embora, eu vou chorar imenso.” E propôs um plano para o luto em família: chorar a ver um filme da Disney e comer um pote de açaí.

Mariana terminou com um apelo direto: “Estas quase 6000 crianças precisam de alguém. Não se pode ficar indiferente.”

mariana martins, família de acolhimento a falar nas conversas com impacto
Mariana Martins, família de acolhimento

Chegar antes do perigo

O painel “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado pela jornalista Ângela Roque, da Rádio Renascença, reuniu três profissionais de terreno. Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, descreveu o trabalho preventivo junto das famílias no seu meio natural de vida, atuando sobre sinais subtis de mudança comportamental nas crianças, antes que a situação de risco se torne perigo declarado. Patrícia Costa, vice-presidente do Projeto Alkantara, trouxe anos de presença contínua em Alcântara e a consciência de que as problemáticas originais persistem e se agravam. Já Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge, sublinhou que a maioria das sinalizações ainda chega tarde: “O timing da intervenção é crucial.” E que a responsabilidade de olhar e sinalizar não é exclusiva dos técnicos: “Todos nós podemos ser agentes sinalizadores e temos de ter um olhar atento.”

quatro senhoras falam nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Da esq. para a dta., Ângela Roque (Rádio Renascença), Patrícia Costa (Projeto Alkantara), Susana Bernardo (Pressley Ridge) e Ana Polido (Unidade de Intervenção Familiar da SCML)

“Ninguém protege sozinho”

O encerramento das Conversas com Impacto ficou a cargo de Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa, que não escondeu o peso de trabalhar nesta área: decisões difíceis, longe dos holofotes, com elevado custo emocional. E reconheceu o que muitas vezes fica por dizer: que há um trabalho silencioso, diário e persistente que evita tragédias antes de elas acontecerem. “Proteger não é apenas responder à emergência, mas é criar condições para que a emergência não aconteça”, afirmou. E sublinhou que isso só é possível em conjunto: “Ninguém protege sozinho.”

A sessão terminou com a certeza de que proteger crianças é tarefa de todos, feita, muitas vezes, em silêncio, todos os dias, muito antes de qualquer rutura.

vice provedora da SCML a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Desporto, marcas e talento nacional em debate na 4ª Conferência Bola Branca

A iniciativa promovida pela Rádio Renascença, a que os Jogos Santa Casa se associaram, decorreu esta quinta-feira, 28 de maio, no auditório da Renascença, e reuniu vários especialistas, dirigentes, treinadores e agentes do universo desportivo.

A sessão de boas-vindas da 4.ª edição da conferência contou com a intervenção do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Paulo Sousa, que sublinhou a importância do investimento contínuo da instituição no desporto nacional e no desenvolvimento do tecido desportivo português.

O Provedor recordou que “o apoio direto dos Jogos Santa Casa ao desporto nacional, só em 2025, ascendeu a cerca de 88 milhões de euros”, reforçando o compromisso da instituição com diferentes modalidades e projetos em todo o país. Destacou ainda que “recentemente foram atribuídas 111 bolsas, reforçando um programa que já apoiou mais de 600 atletas e investiu mais de 1,7 milhões de euros no seu percurso académico e desportivo”.

Paulo Sousa salientou ainda que o “envolvimento dos Jogos Santa Casa nesta conferência enquadra-se na promoção da excelência no desporto, da ética, do combate à discriminação e do desenvolvimento do talento jovem, valores centrais na missão dos Jogos Sociais do Estado”.

Já na sessão abertura, o primeiro-ministro, Luís Montengro, elogiou os desportistas portugueses, dizendo que “temos dos melhores do mundo”, apontando que o Governo tem concretizado medidas para fomentar a prática do desporto e garantir melhores condições de treino aos atletas.

“Apesar de cada vez mais vermos as ruas preenchidas com gente a praticar desporto, nomeadamente ao ar livre, nós ainda estamos na cauda da Europa, nós ainda temos um caminho longo a percorrer para sermos um país com uma prática desportiva generalizada”, frisou.

Residência Faria Mantero

Residência Faria Mantero

Residência Faria Mantero

Ao longo do dia, a conferência promoveu vários momentos de reflexão sobre temas ligados ao presente e ao futuro do futebol, juntando diferentes perspetivas do setor desportivo, empresarial e da comunicação.

Um desses momentos foi a tertúlia “As marcas jogam à bola”, dedicada à relação entre o futebol, os patrocinadores e a construção de valor no desporto. A conversa moderada pelo jornalista José Pedro Frazão contou com a participação de Ricardo Lavos, diretor-geral dos Jogos Santa Casa, que integrou uma mesa-redonda ao lado de Nádia Reis, diretora de comunicação e ativação de marca Continente e Filipa Magalhães, Responsável da marca Sagres

A presença dos Jogos Santa Casa na conferência enaltece a sua ligação histórica ao futebol e desporto português e reforça o seu compromisso com iniciativas que promovem a reflexão, o desenvolvimento e a valorização do desporto e do talento nacional.

Pré‑Inscrição no RADAR já pode ser feita online

Através deste novo formulário, qualquer cidadão pode identificar situações de isolamento, solidão não‑desejada ou fragilidade social. O processo exige apenas três dados: nome, contacto telefónico e endereço de email, sendo posteriormente assegurado o contacto direto pela equipa RADAR para avaliação e encaminhamento.

A funcionalidade integra‑se na estratégia do Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades, sendo o RADAR uma das medidas chave, com o objetivo de reforçar a capacidade de sinalização e acompanhamento de pessoas 65+ em situação de maior vulnerabilidade na cidade de Lisboa.

A iniciativa é desenvolvida em trabalho de rede entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública, a Nova Medical School e a Rede Social de Lisboa, parceiros que asseguram uma resposta integrada, célere e ajustada às necessidades de cada pessoa.

Com esta nova ferramenta digital, o Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades dá mais um passo na construção de uma cidade mais atenta, inclusiva e com vida para todas as idades, aproximando cidadãos, serviços e comunidade.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

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