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Webinar destaca como a participação comunitária fortalece relações e bem‑estar

O encontro integra o Projeto KORALE, cofinanciado pelo programa Interreg Europe da União Europeia, e reúne experiências de Lisboa e de outras cidades europeias que demonstram como a participação ativa pode criar laços mais fortes, promover inclusão e reforçar o bem‑estar social.

Durante o webinar serão apresentados três exemplos de práticas inovadoras:

  • Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz (SCML)
    Baseado no modelo Interage, promove a cooperação entre gerações e oferece respostas intergeracionais que fortalecem o espírito comunitário e a participação ativa.
  • Iniciativa “Fazer do Bairro a Nossa Casa”
    As curadoras irão partilhar ações coletivas que nasceram de laboratórios de cidadãos envolvendo pessoas de todas as idades. O projeto destaca ainda a colaboração com artistas e a participação na rede europeia Europe Challenge, em parceria com a Biblioteca Municipal da Penha de França.
  • Laboratório de Cidadãos
    Um espaço de experimentação democrática onde cidadãos, instituições e comunidades cocriam soluções para desafios locais. A apresentação irá refletir sobre o impacto destes laboratórios na promoção da participação, inclusão e aprendizagem coletiva em Portugal.

Oradores

  • Mário Rui André – Coordenador do Programa Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades (moderador);
  • Sandra Costa – Diretora do Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz;
  • Sílvia Cardoso e Kitti Baracsi – Curadoras da iniciativa Fazer do Bairro a Nossa Casa;
  • José Carlos Mota – Professor da Universidade de Aveiro, Laboratório de Cidadãos.

A organização apela à participação de todos os interessados em construir comunidades mais conectadas, solidárias e participativas. Após a inscrição, os participantes receberão por e‑mail o link de acesso ao webinar.

A iniciativa reforça o compromisso da Comunidade de Prática KORALE | Lisboa Com Vida em promover conhecimento, partilha e colaboração entre projetos que colocam as pessoas no centro da transformação social.

RADAR continua a identificar pessoas vulneráveis em ano decisivo para o projeto

É mais um dia de trabalho de rua para as mediadoras de proximidade do Projeto RADAR. Hoje vão percorrer algumas artérias da freguesia de São Domingos de Benfica, juntamente com uma responsável da Junta local e um agente da Polícia de Segurança Pública. Todos juntos fazem parte deste projeto, criado em 2019, que tenta identificar e acompanhar pessoas com mais de 65 anos em situação vulnerável na cidade de Lisboa, combatendo o isolamento social e a solidão não desejada.

Na lista de tarefas que cada mediadora leva consigo está o mapa da cobertura prevista no dia de hoje e nele tanto surgem moradas ainda não abrangidas pela teia do RADAR, como nomes de pessoas já inscritas na plataforma, sem esquecer os estabelecimentos comerciais/associativos que funcionam – ou podem vir a funcionar – como radares comunitários.

Catarina Mendes, uma das mediadoras, apresenta-se à entrada da porta de um casal idoso, ambos para lá dos 90 anos: “Somos do Projeto RADAR, da Santa Casa, Junta de Freguesia, PSP, Câmara Municipal de Lisboa e serviços de saúde, e estamos a fazer o registo de todos os moradores com estas idades para ficarem na nossa plataforma, no caso de precisarem de algum apoio”.

Os olhares iniciais de desconfiança desvanecem-se e o morador idoso aceita inscrever-se, respondendo a um pequeno inquérito sobre as suas condições de vida, apoio de familiares, questões de saúde… Esta abertura só é possível, muitas vezes, pela tranquilizadora presença da PSP.

“Sem a nossa presença as pessoas ficam mais receosas e algumas até fecham logo a porta. Até porque é essa a nossa recomendação quando falamos com eles: na dúvida, não abram a porta para não serem alvos de burlas ou outras coisas. Neste caso basta verem-nos e ficam mais descansados”, resume o agente Luís Pereira.

O trabalho continua: tocar à campainha, subir escadarias, muitas vezes em prédios antigos sem elevador, e conquistar a confiança das pessoas, oferecendo a possibilidade de ajuda de todo o tipo, desde a entrega de refeições, acompanhamento em consultas ou a simples presença de um voluntário para fazer companhia.

Todavia, do outro lado há, por vezes, momentos de resistência. Frases como “Até estou com receio de me quererem fazer tão bem!” ou “O que ganha a Santa Casa com isto?” são compreendidas pelos mediadores de proximidade, que tentam, no entanto, dar a volta à situação recorrendo à calma, transparência e simpatia.

Segue-se uma farmácia, esta já em sincronia com o projeto. Funciona como radar comunitário, reportando eventuais situações que cheguem ao conhecimento de quem está ao balcão. Hoje, felizmente, não há situações graves a reportar, mas são transmitidas informações úteis aos mediadores, particularmente sobre uma idosa inscrita na plataforma que não tem atendido o telefone. Afinal está bem e até aparece no momento certo para confraternizar com a equipa.

Um ano decisivo

2026 será um ano crítico para o Projeto RADAR. Este foi o ano definido desde o início para o término do projeto, sendo que será feita uma avaliação com todas as entidades envolvidas e dali poderão sair novidades para o futuro.

“O protocolo termina este ano e vamos avaliar o projeto nas suas diferentes dimensões, muito em particular, na dimensão da parceria colaborativa, porque só assim o RADAR faz sentido e tem viabilidade. Nenhuma das organizações que o compõem pode, por si só, garantir a sua operação. Só a Misericórdia, só a Câmara, só a PSP, só a Gebalis, só as Juntas de Freguesia, só as unidades de saúde, por si, não conseguiam pôr este projeto de pé”, aponta Mário Rui André, diretor da Unidade de Missão Santa Casa “Lisboa, Cidade Com Vida para Todas as Idades”.

As 32 entidades envolvidas no projeto definirão o futuro, no qual Mário Rui André vê o RADAR a ser expandido a outras populações vulneráveis, além dos 65+. Para tal, é fundamental construir uma consciência coletiva, porque “o RADAR não consegue chegar a todo o lado”.

“Sem cidadãos atentos e despertos para esta problemática não será possível. Essa cidadania ativa é, talvez, o último grande desafio que o Projeto RADAR deve ter e o mais difícil a médio e longo prazo. O nosso sonho é que um dia qualquer cidadão de Lisboa, de qualquer idade, saiba o que é o Projeto RADAR e como pode dar o seu contributo”, explica.

Resultados positivos

Com a “consciência de que ainda há muito para fazer”, Mário Rui André lembra que a plataforma do RADAR tem já 45 mil pessoas inscritas e que “os objetivos foram atingidos”.

“Tornámos o projeto num instrumento da cidade, assente na parceria colaborativa. A plataforma é uma realidade e permite partilhar informação e recursos, tendo hoje 365 utilizadores/pontos focais. Criámos uma rede de cerca de 5 mil radares comunitários, que são os nossos olhos e ouvidos na cidade. Criámos uma linha de contacto que telefona regularmente às pessoas inscritas. Foi criado o voluntariado RADAR, que garante já 35% dessas mesmas chamadas…”, enumera o diretor.

Ao encontro da vulnerabilidade

Com mais umas Jornadas RADAR e o 1.º Encontro Lisboa Com Vida no horizonte, o projeto ainda tem muito para dar este ano, até porque a cidade tem evoluído e os problemas sociais evoluem com ela, o que obriga as 32 entidades envolvidas a adaptarem-se. Nomeadamente, a Santa Casa.

“A própria Misericórdia começa a ter consciência de que o RADAR pode ser um instrumento proativo de intervenção social. Ou seja, não ficar à espera que as pessoas venham aos serviços, mas que a própria dinâmica da cidade e dos parceiros vá ao encontro da vulnerabilidade na cidade. O que, no fundo, sempre foi apanágio da Santa Casa! É esse o seu desígnio. Se virmos a história e tentarmos perceber onde é que a Misericórdia fez a diferença, foi nisso mesmo: estar lá! Estar onde estão os mais vulneráveis, sejam eles quem forem”, conclui Mário Rui André.

Saiba mais sobre o Projeto RADAR.

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo promove ciclo de workshops de desenho “O Olhar em Viagem”

A Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, recebe no próximo sábado, 24 de janeiro, o início do ciclo de workshops de desenho “O Olhar em Viagem”, orientado por Mário Linhares.

Composto por quatro sessões ao longo do primeiro trimestre de 2026, este ciclo parte das peças japonesas expostas nas salas do museu como ponto de partida para uma experiência criativa e sensorial: desenhar aquilo que se observa, registando no diário gráfico a “viagem” que o olhar faz dentro do património artístico e cultural do Japão.

A proposta convida os participantes a experimentarem técnicas novas e desafiantes, tal como numa viagem real, através do desenho de peças selecionadas da coleção, aproximando o público do museu de forma participativa e prática.

As sessões decorrem sempre ao sábado, das 15h00 às 17h30, e têm como temas: “Lacas Negoro: vermelho sobre negro” (24 de janeiro), “Wabi sabi: a beleza do disforme” (21 de fevereiro), “Zochoten: os pontos cardeais” (7 de março) e “Biombos Momoyama: nuvens de ouro” (28 de março).

A participação está limitada a 20 participantes e tem o custo de 10 euros por sessão.

 

Materiais necessários:

Diário gráfico A5 ou A4; aguarelas e pincéis; pastel de óleo vermelho e preto; papel vegetal e clips; caneta preta; lápis de grafite; lápis de cor e afia; cola stick.

Informações e inscrições:

213 235 250 – 213 235 400

ca.cfc@scml.pt

Café Memória: um lugar onde ninguém enfrenta a memória sozinho

Como nasceu

O Café Memória chegou a Portugal em 2000, trazido pela Alzheimer Portugal e pela SONAE, inspirado em modelos britânicos. A ideia era simples e profundamente humana: criar um café, não uma instituição, onde pessoas com problemas de memória e suas famílias pudessem sentir segurança, compreensão e apoio.

À Santa Casa, chegou em 2014. Cristina Luz, coordenadora da iniciativa, explica: “Recriamos mesmo o ambiente de um café. Aqui vêm pessoas com demência, familiares, cuidadores. É um espaço seguro onde oferecemos informação, apoio e estimulação.”

Informar e estimular

O Café Memória divide‑se em duas grandes vertentes: informação e estimulação cognitiva.

Para a primeira, são convidados especialistas em demências (como médicos) que explicam o que esperar, que direitos existem, que respostas há na cidade e que estratégias podem ajudar no quotidiano. “Queremos dar armas aos familiares”, sublinha Cristina. Informação reduz o medo e ajuda cada cuidador a sentir‑se menos sozinho.

Na segunda vertente, e para as pessoas que já vivem com demência, há atividades de treino de memória e exercícios específicos que promovem concentração, interação e bem‑estar. “É também um espaço para atrasar, dentro do possível, o avanço dos sintomas. E para que sintam que continuam a participar”, explica a coordenadora.

Cada encontro dura cerca de duas horas e começa sempre com acolhimento individual.

“Fazemos questão de falar um bocadinho com cada pessoa”, diz Cristina. Depois vem uma dinâmica de “quebra‑gelo” para que todos se conheçam e percebam que não estão sozinhos. Há sempre ali alguém que partilha os mesmos receios, desafios, perguntas.

Para cada sessão há um tema, preparado pela equipa (enfermeira e duas assistentes sociais), em articulação com a Alzheimer Portugal. Os temas vão de questões práticas (“Como passei o Natal?”, por exemplo, foi o último) a apresentações de serviços da Santa Casa, como o Espaço ComVida.

coordenadora do café memória
Cristina Luz, coordenadora do Café Memória

A meio da sessão, um momento especial: o lanche com verdadeiro café, chá e bolos (graças ao apoio da Delta Cafés e da loja Celeiro), a que se juntam conversas espontâneas. “Criam‑se amizades”, diz Cristina. “Já vimos pessoas que vêm juntas, que combinam cafés, que continuam a apoiar‑se fora daqui.”

Nestas sessões, há sempre momentos marcantes. Como pessoas a emocionarem-se por algo que se lembram ou a constatarem a sua situação de demência: “Há emoções, claro que há”, admite Cristina. Sempre que alguém se emociona ao falar do seu percurso, a equipa retira a pessoa para um acompanhamento mais próximo. “Queremos que aqui se sintam seguras. Se for preciso encaminhar para outro serviço, também o fazemos.”

Sessão após sessão, criam‑se laços, ganha‑se confiança. “É gratificante ver as pessoas regressarem. Sinal de que este espaço faz sentido.”

Cristina Luz estima, que ao longo dos últimos 11 anos, mais de mil pessoas já tenham participado. E nem nos anos da pandemia de covid-19 as sessões pararam. Não houve encontros presenciais, mas fizeram-se pela plataforma online Zoom.

Mas é preciso continuar a trabalhar para que mais pessoas venham. O maior desafio? Chegar a mais cuidadores. “São pessoas que trabalham, que chegam cansadas e muitas vezes não conseguem vir. Mas queremos que percebam que isto é importante, é um espaço para eles também.”

A prioridade é clara: aumentar o número de participantes e reforçar o impacto do projeto. “O nosso objetivo é que as pessoas sintam que este espaço é delas. Que podem falar, partilhar, rir, emocionar‑se. Que aqui há apoio, há pares e há caminho.”

É essa a essência do Café Memória. E, para 2026, está já previsto um novo protocolo para dar continuidade ao projeto.

Um projeto nacional com impacto local

O Café Memória não é exclusivo da Santa Casa. Existe em muitas cidades e instituições do país. Em Lisboa, há polos em vários pontos. E, todos os anos, há um encontro nacional com todas as equipas do país, para refletirem e construírem o em conjunto o futuro da iniciativa. Uma iniciativa que cuida da memória, mas, sobretudo, das pessoas que a vão perdendo.

E, já sabe, se quiser pode participar nestes encontros todas as segundas quartas-feiras de cada mês, no espaço CLIC-LX, na Rua Nova da Trindade, n.º15, em Lisboa. A entrada é livre e não precisa de se inscrever.

Jornadas de Sant’Ana decorrem a 23 de janeiro com foco na instabilidade do punho e cotovelo

A iniciativa, organizada em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), terá lugar no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e contará com a participação de mais de duas dezenas de especialistas da área.

A sessão de abertura ficará a cargo do administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, André Brandão de Almeida, e ao longo do dia, especialistas irão partilhar conhecimentos, discutir abordagens terapêuticas e trocar experiências sobre a instabilidade do punho e cotovelo, reforçando a relevância do debate clínico contínuo na área da ortopedia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser realizada através do e‑mail gic-hosa@scml.pt.

Conheça o programa completo.

Santa Casa e Fundação MEO reforçam parceria para promover acessibilidade e autonomia no CMRA

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Fundação MEO reforçaram hoje, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), o protocolo de colaboração no âmbito do Programa Inclui, iniciativa que visa tornar dispositivos móveis e computadores mais acessíveis, promover comunicação inclusiva e contribuir para a melhoria das condições de vida e autonomia de pessoas com incapacidade.

O documento foi assinado por André Brandão de Almeida, Administrador da Santa Casa com o pelouro da Saúde, e por Carolina Pita Negrão, Diretora da Fundação MEO, representando a continuidade de uma parceria estratégica entre as duas instituições.

Este passo permite consolidar a criação e desenvolvimento do “Espaço com Sentido”, um espaço especializado no CMRA destinado à avaliação, demonstração e experimentação de tecnologias de acessibilidade, dirigido a pessoas com necessidades complexas de comunicação e/ou limitações motoras graves.

Em entrevista ao canal de YouTube da Fundação MEO, André Brandão de Almeida sublinhou o significado desta parceria, destacando o seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a ambição de reforçar a inclusão através da tecnologia: “Mais do que um protocolo, é o assumir de um compromisso, um compromisso com os objetivos da Organização das Nações Unidas, os objetivos de desenvolvimento sustentável, um compromisso com a inclusão, um compromisso com a igualdade de oportunidades. Na prática, colocar a inovação da MEO e a tecnologia ao serviço dos utentes e da comunidade.”

Após a assinatura do aditamento ao protocolo, realizou-se uma visita ao “Espaço com Sentido”, onde os terapeutas responsáveis apresentaram o funcionamento do espaço e demonstraram as valências disponíveis, explicando como estas tecnologias são aplicadas na prática clínica para potenciar a comunicação, a interação e a integração social dos utentes.

Este reforço da parceria traduz-se num investimento contínuo em pessoas, tecnologia e transformação digital, assegurando condições para a evolução técnica do espaço, integração de novos equipamentos e formação permanente dos profissionais, consolidando o CMRA como referência nacional e internacional onde a inovação e excelência técnica caminham lado a lado com o compromisso humano.

Comunidade de Leitores volta a reunir-se mensalmente na Biblioteca da Santa Casa

A Comunidade de Leitores da Santa Casa está de regresso para mais um ano de boas leituras e conversas sobre elas. Mensalmente, a Biblioteca da Misericórdia de Lisboa vai acolher estas sessões, destinadas a fomentar a partilha de experiências sobre as obras, bem como divulgar trabalhos de autores nacionais e estrangeiros, clássicos e contemporâneos.

A primeira sessão acontece já a 22 de janeiro e vai debruçar-se sobre “O Último Avô”, de Afonso Reis Cabral. Com a coordenação de Susana Gago, esta será a primeira de 11 reuniões da Comunidade de Leitores (não se realiza no mês de junho), sempre às 18 horas.

A participação é limitada a 15 pessoas e requer inscrição, que pode ser feita através do email biblioteca@scml.pt ou pelos telefones 213 235 753 e 213 235 858. Conheça abaixo as sinopses das obras que vão estar em discussão ao longo deste ano e a calendarização completa:

Santa Casa cria programa piloto de apoios financeiros nas áreas da Educação e Capacitação, Inclusão e Saúde Mental e Prevenção em Saúde

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) lança esta quinta-feira (15) a fase piloto de um novo programa de apoios financeiros a entidades externas que atuem nas áreas da Educação e Capacitação, Inclusão, Saúde Mental e Prevenção em Saúde.

Este programa resulta de um regulamento que foi criado pela administração da Santa Casa no âmbito do Plano de Reestruturação em curso, com a finalidade de se enquadrarem critérios e áreas de atuação, para que entidades externas possam candidatar-se a apoios financeiros da Misericórdia de Lisboa, através de um processo objetivo, transparente e idóneo.

Trata-se, assim, de uma medida estrutural para a Instituição que, pela primeira, terá um regulamento interno que permitirá enquadrar e avaliar de forma sistematizada e metódica os apoios financeiros solicitados à Santa Casa no âmbito de projetos dedicados a diferentes áreas que possam contribuir para o bem-estar da sociedade.

O Programa Apoiar Mais, que nesta fase piloto tem uma dotação de 60 mil euros, consistirá numa linha de apoios financeiros destinada a apoiar projetos com impacto social positivo alinhados com a missão da SCML.

Após esta fase, e caso se alcancem os resultados expectáveis, será corporizado um programa mais estrutural, no qual serão reforçadas as dotações financeiras e áreas de intervenção nas “calls” seguintes.

Com este novo modelo de apoios, a Santa Casa robustece a sua capacidade de proximidade aos públicos mais vulneráveis, através da potenciação de projetos com impacto social.

Paralelamente, o Apoiar Mais traduz uma evolução do apoio financeiro tradicional para uma lógica de filantropia estratégica, que privilegia o alinhamento com prioridades sociais claras, a proximidade às organizações que estão no terreno, a transparência, o rigor e a equidade na decisão e a aprendizagem contínua.

O Programa arranca com uma Open Call com candidaturas abertas até ao dia 15 de fevereiro, podendo candidatar-se entidades da Economia Social, organizações não governamentais ou outras pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos ou legalmente equiparadas. O apoio financeiro por projeto tem um valor até ao limite máximo de 10.000 euros, sendo a dotação global do programa de até 60.000 euros. Toda a restante informação pode ser consultada através da página do Programa Apoiar Mais.

CMRA dá início às comemorações do 60.º aniversário com sessão solene e foco na humanização dos cuidados

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), assinalou o início oficial das comemorações do seu 60.º aniversário, numa sessão institucional que contou com a presença de Paulo Sousa, Provedor da Santa Casa, bem com de toda a Mesa da Misericórdia de Lisboa, de Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, e de Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

A sessão marcou o arranque de um ciclo comemorativo que se prolongará durante todo o ano de 2026, celebrando o percurso de uma instituição que, desde a sua inauguração em 1966, se afirmou como referência nacional e internacional na área da reabilitação, combinando excelência técnica, conhecimento científico e uma forte cultura de cuidado humanizado.

Na sua intervenção de abertura, o Provedor da Santa Casa sublinhou o significado histórico deste momento, afirmando que “este dia não é apenas o início de um ciclo comemorativo (…) mas é também um convite à reflexão sobre o nosso percurso e, sobretudo, sobre o futuro que queremos construir.” Paulo Sousa realçou ainda o orgulho institucional e a dedicação de gerações de profissionais que têm construído a identidade do CMRA, destacando que “celebrar este aniversário é também homenagear pessoas. Pessoas que cuidam, que investigam, que ensinam (…) e que diariamente transformam desafios em oportunidades.”

A sessão contou também com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Sintra e do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, este último tendo aproveitado a ocasião para ofertar um galardão ao Provedor da Santa Casa, que o dedicou a todos os trabalhadores da instituição, em reconhecimento do papel essencial das equipas na missão diária do Centro.

Seguiu-se uma Mesa Redonda subordinada ao tema “Alcoitão: Cuidado Humanizado em Reabilitação”, moderada por António Fantasia, vice-presidente da Comissão de Humanização do CMRA, num momento de debate e reflexão sobre o lugar da empatia, da escuta e da dignidade na prestação de cuidados, num contexto de constante evolução científica e tecnológica.

O encerramento esteve a cargo de André Brandão de Almeida, Administrador da SCML com o pelouro da Saúde, que reforçou a importância de manter o utente no centro das decisões e de cuidar também de quem cuida. Na sua mensagem final, deixou uma ideia estruturante para o futuro da instituição: “Humanizar os cuidados não é um conceito abstrato nem um adorno discursivo. É uma prática diária.”

As comemorações do 60.º aniversário do CMRA continuarão ao longo de 2026 com um programa diversificado, incluindo momentos científicos, culturais e institucionais, iniciativas de ligação à comunidade e espaços de partilha de conhecimento, reforçando o CMRA como agente ativo de inovação em saúde e transformação social.

Bootcamp TRIGGERS 4.0 reuniu empreendedores na Casa do Impacto para acelerar soluções ambientais

A Casa do Impacto, hub de inovação social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), acolheu, durante dois dias, o Bootcamp TRIGGERS 4.0, um momento intensivo de capacitação e aceleração dedicado a projetos que respondem aos desafios ambientais mais urgentes da atualidade.

O TRIGGERS é o programa de aceleração da Casa do Impacto dedicado a apoiar soluções que respondam, com rigor e visão de futuro, aos desafios ambientais contemporâneos. Ao promover um “espaço seguro” para testar, experimentar e arriscar, a iniciativa permite que empreendedores desenvolvam projetos mais robustos, com impacto mensurável, capacidade de crescimento e sustentabilidade financeira.

Ao longo de dois dias marcados por forte participação, aprendizagem colaborativa e partilha de experiências, o evento confirmou-se como um espaço de impulso real a ideias que procuram transformar propósito em soluções concretas, mensuráveis e sustentáveis.

A sessão de abertura contou com a presença de Luís Rego, Administrador da SCML, sublinhando o caráter estratégico do TRIGGERS no posicionamento da Santa Casa como agente ativo na promoção da inovação social e ambiental. Na sua intervenção, o administrador destacou a ambição da SCML em conhecer de perto os projetos participantes e a vontade de criar pontes para que estas soluções possam vir a ser aplicadas e escaladas, reforçando o impacto positivo no território e na sociedade.

O Bootcamp TRIGGERS 4.0 integrou um conjunto de momentos estruturantes, entre masterclasses, mentorias e exercícios práticos, contando com o contributo de empreendedores e equipas de projetos incubados na Casa do Impacto.  Para além da vertente formativa, o programa incluiu momentos de networking que aproximaram participantes com diferentes áreas de atuação, unidos por um objetivo comum: criar soluções ambientais relevantes, financeiramente viáveis e capazes de gerar mudança.

O segundo dia culminou com sessões de pitch, onde os participantes apresentaram o trabalho desenvolvido durante o Bootcamp. As apresentações decorreram em duas salas, com avaliação de júris compostos por representantes da Casa do Impacto e de entidades parceiras.

Na Sala Infinita, o júri contou com Nuno Comando (Casa do Impacto), Filipa Saldanha (Crédito Agrícola) e Cláudia Varandas (Galp). Nesta sala apresentaram-se os projetos: Kófi, Climate Circle, Empresta Aí, Cousco, Hydro AI, Bin Bot, Planta Smart Homes, Remenda, Art’Erapia, Verdes Mundus, Ilda e Gracity.

Na Sala 2, o júri integrou Gustavo Freitas (Casa do Impacto), Bárbara Leão de Carvalho (3xP Global) e Manuel Gaspar (Casa do Impacto). Foram apresentados os projetos: Colheita, Aurora Desperta, Textile Lab, L.AI, Alphaer, AI Action, Simbiose, KKIDS_CELL, Vicentina Foundation, Mukua Skincare, ASAAP, Serp Energy e Mitt Tech.

Do conjunto de participantes, apenas dez projetos passarão à fase seguinte do programa, estando a seleção final ainda em curso.

Num momento em que a sustentabilidade assume um papel central nas prioridades sociais e económicas do país, a SCML reforça, com este programa, o seu compromisso com a inovação orientada para o bem comum, contribuindo para a construção de respostas relevantes e transformadoras.

Esta edição do TRIGGERS integra o Consórcio CONNECT – Transformar Conhecimento em Impacto, uma Iniciativa de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES), financiada pela União Europeia. O Consórcio é constituído pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, enquanto entidade coordenadora, e pelas entidades parceiras Universidade Nova de Lisboa e Universidade Católica Portuguesa, através do Yunus Social Innovation Center da Católica-Lisbon. Como investidores sociais, participam a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação Galp e a Fundação Santander, garantindo envolvimento ativo de parceiros e investidores ao longo do programa.

Com o encerramento deste Bootcamp, a Casa do Impacto dá mais um passo na consolidação do seu papel crescente no ecossistema nacional de empreendedorismo de impacto, afirmando a SCML como uma instituição que, além de responder às necessidades sociais, aposta em soluções inovadoras para os desafios ambientais e para o futuro do país.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas