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Santa Casa subscreve “Pacto para a infância”

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu provedor, Edmundo Martinho, do diretor da Escola Superior de Saúde do Alcoitão, Jorge Torgal e do diretor de Infância e Juventude da instituição, Rui Godinho, subscreve o “Pacto para a infância”, promovido pelo ProChild CoLAB – Associação ProChild Against Poverty and Social Exclusion, um dos Laboratórios Colaborativos aprovado pelo Painel Internacional de Avaliação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que visa desenvolver uma estratégia nacional no combate à pobreza e à exclusão social na infância.

O “Pacto para a infância” foi promovido no dia 20 de novembro, pela ocasião do 32º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Este reforça o compromisso articulado entre os vários setores (público e privado, académico e profissional) de contribuir de forma ativa para o bem-estar das crianças, através da implementação de políticas – baseadas em evidências científicas – que possam promover uma mudança social efetiva em Portugal.

Cientes dos efeitos negativos que a situação da pandemia da Covid-19 colocou à luz do dia, especialmente nas camadas mais jovens da população portuguesa, o pacto já subscrito por várias instituições, empresas e organismos estatais pretende ser uma “chamada de atenção” para garantir a promoção da inclusão social e da luta contra a pobreza infantil, para alargar a prevenção e proteção contra todas as formas de discriminação e de violência contra a criança e para a promoção ativa de uma cultura dos direitos da criança, a todos os níveis – local, regional e nacional.

De momento o ProChild CoLAB, do qual a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é um dos membros fundadores, encontra-se com uma petição pública, sob o lema “As crianças são uma prioridade nacional”.

 

“Nunca é tarde para pedir ajuda e recomeçar a vida”. Uma história feita de esperança

Esta quinta-feira, 25 de novembro, assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data lembra que este é um problema que diz respeito a todos. Os números são assustadores: vinte e três mulheres foram assassinadas entre janeiro e 15 de novembro deste ano, 13 das quais no contexto de relações de intimidade, segundo os dados divulgados esta semana, no Porto, pelo Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).

De um conto de fadas a um pesadelo

Mais do que números, esta reportagem conta a história de Esperança (nome fictício), natural de Marrocos. Há cerca de 11 anos apaixonou-se por um português e com ele veio para Portugal. Durante quase uma hora, num tom emotivo, explicou como um conto de fadas se tornou num pesadelo, e como se reergueu com o auxílio da Casa de Apoio Maria Lamas, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“Eu gostava muito dele. Vivi uma história de amor. Os primeiros tempos foram ótimos, tratava-me bem. Era um sonho”, conta. Depois de alguns meses e aos poucos, começaram os problemas. No início eram coisas pequenas, às quais não deu importância: “dizia-me que a casa não estava limpa ou fazia observações em relação ao meu estado físico”.

As agressões físicas e verbais passaram a ser cada vez mais frequentes e com maior intensidade. À medida que o companheiro se tornava mais violento, Esperança começou a perder o brilho e a deixar de ter vontade própria. “Sentia que tinha casado para servir o meu marido. Sentia-me lixo. Aguentei porque gostava dele, pela minha família e pela minha cultura”, diz.

O seu caminho foi tortuoso, foram anos seguidos de maus-tratos psicológicos e físicos que deixaram marcas profundas. Cansada e sozinha, sofria em segredo. Não havia nome indigno que o seu companheiro não lhe chamasse, nem pedaço de corpo que não tivesse sido sovado. Um dia, em 2017, após de um episódio mais violento, Esperança tomou uma decisão: inspirou fundo, ganhou força, ligou para o 112 e começou uma vida nova. Depois de recebida por uma unidade de emergência, encontrou na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa um abrigo: a Casa de Apoio Maria Lamas.

Esta resposta, lançada em 2006 pela Misericórdia de Lisboa, tem como objetivo oferecer habitação protegida a mulheres (com ou sem filhos) que são vítimas de violência doméstica e que se encontram em perigo de vida.

O renascer

“Renasci na Casa Maria Lamas. Foi a melhor experiência da minha vida”, afirma, hoje, sorridente. Com razão e emoção, Esperança diz não ter palavras para descrever o trabalho e acompanhamento deste equipamento da Santa Casa.

Os primeiros tempos foram muito difíceis: “Eu só pensava que a minha vida tinha terminado. Eu fiquei sem personalidade, sem amor próprio, tinha medo de tudo”, recorda. Aos poucos, com a ajuda dos técnicos da Santa Casa, a marroquina reconstruiu a sua vida e ganhou autoestima. “Durante dois anos deram-me esperança, carinho, apoio psicológico, suporte social e formação profissional”, lembra. Ao fim de oito meses já estava a trabalhar, algo que a ajudou a encontrar outra motivação.

No entanto, Esperança deixa um alerta às mulheres que estão a passar por uma situação idêntica: “Nunca é tarde para pedir ajuda e recomeçar a vida. Não importa a idade, não importa o contexto. Não há nada mais importante do que a dignidade e a liberdade de cada uma de nós”, defende.

Esperança saiu da Casa Maria Lamas em 2019. Neste momento, trabalha e tem a sua casa. “Eu estava no fundo do poço e na Casa Maria Lamas recuperei a minha vida”, confessa. “Hoje, estou em paz, estou bem comigo e tenho muitos sonhos que quero realizar”, concluiu, emocionada.

Esperança - Casa Apoio Maria Lamas_2_a

Dar tempo e suporte. Reconstruir relações

Paula Passarinho, diretora da Casa de Apoio Maria Lamas, explica que “no geral, as famílias quando entram na nossa casa vêm assustadas, desconfiadas, confusas, sem saberem que casa é esta e angustiados pela sua casa de origem «ter ficado para trás». Ao mesmo tempo, ficam reconfortados por encontrar um espaço que lhes dá descanso, conforto, num momento tão difícil de crise familiar/psicológica”.

“A equipa está preparada e sensível para dar e devolver tempo a estas famílias”, considera. “Há muito para «arrumar» e é necessário tempo, colo e disponibilidade para poder fazer este caminho com as famílias. Permitir este tempo, ajuda a tranquilizar, refletir, organizar, planear e, acima de tudo, construir uma relação profissional de confiança, reparadora das inseguranças e medos que o passado lhe ensinou”, nota.

Paula Passarinho defende que a entrada numa casa abrigo “é um momento de viragem, de reinventar modos de viver, de estar e de pensar. Nas nossas mulheres, é um momento de reflexão, «pôr em causa», de revisão dos seus direitos legais, mas também afetivos. É uma oportunidade para viver em liberdade, para experimentar a autonomia, a decisão e o empoderamento, para sentir felicidade”.

Na opinião da responsável, a “força e o querer” de Esperança foram determinantes para que conseguisse abrir novas portas. Ao usar todas as ferramentas à sua disposição, a mulher que chegou sem autoestima transformou-se numa guerreira e num exemplo para todas as outras mulheres que recebem no equipamento da Santa Casa.

As mulheres agredidas não têm por hábito apresentar queixa à justiça. Receiam que as autoridades policiais não façam nada e que os companheiros descubram e as maltratem ainda mais. Os pedidos de ajuda podem ser feitos através das seguintes linhas de apoio: SMS 3060; 112; 800 202 148; Linha 144; ou junto da Polícia de Segurança Pública.

De referir que o Governo lançou esta semana uma nova campanha contra a violência doméstica. O objetivo da campanha #PortugalContraAViolência, que assinala este Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de novembro, e que tem como objetivos consolidar o sentido de responsabilidade coletiva, transmitir confiança a cada mulher, e à sociedade em geral, no combate a este crime, bem como promover as respostas e mecanismos de apoio às vítimas.

A Casa de Apoio Maria Lamas

A Casa de Apoio Maria Lamas (CAML) desde a sua abertura, em 2006, já acolheu cerca de 750 vítimas de violência doméstica entre mulheres e crianças. Neste momento, encontram-se no equipamento 13 utentes (sete mulheres vítimas de violência domésticas e seis crianças/jovens).

Esta resposta da Misericórdia de Lisboa, composta por uma equipa multidisciplinar, visa proporcionar acolhimento temporário e/ou de emergência a mulheres vítimas de violência doméstica, com ou sem filhos, que se encontrem numa situação de vitimização e de risco. Divide-se em dois apartamentos, geograficamente distantes que, em conjunto, podem receber sete famílias, com quartos e tamanhos ajustados ao número de elementos da família. O primeiro apartamento iniciou a sua atividade em junho de 2006. Já o segundo apartamento em junho de 2008.

É um serviço de carácter sigiloso e temporário e pretende ser um local acolhedor, seguro e confidencial que ofereça abrigo protegido e apoio nas áreas do serviço social, psicologia, educação social e jurídico às vítimas.

A permanência numa casa de abrigo tem um limite de seis meses, podendo ser prorrogada, por duas vezes, por mais seis meses, mediante a necessidade que a família apresente em manter-se nesta habitação protegida, ou porque a consolidação de uma autonomia financeira ou laboral ainda não permitiu a sua autonomização plena do agregado.

 

 

Inaugurada obra de requalificação da Misericórdia de Alcantarilha

A obra de requalificação e ampliação do edifício onde estão instalados o lar, o centro de dia e o SAD da Santa Casa da Misericórdia de Alcantarilha, foi inaugurada esta sexta-feira, 19 de novembro.

O projeto permitiu aumentar a capacidade das três respostas sociais da misericórdia algarvia, criando 10 novas vagas na ERPI, 19 no SAD e 10 no centro de dia. O espaço foi igualmente adequado de acordo com a lei em vigor.

A intervenção, no valor total de 1,6 milhões de euros, contou com o apoio máximo do FRDL: 300 mil euros. Esta compreendeu, ainda, a construção de uma nova área com 678 m2, onde foi instalada uma nova cozinha. A remodelação total do espaço, com uma área total de 1024 m2, permitiu a minimização das barreiras arquitetónicas, através do reperfilamento da rampa de acesso, da adaptação das casas de banho para pessoas em situação de dependência e com mobilidade condicionada, da requalificação dos quartos existentes e da substituição dos vãos das janelas por outros com uma maior eficiência térmica.

Na inauguração do espaço, o provedor da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, frisou que a obra resultou de um “projeto conjunto com a União das Misericórdias” e lembrou que o Fundo Rainha Dona Leonor “pode ser o crescimento e a construção de novas e inovadoras respostas em benefício dos cidadãos”.

Esta “nova” infraestrutura vem reforçar os equipamentos sociais de apoio à terceira idade de instituições sem fins lucrativos, no concelho de Silves. Localidade onde se verificam índices de envelhecimento e de dependência superiores aos da realidade nacional e regional.

Igualmente presente nesta inauguração esteve a ministra do Trabalho e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que classificou esta como “uma obra concreta do que é o serviço à comunidade através da mobilização de esforços de todos”. A representante do governo aproveitou, ainda, o momento para manifestar um “profundo agradecimento a todos os que têm estado na linha da frente ao serviço dos outros”, destacando a “grande capacidade que o setor social tem de se reinventar permanentemente, de não parar e nunca baixar os braços nos momentos mais difíceis”.

Na cerimónia estiveram ainda presentes o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas; o presidente da Comissão Administrativa da Santa Casa de Alcantarilha, João Palma; a vice-presidente da Câmara Municipal de Silves; Luísa Luís, a diretora do Centro Distrital de Faro da Segurança Social, Margarida Flores, e a representante da União das Misericórdias Portuguesas, Patrícia Seromenho.

Desde a sua criação, o Fundo Rainha Dona Leonor apoiou 115 projetos na área social e 28 na área do património cultural. No âmbito dos projetos de caráter social, as iniciativas relacionadas com apoio à terceira idade são as mais comuns, onde 46 projetos aprovados representam 40 por cento do total. Seguem-se ações de apoio à juventude (17), demências (15), intergeracionalidade (14) e creches/infância (13). Respostas relacionadas com cuidados continuados de saúde (3) e apoio a pessoas com deficiência (7) foram igualmente contempladas.

Meia maratona. Recorde mundial batido em Lisboa

Após um ano de interregno, a organização da 30.ª edição da Meia Maratona de Lisboa sabia que era possível entrar para a história com novos recordes mundiais. E foi o que aconteceu. Jacob Kiplomo, ugandês de 21 anos, concluiu os 21.1 quilómetros em 57,31 minutos. Também no feminino fez-se história, uma vez que a vencedora, a etíope Tsehay Gemechu Beyan (com a marca de 1:06:06), superou o anterior recorde do percurso, de 2019.

Os Jogos Santa Casa contabilizam mais de dez anos a apoiar um dos maiores eventos desportivos em Portugal. A prova que faz a habitual travessia da Ponte 25 de Abril, reúne atletas profissionais e amadores, mas também apaixonados pelo exercício físico, numa competição saudável onde o espírito de desportivismo e superação se aliam ao convívio e à boa disposição. Valores plenamente alinhados com os promovidos pela marca Jogos Santa Casa, que tem centrado a sua estratégia de patrocínios no apoio ao desporto.

Promovida pelo Maratona Clube de Portugal, a Meia Maratona de Lisboa é um dos maiores eventos de atletismo em Portugal. A edição de 2021 reuniu cerca de 15.000 participantes, incluindo atletas internacionais.

Um novo espaço para reforçar a vivência comunitária

Foi inaugurado esta quinta-feira, 18 de novembro, o Espaço Comunitário da Quinta do Loureiro, na Avenida de Ceuta, cujo principal objetivo passa por criar um modelo de participação ativa e colaborativa de vários grupos sociais e organizações de proximidade, tornando-os participantes e agentes responsáveis nas dinâmicas e atividades do bairro, que promovem o crescimento comunitário.

Ideia defendida por Ana Pato, diretora da Unidade de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade (UDIP) Descobertas, da Misericórdia de Lisboa, que reforça que o espaço agora inaugurado vai “ajudar a criar sinergias e trabalho em rede, na intervenção comunitária em todo o território do Vale de Alcântara, proporcionando um lugar aberto a todos e para todos”.

“Pretende-se que o espaço seja utilizado pela equipa no desenvolvimento de atividades e na replicação de boas práticas, como o Balcão Único ativo no CLDS do Vale de Chelas”, defendeu a responsável. O Espaço Comunitário da Quinta do Loureiro “permitirá o contacto e acompanhamento mais próximo da população residente, no acesso a esclarecimentos e encaminhamentos para os diversos serviços, seja na procura ativa de emprego ou na promoção de atividades direcionadas para os jovens”, acrescentou ainda.

Inauguração

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa enquanto parceira da Fundação Aga Khan – nomeadamente em projetos de desenvolvimento comunitário e de educação de infância que contribuem para promover a qualidade de vida da população da cidade de Lisboa – vai alocar, neste novo equipamento, um técnico especializado em serviço social para integrar a equipa multidisciplinar que irá trabalhar diariamente com esta população.

Na inauguração estiveram presentes vários convidados e entidades parceiras do projeto. Logo após o ato oficial a população foi convidada a conhecer as novas instalações e a participar num lanche-convívio, que contou também com alguns momentos de animação.

Coordenador da ESSAlcoitão eleito primeiro bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas

António Lopes, fisioterapeuta, psicólogo e professor-coordenador na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão) foi eleito pelos fisioterapeutas para primeiro bastonário desta ordem profissional. Nesta que foi a primeira vez que a Ordem dos Fisioterapeutas foi a votos, depois da sua criação em setembro de 2019, António Lopes obteve 64,21% contra 31,54% de Emanuel Vital.

Na eleição que aconteceu via voto eletrónico participaram 2819 fisioterapeutas dos quase cinco mil inscritos na Ordem. Estima-se que em Portugal existam cerca de 15 mil profissionais, o que faz com que esta seja a terceira maior profissão na área da saúde, segundo a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas.

António Lopes, formado na ESSAlcoitão, “sente-se preparado e motivado para assumir este novo desafio, de garantir quer o desenvolvimento e afirmação da profissão, no contexto das profissões de saúde e das equipas onde se insere, quer a defesa dos cidadãos, em particular no que respeita à qualidade dos cuidados de saúde prestados.”

Em setembro deste ano, a ESSAlcoitão deu os primeiros passos no sentido de aliar inovação e serviço público com a criação da app ReageCovid, uma ferramenta que pretende promover a autogestão a curto e longo prazo no contexto Covid-19.

António Lopes ESSA

Perfil:

António Manuel Fernandes Lopes nasceu em 22 de agosto de 1954, em Vila Nova de São Bento, Serpa. É licenciado em Psicologia Educacional, Mestre em Ciências da Educação (Área de Pedagogia na Saúde). Fisioterapeuta  com o título de Especialista em Fisioterapia pelos Institutos Politécnicos de Lisboa, Porto e Coimbra. Desempenha as funções de professor-coordenador, na Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

Atualmente é presidente do Conselho Pedagógico e Presidente da Comissão Permanente de Avaliação e Qualidade, e membro do Conselho Técnico Científico. Colabora, desde 2011, com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), na qualidade de presidente de Comissões de Avaliação Externa, na área CNAEF de Terapia e Reabilitação.

Desde 1980 que participa em processos de desenvolvimento curricular do curso de Fisioterapia, no plano nacional e internacional. Colaborou no desenvolvimento curricular de outros cursos na área da saúde, tendo sido, em 2004, nomeado membro do grupo coordenador para a implementação do processo de Bolonha a nível nacional.

No plano internacional, foi vice-presidente do Comité Permanente de Ligação dos Fisioterapeutas da CEE (SLCP) entre 1991 e 1998, e foi presidente da Região Europeia da Confederação Mundial de Fisioterapia (ER-WCPT) entre 1998 e 2010. Em 2011, foi distinguido pela “International Service Award” da WCPT, galardão que premeia o reconhecimento da liderança e serviços prestados à organização, e à fisioterapia, no plano mundial. Foi vice-presidente da Comissão Pró-Ordem da APFisio, e vogal da Comissão Instaladora da Ordem do Fisioterapeutas.

Muito mais do que um jogo de futebol: jovens realizam sonho

Naquele que seria o derradeiro encontro de Portugal na caminhada até ao Mundial de 2022, no passado domingo, a equipa das quinas perdeu frente à seleção da Sérvia. Perante um Estádio da Luz cheio, a equipa portuguesa marcou com o cantar do galo, mas os sérvios correram atrás do prejuízo e venceram, por 1-2, num jogo decisivo para as aspirações lusitanas. Agora, a Seleção Nacional terá que tentar o apuramento para o Mundial via playoff, no próximo mês de março. A boa notícia é que, pelo menos até agora, conseguiram sempre apurar-se por esta via.

Jogo e contas à parte, cerca de 30 jovens que residem em instituições da Santa Casa assistiram ao Portugal – Sérvia, no âmbito do patrocínio dos Jogos Santa Casa à Federação Portuguesa de Futebol.

Para a maioria, foi a estreia num jogo da Seleção Nacional. Mas mais do que isso, foi a realização de um sonho. Não é todos os dias que veem, a escassos metros, alguns dos maiores ídolos do futebol europeu. Falamos principalmente de Ronaldo, pois claro. Os miúdos seguem-no, querem ser iguais, veem nele um exemplo e uma inspiração para as suas vidas.

Para os jovens das várias instituições da Santa Casa, ir a um jogo da Taça de Portugal Placard ou a um jogo da Seleção Nacional é sempre um momento aguardado. É uma espécie de prémio para quem tem boas notas e cumpre as regras. Dos cerca de 30 que assistiram ao jogo de domingo, acompanhámos seis residentes no Apartamento de Pré-Autonomia Migrantes, uma resposta da Misericórdia de Lisboa que tem como objetivo o treino das competências de autonomia de vida de jovens (entre os 15 e 18 anos de idade) não acompanhados, requerentes de asilo e/ou refugiados.

 

Apoio do Fundo Rainha D. Leonor chega às 100 obras concluídas

O Fundo Rainha D. Leonor (FRDL) nasceu, em 2015, de um acordo de parceria realizado no ano anterior entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Foi a primeira vez, em mais 500 anos de história, que a Santa Casa rompeu o horizonte concelhio de Lisboa para apoiar diretamente as restantes misericórdias do país.

Desde que o FRDL saiu do papel, os responsáveis das várias misericórdias apoiadas são unânimes em afirmar que o Fundo não ajuda apenas a colocar a última pedra, mas a alavancar muitos projetos que estavam na gaveta e que sem este apoio teriam dificuldade em ver a luz do dia. O FRDL operava, na sua criação, apenas na área dos equipamentos sociais, com enfoque para respostas sociais ligadas prioritariamente ao envelhecimento, à infância e à deficiência. Mais tarde, em 2017, o FRDL começou a destinar 25 por cento da sua verba para apoiar a reabilitação e conservação do património das misericórdias. A recuperação de igrejas é a empreitada mais comum nesta rubrica.

143 projetos apoiados: 100 obras concluídas e 43 em curso

Desde a sua criação, o Fundo Rainha D. Leonor apoiou 115 projetos na área social e 28 na área do património cultural. No âmbito dos projetos de caráter social, as iniciativas relacionadas com apoio à terceira idade são as mais comuns, onde 46 projetos aprovados representam 40 por cento do total. Seguem-se ações de apoio à juventude (17), demências (15), intergeracionalidade (14) e creches/infância (13). Respostas relacionadas com cuidados continuados de saúde (3) e apoio a pessoas com deficiência (7) foram igualmente contempladas.

De referir que, no grupo das 100 obras concluídas, a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra inaugurou no passado sábado, dia 6 de novembro, quatro Apartamentos de Autonomização na alta da cidade, uma resposta inovadora desta Santa Casa às necessidades dos jovens em fase de pré-desinstitucionalização. O Fundo Rainha D. Leonor deu um apoio de 234 881,86 euros para a reabilitação desta valência.

Já no próximo domingo, 14 de novembro, será a vez da inauguração da obra de restauro da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros. Desde que ficou abandonada, há 40 anos, foi cavalariça, garagem do hospital e armazém. Foi sendo saqueada ao ritmo das revoluções e do abandono. Graças a esta intervenção e ao apoio do FRDL (167 344,78 euros), a Igreja da Misericórdia de Alhos Vedros resgata a anterior grandeza, recuperando o anterior esplendor.

Em entrevista, Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do Fundo Rainha D. Leonor, faz um balanço positivo e diz que a criação do Fundo Rainha D. Leonor é uma iniciativa “revolucionária”.

1. Seis anos, 23 milhões de euros, 100 obras concluídas, 140 misericórdias e 143 projetos apoiados. Como avalia esses números?

É um balanço revolucionário a todos os títulos porque rompeu os horizontes do apoio social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, levando a prática das suas obras de Misericórdia a todo o país, de Miranda do Douro à Madalena do Pico; de Melgaço a Castro Marim; de Campo Maior a Caminha. Revolucionário também porque cada projeto se fez acompanhar pelo imperativo da inovação social, promovendo soluções concretas de envelhecimento ativo, de contacto entre gerações e maior espaço para acolher visitas das Famílias. Combatemos a coletivização da vida no lar e ajudamos assim a adaptar os equipamentos ao século XXI. E, na área do património, também tem sido uma experiência revolucionária na medida em que, por baixo da sujidade e de fiadas de tijolo têm sido feitas inúmeras descobertas de pré-existências, como retábulos primitivos, janelas entaipadas e pinturas originais. Um assombro. Para além disso, mantemos uma exigência determinada nas técnicas e materiais que são aplicados na recuperação dos imóveis maioritariamente classificados.

2. Em que medida o FRDL fortaleceu a ligação entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e as restantes misericórdias?

Antes de 2015, os apoios da Santa Casa a outras misericórdias eram casuísticos e desconhecedores dos problemas reais das misericórdias portuguesas, como um todo. Dava-se a quem pedia e precisava, mas nem sempre a quem mais precisava. Através do Fundo, deu-se uma proximidade institucional, social, real às misericórdias criando um entendimento mais transparente, mais justo e equilibrado. Falamos todos a mesma linguagem o que facilita muitíssimo esta aproximação, assim tornada irreversível.

3. O FRDL, além de ajudar outras misericórdias, permitiu reduzir o centralismo e as desigualdades na distribuição dos recursos por todo o território. Foi essa a intenção, quando foi criado?

Temos um parâmetro de avaliação dos projetos candidatos ao Fundo que introduz uma discriminação positiva no apuramento das misericórdias do interior e das ilhas. Essa foi uma intenção que tem sido cumprida. Mas não ignoramos que nas cinturas metropolitanas e no litoral também há problemas graves pelo que os projetos que apresentem uma forte carga de inovação social e de necessidade da obra também são aprovados nestas regiões.

Percorra a galeria de fotografias para ver algumas das obras apoiadas pelo Fundo Rainha D. Leonor.

Na Web Summit, a Casa do Impacto mostrou como aliar inovação e boas causas

A Casa do Impacto deu mais um importante passo para que ativistas e empreendedores ambientais possam ter um lugar onde desenvolver as suas soluções inovadoras, que se revelem uma mais-valia para a meta da neutralidade carbónica. Foi durante a edição de 2021 da Web Summit, em Lisboa, que o hub da Misericórdia de Lisboa apresentou o Triggers, um programa de aceleração que pretende estimular novas ideias focadas na sustentabilidade ambiental do planeta.

O Triggers é uma oportunidade para jovens empreendedores potenciarem a consolidação e expansão de produtos e serviços inovadores ambientalmente sustentáveis. A ideia é que algumas propostas se transformem em respostas alternativas, e que as mesmas contribuam para uma transição climática justa e socialmente equilibrada.

“É um programa que pretende criar condições para que surjam mais e melhores projetos e que estes estejam devidamente capacitados para permitir que tenham uma maior probabilidade de sucesso. Procuramos empreendedores, equipas de projeto e startups motivadas, com soluções inovadoras para a resolução de problemas e necessidades ambientais, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU”, explica a diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira.

Podem candidatar-se ao Triggers empreendedores individuais, equipas de projeto e startups. As candidaturas devem ser formalizadas no website da Casa do Impacto, através do preenchimento e submissão de formulário, até ao dia 7 de janeiro de 2022.

Os projetos selecionados serão premiados com um período de incubação na Casa do Impacto, acesso a uma rede de mentores exclusiva, bolsas de formação e, ainda, a oportunidade de estabelecer pontes entre os responsáveis pelos projetos de negócio e possíveis investidores. No final da fase de pós-aceleração será atribuído um prémio pecuniário no valor de 15 mil euros ao vencedor, de 10 mil euros ao segundo classificado e de 5 mil euros ao terceiro classificado.

O surgimento do Triggers deve-se ao facto de a área do impacto ambiental ser, cada vez mais,  desafiante e diversificada. Mas conciliando esta emergência com os valores e a missão da Misericórdia de Lisboa, a Casa do Impacto pretende focar parte dos seus esforços na procura de soluções que aliem a justiça climática à justiça social. Este foi um dos muitos temas discutidos ao longo dos quatro dias da Web Summit, onde a Casa do Impacto teve a oportunidade de mostrar ao mundo o trabalho que tem desenvolvido em Portugal.

Ainda no âmbito da cimeira tecnológica, o hub de empreendedorismo social da Santa Casa lançou a 7ª edição do Santa Casa Challenge, um concurso que premeia soluções tecnológicas inovadoras que deem origem a dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação. Nesta edição do Santa Casa Challenge são aceites soluções com foco na sustentabilidade ambiental, com o intuito de dar resposta às rápidas alterações que se avizinham com a emergência climática.

O encerramento da edição de 2021 da Web Summit foi feito pelo Presidente da República com uma intervenção no Centre Stage do Altice Arena, em Lisboa. Mas, antes, Marcelo Rebelo de Sousa quis saber como inovação e boas causas podem estar aliadas em prol de um mundo mais justo. O Presidente visitou o stand da Casa do Impacto onde lhe foram apresentados projetos apoiados pelo novo programa de aceleração do hub de empreendedorismo da Misericórdia de Lisboa, o Triggers.

Percorra a galeria de fotografias para ver alguns dos principais momentos da participação da Misericórdia de Lisboa na maior cimeira tecnológica do mundo.

Federação Portuguesa de Natação homenageia Jogos Santa Casa

A Gala da Federação de Natação 2021 realizou-se este sábado, 30 de outubro, na Quinta dos Pavões, em Campo Maior. O evento visou reconhecer e homenagear personalidades, entidades e instituições parceiras que contribuem para o aumento da qualidade da prática desportiva e alto rendimento, nomeadamente os Jogos Santa Casa, o Comité Olímpico de Portugal, a Confederação do Desporto, a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, o Instituto Português do Desporto e Juventude e a Fundação do Desporto.

Na qualidade de principal patrocinador da Federação Portuguesa de Natação, na parceria firmada em novembro de 2019, os Jogos Santa Casa foram reconhecidos pelo presidente da federação pelo contributo determinante da marca para o desenvolvimento da modalidade ao nível nacional, nas suas vertentes competitiva, organizativa e de formação, onde se inclui a natação pura, natação artística, águas abertas, polo aquático, natação adaptada e masters.

A marca dá nome aos principais campeonatos de natação, apresentando o seu logótipo na parte da frente dos equipamentos das seleções nacionais absolutas e seniores das diversas disciplinas, e das seleções nacionais de natação adaptada paralímpica e surdolímpica.

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas