logotipo da santa casa da misericórdia de lisboa

Fundo Rainha D. Leonor apoia restauro da Igreja da Misericórdia de Palmela

As obras de restauro devolveram-lhe a qualidade e a dignidade anteriores, afetando positivamente a imagem da Misericórdia. O templo está classificado como Monumento de Interesse Público e inclui-se na zona especial de proteção do Castelo de Palmela e da Igreja de Santiago. O espaço estava danificado, mas preservava a riqueza e qualidade de património de época a nível azulejar, de talha dourada e de pintura mural.

A intervenção estrutural na cobertura acautelou a resistência dos materiais e solucionou os problemas de drenagem que danificavam o interior. Foi realizada uma inspeção nos edifícios vizinhos para apurar os motivos das humidades e executadas novas caleiras de drenagem pluvial. A cobertura foi reabilitada, tendo sido detetada a origem de grandes infiltrações que deterioram a talha dourada do altar-mor.

A igreja tem no seu portal uma inscrição que data de 1566, embora os azulejos sejam dos séculos XVII, XVIII e XX (reproduções com motivos idênticos). Contabilizam-se cerca de 8500 unidades. A porta principal, de castanho (1650) também precisou de restauro. O teto exibe as armas da Misericórdia, mais destacadas depois da limpeza. Também a azulejaria foi limpa, consolidada e completada. A talha exigiu uma desinfestação curativa e preventiva, limpeza e preenchimento adequado das lacunas de policromia do altar-mor e dos altares laterais (S. João Baptista e Nossa Senhora da Piedade). Estava infestada por formiga-branca e tinha sido repintada nos anos 90, do século XX.
Foi, ainda, realizada a limpeza de pintura mural para as quais o FRDL requereu a contratação de uma empresa credenciada pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O templo está aberto diariamente para oração e é visitada por turistas. É igualmente utilizada pela Santa Casa da Misericórdia de Palmela para assinalar grandes datas do calendário. Este símbolo máximo da Misericórdia está no largo com o pelourinho, muito perto do Castelo, da Igreja de Santiago e da Câmara Municipal de Palmela.

O bispo e o presidente da Câmara de Setúbal, representantes do FRDL e demais autoridade civis e religiosas estiveram presentes na cerimónia de inauguração.

FRDL

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o país, no princípio da autonomia cooperante.

 

Um exemplo além-fronteiras: “A Misericórdia de Lisboa é um modelo a ser seguido e implementado”

Ontem, 19 de outubro, Portugal e Brasil voltaram a estreitar laços. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi um dos locais visitados pela comitiva do Governo da Bahia, chefiada pelo vice-governador João Leão, que por estes dias está por Portugal para conhecer a realidade nacional em várias áreas de atuação.

A visita assume a função de análise de uma possível colaboração na área social entre as Misericórdias de Lisboa e da Bahia (Brasil). As duas instituições pretendem fortalecer relações, delinear estratégias em benefício dos mais desfavorecidos, trocar experiências e discutir problemas comuns. Nesta relação que ambas as partes querem que seja mais estreita, pretende-se, num futuro próximo, estruturar planos alinhados com um pensamento socioeconómico e com propostas de ações sociais efetivas, que alcancem os mais necessitados nos dois países.

João Leão, nesta que foi a sua primeira visita à Misericórdia de Lisboa, vê este intercâmbio de boas práticas entre Portugal e Brasil como fundamental: “esperamos estabelecer parcerias com esta casa que foi a primeira criada no mundo e que é uma referência para nós. Acreditamos que é um modelo a ser seguido e implementado para ajudar o povo baiano”, revela.

O interesse das Misericórdias do Brasil em relacionarem-se com a Misericórdia de Lisboa não é de agora. A Santa Casa da Bahia, das mais antigas daquele país da América do Sul, é apenas uma de muitas entidades com grande vontade de estreitar ligação com a Misericórdia de Lisboa. A existência de uma lei no Brasil que define que as receitas do jogo têm de ser aplicadas em obras sociais faz com que os governos envolvidos neste processo desenhem um plano estratégico que estabeleça um investimento em prol dos mais necessitados. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como um dos maiores exemplos a nível mundial daquilo que bem se faz através da receita do jogo, tem sido alvo de inspiração de muitas instituições em todo o mundo, com as boas práticas instauradas em Portugal a serem replicadas em vários pontos do globo.

Um livro que recupera a voz “profética” de Alfredo Bruto da Costa

“Que fizeste do teu irmão? Um olhar de fé sobre a pobreza no mundo” é o nome do livro que reúne textos de Alfredo Bruto da Costa. A obra, publicada pela Editorial Cáritas, tem um prefácio do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e do cardeal D. José Tolentino Mendonça. A apresentação do livro coube a Guilherme d’Oliveira Martins. A sessão pública foi promovida pela Cáritas Portuguesa, o Fórum Abel Varzim e a Misericórdia de Lisboa.

A iniciativa, que assinalou o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, contou com as presenças do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, da presidente da Cáritas, Rita Valadas, do presidente da direção do Fórum Abel Varzim – Desenvolvimento e Solidariedade, António Silva Soares, e da família de Bruto da Costa.

Numa intervenção de cerca de meia hora, o Presidente da Republica alertou para a pobreza em Portugal, qualificando-a como um “problema enorme” e o “problema dos problemas”, apelando à ação dos cristãos.

Marcelo Rebelo de Sousa descreveu Alfredo Bruto da Costa como “um profeta” que fez da “libertação da pobreza” o desígnio da sua vida. No final condecorou, postumamente, o antigo ministro dos Assuntos Sociais com a Ordem da Liberdade, que entregou à família.

Livro_Que fizeste do teu irmão?

O Presidente da República partilhou “uma primeira reflexão” a propósito da obra lançada: “A urgência da pobreza, a urgência do tema deste livro, mas também do empenhamento de cada um de nós”.

“Antes da pandemia dizia-se que havia perto de 100 milhões de pobres, depois da pandemia 220 milhões de pobres no mundo. Antes da pandemia dizia-se que havia dois milhões de pobres em Portugal, depois da pandemia dois milhões e 200 mil em Portugal”, referiu.

“Temos, portanto, um problema enorme, um problema primeiro, o problema dos problemas, e só isso justifica a importância deste nosso encontro de hoje”, considerou.

Por outro lado, Edmundo Martinho começou por recordar que Alfredo Bruto da Costa foi provedor da Misericórdia de Lisboa, entre 1974 e 1980. “É um gosto receber o lançamento deste livro numa casa a quem ele deu tanto, por vários anos da sua vida e de forma tão empenhada”, disse.

“A questão da pobreza, que tanto mobilizou a vida do professor Alfredo Bruto da Costa, é também uma questão que nos mobiliza”, considerou, sublinhando que o legado deixado traz “responsabilidades acrescidas à Santa Casa”.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa alertou que em Lisboa morreram 212 pessoas, no último ano, cujo corpo não foi reclamado, lembrando que a Misericórdia de Lisboa com a Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa celebraram neste domingo, 17 de outubro, uma missa em memória de todos aqueles que morrem e cujo cadáver não é reclamado ao Instituto de Medicina Legal.

“Devem inquietar-nos os números dos mortos cujos corpos ninguém reclama. E este dia e este livro são um reforço e uma chamada adicional para aquilo que é a responsabilidade da Santa Casa”, na questão da pobreza.

Rita Valadas afirmou que Bruto da Costa “sempre inspirou o nosso trabalho”. Já António Silva Soares recordou o professor como um “homem de ciência, de ciência social, mas também um crente”.

O cardeal D. José Tolentino Mendonça e António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, deixaram uma mensagem de vídeo, elogiando o percurso do antigo provedor da Santa Casa, classificando estes textos como “um último e valioso legado do enorme saber e da profunda experiência”.

Na apresentação do livro, Guilherme d’Oliveira Martins considerou que “Alfredo Bruto da Costa está vivo dentro de nós e a sua obra também”.

Alfredo Bruto da Costa

Alfredo Bruto da Costa, antigo ministro e ex-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz da Igreja Católica, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entre 1974 a 1980. Licenciado em Engenharia e com um doutoramento em Sociologia, Bruto da Costa exerceu funções no Governo chefiado por Maria de Lurdes Pintassilgo, entre 1979 e 1980, lecionou em diferentes universidades antes de ser eleito pela Assembleia da República como o terceiro presidente do Conselho Económico e Social, cargo que exerceu durante dois mandatos, entre 2003-2009.

Entre finais de 2008 e 2014 foi presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz e conselheiro de Estado entre setembro de 2014 e janeiro de 2016.

Como presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, promoveu diversos estudos e investigações à volta da pobreza em Portugal, assumindo-se sempre como uma voz em defesa da dignidade humana e da justiça social.

Misericórdia de Lisboa distinguida pelo Comité Paralímpico Português

A III Gala do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) realizou-se esta quinta-feira, 14 de outubro, no espaço “O Clube – Monsanto Secret Spot”, em Lisboa. O evento visou atribuir prémios e galardões referentes a 2021, 2020 e último trimestre de 2019 a atletas que conquistaram medalhas em Jogos Paralímpicos, campeonatos mundiais e europeus, e a várias entidades e personalidades.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi distinguida com a Ordem Paralímpica do CPP, pelo trabalho realizado como promotor de políticas que estimulam as carreiras duais, as quais afirmam a importância do desporto e da educação, como fator de grande relevância para o desenvolvimento da nossa sociedade.

Para Edmundo Martinho o prémio atribuído “é um estímulo para continuar o trabalho desenvolvido e um reconhecimento do que o que estamos a fazer está a ser bem feito”.

Misericórdia de Lisboa distinguida pelo Comité Paralímpico Português

Os atletas medalhados em campeonatos da Europa e campeonatos do Mundo neste período foram distinguidos com a Medalha de Mérito, enquanto Miguel Monteiro e Norberto Mourão, terceiros classificados nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, receberam a Medalha Paralímpica.

Foi, ainda, atribuído o Prémio Jornalismo Desportivo ao melhor trabalho jornalístico sobre a dimensão paralímpica e para o reconhecimento de várias personalidades e instituições pelo seu contributo decisivo para a promoção e desenvolvimento do desporto para pessoas com deficiência através do Prémio Inclusão Pelo Desporto, do Troféu Paralímpico, da Insígnia Paralímpica e da Ordem Paralímpica.

O apoio ao Desporto

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através dos Jogos Santa Casa, assume-se como o principal patrocinador e impulsionador do desporto em Portugal. Os números ajudam a perceber o motivo. Os apoios chegam a 17 federações, 100 seleções nacionais, 12 seleções nacionais de desporto adaptado e 86 campeonatos universitários.

Este ano, em parceria com o Comité Olímpico e o Comité Paralímpico de Portugal, os Jogos Santa Casa distribuíram uma verba total de 147 mil euros pelos atletas em preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Esperanças Olímpicas, Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 e Jogos Surdolímpicos Caxias do Sul 2021.

Desde 2013, os Jogos Santa Casa atribuíram 325 bolsas de educação num valor superior a 920 mil euros a 181 atletas, para uma melhor conciliação entre a prática de desporto e os estudos. Estas bolsas têm também como objetivo evitar o abandono escolar precoce dos atletas de alta competição, muitas vezes confrontados com dificuldades para a viver o melhor de dois mundos: o desporto e a educação.

 

Casa do Impacto celebra terceiro aniversário na Lisboa Social Mitra

Para celebrar mais um ano de atividade a fazer a diferença, a impulsionar o empreendedorismo português, a encontrar novas soluções e a ajudar a crescer a comunidade, a Casa do Impacto organizou esta quarta-feira, 13 de outubro, na Mitra, em Lisboa, um evento dedicado à importância da inovação e do empreendedorismo de impacto na resposta aos desafios no país, como a crise climática, as desigualdades, o desemprego e a saúde. Participaram 15 oradores em três debates, além de uma apresentação de 13 startups.

Uma casa onde as ideias se tornam realidade

A Casa do Impacto é um polo de empreendedorismo e inovação sediado no Convento de São Pedro de Alcântara, fundado em 1 de outubro de 2018, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para acelerar o crescimento de um ecossistema de empreendedorismo de impacto, apoiando startups com impacto positivo na sociedade e de vertente social ou ambiental. Está previsto a mudança de instalações para a Mitra, em 2023.

Na abertura das comemorações do 3º aniversário desta resposta da Santa Casa, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, fez um balanço positivo do trabalho realizado ao longo dos três anos, agradecendo aos parceiros e aos empreendedores pela sua força e motivação, bem como à Misericórdia de Lisboa pela sua visão. “Os projetos que estão a ser desenvolvidos na Casa do Impacto promovem soluções inovadoras para os maiores desafios sociais e ambientais dos tempos atuais”, sublinhou.

Lisboa Social Mitra

Nesta celebração, foi ainda reapresentado o espaço que vai nascer no Beato, a Lisboa Social Mitra, que agregará no mesmo local várias respostas da instituição, com destaque para os pavilhões dedicados à Valor T e à Casa do Impacto e Vila Social.

Ana Vitória Azevedo, administradora da Misericórdia de Lisboa, destacou que a reabilitação da Mitra foi pensada para “criar um conjunto de valências suportadas na inovação e no empreendedorismo, que pretendem facilitar e apoiar as pessoas com mais dificuldades de integração na sociedade”. Nesse sentido, deu nota que “o espaço vai acolher projetos de natureza social, económica, ambiental e de empreendedorismo, a par de espaços comunitários. Será um espaço de causas diferentes… de boas causas”.

Com um investimento a rondar os 10 milhões de euros, o projeto Lisboa Social Mitra vai fazer nascer uma creche, uma academia de formação dedicada à economia social, uma quinta comunitária, um espaço aberto à comunidade com um jardim de lazer, além de novos espaços de trabalho dedicados ao empreendedorismo social (com a mudança da Casa do Impacto do Convento de São Pedro de Alcântara para o Palácio da Mitra), e à reabilitação da atual Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) já existente no local.

 

 

Temporada Música em São Roque está de volta

De 15 de outubro a 12 de novembro, Lisboa será palco de dez concertos ímpares e imperdíveis. Esta edição, que vai contar novamente com o maestro Filipe Carvalheiro como diretor artístico, inclui algumas das orquestras e coros mais conceituados do panorama de música clássica portuguesa, e conta com duas estreias absolutas: Polyphōnos Ensemble e o duo Márcio da Rosa & Isabel Calado.

Os concertos desta temporada têm lugar na Igreja de São Roque e na capela do Convento de São Pedro de Alcântara, e podem ser assistidos gratuita e presencialmente, com lotação limitada. À semelhança de anos anteriores, todos os concertos são transmitidos através do site da TMSR e da plataforma RTP Palco. O mesmo sucede com as sessões de “Ouvidos para a Música”, um ciclo da autoria do maestro Martim Sousa Tavares, já a decorrer deste o dia  4 e até ao dia 29 de outubro.

O programa da 33ª edição da Temporada Música em São Roque conta com o Coro Gulbenkian, sob a direção de Inês Tavares Lopes, para fazer as honras de abertura, no dia 15 de outubro, com o concerto intitulado “Luz e sombras”. Uma peça dedicada à voz feminina, com obras que vão de Hildegarda Von Bingen a John Tavener.

No dia 17 de outubro, segue-se o Grupo Vocal Olisipo, sob a direção de Armando Possante, com o concerto “Herança – A música da Sé de Évora”, escrito a partir de obras, que demonstram a continuidade do estilo seiscentista, feita por gerações de talentosos compositores da denominada Escola de Música da Sé de Évora.

No dia 22, o concerto “Imanência e Transcendência – Entre Mestres e Discípulos: Polifonia Portuguesa do séc. XVI”, de Polyphōnos Ensemble, com direção de José Bruto da Costa, terá como ponto de partida os motetes de Frei Manuel Cardoso, apresentando um confronto entre a música de mestres e discípulos.

O Bando de Surunyo regressa à TMSR para apresentar, no próximo dia 24 de outubro, alguns cânticos de devoção e independência durante a Guerra da Restauração, preenchido com vilancicos recuperados e escutados pela primeira vez desde o séc. XVI, onde a mensagem de patriotismo e de religiosidade se fundem.

O grupo Concerto Campestre, sob a direção de Pedro Castro, promete brindar, no dia 29, os espetadores com o “Más no puede ser”. Uma peça que é um contraponto entre o vilancico barroco, de imensa popularidade na península Ibérica, e novo mundo com o estilo musical italiano que o veio destronar em Portugal.

Ensemble Bonne Corde, dirigido por Diana Vinagre, apresentará, no dia 30 de outubro, um concerto sobre a publicação em Londres de uma série de “concerti grossi” do compositor António Pereira da Costa.

O tenor Márcio da Rosa e Isabel Calado, que o acompanhará num piano de mesa original do final do séc. XVIII, levarão, no dia 31 de outubro, ao Convento de São Pedro de Alcântara um conjunto de canções de cariz religioso, não publicadas em edições atuais e raramente apresentadas ao público.

No dia 6 de novembro, os Capella Duriensis, com direção de Jonathan Ayerst, irão apresentar um concerto alusivo a dois acontecimentos trágicos: a praga de Lisboa, em 1570, e a mais recente pandemia de Covid-19. No centro do programa está o texto da “Missa pro Defunctis”, apresentado em canto gregoriano, que será intercalado com motetos de Damião de Góis e obras tocadas no órgão da Igreja de S. Roque.

A atuação do grupo Sete Lágrimas vai decorrer no dia 7 de novembro. “Iberia Mayor” é o nome da peça e representa o cruzamento intercultural, essência das culturas ibéricas entre os séculos XVI e XIX.

A 33ª edição da Temporada Música em São Roque encerra com o esplendor do alto barroco, em duas cantatas de J. S. Bach e uma suite para flauta e cordas de Telemann, num concerto apresentado pela Orquestra Barroca Casa da Música, com a soprano Mónica Monteiro e o oboísta Pedro Castro.

Saiba tudo sobre os protagonistas e a programação da 33ª Temporada Música em São Roque, aqui.

Uma iniciativa da Misericórdia de Lisboa, a não perder!

Santa Casa participa na Expo Real 2021

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa marcou, pela primeira vez, presença na Expo Real, um evento que reuniu os mais influentes stakeholders de todos os setores do mercado imobiliário internacional.

A instituição integrou o stand coletivo da agência Invest Lisboa, onde apresentou alguns dos seus projetos que vão colocar no mercado de arrendamento um número significativo de frações habitacionais. Alguns exemplos são o prédio na Rua Jau (obra concluída), o projeto de edifícios para arrendamento na Av. das Forças Armadas e o espaço na Rua Sousa Martins (ainda em fase de obra).

Igualmente patente neste espaço, esteve o projeto (já concluído) na Av. José Malhoa, destinado a diversos serviços da instituição, bem como o antigo quartel do Rio Seco, na freguesia da Ajuda, que fará nascer uma área habitacional com alguns espaços destinados ao comércio e serviços.

Paralelamente aos vários expositores, o programa da Expo Real 2021 contemplou também algumas conferências temáticas que se centraram no impacto da pandemia de Covid-19 no setor e na proteção climática, e que decorreram nos habituais fóruns, espalhados pelos cinco pavilhões.

O evento visa facilitar os negócios entre investidores, clientes finais, autoridades locais, profissionais da área de hospitalidade, players industriais e de logística e outros profissionais do setor imobiliário.

No stand de Lisboa estiveram também presentes as seguintes empresas e instituições, a Câmara Municipal de Loures, a Essentia – Consultores S.A., a IMGA Asset Management, o Município de Almada e a NEWCO Corporate Services SA.

Iminente: o festival onde cabem todas as expressões da cultura urbana

Depois de Oeiras e do Panorâmico de Monsanto, o Iminente instalou-se, em 2021, na zona oriental de Lisboa, na antiga fábrica de gás da Matinha. A iniciativa voltou a ser palco de diversas expressões artísticas como a música, as artes visuais, as performances, entre outras, num trabalho que envolveu também vários bairros da cidade.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apoiou, pela primeira vez, o festival Iminente, nomeadamente o projeto das oficinas comunitárias. Entre setembro e início de outubro, quatro bairros de Lisboa (Quinta do Lavrado, Alta de Lisboa, Bairro do Rego e Quinta do Loureiro) receberam 16 oficinas.

Para além de constituir um veículo promotor da cultura, e em especial da criatividade, o projeto das oficinas comunitárias assenta em valores como a partilha e a inclusão, particularmente no seio das comunidades que habitam estes bairros, os quais estão em linha com os valores promovidos pela Santa Casa.

Entre os autores convidados para integrar as oficinas comunitárias deste ano, estiveram Tristany, na música; Pedro Pinho e Luísa Homem, no cinema; Herberto Smith, Bruno Mantraste e Confere, nas artes visuais, e El Warcha – Atelier Social e Comunitário, Furo – Atelier Arquitetura, coletivo E-DA / Ensaios & Diálogos Associação, e Coletivo Warehouse, na área da arquitetura.

Durante quatro dias, de 7 a 10 de outubro, o Iminente juntou vários artistas de renome no universo da música. Entre dezenas de outros nomes nacionais, estiveram Plutónio, Pongo, Ana Moura, Dino D’Santiago, Branko, Jorge Palma, PAUS, Julinho KSD e Nenny. Já na música internacional, destacaram-se os Slum Village, The Alchemist ou Emir Kusturica & the No Smoking Orchestra.

O festival que celebrou a diversidade de expressões artísticas e culturais contou, ainda, com uma programação robusta de artes visuais, instalações, exposições, cinema e conversas.

Nesta edição as “Talks” (conversas), com curadoria do investigador António Brito Guterres, focaram questões fundamentais da cultura urbana contemporânea, num formato de discussão aberta e plural.

Festival Iminente talksfotografia: @chriscost.a_@festivaliminente

Sobre o Iminente

O festival Iminente é uma iniciativa que junta música e artes visuais, e que teve lugar pela primeira vez em Oeiras, em 2016, cidade à qual regressou no ano seguinte. Em 2018 o Iminente mudou-se para Lisboa, para o Panorâmico de Monsanto, onde se repetiu em 2019. O artista português Alexandre Farto (Vhils) é um dos fundadores do festival.

Em 2020, devido à pandemia, transformou-se na Oficina Iminente, uma residência artística que, durante dez dias, contou com o público como parte ativa do processo criativo.

Festival Iminentefotografia: Vera Marmelo_@festivaliminente

Coroa preciosa de Fátima exposta na Igreja de São Roque

Duas missas, um colóquio e uma vigília de oração marcam o programa da deslocação desta coroa a Lisboa. A exposição da coroa representa uma oportunidade para fazer memória de uma peça de joalharia dos anos 40 do século XX, cuja relevância extravasa o valor artístico e patrimonial.

A “Coroa Preciosa” faz parte da exposição temporária “Suor Frio”, inserida na 1.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, e estará exposta em frente ao altar-mor da Igreja de São Roque, nos dias 7 e 8 de outubro. Os curadores desta mostra são Cristina Filipe e o Padre João Norton de Matos SJ. O desenho é de Fernando Brízio.

O programa prevê uma celebração Eucarística presidida pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, no dia 7 de outubro, às 12h30, na Igreja de São Roque. Ainda nesta data, decorre um colóquio, entre as 18h00 e as 20h00, no qual participam o diretor do Museu do Santuário, Marco Daniel Duarte, o gemólogo Rui Galopim de Carvalho, o joalheiro Jorge Leitão, a jornalista Aura Miguel e o diretor do Museu da Gulbenkian, António Filipe Pimentel.

O debate, no final das apresentações dos cinco oradores, será moderado por Madalena Braz Teixeira, que também abrirá o colóquio. O encerramento da iniciativa será realizado pelo reitor do Santuário de Fátima.

. Coroa Preciosa de Fátima_t

A história desta coroa – que nos dias solenes é colocada na imagem que se venera na Capelinha das Aparições – começa em 1942, quando um conjunto de mulheres portuguesas quis agradecer a Nossa Senhora de Fátima o facto de Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial, que ainda decorria.

Com entrada gratuita, efetuada por ordem de chegada e sujeita à capacidade da Igreja de São Roque, a exposição “Coroa Preciosa” pode ser visitada das 10h00 às 12h00 e das 13h30 às 18h00.

Consulte o programa completo da 1ª Bienal de Joalharia Contemporânea, aqui.

 

Já são conhecidos os premiados do XXIII Festival CCP

Foram anunciados, esta sexta-feira, 1 de outubro, os vencedores das sete categorias a concurso no XXIII Concurso Clube Criativos Portugal (CCP) e ainda do “Brief Aberto Jogos Santa Casa”. A gala foi transmitida em direto no site do CCP, e contou com a presença de alguns dos jurados e dos premiados no recinto.

Eram 955 os trabalhos a concurso em sete categorias. E não foi fácil escolher entre tanta qualidade.

O galardão mais desejado da noite – Grande Prémio CCP -, distinção que tem a assinatura da marca Jogos Santa Casa, foi entregue à agência Uzina com o projeto “O Ídolo”, que acumulou também o Grande Prémio dos Jornalistas. O Clube atribuiu, ainda, o Prémio Carreira 2021 ao diretor criativo João Nunes. Conheça todos os outros premiados, aqui.

Durante a gala, foi também anunciado o projeto vencedor do “Brief Aberto Jogos Santa Casa”, criado com o objetivo de dar visibilidade a uma nova geração de criativos portugueses. Xavier Lopes e Gonçalo Soares receberam um prémio de 1 000 euros pela campanha vencedora em 2021. O júri foi constituído por três representantes do CCP e dois representantes dos Jogos Santa Casa.

Cumprindo o seu desígnio de promover e apoiar o talento jovem em Portugal, os Jogos Santa Casa, em conjunto com o CCP, procuram assim descobrir o potencial criativo que existe no mercado de trabalho nacional e proporcionar novas oportunidades de carreira aos vencedores dos desafios reais lançados no âmbito deste concurso.

 

 

 

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas