logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Dois dias de eventos assinalam fim da exposição “Filhos de Todos… Filhos de Quem? Os Expostos da Roda de Lisboa”

No sábado, dia 2 de maio, será apresentado o catálogo da exposição “Filhos de todos… Filhos de quem? Os expostos da roda de Lisboa”. O evento irá decorrer às 15h30 na Brotéria e terá Marco Neves, do Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas da Universidade Nova de Lisboa, como orador. A entrada é gratuita, ocorrendo por ordem de chegada, pois a lotação é limitada.

Mais tarde, às 21h00, a Igreja de São Roque irá acolher um momento muito especial: o concerto de J. Haydn, “As Sete Últimas Palavras de Cristo”. Interpretado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e dirigido pelo maestro Pedro Neves, o concerto terá entrada gratuita, por ordem de chegada e com lotação limitada (as portas abrirão 30 minutos antes do início).

No domingo, dia 3 de maio, o Museu de São Roque apresentará a performance imersiva “Tal como o silêncio [de luto e de luzes]”, uma produção da Associação Compassio. Com duas sessões, às 15h05 e às 17h35, a entrada é gratuita, ocorrendo também por ordem de chegada, devido à lotação limitada.

Inaugurada em novembro passado, a exposição “Filhos de todos… filhos de quem? Os expostos da roda de Lisboa” esteve patente na Galeria de Exposições Temporária do Museu de São Roque. Durante cerca de cinco meses, a mostra “convidou” todos os visitantes a refletir sobre o abandono infantil, os sistemas de acolhimento, a identidade e a memória, tendo como ponto de partida os sinais deixados com as crianças expostas na roda: bilhetes manuscritos, pequenos objetos, imagens, entre muitos outros, assim como obras de Leonardo da Vinci, Almada Negreiros, Graça Morais, Júlio Pomar e Paula Rego.

Com sol, golos e emoção, o Torneio Intercasas voltou a encher o 1.º de Maio

Promovido pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF), o Torneio Intercasas chegou à sua 19.ª edição, mantendo-se como uma das atividades mais queridas pelos miúdos. “É talvez a atividade mais antiga que a Direção tem”, afirmou António Santinha, Diretor de Unidade de Apoio à Autonomização da DIJF da SCML. “Todos os anos, eles fazem questão de nos lembrar que isto tem de acontecer. Estamos cá por eles.”

Equipas misturadas, emoções à flor da pele

Ao longo do dia, 18 equipas disputaram jogos nos três escalões definidos por idades. Como é tradição, as equipas misturavam crianças de diferentes casas de acolhimento, o que, como dizia o responsável, “dá depois uma valente confusão quando é a entrega da taça, porque… para que casa é que ela vai depois?”

Dentro de campo, houve de tudo: fintas, quedas, gritos e, claro, golos. E houve também goleadas memoráveis. A mais comentada, um expressivo 12–1, foi celebrada como se fosse uma final da Champions. No fim, a grande vencedora, depois de um jogo muito disputado e equilibrado, foi a equipa de Santo António, seguida pela de Rainha Santa, que garantiu o segundo lugar com uma exibição cheia de garra.

“Isto é para eles. Tudo!”, reiterou Santinha. “O torneio só faz sentido porque eles o querem, porque o vivem, porque o puxam para a frente”, dizia, enquanto chamava mais duas equipas para o relvado. “O importante é que se divirtam, que convivam, que percebam que o futebol é isto: alegria, respeito e muita entreajuda.”

A voz dos miúdos

Entre o barulho das claques improvisadas, as crianças falavam com a espontaneidade que só elas têm. Ivan, de 7 anos, dizia com convicção: “O torneio é o melhor que temos aqui na Santa Casa! É fixe participar e acho que é bom para nós e para todos. Devíamos ter mais dias para continuar a receber taças! E é bom conviver com os outros meninos também.”

Já João Sequeira, de 20 anos, veterano do Intercasas, sorria ao recordar o percurso: “Já jogo aqui há muito tempo. Quero participar todos os anos. Viva o Intercasas!” Este entusiasmo pelo torneio valeu a João o Prémio Fair-Play, depois de ter jogado por… cinco equipas ao longo do dia. “Ele quer é jogar!”, comentava-se entre risos.

E por falar em prémios, uma estreia: a jovem Vitória destacou-se na sua Liga (dos 10 aos 14 anos) com defesas decisivas, o que lhe valeu o Prémio de Melhor Guarda-Redes. Uma menina no meio de meninos a ganhar o reconhecimento dos pares.

Jogo em andamento, crianças a disputar a bola no torneio intercasas
A energia do torneio fez‑se sentir em cada jogada
Entrega de troféus, jovem com adulto ao lado no torneio intercasas
Um momento de orgulho partilhado, com Beto a abraçar um dos jogadores premiados
Rui Godinho levanta troféu com equipa vencedora do seu escalão

Legends: A novidade que levou miúdos e graúdos ao rubro

A grande novidade deste ano foi o Projeto Legends, que trouxe ao torneio figuras maiores do futebol português. Sílvio Pereira, ex-lateral do Benfica, e Jorge Andrade, ex-central do FC Porto, juntaram-se a Beto Pimparel, antigo guarda-redes do Sporting e membro do Conselho de Administração da Fundação da Federação Portuguesa de Futebol.

Para muitos miúdos, eram nomes desconhecidos. Para os adultos, eram memórias vivas. “O Legends é uma iniciativa que começámos a fazer este ano ao abrigo de um protocolo que a Santa Casa tem com a Fundação do Futebol. A ideia é simples: trazer até aos miúdos alguns dos craques do futebol que fizeram história, mas que muitos deles já não conhecem”, explica António Santinha. “O que queremos é aproximar estas figuras dos miúdos, mostrar-lhes que os jogadores são pessoas normais, com histórias para contar. Isso é muito importante para eles perceberem que há muitos caminhos possíveis.”

De facto, os miúdos não perderam tempo: pediram autógrafos, selfies, fotografias em grupo e mostraram chuteiras e camisolas para serem assinadas. Os ex-jogadores corresponderam com paciência e sorrisos. Beto Pimparel sublinhou o sentido da sua presença: “Fazia todo o sentido estar aqui. A Santa Casa faz um trabalho importantíssimo pelos jovens e eu quis dar-lhes este estímulo.”

Sílvio Pereira confessou ter regressado à infância: “Tal como eles, eu também já fui criança. Hoje proporcionámos um momento alegre às crianças, e a mim também.” Já Jorge Andrade destacou a importância de criar referências positivas: “Eles já sonham. E podem ser craques, não só no futebol, mas na vida.”

Assinatura e entrega de camisolas no torneio intercasas
Sílvio assina camisolas de fãs...
Linha de jogadores no centro do campo no torneio intercasas
... e junta-se às equipas para jogar
Entrega de troféu a jovem a receber taça alta no torneio intercasas
Jogador recebe das mãos de Beto distinção especial

A entrega dos prémios: o momento mais esperado

O encerramento do torneio trouxe ao relvado os responsáveis pela entrega das distinções: Rui Godinho, diretor da DIJF; Beto Pimparel; José Carvalho, diretor do Departamento de Desporto da Fundação Inatel; e Susana Loureiro, diretora do Parque de Jogos da Fundação.

Entre aplausos, medalhas e taças, o 19.º Torneio Intercasas fechou mais uma edição repleta de memórias. No fim, o que ficou não foram apenas os golos, mas a energia de um campo cheio de vida e a certeza de que este sábado de sol será recordado como um dos dias mais felizes do ano para estes jovens.

Equipa pequena com troféus e medalhas em frente à baliza com Jorge Andrade no torneio intercasas
Jorge Andrade ao lado de vários jogadores da equipa vencedora do torneio...
... tinha um fã à sua espera vestido com a camisola do Porto
José Carvalho (INATEL) entrega prémio a equipa vencedora do seu escalão

Torneio Intercasas — Síntese da Participação e Resultados

Equipas participantes 14 equipas com elementos das Casas de Acolhimento da DIIJF e filhos de colaboradores;
Total de participantes 160 pessoas;
Organização desportiva –  Jovens dos Apartamentos de Autonomia da DIIJF;
Apoio técnico DCIM – som, música e animação;
Entidades parceiras –  Fundação INATEL, Fundação Sporting, Fundação Benfica, Fundação do Futebol;
Iniciativa especial – Legends com Sílvio Pereira, Beto Pimparel e Jorge Andrade;
Prémio Especial Fair Play – João Sequeira.

Resultados por Liga

Liga 1 (6–10 anos)
1.º Fonte / ILPA
2.º CAPAM / Nossa Casa
3.º Santa Teresinha / São Francisco de Assis

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Diego
Melhor Marcador – Leandro

Liga 2 (11–14 anos)
1.º Novo Rumo / Relvado
2.º ILPA / Fonte
3.º Santa Teresinha / Rainha Santa / CAPAM

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Vitória
Melhor Marcador  – David

Liga 3 (15–18 anos)
1.º Santo António
2.º Rainha Santa
3.º Nossa Senhora de Fátima

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Elísio
Melhor Marcador  – Enzo

Embaixador do Japão visita Santa Casa

O Embaixador do Japão em Portugal, Tsutomu Nakagawa, realizou na terça-feira, 27 de abril, uma visita institucional à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Acompanhado pelo Professor António Rebelo de Sousa, o Embaixador japonês foi recebido na Sala de Sessões por Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa.

Após uma breve apresentação do trabalho da Instituição e da habitual troca de lembranças, a comitiva teve depois oportunidade de visitar a Igreja de São Roque e a exposição “Filhos de Todos… Filhos de Quem? Os Expostos da Roda de Lisboa”, numa visita acompanhada por Teresa Nicolau, diretora da Cultura da Santa Casa, e Francisco d’Orey, diretor do Arquivo Histórico e coordenador desta exposição.

Por fim, Tsutomu Nakagawa pôde visitar a Casa Ásia-Coleção Francisco Capelo, em particular as salas dedicadas à arte japonesa, ficando a promessa de regressar para visitar a mostra por completo.

Lotaria do Dia da Mãe: Um prémio que celebra quem nos deu tudo

Com início hoje, dia 27 de abril, e a decorrer até 4 de maio, a campanha deste ano parte de uma pergunta inspiradora: “A sua Mãe já sabe a sorte que tem?”. A iniciativa reforça a ideia de que a maior riqueza de uma mãe é o seu filho, sugerindo que, este ano, essa ligação possa ser celebrada com um prémio capaz de transformar vidas.

O valor do primeiro prémio está fixado em 1.200.000,00 €, mantendo a Lotaria do Dia da Mãe o seu posicionamento único no mercado. As vendas de bilhetes decorrem até às 11h30 do dia 5 de maio, data em que se realizará o sorteio. A extração terá lugar na Sala de Extrações a partir das 12h00, com transmissão em direto na RTP1, no programa Praça da Alegria.

Para assinalar o momento, a Sala de Extrações contará com a atuação de Ana Bacalhau. A artista preparou um momento musical exclusivo para esta celebração, juntando-se assim à prestigiada lista de figuras da música portuguesa que habitualmente marcam presença nas datas comemorativas da Lotaria Clássica.

No Dia da Mãe, a tradição volta a cumprir-se com emoção, música e a esperança de um prémio que muda destinos.

Santa Casa volta a marcar presença no Hospital da Bonecada

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa volta a marcar presença no Hospital da Bonecada, que arranca esta sexta-feira, 24 de abril, na Praça Central do Centro Comercial Colombo. A iniciativa, que este ano vai na sua 25.ª edição, é um projeto da Associação de Estudantes da NOVA Medical School desenhado para afastar o medo das crianças relacionado com os cuidados de saúde.

Assim, através de simulações de tratamentos e exames aos bonecos que as crianças levam, os mais pequenos vão perdendo o chamado Síndrome da Bata Branca, além de poderem ser, eles próprios, médicos por um dia, numa lógica didática, pedagógica e muito divertida.

Com várias valências de saúde na sua organização, a Santa Casa não poderia deixar de marcar presença nesta nova edição, para a qual preparou a Oficina da Saúde, juntando o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana e a Unidade W+ – Saúde Mental. Além disso, à semelhança de anos anteriores, o evento terá a visita de crianças utentes de equipamentos da Misericórdia de Lisboa.

A 25.ª edição do Hospital da Bonecada decorre de 24 de abril a 5 de maio e pode ser visitada das 10h00 às 21h00 (última entrada às 20h30). A entrada é gratuita e destina-se a crianças dos três aos 10 anos.

Casa do Impacto foi distinguida pelo terceiro ano consecutivo pelo Financial Times

A Casa do Impacto, hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), foi distinguida pelo terceiro ano consecutivo na lista Europe’s Leading Start-up Hubs, publicada pelo Financial Times em parceria com a Statista e a Sifted.

Em 2026, este reconhecimento ganha especial relevância. Pela primeira vez, a Casa do Impacto é explicitamente categorizada como hub de “Social Impact”, consolidando um percurso consistente e de excelência no panorama europeu da inovação.

A presença contínua nesta lista, que integra 180 organizações de vários países europeus, resulta de um processo de avaliação exigente e altamente competitivo. A metodologia inclui inquéritos a participantes dos programas, avaliação por especialistas e análise de indicadores como qualidade da mentoria, networking e impacto das startups apoiadas. Este contexto torna ainda mais relevante o facto de a Casa do Impacto manter uma presença consistente, sendo uma das poucas organizações que permanecem ao longo das diferentes edições e uma das raras representantes portuguesas.

A evolução da categorização ao longo dos últimos três anos reflete o posicionamento estratégico da instituição. Em 2024, foi reconhecida como hub de impacto. Em 2025, a categoria sustentabilidade reforçou a sua ligação ao impacto social e ambiental. Em 2026, a sua missão é afirmada de forma clara na categoria Social Impact, integrando um grupo muito restrito de apenas quatro organizações europeias, entre as quais a Casa do Impacto se destaca.

Este reconhecimento evidencia não só a qualidade do trabalho desenvolvido, mas também a importância crescente do empreendedorismo social no ecossistema europeu, posicionando a Casa do Impacto como uma referência neste domínio.

“Estar na lista Europe’s Leading Start-up Hubs do Financial Times pela terceira vez legitima o nosso trabalho e reconhece-lhe estabilidade, maturidade e a capacidade de nos mantermos relevantes face à crescente competição no setor e às constantes transformações socioeconómicas. É também um reconhecimento da SCML como instituição inovadora que combina cinco séculos de missão social com liderança em inovação orientada para o impacto”, afirma Nuno Comando, Diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto.

 

Consulte a notícia do Financial Times e a lista completa de Hubs distinguidos neste link.

Mitra acolhe exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)”

Inaugurou na quarta-feira, 22 de abril, nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa, a exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)”. Esta mostra do arquivo da Associação Cultural Ephemera cobre todo o período da ditadura e todas as correntes políticas e ideológicas perseguidas, como o republicanismo democrático, o anarquismo, o comunismo, o socialismo, o catolicismo progressista ou o esquerdismo.

Na inauguração marcou presença Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, parceira da iniciativa, e José Pacheco Pereira, curador da exposição, com o apoio de Carlos Nuno e Manuel Falcão, em mais um grande evento neste histórico espaço da cidade de Lisboa.

A exposição revela a comunicação clandestina na luta contra o regime através de uma coleção com origem em doações e aquisições, quer de instituições, quer de pessoas individuais, algumas das quais tiveram um papel relevante na própria produção e distribuição de materiais clandestinos. Presentes na Mitra estão documentos do espólio de Carlos da Fonseca (doados pela Fundação Gulbenkian), de Francisco Martins Rodrigues, de José Miguel Carvalho, de José Pacheco Pereira, aquisições de coleções do Avante!, entre outros.

A mostra decorre em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e APIGRAF.

A exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)” pode ser visitada até 30 de junho, de sexta a domingo, das 10h às 18 horas, e a entrada é gratuita.

Jogos Santa Casa lançam novo site de Jogo Responsável

O portal moderniza a comunicação da marca JSC no domínio do Jogo Responsável, apresentando um design intuitivo e totalmente responsivo, com navegação simplificada, função de pesquisa e estrutura multipáginas. A plataforma foi concebida para melhorar a experiência do utilizador e facilitar o acesso a informação essencial para um jogo consciente.

Além da renovação visual, o site nasce como plataforma evolutiva, preparada para integrar novos conteúdos, áreas dinâmicas e ferramentas de apoio ao jogador. Reúne um conjunto de medidas preventivas, orientações e ferramentas que ajudam o apostador a manter hábitos de jogo moderados e ajustados à sua disponibilidade financeira e de tempo, preservando o bem‑estar pessoal, familiar, social e profissional.

Entre as principais mensagens, destacam-se:

  • A campanha “Saber Parar também é Ganhar”, focada na sensibilização para comportamentos equilibrados e na prevenção de dependências.
  • A reafirmação de que o jogo a dinheiro é exclusivo para maiores de 18 anos, com forte ênfase na proteção de menores.
  • Informação sobre práticas de prevenção, apoio à decisão informada e monitorização de comportamentos de risco.

Os Jogos Santa Casa seguem as boas práticas e comprometem-se com a melhoria contínua da sua Política de Jogo Responsável. A certificação em jogo responsável, atribuída pelas Associações internacionais de Lotarias, reflete o reconhecimento público deste compromisso.

A nova página de Jogo Responsável dos Jogos Santa Casa reúne, assim, num único espaço, a política institucional, medidas de prevenção, conteúdos educativos e informação de apoio ao jogador. 

Uma segunda vida depois do Alcoitão…

Uma dor de cabeça intensa. Falta de força nas mãos. Pequenos sinais do corpo que indicavam que algo não estava bem. E não estava. Naquele dia 26 de junho de 2011, uma trombose venosa cerebral atirou Diana Wong Ramos para a cama de um hospital, primeiro no São José, depois no Hospital Fernando da Fonseca e, por fim, para o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o equipamento da Misericórdia de Lisboa que é carinhosamente apelidado de CMRA.

Foi no Alcoitão que permaneceu longos meses. Sem mexer os braços e as pernas, com sequelas no rosto, com ajuda para fazer quase tudo, desde o mais pequeno e corriqueiro gesto do quotidiano, como limpar uma lágrima. Olhando para trás, para aqueles longínquos tempos, não restam dúvidas de que o período em que permaneceu no CMRA foi um tempo de combate e de aprendizagem, de fragilidade intercalada com força, de desânimo versus luta.

“Acredito que, havendo empatia, fica mais fácil! Nunca, em nenhum momento, os profissionais do Alcoitão me fizeram sentir um ‘caso perdido’ ”, sublinha Diana, nesta viagem ao passado.

Desde então, muito mudou na vida desta ex-jornalista de uma conhecida e antiga revista cor-de-rosa, a Nova Gente. Na sua segunda vida, nesta nova oportunidade que lhe foi oferecida, Diana tornou-se um dos rostos nacionais mais conhecido dos sobreviventes de AVC, fazendo parte do grupo de coordenadores nacionais para a divulgação e implementação do Plano de Ação para o AVC na Europa 2018-2030. Enquanto “dá a cara” pelas vítimas de AVC e partilha a sua experiência, espera contribuir para que os cidadãos possam detetar precocemente os sinais da doença. Uma doença que é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, com cerca de 70 casos novos por dia, que faz encher as camas do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Jardim do CMRA

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão assinala hoje, dia 20 de abril, 60 anos desde que recebeu o primeiro utente. Erguido com o auxílio das receitas do Totobola, o centro tem sabido adaptar-se às necessidades dos milhares de doentes que por ali passam

Talvez por isso, Diana não se canse de elogiar os que trabalham no Alcoitão, recordando sempre o humanismo e a dedicação dos profissionais, assim como muitos e muitos episódios que hoje, tal como então, lhe enchem o coração: “Recordo o carinho com que me acolheram, não só a mim, como à minha família. Os meus filhos, na altura com 9 e 7 anos, iam visitar-me todos os finais de tarde e, apesar das circunstâncias, divertíamo-nos muito a jogar Boccia com os restantes utentes”, relembra.

Acima de tudo, Diana destaca “a gratidão e os amigos” que leva para a vida, assim como as muitas pessoas que “renascem graças ao Centro de Reabilitação de Alcoitão”. As lembranças não têm fim e surgem ainda mais fortes nesta altura, em que se assinala mais um aniversário (os emblemáticos 60 anos de existência) do CMRA.

“Quando partilho o meu testemunho pessoal de sobrevivente de AVC, o meu objetivo principal é passar uma mensagem de esperança. Vivi momentos muito difíceis, houve alturas em que pensei nunca mais recuperar a minha independência, mas graças ao programa de reabilitação multidisciplinar de que usufruí no Centro de Alcoitão, e também graças ao meu trabalho e força de vontade, sem esquecer o apoio incondicional do meu marido e nossos filhos, consegui fazer o ‘luto do AVC’! Um dos lemas da PT.AVC é precisamente “Com o AVC a vida não termina, quando muito adequa-se!”, refere Diana Wong Ramos.

Decorrida mais de uma década desde que esteve internada no CMRA, muito mudou na vida de Diana. Fundadora da Associação Portugal AVC, desde 2017 que organiza as sessões mensais daquela entidade no Alcoitão, como aquela que ocorreu em fevereiro passado e na qual esteve presente a contar a “sua história”. Por lá já passaram centenas de pessoas, que partilham sentimentos, experiências, dúvidas e dor relacionadas com a doença, e com quem mantém um contacto próximo. A importância destes encontros é inegável, sobretudo para quem está a aprender a viver ou a recuperar de um AVC.

“O Acidente Vascular Cerebral é a principal causa de morte e invalidez no nosso país, e quando uma doença impactante como esta nos bate à porta, é impossível não repensarmos prioridades… Na altura [em 2011] não havia nenhuma associação à qual pudéssemos recorrer para retirar dúvidas, encontrar informação prática e foi com esse intuito que, juntamente com outros sobreviventes de AVC – e também alguns profissionais de saúde que se quiseram juntar – formámos a PT.AVC-União de Sobreviventes, Familiares e Amigos”, explica Diana, admitindo que, durante o seu internamento, gostaria de ter usufruído destes convívios entre pares.

“No entanto, também não escondo o orgulho que sinto por poder proporcionar estes momentos aos sobreviventes de AVC – e também seus familiares – que vou conhecendo no Centro de Reabilitação de Alcoitão”, acrescenta.

Casos como o de Diana Wong Ramos repetem-se no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, com mais ou menos sucesso. As histórias de quem lá está ou por quem já lá passou são infinitas. E ainda que cada história seja uma história, todas diferentes e com finais distintos, alguns pormenores são comuns a quase todas as pessoas que “renasceram” em Alcoitão: a gratidão de quem lá esteve, o humanismo de quem lá trabalha e os amigos adquiridos nesses momentos difíceis, os quais permanecem na “segunda vida”.

Impacto dos AVC´s em Portugal:

  • Aproximadamente 25 a 30 mil internamentos anuais;
  • Cerca de 35% a 41% dos sobreviventes ficam dependentes de terceiros para atividades básicas;
  • Existe um risco elevado de recorrência, tornando a prevenção (estilo de vida, medicação, etc.) essencial após o primeiro evento.

Santa Casa assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios nos seus espaços museológicos

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, assinalado todos os anos a 18 de abril, não vai passar despercebido nos espaços museológicos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que prepararam uma programação especial para este fim de semana.

As iniciativas do Museu de São Roque começam logo pela manhã, com um passeio pedestre agendado para as 10 horas, dedicado às escadarias barrocas das redondezas e às respetivas referências na História da Arte. O ponto de partida acontece no Convento de São Pedro de Alcântara e do trajeto fazem parte:

  • Convento de São Pedro de Alcântara (Escadaria do Cortile del Belvedere de Roma / Escadaria de ida e volta castelhana)
  • Palácio Ludovice (Escadaria de Monte Cavallo de Roma)
  • Brotéria (Escadaria do British Museum)
  • São Roque (Vis St Gilles / Escadaria funcional de Andrea Palladio)
  • Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo (Scala d’Oro do Palácio Ducal de Veneza)

Já da parte da tarde, a partir das 15h00, terá lugar um workshop dedicado às famílias com crianças dos 6 aos 15 anos, sob o tema “Desenhar a cidade – Exercícios sobre arquitetura e urbanismo”.

A participação nestas atividades é gratuita, mas requer marcação através do telefone 213535449 ou do email museusaoroque@scml.pt.

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo assinala 2.º aniversário

Além do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no sábado, a programação da Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo estende-se também ao domingo, em virtude da comemoração dos eu 2.º aniversário.

No sábado há visitas guiadas, uma conferência e um workshop:

  • 11h – “Que tesouros contam as reservas do museu?” – Visita guiada às reservas da CA-CFC, com Paulo santos Costa
  • 14h – “Na Rota da Ásia” – Visita à coleção CA-CFC, com Pedro Rocha
  • 16h – “O Ano Chinês do Cavalo de Fogo: os calendários chinês e gregoriano” – Conferência de Carlota Simões
  • 17h – Tai Chi e viagem até à China do “Templo dos 5 Imortais” – Palestra e workshop, com Vasco Daniel Baião

Já no domingo haverá também uma atividade para famílias e um momento musical:

  • 11h – “Na Rota da Ásia” – Visita à coleção CA-CFC, com Pedro Rocha
  • 11h – “Vamos construir lanternas chinesas?” – Atividade para famílias (com crianças dos 7 aos 12 anos) com Catarina França e Dora Castelo
  • 15h – “Há peças novas no museu!” – Visita guiada com o colecionador Francisco Capelo
  • 17h – Momento Musical – Escola Chinesa de Lisboa
  • 18h – Porto de honra

Pode obter mais informações sobre a programação através dos números 213 235 250 / 213 235 400 ou do email ca.cfc@scml.pt.

Participe no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com a Santa Casa!

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas