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CMRA e HOSA reforçam presença online com lançamento de novos websites

Hospital Ortopédico de Sant’Ana (HOSA) e o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) têm agora novos websites, capacitados para responder às necessidades de quem neles procura informação. Estes equipamentos da Misericórdia de Lisboa dão assim mais um passo – este digital – para consolidar o estatuto de referência nas áreas da Ortopedia, Traumatologia, Medicina de Reabilitação e Fisioterapia. 

Assim, a juntar-se ao conjunto diversificado de cuidados de saúde com elevada qualidade, facilidade no acesso e resposta em tempo útil, ambos os equipamentos apresentam a partir de agora websites dinâmicos, modernos e inclusivos, onde os utilizadores podem fazer diretamente a marcação de consultas e exames, consultar todas as informações úteis sobre os serviços prestados, bem como as mais recentes notícias do “universo” Saúde Santa Casa.

 
CMRA Vista aérea

Direção-Geral da Saúde distingue SOL na 1.ª edição das Boas Práticas em Saúde Oral

O Serviço Odontopediátrico de Lisboa (SOL), valência da Santa Casa, foi distinguido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) na 1.ª edição da iniciativa Boas Práticas em Saúde Oral, “pelos relevantes serviços prestados à comunidade e pelo seu comprometimento e dedicação em contribuir para a saúde da população”, segundo pode ler-se no certificado atribuído àquele equipamento.

Esta iniciativa, lançada pela equipa do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral da DGS, visa reconhecer, promover e divulgar ações que contribuam para o aumento da literacia em saúde oral a nível nacional, nomeadamente nas escolas e na comunidade, potenciando a aquisição e a partilha de novos conceitos associados a esta temática.

A cerimónia da 1.ª edição decorreu em Coimbra e teve como elementos do júri Miguel Arriaga e Carla Afonso (DGS), Ana Luísa Costa (membro da Comissão Científica e do Conselho Geral da Ordem dos Médicos Dentistas), Sandra Ribeiro (Associação Portuguesa de Higienistas Orais) e Rui Lima (Direção-Geral da Educação).

André Brandão de Almeida, diretor clínico do SOL, reagiu com orgulho a esta distinção: “Agradeço o reconhecimento e a iniciativa e felicito toda a minha equipa do SOL por todo o empenho e dedicação. São eles os responsáveis pelo sucesso desta missão diária.”

Desde 2019, as crianças e jovens de Lisboa podem recorrer, gratuitamente, a cuidados de saúde oral, graças ao Serviço Odontopediátrico de Lisboa. Todas as crianças e jovens até aos 18 anos, que sejam residentes ou estudem no concelho de Lisboa, são elegíveis e já são milhares aquelas que recorrem a este equipamento, que conta já com cerca de 20 mil utentes e que realiza, em média, quase 200 consultas por dia.

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Um modelo a replicar: SOL dá sorrisos saudáveis a 20 mil crianças e jovens

Desde 2019, que as crianças e jovens de Lisboa podem recorrer, gratuitamente, a cuidados de saúde oral, graças ao Serviço Odontopediátrico de Lisboa (SOL), uma valência da Santa Casa ímpar a nível nacional e internacional e cujos números traduzem o sucesso da sua implementação.

Todas as crianças e jovens até aos 18 anos, que sejam residentes ou estudem no concelho de Lisboa, são elegíveis e já são milhares aquelas que recorrem a este equipamento. Com cerca de 20 mil utentes e, em média, quase 200 consultas por dia, rapidamente os serviços ficaram preenchidos, mas o atendimento é sempre feito com o selo de máxima qualidade.

“A questão da gratuitidade ser aliada à qualidade é complexa, porque há uma desconfiança. Mas procuramos contrariar isso, dando um acesso universal com o máximo de qualidade, com profissionais já experientes e formados naquela área de atuação. Trabalhar com crianças é muito específico e desafiante”, sublinha André Brandão de Almeida, diretor clínico do SOL, que realça as tecnologias de topo usadas pelo serviço.

“Temos equipamentos que qualquer clínica privada de topo usa. Mas só essas, porque são equipamentos que não estão ao alcance da maior parte das clínicas”, frisa.

Mesmo em situações que seriam, à partida, mais dispendiosas, como a colocação de aparelhos dentários, o SOL chega a garanti-las sem custos, fazendo com que o diretor clínico do equipamento aponte esta resposta da Santa Casa como sendo única no mundo.

“Dificilmente vemos um exemplo como o SOL. Há vários exemplos do Estado a intervir ou de Organizações Não Governamentais, mas, normalmente, dão respostas apenas às populações muito carenciadas e só em casos agudizados. Não há nenhum serviço, em nenhuma parte do mundo, que dê um aparelho ortodôntico a um paciente de forma gratuita e nós fazemos isso. Mas não fazemos a questão estética. Temos um índice com vários graus de severidade. Se existir comprometimento funcional da saúde da criança, então sim”, assegura.

Ainda há caminho a fazer, até porque o estudo inicial, no arranque do projeto, previa um público-alvo de 50 mil pessoas, mas deu-se posteriormente o alargamento a estudantes na cidade de Lisboa – alguém que, por exemplo, entre com 17 anos numa faculdade da cidade, tem acesso ao SOL – e a chegada de muitos imigrantes à capital, como refletem as 68 nacionalidades que compõem os pacientes da clínica.

Questionado sobre onde vê o SOL daqui a outros cinco anos, o responsável não hesita: “Num sítio maior, com uma lista de espera menor e a dar acesso ainda a mais crianças, mas com a mesma missão”.

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Replicar é o caminho

O modelo do SOL, com sucesso comprovado nestes cinco primeiros anos de atuação, deveria, na opinião de André Brandão de Almeida, ser replicado pelo país. E é por aqui que o diretor clínico entra na questão da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Essa implementação tem sido feita, mas muito timidamente. Deve haver cerca de 100 médicos no SNS e só para casos muito específicos. Uma vez mais o modelo do SOL pode ser replicado nessas instituições, porque garantimos aos nossos médicos uma carreira que tenta dar-lhes um conjunto de benefícios para a sua prática clínica. Por exemplo, têm uma hora por semana dedicada à investigação”, explica.

O alargamento da oferta pública de saúde oral pode, segundo o diretor do SOL, trazer grandes benefícios à população e ao próprio Estado no futuro.

“Se conseguirmos, com escolas e centros de saúde, dar acesso a uma consulta, mesmo que as crianças não tenham nenhuma queixa, rapidamente os nossos índices, que são dos piores da Europa, se convertem nos melhores. Porque conseguíamos garantir o atendimento precoce e percecionar alguma lesão; precaver adiamentos de cirurgias devido a infeções orais agudas; os tratamentos seriam mais simples e mais baratos, porque as crianças seriam adultos mais saudáveis; teriam, por exemplo, menos problemas de emprego por causa da imagem; o próprio Estado pouparia milhões de euros em comparticipações de medicamentos; haveria poupança nas próprias empresas, que não teriam faltas e ausências de funcionários por dores dentárias; e o próprio trajeto escolar seria beneficiado – imaginem uma criança com dor de dentes numa sala de aula a tentar aprender”, enumera.

Dia assinalado em diversos serviços

O Dia Mundial da Saúde Oral, assinalado a 20 de março, é comemorado hoje em diversos serviços da Misericórdia de Lisboa.

Na US Oriental José Domingos Barreiro haverá rastreios e sessões de grupo sobre “Saúde Oral na gravidez”, ao passo que na Obra Social do Pousal será realizado um “Denty Paper” com os utentes, além de uma intervenção terapêutica de treino cognitivo de higiene oral.

Já nos 28 equipamentos de apoio à infância (creches, jardins de infância e grupos de jovens) foram afixados cartazes do SOL e distribuídos pelas crianças, famílias e profissionais folhetos sobre saúde oral do bebé e da criança.

Por fim, na US Liberdade serão iniciadas atividades lúdico-pedagógicas e intergeracionais sobre promoção da saúde oral, que se manterão até ao final do mês.

Conselhos básicos para uma boa saúde oral:

  • Visitar regularmente o médico dentista. Idealmente a cada seis meses mas, anualmente, é aceitável. Nunca apenas em caso de queixas.

  • Escovar os dentes, no mínimo, duas vezes por dia: à noite e ao acordar. Escovagens de dois minutos, com pasta com flúor.

  • Usar fio dentário ou escovilhão, pelo menos uma vez por dia, idealmente à noite. A escova não chega aos espaços interdentários.

  • Ter uma alimentação cuidada, com um consumo moderador de açúcar. As cáries são a lesão mais prevalente, mas são também facilmente evitáveis.

Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão assinala Dia Mundial do Cancro

O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão não quis passar ao lado do Dia Mundial do Cancro e organizou uma iniciativa que juntou vários utentes, familiares, cuidadores e profissionais do centro.

Para além de sensibilizar para o tema, o evento “Escalar Contra o Cancro” quis sublinhar a importância da superação individual associada à prática de exercício físico, como forma de ajudar no combate a uma doença que causa, anualmente, 10 milhões de mortes no mundo.

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, mais de um terço dos casos de cancro pode ser evitado e outro terço pode ser curado se detetado precocemente e tratado adequadamente. No entanto, existem alguns fatores que podem ser fulcrais para evitar esta doença, como são exemplo disso não fumar, manter um peso saudável, comer de forma saudável ou fazer exercício físico de forma regular.

No dia do evento os convidados presentes foram desafiados a superarem-se, através da subida da parede de escalada adaptada do Centro (a primeira do género em Portugal), que foi inaugurada em abril do ano passado, no âmbito das comemorações do 57.º aniversário do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Nesta parede os utentes escalam em top rope, ou seja, ficam presos por uma corda colocada no topo da parede, sendo a segurança assegurada por pessoas experientes e habilitadas para o efeito. As equipas de apoio estão sempre presentes, a trabalhar diretamente com os utentes.

Veja alguns dos momentos da iniciativa na galeria abaixo:

Escalada

Utentes do CMRA na ação "Escalar Contra o Cancro"

Parede de escalada adaptada do CMRA

Terapeutas do CMRA

Equipa de apoio

Inscrições abertas para as Jornadas Internacionais CMRA 2024

Já abriram as inscrições para as Jornadas Internacionais CMRA 2024, que vão decorrer entre os dias 18 e 20 de abril no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Durante três dias, a iniciativa irá reunir palestrantes, investigadores e outros profissionais, que vão partilhar os seus conhecimentos e ideias sobre os “Avanços Tecnológicos e Organizacionais ao Serviço dos Resultados em Reabilitação”, o tema central do evento.

Constituindo-se como uma oportunidade ímpar de compromisso intelectual, estabelecimento de redes de trabalho, colaboração e aquisição de conhecimentos, as Jornadas Internacionais CMRA 2024 aproveitam o lugar de vanguarda que o Centro de Medicina de Alcoitão tem neste processo, tanto a nível nacional como internacional.

“Esperamos contar com a vossa participação para enriquecer ainda mais estas jornadas e contribuir para o avanço do conhecimento na nossa área de interesse e valorização”, refere Maria de Jesus Rodrigues, diretora clínica do CMRA e presidente das Jornadas, desvendando um pouco do que vai acontecer nos três dias de trabalho.

“Convidámos oradores e formadores de renome, quer nacionais, quer internacionais, para as sessões plenárias, onde estão previstas comunicações, intervenções e conferências Ted Talks. Durante o evento teremos diversos cursos e workshops multidisciplinares. Iremos abrir o curso “Importância das red flags na avaliação do neurodesenvolvimento: quando referenciar e intervir?” e o workshop “Avaliação da aptidão para a condução adaptada”, para Médicos Especialistas e Internos de Medicina Geral e Familiar e Delegados de Saúde, sem necessidade destes profissionais se inscreverem nas Jornadas. Contamos ter a presença de uma área de exposição de indústria tecnológica médica e farmacêutica”, resume.

Os participantes que apresentem trabalhos podem ainda concorrer ao Prémio Dr. Santana Carlos, que distingue trabalhos originais na área da Reabilitação e serve de homenagem à figura mentora do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Saiba mais informação sobre as Jornadas e inscrições aqui.

Residência Temporária de Sant’Ana alivia o SNS nos internamentos sociais

Foi ontem inaugurada a Residência Temporária de Sant’Ana, uma resposta da Santa Casa para acolher pessoas em situação de internamento social, vindas de unidades do Serviço Nacional de Saúde.

O equipamento fica situado no Hospital Ortopédico de Sant’Ana e logo no primeiro dia acolheu dois utentes, que mereceram a visita de Ana Jorge, provedora da Misericórdia de Lisboa, e Manuel Pizarro, ministro da Saúde. Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão, e Ricardo Mestre, secretário de Estado da Saúde, também integraram a comitiva que percorreu a nova ala.

Esta nova resposta da Santa Casa resulta de um protocolo assinado com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e com o Ministério da Saúde, e terá 27 camas, recebendo utentes que já tiveram alta clínica, mas não têm condições ou família disponível para regressar a casa, permanecendo nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

provedora com ministro da saude

Aproveitando a época natalícia, Ana Jorge sublinhou que a residência constitui “um presente de Natal às pessoas que o SNS e a Santa Casa têm a obrigação e missão de cuidar”.

“Desta forma, a Santa Casa consegue dar expressão a mais uma das boas causas, indo buscar os retidos nos hospitais. Não é uma residência permanente, é algo intermédio para depois tentarmos encontrar uma solução definitiva para estas pessoas. Não é apenas uma questão social. São pessoas muito frágeis e vulneráveis, que precisam de acompanhamento e esse é o grande desafio que temos neste momento: há muitas pessoas destas em que a família já não existe ou não quer existir e que aguardam que alguém os possa acolher”, acrescentou a provedora.

Por seu lado, a secretária de Estado da Inclusão realçou a abertura da residência “em tempo recorde”.

“Muito obrigado à Santa Casa por estas 27 camas, que serão muito úteis, e por este acolhimento ímpar nestas instalações de excelente qualidade”, referiu Ana Sofia Antunes.

Por fim, tomou a palavra Manuel Pizarro para explicar que a nova Residência Temporária de Sant’Ana “permite humanizar os cuidados às pessoas e aliviar a pressão sobre o SNS”.

“Um hospital não é o sítio próprio para as pessoas permanecerem durante meses, não apenas porque não é o sítio adequado para elas, mas também porque precisamos dos lugares para ir acolhendo as pessoas que todos os dias nos procuram. Uma palavra muito especial aos profissionais que aqui vão trabalhar, porque este trabalho exige conhecimento técnico, empenho e coração”, terminou o ministro da Saúde.

Santa Casa acolhe conferência “Hold My Hand”

O encontro contou com um vasto painel de oradores pertencentes a organismos portugueses, suecos, italianos e belgas, e teve a provedora Ana Jorge a abrir os trabalhos.

Na sua intervenção, a responsável salientou o propósito da conferência – uma reflexão profunda sobre o tema do fim da vida, tendo em conta as diferentes vivências e sensibilidades de todos os que já experienciaram de perto a situação.

“Enquanto pessoa, profissional de saúde e provedora, tenho dedicado muita atenção e reflexão a este tema. Há uns tempos, a Santa Casa publicou um livro chamado ‘E tudo muda num instante’. E, de facto, a vida muda num instante, a nossa ou a dos que nos estão próximos. Somos continuamente desafiados a lidar com as questões da perda e do luto. Mas a perda e o luto não são só a morte”.

Provedora_Hold My Hand

Ana Jorge afirmou: “Todos temos direito a ter qualidade de vida, do princípio ao fim. Porque a qualidade de vida faz-se ao nascer, ao morrer e durante a vida. Este é um tema que temos de discutir, todos, e enquanto Santa Casa, uma vez que o nosso ‘core’ principal é apoiar os mais vulneráveis, num apoio por toda a vida, seja qual for a situação”.

Numa alusão ao nome do programa – Hold My Hand –, a provedora lembrou a importância de “dar a mão. Todos nós precisamos que nos deem a mão em determinadas alturas da vida. Temos de estar disponíveis para os outros, não em tempo, mas em qualidade. Às vezes, basta a nossa presença, sem palavras. Só o segurar a mão”.

O projeto nasceu em novembro de 2022 e durará até outubro de 2024. Destina-se à população adulta, sociedade civil, familiares e cuidadores (formais e informais) e assenta em cinco objetivos principais:

  • Desenvolver uma cultura que aborde em plena consciência a questão dos cuidados em fim de vida;
  • Capacitar a população para lidar com a questão do fim da vida, no seio familiar e com os profissionais de saúde;
  • Sensibilizar para a necessidade de assegurar a transmissão das informações contidas num documento com as escolhas e a antecipação de cuidados em fim de vida, entre a pessoa e os familiares, as instalações residenciais e as instituições hospitalares, entre outros;
  • Ajudar as instituições a promover a autonomia dos seus residentes;
  • Apoia as instituições a repensarem sobre o envelhecimento, e considerarem os desejos dos seus residentes.

Na conferência desta terça-feira, estiveram também presentes os parceiros europeus: a Anziani e non solo, uma cooperativa social italiana criada em 2004, que promove a aprendizagem ao longo da vida, o conhecimento e o fortalecimento das comunidades; a Elderberry, uma PME sueca que realiza formação digital de professores e desenvolvimento, redação, teste, edição e publicação de programas de formação digital; e a UNESSA, associação belga com mais de 1100 serviços de acolhimento, apoio e cuidados para pessoas na Bélgica francófona, que trabalham em diferentes áreas: juventude, idosos, crianças, hospitais, integração social e economia social, deficiência, prevenção e primeira linha, saúde mental.

Santa Casa repete campanha anual de covacinação de pessoas sem-abrigo

A campanha anual de covacinação das pessoas em situação de sem-abrigo está em andamento desde o dia 17 de outubro. Na passada terça-feira, 14 de novembro, decorreu mais uma ação de sensibilização na Unidade de Atendimento para a Pessoa Sem-Abrigo, no Cais do Gás, onde os interessados podem vacinar-se contra a gripe e a covid-19.

Organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, além de outras entidades, a campanha de covacinação termina oficialmente a 24 de novembro, mas o cenário mais provável é que se alargue para além dessa data, no sentido de abranger o maior número possível de interessados.

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Misericórdia de Lisboa, esteve presente na Unidade de Atendimento e reforçou a importância desta campanha, que começou já em 2016.

“As pessoas que vivem na rua têm de ter uma especial atenção das entidades. A Misericórdia realiza esta ação específica nos seus equipamentos de apoio à população na cidade, principalmente no nosso Centro de Alojamento Temporário Mãe d’ Água e no Centro de Apoio Social dos Anjos”, explicou, realçando que entre os parceiros podem surgir novas ideias para ampliar o alcance da campanha.

Ana Jorge nas comemorações do Dia Nacional do Enfermeiro de Reabilitação

Ana Jorge, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, marcou presença na passada quarta-feira, 18 de outubro, nas comemorações do Dia Nacional do Enfermeiro de Reabilitação. A sessão, promovida pela Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação, teve lugar no auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Na sua primeira intervenção, Ana Jorge destacou aquela valência da Misericórdia de Lisboa como sendo “o berço não só da enfermagem de reabilitação, mas da reabilitação em Portugal”.

Num segundo momento, durante a apresentação sobre o papel das Misericórdias na saúde em Portugal, a provedora da instituição voltou a sublinhar a importância do Centro: “Há todo um passado marcante e significativo de Alcoitão na área da reabilitação e que fará todo o sentido reforçarmos”.

Ana Jorge lembrou ainda que a reabilitação “é uma área cada vez mais importante face à evolução da saúde” no país, recordando também que “as Misericórdias tiveram – e têm ainda – um papel essencial na prestação de cuidados a quem não tinha nada, até haver o Serviço Nacional de Saúde em 1979”, acrescentando que, mesmo posteriormente, “a Santa Casa sempre manteve estes cuidados de saúde de proximidade”.

Mergulhos mal calculados – a história de dois exemplos de superação

Igor tem 34 anos. Nasceu na Moldávia e vive em Portugal há 20 anos. Em 2019, numa festa de aniversário, e apesar de “ter experiência em mergulhos e natação”, mergulhou numa piscina, a pouca profundidade. Fraturou a C7, o que lhe provocou tetraplegia incompleta. Esteve no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão entre 2020 e 2022, tendo passado por vários internamentos e tratamentos ambulatórios.

“É, de facto, muito importante alertar a sociedade sobre os mergulhos e brincadeiras nas praias e piscinas. Pensamos que estas situações só acontecem aos outros, mas não. E se estas campanhas de sensibilização forem feitas por pessoas como eu, que passaram por isto, mais impacto terão nos recetores”, diz Igor.

Esta é uma posição partilhada também por Henrique, 50 anos e 32 de tetraplégico. Também ele mergulhou “numa piscina pouco profunda. Bati no fundo e fraturei a C4, C5 e C6. O perigo está sempre lá, tal como quando conduzimos uma viatura”. Por isso, considera que “todas as campanhas que possam existir são bem-vindas, o que não invalida que seja feito um trabalho mais amplo, sobretudo nas escolas e nas idades mais jovens, pois quando ganhamos alguma autonomia e não temos tanta supervisão dos adultos, e se tivermos recebido informação sobre os perigos que existem quando mergulhamos no desconhecido, talvez consigamos evitar alguns acidentes destes”.

Tanto Igor como Henrique insistem na prevenção como a melhor forma de evitar males maiores, alguns deles sem retorno: “É preciso que sejamos responsáveis. Não fazer uma coisa tão simples como, por exemplo, brincar aos empurrões à volta das piscinas, porque tudo acontece num segundo e esses ambientes têm tudo para correr mal”, insiste Igor. Henrique assina por baixo: “O que eu digo às pessoas é que se divirtam, sim. Mas na hora de mergulhar, não custa nada verificar primeiro o local onde o vão fazer. Além disso, não fazer mergulhos para os quais não se está apto – mergulhar bem exige coordenação motora, alguma força e técnica”.

Apesar das situações limitativas que vivem, estes dois exemplos de superação mantêm muita esperança no futuro. Igor pratica rugby em cadeira de rodas no Casa Pia e atletismo adaptado na associação Jorge Pina, tendo já praticado outras modalidades adaptadas como surf, andebol e cross fit. “Apesar de ter recuperado muito após o acidente, tenho esperança que a ciência ainda nos ajude a recuperar mais movimentos. Quem sabe, voltar a conseguir subir mais alguns metros”. Já Henrique espera continuar a trabalhar como analista de sistemas. “Apesar de a tetraplegia obrigar a uma constante adaptação ao dia a dia, seja no trabalho ou em ambiente mais social, a exigência física e mental é muito grande. Mas espero conseguir, tal como até aqui, integrar-me em todos os aspetos da vida”.

Com o lema “Mede as consequências. Mergulha em Segurança”, a campanha “Mergulho Seguro” tem como objetivo alertar e sensibilizar os mais jovens para a prevenção de lesões vertebro-medulares provocadas por acidentes relacionados com mergulhos imponderados (em piscinas, praias ou outras zonas balneares, costeiras ou fluviais), e que constituem uma das maiores causas de situações graves de paraplegia e tetraplegia.

Lançada, em 2013, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), dez anos depois o alerta mantém-se, porque “mais vale prevenir do que remediar”.

E porque nunca é demais lembrar, antes de mergulhar, avalie primeiramente o espaço, perceba onde há mais profundidade bem como se há rochas envolventes e/ou correntes de água. Evite locais desconhecidos, não vigiados e sem as devidas condições de segurança indicadas para mergulhar. Informe-se, fale com frequentadores do local e com as equipas de nadadores salvadores. Garanta que existe água debaixo de água, para não bater no fundo. Mergulhe em segurança.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

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Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

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