logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

CMTV lança série “Boas Causas” sobre as causas sociais apoiadas pela Santa Casa

A CMTV estreou a série “Boas Causas”, criada para dar a conhecer o vasto universo de causas sociais apoiadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Este é o primeiro de um total de 13 episódios realizados em parceria com a Instituição.

Neste primeiro episódio, Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, faz a introdução da série e realça que 97,3% das receitas dos Jogos Santa Casa retornam à sociedade.

Pode acompanhar a série “Boas Causas” na CMTV (sextas, entre as 22h00 e as 23h00), ler no Correio da Manhã (segundas-feiras) e ouvir na CMRádio (terças, entre as 19h00 e as 20h00), assim como saber mais na página da iniciativa.

Assista ao primeiro episódio:

Play Video about Vista área de lisboa com logo dos Jogos Santa Casa

Famílias de acolhimento reuniram-se em Oeiras num dia de celebração, partilha e reconhecimento

Os Jardins da Quinta de Cima, em Oeiras, receberam este sábado o Encontro de Famílias de Acolhimento do Distrito de Lisboa, uma iniciativa integrada na campanha nacional #TodosJuntosPeloAcolhimentoFamiliar, que reuniu famílias de acolhimento, crianças e jovens acolhidos, equipas técnicas e entidades parceiras num dia marcado pela partilha, pelo reconhecimento e pela celebração.

Promovido com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, o encontro juntou representantes dos Programas de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Fundação “O Século” e Movimento ao Serviço da Vida, num momento que evidenciou a importância desta resposta para a proteção e o desenvolvimento de crianças e jovens.

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a diversas atividades lúdicas e de convívio, incluindo insufláveis, jogos, momentos de reflexão e iniciativas especialmente preparadas para as famílias presentes. O tradicional piquenique partilhado contribuiu para reforçar o ambiente de proximidade e espírito comunitário que caracterizou todo o encontro.

A manhã ficou marcada por uma participação muito especial de Éder, antigo internacional português e autor do golo que garantiu a conquista do UEFA EURO 2016 pela Seleção Nacional. Num momento de grande entusiasmo para as crianças e jovens presentes, Éder participou num minijogo de futebol, conviveu com as famílias e entregou certificados de participação e cachecóis da Seleção Nacional. A sua presença trouxe uma dimensão particularmente inspiradora ao encontro, promovendo valores como a perseverança, a solidariedade, o espírito de equipa e a importância de acreditar nas próprias capacidades.

Um dos momentos mais significativos da tarde foi a sessão comemorativa dedicada ao acolhimento familiar, que contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e de Teresa Bacelar, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, em representação do Presidente da autarquia.

Durante este momento simbólico, foi assinalado o contributo extraordinário das famílias de acolhimento, cuja generosidade, disponibilidade e compromisso continuam a transformar vidas e a proporcionar a muitas crianças e jovens a oportunidade de crescerem num ambiente familiar seguro, estável e afetivo.

Mais do que um encontro de celebração, a iniciativa constituiu também uma oportunidade para sensibilizar a comunidade para a importância do acolhimento familiar e para a necessidade de mobilizar novas famílias para esta missão.

A forte participação registada e o ambiente de proximidade vivido ao longo do dia demonstraram, uma vez mais, a relevância desta resposta social e o impacto positivo que as famílias de acolhimento têm na construção de percursos de vida mais seguros, protegidos e felizes para muitas crianças e jovens.

“Seja a família que elas procuram”: Santa Casa lança nova campanha de acolhimento familiar

“Seja a família que elas procuram” é o mote de mais uma campanha de acolhimento familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Dedicada às mais de 1000 crianças que esperam por uma família de acolhimento no distrito de Lisboa, esta quarta campanha reforça, assim, o compromisso de aumentar o número de famílias disponíveis para acolher crianças e jovens nesta região, contribuindo para o movimento nacional de desinstitucionalização, em linha com as orientações nacionais e internacionais.

Com mais de 250 acolhimentos concretizados e com uma bolsa de 120 famílias certificadas, a Santa Casa mantém, em todo o caso, a necessidade de dar resposta aos pedidos de acolhimento que continuam a ser superiores ao número de famílias disponíveis. Apesar do impacto das campanhas anteriores, é necessária uma mobilização pública no sentido de capitalizar este esforço para chegar ainda a mais crianças, esclarecendo mitos, reforçando a literacia sobre o acolhimento familiar e aproximando esta resposta da comunidade.

Recorde-se que o acolhimento familiar é uma medida temporária, protetora e centrada no bem‑estar da criança, garantindo um direito fundamental: o direito a crescer em família, com afeto individualizado, estabilidade relacional e rotinas seguras. Neste sentido, Portugal assumiu, no seu quadro legal e estratégico, o compromisso de privilegiar respostas familiares e reduzir a permanência de crianças em instituições.

Saiba mais sobre o acolhimento familiar e candidate-se a ser família de acolhimento.

Jogos Adaptados celebram alegria, participação e superação

Mais uma vez, o espaço encheu‑se de cor, música e entusiasmo numa manhã marcada pelo ambiente de festa que juntou crianças, famílias, técnicos e colaboradores. Jacinta Figueiredo conhece bem já este cenário. Terapeuta ocupacional há 28 anos no Centro, sublinhou a importância deste encontro anual:

“É sempre um prazer proporcionar estes momentos de diversão, convívio e alegria às famílias e às crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins.”

As crianças presentes frequentam o Centro em regime externo, nas várias valências (terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, serviço social, enfermagem, fisiatria) ou em regime de orientações periódicas, regressando sempre que a família o solicita. “É esta a nossa comunidade, e é com ela que celebramos hoje”, reforçou.

A manhã contou com duas atividades muito aguardadas, dinamizadas em parceria com a GNR: a cinoterapia e a hipoterapia. Na cinoterapia, os cães treinados Enro, Júnior, Xisto e Kaya encantaram pequenos e grandes com demonstrações de obediência, dança e até “fala”, num momento conduzido pela sargento‑ajudante Filipa Mendes. Para muitas crianças, pentear, alimentar ou passear os cães tornou‑se uma forma natural e divertida de desenvolver competências motoras e comunicacionais.

Já a hipoterapia proporcionou passeios a cavalo, aproveitando o movimento do animal, cujo passo se aproxima da marcha humana, para estimular capacidades motoras, cognitivas e sensoriais, um complemento essencial ao trabalho terapêutico.

Entre o jogo da “Glória”, a arte dos gatafunhos, os insufláveis, a roda das caretas e as sempre concorridas pinturas faciais, não faltaram motivos para sorrisos. O Pateta e o Rato Mickey também marcaram presença, com uma agenda muito requisitada para as fotografias com todos.

A manhã contou com a presença dos administradores da Santa Casa, Luís Rego e André Brandão de Almeida, que acompanharam de perto a dinâmica das atividades e o envolvimento das famílias.

O encerramento ficou a cargo do coro “Os Destravados”, formado por utentes do Centro, que trouxe música, emoção e um último impulso de alegria antes da dança final, num  momento coletivo que deixou todos felizes por participar e, ao mesmo tempo, com aquela melancolia boa de quem viveu algo especial.

Para o ano há mais, e a festa promete ser inesquecível, como sempre.

Santa Casa e Câmara de Lisboa inauguram Creche Fernando Braamcamp

Foi inaugurada esta sexta-feira, 29 de maio, a Creche Fernando Braamcamp, um equipamento da Câmara Municipal de Lisboa sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A creche deve o nome ao impulsionador do projeto e antigo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, falecido no passado mês de abril, cuja família esteve na cerimónia desta sexta-feira, acompanhada pelo atual presidente da junta Pedro Jesus.

Presentes estiveram também Carlos Moedas, presidente da autarquia lisboeta, e Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, que foi acompanhado por Rita Prates, Vice-Provedora da Misericórdia de Lisboa, e Rui Garcês e André Brandão de Almeida, administradores da Instituição.

Para Paulo Sousa, esta creche “reforça a resposta à primeira infância e representa mais um passo no compromisso contínuo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com as famílias da cidade”.

O Provedor lembrou que “há mais de cinco séculos que a infância é um fator constituinte do DNA” da Instituição, traduzindo-se numa “prioridade estratégica” merecedora do “maior investimento e aquele que maior retorno tem na sociedade”.

Já Carlos Moedas, que definiu a Santa Casa como “o maior parceiro” do município, destacou o legado de Fernando Braamcamp, a quem chamou “homem bom”, recordando a forma empenhada como este acompanhou a obra.

Apesar de ter sido inaugurada oficialmente esta sexta-feira, a Creche Fernando Braamcamp, situada na Avenida António José de Almeida, já entrou em funcionamento no passado mês de setembro e tem capacidade para 83 crianças, dos 0 aos 3 anos de idade.

“O direito ao colo não é negociável”: Santa Casa debate proteção familiar antes da rutura

Nuno Comando, diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto, abriu o encontro lembrando o propósito do espaço: criar pontes entre a Santa Casa, o empreendedorismo e outras organizações, através de conversas mensais. O tema do dia, sublinhou, “está no coração da missão da Santa Casa”. E deixou o mote: proteger não pode ser apenas reagir à emergência. “Proteger é criar condições para que a emergência não chegue mesmo a acontecer.”

Do esquecimento à “nova era”

Coube a Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, traçar o percurso histórico de uma medida que Portugal criou cedo e durante décadas quase ignorou. O acolhimento familiar existe desde a década de 1970 e foi regulamentado pela primeira vez em 1984, quando o país foi pioneiro neste domínio. Depois, disse, “ficou adormecido, esquecido no tempo”, enquanto o sistema foi construindo um caminho fortemente assente no acolhimento residencial.

A viragem chegou em 2019, com o Decreto-Lei n.º 139/2019, que a responsável apelidou de marco de uma “nova era”,  e do qual se orgulha de ter ajudado a construir. Uma das inovações mais significativas é a possibilidade de os próprios familiares ou redes afetivas da criança servirem como família de acolhimento, preservando vínculos, identidade e continuidade emocional.

Os números, porém, continuam a exigir urgência. Existem quase 6000 crianças em acolhimento residencial no país, cerca de 1000 só no distrito de Lisboa. A Santa Casa realizou até à data 255 acolhimentos familiares, acompanhando atualmente 117 famílias. “Uma casa de acolhimento, por melhor que seja, por mais recursos que tenha, nunca vai conseguir substituir o colo, a atenção individualizada e o amor que uma família pode dar”, afirmou Patrícia Bacelar. “O direito de crescer em família não é negociável, não é opcional, não é um luxo.”

patrícia bacelar a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML

O testemunho que silenciou a sala: “É duro, é tramado, vai doer. E tem de doer”

Mariana Martins, mãe de três filhos biológicos que, juntamente com o marido, decidiu tornar-se família de acolhimento pela Santa Casa, foi direta desde o início. Recusou o rótulo de heroísmo com que a sociedade por vezes envolve quem acolhe e deslocou o foco para onde considera que ele realmente pertence: os filhos Francisco, Carmo e António, que aceitaram partilhar os pais, a casa e os irmãos com crianças que sabem que um dia irão partir. “São eles os heróis”, disse.

A convidada descreveu o acolhimento como “um ato de amor. Um amor louco e muito absurdo”, capaz de transformar para sempre a história de uma família, com laços inquebráveis, mas sem ilusões: “Não existe esta linha ténue de ‘é como se fosse vosso filho’. Não é. E ainda bem que não é, porque ele terá direito à sua família para sempre.”

Sobre a chegada do bebé diretamente do hospital, foi simples: “Com um pijama, uma chupeta, um dodot e um leite em pó pequenino, e nos dizem ‘tomem’ (…) é impossível isto não mexer com as entranhas.”

O relato culminou numa conversa com o filho António sobre a despedida iminente: “Mãe, quando o bebé for embora, eu vou chorar imenso.” E propôs um plano para o luto em família: chorar a ver um filme da Disney e comer um pote de açaí.

Mariana terminou com um apelo direto: “Estas quase 6000 crianças precisam de alguém. Não se pode ficar indiferente.”

mariana martins, família de acolhimento a falar nas conversas com impacto
Mariana Martins, família de acolhimento

Chegar antes do perigo

O painel “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado pela jornalista Ângela Roque, da Rádio Renascença, reuniu três profissionais de terreno. Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, descreveu o trabalho preventivo junto das famílias no seu meio natural de vida, atuando sobre sinais subtis de mudança comportamental nas crianças, antes que a situação de risco se torne perigo declarado. Patrícia Costa, vice-presidente do Projeto Alkantara, trouxe anos de presença contínua em Alcântara e a consciência de que as problemáticas originais persistem e se agravam. Já Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge, sublinhou que a maioria das sinalizações ainda chega tarde: “O timing da intervenção é crucial.” E que a responsabilidade de olhar e sinalizar não é exclusiva dos técnicos: “Todos nós podemos ser agentes sinalizadores e temos de ter um olhar atento.”

quatro senhoras falam nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Da esq. para a dta., Ângela Roque (Rádio Renascença), Patrícia Costa (Projeto Alkantara), Susana Bernardo (Pressley Ridge) e Ana Polido (Unidade de Intervenção Familiar da SCML)

“Ninguém protege sozinho”

O encerramento das Conversas com Impacto ficou a cargo de Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa, que não escondeu o peso de trabalhar nesta área: decisões difíceis, longe dos holofotes, com elevado custo emocional. E reconheceu o que muitas vezes fica por dizer: que há um trabalho silencioso, diário e persistente que evita tragédias antes de elas acontecerem. “Proteger não é apenas responder à emergência, mas é criar condições para que a emergência não aconteça”, afirmou. E sublinhou que isso só é possível em conjunto: “Ninguém protege sozinho.”

A sessão terminou com a certeza de que proteger crianças é tarefa de todos, feita, muitas vezes, em silêncio, todos os dias, muito antes de qualquer rutura.

vice provedora da SCML a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Desporto, marcas e talento nacional em debate na 4ª Conferência Bola Branca

A iniciativa promovida pela Rádio Renascença, a que os Jogos Santa Casa se associaram, decorreu esta quinta-feira, 28 de maio, no auditório da Renascença, e reuniu vários especialistas, dirigentes, treinadores e agentes do universo desportivo.

A sessão de boas-vindas da 4.ª edição da conferência contou com a intervenção do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Paulo Sousa, que sublinhou a importância do investimento contínuo da instituição no desporto nacional e no desenvolvimento do tecido desportivo português.

O Provedor recordou que “o apoio direto dos Jogos Santa Casa ao desporto nacional, só em 2025, ascendeu a cerca de 88 milhões de euros”, reforçando o compromisso da instituição com diferentes modalidades e projetos em todo o país. Destacou ainda que “recentemente foram atribuídas 111 bolsas, reforçando um programa que já apoiou mais de 600 atletas e investiu mais de 1,7 milhões de euros no seu percurso académico e desportivo”.

Paulo Sousa salientou ainda que o “envolvimento dos Jogos Santa Casa nesta conferência enquadra-se na promoção da excelência no desporto, da ética, do combate à discriminação e do desenvolvimento do talento jovem, valores centrais na missão dos Jogos Sociais do Estado”.

Já na sessão abertura, o primeiro-ministro, Luís Montengro, elogiou os desportistas portugueses, dizendo que “temos dos melhores do mundo”, apontando que o Governo tem concretizado medidas para fomentar a prática do desporto e garantir melhores condições de treino aos atletas.

“Apesar de cada vez mais vermos as ruas preenchidas com gente a praticar desporto, nomeadamente ao ar livre, nós ainda estamos na cauda da Europa, nós ainda temos um caminho longo a percorrer para sermos um país com uma prática desportiva generalizada”, frisou.

Residência Faria Mantero

Residência Faria Mantero

Residência Faria Mantero

Ao longo do dia, a conferência promoveu vários momentos de reflexão sobre temas ligados ao presente e ao futuro do futebol, juntando diferentes perspetivas do setor desportivo, empresarial e da comunicação.

Um desses momentos foi a tertúlia “As marcas jogam à bola”, dedicada à relação entre o futebol, os patrocinadores e a construção de valor no desporto. A conversa moderada pelo jornalista José Pedro Frazão contou com a participação de Ricardo Lavos, diretor-geral dos Jogos Santa Casa, que integrou uma mesa-redonda ao lado de Nádia Reis, diretora de comunicação e ativação de marca Continente e Filipa Magalhães, Responsável da marca Sagres

A presença dos Jogos Santa Casa na conferência enaltece a sua ligação histórica ao futebol e desporto português e reforça o seu compromisso com iniciativas que promovem a reflexão, o desenvolvimento e a valorização do desporto e do talento nacional.

Pré‑Inscrição no RADAR já pode ser feita online

Através deste novo formulário, qualquer cidadão pode identificar situações de isolamento, solidão não‑desejada ou fragilidade social. O processo exige apenas três dados: nome, contacto telefónico e endereço de email, sendo posteriormente assegurado o contacto direto pela equipa RADAR para avaliação e encaminhamento.

A funcionalidade integra‑se na estratégia do Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades, sendo o RADAR uma das medidas chave, com o objetivo de reforçar a capacidade de sinalização e acompanhamento de pessoas 65+ em situação de maior vulnerabilidade na cidade de Lisboa.

A iniciativa é desenvolvida em trabalho de rede entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública, a Nova Medical School e a Rede Social de Lisboa, parceiros que asseguram uma resposta integrada, célere e ajustada às necessidades de cada pessoa.

Com esta nova ferramenta digital, o Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades dá mais um passo na construção de uma cidade mais atenta, inclusiva e com vida para todas as idades, aproximando cidadãos, serviços e comunidade.

Santa Casa abriu portas da cultura na Feira do Livro de Lisboa com programa para todas as idades

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa voltou a marcar presença na Feira do Livro de Lisboa, cuja 96.ª edição arrancou esta quarta-feira (27), no Parque Eduardo VII, com um primeiro dia muito participado e um programa diversificado que atraiu visitantes de diferentes gerações ao stand da Instituição.

Localizado junto à entrada da Praça Marquês de Pombal, o espaço da Misericórdia de Lisboa abriu portas com uma programação centrada na cultura, na formação, na inclusão e na proximidade com o público.

A manhã e a tarde foram marcadas por várias iniciativas que deram a conhecer diferentes áreas de atuação da Santa Casa, desde ações de demonstração formativa dinamizadas pelo Centro de Educação, Formação e Certificação e pelo Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel, até workshops de comida saudável, construção de adereços de moda e momentos de degustação de cocktails e aperitivos preparados pelos formandos.

A Administradora da Santa Casa, Ângela Guerra, visitou o stand da Instituição durante o primeiro dia da Feira do Livro, destacando a importância da cultura enquanto instrumento de aproximação às pessoas e sublinhando o compromisso da Misericórdia de Lisboa em continuar a promover o acesso à cultura junto de diferentes públicos e comunidades.

Outro dos momentos em destaque foi a apresentação do Caderno Técnico n.º 23, “Modelos e boas práticas educativas da SCML”, que reuniu especialistas numa conversa dedicada aos desafios e boas práticas na área educativa.

Ao longo das próximas semanas o stand da Santa Casa continuará a receber um programa especialmente pensado para famílias, crianças, jovens e adultos, combinando literatura, conhecimento, saúde, música, oficinas e atividades interativas.

Entre as várias iniciativas previstas estão ações de literacia em saúde, dedicadas a temas como o envelhecimento ativo e saúde oral, apresentações e lançamentos de publicações, mesas-redondas e conversas sobre projetos comunitários, além de oficinas criativas, ateliers, peddy papers e atividades lúdico-didáticas para os mais novos.

A animação musical também marcará presença na programação, com concertos e atuações ao vivo, incluindo a participação da Orquestra Geração da Santa Casa, num ambiente pensado para transformar o stand da instituição num espaço aberto de encontro, descoberta e partilha.

Como habitualmente, a Misericórdia de Lisboa também marca presença na Feira do Livro através da disponibilização de cadeiras de rodas para visitantes com mobilidade condicionada, contribuindo para um evento mais acessível e inclusivo para todos.

Entre livros, conversas, música e experiências interativas, há ainda espaço para descobrir algumas peças especiais disponíveis na loja da Cultura Santa Casa. Os visitantes poderão encontrar artigos com a marca Santos da Casa, produzidos por utentes do Centro de Apoio São Bento especialmente para esta edição da Feira do Livro, como empurra-livros, pousa-livros e marcadores de polegar em madeira, peças artesanais que acrescentam identidade e originalidade ao espaço da Instituição.

Assim, até 14 de junho, os motivos para visitar o stand da Santa Casa multiplicam-se diariamente, num programa que procura aproximar a cultura das pessoas e mostrar, de forma próxima e participada, o trabalho desenvolvido pela Instituição em múltiplas áreas da vida da cidade.

Programa completo – https://tinyurl.com/y2f7wz4w 

 

Santa Casa acolhe apresentação do Programa Nacional de Saúde Ocupacional 2030 e firma protocolo com a Direção Geral da Saúde

Na sessão de abertura, André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa, deu as boas-vindas aos participantes, sublinhando que a instituição, com cerca de 6000 trabalhadores, vive diariamente os desafios da saúde ocupacional. O responsável valorizou o protocolo agora firmado, que considerou uma expressão concreta de cooperação, partilha de conhecimento e desenvolvimento de iniciativas com impacto real.

Seguiu-se a intervenção de Júlio Pedro, Subdiretor Geral da Saúde, que destacou a dimensão da saúde ocupacional em Portugal, com mais de 3,6 milhões de trabalhadores abrangidos e 2,4 milhões de exames de saúde realizados em 2024, destacando a oportunidade de transformar esta presença em mais qualidade, prevenção e equidade. Júlio Pedro enquadrou o PNSO 2030 como uma resposta aos desafios atuais e emergentes, do envelhecimento ativo aos riscos psicossociais, da digitalização às novas formas de organização do trabalho, defendendo uma ação conjunta entre instituições públicas, parceiros sociais e organizações com impacto social como a Santa Casa.

Por sua vez, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, José Rocha Nogueira, apresentou os eixos estratégicos do PNSO 2030, reforçando a necessidade de integrar a saúde ocupacional nas políticas de prevenção e na gestão das organizações.

Seguiu-se uma mesa-redonda, subordinada ao tema Saúde ocupacional: Valor que transforma a sociedade, moderada por Miguel Telo de Arriaga, da DGS, que representantes da Autoridade para as Condições do Trabalho, da Ordem dos Enfermeiros, da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho, da União Geral de Trabalhadores (UGT) e da (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

sete pessoas sentadas na sala de extrações da SCML
Da esq. para a dta., Miguel Telo de Arriaga (DGS), Cristina Rodrigues (ACT), Eugénia Alentejo (Ordem dos Enfermeiros), João Ferreira (Medicina do Trabalho), Vanda Cruz (UGT), Mário Freitas (Ordem dos Médicos) e Francisco Barros (CCP).
André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa para a Saúde
André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa para a Saúde
Júlio Pedro Subdiretor Geral da Saúde
Júlio Pedro, Subdiretor Geral da Saúde
José Rocha Nogueira, Coordenador do PNSO 2030
José Rocha Nogueira, Coordenador do PNSO 2030

A sessão encerrou com a intervenção da Diretora Geral da Saúde, Rita Sá Machado, seguida da assinatura do Protocolo de Parceria entre a DGS e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que formaliza uma colaboração técnica e institucional para reforçar a promoção da saúde ao longo do ciclo de vida.

O acordo estabelece um enquadramento de cooperação entre as duas entidades para o desenvolvimento e implementação conjunta de iniciativas, projetos, campanhas e eventos de prevenção da doença e promoção da saúde. Prevê ainda o apoio mútuo na promoção da literacia em saúde e a partilha de informação relevante e boas práticas.

No âmbito desta colaboração, a Santa Casa compromete-se a disponibilizar espaços, recursos e meios próprios para a realização das atividades, a participar na planificação, divulgação e execução das iniciativas e a partilhar informação útil sobre os públicos-alvo e territórios de intervenção.

Por sua vez, a DGS assume a definição das prioridades técnicas e dos conteúdos das ações, garantindo o alinhamento com os programas nacionais, disponibilizando materiais técnicos, produtos de comunicação e, quando aplicável, formação aos profissionais envolvidos, além de participar na divulgação das atividades conjuntas.

O protocolo prevê ainda a criação de um grupo de trabalho conjunto, com reuniões semestrais, para acompanhar a execução das iniciativas, e estabelece uma vigência inicial de três anos, renovando-se automaticamente por iguais períodos, salvo denúncia prévia.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas