Categoria de Artigo: Saúde
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do serviço odontopediátrico SOL – Saúde Oral em Lisboa, e a Egas Moniz School of Health & Science juntaram-se num protocolo de colaboração com vista à promoção da investigação contínua conjunta, bem como a organização de formações, apresentação de projetos e apoio a doutoramentos.
Tânia Matos, diretora de Saúde da Santa Casa, explicou que o objetivo é alavancar novos conhecimentos.
“O protocolo com a Egas Moniz surgiu naturalmente. Temos todo o interesse em aprofundar a investigação científica e só conseguimos fazê-lo de forma rigorosa com estes parceiros e com a academia. Isto parte com este projeto do SOL, mas deve alargar-se às outras áreas da saúde”, referiu.
Por seu lado, André Brandão de Almeida, diretor clínico e coordenador do SOL, lembrou que este tem “uma carteira de pacientes alargada e diversa”.
“Já temos quase 15 mil inscritos e estes dados servirão para estudar com mais rigor e produzir conhecimento científico. Não só medir, mas procurar novas formas de atuar”, começou por dizer, abordando depois o parceiro escolhido.
“A Egas Moniz tem um centro de investigação muito dinâmico. Além disso, como tem muitas licenciaturas na área da saúde oral, interessa-lhes também colocar os seus formandos em estágios, por exemplo, numa área onde somos um centro de referência”, perspetivou.
Juntar dois mundos
Por fim, José João Mendes, presidente da Egas Moniz School of Health & Science, agradeceu “a oportunidade de ter a Santa Casa como parceiro, um parceiro de prestígio com mais de 500 anos de história”.
“O projeto SOL é superinovador em Portugal e, nessa perspetiva, tendo a casuística que tem, achamos que, da nossa parte, poderemos ser um excelente complemento à ação deste projeto. Eles têm os dados e nós a investigação. Juntamos os dois mundos”, concluiu.
Sorria, há SOL na Alameda
A cidade de Lisboa tem, desde agosto de 2019, um serviço odontopediátrico gratuito para bebés, crianças e adolescentes. Chama-se SOL. Fomos conhecê-lo.
Uma clínica inovadora na saúde mental
As mulheres são as mais afetadas por doenças mentais. Sobrecarregadas, condicionadas por fatores biológicos e hormonais aos quais a ciência historicamente tem dado pouca importância, sofrem muitas vezes em silêncio. Agora têm uma resposta terapêutica integrada na nova Clínica de Neurociências e Saúde Mental do Hospital da Cruz Vermelha.
Vacinas continuam a ser a melhor arma na luta contra a covid-19
Efeitos da pandemia – que ainda não acabou – não se reduzem, porém, ao tema sanitário, existindo também um impacto preocupante em termos sociais.
Listas de espera longas dificultam acesso a cuidados continuados
Aumento da esperança média de vida leva a uma maior necessidade de realizar tratamentos que permitam aos idosos viver com qualidade e autonomia.
A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) Rainha Dona Leonor, em Lisboa, foi o tema de mais uma rubrica “Por Boas Causas”, do Correio da Manhã. A funcionar desde setembro de 2021, esta unidade promove a reabilitação dos utentes num ambiente de total apoio e incentivo a quem passa por uma fase menos positiva.
Casos como o de Gonçalo Santos ou de Fernanda Prudência, dois utentes da UCCI Rainha Dona Leonor, mostram a importância da forma como toda a equipa se empenha para ajudar os utentes a atingirem pequenos, mas valiosos objetivos diários na sua recuperação.
“É uma casa onde cada pessoa é cuidada no seu todo e tem, literalmente, aquilo que merece”, pode ler-se sobre aquela Unidade de Cuidados Continuados Integrados.
Leia a história na íntegra aqui.
O encontro decorreu este sábado, 7 de janeiro, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa. O programa contemplou uma peça de teatro e uma tertúlia. A edição deste ano levou a palco a peça de teatro “… se quando vi o rapaz, vi as estrelas”, pelo grupo de Teatro Terapêutico W+, da Misericórdia de Lisboa, com textos de Filipe Silva, encenação de Natália Luiza e Cláudia Semedo e com a participação especial de Afonso Lagarto.
Para Filipe Silva, psicoterapeuta da unidade W+ e organizador do projeto, esta é uma oportunidade “única para que as crianças, jovens e adultos do grupo ExperimentArte, possam aceder a índices progressivos de maturidade emocional, partindo de um contacto mais genuíno com a sua dor psíquica, através da terapia pela arte e possam encontrar formas mais evoluídas e sublimadas, para lidar com as fragilidades do seu mundo interno, o que se repercutirá naturalmente no seu bem-estar social”.
Compreender o sofrimento psíquico das pessoas com problemas de saúde mental é mais que urgente e é com isto em mente que o ExperimentArte pretende quebrar estigmas e barreiras, sensibilizando e envolvendo a sociedade civil, através da comunidade artística, para os problemas associados ao adoecer psíquico na infância.
“A representação é terapia, pois, as crianças que estão a passar por um mau momento vão, através de uma história ou de uma representação, conseguir encontrar soluções adequadas, numa linguagem que conseguem compreender, sem que tenham de aceder à consciência”, comenta o psicoterapeuta.
O encontro culminou com a realização de uma tertúlia, onde os “pequenos atores” estiveram à conversa com o público presente no teatro.
Paralelamente à peça teatral, e ainda inserido no ExperimentArte, foi inaugurada uma pequena exposição de banda desenhada, da autoria de Jesualdo Silva, 14 anos, jovem que é acompanhado pela Unidade W+.

ExperimentArte, o projeto que pretende quebrar estigmas através da arte
Este projeto insere-se no âmbito do programa de sensibilização para a Saúde Mental e visa aumentar as competências emocionais, reforçar a resiliência das crianças, adolescentes e adultos, utentes da W+, assim como permitir o acesso genuíno a experiências artísticas diversas, enriquecedoras e promotoras de mudança intrapsíquica.
A iniciativa não pretende substituir o trabalho psicoterapêutico especializado nas suas diferentes especificidades, mas servir de catalisador desse mesmo tipo de resposta, mais comum em saúde mental.
O ExperimentArte pretende melhorar as questões de autoconceito, autoestima e autoimagem, desenvolvendo aspetos emocionais positivos da personalidade, pelo recurso a experiências vivenciais de grande riqueza humana.
“Contribuímos para a melhoria de qualidade de vida das pessoas”
O Centro de Mobilidade foi criado em 1999, numa parceria entre o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e o projeto Fiat Autonomy, com o objetivo de estudar alternativas para a condução para pessoas com mobilidade reduzida.
Criado em 1999, o Centro de Mobilidade resultou numa parceria entre o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão (CMRA), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e o projeto Fiat Autonomy, com o objetivo de estudar alternativas para a condução para pessoas com mobilidade reduzida. A possibilidade de conduzir de forma autónoma um veículo automóvel expande ainda mais a liberdade de movimento de pessoas com alguma deficiência motora e facilita deste modo a sua participação enquanto cidadãos. Desde a sua criação, já passaram pelo centro mais de 4000 utentes.
“O primeiro simulador consistia num modelo da Fiat. Permitia a realização de diversos testes para avaliação da força muscular de cada membro, da destreza manual nas manobras de volante, e ainda permitia avaliar a coordenação oculomotora, realizar um despiste de deficits auditivos e do campo visual, entre outros”, realça Filipa Faria, diretora do serviço de reabilitação do Centro.
A ideia principal deste “simulador” é que quem viu a sua capacidade de conduzir afetada por doença neuromuscular, paraplegia, lesão ou envelhecimento, tenha ou não carta de condução, possa voltar ao volante através de uma avaliação à aptidão para a condução adaptada.
“Avaliamos sobretudo pessoas com incapacidades motoras resultantes de doenças (como o AVC, esclerose múltipla, síndrome de Guillain-Barré, doenças neuromusculares, mielites, neuropatias, entre outras) lesões ou traumatismos (lesões medulares, amputados dos membros ou TCE – Traumatismo Crânio Encefálico, entre outros)”, explica Filipa Faria.
Constituída por dois fisiatras, três terapeutas ocupacionais, um psicólogo e um engenheiro biomédico, a equipa clínica do projeto testa a destreza dos utentes para conduzir, apesar das suas limitações. “Todas podem ser avaliadas no Centro de Mobilidade, mesmo que não tenham carta de condução. Na realidade, a avaliação no Centro de Mobilidade destina-se a indivíduos cuja capacidade de condução foi afetada por doença, lesão ou mesmo envelhecimento ou que tenham tido uma alteração do seu estado funcional que possa afetar a sua capacidade de conduzir de forma segura”, esclarece a diretora.
A avaliação final do utente e a elaboração do relatório tem a duração de cerca de uma a duas horas, se for necessária a avaliação psicotécnica, é agendada essa avaliação e realizado um relatório final. Sempre que existam dúvidas sobre a aptidão psicotécnica é realizada uma avaliação psicológica específica para a condução utilizando a bateria de testes de Viena.
“Testamos força, destreza, coordenação oculomotora, despistamos alterações sensoriais, cognitivas e propomos as adaptações necessárias para a condução. Com o relatório da avaliação no Centro de Mobilidade, os candidatos que não têm ainda carta de condução poderão dirigir-se a uma escola de condução que disponha de veículos adaptados para tirar a carta”, frisa a médica.
Nos últimos anos, são vários os casos de sucesso que já passaram pelo Centro de Mobilidade. Após a avaliação final e depois de realizarem as adaptações necessárias aos veículos, muitos destes doentes, sobretudo paraplégicos, “puderam voltar ao trabalho, levar os filhos à escola, ir ao supermercado e participar de forma independente e ativa na vida familiar e social”, concluiu Filipa Faria.