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Fundo Rainha D. Leonor apoia reabilitação do lar de São José da Misericórdia de Montargil

O projeto de requalificação, agora concluído, contemplou a adaptação dos quartos, em formato de camarata, para quartos triplos no r/chão do equipamento e no primeiro andar da Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) foram adaptados os espaços para quartos duplos.

No rés do chão foram criados quatro quartos triplos, para 11 utentes. No andar superior foram intervencionados onze quartos, que vão apoiar 22 pessoas. As acomodações contam agora com casas de banho adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida.

Nesta intervenção foi também introduzida uma rede de segurança contra incêndios, em cada um dos pisos.

Além de proporcionar uma significativa melhoria da qualidade de vida dos utentes, a obra possibilitou igualmente incrementar a qualidade dos serviços prestados, oferecendo melhores condições de conforto e bem-estar a estes idosos.

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o país, no princípio da autonomia cooperante.

Desafios do processo tutelar nas crianças em debate

Organizado pela Misericórdia de Lisboa, através da Unidade de Supervisão e Qualificação de Assessoria ao Tribunal (USQAT), o seminário: “A Criança no Processo Tutelar Cível”, contou com a participação de diversas individualidades e especialistas da área, que partilharam com o público as suas experiências, conhecimentos e visões sobre esta temática.

A abertura do evento foi conduzida pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Edmundo Martinho deu nota de que “este seminário resulta de um processo de aprendizagem da instituição, por força do protocolo assumido com a Segurança Social neste âmbito. Temos vindo a assumir responsabilidades crescentes na grande Lisboa. Tem sido um processo progressivo de instalação de equipas especializadas, de adequação de competências, mas considero que temos respondido às expetativas depositadas em nós”, realçou ainda o responsável da instituição.

Edmundo Martinho relembrou que “todos os intervenientes neste processo devem ter sempre em mente o superior interesse da criança”, considerando que “a responsabilidade principal da Santa Casa é a de contribuir, de uma forma correta e responsável, para uma decisão nos tribunais que respeite os direitos dos pais e crianças”.

Este seminário dá continuidade ao trabalho efetuado pela Misericórdia de Lisboa, que assumiu, em 2019, na sequência de um protocolo de cooperação celebrado com o Instituto de Segurança Social, a intervenção em matéria de infância e juventude, nomeadamente a assessoria técnica aos tribunais no território da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos III (NUT III), que agrega os concelhos da Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira.

Para Teresa Cadavez, diretora desta unidade orgânica da Santa Casa e moderadora da mesa redonda “Caminhos possíveis para as situações complexas”, realizada no âmbito do seminário, esta iniciativa representa uma oportunidade “única” de “reflexão profunda no processo de audição judicial das crianças e ainda sobre as possíveis respostas às situações mais complexas de rutura familiar”. “É nesta reflexão conjunta, entre pessoas de diferentes saberes e com intervenção também diversificada no âmbito de processos tutelares cíveis, que conseguimos encontrar novas e melhores formas de intervir e de responder às necessidades das crianças”, destaca a especialista.

Na mesa redonda participaram, ainda, Lídia Gamboa, Juíza de Direito, Rui Alves Pereira, advogado, Francisco Gonçalves Ferreira, psicoterapeuta e terapeuta familiar, Pedro Morais Martins, mediador familiar, e Telma Marques, psicóloga.

O seminário contou, também, com as intervenções de Rui Godinho, diretor de Infância, Juventude e Família da Santa Casa, Maria Oliveira Mendes, Procuradora da República e docente do Centro de Estudos Judiciários, Rita Severino, técnica da USQAT, Ana Trindade, Procuradora da República do Juízo de Família e Menores de Lisboa, Pedro Raposo Figueiredo, magistrado de Direito e docente do Centro de Estudos Judiciários, e Dora Pereira, professora da Faculdade de Artes e Humanidades, da Universidade da Madeira.

De realçar que, em três anos de funcionamento da USQAT, esta equipa recebeu 2476 solicitações judiciais, acompanhou 841 crianças em audição judicial, realizou 366 audições técnicas especializadas e acompanhou 26 supervisões de convívio e 68 execuções de regime estabelecidos.

 

Sobre o processo tutelar cível

As providências tutelares cíveis são os processos judiciais em que se discutem e resolvem questões relativas à criança, com exceção das emergentes, das situações de perigo para a criança (processos de promoção e proteção) e das resultantes da prática pela criança/jovem de facto qualificado como crime (processo tutelar educativo).

De entre as providências tutelares cíveis que se encontram definidas e reguladas pelo Regime Geral do Processo Tutelar Cível, a equipa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apenas intervém na regulação do exercício das responsabilidades parentais, na fixação de alimentos devidos à criança e ao filho maior, na entrega judicial da criança, na inibição (total ou parcial) e no estabelecimento de limitações ao exercício das responsabilidades parentais, na instauração da tutela e da administração de bens, bem como na regulação dos convívios da criança com os irmãos e ascendentes.

Administrador da Santa Casa distinguido pela PSP

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi homenageado pela PSP, pelo “seu percurso profissional e a sua dádiva à causa da segurança pública”. A distinção aconteceu na passada quarta-feira, 16 de novembro, durante as comemorações do aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS), no Cineteatro Dom João V, na Amadora.

Neste contexto, entendeu o COMETLIS enaltecer a postura do administrador da instituição ao longo dos últimos anos, reconhecendo “como fundamental e distinta”, destacando em particular o trabalho que a área da ação social da Santa Casa tem vindo a realizar na “aproximação à sociedade civil mais desfavorecida”.

Um dos exemplos frisados pelo COMETLIS é o projeto RADAR, do qual a PSP é parceira e onde assume um papel preponderante na identificação e acompanhamento da população +65, na cidade de Lisboa.

Distinção

Fotografia: Núcleo de Imprensa e Relações Públicas da Polícia de Segurança Pública

PSP e Santa Casa. Uma relação de parceria em prol do bem-estar da população 65+

A Polícia de Segurança Pública é parceira do projeto RADAR desde a sua criação, em 2019.

De recordar que, em dezembro de 2021, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Polícia de Segurança Pública renovaram um protocolo que reforça o compromisso das duas instituições no apoio, identificação e acompanhamento da população com mais de 65 anos, na cidade de Lisboa.

Uma parceria que, no entender de Sérgio Cintra, é “essencial para o sucesso do RADAR”, na medida em que “as pessoas que necessitam de apoio sentem-se mais confortáveis quando este é dado pelos ‘anjos’ vestidos de azul”.

O RADAR é um projeto pioneiro em Lisboa, liderado pela Santa Casa, que tem como objetivo identificar a população com mais de 65 anos, em situação de isolamento na cidade. Conta com o apoio da PSP, da Câmara Municipal de Lisboa e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, entre outros, e está integrado no programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades”.

“O Sopro do Diabo”: estreia em Portugal pela mão da Casa do Impacto

No documentário o “Sopro do Diabo”, realizado por Orlando von Einsiede e produzido por Leonardo DiCaprio, as vítimas do desastre que assolou Pedrógão Grande, em 2017, são os atores principais. Ao longo do documentário ouvem-se relatos de quem ainda vive atormentado pela tragédia. Agora, em Pedrógão, trabalha-se diariamente para a região recuperar das cinzas. É também essa mensagem de fé, sobretudo graças ao trabalho de reflorestação que está a ser feito na região, que o documentário transmite.

A Portugal o filme chegou em outubro, num ciclo de estreias espalhadas pelo país (Lisboa, Braga, Coimbra, Algarve, Viseu, Aveiro, Porto e Madeira) promovidas pela Casa do Impacto e pelo Cinemas NOS. Antes da exibição do documentário, o Cinema NOS Amoreiras acolheu um painel sobre as alterações climáticas, que contou com a presença de Catarina Fernandes Martins, co-produtora do filme, Sofia Carmo, responsável pelo programa de reflorestação de Pedrógão Grande, e Miguel Costa Matos, deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista. O lançamento de “O Sopro do Diabo” juntou a comunidade num espaço de cultura para celebrar a inovação como a forma mais eficiente para a redução dos problemas ambientais, cujo agravamento leva à deterioração profunda dos problemas sociais.

A parceria entre a Casa do Impacto e o Cinemas NOS prevê que o montante da bilhética seja dividido em 70% para o hub da Santa Casa. Esse valor será doado a uma startup incubada na Casa do Impacto, que irá proceder à reflorestação de uma área afetada pelos incêndios.

Núcleo de Infância e Juventude da Santa Casa chega a Oeiras para proteger crianças e jovens

A Santa Casa procedeu à constituição de mais um Núcleo de Infância e Juventude (NIJ). Depois de em abril de 2021 ter criado os NIJ de Vila Franca de Xira e Amadora, em 2022 a instituição abriu já o NIJ Mafra e, agora, o NIJ Oeiras. A inauguração aconteceu no passado dia 18 de novembro, numa sessão que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino de Morais, da vice-presidente do Instituto de Segurança Social, Catarina Marcelino, e do administrador da Ação-Social da Santa Casa, Sérgio Cintra.

A criação destes espaços está prevista no protocolo de cooperação entre o Instituto da Segurança Social, IP e a Misericórdia de Lisboa, onde a Santa Casa assume responsabilidades em matérias de infância e juventude no território da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos III (NUT III), que agrega os concelhos da Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira.

O NIJ Oeiras quer promover uma estratégia de intervenção única em matéria de infância e juventude, em cada território da NUT III, tornando-se um agente ativo na promoção dos direitos e proteção das crianças e jovens do concelho. Para isso será feita uma aposta na preservação das crianças em meio natural de vida e, quando não for possível, na concretização da medida de acolhimento familiar, nomeadamente, para crianças com menos de seis anos.

Carla Lima explica que o NIJ Oeiras conta com uma equipa formada por nove profissionais prontos para assumir responsabilidades nas assessorias ao tribunal, onde serão “acompanhados todos os processos no âmbito de promoção e proteção, de processos tutelares cíveis que decorram na zona de Oeiras”. A diretora do Núcleo de Infância e Juventude de Oeiras considera essencial que este processo seja feito “em articulação com entidades do concelho como a CM de Oeiras, as escolas e as associações desportivas”.

“Além de darmos resposta aos pedidos do tribunal, vamos também estabelecer uma relação de proximidade com essas entidades de primeira linha na área da infância e juventude. É importante que a comunidade saiba da nossa existência e da nossa missão”, considera Carla Lima.

Rui Godinho, diretor da Direção de Infância e Juventude da Santa Casa, realça que a Misericórdia de Lisboa “está a fazer um processo gradual de assumir essas responsabilidades”. Depois de Vila Franca de Xira, Amadora, Mafra e Oeiras, o próximo concelho a receber um NIJ será Sintra. “Na prática estamos a alargar a nossa resposta, uma vez que já fazíamos isso no concelho de Lisboa e, agora, vamos fazê-lo nos concelhos vizinhos”, revela Rui Godinho.

 

 

Santa Casa apoia a Semana da Responsabilidade Social 2022

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, associa-se à 17.ª Edição da Semana da Responsabilidade Social, que decorrerá entre 22 e 25 de novembro, no Auditório – Grupo Águas de Portugal, em Lisboa, este ano subordinada à temática “Engenho Humano & Energia”. Esta é a quarta vez que a Misericórdia de Lisboa se associa a este evento.

Durante quatro dias serão apresentados vários painéis de discussão, como palestras, depoimentos, debates e mesas redondas, com vista a promover a partilha de conhecimento, ao mais alto nível, entre os participantes. O evento regressa este ano ao formato presencial, mas poderá também ser acompanhado online, sem necessidade de inscrição prévia, passo apenas obrigatório para assistir às sessões presenciais.

Organizada pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE) em parceria com a Global Compact Network Portugal, entidade da qual a Santa Casa faz parte desde 2018, os objetivos da Semana da Responsabilidade Social passam por potenciar o diálogo entre vários stakeholders e sensibilizar para a necessidade de evidenciar compromissos com os valores da Ética, Sustentabilidade e da Responsabilidade Social, nomeadamente no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Para consultar o programa na íntegra aceda à página oficial da APEE, aqui.

De recordar, ainda, que no início de 2020, a Santa Casa reforçou o seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, através da assinatura da carta de compromisso da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Ação Climática Lisboa 2030. A iniciativa, que uniu mais de 200 entidades em torno do mesmo objetivo, pretende reduzir a pegada ecológica na cidade para o próximo decénio.

Santa Casa e Meritis atribuem bolsas de apoio a jovens talentos das artes e do desporto

Diogo Ribeiro, nadador, Duarte Soares, bailarino, e Madalena Gaspar Lopes, música, são os grandes vencedores da edição de 2022 das Bolsas Santa Casa/Meritis. Estes três jovens talentos, apoiados no âmbito do acordo entre a Meritis e a Misericórdia de Lisboa, terão acesso a três bolsas de incentivo às suas carreiras no valor de 5 mil euros.

O protocolo entre a Santa Casa e a Meritis, que arrancou em 2020, prevê a concretização de três bolsas de mérito anuais nas áreas do desporto e das artes. O principal objetivo passa por ajudar a alavancar as carreiras  de jovens, cujo talento é evidente e onde o apoio financeiro e logístico pode ser determinante na continuação das suas carreiras.

Para Maria da Cunha, subdiretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a parceria com a Meritis, estabelecida em “plena pandemia, num contexto de grande fragilidade”, é um sucesso, uma vez que já permitiu “apoiar sete jovens talentos”.

“Nesta terceira edição, a Santa Casa dá continuidade a este projeto, apoiando mais três jovens talentos, novamente num contexto socioeconómico que se avizinha ainda mais difícil este ano, mas é nestes momentos que os apoios da Misericórdia de Lisboa se tornam ainda mais relevantes, em prol da melhoria do bem-estar das pessoas, prioritariamente dos mais desprotegidos. O mérito é destes jovens e nós temos orgulho em proporcionar-lhes condições para a realização dos seus sonhos”, refere Maria da Cunha.

Já Pedro Couceiro, sócio fundador da Meritis, confessa estar muito feliz com a renovação deste apoio da Santa Casa, uma vez que irá “possibilitar elevar o patamar de sucesso destes três jovens” bolseiros.

“Existem muitos jovens de mérito para quem uma ajuda significa poderem progredir fortemente nas suas carreiras. Acreditamos e tentamos passar aos nossos jovens a mensagem que de que o céu é o limite. Estas bolsas da Misericórdia de Lisboa irão dar-lhes ainda mais asas”, destaca.

 

Os vencedores das Bolsas Santa Casa/Meritis 2022

Diogo Ribeiro (18 anos)

É recordista mundial júnior no longo curso de 50 metros de borboleta. Este recorde foi batido pelo atleta no Campeonato Mundial de Natação Júnior FINA 2022, realizado em Lima, no Peru, onde também conquistou o recorde português de 22,96 segundos. O talento de Diogo Ribeiro também foi premiado com a medalha de ouro na categoria de borboleta de 100 metros, com um tempo de 52,03 segundos, e a medalha de ouro no estilo livre de 50 metros, com um tempo de 21,92 segundo.

Duarte Soares (17 anos)

Iniciou a prática de dança em 2019, com 13 anos de idade, na Ent’Artes- Escola de Dança. Em setembro de 2020 começa o ensino secundário na Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional no curso profissional especializado. O objetivo, a curto prazo, passa por acabar o secundário. A médio prazo, deseja começar a ganhar alguma visibilidade na área.

“O meu sonho é simplesmente ser capaz de ter sucesso na dança, ser capaz de manter a carreira até à reforma, e sentir-me alegre e pleno enquanto o faço”, confessa.

Madalena Gaspar Lopes (19 anos)

Tem como sonho chegar ao máximo de pessoas através da música. Iniciou os seus estudos musicais com cinco anos de idade, na Casa do Povo de Corroios. Aos nove anos começou a ter aulas de flauta transversal na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional (Polo do Seixal). Um ano mais tarde, deu continuidade aos seus estudos, em Lisboa, onde terminou o curso secundário em Música (flauta transversal) com a classificação máxima de 20 valores na sua prova de aptidão artística.

Em fevereiro de 2022, obteve o 1º prémio na competição Jovem.COM na categoria D, que fez com que tivesse a oportunidade de tocar, mais tarde, a solo com a orquestra OJ.COM, na Madeira. Em junho de 2022, obteve o 1º Prémio no 5º Concurso Nacional de Interpretação Musical – Cultivarte Jovem na categoria A.

Atualmente integra a Escuela Superior de Música Reina Sofía. Madalena Gaspar Lopes tem como principais objetivos terminar a licenciatura de flauta em Madrid, fazer um mestrado, “talvez na Alemanha”, estudar numa academia de orquestra, concorrer e investir em competições internacionais de flauta e integrar várias orquestras pela Europa.

“Palavras para um lugar”: o podcast que dá voz às histórias de jovens-adultos apoiados pela Santa Casa

“Um espaço de conversa informal que dá voz às vivências de jovens-adultos que se encontram a trilhar os caminhos da autonomia de vida”. Todos os episódios do podcast “Palavras para um lugar” começam assim. Miguel Lamas, técnico na área da educação social da Santa Casa e ideólogo do podcast, decidiu avançar com este projeto depois de anos a escutar histórias e a ter conversas com os jovens que acompanha.

Quando Miguel Lamas apresentou a proposta à Rádio Voz Online na Cossoul fê-lo com o objetivo de criar um espaço onde todos tivessem a oportunidade de escutar, na primeira pessoa, as experiências de autonomia de vida dos jovens que usufruem da intervenção da Equipa de Integração Comunitária da Misericórdia de Lisboa (EIC). Todas as conversas têm como mote a convicção de que vale a pena prosseguir o ideal expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento que orienta o trabalho da EIC.

Mas o “Palavras para um lugar” é muito mais do que isso. Ao longo de dez episódios fica evidente a importância que a ação social reveste, como área fundamental de investimento nas pessoas que vivem em Portugal. É um trabalho diário com o objetivo de criar uma cidadania plena que respeite as idiossincrasias de cada jovem.

No primeiro episódio, que foi para o ar esta quarta-feira, dia 16 de novembro, às 21h, o diretor da EIC da Santa Casa, João Bicho, explica o trabalho realizado ao longo dos anos pela Misericórdia de Lisboa nesta área. A EIC é uma equipa multidisciplinar integrada na Unidade de Apoio à Autonomização, da Direção de Infância, Juventude e Família, que se destina a apoiar a transição para a vida adulta de jovens em risco ou em perigo, em meio natural de vida, nomeadamente assegurando os atos materiais de execução da medida de apoio para a autonomia de vida.

A 30 de novembro, o podcast será dedicado à história de Carolina Marques. 22 anos, natural de Lisboa, estudante. Maior sonho? “Alcançar a minha autonomia e ser feliz”. O passado, o presente e o futuro de Carolina estão resumidos em pouco mais de 30 minutos de áudio, onde ainda há tempo para a jovem explicar aos ouvintes o que é a EIC: “basicamente são pessoas disponíveis para nos ajudar em tudo aquilo que nós precisamos”.

Tal como a jovem, também as histórias do Kenny ou do Murilo ganharam espaço de antena. O podcast “Palavras para Um Lugar” está programado na grelha da Rádio Voz Online na Cossoul para quartas-feiras às 21h, com periodicidade quinzenal. Está também disponível no Spotify e no Mixcloud.

10º edição dos Prémios Santa Casa Neurociências. Conheça os vencedores

A entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências decorreu esta quinta-feira, 17 de novembro, no Auditório Mariano Gago (Pavilhão do Conhecimento), em Lisboa. Os vencedores desta 10ª edição são responsáveis pelo desenvolvimento de projetos que permitem regenerar a medula espinhal em mamíferos e analisar com detalhe os dados neurofisiológicos de pacientes com doença de Parkinson implantados com a nova geração de neuroestimuladores.

No valor de 200 mil euros, o Prémio Melo e Castro – que se destina a apoiar estudos que potenciem a recuperação e o tratamento de lesões vertebro-medulares- foi entregue a Mónica Mendes de Sousa e à sua equipa de investigação do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, pelo projeto: “TARGET: Traduzir a capacidade regenerativa de Acomys”.

O grupo de Regeneração Nervosa do i3S descobriu recentemente que o ratinho espinhoso africano (Acomys) é capaz de regenerar e recuperar a função após uma lesão completa da medula espinhal, sendo uma exceção única nos mamíferos. O projeto TARGET pretende continuar a desvendar os mecanismos subjacentes à capacidade regenerativa da medula espinhal de Acomys, sendo que esta investigação poderá ser ponto de partida para o desenvolvimento de novas terapias para doentes com lesão medular.

“Já tínhamos recebido o prémio há três anos e neste espaço de tempo já conseguimos identificar os primeiros mecanismos que permitem que este mamífero possa regenerar e ganhar função após uma lesão completa da medula espinhal. Com este prémio vamos conseguir continuar o projeto”, refere Mónica Mendes de Sousa.

Vencedora

Já o estudo “Melhorando a Eficácia da Estimulação Cerebral Profunda em Doença de Parkinson, com Biomarcadores Eletrofisiológicos Personalizados e Estimulação Baseada em Avaliações Quantitativas Objetivas”, liderado por Paulo de Castro Aguiar, do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, foi galardoado com o Prémio Mantero Belard, também no montante de 200 mil euros, que financia a investigação científica ou clínica de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como Parkinson e Alzheimer.

O projeto vencedor, que conta igualmente com a colaboração de clínicos do Hospital de São João e investigadores do INESC-TEC, tira partido de uma nova geração de neuroestimuladores, para registar a atividade neuronal na zona do cérebro que está a ser estimulada. O objetivo é desenvolver algoritmos “inteligentes” que otimizem os parâmetros da estimulação elétrica de acordo com as características da atividade neuronal de cada paciente. Além do i3S, este projeto conta com a colaboração de clínicos do Hospital de São João e investigadores do INESC-TEC.

“Estes prémios são um catalisador para fazer com que a comunidade médica e a comunidade de investigação trabalhem em conjunto. Este projeto é o concretizar dessa vontade”, explica Paulo de Castro Aguiar.

Paulo de Castro Aguiar

Também na cerimónia foi entregue o Prémio João Lobo Antunes. Criada, em 2017, em homenagem ao neurocirurgião João Lobo Antunes, esta distinção destina-se a licenciados em medicina em regime de internato médico, com o objetivo de estimular a cultura científica e a investigação clínica na área das neurociências.

O vencedor deste ano foi o investigador David Berhanu, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e do Serviço de Imagiologia Neurológica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que recebe 40 mil euros para levar a cabo um projeto sobre a abordagem clínica dos doentes com patologias neurológicas e neurocirúrgicas. O estudo “Optic Nerve Anatomy and Imaging – A Surrogate for Intracranial Pressure” utiliza técnicas neuroimagiológicas não invasivas, para determinar a pressão intracraniana no paciente.

“Este é um projeto multidisciplinar. Só assim é possível, com esta colaboração entre todas estas pessoas, até porque estou numa fase ainda precoce do meu percurso profissional”, sublinha o galardoado.

David Berhanu

Na sua intervenção, Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, salientou que os Prémios Santa Casa Neurociências são “um sinal de uma investigação científica rigorosa e com qualidade”, salientando que “é um orgulho para a Santa Casa poder estar associada a percursos de investigação e desenvolvimento que tanto têm contribuído para que possa existir mais qualidade de vida dos nossos doentes e para avanços científicos muito significativos”.

“A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem a consciência de que o melhor contributo que pode dar para a investigação científica e clínica é, por um lado, podermos ser parceiros e de nos associarmos aos esforços de investigação, e, por outro, conseguirmos incorporar no nosso trabalho diário todas as dimensões da investigação científica”, afirmou o provedor.

Os vencedores desta edição foram escolhidos por um júri presidido por José Manuel Castro Lopes (vice-reitor da Universidade do Porto), do qual também faziam parte Catarina Aguiar Branco (Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação), Catarina Resende de Oliveira (Universidade de Coimbra), Cristina Januário (Sociedade Portuguesa de Neurologia), Jorge Jacinto (Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão), George Perry (College of Science, da Universidade do Texas e nomeado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), João Malva (Sociedade Portuguesa de Neurociências), José Ferro (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e nomeado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) e Mamede de Carvalho (Universidade de Lisboa).

Na cerimónia decorreram, ainda, duas mesas redondas sob os temas “Investigação clínica e inovação Biomédica – uma componente chave na prestação de melhores cuidados de saúde” e “Como fazemos ciência em saúde”.

Reveja o vídeo da cerimónia, em baixo.

 

“O desporto visto pelos jovens”. Prémio atribuído pela Santa Casa no Lisbon Sport Film Festival 2022 já tem vencedor

Entre os dias 12 e 13 de novembro, o Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma), foi palco do certame de cinema nacional dedicado ao desporto, Lisbon Sport Film Festival. Além da entrega de prémios nas diversas categorias a concurso, houve ainda lugar a uma homenagem ao professor José Maria Noronha Feio, primeiro diretor-geral dos desportos do período pós 25 de abril de 1974 e figura histórica e incontornável do desporto português.

Francisca Figueiredo, de 12 anos, foi uma das jovens vencedoras da edição deste ano do Lisbon Sport Film Festival ao arrecadar o prémio “O desporto visto pelos jovens”, galardão entregue com o apoio da Misericórdia de Lisboa, que cumpre aqui o seu racional de apoio a jovens talentos no mundo das artes e da cultura. Este prémio pretende distinguir jovens, até 25 anos, que através de filmagens amadoras consigam captar e reforçar o lado cultural do desporto, assim como o seu valor como fator de desenvolvimento pessoal, social e educativo.

O filme vencedor foi inteiramente gravado com recurso a uma câmara fotográfica de telemóvel, e “retrata uma menina que está aborrecida e, de repente, vê crianças a andar de bicicleta, que a relembram da sua própria bicicleta”, conta Francisca Figueiredo.

Para a jovem açoriana, vencer este prémio foi “uma grande surpresa”, considerando que o mesmo a ajudou “a perceber a força que as imagens podem ter para comunicar”.

O júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa a José Maria Estácio, treinador de rugby, pela realização de um filme que nasceu de um projeto dedicado à formação e educação no desporto.

Nas restantes categorias a concurso os vencedores foram “Mulheres à Cesta”, de Silvia Spolidoro e Hellen Suque (Brasil), em longa-metragem, e “Ramón”, de Natalia Bernal Castillo (Colômbia/México), em curta-metragem, na mostra “Desporto e Sociedade”.

Em CineFoot Portugal, os filmes premiados foram: “Em busca da história do Cruzeiro”, de Gustavo Nolasco e André Amparo (Brasil), em longa-metragem, e “O goleiro solitário” (Estados Unidos), de Andre Andreev, em curta-metragem.

O júri decidiu conceder a menção honrosa ao filme “Moacyr Barbosa”, de Emílio Domingos (Brasil), pelo resgate da dignidade e história de um dos melhores guarda-redes brasileiros de todos os tempos. Já na mostra “Televisão”, o filme premiado foi “Jogo de Ilusões”, de Lúcia Gonçalves (Portugal).

Fruto da parceria entre o Lisbon Sport Film Festival e a Federation Internationale Cinema Telvision Sportifs (FICTS), os filmes premiados serão indicados a participar na World FICTS Challenge 2023.

O Lisbon Sport Film é o único festival de cinema em Portugal sobre desporto em toda a sua amplitude de modalidades e aspetos sociais e culturais. O evento tem como objetivo a promoção, a difusão, a reflexão e a valorização da cinematografia mundial de desporto.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas