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Já são conhecidos os vencedores do Santa Casa Challenge 2022

O júri do concurso de inovação social digital, promovido pela Casa do Impacto, da Misericórdia de Lisboa, anunciou esta sexta-feira, 22 de abril, os vencedores da 7º edição do Santa Casa Challenge. O concurso que voltou ao seu palco original, o Convento de São Pedro de Alcântara, premiou este ano quatro projetos de inovação tecnológica, em vários domínios dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

Nesta edição os participantes foram desafiados a encontrar e desenvolver soluções inovadoras de base tecnológica e digital, em resposta aos ODS 4: Educação de Qualidade; ODS 8: Trabalho Digno e Crescimento Económico e ODS 13: Ação Climática.

O projeto que garantiu o primeiro lugar dos Prémios Santa Casa Challenge 2022 foi o AirCO2. É a primeira ferramenta que permite a empresas e organizações calcular, reduzir e compensar a pegada de carbono em tempo real e de forma automática. A inteligência artificial que utiliza permite calcular onde está concentrada a maior pegada de carbono e registá-la através de um sistema de software que integra a leitura dos dados bancários.

Em segundo lugar, destacou-se o projeto Hephaesnus, uma solução de prevenção e eficiência no combate a incêndios florestais.

Em terceiro lugar, ficaram os projetos GrowIn, um sistema autónomo para produção agrícola em espaços urbanos, com recurso a sensores, inteligência artificial, e ainda alertas para momentos importantes do ciclo de vida da produção e o Beebio, uma ferramenta tecnológica de educação híbrida que visa melhorar a experiência de ensino e aprendizagem nas STEAM (áreas das ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática) e ainda promover a conservação da biodiversidade local..

Os quatro vencedores recebem Alpha Packs para a Web Summit 2022. O primeiro e o segundo lugar recebem ainda um pack de incubação gratuita para dois membros da equipa, durante um ano, na Casa do Impacto. Ao primeiro lugar é, ainda, atribuído um prémio de 15 mil euros para investimento no projeto.

Os finalistas selecionados entre as várias candidaturas nacionais e internacionais a concurso apresentaram os seus projetos a um júri composto por Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, Filipa Sacadura, secretária-geral da Lisboa E-nova, João Meneses, secretário-geral do BCSD Portugal, Ricardo Lima, head of startups da Web Summit e Sérgio Ribeiro, fundador do Planetiers World Gathering.

O Santa Casa Challenge é um concurso promovido no âmbito da estratégia de investimento da Casa do Impacto, que premeia soluções tecnológicas inovadoras que deem origem a dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação, exequíveis do ponto de vista tecnológico.

Casa do Impacto e Shifter criam ciclo de conversas sobre cidades do futuro, saúde mental e desafios do trabalho

A Casa do Impacto e a Shifter, revista comunitária de reflexão e crítica, juntaram-se para promover um ciclo de conferências sobre temas como descentralização, saúde mental, inteligência artificial, entre outros temas essenciais. O primeiro encontro foi dedicado ao tema “Cidades do Futuro”, e teve lugar na passada sexta-feira, 21 de abril, nas instalações da Casa do Impacto.

A conversa que juntou na mesma mesa Rosa Félix, investigadora em mobilidade ciclável e mentora da Cicloficina do Técnico, Mário Alves, membro da direção da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, e Bruna Pizzol, especialista e consultora na área de mobilidade urbana, pretendeu ser um espaço de reflexão sobre o futuro das grandes cidades e de como estas podem e devem ser espaços inclusivos e pensados para que as pessoas vivam e circulem em segurança.

“Cada cidade é diferente e verificamos que os problemas à locomoção numa cidade como Lisboa é bastante diferente dos problemas que existem noutra cidade do outro lado do mundo, como na Índia, em que um dos maiores constrangimentos são os animais vadios que andam na rua”, começou por dizer Mário Alves.

Para o defensor da utilização de bicicletas, é “necessário que exista uma intervenção política para alterar alguns dos paradigmas que existem na mobilidade urbana”, frisando que “a pandemia mudou a maneira como nos movemos em Lisboa, em que, em muitos dos casos, as pessoas preferem agora deslocar-se a pé ou de bicicleta do que nos transportes”.

Opinião partilhada por Rosa Félix que lembrou que “a aposta que as cidades têm feito nas ciclovias tem sido essencial para a maneira como nos movemos”. “Há alguns anos era muito complicado andar de bicicleta em Lisboa. As pessoas tinham que automaticamente assumir um risco em que o corpo seria exposto a todos os elementos que andam na estrada. Hoje em dia é mais fácil. Existem ciclovias vedadas e com regras, o que leva a que as pessoas utilizem mais a bicicleta como meio de deslocação”, salientou ainda.

Outros dos pontos essenciais deste primeiro ciclo prendeu-se com o facto de as cidades deverem ser inclusivas e de os centros urbanos, desenhados primordialmente para carros, serem cidades inóspitas e inseguras.

“É importante que várias pessoas sejam ouvidas quando estamos a falar de mobilidade urbana, é necessário incluir na discussão não só os engenheiros que pensam nas estruturas, mas também os peões que andam no espaço todos os dias”, realçou Bruna Pizzol. “Em algumas cidades da América do Sul, para o financiamento da rede de transportes, as entidades que financiam requisitam estudos específicos que comprovem que o que será construído não deixará ninguém para trás”.

Importa, assim, ampliar o debate sobre a mobilidade e de como as cidades devem ser mais humanas e inclusivas, reafirmando que a discussão pública não pode passar por uma “guerra de trincheiras”, entre ciclistas e automobilistas.

 

Sobre o ciclo “Encontros com Impacto

O próximo “Encontro com Impacto” acontece no próximo dia 19 de maio, e o tema em debate será a “Inteligência Artificial”.

Até final de 2022 vai ser possível assistir a mais cinco sessões com temas distintos, divididas em dois ciclos: o primeiro sobre temas do futuro e o segundo sobre o presente.

A parceria estabelecida entre a Shifter e a Casa do Impacto tem como objetivo tratar assuntos complexos de forma próxima, simples e inclusiva, promovendo encontros regulares onde se juntam personalidades relevantes das várias áreas em debate para pensar os temas propostos.

Todas as conversas serão também disponibilizadas, posteriormente, em formato podcast.

A participação é gratuita, mas implica registo prévio em cada um dos eventos. Esta e outras informações estão disponíveis no site dedicado aos “Encontros com Impacto”.

“O Quarto da Menina”: uma viagem pelas páginas que contam a história (e o mito) dos Paiva de Andrade

A sala do Centro Social São Boaventura encheu para a apresentação do livro “Carolina Augusta Picaluga Paiva de Andrade – O Quarto da Menina”. Bem por cima, imaculado, está o espaço que dá título à obra. Era assim que Carolina Augusta Picaluga Paiva de Andrade (1835 – 1912), benemérita da Santa Casa, queria inscrever o nome da filha na posteridade, através da conservação do quarto onde a filha, Luísa, faleceu.

Marta Brites Rosa é a responsável por contar em 139 páginas a história desta família. A autora tomou conhecimento do mito em redor do quarto da menina por coincidência. Foi depois de uma conversa com uma colega decidiram saber mais. Certo dia, na Rua de São Boaventura, Marta ficou por ali alguns minutos a tentar adivinhar onde seria o quarto da menina.

Marta Brites Rosa a apresentar livro da sua autoria

O material recolhido por Marta permite ao leitor navegar por palavras e cenários que retratam com fidelidade a história dos Paiva da Andrade. Carolina Augusta Picaluga Paiva de Andrade morre em 1912 e no seu testamento deixa a Santa Casa como herdeira do seu património, principalmente como executora dos seus desejos. As vontades de Carolina não eram apenas suas, mas também do falecido marido Jacinto, unidos na intenção de perpetuar o nome da filha. Luísa faleceu aos 22 anos, vítima de tuberculose. É sobre ela que paira o mito, “uma neblina mística”, como refere a autora, e que envolve o quarto da menina, que dá título ao livro.

Após a morte prematura da sua filha, os Paiva de Andrade decidem deixar todos os seus bens à Misericórdia de Lisboa. Entre eles está o edifício onde, hoje, está instalado o Centro Social de São Boaventura. Durante anos, este espaço foi o lar dos Paiva de Andrade, um palco de animados serões musicais, onde se ouvia o piano tocado pela filha Luísa e onde o pai, Jacinto Paiva de Andrade, apresentava a sua coleção de arte aos convidados.

A morte intempestiva da jovem calou para sempre as gargalhadas no palacete e décadas mais tarde deu voz a um mito onde a paixão e o assombramento voltam a habitar o “quarto da menina”. Já viúva, Carolina fundou uma instituição de educação para jovens meninas que batizou com o nome da filha falecida. A manutenção desta instituição, o Instituto Luísa Paiva de Andrade, foi uma das condições para doação de todos os seus bens à Misericórdia de Lisboa, junto com a tarefa de criar um bairro económico, legado que se encontra agora sob os escombros da implacável modernidade.

A dois dias do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril), a obra de Marta Brites Rosa é também uma forma de homenagear a literatura. O “Quarto da Menina” é o décimo livro da Coleção Beneméritos do Centro Editorial da Misericórdia de Lisboa, onde a Santa Casa, desde 2010, dá a conhecer a vida e obra dos seus beneméritos.

A casa que o Totobola construiu há mais de meio século

Inaugurada em 1966, a primeira unidade de resposta inovadora no país para situações de lesões medulares foi construída graças ao contributo dos apostadores do primeiro jogo de apostas desportivas (lançado em 1961). 56 anos depois, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) continua a reinventar-se.

Apesar da sua construção ter iniciado em 1956, por iniciativa do então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, José Guilherme de Mello e Castro, só dez anos depois, este equipamento abriu as portas ao primeiro doente, começando então a funcionar em pleno.

O CMRA foi pensado por Mello e Castro e criado por decreto em 1961, construído com as receitas do Totobola, jogo explorado e administrado pela Santa Casa, através do seu Departamento de Jogos, e cujas receitas eram então repartidas a meio: 50 por cento para construção, manutenção e organização do centro e 50 por cento distribuído por entidades incentivadoras do desporto e da educação física. Ao longo dos anos, essa repartição sofreu alterações.

Além de tratamentos de reabilitação com recurso a ferramentas tecnológicas, como um exoesqueleto que ajuda os doentes a recuperar força muscular e postura, o CMRA disponibiliza treinos dentro de água e é local de realização de vários estudos de investigação.

Em pouco mais de meio século, assistiram-se a avanços na medicina, mas também ao surgimento de novas enfermidades. A maioria dos internamentos nesta unidade continua a dever-se a doenças neurológicas (onde se incluem os AVC), seguindo-se lesões vertebro-medulares.

Atualidade e desafios

Hoje, como há pouco mais de meio século, o CMRA prossegue o seu trabalho de excelência, reconhecido internacionalmente, na reabilitação de lesões vertebro-medulares e de sequelas das doenças neurológicas, estendendo a sua atuação também à área pediátrica. O centro quer continuar a crescer em diferenciação e qualidade.

A celebração em 2022

O aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão é celebrado a 20 de abril – data em que deu entrada o primeiro utente do centro – embora, a inauguração tenha acontecido a 2 de julho.

CMRA - 56º Aniversário

No âmbito da celebração do 56º aniversário, foi apresentada uma newsletter de investigação e no campo das novas tecnologias, o CMRA deu a conhecer a telereabilitação, um programa recentemente lançado que permite que todos tenham acesso simples e rápido a cuidados de saúde. Mais à frente, debateu-se os “Desafios da Reabilitação Pediátrica em Cabo Verde”, um contributo da equipa Além-Fronteiras.

Para finalizar a celebração do dia 20, realizou-se um concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa no auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o segundo de um ciclo de concertos planeados para diversos equipamentos da Misericórdia de Lisboa.

Um IMPULSO à carreira dual. Jogos Santa Casa atribuem mais 50 bolsas a atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos

Resultante de uma parceria estabelecida em 2013, os Jogos Santa Casa, o Comité Olímpico de Portugal (COP) e o Comité Paralímpico de Portugal (CPP), voltam, em 2022, a atribuir mais 50 bolsas de educação a atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos. Através do programa IMPULSO – Bolsas de Educação Jogos Santa Casa, a instituição prossegue, assim, a sua estratégia de apoio ao desporto nacional, a qual pretende ser, não só uma ferramenta de promoção do talento nacional desportivo, como também de integração e de coesão.

Nesta 9ª edição, referente ao ano letivo de 2021/22, destaque ainda para os mais de 145 mil euros atribuídos no total das 50 bolsas, que permitirão aos atletas conciliar com maior facilidade a atividade académica e a carreira desportiva, evitando o abandono prematuro do desporto de alto rendimento ou a desistência precoce dos estudos.

No âmbito do COP, serão atribuídas 36 bolsas no valor de 106, 5 mil euros, e as restantes 14, no valor de 39 mil euros, serão canalizadas através do CPP. Pela primeira vez, será atribuída uma bolsa de doutoramento a um atleta da esfera paralímpica, sendo que a maioria dos bolseiros do programa IMPULSO | Bolsas de Educação Jogos Santa Casa está inscrita em licenciaturas e mestrados.

Ao longo dos anos, este programa tem contribuído para que muitos jovens atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos consigam conciliar os estudos académicos com o desporto de alta competição. Nestas nove edições foram atribuídas 375 bolsas, no valor total de mais de um milhão de euros, tendo sido abrangidos 204 atletas de 22 modalidades.

Conheça, através do novo site do IMPULSO, os vencedores desta edição.

Oficina de Braille… uma iniciativa para todos

No âmbito da participação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa na iniciativa “Livraria Barata – Lugar de Cultura”, teve lugar, a 14 de abril, uma oficina de braille, dinamizada pelo Lar Branco Rodrigues, equipamento da Misericórdia de Lisboa destinado a portadores de deficiência visual. A sessão constituiu uma oportunidade única para conhecer e experimentar os recursos, os materiais, as tecnologias e as estratégias utilizadas para o ensino e integração de pessoas com cegueira e baixa visão.

Os testemunhos

Áliu Baio, 27 anos, é utente do Lar Branco Rodrigues há cerca de nove anos. O jovem guineense perdeu a visão, mas reergueu-se. Na passada quinta-feira, foi  um dos utentes que participaram na Oficina de Braille, mostrando um pouco do seu mundo.

“Esta iniciativa é importante porque podemos mostrar, sobretudo, às pessoas que não têm noção da realidade de como é que um cego escreve ou lê. É uma oficina pedagógica que informa como funciona o braille, como utilizamos um telemóvel ou um computador”, considerou. E continua: “Eu tenho acesso a ferramentas, nomeadamente a um programa (leitor de ecrã), que traduz a informação visual para áudio. Ou seja, eu faço tudo igual, apenas tenho ferramentas diferentes”, concluiu.

Ali mesmo ao lado e perante uma assistência de várias crianças, Duarte Pina, 61 anos, também utente do Lar Branco Rodrigues, mostra como se escreve braille com recurso a uma pauta e punção, e também em máquinas dactilográficas especiais. O utente destacou, ainda, a importância de oficinas como esta, pois, segundo ele, algumas pessoas não acreditam ser possível que uma pessoa com visão aprenda a ler em braille – um paradigma que, pelo desempenho e curiosidade dos participantes na oficina, ficou comprovado ser falso.

Por outro lado, Ana Paula Silva, diretora do Lar Branco Rodrigues, sublinhou que a oficina de braille é uma “oportunidade para conhecer um pouco melhor sobre o percurso da educação especial, da utilização do braille e das novas tecnologias que a pessoa deficiente visual teve ao longo de mais de um século”. Para a responsável da Misericórdia de Lisboa, esta iniciativa teve, acima de tudo, uma grande componente de “inclusão e de troca de experiências”.

“Lição de coisas: Uma história do Lar Branco Rodrigues”

Ainda no mesmo dia, às 18h00, teve lugar a apresentação do livro “Lição de coisas: Uma história do Lar Branco Rodrigues”, que contou com a participação especial da agência de talentos – Valor T, da Santa Casa, iniciativa pioneira na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Da autoria de Ana Gomes e com edição do Centro Editorial, da Direção de Cultura da Santa Casa, a obra desvenda uma crónica de pioneirismo, de conquistas e de insucessos, de adaptações e de descompassos, dos esforços de todos aqueles que, herdeiros do legado de Branco Rodrigues, persistem num trilho que continua a ser percorrido na atualidade, em prol da população com deficiência visual, em nome da inclusão plena de todos, para construção de uma sociedade melhor.

IV Edição do Centro de Estudos já tem vencedores

Foram muitos os jovens que colocaram em jogo as suas ideias, com o objetivo de darem um pontapé de saída na carreira e alavancarem um projeto. Foi o que fizeram Ricardo Santos, Luana Marques e Tiago Lopes, que conquistaram, neste concurso, o 1º, 2º e 3º lugares respetivamente

Ricardo Santos, estudante do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), sagrou-se vencedor da IV edição do Centro de Estudos, com o trabalho “Modelo de avaliação do risco de crédito das Sociedades Desportivas do Futebol Profissional português”. O jovem conquistou o primeiro lugar – Prémio Santa Casa da Misericórdia de Lisboa- e, consequentemente, cinco mil euros, juntamente com um estágio remunerado de seis meses na Liga Portugal.

Em segundo lugar, ficou o trabalho de Luana Marques “Elysian: Get your cultural game on”, premiado com três mil euros e um estágio remunerado de seis meses na EY.

Por fim, completando o pódio, foi selecionado o trabalho “Liga da Inserção no Mercado de Trabalho”, de Tiago Lopes, que lhe valeu um prémio monetário no valor de dois mil euros.

IV Edição do Centro de Estudos já tem vencedores

Realizado pelo quarto ano consecutivo, o projeto Centro de Estudos – cujas candidaturas decorreram até 22 de fevereiro -, destina-se a estudantes e antigos alunos do ensino superior. O principal objetivo é incentivar a investigação e o empreendedorismo na área do futebol e temáticas adjacentes. Além disso, visa divulgar estudos ou trabalhos de investigação e novos projetos entre as partes interessadas do setor e público em geral, bem como criar uma rede de interação que promova a inovação na área do futebol.

O júri responsável pela apreciação dos trabalhos era composto por Maria da Cunha (Santa Casa), Rui Romeiro (SABSEG), Miguel Loureiro (EY), Manuel Veloso (FADU) e Luís Estrela (FFLP).

A IV edição do Centro de Estudos é um projeto da Fundação do Futebol – Liga Portugal em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o apoio da SABSEG, EY e FADU – Federação Académica do Desporto Universitário.

Open Day ESSAlcoitão: escola superior vai estar de portas abertas ao futuro

Depois de dois anos confinado ao digital devido à Covid-19, o Open Day da Escola Superior de Saúde de Alcoitão (ESSAlcoitão) retoma o formato presencial com duas sessões disponíveis. Nos dias 28 de abril e 2 de junho, a ESSAlcoitão vai estar de portas abertas para todos aqueles que quiserem saber mais sobre um estabelecimento de ensino superior, pioneiro em Portugal na formação de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala.

O Open Day da ESSAlcoitão visa o contacto direto entre os docentes daquele estabelecimento e alunos da ESSAlcoitão com os estudantes do ensino secundário, que podem ser potenciais candidatos às três licenciaturas que compõem a oferta formativa da ESSAlcoitão: Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional. Durante o Open Day, pretende-se, de uma forma interativa e dinâmica, dar a conhecer os objetivos, as metodologias pedagógicas, as saídas profissionais dos cursos, bem como outras informações relevantes que contribuam para a tomada de decisão dos participantes.

Além de esclarecer todas as dúvidas dos interessados em ingressar na ESSAlcoitão, será também possível conhecer os corredores do estabelecimento de ensino superior instituído pela Misericórdia de Lisboa. Os interessados em participar no Open Day devem efetuar inscrição através do formulário disponível no site da ESSAlcoitão.

Um SOL de portas abertas

No âmbito de uma parceria com a Junta de Freguesia de Arroios, o SOL abriu as suas portas a todos os alunos do 1º ciclo que frequentam os agrupamentos de escolas Nuno Gonçalves e Luís de Camões, em Lisboa. A ação teve lugar por altura das comemorações do Dia Mundial da Saúde, que foi assinalado pela freguesia com uma feira dedicada ao tema, que teve lugar entre os dias 4 e 8 de abril.

A iniciativa de proximidade teve como objetivo promover a saúde oral junto da comunidade escolar, na área de abrangência da freguesia de Arroios, bem como dar a conhecer os serviços que este equipamento, da Misericórdia de Lisboa, dispõe.

Ao longo de toda a semana, foram realizadas mais de 30 consultas a crianças e jovens, entre os 5 e os 16 anos, onde as patologias mais prevalentes detetadas foram a má oclusão (desadequada relação entre os dentes e os maxilares) e cáries. Posteriormente, foram agendadas consultas de higiene oral e de odontopediatria de seguimento e de tratamento.

Durante as visitas das crianças e jovens ao SOL, foram ainda realizadas algumas ações de sensibilização sobre saúde oral, onde a equipa do espaço deu algumas “dicas” de prevenção de doenças da cavidade oral, como a adoção de uma alimentação saudável, a manutenção de uma correta higiene oral, com a lavagem dos dentes pelo menos duas vezes ao dia, e um acompanhamento periódico em consultas de odontopediatria, de seis em seis meses.

Este SOL brilha mesmo para todos

O SOL abriu em agosto de 2019 e, desde então, o crescimento da procura tem sido notório. O acesso é isento de custos, exceto nos tratamentos e intervenções em ortodontia, mas os beneficiários de abono de família devidamente comprovado estão isentos do pagamento de qualquer ato, tratamento e intervenção neste serviço.

Com um conceito e objetivos claros, melhorar os índices de saúde oral da cidade de Lisboa e tornar-se num centro de referência, esta resposta disponibilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abriu portas para facilitar o acesso de crianças e jovens, residentes ou a estudar no concelho de Lisboa, a cuidados de saúde oral.

A equipa atual é constituída por médicos dentistas, higienistas orais, assistentes dentários e técnicos administrativos. Os profissionais, com elevada formação, experiência e uma clara vocação para cuidados de medicina dentária em crianças e jovens, têm como objetivos promover a saúde oral, prevenir a doença e apostar na literacia em saúde de familiares e cuidadores, para a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis.

Património da Misericórdia de Lisboa em destaque na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa

O LX Factory acolheu a IX edição da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (SRU), durante os dias 6 e 8 de abril, e a Santa Casa voltou a marcar presença no evento. O programa incluiu inúmeros eventos, tais como workshops, conferências, tertúlias e debates, que pretenderam chamar a atenção dos participantes para o impacto social da reabilitação urbana.

A instituição preparou a conferência “Um Habitat Inclusivo – Necessidades e Soluções”, que decorreu durante a tarde de quinta-feira, 7 de abril, onde se debateu a relevância da reabilitação urbana enquanto ferramenta de inclusão e, ao mesmo tempo, de preservação da cidade genuína e dinâmica. Identificar alguns dos projetos desenvolvidos pela instituição e realçar o compromisso da mesma na preservação e valorização do seu património com a finalidade de criar respostas sociais adaptadas às novas realidades populacionais, foram igualmente objetivos desta conferência.

Na sessão de abertura, Ana Vitória Azevedo, administradora da Santa Casa com o pelouro do Património, defendeu que “a instituição tem o dever de promover, reabilitar e conservar o seu património, por forma a garantir projetos e obras inovadoras que respondam as necessidades daqueles que mais precisam”, frisando, ainda, a criação de novas respostas e a intergeracionalidade dos novos projetos.

A administradora destacou o projeto em curso no Recolhimento de Santos-o-Novo, na freguesia de Marvila, que irá unir, no mesmo espaço, uma estrutura residencial para idosos (ERPI) e uma residência de estudantes.

“Este é um programa inovador, que potencia a convivialidade entre jovens e seniores pela partilha de espaços comuns e, ainda, permite dinamizar um programa cultural e social partilhado entre estas populações”, comentou Ana Vitória Azevedo.

A resposta destinada a estudantes, que conta com o apoio do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, irá permitir ampliar a oferta na cidade deste tipo equipamentos, em mais 118 camas, 82 em quartos simples e 36 em quartos duplos.

Ana Vitória Azevedo apontou, igualmente, o projeto que irá nascer na antiga fábrica de gelados da Nestlé, em Monsanto, fruto de uma benemerência da gigante alimentar suíça, onde a instituição espera instalar no local uma unidade de cuidados especializados de demência.

Com capacidade até 50 camas, distribuídas por 28 quartos, 4 individuais, 22 duplos e 2 de isolamento, o futuro novo equipamento terá também valências de centro de dia e de apoio domiciliário, disponibilizando também consultas de acompanhamento na área da demência e um espaço para formação de cuidadores formais e informais.

“Esta é uma resposta que faz falta na cidade de Lisboa. Segundo os últimos dados a demência irá afetar uma grande faixa da população e a Santa Casa tem o dever de apoiar e criar condições para estas pessoas”, concluiu a administradora.

Nesta conferência houve ainda lugar a uma mesa redonda onde participaram a diretora Departamento de Gestão Imobiliária e Património da Misericórdia de Lisboa, Helena Lucas, a diretora da Casa do Impacto, Inês Sequeira, a CEO da Konceptness, Susan Cabeceiras, a Mentora de Líderes e Executivos da YouUp, Ana Penin, e a professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Stella Bettencourt da Câmara.

Projetos da Santa Casa candidatos ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria “Impacto Social”

Proprietária de um vasto património imobiliário, a Misericórdia de Lisboa tem promovido a reabilitação progressiva deste edificado, devolvendo-o à cidade com novos fins que pretendem responder às necessidades dos lisboetas.

Um destes exemplos é a Unidade de Cuidados Continuados e Integrados Rainha Dona Leonor e que nasce da reabilitação do antigo Hospital Militar da Estrela. Onde outrora esteve um hospital militar obsoleto, existe agora uma nova unidade para cuidados continuados de saúde que complementam a rede nacional.

Igualmente em destaque esteve a reabilitação do número 31 da Travessa do Rosário, em Lisboa. Uma obra, concluída em abril de 2021, com um forte impacto social pela oferta de alguns serviços na área da ação social e ainda habitação para fins de arrendamento jovem.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, cuja cerimónia de entrega decorre este ano a 3 de maio, tem o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura. Esta é uma iniciativa que reúne um vasto apoio do setor empresarial, institucional e da sociedade civil.

O galardão foi lançado em 2013 e tem como objetivo reconhecer, premiar e divulgar a excelência na renovação das cidades e afirma-se atualmente como a mais prestigiada distinção na área da reabilitação do edificado e requalificação dos territórios em Portugal.

SRU

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas