logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Alunos da Orquestra Geração recebem tablets

Com esta iniciativa, estes jovens poderão continuar a sua aprendizagem musical, ainda que em pleno contexto de pandemia.

Estes equipamentos destinam-se a crianças e jovens da Equipa de Apoio à Família da Misericórdia de Lisboa, que não têm recursos tecnológicos para acompanhar o ensino da música à distância.

Para António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, esta entrega “pretende garantir que todos os alunos, que mais necessitam de meios tecnológicos, possam ter o acesso necessário para as aulas e ensaios da orquestra”.

Segundo o responsável, desde o início do confinamento que “os professores de cordas e de sopros disponibilizaram-se para continuar as aulas da orquestra em suporte digital. A cada integrante foi, ainda, autorizado levar os instrumentos para casa”, frisando que “cedo se percebeu que os alunos tinham meios diferentes e que esta situação dificultava a aprendizagem e criava desigualdade de oportunidade.

Alunos da orquestra com tablet

O regresso da Orquestra Geração Santa Casa estava marcado para a edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, com um ensemble gratuito para todos os visitantes do certame, mas devido à pandemia da COVIDCovid-19, todos os concertos agendados foram cancelados, à semelhança do que já tinha acontecido com os concertos e estágios da Páscoa e o espetáculo de final do ano letivo.

Centro de Apoio Social de São Bento reabre portas

Depois de mais de dois meses em casa, cerca de 50 utentes voltaram ao trabalho, à rotina, à terapia e ao convívio no Centro de Apoio Social de São Bento (CASSB), um espaço dedicado à promoção da integração de pessoas em situação de exclusão social e de sem-abrigo em Lisboa, que inclui três ateliers ocupacionais, uma loja de venda de produtos artesanais, um balneário, um refeitório e um espaço de inclusão digital.

Carlos Coelho, 60 anos, nascido na freguesia do Socorro, é um dos utentes dos ateliers ocupacionais do Centro de Apoio Social de São Bento. De segunda à sexta-feira, das 9h00 às 16h30, Carlos trabalha no atelier de cozinha. Rigorosamente equipado com avental, luvas, máscara e touca, prepara o almoço para si e para os colegas.

“Hoje temos sopa de grão com espinafres e frango à mata. Querem almoçar?”, convidou. Confessamos que cheirava muito bem, mas, infelizmente, o nosso compromisso profissional não nos permitiu aceitar.

Carlos assume que sentiu falta da cozinha, dos colegas e dos técnicos. “Foram mais de dois meses. É muito tempo. Já tinha saudades”, diz o sexagenário, lembrando que frequenta o Centro desde 1997. Esta segunda-feira, 18 de maio, regressou a este espaço.

Cozinha do Centro Social de São bento

Não teve uma vida fácil. Foi deixado à sua sorte com apenas 18 meses. “Fui criado pela Santa Casa. Sou filho da Santa Casa”, afirma Carlos Coelho. Mais tarde, entrou na Casa Pia para aprender um ofício. Fez um pouco de tudo. Foi pastor, agricultor, pintor de construção civil e trabalhou na restauração. Um dia foi para a rua. “É mais fácil do que possam pensar”, dá conta.

Em 1997, o destino levou-o de volta à Misericórdia de Lisboa. Veio para o Centro de Apoio Social de São Bento. “Esta casa ensinou-me que qualquer Homem deve ter um trabalho, por mais pequeno que seja. Os ateliers são uma oportunidade, uma ocupação para quem sai da rua. Dão-nos regras, horários, um propósito e autoestima”.

Carlos admite que não consegue imaginar a vida fora do CASSB. “Esta casa é muito importante para mim”.

No atelier de produtos artesanais, João (nome fictício), 40 anos, está a construir uma pequena casa de madeira para ser colocada à venda na loja do Centro. É um dos utentes mais recentes, entrou no CASSB em março deste ano.

João perdeu o trabalho, perdeu o chão, mas encontrou apoio na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Aos poucos vai conseguindo ultrapassar a depressão onde mergulhou. “No Centro, tenho cabeça ocupada, dão-me conselhos, mostram-me o caminho”.

A notícia da reabertura foi recebida com enorme alegria. “Estava em casa há muito tempo. Sentia falta de estar ocupado. O estar ocupado deixa-me em paz”. Por agora, João quer duas coisas: paz de espírito e ajudar a sua companheira que o tem ajudado numa fase muito difícil.

Para Ana Zagallo, diretora do Centro de Apoio Social de São Bento, esta resposta “dedica-se essencialmente a trabalhar as competências dos utentes e a tentar, quando possível, integrá-los no mercado de trabalho. As atividades permitem que estes utentes possam adquirir regras, rotinas, conquistando sentimento de pertença e laços afetivos”.

Todos os dias, quando vinham buscar a alimentação ao Centro, perguntavam pela reabertura do Centro. “Foi muitíssimo importante reabrir, porque estas pessoas têm que estar ocupadas”, salienta a responsável. “A maior parte destas pessoas sofre de algum tipo de problema de saúde mental e/ou físico”, refere ainda.

Há uma relação entre a loja e a realização pessoal dos utentes, avança Ana Zagallo. “A venda dos produtos elaborados nos ateliers, permite que os utentes vejam o seu trabalho reconhecido. A nossa maior satisfação é poder vê-los com a vida estabilizada”, conclui.

 

Centro de Apoio Social de São Bento

À entrada do século XX, na zona de São Bento, junto ao Palácio das Cortes (atual Assembleia da República), a Sociedade Protetora das Cozinhas Económicas encomendara a construção da Cozinha Económica nº 6, tendo sido inaugurada em abril de 1906. Tal como as congéneres, esta cozinha destinava-se a proporcionar refeições acessíveis à população mais carenciada, sobretudo à classe operária.

Em 1928, as cozinhas foram transferidas para a Santa Casa da Misericórdia, sobrevivendo hoje os edifícios de apenas duas, nos Anjos e em São Bento. Foi nesta última que a Santa Casa instalou, em 1997, o Centro de Apoio Social de São Bento. A criação deste equipamento que se instalou em São Bento, dedicado à promoção e apoio à integração de indivíduos em situação de exclusão social e de sem-abrigo em Lisboa. Ultrapassando hoje largamente as funções iniciais da Cozinha Económica n.º 6, inclui três ateliers ocupacionais, uma loja de venda de produtos artesanais e um espaço de inclusão digital, sendo uma referência no coração da cidade.

Da saúde à ação social. O regresso na Santa Casa

18 de maio marca o início da segunda fase de desconfinamento. O dever cívico mantém-se, mas, aos poucos, existe a retoma de alguma normalidade. Estão de regresso as visitas aos lares, a reabertura das creches e das unidades de saúde. Tal como recomendado pela Direção Geral de Saúde (DGS), as regras estabelecem o uso obrigatório de máscara em todos os espaços, entre várias outras medidas de prevenção.

Da saúde à ação social. O regresso na Santa Casa!

Reabertura de respostas da Ação Social

Desde os Centros de Apoio Social aos Centros de Atividades Ocupacionais (CAOs), passando pelas Estruturas Residenciais para a População Idosa (ERPIs), que retomam as visitas de familiares e amigos, até à reabertura das creches, são muitos os equipamentos que reabrem portas esta segunda-feira.

As visitas regressam aos lares.

As visitas passam a ser permitidas em ERPIs, mas com algumas restrições e seguindo sempre as orientações da Direção Geral de Saúde (DGS), que divulgou uma lista de recomendações para que este processo possa ser reiniciado em segurança.

O agendamento das visitas deve ser feito previamente e assegurado pelas estruturas, assim como higienização dos espaços. Cada utente tem direito a uma visita semanal, que não deve exceder os 90 minutos.

Os visitantes estão também obrigados a utilizar máscara durante todo o período de visita e não devem levar quaisquer tipos de objetos para dentro das instituições que prestam apoio a idosos.

A ERPI da Quinta Alegre foi hoje destacada no programa “Bom Dia Portugal”, da RTP, onde foram apresentadas os novos procedimentos. Veja aqui o vídeo (minuto 4).

Crianças voltam às creches, mas com restrições

Higienizar espaços e brinquedos, calçado deixado à entrada da sala e ventilação adequada. Estas são algumas medidas a serem tomadas no regresso das creches.

A DGS determina um número reduzido de crianças por sala, mas sem colocar em causa as atividades lúdico-pedagógicas.

Os mais pequenos devem ser entregues e recebidos pelos encarregados de educação sempre à porta do estabelecimento, devem levar sempre um calçado específico para a creche e, por agora, os seus brinquedos favoritos não vão poder entrar.

Os testes para rastreio de Covid-19 a funcionários das creches foram previamente realizados, de modo a garantir o regresso em segurança de todos. Ainda assim, os funcionários são obrigados a usar máscara cirúrgica durante o horário de trabalho, o que já não causa qualquer estranheza aos mais novos.

Reabertura e novos horários na saúde

A partir de 18 de maio, a maioria das Unidades de Saúde da Santa Casa (USSC) vai estar a funcionar entre as 8h30 e as 18h, como é o caso da Unidade de Saúde do Bº do Armador, Extensão de Saúde de Telheiras (Unidade de Saúde do Bairro Padre Cruz), Unidade de Saúde do Castelo, Unidade de Saúde Dr. José Domingos Barreiro e da Unidade de Saúde do Vale de Alcântara. Já a USSC da Liberdade e a USSC Bairro Padre Cruz reabrem apenas no período da manhã.

O SOL – Saúde Oral em Lisboa reabre a 15 de junho, assim como a Unidade W+, que começa, de forma alternada, a realizar o trabalho biopsicossocial a partir dessa data.

Quais são as principais medidas para as Unidades de Saúde?

As consultas programadas em ambulatório, exames e outros atos clínicos são reativados. As consultas canceladas serão remarcadas diretamente pelas USSC, com prioridade para os casos mais urgentes.

Para garantir a segurança dos utentes e dos profissionais de saúde será realizado o rastreio de temperatura corporal a todos os que entrarem nas unidades de saúde. Será fornecida uma máscara cirúrgica à entrada dos edifícios e disponibilizada solução alcoólica para higienização das mãos. Todas as superfícies serão desinfetadas e serão retirados das salas de espera todos os objetos que possam ser manuseados por muitas pessoas.

Sempre que possível, em função do espaço e condições logísticas, será efetivada a segregação de zonas comuns de forma a evitar a concentração de pessoas. Os utentes não devem fazer-se acompanhar, exceto nas situações absolutamente necessárias.

As regras estão implementadas, garantindo a todos os utentes, visitantes e colaboradores que o regresso será feito da forma mais segura possível.

Santa Casa reabre Unidade de Habilitação e Desenvolvimento

O olhar de Cátia Silva, 32 anos, transborda de contentamento, ao contar as conquistas do filho, um menino de dois anos com paralisia cerebral, que frequenta o CRPCCG. “Há dois meses que não vínhamos ao Centro, e, realmente, isso fez-nos muita falta. Fez falta ao Guilherme”, diz.

Santa Casa reabre Unidade de Habilitação e Desenvolvimento

Durante dois meses ficaram privados dos cuidados que recebem neste Centro por causa da pandemia. Agora, a Unidade de Habilitação e Desenvolvimento volta a receber crianças de meses até jovens aos 18 anos. Os casos mais urgentes são prioritários.

No CRPCCG há uma adaptação lenta à realidade. Não é abrupta. As pequenas vitórias são conseguidas a muito esforço. Todos os dias aprende-se a viver com a paralisia cerebral. A evolução não termina nas terapias, a relação entre a família e a criança é determinante.

A Unidade de Habilitação e Desenvolvimento tem como missão prevenir, desenvolver, habilitar, reabilitar e incluir, na comunidade, a pessoa com Paralisia Cerebral e outras situações neuro motoras afins, através da equipa multidisciplinar, promovendo a sua qualidade de vida, com desempenhos de excelência.

O Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, presta cuidados a bebés, crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral e condições neuromotoras limitadas, de modo a tornar a vida do paciente mais confortável, independente e inclusiva. O Centro garante, também, o acesso a serviços e a programas inovadores e de qualidade, graças a uma equipa multidisciplinar.

O Centro tem três valências (intervenção Precoce; Reabilitação e Centro de Atividades Ocupacionais) e duas unidades (Unidade de Habilitação e Desenvolvimento e Unidade de Reabilitação e Integração Sócio-Ocupacional).

Santa Casa e NOVA Medical School assinam protocolo de colaboração

Foi assinado esta segunda-feira, 11 de maio, um protocolo de colaboração entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Faculdade de Ciências Médicas da NOVA Medical School da Universidade Nova de Lisboa, com o objetivo de estabelecer uma parceria técnica, logística e financeira, através da realização de testes de despistagem da doença Covid-19 a amostras provenientes dos utentes e trabalhadores das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) na cidade de Lisboa, e outros locais eventualmente necessários, sob coordenação da instituição.

Neste protocolo, assinado por Edmundo Martinho, provedor da instituição, e por Jaime da Cunha Branco, diretor da Nova Medical School da Faculdade de Ciências Médicas, na presença da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, estabeleceram-se os termos da cooperação entre as duas entidades no que se refere ao apoio às populações mais vulneráveis e expostas no contexto da atual pandemia.

Atendendo à emergência de saúde pública, exigia-se um conjunto de respostas essenciais de apoio à população, nomeadamente aos idosos. Neste contexto, a Faculdade de Ciências Médicas detém os meios e recursos para realizar, em contexto laboratorial, testes de despistagem da Covid-19, instrumento essencial para, junto da população mais vulnerável, poder prevenir, programar e delinear estratégias de mitigação do contágio da população, designadamente nas ERPI e SAD.

Importa sublinhar que a Misericórdia de Lisboa e a NOVA Medical School têm uma longa parceria no âmbito do ensino.

Misericórdia de Lisboa apoia projetos de misericórdias de norte a sul do país

No âmbito do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai financiar, este ano, projetos nas misericórdias de Vila Nova de Gaia (277.994,26€), Barcelos (300.000,00€), Murtosa (73.291,65€), Pinhel (200.134,80€), Ovar (193.500,00€) Penela da Beira (300.000,00 €), Vizela (108.872,30€), Carregal do Sal (150.000,00€), São Brás de Alportel (300.000,00€), Vila Nova de Poiares (300.000,00€) e Alcácer do Sal (275.000,00€).

Os 11 projetos que vão ser apoiados representam um investimento total de 2.468.793,01 euros, financiamento que vai ser formalizado na quarta-feira, 6 de maio, com protocolos assinados à distância pelos provedores das misericórdias, uma vez que a pandemia da Covid-19 impede a realização da cerimónia presencial.

Inez Dentinho, membro do Conselho de Gestão do FRDL disse, em declarações à agência LUSA, que o apoio “versa sobretudo projetos de inovação social”, financiando a reabilitação das instalações das misericórdias, “desde que, acompanhado dessas obras, aconteçam elementos de inovação social que permitam preparar estes lares para as gerações que as venham a ocupar no futuro também, com Wi-Fi, com circuitos exteriores de exercício, com outras dimensões que provoquem a descoletivização da vida no lar”.

Entre os 11 projetos a apoiar, além da reabilitação do património edificado dos lares e centros de dia, estão ideias para a criação de um espaço de fisioterapia, um centro hidroterapêutico com uma piscina interior onde podem fazer exercício físico e um jardim intergeracional ao lado de um ATL, assim como circuitos de lazer para a prática de exercício físico.

Sobre a escolha destes projetos, Inez Dentinho adiantou que foram repescados do concurso de candidaturas apresentadas em 2019, porque tinham sido aprovados, mas não tiveram verba disponível, uma vez que, de acordo com a ordem de classificação, foram apoiadas as ideias com maior pontuação.

No âmbito do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), a Santa Casa, desde 2015, já apoiou 154 misericórdias, num investimento que ultrapassa os 23 milhões de euros. Na sua criação, em 2015, operava apenas na área dos equipamentos sociais, mas, a partir de 2017, o FRDL passou a destacar 25% da verba também para a área da conservação do património.

Nascido de um acordo de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas, assinado a 23 de abril de 2014, o Fundo Rainha Dona Leonor vem dar apoio a causas sociais prioritárias das misericórdias de todo o país, cumprindo, deste modo, a vontade da instituição em intervir além das fronteiras da capital.

Em pleno período de pandemia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a União das Misericórdias Portuguesas reforçaram a sua união, através da campanha “Somos a Casa de milhares de portugueses“. Lançada no passado mês de abril, esta campanha da Santa Casa teve como objetivo reforçar a missão da instituição, bem como a de todas as misericórdias do país. Numa fase em que muitos portugueses recolhem às suas habitações para se protegerem, existe uma Casa que garante que mesmo estando sozinhos, nunca estarão isolados, continuando a apoiar aqueles que mais precisam, empenhando-se diariamente em dar um maior conforto a quem tem de ficar em casa, mostrando a estas pessoas que não estão sozinhas porque a Santa Casa e as misericórdias estão sempre lá, para as apoiar.

Aprender sem sair de casa. Misericórdia assegura acompanhamento à distância

Centenas de educadoras e auxiliares da instituição continuam a garantir a melhor condução e o apoio ao desenvolvimento das crianças “da” Santa Casa. E, aqui, a imaginação não tem limites.

Há uma nova realidade na vida das equipas das creches e jardins de infância da Santa Casa, assim como das crianças que estão, habitualmente, ao seu cuidado. Nos estabelecimentos de apoio à infância da Misericórdia de Lisboa, ainda que à distância, tenta-se manter a rotina que a pandemia quebrou.

O acompanhamento escolar dos mais pequenos é, agora, feito através de comunicações diárias por correio eletrónico ou através de aplicações de mensagens instantâneas. Há todo um leque de propostas de atividades para ajudar a manter as crianças ativas e felizes, mantendo-as, o mais possível, próximas entre si e dos seus cuidadores habituais de “sala de aula”. É esta a fórmula encontrada pelas mais de 480 colaboradoras das 28 creches e jardins de infância da Santa Casa, que continuam a acompanhar as crianças da instituição.

Em alguns equipamentos da Santa Casa, o dia começa com a canção do “Bom Dia”, uma atividade que ocorria antes da pandemia, e que a plataforma WhatsApp ajuda a manter.

Noutros há quem dinamize atividades e converse por videochamada com as crianças e respetivos familiares, para que os laços estabelecidos com os mais pequenos não são sejam quebrados.

Se algumas atividades são diárias, outras como o projeto “Magia dos Afetos” acontecem duas vezes por semana. Aqui, as famílias do CAI Vale Fundão I são convidadas a enviar pequenas mensagens ou vídeos curtos, com o propósito de estimular pensamentos positivos. Já no Centro Infantil de Santos-o-Novo, entre muitas outras atividades, as equipas educativas realizam pequenos filmes com histórias utilizando livros e fantoches, que são posteriormente enviados para as crianças.

Mas, o grande desafio desta nova realidade passa, sem dúvida, por explicar aos mais novos o porquê de estarem confinados em casa, a importância de lavarem frequentemente as mãos, ou o que é, afinal, o tão falado coronavírus. No Centro de Promoção Social Rainha D. Leonor, houve quem adaptasse uma “história graúda” a um livro infantil, onde as crianças facilmente se relacionam com o herói.

Nesta versão de “O Cuquedo e o Coronavírus”, da autoria de uma colaboradora desse estabelecimento, tenta explicar-se quem é o coronavírus e como combatê-lo. As ilustrações que acompanham o conto foram desenvolvidas por 3 crianças e são fundamentais para ajudar a narrar uma realidade infantilizada que termina com final feliz.

São muitas as formas que os profissionais dos equipamentos da Misericórdia de Lisboa tentam utilizar para ajudar os petizes a ultrapassar este período de isolamento. Por estes dias, em que a tecnologia tem sido uma verdadeira aliada, a criatividade é rainha!

Apoio domiciliário, um serviço fundamental no combate ao isolamento

Fazem parte da equipa do Serviço de Apoio Domiciliário da instituição. São a Paula, o António ou a Cândida. Rostos desconhecidos para a maioria de todos nós, mas que são um sorriso e um auxílio para cerca de 1700 pessoas, na sua maioria idosos em isolamento social, que todos os dias abrem as portas das suas casas para receber, de braços abertos, estes “anjos da guarda”.

Atualmente a Santa Casa conta no terreno com a preciosa ajuda de cerca de 400 auxiliares de geriatria e de apoio comunitário. No total, são mais de 2000 os utentes que beneficiam deste serviço.

Tanto a LUSA/JN como o OBSERVADOR destacaram, em reportagens dedicadas, o trabalho do Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa, dando a conhecer a história de algumas destas equipas.

 

Leia, em baixo, o que diz a comunicação social sobre este tema:

RTP: Profissionais de saúde e auxiliares dizem que idosos estão ainda mais ansiosos e isolados

RR: “Tenho saudades de tudo, até o que era mau seria bom agora”. Quando a solidão nos idosos também é um vírus

ANTENA1: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dá assistência a milhares de idosos na capital

OBSERVADOR: Isolados, milhares de idosos continuam a precisar de apoio. E continua a haver quem não os abandone

LUSA/JORNAL DE NOTÍCIAS: Os “anjinhos da guarda” que dão a mão à solidão dos idosos em Lisboa

Serviço de apoio psicológico para utentes da Santa Casa já está em funcionamento

Pela especial vulnerabilidade da população mais velha, o isolamento social obrigatório e a necessidade de proteção que lhes é devida, a Santa Casa constituiu uma equipa de apoio psicológico para ajudar utentes que apresentem sentimentos associados à solidão, depressão, ansiedade, medo, tristeza e preocupação, entre outros. Sempre que apresentem algumas das sintomatologias descritas, ou apenas a necessidade de conforto ou apoio emocional especializado, os utentes das respostas sociais (Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Dia e Equipas de Apoio a Idosos) são encaminhados para o “psicólogo de referência” da equipa, para que este os contacte rapidamente.

A linha de apoio especial criada a propósito do surto de COVID-19 conta, numa fase inicial, com cerca de dez psicólogos, distribuídos pelas dez unidades de desenvolvimento e intervenção de proximidade da Santa Casa, e funciona de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 17h30.

A instituição tem vindo a acompanhar com preocupação a evolução do surto de COVID-19 e procurado, nas suas mais variadas áreas de atuação, responder aos desafios que este momento de contingência nacional impõe. Desta forma, foram adotadas diversas medidas, de acordo com as orientações da Direção-Geral de Saúde, constantes no Plano de Contingência da Santa Casa, nomeadamente o encerramento de equipamentos e a reorganização das respostas sociais, que afetam os utentes que delas beneficiam.

Atenta aos impactos que estas medidas provocam numa população, já de si, vulnerável e em situação de fragilidade, esta é mais uma medida levada a cabo pela instituição no sentido de mitigar os impactos negativos e apoiar que mais precisa, neste contexto de exceção.

Estamos na rua para cuidar de quem mais precisa

Diariamente, equipas de diferentes âmbitos de atuação da Santa Casa saem para a rua com espírito de missão e de solidariedade. A grande preocupação são os mais vulneráveis e todos aqueles para quem o suporte da instituição são condição essencial.

Neste novo tempo, existem profissionais que são importantíssimos para a continuidade dos serviços mais importantes do dia-a-dia e, muitos deles, estão na essência da Misericórdia de Lisboa.

São médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, ajudantes de lar, psicólogos, fisioterapeutas, animadores, motoristas, cozinheiros, ajudantes de cozinha, operadores de lavandaria, operadores logísticos, entre tantas outras profissões relevantes e que continuam na “frente ativa”. Fazem parte das equipas das estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), dos lares residenciais, das casas de acolhimento, do serviço de apoio domiciliário, da unidade de emergência e de atendimento social (no apoio às pessoas em condição de sem-abrigo), dos refeitórios sociais, dos hospitais e unidades de saúde, das unidades de cuidados continuados, apoiando os milhares de utentes da Santa Casa que, mais do que nunca, precisam de ajuda.

Também através de apoio telefónico é desenvolvido um enorme trabalho. A instituição está em contacto diário com todos os utentes de Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e Equipa de Apoio a Idosos.

Há todo um trabalho, diário e imensurável, realizado em conjunto e em permanência com a Câmara Municipal de Lisboa, as Juntas de Freguesia da cidade, os parceiros da Rede Social de Lisboa, as Instituições Particulares Solidariedade Social (IPSS), as Associações de Proximidade, a Polícia de Segurança Pública, a Cruz Vermelha Portuguesa e todas as entidades que são prestadoras de serviços na instituição, nomeadamente na área da alimentação, limpeza e segurança.

Edmundo Martinho, provedor da instituição, lembra que “o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa será preponderante na ajuda a quem mais precisa, no apoio e cuidado a quem está isolado. A Misericórdia de Lisboa tem uma responsabilidade acrescida a que não pode virar as costas. E, como sucede há mais de cinco séculos, seremos capazes de honrar a História da nossa instituição.”

Hoje, mais do que nunca, continuamos a cuidar de quem mais precisa!

Veja alguns exemplos deste apoio.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas