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“Cuidados de Longa Duração” é o tema que encerra o primeiro ciclo da iniciativa “Debates Santa Casa”

A Sala de Extrações da Lotaria Nacional acolheu esta sexta-feira, 11 de novembro, o terceiro encontro do ciclo de debates promovidos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A sessão foi subordinada ao tema “Cuidados de Longa Duração” e contou com a participação de Lisa Warth, chefe da Unidade de População da UNECE (Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa), e Bruno Barata, conselheiro técnico na Representação Permanente de Portugal na União Europeia. Edmundo Martinho, provedor da instituição, moderou a iniciativa.

Através da promoção dos “Debates Santa Casa” a Misericórdia de Lisboa pretende assegurar a fundamentação e a validação de saberes e experiências da instituição numa perspetiva de alcance da melhoria contínua nos serviços prestados à comunidade.

De acordo com Maria da Luz Cabral, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Políticas Públicas na Longevidade da Misericórdia de Lisboa, este primeiro ciclo de conversas “constituiu um momento privilegiado de ampla capacitação de questões emergentes que impactam os distintos domínios da intervenção da Santa Casa e são transversais à sociedade”, frisando que os temas discutidos “têm merecido especial atenção da instituição” e que estes “consubstanciaram a visão de futuro para as respostas da Misericórdia de Lisboa aos desafios da Longevidade e do Envelhecimento e às necessidades de apoio na dependência”.

Ao longo dos últimos meses foram realizadas mais duas sessões, igualmente abrangidas pelos temas da Longevidade e Cuidados de Longa Duração, tendo a primeira tido lugar no dia 13 de maio, subordinada ao tema: “Integração dos cuidados – Social e Saúde”. Esta contou com a participação do antigo ministro do Trabalho e da Solidariedade, Paulo Pedroso, e do ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Já o segundo encontro aconteceu a 8 de julho, e foi dedicado à “Revolução da Longevidade”. Nele participaram o médico e gerontólogo Alexandre Kalache e o fundador e presidente honorário da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural, Victor Ventosa.

“O tema da Longevidade é mobilizador e urge que esteja cada vez mais presente no debate público”, alerta a coordenadora. Salienta ainda que é necessária “uma integração sistemática das questões em torno desta matéria no âmbito das Políticas Públicas, de forma a que sejam desenvolvidos programas, medidas e serviços que correspondam às expetativas e respeitem a vontade dos destinatários”.

Para Maria da Luz Cabral, a “conquista da Longevidade convoca toda a sociedade para a mudança que já está a acontecer”, sendo que “a Santa Casa já tem uma forte presença funcional no domínio do Envelhecimento e da Longevidade e constitui-se como um grande laboratório prático de resposta à complexidade dos fenómenos, desenvolvendo em contínuo novas iniciativas e projetos”.

Entre as várias medidas que a Misericórdia de Lisboa tem promovido neste âmbito, a coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Políticas Públicas na Longevidade da instituição destaca alguns exemplos a serem seguidos: o projeto “Beleza não tem Idade”, o Programa Lisboa, Cidade de Todas as Idades e o Projeto RADAR, a Marcha Popular Santa Casa, as equipas de apoio a idosos, a saúde de proximidade a teleassistência e as residências assistidas.

Para o futuro, e inserido no quadro estratégico 2022-2025, a Santa Casa já assumiu como prioridades, no âmbito da longevidade e do envelhecimento ativo, várias medidas, entre elas: contribuir para um envelhecimento com autonomia e na comunidade; qualificar e diversificar o âmbito e os serviços de apoio na dependência; organizar a área da saúde, promovendo a integração e eficiência das respostas; adequar os recursos humanos às necessidades da missão da instituição, assegurando dimensão global e individual.

Um dos aspetos mais consensual entre os palestrantes, ao longo do primeiro ciclo de debates, foi o da questão da pirâmide demográfica que Portugal atravessa nas últimas décadas, em que cada vez se vive mais e nesse decurso é preciso encarar e responder aos desafios de resposta à promoção de uma maior qualidade do envelhecimento.

Neste ponto, Maria da Luz Cabral salienta que “é necessário perceber que isto é um ganho civilizacional”. No entanto, alerta que o aumento da esperança média de vida em Portugal “não tem sido acompanhado pelo aumento do número de anos vividos com saúde e bem-estar”.

“Viver mais e com qualidade impõe uma estratégia transversal às Políticas Públicas [da Longevidade], uma intervenção a jusante e a montante, e desde logo a integração dos cuidados, com forte aposta nos cuidados primários de prevenção e na literacia em saúde, que deve ser iniciada na infância, motivando a estilos de vida saudável. Sendo uma tendência mundial, importa trazer para a ordem do discurso a sensibilização e consciencialização desta realidade para que todos contribuam para uma sociedade de e para todas as idades, baseada na solidariedade e no compromisso intergeracional, na manutenção e conceção de espaços flexíveis e adaptáveis ao ciclo de vida e à diversidade da condição”, aponta ainda.

Sobre o balanço da iniciativa, Maria da Luz Cabral salienta que o ciclo “cumpriu os seus objetivos de incentivar e dinamizar um diálogo essencial e urgente sobre as questões da longevidade”, mas assegura que “ainda existe muito trabalho a ser feito, para assegurar a dignidade e o bem-estar da pessoa, de maneira, a promover a sua autonomia e autodeterminação”.

A história do que se ouve, mas não se vê. Um dia nos bastidores da Temporada Música em São Roque

O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa não é exceção à regra. Criado há mais de 50 anos, na primavera de 1970, pela mestria do compositor Jorge Peixinho em colaboração alguns músicos portugueses (entre eles, Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira), faz da música contemporânea um lugar comum entre todos os seus elementos.

O grupo estreou-se no palco da Temporada Música em São Roque, num concerto que teve lugar no dia 30 de outubro, no Convento de São Pedro de Alcântara.

Acompanhámos o dia da sua atuação, o “nervosinho miudinho” inerente à sua estreia e os minutos que antecederam o espetáculo. No final, o resultado não poderia ter sido melhor: uma ovação de pé.

Assista à reportagem, em baixo.

Casa do Impacto procura na Web Summit soluções inovadoras com impacto social e ambiental positivo

O hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa participa, uma vez mais, na maior cimeira de tecnologia do mundo, onde apresentou as novas edições do Triggers e do Santa Casa Challenge.

À semelhança do sucedido em anos anteriores, a Casa do Impacto aproveitou a edição deste ano para fazer a apresentação pública dos seus programas de aceleração e de apoio a novas ideias de negócio sustentáveis e alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas: o Santa Casa Challenge e o programa Triggers.

“A nossa presença na edição deste ano do Web Summit está muito focada no lançamento dos nossos programas que estão com calls abertas, desde o Santa Casa Challenge, passando pelo Triggers e o +Plus”, frisou Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.

O Santa Casa Challenge, que já vai na sua oitava edição, é um concurso que premeia soluções tecnológicas inovadoras que originem dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação. Nesta edição do “Challenge” são aceites soluções inovadoras com enfoque no envelhecimento, e em linha com os ODS.

Inês Sequeira recorda que para a oitava edição do Santa Casa Challenge, o mais importante “não é o prémio monetário, mas a capacitação dos empreendedores”, para que “possam ter mais apoios e mentorias”.

Web Summit Challenge

O hub de empreendedorismo social da instituição lançou a 2º edição do Triggers, um programa de aceleração que pretende estimular novas ideias focadas na sustentabilidade ambiental do planeta.

O Triggers é um programa que pretende criar condições para que surjam mais e melhores projetos “amigos do ambiente” e uma oportunidade para estimular “os empreendedores a encontrarem soluções inovadoras para a resolução de problemas e necessidades ambientais, sendo que queremos que estas ideias se transformem em respostas efetivas e eficazes”, comenta Inês Sequeira.

Os projetos selecionados serão premiados com um período de incubação na Casa do Impacto, acesso a uma rede de mentores exclusiva e bolsas de formação. No final da fase de pós-aceleração será atribuído um prémio pecuniário no valor de 15 mil euros ao vencedor, de 10 mil euros ao segundo classificado e de 5 mil euros ao terceiro.

A propósito da presença da Casa do Impacto na Web Summit, Inês Sequeira defende que esta é fundamental porque “o impacto está cada vez mais no centro das decisões das empresas”, esclarecendo ainda que “a aposta que fizemos há quatro anos com a criação da Casa do Impacto, está a ser ganha. Basta ver que a grande tendência deste ano, do Web Summit, é o empreendedorismo com impacto”.

Triggers

No último dia do certame, a Casa do Impacto aproveitou ainda para promover a sua associação aodocumentário “From Devil ‘s Breath”, co-produzido pelo ator norte americano e conhecido ativista contra as alterações climáticas Leonardo DiCaprio, o qual retrata os incêndios florestais que assolaram Pedrógão Grande, em 2017, e o impacto de um acontecimento destes no aquecimento global do planeta.

A ante estreia mundial do documentário vai acontecer em Portugal, na sala de cinema NOS – Amoreiras, Lisboa, nos próximos dias 11, 12 e 13 de novembro, e resulta de uma iniciativa conjunta da NOS e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através da Casa do Impacto.

Parte das receitas de bilheteira do documentário vai reverter para uma ação de reflorestação da área afetada pelos incêndios de Pedrogão, que será levada a cabo por um hub apoiado pela Casa do Impacto, ainda por definir.

Com 40 minutos de duração, “From Devil’s Breath” conta com ainda com a co-produção de Catarina Fernandes Martins e Tiago Carrasco e realização do cineasta britânico Orlando von Einsiedel, vencedor de um Óscar pela curta-documental “The White Helmets” (2016), sobre a guerra na Síria.

Santa Casa reforça missão de sensibilizar e educar cidadãos para o risco sísmico

Lisboa poderá ser, novamente, vítima de um sismo? Para a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, a pergunta tem de ser outra: “Quando é que esse sismo vai ocorrer?”. A imprevisibilidade das catástrofes naturais e a necessidade de uma atenção redobrada de todos os cidadãos para este tipo de fenómenos foram mensagens reforçadas esta quarta-feira, 2 de novembro, durante a mesa-redonda “Sismos, a importância dos primeiros First Responders”, que decorreu na Sala de Extrações da Santa Casa. Além de Patrícia Gaspar, a sessão contou com a participação de Duarte Caldeira, presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil, Manuel João Ribeiro, presidente do Centro Europeu dos Riscos Urbanos, e Lídio Lopes, subdiretor do Departamento da Qualidade e Inovação da Misericórdia de Lisboa.

Esta foi mais uma de muitas ações de sensibilização para o risco sísmico organizadas para Misericórdia de Lisboa, com o objetivo de informar e formar todos os cidadãos para um cenário de catástrofe. A atenção da instituição para o tema é antiga e estende-se à população em geral. Na Santa Casa, trabalha-se, diariamente, para minimizar os danos de um novo desastre na cidade de Lisboa. A forma “genuinamente interessada com que” a Santa Casa se tem envolvido nestas temáticas da proteção civil é, para Patrícia Gaspar, motivo de destaque, com a secretária de Estado a desejar que a Misericórdia de Lisboa “possa continuar a ter este tipo de iniciativas e a contribuir de forma proativa para estes temas”.

1 de novembro de 1755 entrou para a história de Lisboa como um dos dias mais aterradores que a cidade já viveu. O terramoto que assolou a capital deixou um rasto de destruição. Atualmente, a cidade está em alerta e mais bem preparada para uma eventual catástrofe.

Sensibilizar e educar os cidadãos são, por isso, palavras de ordem que fazem parte da missão da Misericórdia de Lisboa. Em 2021, a Santa Casa realizou 283 ações de sensibilização. Este ano, já foram efetuadas 137 ações especificamente dirigidas aos riscos em proteção civil, especialmente o risco sísmico.

“Estamos atentos à responsabilidade institucional, na relação direta com os direitos e os deveres de cada um, enquanto cidadãos. É determinante partilhar com todos, em especial com os colaboradores e utentes da Santa Casa, quais os bons comportamentos a adotar no quadro da iminência ou da ocorrência de um qualquer acidente grave ou catástrofe, em especial dos que estão identificados como principais riscos. Enquanto cidadãos é importante estarmos preparados, conhecedores e capazes de agir antes, durante e depois de qualquer risco”, revela Lídio Lopes.

Durante o dia desta quarta-feira, quem passou pelo Largo Trindade Coelho pôde, por breves momentos, sentir a terra a tremer. A Unidade de Gestão de Segurança da Santa Casa colocou, junto à entrada do Museu de São Roque, uma plataforma simuladora, que provoca uma sensação muita próxima da realidade de um sismo. Foi também uma oportunidade para os utilizadores colocarem em prática três gestos que podem salvar numa situação de sismo: baixar, proteger e aguardar.

“Os nossos valores começam em casa”. Campanha da Santa Casa reconhecida pela APCE

Já são conhecidos os vencedores da 26º edição do Grande Prémio APCE, iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa.

Depois de dois anos atípicos, devido à pandemia de Covid-19, a cerimónia de revelação dos galardoados aconteceu, no Casino do Estoril, esta quarta-feira, 2 de novembro.

A Misericórdia de Lisboa foi uma das grandes vencedoras da noite ao receber um prémio na categoria “Sustentabilidade e ESG: Social”, com a campanha sobre diversidade e inclusão “Os nossos valores começam em casa”. Uma comunicação pensada, inicialmente, apenas para o universo interno da organização, direcionada a todos os colaboradores da instituição, aqui envolvidos também como protagonistas do filme e das peças de campanha, mas que acabou por ser difundida, em maio, mês da diversidade e inclusão, também ao público em geral.

Esta é uma campanha que reflete a estratégia da Santa Casa no que respeita à sua política de diversidade e inclusão, e que surge após a aprovação do primeiro Plano para a Diversidade e Inclusão e a consequente elaboração da Política da Diversidade e Inclusão da Misericórdia de Lisboa, na qual se reconhece a importância de promover estes valores entre todos na instituição. O envolvimento de colaboradores no próprio filme foi, por isso, um fator muito importante, que contribuiu para incrementar o sentimento de partilha em torno do tema da igualdade e da inclusão, assim como a importância da adesão às boas práticas.

“A diversidade está presente em todas as dimensões da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a inclusão de todas as pessoas é um dos objetivos primordiais da nossa atuação”, frisa Sílvia Santos, subdiretora de Comunicação e Marcas da Santa Casa, salientando que este prémio é principalmente para todos os que participaram na campanha e que “ tiveram a coragem de nos mostrar que, aquilo que distingue cada um de nós, deve ser respeitado e naturalmente aceite, para que o mundo se torne cada vez mais inclusivo”.

Assista ao vídeo da campanha, agora premiada pela APCE, em baixo.

“Oportunidade + Escolha = Justiça”. O contributo da terapia ocupacional para a empregabilidade de pessoas com deficiência

Na ESSAlcoitão, o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, celebrado esta quinta-feira, dia 27 de outubro, foi uma oportunidade para refletir sobre a importância desta vertente da terapia para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A sessão foi também um momento para alunos e professores conhecerem a missão da Valor T, a agência de empregabilidade para pessoas com deficiência da Misericórdia de Lisboa.

A sessão foi inaugurada por Jorge Torgal, que lembrou que a terapia ocupacional é, cada vez mais, uma área da saúde relevante, que tem vindo a ganhar o merecido destaque. A futuros e a atuais terapeutas ocupacionais presentes na conferência, o professor e diretor do estabelecimento de ensino superior gerido pela Santa Casa aproveitou para transmitir uma mensagem: “vocês fazem a diferença”.

A experiência de João Cadima enquanto terapeuta ocupacional e membro da equipa Valor T, permite-lhe concordar a 100% com Jorge Torgal. Na ambição de alcançar um mundo mais justo, a terapia ocupacional pode fazer a diferença. Mas de que forma é que os terapeutas ocupacionais podem ser um contributo na transição para a vida ativa e empregabilidade de pessoas com deficiência?

“São profissionais de saúde que centram a sua intervenção em cada pessoa, na sua funcionalidade, nas suas ocupações significativas, ambiente social e físico que a envolve. Promovem o desempenho ocupacional em ocupações importantes para a vida independente como a formação, o trabalho, as atividades da vida diária e autonomia na comunidade. Outra competência específica do terapeuta ocupacional, é a capacidade de análise e adaptação de atividades e tarefas, identificando barreiras e facilitadores ao desempenho de ocupações produtivas desejadas pela pessoa e empregador. Nesse sentido, colabora também na adaptação do ambiente laboral e recomendação de produtos de apoio adequados para atingir a inclusão”, explica João Cadima.

Pedro Teixeira é, como o próprio diz, “uma pessoa com deficiência, embora não pareça”. Toda a vida fez fisioterapia e terapia ocupacional. É com orgulho que constata que estas duas áreas da saúde em muito contribuíram para a vida autónoma que tem e para as conquistas que alcançou. Pedro viaja no tempo até ao ano 2017, altura em que concluiu o curso em artes plásticas e multimédia. “Bateu a muitas portas” em busca de trabalho. Nenhuma abriu. Pedro parafraseia um autor para mostrar que ele, à imagem de tantas pessoas com deficiência, só precisa de uma oportunidade:

“Enquanto o meu coração bater e o meu cérebro funcionar não me digam o que fazer. Deem-nos uma oportunidade e nós mostramos do que somos capazes. Se isso não acontecer, nós criamos as nossas próprias oportunidades”.

Agora, Pedro é parte fundamental da equipa da Valor T. “Fui uma das pessoas que se inscreveu na plataforma e, hoje, faço parte desta equipa fantástica. Além de talento e transformação, a Valor T também é empatia. É de destacar a facilidade com que a equipa trabalha com todos os candidatos”, explica.

 

OcupLab@ESSAlcoitão: mais e melhor investigação

O OcupLab@ESSAlcoitão é um espaço físico e virtual, que promove e potencia parcerias entre a ESSAlcoitão e a comunidade, para o desenvolvimento e investigação no âmbito da Ocupação. Um espaço aberto a todos os que queiram colaborar no estudo desta vertente da terapia, onde serão disponibilizados todos os trabalhos de investigação já realizados na Escola, mas também todos aqueles que estão em curso.

“Queremos ter colaboradores externos à escola. Queremos alargar a outros profissionais, terapeutas ocupacionais e não só. Ambicionamos também estabelecer parcerias com outras entidades, como é o caso da Valor T”, revela a diretora do departamento de terapia ocupacional da ESSAlcoitão, Isabel Ferreira.

Pedro Cadima destaca o lançamento, “em boa hora”, do OcupLab@ESSAlcoitão, que poderá “enquadrar a colaboração da Valor T com a Escola na investigação das questões das ocupações produtivas das pessoas com deficiência e incapacidade”. Não tem dúvidas de que a academia, enquanto fonte de conhecimento essencial, pode ser fundamental para a missão da Valor T, sobretudo “na concretização da inclusão laboral”.

“A ESSAlcoitão é uma mais-valia para a Valor T, pela sua experiência a formar profissionais de reabilitação, particularmente terapeutas ocupacionais. Nesse sentido, é um recurso inestimável. Por outro lado, aliar a prática à investigação é a melhor forma de validar a eficácia da intervenção e medir o impacto desta nos seus destinatários (pessoas com deficiência e empregadores) e na sociedade”, destaca.

Através da investigação pretende-se perceber as potencialidades e lacunas que possam existir, seja no acesso ao mercado de trabalho ou mesmo na adaptação ao posto de trabalho. ESSAlcoitão e Valor T estão juntas no objetivo de colocar em prática a fórmula que serve de tema ao Dia Mundial da Terapia Ocupacional 2022: “Oportunidade + Escolha = Justiça”.

Fundo Rainha Dona Leonor volta a fazer a diferença ao dar nova vida à igreja da Misericórdia de Óbidos

Óbidos tem, agora, uma Igreja da Misericórdia totalmente renovada. Através do Fundo Rainha Dona Leonor, a Misericórdia de Óbidos beneficiou de cerca de 78 mil euros para obras de conservação e restauro. A iniciativa permitiu concluir a última fase do processo de recuperação do templo. O espaço, que apresentava sinais de degradação, passa agora a estar em perfeitas condições para receber os crentes e os turistas que visitam a região.

A igreja, classificada como monumento nacional no contexto da vila de Óbidos, tem intervenções dos primeiros momentos do Barroco em Portugal (século XVII). Construída no século XVI, tem sido alvo de múltiplas intervenções de recuperação. Com o apoio do Fundo Rainha Dona Leonor foi possível proceder à obra estrutural no telhado e na parede lateral, que resolve o problema das infiltrações e consequentes patologias. Através do fundo promovido pela Misericórdia de Lisboa foi ainda exequível proceder ao restauro de três grandes pinturas do altar-mor e recuperar a sala do despacho.

Envelhecimento ativo: um dia na pele de um “grafiter”

Para assinalar o mês do idoso, a Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI)) Nossa Senhora do Carmo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, recebeu os artistas do projeto Lata 65, nos dias 24 e 25 de outubro, que levaram àquele espaço um workshop de arte urbana para seniores. O ponto alto desta ação foi a pintura de um mural, com a técnica do grafiti.

Foram mais de uma dezena de utentes que participaram na iniciativa, que serviu essencialmente para a promoção do envelhecimento ativo e para quebrar o estereótipo de que as pinturas de rua “são coisas de jovem”.

“Tenho quase 90 anos e nunca pensei vir a pintar as paredes desta maneira”, comentava o Sr. Bento, um dos moradores da ERPI, enquanto desenhava um molde para a sua parte da pintura do mural.

“É sempre bom estar junto da rapaziada mais jovem. Nós somos velhos, mas não estamos acabados e estas pequenas atividades, para nós, é como um dia diferente e cheio de alegria”, ressalva o utente.

Nascido e criado na cidade do Porto, António Bento acredita que a atividade de grafitar é uma maneira “de perceber melhor a juventude”.

Durante os dois dias de workshop, os utentes ficaram a conhecer a história e as técnicas da arte urbana, através do grafiti, mas também aproveitaram para desmistificar algumas das questões associadas a esta arte, como a delinquência e o vandalismo.

Já Luísa afirma que “tem sido uma experiência engraçada”, considerando que esta iniciativa serviu para quebrar a ideia de que o grafiti “era feito por jovens que não tinham nada para fazer”.

“Fiquei a saber que existem pessoas que ganham a vida a pintar estes desenhos nas paredes e que existem regras para um bom desenho, que não bastam uns gatafunhos e está feito”, comenta Luísa, durante uma pintura livre.

Para Rita Silva, diretora do equipamento, esta ação é “bastante diferente do já fizemos, mas é também uma maneira de os aproximar à comunidade e de promover-lhes mais um momento em que desconstruímos algumas das perceções que as pessoas têm, de que certas atividades não são aconselhadas às pessoas mais velhas”.

“Acredito e todos nós acreditamos aqui nesta casa que os nossos utentes diferem uns dos outros e para nós o importante é que eles se sintam bem, acarinhados, mas primeiro que estejam ativos e que uma atividade pode ser muito importante para um, mas para outro ser outra atividade completamente diferente e temos sempre de respeitar isso”, concluiu a diretora.

Artéria: Santa Casa acolhe debate sobre a qualidade de vida em Lisboa

É já esta sexta-feira, 21 de outubro, às 14h30, que a Sala de Extrações da Santa Casa, no Largo Trindade Coelho, acolhe mais uma conversa em torno do quotidiano da capital portuguesa.

Durante aproximadamente duas horas, serão discutidos temas como o ambiente e a mobilidade, passando pela habitação, pela qualidade de vida e, ainda, a importância da mobilização dos cidadãos para uma Lisboa inclusiva, respeitadora e amiga das pessoas.

Moderado por Luciano Alvarez, jornalista do PÚBLICO, o debate terá a participação de quatro ativistas, representantes de diferentes causas: Pedro Miguel Santos, jornalista do projeto Fumaça, que lançou recentemente o manifesto “Árvores em todas as ruas de Lisboa”, Luís Mendes, dirigente do coletivo Morar em Lisboa, o qual tem lutado pelo direito a habitação digna na cidade, Laura Alves, defensora da mobilidade urbana em bicicleta e autora do livro “A Gloriosa Bicicleta”, e Rui Martins, fundador do grupo Vizinhos de Lisboa, que tem servido de base para a criação de coletivos de moradores, em algumas das freguesias da cidade.

Qualquer pessoa pode assistir no local, sujeito ao limite da lotação da Sala de Extrações, mas quem preferir pode acompanhar a transmissão online, em publico.pt/aovivo e nas plataformas digitais do jornal.

Gosta de escrever, de fotografar ou de ilustrar? Inscreva-se no Artéria

Lançado em julho deste ano, Artéria dá nome ao mais recente projeto de jornalismo comunitário dedicado ao quotidiano da cidade de Lisboa. Produzido pelo PÚBLICO, com o apoio da Santa Casa, o Artéria está aberto a todos os que sintam a cidade como sua e tenham vontade de dar a conhecer as histórias que lhe dão vida.

Para participar basta enviar um email para arteria@publico.pt, dizendo como gostaria de contribuir para o jornal comunitário Artéria.

Esclareça esta e outras dúvidas no site oficial do projeto, aqui.

Programa Lisboa Cidade de Todas as Idades: agora ainda mais perto da população sénior

Continuando o seu objetivo de apoiar, ajudar e identificar a população mais velha de Lisboa, o programa Lisboa Cidade de Todas as Idades, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, conta agora com mais um “aliado” nesta missão.

A mais recente unidade móvel utilizada pelas equipas do projeto RADAR pretende ser um equipamento de proximidade e de apoio aos parceiros e radares comunitários que compõem o projeto. Se por um lado permite uma maior rapidez e comodidade na atuação diária destas equipas junto dos idosos das várias freguesias de Lisboa, por outro lado facilita o desenvolvimento de um trabalho integrado e em rede.

Mário Rui André, coordenador da Unidade de Missão Santa Casa, considera que, para o RADAR, “será um importante meio de promoção da relação entre os mediadores de proximidade e os radares comunitários, pois serão estes que acabarão por ser envolvidos nas atividades de prevenção e promoção da saúde que venham a realizar-se na unidade móvel”. Frisa ainda que este equipamento “facilitará o trabalho de rua que está a ser desenvolvido pelos mediadores de proximidade no sentido em que para além de promover a aproximação aos radares comunitários, também facilitará a sua aproximação às pessoas 65+, informando-as e sensibilizando-as sobre a importância de aderirem ao projeto”.

Sendo uma resposta itinerante, a unidade móvel do programa Lisboa Cidade de Todas as Idades é, simultaneamente, um espaço de proximidade com a população de Lisboa e um meio de promoção de maior interação entre os vários parceiros do programa e as comunidades locais. Com este novo veículo de difusão da missão do programa, as equipas do RADAR preveem realizar várias iniciativas conjuntas que podem ir desde ações de rua até à presença em eventos, feiras sociais ou de saúde, ou noutros contextos enquadrados no âmbito do programa.

Unidade Móvel RADAR

Para o coordenador da Unidade de Missão é importante reconhecer que esta nova valência “não é um fim em si, mas um meio facilitador da atividade dos mediadores de proximidade junto dos radares comunitários e da população”, salvaguardando que “as ações de prevenção e promoção da saúde a desenvolver na unidade móvel são muito abrangentes, dependendo do radar comunitário que for envolvido”.

Exemplo disso são as ações de sensibilização e rastreios de saúde que decorreram nos dias 4 e 6 de outubro, na freguesia das Avenidas Novas, e no dia 18 de outubro, na Junta de Freguesia de Carnide, onde a unidade móvel foi palco de rastreios cardiovasculares gratuitos à população sénior de Avenidas Novas e rastreios à diabetes tipo 2, no caso da população da freguesia de Carnide. A primeira ação foi promovida em conjunto com o radar comunitário do mês de outubro, a Farmácia Prates e Mota. A segunda foi dinamizada em parceria com a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

Até final do mês de outubro, a unidade móvel do programa Lisboa Cidade de Todas as Idades vai estar no dia 19, no Inatel, na freguesia de Alvalade, para promover uma caminhada inserida, ainda, nas celebrações do mês do idoso. Já na sexta-feira, dia 21, vai estar estacionada na rua do Alvito, na freguesia de Alcântara, com a finalidade de realizar rastreios da tensão arterial, glicemia e colesterol, juntamente com a Farmácia Calvário, radar comunitário.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Projetos cofinanciados por fundos europeus e nacionais

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas