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Matilde Horta é a vencedora do concurso “New Talent”

Matilde Horta, 26 anos, de Penafiel, é a grande vencedora da segunda edição do concurso “New Talent”, após decisão do público. A jovem ilustradora portuguesa vende desenhos para o mundo. Já enviou desenhos para a Rússia, Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Ucrânia e Espanha. É na portugalidade, em coisas antigas do País e nas tradições, que vai buscar grande parte da inspiração para os seus trabalhos.

O percurso de Matilde Horta nem sempre foi na ilustração, mas os desenhos e a passagem de ideias para o papel sempre fizeram parte da sua vida. Atualmente trabalha como ilustradora freelancer e ocupação não lhe falta. Postais, pins, calendários, sacos ou até simples prints, são alguns dos produtos que esta jovem talento tem disponível no Etsy, um mercado digital com artistas do mundo, assim como no Instagram.

Matilde ficou surpreendida e, ao mesmo tempo, feliz quando recebeu a chamada a dizer que tinha ganho. “Eu queria muito agradecer à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa por esta oportunidade, fez uma grande diferença na minha carreira”, explica.

E acrescenta: “O prémio vai permitir-me dar um salto muito grande como ilustradora. Vou poder investir em formações que sempre quis fazer, comprar material que sempre quis ter. Vai ser um impulso grande na minha carreira, naquilo que gosto e que quero fazer”.

 

“New Talent”: o concurso para jovens talentos nacionais

Depois do sucesso da primeira edição, o concurso “New Talent”- uma iniciativa conjunta entre a Santa Casa e a revista digital NiT – regressou em 2020 com uma missão ainda mais importante: incentivar os portugueses a lutarem e a vencerem o ano mais difícil das suas vidas.

O concurso visa premiar um jovem talento revelação nacional, até 27 anos, que se destaque numa determinada área, quer seja cultura, livestyle, música, literatura, pintura e cozinha, com uma bolsa de dez mil euros. Sejam arquitetos, artistas plásticos, escritores, cantores ou designers, o talento está por todo o lado e este concurso continua a ser a oportunidade para mudar a vida de alguns jovens e a de concretizar um sonho maior.

De um leque de 53 talentos pré-selecionados, um júri composto por membros da NiT, da TVI e da Misericórdia de Lisboa escolheu os dez finalistas do concurso “New Talent“. No final, a decisão foi do público.

 

 

Web Summit 2020: de Lisboa para o mundo

A Web Summit abriu as suas portas, esta quarta-feira, 2 de dezembro, para mais uma edição que, apesar do novo formato, totalmente online, manteve o fulgor das cimeiras anteriores. Este ano, e à distância de um simples clique, foi possível assistir a centenas conferências e ficar a par dos mais recentes avanços tecnológicos em diversas áreas como a saúde, a sustentabilidade, o e-commerce e a inteligência artificial.

A Casa do Impacto foi convidada a organizar uma mesa redonda, esta quinta-feira, 3 de dezembro, onde o tema central foi “Porque é que Lisboa é o melhor centro de empreendedorismo de impacto?”. O debate, moderado por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, teve como oradores convidados LJ Silverman, da London School of Economics, Luís Fonseca, da Maze, Hugo Menino de Aguiar, fundador do SPEAK e Nuno Brito Jorge, fundador da GoParity.

Num ambiente descontraído, como mandam as regras de etiqueta da Web Summit, Inês Sequeira abriu a sessão dando as boas vindas a todos os participantes e começou por destacar o papel que a “Santa Casa tem tido no apoio ao ecossistema do empreendedorismo social”.

“Acreditamos que criando as condições certas para apoiar projetos inovadores na área social estamos a realizar mudanças que causam impacto não só na vida das pessoas, mas em todo o ecossistema que só terá a ganhar com a inovação que os empreendedores podem trazer”, frisou a responsável.

Casa do Impacto no Web Summit 2020

Sobre se Lisboa é efetivamente uma boa cidade para que empreendedores de impacto possam explorar as suas ideias de negócio, a resposta foi unânime entre todos, com os oradores a elencarem vários aspetos importantes, que fazem da cidade uma das melhores capitais europeias e um polo de inovação digital europeu aos olhos de empreendedores de todo o mundo.

“O ecossistema em Lisboa, quando comparado com outras cidades europeias, está francamente na frente. Nós temos sítios, como a Casa do Impacto, que se preocupam com a inovação e com a economia de impacto, que apoiam e financiam projetos numa fase muito embrionária, mas que fazem toda a diferença quando estás a lançar uma nova ideia”, comentou Hugo Menino Aguiar.

Ideia partilhada por Nuno Brito Jorge, que afirmou, ainda, que “o modelo de apoio que temos nos dias de hoje, na maioria das vezes cobre toda a fase de crescimento de uma startup, algo que não existia há alguns anos e isso dá-nos um privilégio enorme, quando comparado com outros países”.

“Em Portugal também há ainda muito para fazer. Temos grandes desafios sociais que temos ainda que resolver o que permite a que um empreendedor olhe para este micro espaço como um ótimo sítio para colocar as suas ideias de impacto em curso”, concluiu Nuno Brito Jorge.

Para LJ Silverman, Portugal continua a ser visto como um exemplo a seguir no empreendedorismo social. “Existe uma forte componente por parte das organizações e instituições portuguesas de apoiarem a economia de impacto”, frisou a representante da London School of Economics, dando como exemplo o serviço que a Santa Casa tem vindo a fazer, através da Casa do Impacto, no apoio a novas ideias de negócio.

Web Summit 2020: uma edição marcada pela pandemia de Covid-19

Num ano tão atípico e em que o Web Summit comemora a sua primeira década de vida, a organização do evento anunciou que houve mais de 100 mil visitantes, oriundos de 150 países, a assistirem às diversas calls e masterclasses do evento.

Já na sessão de abertura, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que o “ano de 2020 é um ano de pandemia, mas é também o ano em que Portugal entra numa posição de destaque na inovação. É o ano em que, mesmo num clima pautado pela incerteza, foi capaz atrair 33 projetos de inovação, registar um aumento de 14% de estudantes universitários em tecnologias de informação e em engenharia e lançar o plano de transição digital”. “O mundo pós-pandemia será diferente, mas cabe-nos a nós garantir de que será melhor”, concluiu o primeiro-ministro português.

Já Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirmou que eventos “como estes são necessários mais do que nunca” e mostrou-se confiante que, em 2021, a cidade possa acolher todos os que visitarem a cimeira.

Após as edições de 2016 e 2017 realizadas em Lisboa, a organização da cimeira e o Governo Português anunciaram, em outubro de 2018, uma parceria a 10 anos que permite manter a conferência na capital portuguesa até 2028.

IKEA doa artigos a famílias apoiadas pela Santa Casa

Com o intuito de apoiar as comunidades, o IKEA lançou, em março deste ano, a ação “Juntos contra a Covid-19”. Depois do sucesso da primeira fase, destinada a angariar produtos de apoio para entidades hospitalares e grupos de risco mais vulneráveis ao novo coronavírus, a gigante nórdica do mobiliário e decoração promoveu uma segunda vaga de apoio, destinada a crianças e famílias. Nesta segunda fase, foram entregues mais de 76 mil artigos a cerca de 10 mil crianças.

“A crise que estamos a viver exige um apoio mais direto às famílias vulneráveis. E é isso que estamos a fazer, com a ambição de ajudarmos a combater as desigualdades que esta pandemia acentuou e de proporcionarmos a estas crianças um crescimento saudável”, explica Ana Barbosa, responsável de sustentabilidade da IKEA.

A oferta veio colmatar algumas necessidades identificadas pela Santa Casa, tendo esta ação solidária contribuído para proporcionar melhores condições para as crianças brincarem e estudarem a partir das suas casas.

Para a família Silva, este presente do IKEA foi uma “grande notícia, depois de um ano em que tudo correu mal”, frisou o patriarca da família, pai de três meninas, que receberam entre alguns brinquedos, para as mais novas, também uma secretária, uma cadeira e vários materiais para que possam estudar através de casa.

“Foi muito bom! Não estávamos à espera, mas a Santa Casa às vezes prega-nos estas boas partidas”, exclama o beneficiário, em tom de contentamento.

A filha mais velha do casal, Beatriz, de 14 anos, conta que este apoio veio ajudar “essencialmente na parte do estudo”. “Agora que estamos mais tempo em casa e nem sempre podemos ir à escola é muito bom ter um espaço no nosso quarto para estudarmos e até parece que gosto mais de estudar agora do que antes”, confidencia.

Fundo de Solidariedade com a Cultura reabre candidaturas

O apoio aos profissionais da cultura vai continuar. As candidaturas ao Fundo de Solidariedade com a Cultura reabrem a 2 de dezembro e prolongam-se até 11 de dezembro. Esta segunda fase arranca com um valor mínimo de 130 mil euros, que pode ser reforçado com donativos do público, e é dedicada apenas à Linha de Apoio Geral. Nesta nova vaga, os profissionais que já se candidataram a qualquer uma das linhas de apoio na primeira fase não podem apresentar uma nova candidatura.

A Linha de Apoio Geral é destinada a todos os artistas, outros profissionais liberais independentes, empresários em nome individual e trabalhadores por conta de outrem em situação de desemprego, por causa não imputável ao trabalhador, após o dia 20 de fevereiro de 2020, que desempenhem funções artísticas, técnicas, técnico-artísticas, de gestão e demais funções de suporte nas seguintes áreas de atividade: artes performativas; artes visuais; bibliotecas e arquivos; cinema e audiovisual; literatura, livro e edição; museus e património; música.

Na primeira fase de candidaturas, que decorreu entre os dias 19 e 30 outubro de 2020, foram submetidos 1942 pedidos de apoio, onde se incluem 1057 artistas, 215 técnicos e 171 estruturas artísticas, entre outros trabalhadores da cultura. Até à data, esta causa já recebeu vários contributos, que se materializaram em donativos recebidos de pessoas e entidades e em apoios por parte dos órgãos de comunicação social.

A angariação de donativos tornou possível a reabertura das candidaturas, desta vez dirigida exclusivamente à Linha de Apoio Geral. Para que possa manter a sua atividade e chegar a um maior número de profissionais, o Fundo de Solidariedade com a Cultura continua a aceitar donativos, de forma a poder aumentar a verba disponível para a atribuição de apoios.

O Fundo de Solidariedade com a Cultura é uma iniciativa conjunta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), da Audiogest e da Gedipe. Lançado em abril deste ano, pretende apoiar financeiramente os profissionais da cultura, cuja subsistência possa estar em causa, devido à paralisação do setor provocada pela Covid-19. A GDA e a Audiogest contribuíram com 500 mil euros cada para o fundo. A Gedipe com 200 mil euros e a Santa Casa com 150 mil euros, ficando ainda a Misericórdia de Lisboa encarregue da gestão do Fundo.

Misericórdia de Lisboa renova parceria com o projeto PSuperior

A segunda série do projeto vai alargar o universo de beneficiários, contemplando, agora, não apenas finalistas (público-alvo da primeira edição do PSuperior), mas todos os estudantes de ensino superior. No programa da Santa Casa serão também contemplados alunos da Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

O PSuperior é uma iniciativa destinada a promover a literacia mediática nos estudantes universitários, lançada pelo PÚBLICO. Tem como objetivo promover valores de cidadania nos mais jovens, procurando que sejam mais e melhor informados, mais conscientes das suas responsabilidades coletivas e motivados a empenharem-se na defesa dos valores da tolerância e democracia.

Para tornar esta iniciativa possível, foi fundamental a criação de uma comunidade de mecenas que financiam as assinaturas: a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Fidelidade, a Fundação José Neves, a Bial, a sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, a Google, a Mediabrands, a Porto Editora, a Everis, a Fuel e a Huawei. Cada empresa/instituição assume assim a responsabilidade de facilitar o acesso de alunos de determinados cursos e de universidades ao programa das assinaturas gratuitas.

Relançamento do PSuperior no “Dia P da Literacia Mediática”

O PÚBLICO celebra o dia 27 de novembro como “Dia P da Literacia Mediática”, e aproveita esta data para lançar a segunda edição do projeto PSuperior, que decorreu online e que teve transmissão em direto nos canais digitais do Público.

O programa contou com as intervenções de Manuel Carvalho, diretor do Público, do presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Sousa Pereira, da administradora do Público, Cristina Soares, do estudante Pedro Horta, que participou na primeira série do projeto, do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrou a sessão.

Na sua intervenção, o Presidente da República começou por explicar as razões pelas quais a iniciativa do PÚBLICO “faz ainda mais sentido em tempo de pandemia”. E continuou: ”o projeto PSuperior é a favor do ensino, dos jovens e da literatura mediática e, por isso tudo, é a favor da democracia”. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou, ainda, que este projeto promove uma melhor compreensão da complexidade dos tempos em que vivemos.

PSUPERIOR

Por um jornalismo de qualidade

A Misericórdia de Lisboa continua a defender que o jornalismo deve ser reforçado na sua missão de informar, com rigor e qualidade, para que os cidadãos tenham sempre esse farol de referência, pois só assim se poderá superar, de forma consciente e eficaz, os enormes desafios sociais que Portugal atualmente enfrenta e irá enfrentar nos próximos meses.

A associação da Santa Casa ao projeto PSuperior resulta da constatação de que o jornalismo é um dos bastiões das sociedades democráticas que, nestes tempos de importantes desafios, é também responsável por formar as gerações mais jovens, dotando-as de conhecimento validado para que possam exercer o seu papel numa cidadania de pleno direito e em total consciência.

Centro de Dia para pessoas com doença de Alzheimer inaugurado em Oliveira do Bairro

O projeto vai permitir responder às necessidades específicas de doentes, de cuidadores e de famílias afetadas. A ideia surgiu face ao diagnóstico da rede social do concelho, que identificou um contínuo envelhecimento da população e um elevado grau de dependência dos idosos, designadamente com doença degenerativa.

Esta obra representa o que o Fundo Rainha D. Leonor pretende em várias frentes: é a última pedra, tem inovação social, intergeracionalidade e satisfaz uma necessidade social. O projeto inspira-se no Programa VIDAS da União das Misericórdias Portuguesas e num modelo espanhol, adotado em vários países, que resulta de um trabalho multidisciplinar, com diagnóstico médico e grupos definidos.

Além de satisfazer uma necessidade social premente na região, o novo espaço promove a intergeracionalidade, porque os utentes convivem e fazem atividades no Centro de Atividades Ocupacionais, ao mesmo tempo que estão próximos do recreio do Jardim de Infância.

Centro de Dia da SCM de Oliveira do Bairro

A Misericórdia de Oliveira do Bairro aproveita os equipamentos de apoio existentes, como a cozinha e lavandaria, e obteve sinal verde dos estudos de viabilidade financeira para este projeto que serve 20 utentes com demência e cria sete postos de trabalho.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o país, no princípio da autonomia cooperante.

Terapeutas debatem causas e tratamentos de perturbações sensoriais nas crianças

A iniciativa, que decorreu num formato totalmente online, devido à pandemia de Covid-19, encontra-se inserida na comemoração do primeiro centenário do nascimento de Anna Jean Ayres, terapeuta ocupacional americana, considerada como a pioneira da teoria da Integração Sensorial.

Durante dois dias, a ESSA juntou terapeutas ocupacionais, pedopsiquiatras, educadores e professores, que debateram causas e métodos de intervenção das perturbações sensoriais que podem provocar comportamentos e impulsos descontrolados nas crianças e interferir no seu desenvolvimento global.

Na conferência plenária “O futuro das perturbações regulatórias”, que deu início a estas jornadas, o pedopsiquiatra Pedro Caldeira da Silva salientou que “o processo de tratamento de uma criança com problemas regulatórios deve ser sempre feito em harmonia com a família”. É essencial que “os procedimentos sejam enquadrados a cada criança e não generalizados, porque cada criança têm a sua própria necessidade”, reforçou.

Para o diretor de pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia, a grande maioria dos diagnósticos que os especialistas fazem “estão errados”, considerando que “a melhor ferramenta para um diagnóstico o mais fiável possível é a prática clínica”.

“A questão da validade dos diagnósticos nas perturbações regulatórios do processamento sensorial é bastante complexa, porque muitas das vezes os profissionais têm de perceber se o problema é mesmo uma perturbação ou se é apenas um conjunto de sintomas”, frisou ainda Pedro Caldeira da Silva.

II Jornadas de Intervenção Sensorial

Apresentar e debater resultados de projetos de investigação na área de integração sensorial, incrementar a divulgação dos trabalhos realizados no âmbito do mestrado em Terapia Ocupacional da ESSA, o processamento sensorial e severidade do autismo e o processamento sensorial e a participação ocupacional em pessoas cegas adultas, foram algumas das questões que preencheram o programa das II Jornadas de Integração Sensorial.

Atividades que se tornam cada vez mais complexas – com movimentos, texturas, sons, cores e até sabores diferentes, adaptadas a cada caso – são ferramentas para estimular sensorialmente as crianças, tendo em vista colmatar lacunas na sua aprendizagem, comportamento e desenvolvimento motor, social e emocional. A Integração Sensorial é, assim, usada na prática da Terapia Ocupacional e aplicada em Pediatria e em Educação na Infância, nomeadamente, para desenvolver respostas adaptadas dos indivíduos às solicitações do meio ambiente.

Se não teve oportunidade de assistir às II Jornadas de Integração Sensorial da ESSA, pode fazê-lo através dos seguintes links de vídeo:

II Jornadas de Integração Sensorial da ESSA | Sessão do dia 20/nov/2020

II Jornadas de Integração Sensorial da ESSA | Sessão do dia 21/nov/2020

Desafios do envelhecimento. Grupo de Trabalho europeu quer encontrar soluções

Discutir políticas que contribuam para um envelhecimento ativo, partilha de experiências entre diferentes países e criação de sinergias que permitam desenvolver um trabalho mais adequado na área do envelhecimento. Estes são três dos principais objetivos do Grupo de Trabalho Permanente sobre o Envelhecimento, da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE, na sigla inglesa), que é presidido pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, desde 2017.

O Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento da UNECE é uma organização intergovernamental, criada em 2008, que se reúne anualmente no mês de novembro, em Genebra, na Suíça. Na reunião deste ano, que decorreu nos dias 19 e 20, por videoconferência, destaque para a passagem a “Grupo Permanente” (Standing Working Group on Ageing, em inglês), uma alteração celebrada por todos os seus constituintes, que assumem agora um papel ainda mais preponderante e de maior responsabilidade na procura de soluções para um envelhecimento com qualidade.

Durante a reunião de trabalhos, conduzida por Edmundo Martinho, as partes envolvidas discutiram os resultados dos eventos relacionados com envelhecimento, que decorreram durante o ano 2020, e as novas iniciativas internacionais na área do envelhecimento tendo em vista a agenda 2030 da ONU, constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O grupo foi ainda convidado a debater as oportunidades de lançamento e disseminação das diretrizes para o “envelhecimento predominante” durante a próxima presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que acontece entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2021.

Da reunião resultou ainda a decisão de que o Grupo de Trabalho Permanente sobre o envelhecimento atuará como comissão preparatória da próxima Conferência Ministerial da UNECE, agendada para maio de 2022, em Itália.

Recorde-se que, em 2017, Lisboa foi a cidade anfitriã da 4ª edição desta conferência, subordinada ao tema “Uma sociedade sustentável para todas as idades: realizando o potencial de uma vida mais longa”, que juntou investigadores e organizações não-governamentais de todo o mundo para propor estratégias de encorajamento ao envelhecimento ativo. Da conferência resultou a Declaração de Lisboa 2017, que inclui as linhas orientadoras de atuação dos Estados-membros da UNECE até 2022.

Edmundo-Martinho-reeleito-para-presidente-de-Grupo-de-Trabalho-europeu

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa acabaria por ser nomeado presidente do Grupo de Trabalho, em novembro desse ano, título que foi renovado em 2019.

UNECE: há 73 anos a promover a cooperação económica

A Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) foi criada em 1947. É uma entre cinco comissões regionais das Nações Unidas. As outras são: Comissão Económica para África, a Comissão Social e Económica para a Ásia e o Pacífico, a Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas e a Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental.

O objetivo da UNECE passa por promover a cooperação económica entre os 56 Estados Membros -da Europa, América do Norte e Ásia- que a compõem. Todos os membros das Nações Unidas podem contribuir para o trabalho da UNECE.

Lotaria Nacional faz 237 anos. A cronologia do jogo que celebra Portugal

É o jogo mais antigo do portefólio dos Jogos Santa Casa. Durante mais de dois séculos de existência, a Lotaria Nacional foi-se adaptando com os tempos, mas mantendo-se fiel à missão que assumiu em 1783: as boas causas.

Os lucros da Lotaria Nacional em muito contribuíram para que a Misericórdia de Lisboa, sobretudo ao longo do século XX, conseguisse alargar os seus serviços de assistência, tornando-se numa das pioneiras na proteção à maternidade e à primeira infância. Hoje, continua a ser um recurso fundamental para a Santa Casa, permitindo que a instituição continue a desenvolver um trabalho exemplar no apoio aos mais desfavorecidos.

Celebrar Portugal acabaria por ser mais uma missão assumida pela Lotaria. Este é um jogo que, ao longo dos tempos, se tem mantido associado a momentos relevantes da cultura portuguesa, através de extrações da lotaria dedicadas a temas relacionados com a religião, património ou a eventos especiais do ano, e que tem como elemento maior a emblemática Lotaria do Natal.

O jogo tem vindo a “personificar” nas suas extrações não só o sonho do prémio, mas uma causa, uma celebração, uma evocação histórica, as regiões e o povo. Exemplo disso é a edição de final deste ano, dedicada às aldeias de Portugal, que evidencia alguns dos territórios rurais de Portugal. São “237 anos a anunciar a sorte” – tal como apregoa a nova campanha da Lotaria Nacional.

 

A história da Lotaria faz-se numa viagem que começou em 1783. Como nasceu e como evoluiu o primeiro jogo explorado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa?

1783
Nasce a Lotaria Nacional. D. Maria I autorizou a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a explorar uma Lotaria anual sob a tutela e a fiscalização da Fazenda Real.

1784
A 1 de setembro, acontecia a primeira extração da Lotaria, cujo sorteio durou 34 dias. Os lucros da lotaria seriam repartidos pelo Hospital Real, pela Casa dos Expostos e pela Academia Real das Ciências.

1893 
A lotaria passou a ser explorada, em regime de monopólio, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

1901
Inauguração da atual Sala de Extrações e eletrificação das esferas de 1863.

1926
O artigo 1º do Decreto nº 12 790, de 30 de novembro, estabeleceu que as lotarias seriam exploradas pela Misericórdia de Lisboa, por conta do Estado, sendo renomeadas de Lotarias da Misericórdia de Lisboa.

Casa do Impacto participa na Semana da Responsabilidade Social 2020

A Casa do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, associa-se à 15.ª Edição da Semana da Responsabilidade Social, que decorrerá entre 16 e 20 de novembro – com transmissão na plataforma Hopin – e que, este ano, é subordinada à temática “2020 – 2030 | A Década da Sustentabilidade”. Esta é a segunda vez que a Misericórdia de Lisboa participa no evento.

A edição deste ano coincide com o início da “Década da Ação”, tal como António Guterres, Secretário-Geral da ONU, a definiu perante a comunidade internacional.

Organizado pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE) em parceria com a Global Compact Network Portugal, do qual a Santa Casa faz parte desde 2018, o evento vai decorrer em dois grandes fóruns e apela a uma ação redobrada da sociedade em prol do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

No âmbito do fórum “Call 2 Action” (dias 18, 19 e 20), a Casa do Impacto será a anfitriã da conferência intitulada “Empreendedorismo e a Saúde Mental | Como é que o ODS 3 se liga com todos os outros objetivos da Agenda 2030?”.

De acordo com o relatório de 2018 da Health at a Glance, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal é o quinto país da União Europeia com maior prevalência de problemas de saúde mental, sendo que as patologias mais comuns são a depressão e a ansiedade.

Com moderação de Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, a mesa redonda conta, também, com a participação de Pedro Trincão Marques, fundador da Hug-a-Group, Sandro Resende, fundador do Manicómio, Rita Fonseca e Costa, psicóloga e representante da acalma.online e Filipe Batista Bastos, psicólogo e psicoterapeuta na Unidade W+, da Misericórdia de Lisboa.

Semana da Responsabilidade Social

Já no início do ano, a Santa Casa reforçou o seu comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com a assinatura da carta de compromisso da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Ação Climática Lisboa 2030. A iniciativa, que uniu mais de 200 entidades em torno do mesmo objetivo, pretende reduzir a pegada ecológica na cidade para o próximo decénio.

Para consultar o programa na íntegra ou inscrever-se nos fóruns da iniciativa aceda à página oficial da APEE.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas