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Santa Casa e Cruz Vermelha Portuguesa firmam parceria para reforçar cuidados de saúde e benefícios culturais

Na ocasião estiveram presentes o Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, a Vice‑Provedora, Rita Prates, o Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, assim como representantes das duas entidades e do município, nomeadamente do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e de Manuela Filipe, Presidente da Cruz Vermelha da Costa do Estoril. O Protocolo foi assinado por Rita Prates e António Saraiva.

Na sua intervenção, o Provedor da Santa Casa destacou que esta parceria “resulta de uma convergência natural entre duas instituições históricas, profundamente enraizadas na sociedade portuguesa, que partilham valores comuns como a solidariedade, a proximidade e o compromisso permanente com a promoção da dignidade humana”. Paulo Sousa sublinhou ainda que, ao integrar a CVP na rede de cuidados e serviços da Santa Casa, se reforça “o acesso a cuidados de saúde, à reabilitação, ao bem‑estar e também à dimensão cultural, reconhecendo que a qualidade de vida das pessoas é indissociável de uma abordagem integrada e humana”.

O acordo integra a SCML na Rede Nacional de Assistência Médica e Bem‑Estar da CVP, permitindo que os titulares do Cartão de Saúde beneficiem de condições especiais em consultas, atos médicos, exames, terapias, internamento e programas de reabilitação. A SCML compromete‑se a prestar cuidados de saúde “em condições especiais de acesso aos seus produtos e/ou serviços, cobrando os valores definidos nas tabelas de preços”. Entre as unidades abrangidas encontram‑se o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana, a Clínica Oriental de Chelas, a Residência Raquel Ribeiro e várias unidades de cuidados continuados.

Para além da área clínica, o Protocolo estende‑se ao domínio cultural e patrimonial. Os beneficiários do Cartão de Saúde CVP passam a usufruir de descontos nas entradas dos museus da Santa Casa, bem como de condições especiais no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões da instituição. O documento especifica que a SCML disponibiliza “regalias adicionais, designadamente condições especiais de acesso e a aplicação de descontos na entrada nos museus […] bem como descontos no aluguer de espaços interiores, salões e pavilhões”.

A CVP compromete‑se a divulgar a parceria junto dos seus beneficiários e a encaminhar utentes para as unidades da Santa Casa, assegurando a identificação através do Cartão de Saúde. O acordo prevê ainda mecanismos de acompanhamento, incluindo uma comissão conjunta responsável por monitorizar a execução, analisar inquéritos de satisfação e propor melhorias.

O Protocolo entra em vigor na data da assinatura e renova‑se automaticamente, reforçando uma cooperação institucional assente numa visão comum de solidariedade, proximidade e promoção do bem‑estar.

Vice-Provedora da Santa Casa, Rita Prates, e Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva
Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa

(Fotos cedidas gentilmente pela Câmara Municipal de Cascais).

“Faz parte!”: Candidaturas abertas para voluntariado no HOSA

Atualmente com 37 voluntários, o HOSA – Hospital Ortopédico de Sant’Ana, um dos mais emblemáticos equipamentos de Saúde da Misericórdia de Lisboa, pretende alargar a sua bolsa de voluntariado. Para este efeito, a Santa Casa, através da sua Unidade de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, lançou a campanha “Faz parte!”.

Cuidar faz parte do ser humano desde sempre, particularmente em situações de especial vulnerabilidade como é o meio hospitalar. É a partir desta premissa que este equipamento do Centro Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, situado na Parede, pretende recrutar novos voluntários, bastando para isso terem mais de 16 anos e completarem a sua inscrição através do formulário, escolhendo “Campanha HOSA” no campo “área de interesse”.

Acolhimento de utentes, encaminhamento nas consultas externas e apoio no internamento são algumas das tarefas que estão reservadas aos futuros novos voluntários do HOSA que desejem contribuir com uma parte do seu tempo para ajudar o próximo. Porque cuidar faz parte de nós e nós também podemos fazer parte!

Saiba mais e inscreva-se para ser voluntário:

Dia Mundial da Saúde: uma pedra basilar na Santa Casa

A área da Saúde é um dos pilares da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e está perfeitamente alinhada com os valores intrínsecos da missão da Instituição.

Através de um conjunto alargado de respostas, e graças a um conjunto de profissionais qualificados e experientes, a Misericórdia de Lisboa disponibiliza cuidados de saúde primários, seja em ambulatório ou ao domicílio, e cuidados continuados, bem como diversas especialidades médicas e cirúrgicas, num registo de excelência, humanidade e proximidade com os utentes.

Neste Dia Mundial da Saúde, conheça o universo completo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nesta área.

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ESSAlcoitão anuncia Open Days 2026

Entre as 09h00 e as 13h00, nas instalações da ESSAlcoitão, os participantes terão a oportunidade de visitar as instalações, explorar os cursos de Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional, e conversar diretamente com docentes e estudantes, esclarecendo dúvidas sobre planos de estudo, saídas profissionais e condições de acesso.

A participação é gratuita.

Os Open Days constituem uma ação estratégica de promoção institucional, permitindo aos visitantes conhecer de perto a dinâmica académica da ESSAlcoitão e o trabalho desenvolvido nas áreas da saúde e reabilitação.

As inscrições já se encontram abertas e podem ser realizadas através do formulário oficial disponibilizado online.

Dia Nacional do Doente com AVC: prevenção e sinais de alerta fazem a diferença

Assinala-se esta terça-feira, 31 de março, o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa associa-se a esta data, no sentido de informar e ajudar a prevenir estes episódios, que constituem a principal causa de morte em Portugal.

Um AVC ocorre quando é interrompido o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, resultando na morte de células cerebrais por falta de oxigénio. Pode ter origem no bloqueio de um vaso sanguíneo (AVC isquémico) ou na rutura de uma artéria (AVC hemorrágico).

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2024, morreram, nesse ano, mais de 9 mil pessoas em Portugal com um AVC, representando 7,6% do total de óbitos, apesar da diminuição de 1,9% face ao ano anterior.

Assim, é fundamental apostar na prevenção, que passa, entre outros, por adotar um estilo de vida saudável, fazer uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico e ter atenção a outras patologias que podem favorecer o aparecimento de AVC, como a diabetes e a hipertensão.

Sinais de alerta (os 3F)

Todos podemos ser vítimas ou presenciar um acidente vascular cerebral e uma resposta célere pode fazer toda a diferença. Assim, é crucial memorizar os sinais de alerta condensados na regra dos 3F:

  • Face (assimetria da face; boca a pender para um dos lados)
  • Força (perda de força repentina nos membros, num dos braços ou pernas)
  • Fala (dificuldade ou incapacidade de se expressa; discurso arrastado)

No caso de algum destes sintomas, ligue imediatamente para o 112, indicando a suspeita de um AVC.

Utentes do Pousal operados no Hospital de Sant’Ana no Dia Mundial da Saúde Oral

Um grupo de utentes da Obra Social do Pousal, com perturbações do neurodesenvolvimento, foi submetido a intervenções cirúrgicas em bloco operatório no Hospital Ortopédico de Sant’Ana, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde Oral.

As cirurgias resultam da articulação com a Unidade de Saúde Santa Casa Ocidental, onde estes utentes são acompanhados regularmente, garantindo continuidade de cuidados e resposta adequada a situações de maior complexidade clínica.

As intervenções foram realizadas por André Brandão de Almeida, administrador da Santa Casa com o pelouro da Saúde, que mantém atividade clínica de forma pontual, tendo neste caso assinalado o Dia Mundial da Saúde Oral com a realização destas cirurgias. Os procedimentos contaram com a presença do médico dentista Luís Gomes Peres, que segue os utentes na USSC Ocidental, e de alunos finalistas da Egas Moniz School of Health and Science, em contexto de observação.

“A saúde oral continua a ser uma das áreas onde as desigualdades são mais silenciosas. Estes doentes não podem depender da exceção ou da boa vontade, precisam de respostas estruturadas, seguras e consistentes. É isso que estamos a construir: um modelo que garante acesso real a quem mais precisa”, sublinha André Brandão de Almeida.

Esta iniciativa integra-se numa estratégia mais ampla da Santa Casa, que inclui circuitos dedicados para utentes com necessidades especiais, assegurando acesso a cuidados diferenciados em ambiente hospitalar sempre que necessário.

SOL – Saúde Oral em Lisboa atinge a consulta número 200 mil

O SOL – Saúde Oral em Lisboa, serviço odontopediátrico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, alcançou hoje um marco muito significativo: a realização da consulta número 200 mil.

Criado em 2019, o SOL tornou-se uma resposta única no país, garantindo cuidados de saúde oral gratuitos a crianças e jovens até aos 18 anos residentes no concelho de Lisboa, independentemente da sua condição social ou económica. Ao longo destes anos, milhares de utentes beneficiaram deste serviço, que reforça o papel da Santa Casa na complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde e na promoção da saúde oral das gerações mais jovens.

O momento foi assinalado com a presença de André Brandão de Almeida, administrador da Santa Casa, e pelo utente Manuel Martim Barros, o paciente da consulta número 200 000. A acompanhar o serviço há cerca de cinco anos, Manuel destaca o impacto positivo que o SOL teve no seu percurso, “Estou aqui no SOL há cinco anos e tem sido para mim uma experiência incrível. O atendimento sempre foi excelente e a minha saúde dentária tem vindo a melhorar cada vez mais. Estou muito contente com os resultados e muito agradecido a toda a equipa.”

Para o Manuel, ser o utente associado a este número simbólico é também motivo de orgulho, “É bom saber que há mais pessoas como eu que se sentem assim com estes resultados. É uma equipa realmente incrível e fico feliz por ser o paciente da consulta 200 mil.”

Para além da atividade clínica, o SOL desenvolve também uma forte componente de investigação científica, tendo já participado em mais de 40 projetos dedicados à melhoria do conhecimento e das práticas na área da saúde oral.

A realização da consulta número 200 mil representa, assim, não apenas um número simbólico, mas sobretudo o reflexo de um percurso marcado por dedicação, inovação e compromisso com a saúde e o bem-estar das crianças e jovens da cidade de Lisboa.

ESSAlcoitão vai receber a 2ª edição do “Camp Dream. Speak. Live.”

Aberto às crianças e jovens entre os 4 e os 17 anos e 11 meses, o Camp Dream – Portugal é um programa intensivo de uma semana, “construído” com base em evidência científica e dinamizado por terapeutas da fala e estudantes da ESSAlcoitão, em colaboração com mentores formados pelo Arthur M. Blank Center for Stuttering Education & Research, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Realizado anualmente em diversas cidades norte-americanas e também internacionalmente, o programa tem como objetivos o reforço da perceção positiva da capacidade de estabelecer relações com os pares; o desenvolvimento de competências comunicativas e da autoconfiança na comunicação; fomentar a autocompaixão, resiliência, advocacia pessoal e liderança; assim como reduzir o impacto da gaguez na qualidade de vida global.

Com base em duas décadas de investigação, o “Camp Dream. Speak. Live”. “ensina” crianças a gaguejar abertamente, a comunicar com confiança e a defender os seus direitos.

A participação é gratuita, sendo necessária inscrição prévia.

Para mais informações, aceda à página do Blank Center for Stuttering Education & Research.

Consulte o programa do “Camp Dream. Speak. Live.”

O espetáculo tem de continuar

O espetáculo tem de continuar: como Daniel quer voltar aos palcos com a ajuda do CMRA

“O que me dá mais força é ver o corpo a reagir ao longo do tempo e ver pequenos passos de uma semana para a outra”. No ginásio de adultos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), Daniel Cardoso atinge com força o saco de boxe à sua frente. Só pausa para receber indicações do fisioterapeuta André, mas rapidamente volta à ação. Sente a agilidade a voltar-lhe ao corpo e nem mais uma cirurgia recente o impede de continuar o seu longo caminho de recuperação.

Em agosto do ano passado, em mais um dos normais dias quentes de verão, ia a sair de casa de mota quando foi abalroado por um automóvel. Foi uma travagem brusca na sua vida profissional de bailarino, coreógrafo e fundador da Quorum Dance Company, uma companhia de dança contemporânea sediada na Amadora há cerca de 20 anos.

“Tive muitas fraturas, tíbia, fémur, vértebras, sacro, cotovelo, nariz, uma lesão na medula… Parei completamente e não foi só o trabalho, foi a vida”, resume Daniel.

Quase três meses depois entrava pela primeira vez no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, decidido a recuperar o que o acidente lhe tirou: o seu verdadeiro instrumento de trabalho.

Play Video about Daniel sorri para o terapeuta

“Há muitas formas de se trabalhar na área da dança contemporânea e no meu caso é tudo muito físico. Para criar as coisas, eu faço-as também. Por isso, hoje a minha luta é esta: conseguir voltar a trabalhar. Porque se não conseguir fazê-lo, para mim é quase impossível conseguir criar”, explica o coreógrafo.

Já atuou em mais de 20 países com a sua companhia, mas o mundo de Daniel centra-se agora em Alcoitão. Neste que é o seu segundo internamento no CMRA, os ensaios deram lugar aos tratamentos e Daniel ‘atua’ em vários palcos de manhã à noite: piscina, terapia ocupacional e fisioterapia preenchem-lhe a agenda, muitas vezes para lá da hora marcada, tal é a vontade de se reerguer: “O meu primeiro desafio é poder voltar à normalidade como pessoa, no dia a dia. E o desafio ainda maior é conseguir voltar à minha atividade profissional! Conseguir que o meu corpo volte ao normal e o mais perto possível do que era antigamente. Quero perceber com que limitações vou ficar. Vou ter de me adaptar à nova realidade, mas estou a trabalhar para que seja preciso o mínimo de adaptação possível”.

“CMRA é um sítio muito especial”

Alcoitão tem sido a casa de Daniel nos últimos meses e técnicos como o fisioterapeuta André ou a terapeuta ocupacional Anabela já são quase família. O coreógrafo não se cansa, de resto, de elogiar a capacidade que a equipa tem de acolher os utentes como se estivessem em casa.

“É um sítio muito especial, que ultrapassa a ideia de estarmos hospitalizados. Quase conseguimos sentir que não estamos num hospital! Nunca me senti um doente, senti-me uma pessoa e isso faz uma diferença gigante. Estarei para sempre agradecido a estes profissionais! O trabalho que fazem, não apenas na fisioterapia e nos outros tratamentos, mas a nível humano, faz com que as pessoas ultrapassem as dificuldades e consigam crescer. Têm aqui um grupo de profissionais muito especial mesmo!”, resume.

Se Maomé não vai à montanha…

Impossibilitado de trabalhar com a Quorum Dance Company, Daniel Cardoso soube, entretanto, que Alcoitão dispunha de um auditório, o que significava… um palco. E a ligação foi imediata: se Daniel não podia estar com a sua companhia, a companhia podia vir ao seu encontro. Assim, no passado mês de fevereiro, o CMRA recebeu o espetáculo GATE 57, até em forma de agradecimento pela maneira como o fundador da companhia tem sido tratado.

“Se calhar, a maior parte das pessoas nunca tinha visto um espetáculo de dança contemporânea e por isso propus fazê-lo. Foi um sucesso enorme!”, descreve o coreógrafo, orgulhoso da sua equipa.

“Por isso mesmo, no futuro, quando ficar bom e voltar à normalidade, quero que isto seja uma coisa anual. Quero continuar a poder contribuir para o ambiente de Alcoitão com dança e proporcionar dias diferentes às pessoas que aqui estão internadas. Obrigado!”, conclui.

Daniel Cardoso subiu ao palco com a equipa no CMRA

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

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Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

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