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Santa Casa volta a marcar presença no Hospital da Bonecada

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa volta a marcar presença no Hospital da Bonecada, que arranca esta sexta-feira, 24 de abril, na Praça Central do Centro Comercial Colombo. A iniciativa, que este ano vai na sua 25.ª edição, é um projeto da Associação de Estudantes da NOVA Medical School desenhado para afastar o medo das crianças relacionado com os cuidados de saúde.

Assim, através de simulações de tratamentos e exames aos bonecos que as crianças levam, os mais pequenos vão perdendo o chamado Síndrome da Bata Branca, além de poderem ser, eles próprios, médicos por um dia, numa lógica didática, pedagógica e muito divertida.

Com várias valências de saúde na sua organização, a Santa Casa não poderia deixar de marcar presença nesta nova edição, para a qual preparou a Oficina da Saúde, juntando o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana e a Unidade W+ – Saúde Mental. Além disso, à semelhança de anos anteriores, o evento terá a visita de crianças utentes de equipamentos da Misericórdia de Lisboa.

A 25.ª edição do Hospital da Bonecada decorre de 24 de abril a 5 de maio e pode ser visitada das 10h00 às 21h00 (última entrada às 20h30). A entrada é gratuita e destina-se a crianças dos três aos 10 anos.

Casa do Impacto foi distinguida pelo terceiro ano consecutivo pelo Financial Times

A Casa do Impacto, hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), foi distinguida pelo terceiro ano consecutivo na lista Europe’s Leading Start-up Hubs, publicada pelo Financial Times em parceria com a Statista e a Sifted.

Em 2026, este reconhecimento ganha especial relevância. Pela primeira vez, a Casa do Impacto é explicitamente categorizada como hub de “Social Impact”, consolidando um percurso consistente e de excelência no panorama europeu da inovação.

A presença contínua nesta lista, que integra 180 organizações de vários países europeus, resulta de um processo de avaliação exigente e altamente competitivo. A metodologia inclui inquéritos a participantes dos programas, avaliação por especialistas e análise de indicadores como qualidade da mentoria, networking e impacto das startups apoiadas. Este contexto torna ainda mais relevante o facto de a Casa do Impacto manter uma presença consistente, sendo uma das poucas organizações que permanecem ao longo das diferentes edições e uma das raras representantes portuguesas.

A evolução da categorização ao longo dos últimos três anos reflete o posicionamento estratégico da instituição. Em 2024, foi reconhecida como hub de impacto. Em 2025, a categoria sustentabilidade reforçou a sua ligação ao impacto social e ambiental. Em 2026, a sua missão é afirmada de forma clara na categoria Social Impact, integrando um grupo muito restrito de apenas quatro organizações europeias, entre as quais a Casa do Impacto se destaca.

Este reconhecimento evidencia não só a qualidade do trabalho desenvolvido, mas também a importância crescente do empreendedorismo social no ecossistema europeu, posicionando a Casa do Impacto como uma referência neste domínio.

“Estar na lista Europe’s Leading Start-up Hubs do Financial Times pela terceira vez legitima o nosso trabalho e reconhece-lhe estabilidade, maturidade e a capacidade de nos mantermos relevantes face à crescente competição no setor e às constantes transformações socioeconómicas. É também um reconhecimento da SCML como instituição inovadora que combina cinco séculos de missão social com liderança em inovação orientada para o impacto”, afirma Nuno Comando, Diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto.

 

Consulte a notícia do Financial Times e a lista completa de Hubs distinguidos neste link.

Mitra acolhe exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)”

Inaugurou na quarta-feira, 22 de abril, nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa, a exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)”. Esta mostra do arquivo da Associação Cultural Ephemera cobre todo o período da ditadura e todas as correntes políticas e ideológicas perseguidas, como o republicanismo democrático, o anarquismo, o comunismo, o socialismo, o catolicismo progressista ou o esquerdismo.

Na inauguração marcou presença Paulo Sousa, Provedor da Misericórdia de Lisboa, parceira da iniciativa, e José Pacheco Pereira, curador da exposição, com o apoio de Carlos Nuno e Manuel Falcão, em mais um grande evento neste histórico espaço da cidade de Lisboa.

A exposição revela a comunicação clandestina na luta contra o regime através de uma coleção com origem em doações e aquisições, quer de instituições, quer de pessoas individuais, algumas das quais tiveram um papel relevante na própria produção e distribuição de materiais clandestinos. Presentes na Mitra estão documentos do espólio de Carlos da Fonseca (doados pela Fundação Gulbenkian), de Francisco Martins Rodrigues, de José Miguel Carvalho, de José Pacheco Pereira, aquisições de coleções do Avante!, entre outros.

A mostra decorre em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e APIGRAF.

A exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)” pode ser visitada até 30 de junho, de sexta a domingo, das 10h às 18 horas, e a entrada é gratuita.

Jogos Santa Casa lançam novo site de Jogo Responsável

O portal moderniza a comunicação da marca JSC no domínio do Jogo Responsável, apresentando um design intuitivo e totalmente responsivo, com navegação simplificada, função de pesquisa e estrutura multipáginas. A plataforma foi concebida para melhorar a experiência do utilizador e facilitar o acesso a informação essencial para um jogo consciente.

Além da renovação visual, o site nasce como plataforma evolutiva, preparada para integrar novos conteúdos, áreas dinâmicas e ferramentas de apoio ao jogador. Reúne um conjunto de medidas preventivas, orientações e ferramentas que ajudam o apostador a manter hábitos de jogo moderados e ajustados à sua disponibilidade financeira e de tempo, preservando o bem‑estar pessoal, familiar, social e profissional.

Entre as principais mensagens, destacam-se:

  • A campanha “Saber Parar também é Ganhar”, focada na sensibilização para comportamentos equilibrados e na prevenção de dependências.
  • A reafirmação de que o jogo a dinheiro é exclusivo para maiores de 18 anos, com forte ênfase na proteção de menores.
  • Informação sobre práticas de prevenção, apoio à decisão informada e monitorização de comportamentos de risco.

Os Jogos Santa Casa seguem as boas práticas e comprometem-se com a melhoria contínua da sua Política de Jogo Responsável. A certificação em jogo responsável, atribuída pelas Associações internacionais de Lotarias, reflete o reconhecimento público deste compromisso.

A nova página de Jogo Responsável dos Jogos Santa Casa reúne, assim, num único espaço, a política institucional, medidas de prevenção, conteúdos educativos e informação de apoio ao jogador. 

Uma segunda vida depois do Alcoitão…

Uma dor de cabeça intensa. Falta de força nas mãos. Pequenos sinais do corpo que indicavam que algo não estava bem. E não estava. Naquele dia 26 de junho de 2011, uma trombose venosa cerebral atirou Diana Wong Ramos para a cama de um hospital, primeiro no São José, depois no Hospital Fernando da Fonseca e, por fim, para o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o equipamento da Misericórdia de Lisboa que é carinhosamente apelidado de CMRA.

Foi no Alcoitão que permaneceu longos meses. Sem mexer os braços e as pernas, com sequelas no rosto, com ajuda para fazer quase tudo, desde o mais pequeno e corriqueiro gesto do quotidiano, como limpar uma lágrima. Olhando para trás, para aqueles longínquos tempos, não restam dúvidas de que o período em que permaneceu no CMRA foi um tempo de combate e de aprendizagem, de fragilidade intercalada com força, de desânimo versus luta.

“Acredito que, havendo empatia, fica mais fácil! Nunca, em nenhum momento, os profissionais do Alcoitão me fizeram sentir um ‘caso perdido’ ”, sublinha Diana, nesta viagem ao passado.

Desde então, muito mudou na vida desta ex-jornalista de uma conhecida e antiga revista cor-de-rosa, a Nova Gente. Na sua segunda vida, nesta nova oportunidade que lhe foi oferecida, Diana tornou-se um dos rostos nacionais mais conhecido dos sobreviventes de AVC, fazendo parte do grupo de coordenadores nacionais para a divulgação e implementação do Plano de Ação para o AVC na Europa 2018-2030. Enquanto “dá a cara” pelas vítimas de AVC e partilha a sua experiência, espera contribuir para que os cidadãos possam detetar precocemente os sinais da doença. Uma doença que é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, com cerca de 70 casos novos por dia, que faz encher as camas do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Jardim do CMRA

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão assinala hoje, dia 20 de abril, 60 anos desde que recebeu o primeiro utente. Erguido com o auxílio das receitas do Totobola, o centro tem sabido adaptar-se às necessidades dos milhares de doentes que por ali passam

Talvez por isso, Diana não se canse de elogiar os que trabalham no Alcoitão, recordando sempre o humanismo e a dedicação dos profissionais, assim como muitos e muitos episódios que hoje, tal como então, lhe enchem o coração: “Recordo o carinho com que me acolheram, não só a mim, como à minha família. Os meus filhos, na altura com 9 e 7 anos, iam visitar-me todos os finais de tarde e, apesar das circunstâncias, divertíamo-nos muito a jogar Boccia com os restantes utentes”, relembra.

Acima de tudo, Diana destaca “a gratidão e os amigos” que leva para a vida, assim como as muitas pessoas que “renascem graças ao Centro de Reabilitação de Alcoitão”. As lembranças não têm fim e surgem ainda mais fortes nesta altura, em que se assinala mais um aniversário (os emblemáticos 60 anos de existência) do CMRA.

“Quando partilho o meu testemunho pessoal de sobrevivente de AVC, o meu objetivo principal é passar uma mensagem de esperança. Vivi momentos muito difíceis, houve alturas em que pensei nunca mais recuperar a minha independência, mas graças ao programa de reabilitação multidisciplinar de que usufruí no Centro de Alcoitão, e também graças ao meu trabalho e força de vontade, sem esquecer o apoio incondicional do meu marido e nossos filhos, consegui fazer o ‘luto do AVC’! Um dos lemas da PT.AVC é precisamente “Com o AVC a vida não termina, quando muito adequa-se!”, refere Diana Wong Ramos.

Decorrida mais de uma década desde que esteve internada no CMRA, muito mudou na vida de Diana. Fundadora da Associação Portugal AVC, desde 2017 que organiza as sessões mensais daquela entidade no Alcoitão, como aquela que ocorreu em fevereiro passado e na qual esteve presente a contar a “sua história”. Por lá já passaram centenas de pessoas, que partilham sentimentos, experiências, dúvidas e dor relacionadas com a doença, e com quem mantém um contacto próximo. A importância destes encontros é inegável, sobretudo para quem está a aprender a viver ou a recuperar de um AVC.

“O Acidente Vascular Cerebral é a principal causa de morte e invalidez no nosso país, e quando uma doença impactante como esta nos bate à porta, é impossível não repensarmos prioridades… Na altura [em 2011] não havia nenhuma associação à qual pudéssemos recorrer para retirar dúvidas, encontrar informação prática e foi com esse intuito que, juntamente com outros sobreviventes de AVC – e também alguns profissionais de saúde que se quiseram juntar – formámos a PT.AVC-União de Sobreviventes, Familiares e Amigos”, explica Diana, admitindo que, durante o seu internamento, gostaria de ter usufruído destes convívios entre pares.

“No entanto, também não escondo o orgulho que sinto por poder proporcionar estes momentos aos sobreviventes de AVC – e também seus familiares – que vou conhecendo no Centro de Reabilitação de Alcoitão”, acrescenta.

Casos como o de Diana Wong Ramos repetem-se no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, com mais ou menos sucesso. As histórias de quem lá está ou por quem já lá passou são infinitas. E ainda que cada história seja uma história, todas diferentes e com finais distintos, alguns pormenores são comuns a quase todas as pessoas que “renasceram” em Alcoitão: a gratidão de quem lá esteve, o humanismo de quem lá trabalha e os amigos adquiridos nesses momentos difíceis, os quais permanecem na “segunda vida”.

Impacto dos AVC´s em Portugal:

  • Aproximadamente 25 a 30 mil internamentos anuais;
  • Cerca de 35% a 41% dos sobreviventes ficam dependentes de terceiros para atividades básicas;
  • Existe um risco elevado de recorrência, tornando a prevenção (estilo de vida, medicação, etc.) essencial após o primeiro evento.

Santa Casa assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios nos seus espaços museológicos

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, assinalado todos os anos a 18 de abril, não vai passar despercebido nos espaços museológicos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que prepararam uma programação especial para este fim de semana.

As iniciativas do Museu de São Roque começam logo pela manhã, com um passeio pedestre agendado para as 10 horas, dedicado às escadarias barrocas das redondezas e às respetivas referências na História da Arte. O ponto de partida acontece no Convento de São Pedro de Alcântara e do trajeto fazem parte:

  • Convento de São Pedro de Alcântara (Escadaria do Cortile del Belvedere de Roma / Escadaria de ida e volta castelhana)
  • Palácio Ludovice (Escadaria de Monte Cavallo de Roma)
  • Brotéria (Escadaria do British Museum)
  • São Roque (Vis St Gilles / Escadaria funcional de Andrea Palladio)
  • Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo (Scala d’Oro do Palácio Ducal de Veneza)

Já da parte da tarde, a partir das 15h00, terá lugar um workshop dedicado às famílias com crianças dos 6 aos 15 anos, sob o tema “Desenhar a cidade – Exercícios sobre arquitetura e urbanismo”.

A participação nestas atividades é gratuita, mas requer marcação através do telefone 213535449 ou do email museusaoroque@scml.pt.

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo assinala 2.º aniversário

Além do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no sábado, a programação da Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo estende-se também ao domingo, em virtude da comemoração dos eu 2.º aniversário.

No sábado há visitas guiadas, uma conferência e um workshop:

  • 11h – “Que tesouros contam as reservas do museu?” – Visita guiada às reservas da CA-CFC, com Paulo santos Costa
  • 14h – “Na Rota da Ásia” – Visita à coleção CA-CFC, com Pedro Rocha
  • 16h – “O Ano Chinês do Cavalo de Fogo: os calendários chinês e gregoriano” – Conferência de Carlota Simões
  • 17h – Tai Chi e viagem até à China do “Templo dos 5 Imortais” – Palestra e workshop, com Vasco Daniel Baião

Já no domingo haverá também uma atividade para famílias e um momento musical:

  • 11h – “Na Rota da Ásia” – Visita à coleção CA-CFC, com Pedro Rocha
  • 11h – “Vamos construir lanternas chinesas?” – Atividade para famílias (com crianças dos 7 aos 12 anos) com Catarina França e Dora Castelo
  • 15h – “Há peças novas no museu!” – Visita guiada com o colecionador Francisco Capelo
  • 17h – Momento Musical – Escola Chinesa de Lisboa
  • 18h – Porto de honra

Pode obter mais informações sobre a programação através dos números 213 235 250 / 213 235 400 ou do email ca.cfc@scml.pt.

Participe no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com a Santa Casa!

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo assinala 2.º aniversário com programação gratuita

Ao longo dos dois dias, o programa integra conferências, visitas guiadas, workshops, atividades para famílias e momentos musicais, num conjunto de propostas que dão a conhecer diferentes dimensões da coleção e do espaço museológico. 

No sábado, 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é assinalado com atividades ao longo do dia. Às 11h, realiza-se a visita guiada às reservas da Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo, “Que tesouros contam as reservas do museu?”, conduzida por Paulo Santos Costa. Às 14h, decorre a visita à coleção “Na Rota da Ásia”, orientada por Pedro Rocha. 

A programação prossegue às 16h com a conferência “O Ano Chinês do Cavalo de Fogo: os calendários chinês e gregoriano”, por Carlota Simões. Às 17h, realiza-se a atividade “Tai Chi e viagem até à China do ‘Templo dos 5 Imortais’”, que inclui palestra e workshop com Vasco Daniel Baião. 

No domingo, 19 de abril, o programa começa às 11h com nova visita à coleção “Na Rota da Ásia”, orientada por Pedro Rocha. Em simultâneo, decorre a atividade para famílias “Vamos construir lanternas chinesas?”, dinamizada por Catarina França e Dora Castelo, dirigida a crianças dos 7 aos 12 anos. 

Às 15h, realiza-se a visita guiada “Há peças novas no museu!”, conduzida pelo colecionador Francisco Capelo. Às 17h, segue-se o momento musical pela Escola Chinesa de Lisboa, culminando às 18h com um porto de honra. 

Está prevista a presença da diretora da Cultura, Teresa Nicolau, bem como da equipa da Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo e do colecionador Francisco Capelo, no domingo à tarde. Espera-se igualmente a presença de membros da Administração e de direções da instituição. 

Confira o programa completo aqui e participe. Todas as atividades são gratuitas, mas sujeitas a marcação prévia através do email: ca.cfc@scml.pt.

Santa Casa promove encontro sobre a memória dos expostos e o legado da roda de Lisboa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promove, nos dias 16 e 17 de abril, o “Encontro à volta da Roda dos Expostos: As memórias dos expostos: salvaguarda, estudo e divulgação”, que terá lugar na Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da exposição “Filhos de todos… filhos de quem? Os expostos da roda de Lisboa”, patente ao público, e pretende aprofundar o conhecimento e a reflexão em torno de uma realidade histórica que marcou profundamente a sociedade portuguesa durante séculos.

A roda dos expostos constituiu um dos mais emblemáticos mecanismos de acolhimento de crianças abandonadas, sendo a Santa Casa uma instituição central na sua gestão e acompanhamento. Hoje, este legado é objeto de estudo e valorização, convocando investigadores, profissionais da cultura e o público em geral para um debate informado e multidisciplinar.

Ao longo de dois dias, o programa reúne especialistas de diversas áreas, que irão abordar temas como os sinais de expostos, a construção de identidades, as representações da infância e da maternidade na arte e, ainda, histórias de vida de crianças expostas na roda de Lisboa.

O encontro integra também visitas guiadas à exposição, proporcionando uma experiência complementar que articula investigação, memória e património.

Mais do que um momento de partilha de conhecimento, esta iniciativa reforça o compromisso da Santa Casa na preservação da memória coletiva e na valorização de um património histórico e humano que continua a interpelar a sociedade contemporânea.

 

Pode consultar o programa no link.

Ciclo de conferências sobre “Menino Jesus dos Atribulados” arranca na quarta-feira

“O Menino Jesus dos Atribulados e outras imagens milagrosas na Lisboa do pós-Terramoto (1755-1834)” é o tema da primeira conferência, que irá decorrer às 17h30, no Museu de São Roque, e que terá como orador Rui Manuel Mesquita Mendes, um conceito investigador-colaborador do ARTIS – Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (IHA-FLUL) e do Grupo de Investigação Estudos de Lisboa do Instituto de História da Arte da NOVA.

Dirigido ao público em geral – em especial aos interessados em História, História de Arte e Património Cultural -, este ciclo de conferências promete surpreender os participantes, sendo dedicado à exposição “Menino Jesus dos Atribulados: uma devoção feminina na Lisboa de D. João VI”. Desde a passada semana que a mostra está patente na Sala do Brasão do Museu de São Roque, sendo dedicada à devoção ao Menino Jesus dos Atribulados, um fenómeno marcante da religiosidade portuguesa do século XIX.

O exemplar de escultura do Menino Jesus dos Atribulados, oferecido ao Museu de São Roque em 2009, constitui o ponto de partida desta exposição, que procura documentar e valorizar uma dimensão singular da espiritualidade e da cultura portuguesa. Nesta exposição “viaja-se”até ao passado, mais concretamente a 1817, ano em que Lisboa se encontrava ainda “marcada” pelas consequências das invasões francesas. É nesta altura que uma jovem órfã do Recolhimento da Rua da Rosa terá recuperado de uma paralisia, facto atribuído a uma pintura do Menino Jesus existente no convento das Trinas do Mocambo. O acontecimento, testemunhado por várias pessoas e incluindo o médico que a assistia, rapidamente se difundiu, dando origem a uma devoção popular, sobretudo de caráter feminino.

Patente ao público até 28 de junho, a exposição pode ser visitada diariamente, entre as 10h00 e as 18h00, convidando os visitantes a explorar a dimensão espiritual, cultural e histórica desta devoção. Os que quiserem aprofundar os seus conhecimentos sobre o fenómeno do Menino Jesus dos Atribulados estão convidados a participar no ciclo de conferências, com a segunda e terceira sessões a estarem agendadas para 20 de maio e 17 de junho.

Santa Casa e Cruz Vermelha Portuguesa firmam parceria para reforçar cuidados de saúde e benefícios culturais

Na ocasião estiveram presentes o Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, a Vice‑Provedora, Rita Prates, o Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, assim como representantes das duas entidades e do município, nomeadamente do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e de Manuela Filipe, Presidente da Cruz Vermelha da Costa do Estoril. O Protocolo foi assinado por Rita Prates e António Saraiva.

Na sua intervenção, o Provedor da Santa Casa destacou que esta parceria “resulta de uma convergência natural entre duas instituições históricas, profundamente enraizadas na sociedade portuguesa, que partilham valores comuns como a solidariedade, a proximidade e o compromisso permanente com a promoção da dignidade humana”. Paulo Sousa sublinhou ainda que, ao integrar a CVP na rede de cuidados e serviços da Santa Casa, se reforça “o acesso a cuidados de saúde, à reabilitação, ao bem‑estar e também à dimensão cultural, reconhecendo que a qualidade de vida das pessoas é indissociável de uma abordagem integrada e humana”.

O acordo integra a SCML na Rede Nacional de Assistência Médica e Bem‑Estar da CVP, permitindo que os titulares do Cartão de Saúde beneficiem de condições especiais em consultas, atos médicos, exames, terapias, internamento e programas de reabilitação. A SCML compromete‑se a prestar cuidados de saúde “em condições especiais de acesso aos seus produtos e/ou serviços, cobrando os valores definidos nas tabelas de preços”. Entre as unidades abrangidas encontram‑se o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana, a Clínica Oriental de Chelas, a Residência Raquel Ribeiro e várias unidades de cuidados continuados.

Para além da área clínica, o Protocolo estende‑se ao domínio cultural e patrimonial. Os beneficiários do Cartão de Saúde CVP passam a usufruir de descontos nas entradas dos museus da Santa Casa, bem como de condições especiais no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões da instituição. O documento especifica que a SCML disponibiliza “regalias adicionais, designadamente condições especiais de acesso e a aplicação de descontos na entrada nos museus […] bem como descontos no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões”.

A CVP compromete‑se a divulgar a parceria junto dos seus beneficiários e a encaminhar utentes para as unidades da Santa Casa, assegurando a identificação através do Cartão de Saúde. O acordo prevê ainda mecanismos de acompanhamento, incluindo uma comissão conjunta responsável por monitorizar a execução, analisar inquéritos de satisfação e propor melhorias.

O Protocolo entra em vigor na data da assinatura e renova‑se automaticamente, reforçando uma cooperação institucional assente numa visão comum de solidariedade, proximidade e promoção do bem‑estar.

Vice-Provedora da Santa Casa, Rita Prates, e Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva
Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa

(Fotos cedidas gentilmente pela Câmara Municipal de Cascais).

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas