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InterAções: quais os desafios de uma sociedade para todas as idades?

Subordinado ao tema “Uma Sociedade para Todas as Idades”, o simpósio InterAções tem um novo formato. Este ano, o evento apresenta-se sob a forma de sessões temáticas, que decorrem via streaming. Apesar de não poder contar com a habitual presença de participantes, esta edição ganha em escala e número de temas abordados.

Organizado pela Unidade de Missão para o programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o InterAções reúne, ao longo de 16 sessões temáticas, um conjunto de académicos, investigadores, decisores, empreendedores e outros especialistas na área da longevidade e do envelhecimento, com a finalidade de debater os desafios que se colocam à promoção de uma sociedade para todas as idades.

 

As sessões temáticas irão contar com reconhecidos especialistas nacionais e estrangeiros, que irão debater soluções para os desafios que se colocam perante a afirmação de uma sociedade para todas as idades, mais justa, coesa e solidária.

A sessão inaugural acontece já no próximo dia 20 de janeiro, às 14h30, e será subordinada ao tema “Cidades Amigas de Todas as Idades: uma perspetiva de ciclo de vida”. Neste fórum, será abordado o tema das cidades amigas das pessoas mais velhas, enquadrando o envelhecimento numa perspetiva de ciclo de vida.

A primeira das 16 sessões temáticas previstas contará com as participações de Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil; Constanzo Ranci, professor de Sociologia Económica do Politécnico de Milão; Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa; e Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa, entre outros oradores.

Para saber mais sobre as sessões temáticas da edição de 2021 do InterAções, consulte a página dedicada ao evento, aqui.

Interações 2021

Os 116 anos do Museu de São Roque fazem-se de muitas histórias

Desde que foi fundada, em 1498, a Misericórdia de Lisboa reuniu um vasto património histórico, artístico e documental, do qual se destacam os acervos do Museu e da Igreja de São Roque. O Museu de São Roque foi um dos primeiros museus de arte a serem criados em Portugal. Abriu ao público a 11 de janeiro de 1905, com a designação de Museu do Thesouro da Capela de São João Baptista, no edifício da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus.

Propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Museu de São Roque guarda um dos mais importantes acervos da arte sacra nacional. Mas o que faz do Museu de São Roque uma importante referência da cultura nacional? O que é, afinal, um museu e para que serve? Para Helena Mantas, diretora do Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural da Santa Casa, estas perguntas contêm em si várias questões fundamentais, “que integram um processo de tomada de consciência da relevância dos espaços museológicos na construção da nossa identidade humana, enquanto espaços que transmitem valores e objetivos”.

Sobre a função de um museu, de imediato, surgem respostas: “servem para educar, para deleite, para conservar objetos, para contar histórias”.

“Os museus assumem na sociedade contemporânea um importante papel de guardiões e construtores de memórias. Têm ainda  uma função de resgate e reconciliação, essencial numa sociedade desenraizada, uniformizada, descaracterizada”, considera.

Museu de São Roque

Ao longo do século XX, o Museu de São Roque foi objeto de várias remodelações, mas a transformação mais profunda aconteceu entre 2006 e 2008, permitindo ao museu duplicar a sua área de exposição permanente. Helena Mantas guia-nos nesta viagem pelos 116 anos do Museu de São Roque.

1905

Aquando da sua inauguração, era um pequeno museu que exibia uma joia do património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: o Tesouro da Capela de São João Batista, que lhe deu o nome. A inauguração solene deste espaço foi feita na presença do casal real, D. Carlos e D. Amélia, ato que demonstrava a relevância da coleção e conferia ao museu um elevado estatuto. Era um espaço solene que atraía fundamentalmente visitantes com elevados níveis de formação.

1920 a 1929

O final da década marca uma viragem na orientação política nacional, na sequência do golpe militar de 28 de maio de 1926, que pôs fim à I República e conduziu o país a um regime ditatorial, antiparlamentar e corporativo, que vingaria quase cinco décadas.

A criação da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 1929, veio inaugurar uma época de intenso restauro monumental que deixou marcas visíveis no património português, de Norte a Sul do país, em particular nos monumentos que podiam ilustrar uma narrativa de um Portugal antigo e transcontinental. O património foi usado como uma arma de propaganda do regime e de transmissão dos seus valores. E o que acontece ao Museu do Thesouro da Capela de São João Batista neste contexto? Desaparece e dá lugar ao Museu de Arte Sacra de São Roque.

1929 a 1940

A área de exposição do museu foi ampliada com a criação de duas novas salas, que permitiram a exibição de um conjunto mais diversificado de obras de arte. Documentação do início da década de 1940, conservada no Arquivo Histórico da Santa Casa,  permite saber que o museu era considerado um complemento da igreja.

1960

Surge uma nova geração de artistas e profissionais da área da cultura e do património em Portugal, que se batia por um país mais moderno e democrático e que contestava o alheamento que Portugal mantinha face às grandes mudanças sociais e políticas que se estavam a operar a nível internacional.

1968

O museu reabre ao público com um novo discurso expositivo, hoje considerado um dos marcos da museologia em Portugal da década de 1960. Sob a direção de Maria João Madeira Rodrigues, o Museu é reclassificado, passando a ser considerado “de monumento” e não “de arte sacra”.

1990

Assiste-se a uma aposta na investigação e inventariação do acervo do museu, bem como na sua divulgação através de visitas guiadas dirigidas ao publico escolar. Também foi nesta década que se deu início ao processo de internacionalização do museu, com a promoção de parcerias com instituições nacionais e estrangeiras. O discurso expositivo foi alterado, ainda que mantendo como base o conceito de museu de monumento.

2006-2008

O Museu de São Roque foi objeto de uma importante remodelação, patrocinada pelo Programa Operacional da Cultura que, não alterando significativamente a essência do projeto museológico, melhorou as condições de exposição do acervo e de visita. A área de exposição aumentou, foram criadas estruturas de apoio, recuperaram-se elementos arquitetónicos que estavam tapados e reforçou-se a ligação entre Museu e Igreja.

Museu-de-Sao-Roque-reabre-ao-publico

2012

O programa de conservação da Igreja de São Roque atinge o seu ponto alto com o restauro da Capela de São João Batista, realizado em parceria com o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e Instituto Central per il Restauro de Roma.

Em 2020, o Museu de São Roque foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), com o prémio de melhor Exposição Temporária, atribuído à exposição “Um Rei e Três Imperadores: Portugal, a China e Macau ao tempo de D. João V”.

Duas pessoas caminham ao mesmo tempo que observam a exposição

E o futuro?

Helena Mantas deseja, num futuro próximo, um Museu de São Roque capaz de procurar respostas, que abre as portas às comunidades que habitam o território vizinho e a cidade. “Um museu como um espaço de construção de uma democracia plena. Um espaço de criatividade e inovação, de reflexão e reforço do sentido crítico e não o museu tradicional que oferece respostas a um público mudo”, reforça.

Estes objetivos foram em tudo condicionados pela pandemia de Covid-19, que teve um enorme impacto na ação do Museu de São Roque: o encerramento e a limitação de visitantes obrigaram ao fecho antecipado de exposições e à suspensão de atividades, representando um decréscimo de mais de 70% dos seus visitantes.

No entanto, a diretora, Teresa Morna, frisa que o Museu de São Roque tem procurado reinventar-se, reservando algumas novidades para 2021: uma exposição no âmbito da I Bienal Internacional de Joalharia Contemporânea, um projeto de estudo e divulgação da coleção de relicários na Igreja de São Roque e sugestão de algumas leituras aos visitantes, edições que estarão disponíveis na loja do Museu e na loja online.

2020 em revista. O ano em que trabalhar por boas causas fez ainda mais sentido

“Cuidar” e “ajudar” quem mais precisa são, provavelmente, as palavras que melhor definem o trabalho realizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao longo do ano 2020. A pandemia de Covid-19 tudo condicionou e elevou as fragilidades de alguns setores de atividade.  O impacto da pandemia observa-se, por exemplo, no aumento do número de pessoas em situação vulnerável, o que levou mais cidadãos a recorrerem aos serviços da Misericórdia de Lisboa.

A Santa Casa esteve, desde o primeiro momento, na linha da frente a apoiar quem mais precisa. 2020 foi desafiante, mas a instituição elevou-se na resposta a esses desafios. Recorde aqui algumas ações levadas a cabo no ano em que trabalhar “Por Boas Causas” fez ainda mais sentido.

janeiro

O ano começa com o anúncio de mudanças no Euromilhões: nova imagem e mais milhões no jogo que cria excêntricos, todas as semanas. Para muitos, ganhar o Euromilhões é um sonho. Para outros, fazer da música carreira é o maior dos desejos. A Orquestra Geração, projeto que tem como objetivo combater o abandono e insucesso escolar através do ensino da música, pode ser o prelúdio de um sonho.

De Marvila chega um projeto em tudo idêntico, mas que explora outras capacidades. Na Cicloficina Crescente, os jovens aprendem como é que se muda um pneu ou afina a bicicleta. Mas é mais do que isso: é, acima de tudo, um espaço de partilha, de interação e de ajuda. É um espaço de solidariedade e de encontro.

O percurso até à realização pode, por vezes, ser feito de obstáculos. Todas as semanas, Tatiana e Maria percorrem um caminho difícil – mas cheio de esperança -, em direção ao Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA) para que as suas filhas aprendam a viver sem ver. É a história de quem “só precisa de um bocadinho de ajuda” para atingir grandes objetivos.

Um novo espaço cultural nasceu em Lisboa. Depois de quase 120 anos como revista de cultura, a Brotéria saiu do papel e mudou-se para o Bairro Alto. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou o espaço que faz parte de polo cultural da Santa Casa.

fevereiro

A campanha “Séculos de Boas Causas”, através de um constante “saltitar” entre passado e presente, numa clara alusão a um futuro risonho, assinalou mais de cinco séculos de trabalho em prol dos mais necessitados. Uma pequena parte da história da Santa Casa cabe no livro “Pessoas & Causas – 48 histórias de vida”, cujo objetivo é dar rosto às causas da instituição.

E a resposta não pode parar. Não vai parar. A identificação das necessidades das pessoas, sobretudo dos idosos, deve-se grandemente ao trabalho realizado no âmbito do Projeto RADAR, que aumentou a responsabilidade e a capacidade de transformação da Santa Casa.

Transformar, inovar e dinamizar são objetivos da Casa do Impacto que, em fevereiro, alocou 500 mil euros para apoiar projetos de empreendedorismo social através do fundo +PLUS.

Quem também contou com o nosso apoio foram as populações dos municípios devastados pelos incêndios de outubro de 2017. O Fundo Recomeçar proporcionou a algumas dessas vítimas a possibilidade de recomeçarem de novo.

março

Março: o mês em que a pandemia de Covid-19 começou a condicionar a vida dos portugueses. Numa altura em que o país atravessa uma das maiores crises de saúde pública de que há memória, a Santa Casa mantém a sua ação no terreno em tempos difíceis.

Ficar em casa foi a melhor das soluções para tentar impedir o alastrar da pandemia. Ainda assim, a Santa Casa saiu à rua para cuidar de quem mais precisa.

cândida - udip tejo

abril

A missão de não deixar para trás quem mais precisa de nós, manteve-se. De refeições feitas à base de carinho e atenção, da proteção aos idosos, de sermos, muitas vezes, a única família dos nossos utentes e dos heróis que encontramos na Santa Casa, a resposta à pandemia exigiu o máximo empenho de todos os colaboradores da instituição.

Lisboa aciona plano de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo devido ao frio

Vai ser uma semana muito fria, com temperaturas abaixo dos três graus. A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca a Proteção Civil de Lisboa no terreno a ajudar as pessoas em situação de sem-abrigo. O cenário é, em tudo, semelhante ao de anos anteriores: sempre que a temperatura baixa e os valores mínimos variem entre um e três graus Celsius, durante mais de dois dias, é acionado o plano de contingência para a vaga de frio.

Lisboa aciona plano de apoio aos sem-abrigo devido ao frio

O Plano foi ativado, esta terça-feira, às 18h00. No Mercado do Campo de Santa Clara, junto à feira da Ladra, em Lisboa, decorre o acolhimento, as triagens de saúde e o encaminhamento social. Refeições quentes, alguns cuidados de higiene pessoal, roupa e agasalhos são ali também disponibilizados a quem mais precisa. Há ainda a possibilidade de pernoitar em Equipamentos de Emergência.

Esta é uma ação coordenada pela Proteção Civil, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Cruz Vermelha Portuguesa e várias organizações de solidariedade, que procuram garantir um abrigo e maior conforto nestes dias de muito frio.

Lisboa aciona plano de apoio aos sem-abrigo devido ao frio

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa, sublinha que este plano de apoio às pessoas em situação de sem-abrigo tem como objetivo “proteger” os que mais precisam em noites de frio, por isso foi necessário esta intervenção.

Lisboa aciona plano de apoio aos sem-abrigo devido ao frio

O Mercado do Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente, foi o local escolhido para apoio aos sem-abrigo, onde vão ser servidas refeições quentes e onde será realizada a triagem de saúde e encaminhamento social para locais de acolhimento de emergência, alguns cativados pela Misericórdia de Lisboa”, lembrou o administrador, sublinhando que o trabalho não se esgota nesta ação. “A Misericórdia de Lisboa faz um trabalho diário e contínuo de apoio e acompanhamento aos sem-abrigo, através da Rede Social de Lisboa e do NPISA.”

Este plano de contingência foi decidido ontem [segunda-feira], a partir da informação do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] de que teríamos um conjunto de dias com temperaturas muitíssimo baixas durante a noite. De imediato, foi montado este dispositivo, com a Proteção Civil, a Santa Casa e os restantes parceiros.

A Proteção Civil emitiu esta terça-feira um aviso à população devido à previsão de frio, recomendando à população que tome medidas de prevenção e dê especial atenção ao uso de equipamentos de combustão.

O aviso à população da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem por base informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê para esta terça-feira e para quarta-feira tempo frio, com temperaturas mínimas a variar entre os -4ºC e os 8ºC e as máximas entre os 5ºC e os 17ºC, e vento que pode ser forte nas terras altas.

 

Conheça a Política de Diversidade e Inclusão da Santa Casa

Diversidade e Inclusão são conceitos inerentes aos princípios da Misericórdia de Lisboa, desde sempre. Nesse sentido, e com o objetivo de reforçar o compromisso com os princípios e as práticas da Diversidade e Inclusão, a instituição tornou-se, em 2018, signatária da Carta Portuguesa para a Diversidade, uma iniciativa que tem como objetivo ajudar as organizações a adotar voluntariamente um conjunto de medidas promotoras da diversidade e da igualdade de oportunidades nos locais de trabalho.

Seguindo as recomendações desta Carta e as boas práticas nesta matéria, em setembro de 2020, a administração da Santa Casa aprovou o primeiro Plano para a Diversidade e Inclusão, para o período 2020-2021, elaborado com base num inquérito realizado aos colaboradores em 2019.

A primeira medida do Plano a ser concretizada foi a aprovação da Política da Diversidade e Inclusão da Santa Casa, agora divulgada.

Nesta Política, a instituição assume o compromisso de incorporar, no seu modelo operacional, práticas que garantam: direitos igualitários para todos os candidatos e colaboradores da Santa Casa, no que a oportunidades de emprego, de formação, de carreira; bem como direitos igualitários para todas as partes interessadas e externas à instituição, no que respeita ao acesso aos serviços, à informação e no relacionamento com a organização.

O primeiro plano especificamente dedicado à Diversidade e Inclusão privilegia as áreas da informação, sensibilização, formação e consolidação da cultura organizacional da Santa Casa e das práticas já existentes nesta matéria. A concretização do plano é um processo longo que carece de permanente dedicação, atualização e prática, e que implica um trabalho de todos os que integram a Misericórdia de Lisboa.

A Política para a Diversidade e Inclusão está em linha com legislação e referenciais normativos, internacionais e nacionais, bem como com um conjunto de documentos internos à instituição que visam assegurar a conformidade e atualidade dos referenciais de Boas Práticas e Conduta da Santa Casa e dos seus colaboradores.

Economia, sociedade e ambiente: a sustentabilidade na Santa Casa

O Relatório de Sustentabilidade da Santa Casa não existe apenas para dar resposta a uma necessidade interna, mas, cada vez mais, para responder às expetativas das partes interessadas. O documento responde a novos tópicos prioritários definidos através de uma auscultação a todos os públicos com quem a Misericórdia de Lisboa interage, diariamente: colaboradores, fornecedores, utentes, universidades, etc. Foi este processo -o de ouvir todas as partes interessadas- que trouxe alterações relevantes face aos anos anteriores.

Mas de que forma é gerida a sustentabilidade na Santa Casa? E qual foi o real impacto das ações da instituição na sociedade, na economia e no ambiente, ao longo de 2019?

Em 2019, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebrou 521 anos de compromisso com as boas causas, nas mais diversas áreas: Ação Social, Cultura, Educação e Formação, Empreendedorismo e Economia Social, Inovação, Património, Saúde e jogos sociais do Estado (Jogos Santa Casa). O real impacto da Misericórdia de Lisboa mede-se, por exemplo, nas cerca de 70 mil pessoas abrangidas pelas diferentes respostas de ação social, pelos 540 mil euros no apoio à investigação e prémios atribuídos em concursos, ou pelos 4,5 milhões de euros em apoios e subsídios a boas causas de outras entidades.

Para poder dar uma resposta ajustada a todos os que precisam do seu apoio, a Misericórdia de Lisboa contou, ao longo do ano, com a dedicação de quase 6000 colaboradores. O investimento em pessoas verifica-se, sobretudo, na estabilidade laboral que a instituição permite aos seus funcionários: 97% destes colaboradores têm um contrato de trabalho por prazo indeterminado. Destaque ainda para o facto de, em 2019, 76% dos funcionários serem mulheres e 2,7% dos trabalhadores da casa serem pessoas portadoras de deficiência.

Gerir mais de uma centena de equipamentos, onde todos os dias são prestados a milhares de pessoas os mais variados serviços de saúde, ação social, formação, cultura, entre outros, exige um elevado consumo de energia, de água e gera uma produção muito significativa de resíduos. Ao longo dos anos, a Santa Casa tem adotado comportamentos e medidas mais responsáveis em prol de um ambiente melhor.

Realidade virtual chega à Quinta Alegre para ajudar a resolver problemas reais

Teresa navega pelas ruas de Paris, enquanto Sofia está no cimo de um monte com vista privilegiada para as praias do Rio de Janeiro. Ao lado, António vai mexendo as mãos ao som de música clássica, numa sala de espetáculos na Finlândia. Mas como foram lá parar estes utentes da Quinta Alegre? E se tudo acontecer no mesmo espaço, sem que seja preciso sair da cadeira? Tudo isto é possível através de realidade virtual, que começa agora a ser utilizada na Estrutura Residencial para idosos da Quinta Alegre, da Misericórdia de Lisboa.

O projeto que está a ser desenvolvido pela Unidade de Transformação Digital, da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico da Santa Casa (DIEPE) havia sido anunciado em setembro último. A ideia surge de um desafio colocado pelo provedor da instituição, Edmundo Martinho, que no seminário “Transição para o Digital na Santa Casa”, revelou que a Misericórdia de Lisboa estava a preparar um projeto com recurso à realidade virtual.

“Senhor António, tem de mexer a cabeça para os lados para poder ver o concerto todo, a sala toda. Isto é 360 [graus]”, sugere a terapeuta ocupacional, Marina Vazão, que, logo de seguida, dirige um alerta à utente Sofia Silva: “Convém sentar. Isto é tão real que às vezes pode dar a sensação de que estamos a cair”. E aconteceu: “Estava numas montanhas, em Itália, tão altas, tão altas que parecia que ia cair. Já viu como isto é formidável? Parece que estava mesmo lá e, afinal, foram estes óculos que me levaram até lá”, explica Sofia Silva.

Ao fundo da sala, Teresa, que há pouco via “ruas conhecidas de Paris”, exclama: “Estou a viajar sem gastar dinheiro! Estive na Torre Eiffel e em outros sítios de Paris que, em tempos, visitei. Vi pessoas a passearem junto ao rio”. Mas não só de passeios por cidades outrora visitadas – ou desconhecidas – se faz este projeto. Há todo um manancial de hipóteses que a realidade virtual permite e que a Santa Casa quer explorar, através de viagens no tempo que despertam memórias.

“Também vimos hipóteses de ter conteúdos direcionados, consoante o utente, e ir buscar memórias específicas daquela pessoa: sítio onde cresceu, onde casou ou onde os filhos cresceram”, revela a responsável pela Unidade de Transformação Digital da Santa Casa, Ilda Marcelino.

 

“Um dia inesquecível”. Jogadores do Benfica alegram Natal de crianças da Casa do Restelo

“Fazem ideia da surpresa que temos para vocês?”, atira o diretor da Casa do Restelo, João Freire, em jeito de desafio às crianças que vivem nesta unidade de acolhimento, a mais recente da Santa Casa. “Tem sido muito difícil manter o segredo. Eles perceberam que alguma coisa vai acontecer”, confessa.

Ainda que com muita dificuldade, a surpresa manteve-se em total secretismo até ao final da tarde, altura em que algo muito especial aconteceu. Sentadas no chão, cerca de dez crianças olham ansiosamente para a imagem projetada na parede, onde esperam pelo desvendar do mistério.

Eis que na tela surgem Everton e Samaris – em representação de toda a equipa de futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica-, dois jogadores que, este ano, proporcionaram um Natal especial a estes jovens.

A inquietude que sentiam antes da conversa com os jogadores rapidamente dá lugar a momentos de euforia. Entre abraços e pulos de alegria, as perguntas e as confissões sucediam-se: “Não acredito no que estou a ver; Everton, sou teu fã; hoje é um dia inesquecível; Samaris, dás-me a tua camisola?”.

Everton e Samaris têm presentes para entregar. A julgar pela felicidade das crianças na hora de abrir as prendas, os “pais natais de serviço” parecem ter correspondido aos desejos destes miúdos. Mas o melhor presente acabaria por chegar minutos antes do adeus aos jogadores: uma camisola do Benfica assinada pelo plantel, onde nas costas se lê “Casa do Restelo”.

“Foi uma bonita surpresa, que os marcará para sempre. Receber as prendas “das mãos dos seus heróis” ganha toda uma nova dimensão e prova que é a dimensão humana que verdadeiramente nos traz alegria”, realça João Freire.

A tradição manteve-se, ainda que à distância. Desta vez, devido à Covid-19, a interação com os jogadores do clube da Luz foi restringida a uma videochamada, algo que, numa situação normal, não aconteceria. Em 2019, por exemplo, Carlos Vinícius e Nuno Tavares marcaram presença na Casa dos Plátanos, numa ação recheada de felicidade.

Apesar da pandemia, o protocolo entre a Fundação Benfica e a Misericórdia chegou a cerca de 100 crianças da cidade de Lisboa, durante o ano de 2020.

Utentes da Misericórdia de Lisboa recebem bolo-rei

Nos dias 21 e 22 de dezembro, algumas viaturas da instituição, decoradas com motivos natalícios, andaram pelas ruas de Lisboa a levar um pouco da magia de Natal a alguns utentes de Centros de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa.

A entrega simbólica de um bolo rei foi apenas um mote para uma iniciativa pensada sobretudo para levar alguma companhia, alegria adicional e espírito natalício aos mais fragilizados que, este ano, devido à pandemia de covid-19, não poderão desfrutar de um Natal tradicional.

“Nesta época festiva queremos estar ao lado das pessoas, sobretudo das mais vulneráveis, para que se sintam acarinhadas e apoiadas, e levar uma mensagem de solidariedade e de esperança aos nossos utentes. Acreditamos que, aos poucos, alcançaremos novamente a normalidade”, afirmou o administrador de ação social da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra.

Por outro lado, num gesto de reconhecimento pelo trabalho realizado pelas equipas da instituição quem têm estado na linha da frente no combate ao vírus, Sérgio Cintra, frisou que “estes são os heróis que muitas das vezes não vemos, mas que fazem a diferença na vida destas pessoas”.

“Desde o primeiro dia que a Santa Casa tem centenas de anjos da guarda nas ruas da cidade, que deixaram de trabalhar nos centros de dia, mas que sempre estiveram ao lado de quem mais precisa. Todos os dias equipas inteiras da instituição saem para a rua, num momento de incerteza como este, para levar um sorriso à casa dos nossos utentes”, concluiu o administrador.

Santa Casa e Ministério dos Negócios Estrangeiros assinam memorando de cooperação

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho e a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, assinaram esta terça-feira, 22 de dezembro, um memorando de cooperação com o objetivo de apoiar a comunidade Portuguesa na África do Sul. A criação e manutenção de soluções que respondam aos problemas da população mais vulnerável, em particular dos idosos carenciados e das pessoas portadoras de deficiência e o desenvolvimento de um modelo de organização e gestão que garantam uma prestação de serviços eficaz e de qualidade é o desígnio que está na base do entendimento agora firmado.

“Para nós este é um território novo. Temos vindo ao longo do tempo a cooperar com outros países e instituições, mas nunca com este grau de planeamento e previsão”, afirmou Edmundo Martinho na sessão de assinatura deste protocolo, aproveitando para recordar que “este é também um desafio central da nossa instituição, que é estar sempre disponível para apoiar quem mais necessita, especialmente os nossos compatriotas que muitas das vezes vivem com imensas dificuldades”.

Neste memorando de entendimento, que inscreve o compromisso de “uma cooperação institucional nos domínios social, formativo, desenvolvimento organizacional, cultural, económico e de saúde”, os objetivos a atingir dividem-se em três grandes eixos: resolução de alguns problemas de caracter infraestrutural, criação de novas respostas no âmbito da reabilitação, e criação de um Programa de Intercâmbio entre profissionais de instituições portuguesas da Africa do Sul e a Misericórdia de Lisboa.

“A comunidade portuguesa na Africa do Sul é uma população muito envelhecida e por isso mesmo queremos apoiá-los. A Santa Casa é o parceiro ideal para conseguirmos desenvolver as melhores respostas aos problemas desta comunidade”, realçou Berta Nunes.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas