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“O direito ao colo não é negociável”: Santa Casa debate proteção familiar antes da rutura

Nuno Comando, diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e da Casa do Impacto, abriu o encontro lembrando o propósito do espaço: criar pontes entre a Santa Casa, o empreendedorismo e outras organizações, através de conversas mensais. O tema do dia, sublinhou, “está no coração da missão da Santa Casa”. E deixou o mote: proteger não pode ser apenas reagir à emergência. “Proteger é criar condições para que a emergência não chegue mesmo a acontecer.”

Do esquecimento à “nova era”

Coube a Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, traçar o percurso histórico de uma medida que Portugal criou cedo e durante décadas quase ignorou. O acolhimento familiar existe desde a década de 1970 e foi regulamentado pela primeira vez em 1984, quando o país foi pioneiro neste domínio. Depois, disse, “ficou adormecido, esquecido no tempo”, enquanto o sistema foi construindo um caminho fortemente assente no acolhimento residencial.

A viragem chegou em 2019, com o Decreto-Lei n.º 139/2019, que a responsável apelidou de marco de uma “nova era”,  e do qual se orgulha de ter ajudado a construir. Uma das inovações mais significativas é a possibilidade de os próprios familiares ou redes afetivas da criança servirem como família de acolhimento, preservando vínculos, identidade e continuidade emocional.

Os números, porém, continuam a exigir urgência. Existem quase 6000 crianças em acolhimento residencial no país, cerca de 1000 só no distrito de Lisboa. A Santa Casa realizou até à data 255 acolhimentos familiares, acompanhando atualmente 117 famílias. “Uma casa de acolhimento, por melhor que seja, por mais recursos que tenha, nunca vai conseguir substituir o colo, a atenção individualizada e o amor que uma família pode dar”, afirmou Patrícia Bacelar. “O direito de crescer em família não é negociável, não é opcional, não é um luxo.”

patrícia bacelar a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML

O testemunho que silenciou a sala: “É duro, é tramado, vai doer. E tem de doer”

Mariana Martins, mãe de três filhos biológicos que, juntamente com o marido, decidiu tornar-se família de acolhimento pela Santa Casa, foi direta desde o início. Recusou o rótulo de heroísmo com que a sociedade por vezes envolve quem acolhe e deslocou o foco para onde considera que ele realmente pertence: os filhos Francisco, Carmo e António, que aceitaram partilhar os pais, a casa e os irmãos com crianças que sabem que um dia irão partir. “São eles os heróis”, disse.

A convidada descreveu o acolhimento como “um ato de amor. Um amor louco e muito absurdo”, capaz de transformar para sempre a história de uma família, com laços inquebráveis, mas sem ilusões: “Não existe esta linha ténue de ‘é como se fosse vosso filho’. Não é. E ainda bem que não é, porque ele terá direito à sua família para sempre.”

Sobre a chegada do bebé diretamente do hospital, foi simples: “Com um pijama, uma chupeta, um dodot e um leite em pó pequenino, e nos dizem ‘tomem’ (…) é impossível isto não mexer com as entranhas.”

O relato culminou numa conversa com o filho António sobre a despedida iminente: “Mãe, quando o bebé for embora, eu vou chorar imenso.” E propôs um plano para o luto em família: chorar a ver um filme da Disney e comer um pote de açaí.

Mariana terminou com um apelo direto: “Estas quase 6000 crianças precisam de alguém. Não se pode ficar indiferente.”

mariana martins, família de acolhimento a falar nas conversas com impacto
Mariana Martins, família de acolhimento

Chegar antes do perigo

O painel “Antes da Rutura: quem chega primeiro e faz a diferença”, moderado pela jornalista Ângela Roque, da Rádio Renascença, reuniu três profissionais de terreno. Ana Polido, psicóloga na Unidade de Intervenção Familiar da SCML, descreveu o trabalho preventivo junto das famílias no seu meio natural de vida, atuando sobre sinais subtis de mudança comportamental nas crianças, antes que a situação de risco se torne perigo declarado. Patrícia Costa, vice-presidente do Projeto Alkantara, trouxe anos de presença contínua em Alcântara e a consciência de que as problemáticas originais persistem e se agravam. Já Susana Bernardo, diretora técnica da Pressley Ridge, sublinhou que a maioria das sinalizações ainda chega tarde: “O timing da intervenção é crucial.” E que a responsabilidade de olhar e sinalizar não é exclusiva dos técnicos: “Todos nós podemos ser agentes sinalizadores e temos de ter um olhar atento.”

quatro senhoras falam nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Da esq. para a dta., Ângela Roque (Rádio Renascença), Patrícia Costa (Projeto Alkantara), Susana Bernardo (Pressley Ridge) e Ana Polido (Unidade de Intervenção Familiar da SCML)

“Ninguém protege sozinho”

O encerramento das Conversas com Impacto ficou a cargo de Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa, que não escondeu o peso de trabalhar nesta área: decisões difíceis, longe dos holofotes, com elevado custo emocional. E reconheceu o que muitas vezes fica por dizer: que há um trabalho silencioso, diário e persistente que evita tragédias antes de elas acontecerem. “Proteger não é apenas responder à emergência, mas é criar condições para que a emergência não aconteça”, afirmou. E sublinhou que isso só é possível em conjunto: “Ninguém protege sozinho.”

A sessão terminou com a certeza de que proteger crianças é tarefa de todos, feita, muitas vezes, em silêncio, todos os dias, muito antes de qualquer rutura.

vice provedora da SCML a falar nas conversas com impacto sobre acolhimento familiar
Rita Prates, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Pré‑Inscrição no RADAR já pode ser feita online

Através deste novo formulário, qualquer cidadão pode identificar situações de isolamento, solidão não‑desejada ou fragilidade social. O processo exige apenas três dados: nome, contacto telefónico e endereço de email, sendo posteriormente assegurado o contacto direto pela equipa RADAR para avaliação e encaminhamento.

A funcionalidade integra‑se na estratégia do Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades, sendo o RADAR uma das medidas chave, com o objetivo de reforçar a capacidade de sinalização e acompanhamento de pessoas 65+ em situação de maior vulnerabilidade na cidade de Lisboa.

A iniciativa é desenvolvida em trabalho de rede entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública, a Nova Medical School e a Rede Social de Lisboa, parceiros que asseguram uma resposta integrada, célere e ajustada às necessidades de cada pessoa.

Com esta nova ferramenta digital, o Programa Lisboa, Cidade Com Vida Para Todas as Idades dá mais um passo na construção de uma cidade mais atenta, inclusiva e com vida para todas as idades, aproximando cidadãos, serviços e comunidade.

Santa Casa acolhe apresentação do Programa Nacional de Saúde Ocupacional 2030 e firma protocolo com a Direção Geral da Saúde

Na sessão de abertura, André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa, deu as boas-vindas aos participantes, sublinhando que a instituição, com cerca de 6000 trabalhadores, vive diariamente os desafios da saúde ocupacional. O responsável valorizou o protocolo agora firmado, que considerou uma expressão concreta de cooperação, partilha de conhecimento e desenvolvimento de iniciativas com impacto real.

Seguiu-se a intervenção de Júlio Pedro, Subdiretor Geral da Saúde, que destacou a dimensão da saúde ocupacional em Portugal, com mais de 3,6 milhões de trabalhadores abrangidos e 2,4 milhões de exames de saúde realizados em 2024, destacando a oportunidade de transformar esta presença em mais qualidade, prevenção e equidade. Júlio Pedro enquadrou o PNSO 2030 como uma resposta aos desafios atuais e emergentes, do envelhecimento ativo aos riscos psicossociais, da digitalização às novas formas de organização do trabalho, defendendo uma ação conjunta entre instituições públicas, parceiros sociais e organizações com impacto social como a Santa Casa.

Por sua vez, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, José Rocha Nogueira, apresentou os eixos estratégicos do PNSO 2030, reforçando a necessidade de integrar a saúde ocupacional nas políticas de prevenção e na gestão das organizações.

Seguiu-se uma mesa-redonda, subordinada ao tema Saúde ocupacional: Valor que transforma a sociedade, moderada por Miguel Telo de Arriaga, da DGS, que representantes da Autoridade para as Condições do Trabalho, da Ordem dos Enfermeiros, da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho, da União Geral de Trabalhadores (UGT) e da (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

sete pessoas sentadas na sala de extrações da SCML
Da esq. para a dta., Miguel Telo de Arriaga (DGS), Cristina Rodrigues (ACT), Eugénia Alentejo (Ordem dos Enfermeiros), João Ferreira (Medicina do Trabalho), Vanda Cruz (UGT), Mário Freitas (Ordem dos Médicos) e Francisco Barros (CCP).
André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa para a Saúde
André Brandão de Almeida, Administrador Executivo da Santa Casa para a Saúde
Júlio Pedro Subdiretor Geral da Saúde
Júlio Pedro, Subdiretor Geral da Saúde
José Rocha Nogueira, Coordenador do PNSO 2030
José Rocha Nogueira, Coordenador do PNSO 2030

A sessão encerrou com a intervenção da Diretora Geral da Saúde, Rita Sá Machado, seguida da assinatura do Protocolo de Parceria entre a DGS e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que formaliza uma colaboração técnica e institucional para reforçar a promoção da saúde ao longo do ciclo de vida.

O acordo estabelece um enquadramento de cooperação entre as duas entidades para o desenvolvimento e implementação conjunta de iniciativas, projetos, campanhas e eventos de prevenção da doença e promoção da saúde. Prevê ainda o apoio mútuo na promoção da literacia em saúde e a partilha de informação relevante e boas práticas.

No âmbito desta colaboração, a Santa Casa compromete-se a disponibilizar espaços, recursos e meios próprios para a realização das atividades, a participar na planificação, divulgação e execução das iniciativas e a partilhar informação útil sobre os públicos-alvo e territórios de intervenção.

Por sua vez, a DGS assume a definição das prioridades técnicas e dos conteúdos das ações, garantindo o alinhamento com os programas nacionais, disponibilizando materiais técnicos, produtos de comunicação e, quando aplicável, formação aos profissionais envolvidos, além de participar na divulgação das atividades conjuntas.

O protocolo prevê ainda a criação de um grupo de trabalho conjunto, com reuniões semestrais, para acompanhar a execução das iniciativas, e estabelece uma vigência inicial de três anos, renovando-se automaticamente por iguais períodos, salvo denúncia prévia.

Santa Casa celebra “diálogos culturais” na Semana dos Museus

A iniciativa integra o Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de maio, este ano sob o tema “Museus a unir um mundo dividido”, convocando o património como lugar de aproximação entre pessoas, geografias e narrativas históricas.

Ao longo de seis dias, o público é convidado a participar em visitas guiadas, atividades educativas, sessões especiais e experiências noturnas, com entrada gratuita em vários momentos e iniciativas sujeitas a marcação prévia.

Percursos que ligam Oriente e Ocidente — 18 de maio

A abertura da Semana dos Museus propõe dois itinerários conjuntos entre o Museu de São Roque e a Casa Ásia, revelando mais de cinco séculos de encontros culturais. 

A visita bilingue da manhã (10h30) destaca relíquias, objetos devocionais e testemunhos materiais que ilustram trocas artísticas entre Ocidente e Oriente. 

À tarde (15h), o percurso “Pelo olhar de 14 peças” aprofunda esta leitura cruzada, explorando sete peças em cada museu como pontos de contacto entre mundos, crenças e práticas.

Em paralelo, realiza‑se uma visita às reservas da Casa Ásia, permitindo ao público aceder a peças habitualmente não expostas e conhecer histórias e significados do património asiático preservado em reserva.

Peça do Mês e atividades para famílias — 19 e 20 de maio

No dia 19, o Museu de São Roque apresenta uma sessão especial dedicada à relíquia do Beato André de Phu Yen, figura marcante da evangelização no Sudeste Asiático. 

No dia seguinte, 20 de maio, as famílias são convidadas a descobrir o Oriente através de uma atividade educativa que explora objetos, imagens e histórias das coleções, promovendo a curiosidade e o contacto dos mais novos com a diversidade cultural.

Pontes históricas entre Lisboa e o Brasil — 21 de maio

A visita especial à exposição “Menino Jesus dos Atribulados. Uma devoção feminina na Lisboa de D. João VI”, realizada em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, evoca as ligações históricas entre Portugal e o Brasil, sublinhando memórias partilhadas e devoções que atravessam o Atlântico.

Universalidade de São Roque — 22 de maio

A visita temática “Museus a unir um mundo dividido” propõe uma leitura integrada do Museu e da Igreja de São Roque, destacando a circulação global de ideias, estilos e espiritualidades associadas à Companhia de Jesus e à história do lugar.

Noite Internacional dos Museus — 23 de maio

A programação encerra com a Noite Internacional dos Museus, entre as 18h e as 23h, com entrada gratuita no Museu de São Roque e na Casa Ásia. 

O destaque vai para A Visita Eleita, um formato participativo em que o público escolhe o tema que deseja explorar, das Tábuas de São Roque ao Tesouro da Capela de São João Baptista, passando pela exposição Menino Jesus dos Atribulados. As sessões decorrem às 19h, 20h e 21h, com lotação limitada.

Para informações adicionais ou para efetuar marcações nas atividades da Semana dos Museus, o público pode contactar:

Museu de São Roque — museu.sroque@scml.pt | Tel. 213 235 444

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo — casa.asia@scml.pt | Tel. 213 240 869

Serviço Educativo da Cultura Santa Casa — servicoeducativo.cultura@scml.pt

Agenda Sociocultural da Santa Casa para maio e junho já disponível

Em maio, sobressaem propostas que cruzam expressão artística, memória e participação comunitária, como as Oficinas Criativas no Centro de Dia Rainha D. Maria I, dinamizadas semanalmente e abertas ao público mediante inscrição. No Centro Intergeracional Ferreira Borges, regressam as sessões Casar em Lisboa, que convidam os participantes a revisitar histórias e tradições através de fotografias de casamento. No mesmo equipamento, decorrem ainda sessões dedicadas ao tema Se uma catástrofe acontecer, sabe o que fazer?”, dirigidas tanto ao público adulto como juvenil, promovendo literacia em segurança e prevenção.

A dimensão cultural e patrimonial ganha relevo com a visita guiada Viver a Cidade, no dia 26 de maio, ao Teatro São Luiz, permitindo redescobrir um dos mais emblemáticos espaços culturais da capital. Já no plano comunitário, regressa o Jantar Comunitário da Ameixoeira, a 29 de maio, promovendo o encontro entre vizinhos e a partilha de gastronomias e histórias.

Em junho, a programação mantém o foco na criatividade e no bem‑estar, com atividades como o Concurso de Quadras na ERPI Nossa Senhora do Carmo, as Tertúlias Temáticas na Quinta Alegre e as sessões de Mindfulness e Expressão e Movimento no Bairro dos Lóios. A celebração das tradições populares marca presença em vários equipamentos, com destaque para as festas dos Santos Populares no Centro Social de São Boaventura e no Centro de Apoio Familiar.

A agenda inclui ainda um vasto conjunto de atividades regulares, como artes manuais, leitura, informática, dança, atividade física, bem‑estar emocional e visitas culturais, abertas ao público mediante inscrição, reforçando o compromisso da Santa Casa com a promoção da participação social, da autonomia e da qualidade de vida.

Com uma programação ampla e diversificada, a Santa Casa convida a comunidade a envolver‑se, explorar novas experiências e viver a vida coletiva de Lisboa ao longo dos meses de maio e junho.

banner da agenda sociocultural maio_junho

Com sol, golos e emoção, o Torneio Intercasas voltou a encher o 1.º de Maio

Promovido pela Direção de Infância, Juventude e Família (DIIJF), o Torneio Intercasas chegou à sua 19.ª edição, mantendo-se como uma das atividades mais queridas pelos miúdos. “É talvez a atividade mais antiga que a Direção tem”, afirmou António Santinha, Diretor de Unidade de Apoio à Autonomização da DIJF da SCML. “Todos os anos, eles fazem questão de nos lembrar que isto tem de acontecer. Estamos cá por eles.”

Equipas misturadas, emoções à flor da pele

Ao longo do dia, 18 equipas disputaram jogos nos três escalões definidos por idades. Como é tradição, as equipas misturavam crianças de diferentes casas de acolhimento, o que, como dizia o responsável, “dá depois uma valente confusão quando é a entrega da taça, porque… para que casa é que ela vai depois?”

Dentro de campo, houve de tudo: fintas, quedas, gritos e, claro, golos. E houve também goleadas memoráveis. A mais comentada, um expressivo 12–1, foi celebrada como se fosse uma final da Champions. No fim, a grande vencedora, depois de um jogo muito disputado e equilibrado, foi a equipa de Santo António, seguida pela de Rainha Santa, que garantiu o segundo lugar com uma exibição cheia de garra.

“Isto é para eles. Tudo!”, reiterou Santinha. “O torneio só faz sentido porque eles o querem, porque o vivem, porque o puxam para a frente”, dizia, enquanto chamava mais duas equipas para o relvado. “O importante é que se divirtam, que convivam, que percebam que o futebol é isto: alegria, respeito e muita entreajuda.”

A voz dos miúdos

Entre o barulho das claques improvisadas, as crianças falavam com a espontaneidade que só elas têm. Ivan, de 7 anos, dizia com convicção: “O torneio é o melhor que temos aqui na Santa Casa! É fixe participar e acho que é bom para nós e para todos. Devíamos ter mais dias para continuar a receber taças! E é bom conviver com os outros meninos também.”

Já João Sequeira, de 20 anos, veterano do Intercasas, sorria ao recordar o percurso: “Já jogo aqui há muito tempo. Quero participar todos os anos. Viva o Intercasas!” Este entusiasmo pelo torneio valeu a João o Prémio Fair-Play, depois de ter jogado por… cinco equipas ao longo do dia. “Ele quer é jogar!”, comentava-se entre risos.

E por falar em prémios, uma estreia: a jovem Vitória destacou-se na sua Liga (dos 10 aos 14 anos) com defesas decisivas, o que lhe valeu o Prémio de Melhor Guarda-Redes. Uma menina no meio de meninos a ganhar o reconhecimento dos pares.

Jogo em andamento, crianças a disputar a bola no torneio intercasas
A energia do torneio fez‑se sentir em cada jogada
Entrega de troféus, jovem com adulto ao lado no torneio intercasas
Um momento de orgulho partilhado, com Beto a abraçar um dos jogadores premiados
Rui Godinho levanta troféu com equipa vencedora do seu escalão

Legends: A novidade que levou miúdos e graúdos ao rubro

A grande novidade deste ano foi o Projeto Legends, que trouxe ao torneio figuras maiores do futebol português. Sílvio Pereira, ex-lateral do Benfica, e Jorge Andrade, ex-central do FC Porto, juntaram-se a Beto Pimparel, antigo guarda-redes do Sporting e membro do Conselho de Administração da Fundação da Federação Portuguesa de Futebol.

Para muitos miúdos, eram nomes desconhecidos. Para os adultos, eram memórias vivas. “O Legends é uma iniciativa que começámos a fazer este ano ao abrigo de um protocolo que a Santa Casa tem com a Fundação do Futebol. A ideia é simples: trazer até aos miúdos alguns dos craques do futebol que fizeram história, mas que muitos deles já não conhecem”, explica António Santinha. “O que queremos é aproximar estas figuras dos miúdos, mostrar-lhes que os jogadores são pessoas normais, com histórias para contar. Isso é muito importante para eles perceberem que há muitos caminhos possíveis.”

De facto, os miúdos não perderam tempo: pediram autógrafos, selfies, fotografias em grupo e mostraram chuteiras e camisolas para serem assinadas. Os ex-jogadores corresponderam com paciência e sorrisos. Beto Pimparel sublinhou o sentido da sua presença: “Fazia todo o sentido estar aqui. A Santa Casa faz um trabalho importantíssimo pelos jovens e eu quis dar-lhes este estímulo.”

Sílvio Pereira confessou ter regressado à infância: “Tal como eles, eu também já fui criança. Hoje proporcionámos um momento alegre às crianças, e a mim também.” Já Jorge Andrade destacou a importância de criar referências positivas: “Eles já sonham. E podem ser craques, não só no futebol, mas na vida.”

Assinatura e entrega de camisolas no torneio intercasas
Sílvio assina camisolas de fãs...
Linha de jogadores no centro do campo no torneio intercasas
... e junta-se às equipas para jogar
Entrega de troféu a jovem a receber taça alta no torneio intercasas
Jogador recebe das mãos de Beto distinção especial

A entrega dos prémios: o momento mais esperado

O encerramento do torneio trouxe ao relvado os responsáveis pela entrega das distinções: Rui Godinho, diretor da DIJF; Beto Pimparel; José Carvalho, diretor do Departamento de Desporto da Fundação Inatel; e Susana Loureiro, diretora do Parque de Jogos da Fundação.

Entre aplausos, medalhas e taças, o 19.º Torneio Intercasas fechou mais uma edição repleta de memórias. No fim, o que ficou não foram apenas os golos, mas a energia de um campo cheio de vida e a certeza de que este sábado de sol será recordado como um dos dias mais felizes do ano para estes jovens.

Equipa pequena com troféus e medalhas em frente à baliza com Jorge Andrade no torneio intercasas
Jorge Andrade ao lado de vários jogadores da equipa vencedora do torneio...
... tinha um fã à sua espera vestido com a camisola do Porto
José Carvalho (INATEL) entrega prémio a equipa vencedora do seu escalão

Torneio Intercasas — Síntese da Participação e Resultados

Equipas participantes 14 equipas com elementos das Casas de Acolhimento da DIIJF e filhos de colaboradores;
Total de participantes 160 pessoas;
Organização desportiva –  Jovens dos Apartamentos de Autonomia da DIIJF;
Apoio técnico DCIM – som, música e animação;
Entidades parceiras –  Fundação INATEL, Fundação Sporting, Fundação Benfica, Fundação do Futebol;
Iniciativa especial – Legends com Sílvio Pereira, Beto Pimparel e Jorge Andrade;
Prémio Especial Fair Play – João Sequeira.

Resultados por Liga

Liga 1 (6–10 anos)
1.º Fonte / ILPA
2.º CAPAM / Nossa Casa
3.º Santa Teresinha / São Francisco de Assis

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Diego
Melhor Marcador – Leandro

Liga 2 (11–14 anos)
1.º Novo Rumo / Relvado
2.º ILPA / Fonte
3.º Santa Teresinha / Rainha Santa / CAPAM

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Vitória
Melhor Marcador  – David

Liga 3 (15–18 anos)
1.º Santo António
2.º Rainha Santa
3.º Nossa Senhora de Fátima

Distinções Individuais 
Melhor Guarda Redes – Elísio
Melhor Marcador  – Enzo

Lotaria do Dia da Mãe: Um prémio que celebra quem nos deu tudo

O valor do primeiro prémio está fixado em 1 200 000,00 €, mantendo a Lotaria do Dia da Mãe o seu posicionamento único no mercado. As vendas de bilhetes decorrem até às 11h30 do dia 5 de maio, data em que se realizará o sorteio. A extração terá lugar na Sala de Extrações a partir das 12h00, com transmissão em direto na RTP1, no programa Praça da Alegria.

Para assinalar o momento, a Sala de Extrações contará com a atuação de Ana Bacalhau. A artista preparou um momento musical exclusivo para esta celebração, juntando-se assim à prestigiada lista de figuras da música portuguesa que habitualmente marcam presença nas datas comemorativas da Lotaria Clássica.

No Dia da Mãe, a tradição volta a cumprir-se com emoção, música e a esperança de um prémio que muda destinos.

Jogos Santa Casa lançam novo site de Jogo Responsável

O portal moderniza a comunicação da marca JSC no domínio do Jogo Responsável, apresentando um design intuitivo e totalmente responsivo, com navegação simplificada, função de pesquisa e estrutura multipáginas. A plataforma foi concebida para melhorar a experiência do utilizador e facilitar o acesso a informação essencial para um jogo consciente.

Além da renovação visual, o site nasce como plataforma evolutiva, preparada para integrar novos conteúdos, áreas dinâmicas e ferramentas de apoio ao jogador. Reúne um conjunto de medidas preventivas, orientações e ferramentas que ajudam o apostador a manter hábitos de jogo moderados e ajustados à sua disponibilidade financeira e de tempo, preservando o bem‑estar pessoal, familiar, social e profissional.

Entre as principais mensagens, destacam-se:

  • A campanha “Saber Parar também é Ganhar”, focada na sensibilização para comportamentos equilibrados e na prevenção de dependências.
  • A reafirmação de que o jogo a dinheiro é exclusivo para maiores de 18 anos, com forte ênfase na proteção de menores.
  • Informação sobre práticas de prevenção, apoio à decisão informada e monitorização de comportamentos de risco.

Os Jogos Santa Casa seguem as boas práticas e comprometem-se com a melhoria contínua da sua Política de Jogo Responsável. A certificação em jogo responsável, atribuída pelas Associações internacionais de Lotarias, reflete o reconhecimento público deste compromisso.

A nova página de Jogo Responsável dos Jogos Santa Casa reúne, assim, num único espaço, a política institucional, medidas de prevenção, conteúdos educativos e informação de apoio ao jogador. 

Santa Casa e Cruz Vermelha Portuguesa firmam parceria para reforçar cuidados de saúde e benefícios culturais

Na ocasião estiveram presentes o Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, a Vice‑Provedora, Rita Prates, o Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, assim como representantes das duas entidades e do município, nomeadamente do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e de Manuela Filipe, Presidente da Cruz Vermelha da Costa do Estoril. O Protocolo foi assinado por Rita Prates e António Saraiva.

Na sua intervenção, o Provedor da Santa Casa destacou que esta parceria “resulta de uma convergência natural entre duas instituições históricas, profundamente enraizadas na sociedade portuguesa, que partilham valores comuns como a solidariedade, a proximidade e o compromisso permanente com a promoção da dignidade humana”. Paulo Sousa sublinhou ainda que, ao integrar a CVP na rede de cuidados e serviços da Santa Casa, se reforça “o acesso a cuidados de saúde, à reabilitação, ao bem‑estar e também à dimensão cultural, reconhecendo que a qualidade de vida das pessoas é indissociável de uma abordagem integrada e humana”.

O acordo integra a SCML na Rede Nacional de Assistência Médica e Bem‑Estar da CVP, permitindo que os titulares do Cartão de Saúde beneficiem de condições especiais em consultas, atos médicos, exames, terapias, internamento e programas de reabilitação. A SCML compromete‑se a prestar cuidados de saúde “em condições especiais de acesso aos seus produtos e/ou serviços, cobrando os valores definidos nas tabelas de preços”. Entre as unidades abrangidas encontram‑se o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana, a Clínica Oriental de Chelas, a Residência Raquel Ribeiro e várias unidades de cuidados continuados.

Para além da área clínica, o Protocolo estende‑se ao domínio cultural e patrimonial. Os beneficiários do Cartão de Saúde CVP passam a usufruir de descontos nas entradas dos museus da Santa Casa, bem como de condições especiais no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões da instituição. O documento especifica que a SCML disponibiliza “regalias adicionais, designadamente condições especiais de acesso e a aplicação de descontos na entrada nos museus […] bem como descontos no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões”.

A CVP compromete‑se a divulgar a parceria junto dos seus beneficiários e a encaminhar utentes para as unidades da Santa Casa, assegurando a identificação através do Cartão de Saúde. O acordo prevê ainda mecanismos de acompanhamento, incluindo uma comissão conjunta responsável por monitorizar a execução, analisar inquéritos de satisfação e propor melhorias.

O Protocolo entra em vigor na data da assinatura e renova‑se automaticamente, reforçando uma cooperação institucional assente numa visão comum de solidariedade, proximidade e promoção do bem‑estar.

Vice-Provedora da Santa Casa, Rita Prates, e Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva
Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa

(Fotos cedidas gentilmente pela Câmara Municipal de Cascais).

Santa Casa e OCDE apresentam relatório sobre os benefícios económicos do envelhecimento saudável

A iniciativa pretende divulgar as principais conclusões deste documento de referência, que analisa os impactos económicos e sociais da promoção do envelhecimento saudável e dos cuidados na comunidade. 

A sessão contará com a participação da coordenadora do relatório, Ana Llena‑Nozal, economista sénior da OCDE, bem como de diversos especialistas nacionais de reconhecido mérito na área do envelhecimento. Os oradores vão proporcionar uma análise crítica e contextualizada da realidade portuguesa, contribuindo para uma reflexão aprofundada sobre os desafios demográficos atuais.

O encontro tem início às 14h00, com as boas‑vindas de Sónia Leal Martins, Diretora do Centro Coordenador de Políticas Sociais e Gestão da Ação Social, que fará a apresentação da agenda e dos oradores. 

Às 14h05, Rita Prates, Vice‑Provedora e Administradora Executiva da Ação Social, apresentará o enquadramento estratégico da SCML.

Segue‑se, às 14h15, a apresentação principal do relatório, conduzida por Ana Llena‑Nozal.

O painel de discussão “A investigação aplicacão à prática” decorre às 14h35 e reúne: Alexandra Lopes (Universidade do Porto – Faculdade de Letras); Ana João Sepúlveda (40+Lab); Rita Turras (Unidade de Intervenção na Comunidade e Domicílio da SCML); e Sara Gonçalves (Actif‑Home – Solução Saúde Digital).

O encerramento está previsto para as 15h45, com a intervenção de Nuno Comando, Diretor do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social, que apresentará as principais conclusões da sessão.

Inscreva-se aqui.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas