logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Projeto RADAR distinguido como Boa Prática Europeia pelo Interreg Europe

Na avaliação do especialista Erik Gløersen, o RADAR distingue-se pela abordagem multinível no combate à vulnerabilidade, isolamento e solidão das pessoas mais velhas. O perito sublinha a articulação entre instituições — 31 organizações ligadas por uma plataforma digital comum —, a mobilização de associações e comércio local como “olhos e ouvidos” da comunidade e o envolvimento direto de cidadãos para criar uma cultura de proximidade e solidariedade.

Os números também refletem a dimensão e impacto do projeto: mais de 40 mil pessoas seniores e de 5.700 radares comunitários já integram a rede. Todos os meses são realizadas cerca de 2.000 chamadas e visitas porta a porta, além de quase 100 ações de rua, assegurando acompanhamento regular e prevenção de riscos.

Coordenado por entidades públicas, o RADAR reforça a confiança, a sustentabilidade e a responsabilidade social do trabalho desenvolvido. Atualmente, o Governo prepara a expansão do modelo através do RADAR Social, alargando a sua implementação a todo o território nacional. Para outros contextos europeus, o RADAR surge como um exemplo inspirador e transferível de como enfrentar o isolamento sénior, promover a coesão social e construir comunidades mais solidárias.

Consulte a ficha do projeto e a opinião do perito aqui (https://www.interregeurope.eu/good-practices/radar-project).

Cuidadores informais cuidam de si mesmos com a ajuda do CEFC

É às primeiras horas da tarde que o grupo vai tomando forma numa das salas do Centro de Educação, Formação e Certificação (CEFC), em Alvalade. Hoje, estão presentes oito elementos neste equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, embora haja muitos outros inscritos. Homens e mulheres, todos diferentes, cada um com a sua história de vida, mas unidos numa causa única: são todos cuidadores.

Dados de 2024, do Instituto da Segurança Social, situam em cerca de 15 mil o número de cuidadores informais em Portugal. Muitas vezes, de um momento para o outro, não só se perde a normal companhia de um companheiro de vida, como por vezes o trabalho e o dinheiro poupado durante anos. Acresce ainda uma nova e pesada responsabilidade: cuidar do outro. Não é uma escolha voluntária e o desafio é enorme, porque ao mesmo tempo os cuidadores têm de cuidar de si. Só assim serão capazes de ajudar quem deles passa a depender a tempo inteiro.

É a pensar nestas situações que o CEFC oferece, desde 2017, formação e apoio psicológico a cuidadores informais. Na sessão de hoje, num grupo que já se conhece bem, embora ainda não estejam todos no mesmo patamar de entrosamento, há primeiramente espaço para uma conversa com as psicólogas Rosa Macedo e Fátima Jesus. Apesar da nossa presença como elemento estranho ao grupo, é surpreendente o à-vontade com que cada um fala da sua semana, do que andou a fazer para desanuviar a cabeça e, naturalmente, do estado da pessoa por si cuidada. Posteriormente, haverá uma formação sobre bem-estar com Rita Turras, diretora da UDIP Alta de Lisboa. Mas antes, todos têm espaço para partilhar.

A experiência de cada um

“Pela primeira vez em 20 anos passei férias sem a minha mãe”, conta Felisberta, para quem a nova experiência teve tanto de alívio como de assustador, embora reconheça que estava a precisar. Cuida da mãe há muito tempo e cuida de si mesma há menos, mas as coisas estão a equilibrar-se.

Por seu lado, Maria deu muita atenção à horta por estes dias. É lá que encontra a paz necessária para enfrentar a “montanha” que apareceu na sua vida e que diariamente tem de escalar para cuidar do marido, que, admite, vai perdendo forças de dia para dia.

“A horta é o meu refúgio. Se não tivesse o meu marido nesta situação, já não tinha a horta”, refere com a voz embargada. Com a ajuda do grupo, rapidamente a conversa saltita para os maracujás cultivados e a tensão na sala reduz-se. Nestes primeiros dias de outono, são assim os ventos que sopram nestes encontros quinzenais no CEFC: com eles trazem as dificuldades de quem nunca quis estar nesta situação, mas de quem promete nunca desistir dela. E os momentos destas reuniões são tão voláteis que num instante ouve-se apenas o ar condicionado a tentar refrescar o ambiente pesado, mas no instante seguinte as gargalhadas e sorridos preenchem o interior e ultrapassam mesmo as paredes deste espaço. É terapia a acontecer em tempo real.

Cuidadores para sempre

Continuamos a observar as diferenças. Helena é a única cuidadora do grupo que ainda trabalha, com todos os desafios que isso lhe traz; Ranjambai é a única que cuida do próprio filho, ainda uma criança; e Augusto é, porventura, o caso mais particular do grupo: há poucos meses que já não cuida de ninguém. Ou melhor, desde há poucos meses que usa toda a sua força para cuidar si, após a partida da companheira de muitas décadas.

“Ainda não tirei o travesseiro dela da cama. É a vida”, resume. O olhar que nos chega através dos seus óculos mostra tristeza, mas também uma aceitação da realidade – o primeiro passo para seguir em frente. E Augusto seguiu: continuou a vir às reuniões do grupo, mesmo após deixar de ser cuidador. Era um deles quando cuidava da esposa, foi um deles quando participou numa semana de férias na Colónia de São Julião – uma possibilidade que o CEFC oferece para descanso dos cuidadores – e hoje continua a ser um deles, muito acarinhado pelo grupo. Uma vez cuidador, nunca se deixa de sê-lo e Augusto prova-o.

À pausa para o lanche segue-se a formação. Estão agora todos mais leves para suportarem o peso da missão que cada um tem ao chegar a casa. E dentro de duas semanas voltarão para encontrarem mais força ou, simplesmente, partilharem a que têm com quem ainda está a aprender a juntá-la.

 

“A ideia é sermos um suporte e irmos conduzindo e dinamizando a sessão, para que se sintam à vontade para partilhar.”
Fátima Jesus, psicóloga

“Imaginem uma senhora que acabou de reformar-se e fica, de repente, em casa com a mãe dependente. Na altura em que estava a pensar ter tempo para si, ao fim de ter perdido 40 anos a trabalhar, vai perdê-lo novamente. É aqui que damos este apoio.”
Rosa Macedo, psicóloga

“A formação é modular e o próprio grupo é que vai levantando os seus interesses. Dão sempre pistas do que gostavam de ver abordado.”
Rita Turras, formadora desta sessão

“Cuidar em Relação”: um dia de reflexão sobre envelhecimento e dignidade

Organizado pela Unidade de Apoio e Promoção ao Envelhecimento Ativo, da Direção de Intervenção de Públicos Vulneráveis, o evento reuniu profissionais da área social, parceiros institucionais e membros da comunidade com interesse na área do envelhecimento, especialmente na resposta residencial para pessoas mais velhas.

Humanitude como referencial de qualidade

Ao longo do dia, o seminário incluiu palestras, mesas-redondas, partilhas de boas práticas e apresentações científicas, com destaque para a metodologia Humanitude, adotada nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) da Santa Casa. Esta abordagem, desenvolvida por Yves Gineste e Rosette Marescotti, valoriza a dignidade, autonomia e bem-estar da pessoa cuidada, promovendo uma relação humanizada entre cuidadores e residentes.

A metodologia estrutura-se em cinco etapas: aproximação respeitosa, olhar e consentimento, construção da confiança, comunicação e promoção da autonomia. Aplicada em lares, hospitais e cuidados domiciliários, tem demonstrado benefícios significativos na redução da ansiedade, melhoria da autoestima e motivação dos profissionais, além de evidência científica internacional que sustenta a sua eficácia.

A sessão de abertura do encontro foi conduzida pela Vice-Provedora da Santa Casa, Rita Prates, que destacou o espírito transformador da iniciativa: “Este seminário é mais do que um encontro técnico ou académico; é um espaço de reflexão, de partilha e de construção coletiva em torno de uma ideia central e transformadora. A qualidade do cuidado está intimamente ligada à qualidade da relação, construída nos gestos simples, nas rotinas, na atenção ao detalhe e no respeito pela singularidade de cada residente.”

Seguiu-se a intervenção de Regina Almeida, diretora da Unidade de Apoio e Promoção ao Envelhecimento Ativo, que traçou o percurso das residências da Santa Casa e os desafios enfrentados na resposta às populações mais vulneráveis.

Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa
Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa
Regina Almeida, diretora da Unidade de Apoio e Promoção ao Envelhecimento Ativo
Regina Almeida, diretora da Unidade de Apoio e Promoção ao Envelhecimento Ativo
Participantes no seminário 'Cuidar em Relação'
Participantes no seminário 'Cuidar em Relação'

Afonso Pimentel, coordenador geral da Humanitude Portugal, apresentou o processo de implementação da metodologia nas ERPI da SCML, seguido de uma mesa-redonda moderada por Anabela Fialho, diretora da Residência São João de Deus.

A tarde começou com a partilha de boas práticas pelas Santas Casas de Freamunde e da Trofa. Pedro Silva, membro da Mesa Administrativa e diretor técnico da Santa Casa de Freamunde, e Zélia Reis, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, mostraram-nos como o respeito pelos horários de sono dos utentes ou pela sua privacidade podem ter um efeito tranquilizador nas suas vivências do dia-a-dia nas ERPI.

Já a sessão científica contou com as intervenções de Liliana Henriques, consultora da Humanitude Portugal, sobre o respeito pela dignidade da pessoa idosa institucionalizada, e de João Araújo, coordenador pedagógico da Humanitude Portugal e Humanitude Internacional, sobre a gestão da recusa de cuidado em pessoas com alterações cognitivas.

A professora Alexandra Lopes, da Universidade do Porto, encerrou o painel com uma reflexão sobre os significados e práticas contextualizadas nos cuidados de longa duração, através do projeto LeTs-Care.

André Brandão de Almeida, administrador executivo da área da Saúde da Santa Casa, encerrou o encontro, agradecendo aos presentes e reforçando a importância da missão institucional: “Cuidar em relação é, e será sempre, um trabalho em equipa com profissionais de várias áreas, da saúde e ação social. Termino com uma frase que resume a essência do nosso compromisso: ‘cuidar é um ato de humanidade que nos liga a todos.’ Que esta seja a nossa missão diária, hoje e sempre.”

CASSB apresenta novas criações. Venha visitar a loja em São Bento

Nesta resposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, os utentes recebem oportunidades reais de reconstrução pessoal e profissional. Através da arte e do reaproveitamento de materiais, especialmente madeira, desenvolvem competências técnicas e criativas que se traduzem em peças únicas e cheias de significado.

A loja do CASSB é o reflexo desta transformação. Nela podemos encontrar artigos de decoração feitos a partir de madeira reutilizada, com inspiração inicial na arte africana e, mais recentemente, em estéticas de várias partes do mundo. Cada peça conta uma história, de superação, de talento, de esperança.

Como tal, fazemos o convite para que visitem a loja do centro, onde poderão acompanhar o processo de criação ao vivo, conversar com os artesãos e descobrir como cada peça é feita com talento e dedicação.

Centro de Apoio Social de São Bento (CASSB)

Rua de São Bento, 140, à Travessa da Arrochela | 1200-820 Lisboa

Contacto: 213 913 060

Ministra visitou Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz

No Dia Internacional do Idoso, assinalado na quarta-feira, 1 de outubro, o Centro Social Polivalente do Bairro Padre Cruz recebeu a visita de Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que foi recebida por Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa, e pelos administradores André Brandão de Almeida e Luís Rego.

Este equipamento gerido pela Misericórdia de Lisboa está situado no maior bairro social da Península Ibérica e providencia múltiplas valências sociais integradas: creche, ATL, residências assistidas e centro de dia, prestando ainda apoio domiciliário.

Nas suas respostas à população mais idosa, o Centro dá apoio a 171 utentes em apoio domiciliário, a 60 em centro de dia e a 33 nas residências assistidas, servindo as freguesias de Carnide, Benfica e São Domingos de Benfica.

No final da visita, Maria do Rosário Palma Ramalho elogiou o trabalho realizado neste equipamento: “É um bom exemplo do que deve ser um espaço destes. Dar os parabéns à Santa Casa. Todas as pessoas aqui têm um ar feliz e fizeram questão de me dizer isso.”

A ministra aproveitou também a ocasião para anunciar a criação de um novo programa que pretende integrar o Serviço de Apoio Domiciliário com a área da Saúde, num projeto-piloto que arrancará em breve.

Sunset na Quinta Alegre – a calma de um fim de tarde diferente

Os jardins do Campo das Amoreiras, na Charneca do Lumiar, encheram-se de sorrisos e boa disposição, num ambiente “dourado” proporcionado pelo pôr do sol. Rodeados pela beleza barroca do palácio do século XVIII — com os seus azulejos pombalinos e muralhas decorativas —, os participantes desfrutaram de momentos de convívio num cenário que mistura história, natureza e tranquilidade.

A atmosfera serena e acolhedora da Quinta Alegre, hoje estrutura residencial para idosos, revelou-se o palco ideal para esta celebração ao ar livre. Entre conversas animadas, os seniores partilharam histórias e emoções, reforçando laços e criando novas memórias. Esta iniciativa, integrada nas atividades culturais e intergeracionais promovidas pela instituição, reafirma o papel da Quinta como ponto de encontro comunitário, onde o património arquitetónico se alia à missão social de cuidar e incluir.

imagem abrangente do sunset na quinta alegre
Entre risos e brindes, o pôr do sol transformou cada mesa num ponto de encontro inesquecível.
Pessoa de uniforme ajudando um idoso
Cuidar também é celebrar. No sunset da Quinta Alegre, cada gesto de carinho iluminou o dia.
Cumprimentos calorosos entre duas pessoas
Abraços que aquecem mais do que o sol de fim de tarde. Cada reencontro tem sabor de verão.
Pessoas com moldura “Sunset”
Quando o pôr do sol vira cenário e as pessoas viram arte.
Pessoa com guitarra no palco
A música não podia faltar.
Duas pessoas de mãos dadas a dançar
E houve muito espaço para a dança.
pessoas sentadas à volta de uma mesa.
E também não faltaram momentos de ternura.
Pessoas à mesa, algumas em cadeiras de rodas
Na Quinta Alegre, todos têm lugar à mesa do pôr do sol.

Santa Casa recebe comitiva eslovena para partilha de boas práticas em intervenção social

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa recebeu, no dia 26 de setembro de 2025, uma comitiva da Association of Centers of Social Work of Slovenia (ACSW) no âmbito da participação da Instituição na European Social Network.

A visita permitiu apresentar experiências e metodologias de intervenção social desenvolvidas por dois serviços da SCML: o Centro de Educação, Formação e Certificação (CEFC) e o CLIC Lx.

O CEFC é um centro especializado em qualificação de adultos, vocacionado para a orientação e o encaminhamento para ofertas de educação e formação profissional de adultos com idade igual ou superior a 18 anos que procuram uma certificação escolar ou profissional, é responsável pelo desenvolvimento de processos de reconhecimento, validação e certificação das competências adquiridas pelos adultos ao longo da sua vida.

Durante a tarde, no CLIC Lx, a delegação foi recebida por Ângela Guerra, administradora da SCML, que enquadrou o programa e a gestão da parceria institucional.

Ao longo do dia, foram partilhadas práticas nas áreas da educação, formação e certificação, bem como modelos colaborativos de atuação em rede, reforçando pontes de cooperação europeia e oportunidades futuras de trabalho conjunto.

Seminário vai debater a humanização dos cuidados multidimensionais nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas

No dia 3 de outubro de 2025, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa irá realizar o seminário “Cuidar em Relação nas Residências Santa Casa”, uma iniciativa destinada a refletir e promover a humanização dos cuidados às pessoas idosas.

Este evento, que decorrerá na Sala de Extrações da instituição, é organizado pela Unidade de Apoio e Promoção ao Envelhecimento Ativo, da Direção de Intervenção de Públicos Vulneráveis da Misericórdia de Lisboa, e destina-se a profissionais da área social, bem como parceiros da comunidade com interesse na área do envelhecimento, nomeadamente na resposta de residência para pessoas mais velhas.

A sessão que contará com diversas palestras, debates e partilhas de Boas Práticas, pretende dar a conhecer a especificidade da resposta de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a sua intervenção humanizada, a metodologia Humanitude, como referencial de qualidade na prestação de cuidados nas pessoas mais velhas e a experiência nas residências da instituição, a partilha de experiência de outras Misericórdias nacionais, sobre cuidados humanizados e a apresentação de estudos científicos desenvolvidos pela equipa Humanitude. 

Consulte o programa do seminário. A iniciativa é aberta ao público, mas carece de inscrição obrigatória.

Projeto Tiralô leva seniores do Centro das Furnas à praia

Vanessa Carvalho, animadora sociocultural do Centro Social Polivalente do Bairro das Furnas da Santa Casa, orientava cada passo com cuidado e carinho. “Cuidado, agarra-te só ao corrimão, Quina. Agarra-te aqui ao corrimão, deste lado. Olha que a passarela tem areia”, alertava, enquanto ajudava uma das utentes a chegar em segurança até à areia.

As aventureiras desta tarde são D. Quina, D. Ana Cristina, D. Georgete e D. Alda, acompanhadas por Rosa, auxiliar, e Célia, monitora. O mar está bravo, bandeira amarela hasteada, mas isso não impede que o Tiralô deslize pela areia, oferecendo à D. Alda, com os seus admiráveis 93 anos, a sensação de liberdade que só o verão pode dar. “Ela traz fato de banho e tudo”, comenta Vanessa, a rir.

Mas o que é, afinal, o Tiralô? “É uma espécie de triciclo que funciona quer na areia, quer na água. Na água, flutua e a pessoa que tem pouca mobilidade consegue permanecer em cima dele sem perder o pé”, explica Vanessa. E porque é importante? “Porque, sendo simples, é inovador e poderoso. Permite que pessoas com mobilidade reduzida possam desfrutar da praia, da areia e da água.”

 

Cabe à D. Alda fazer as honras de estreia do triciclo, com humor: “Quer coisa mais fina do que esta?”, brinca, enquanto é ajudada por Rafael e Carolina, os ‘marezinhas’, os jovens voluntários formados para apoiar utentes com mobilidade reduzida. Apesar do entusiasmo, confessava que não queria enfrentar o mar, endiabrado naquele dia de bandeira amarela. O respeito pelo oceano mantinha-a na segurança da beira da praia.

“Sabe muito bem vir aqui. Tão bom”, diz a D. Ana Cristina, enquanto molha os pés na água fria. Já a D. Georgete confessa: “Em determinada altura dei os meus fatos de banho todos, a achar que não voltaria a usá-los. Afinal, agora faziam-me falta. Mas eu arranjei uma ‘vestimenta’ para vir.”

Vanessa explica que esta vinda à praia é sempre feita com um grupo de utentes mais reduzido, três ou quatro pessoas, “para que consigamos dar apoio a toda a gente. É uma atividade que implica maior atenção, mas é também uma das mais gratificantes.” Esta não é a primeira vez que o grupo visita a praia. A iniciativa acontece sempre que as condições climáticas permitem, e já se tornou um momento esperado por muitas utentes.

A água do mar estava fria, mas bastou molhar os pés para que o prazer da experiência fosse sentido. Afinal, para aquelas mulheres, o conforto das espreguiçadeiras, o estar novamente na praia, sentir a areia e ouvir o barulho das ondas foi mais do que suficiente: foi um pedaço de liberdade.

Acampamento Intercasas Santa Casa junta 140 crianças e jovens em Góis

Durante vários dias, o Parque de Campismo local foi o ponto de encontro de crianças, cuidadores e equipas técnicas, numa verdadeira celebração do espírito de aventura e de partilha. Com o rio e as praias fluviais da zona como cenário de fundo, os participantes viveram intensamente cada momento, explorando a natureza, testando os seus limites e fortalecendo laços entre casas, equipas e cuidadores.

Esta iniciativa é um dos momentos mais aguardados do ano e assume-se como uma oportunidade única para promover o convívio entre crianças e jovens. Simbolicamente o Acampamento Intercasas marca também o encerramento das férias de verão e o regresso às aulas.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas