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Misericórdia de Penamacor – Fundo Rainha D. Leonor apoia obras no antigo hospital

Há um espaço novo ao serviço da comunidade, em Penamacor. As obras, já concluídas, permitiram recuperar um edifício histórico, transformando-o num equipamento multiusos. O Fundo Rainha D. Leonor apoiou a reabilitação com 300 mil euros.

Com a reabilitação do Hospital de Santo António, no centro histórico de Penamacor, a Misericórdia da localidade reúne, agora, num só espaço, várias valências para diferentes idades: centro de dia, atividades de tempos livres e atividades de jardim infantil. Além de promover a intergeracionalidade, dispõe ainda de espaços interiores e exteriores para o convívio e de um auditório para outras atividades culturais abertas à comunidade.

Fundo Rainha D. Leonor_Penamacor

Outra novidade desta reabilitação é a instalação de uma unidade de fisioterapia, aberta à comunidade.

Além das referidas mais-valias de inovação social, intergeracionalidade e envelhecimento ativo, o edifício histórico passa a estar em vias de ser classificado como ‘de interesse público’ pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

A Santa Casa de Penamacor tem uma experiência repetida de cuidado com o património histórico, como atenta a recuperação da igreja do Convento de Santo António e demais património móvel e integrado.

Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL)

O Fundo Rainha D. Leonor foi criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas, para apoiar os valores e as atividades das Misericórdias de todo o país, no princípio da autonomia

Afetos, selfies e uma promessa: a visita de Marcelo à Quinta Alegre

Quando Marcelo Rebelo de Sousa entrou na Quinta Alegre, à sua espera já estavam utentes e auxiliares desta Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), da Misericórdia de Lisboa. À medida que o Presidente da República avançava pelos corredores, a diretora da ERPI, Tânia Gomes, indicava os nomes dos utentes que se mostravam à varanda. Aqui, Marcelo, regressou aos afetos. O chefe de Estado deu uso à câmera fotográfica do seu telemóvel para, com selfie atrás de selfie, registar momentos que os cerca de 65 idosos que residem na Quinta Alegre jamais esquecerão.

“Feliz e santa Páscoa”, dizia Marcelo. As respostas aos votos do conhecido Presidente “dos afetos” eram comuns na gratidão: “Muito obrigado pela visita. Gosto muito de si, Presidente”. Para felicidade dos utentes, prometida ficou já uma nova visita à Quinta Alegre. Nos meandros da conversa com Francisca, que está perto de completar 101 anos de vida, Marcelo garante: “venho cá cantar-lhe os parabéns no dia 28 de junho. Fica marcado”.

Marcelo a tirar uma fotografia com uma utente

Em pouco mais de uma hora de visita, todos tiveram oportunidade para trocar impressões com o Presidente da República. “Dona Esmeraldina, diga-me lá: sente-se bem tratada aqui?”, perguntava o chefe de Estado. “Muito bem. Gosto muito de estar aqui”, afirma a utente. Marcelo Rebelo de Sousa não parecia espantado com as respostas dadas pelos residentes deste equipamento da Misericórdia de Lisboa, até porque, como o próprio referiu aos jornalistas presentes, “a Santa Casa é uma instituição de uma qualidade, devoção e sentido de serviço excecionais, num país envelhecido, que precisa de suporte social”.

Com “a vacinação nos lares praticamente completa”, a aparição de Marcelo Rebelo de Sousa nesta ERPI da Santa Casa foi também uma forma de mostrar a todos “que é possível visitar lares, sendo a Quinta Alegre bom exemplo disso”. E o sucesso em muito se deve “a todos os profissionais que aqui trabalham”, a quem dirigiu uma palavra especial, por terem “vivido um ano de forma ainda mais intensa e difícil do que muitos outros portugueses”.

A visita acontece numa altura em que o país se preparava para uma Páscoa diferente, inclusive o Presidente da República. “Vou ter a Páscoa mais monótona da minha vida. Os familiares estão longe e, muito provavelmente, vou ficar no Palácio de Belém, e aproveitar para preparar o discurso do 25 de abril”, revela.

Conferência “Desafios de um novo normal”: O que esperar no mundo do trabalho do futuro?

No dia em que o Governo apresenta aos parceiros sociais o Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa reuniu um conjunto de intervenientes com diferentes visões sobre o futuro, mas consensuais na necessidade de uma profunda reflexão sobre o futuro do trabalho, seja à distância ou num formato híbrido, com a premissa de que dificilmente se regressará atrás.

“Demos um salto de 10 anos em poucas semanas devido à pandemia. E as grandes transformações foram no contexto de trabalho”, afirmou Gabriel Coimbra, vice-presidente da IDC Portugal, considerando que estes “novos tempos” constituem “a oportunidade de fazer um reset” e “fazer melhor do que até agora”.

Como se deve olhar para o futuro e definir os caminhos que se avizinham? O que deve mudar? Qual o modelo de funcionamento e relacionamento com a sociedade? Estas são apenas algumas das questões que se colocaram em cima da mesa, para as quais Gabriel Coimbra apontou alguns caminhos, como a empatia, devendo as instituições não viver focadas no lucro, mas igualmente em valores como a sustentabilidade da organização, a robotização dos processos e a agilidade funcional, o que significa instituições com “lideranças fortes, ágeis, com uma estratégia e que não trabalhem em silos, mas em equipas”.

Para Clara Cardoso, do C-Lab, existe a certeza de que “não vamos voltar à casa de partida”, explicando que as pessoas desejam ter a “propriedade do tempo”, uma flexibilidade nas suas decisões e ainda admitem adotar formas alternativas de vida.

“Quando questionadas quanto ao futuro do trabalho, verifica-se que as pessoas querem trabalhar em modelos híbridos e que apenas 17% querem regressar ao modelo anterior”, revelou Clara Cardoso, apontados o apoio aos filhos, a melhor gestão das tarefas domésticas, as reuniões online ou as pausas de acordo com o próprio ritmo como alguns dos “ganhos” do teletrabalho.

O modelo híbrido foi igualmente defendido por Luís João, da Microsoft, que considerou que este novo paradigma de trabalho “será inevitável”. “Quando é que irá acontecer e de que forma dependerá da capacidade de inovação tecnológica de cada organização”, considerou, destacando a necessidade de se “voltar atrás nas noções de espaço e tempo” no que respeita ao trabalho de equipa, a importância das lideranças pensarem no que as pessoas precisam para trabalhar e o esboço de um novo conceito de espaço de trabalho que, no futuro e em muitos casos, poderá passar pelo local de residência.

Mais crítico quanto ao modelo de trabalho à distância, Manuel Carvalho da Silva, do CoLABOR, preferiu incidir a sua intervenção na proteção social do trabalhador, na necessidade de se “refletir no bem comum e no coletivo”, aconselhando ainda cautela na regulamentação deste novo modelo laboral.

“O tempo que temos vivido é de exceções, emergências e unilateralidade. Não é, por si só, alicerce seguro para definir o futuro”, alertou. Afinal, sublinhou Carvalho da Silva, “mesmo com máquinas inteligentes, as intermediações e as relações são entre seres humanos”.

Na abertura da conferência, Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa já tinha questionando os oradores convidados sobre as consequências do trabalho remoto numa instituição como a Santa Casa, em que parte da atuação assenta na “proximidade”.

“Quais os benefícios do teletrabalho para a atividade da Santa Casa? Como compatibilizamos a necessidade de estarmos presentes nos territórios e na comunidade com estas novas formas de trabalho?”, foram algumas das questões que Edmundo Martinho colocou, frisando que muito do trabalho da instituição não é compatível com funções à distância, como é o caso da assistência social, prestação de cuidados de saúde ou distribuição de alimentos.

O provedor declarou, ainda, existirem “alguns défices na Santa Casa”, nomeadamente relacionados com os instrumentos de apoio à gestão, “essenciais para assegurar a eficácia do nosso trabalho”.

Já no final da sua intervenção, Edmundo Martinho salientou que seja qual for o futuro, a prioridade terá sempre de ser “a continuidade da produtividade e o reforço do trabalho prestado”.

Assista à conferência na integra, aqui.

Ciclo de Conversas Online: Em torno da ciência e do conhecimento

A iniciativa conta com a participação de especialistas nas diferentes áreas temáticas presentes na exposição “Um Rei e Três Imperadores: Portugal, a China e Macau no tempo de D. João V”, orientando-se as sessões para os temas dos instrumentos científicos, relojoaria, astronomia, música e produção artística.

De 6 de abril e 30 de junho, de 15 em 15 dias, às terças-feiras (exceto a última sessão), pelas 17h30, vai poder assistir a sete conversas, em torno da ciência e do conhecimento, que contarão com a participação de vários convidados. As sessões têm a duração de meia hora e o restante tempo é destinado a perguntas.

A participação é gratuita, mas requer marcação prévia.

Informe-se sobre as restantes sessões na agenda do nosso site e participe neste Ciclo de Conversas online, promovido pela Direção da Cultura da Santa Casa.

Inscrições:
Sessões de 20 abr | 4 mai | 18mai | 1 jun | 15 jun
Sessão de 30 jun

Marcações e Informações:
Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural
Tel.: 21 324 08 69/87/89
E-mail: culturasantacasa@scml.pt

 

Já são conhecidas as equipas da segunda edição do Hackathon

Esta terça-feira, 30 de março, realizou-se a sessão de abertura que marcou o início oficial do Hackathon 100% Colaborativo – Desenhar o futuro da Economia Social, iniciativa promovida pela Santa Casa. O evento online teve transmissão em direto, pelo Zoom e Facebook Live, e contou com as presenças de Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Sérgio Cintra, administrador da Ação Social, e Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto e do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social (DEES).

A sessão deu a conhecer os 64 participantes que, nesta nova fase, ficarão divididos em equipas de quatro elementos e serão desafiados a desenvolver projetos em quatro áreas: “O digital na Economia Social”, “O futuro do trabalho no setor da Economia Social”, “A sustentabilidade da Economia Social e “A avaliação de impacto na Economia Social”.

A 2ª edição do Hackathon 100% Colaborativo, organizada pela Santa Casa, é dedicada ao “Futuro da Economia Social”. O desafio é desenvolver soluções inovadoras para o futuro da Economia Social e para os problemas de todos, perspetivar tendências e antecipar-se na construção de soluções para os desafios do amanhã.

Há 15 mil euros no conjunto dos prémios. Os vencedores, em cada uma das áreas a concurso, terão direito a um prémio monetário, no valor de 3.750 euros.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sublinhou que o Hackathon “é uma iniciativa inovadora que tem como objetivo resolver desafios que são socialmente relevantes, mais ainda no contexto das exigências que todos atravessamos”.

“A pandemia veio claramente reforçar o papel e importância da economia social, enquanto motor da coesão económica, social e territorial”, lembrou ainda Ana Mendes Godinho, acrescentando que são necessárias mais pessoas, cooperação, inovação, colaboração e intergeracionalidade na solução de problemas do presente e do futuro da Economia Social. Veja a declaração da ministra na íntegra, aqui.

Já Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa, lembrou que a Misericórdia de Lisboa, através do DEES, tem-se dedicado, nos últimos anos, ao desenvolvimento de projetos que procuram explorar vertentes de empreendedorismo e de inovação. “É nesta linha que nos queremos manter no futuro e alinhados com a nossa missão enquanto instituição com mais de 500 anos”, defendeu.

“Acreditamos que as melhores soluções vêm do terreno, de quem conhece verdadeiramente os problemas e da transversalidade das equipas”, considerou Inês Sequeira. “Os objetivos deste Hackathon são misturar saberes, culturas e perspetivas diferentes, dando origem a ideias mais criativas e inovadoras para uma área que tem um papel fundamental na sociedade”, finalizou.

Os quatro grandes desafios do Hackathon

A 2ª edição do Hackathon da Misericórdia de Lisboa propõe uma reflexão sobre o futuro da Economia Social, lançando quatro desafios temáticos:

O digital na Economia Social – o papel da transição digital na redução das desigualdades e na promoção da inclusão social.

O futuro do trabalho no setor da Economia Social – recrutamento e retenção de quadros para a renovação do setor e intervenção dos mesmos no seu desenvolvimento.

A sustentabilidade da Economia Social – a busca de redes alternativas de financiamento de longo prazo que acrescentem valor social, ambiental e económico ao setor.

A avaliação de impacto na Economia Social – a escalabilidade do efeito positivo do setor e medição do impacto social da mudança provocada.

Como funciona o Hackathon?

Apostando na diversidade dos participantes, serão constituídas equipas multidisciplinares que, ao longo das semanas de trabalho (de 30 de março e 16 de abril) vão ter acesso a capacitação através de talks, tutoriais, webinars, toolkits e mentoria, dirigidos à produção de novas ideias e soluções, a partir da utilização de plataformas digitais.

As equipas são acompanhadas por elementos da Misericórdia de Lisboa e por mentores na preparação da solução e da apresentação final. No dia 26 de abril, serão conhecidos os grandes vencedores, após um pitch final dos projetos. Os vencedores, em cada uma das áreas a concurso, terão direito a um prémio monetário, no valor de 3.750 euros.

Edição de 2021

A iniciativa de 2021 traz novidades. A primeira é que esta edição será aberta a um maior número de pessoas, onde poderão participar colaboradores da Santa Casa e de organizações da Economia Social, bem como estudantes universitários, jovens licenciados e membros das comunidades Alumni, a segunda é que decorrerá integralmente online e a última novidade está ligada aos desafios propostos aos participantes.

III Edição do Centro de Estudos já tem vencedores

Inês Geraldes, licenciada em Ciências da Comunicação e mestre em Tradução e Serviços Linguísticos foi a grande vencedora da III edição do Centro de Estudos, com o projeto “LigAcessível: Legendagem e Interpretação”.

O trabalho vencedor pretende abordar a temática da acessibilidade e inclusão, através da implementação de um sistema de legendagem para surdos, dos jogos de futebol profissional transmitidos em direto pelas operadoras televisivas portuguesas. A autora foi premiada com dois mil euros e um estágio remunerado na Liga Portugal, com a duração de seis meses.

Na segunda posição, ficou António Dias, licenciado em Gestão e mestre em Gestão Estratégica, com o projeto “Multi-Club Ownership e Vantagens Competitivas no Futebol”, tendo sido comtemplado com mil e quinhentos euros e um estágio remunerado de seis meses na EY.

Licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas e mestre em Cultura e Comunicação, Sandra Lopes, arrecadou o terceiro lugar, com o trabalho “O Regresso dos Adeptos aos Estádios: A Grande Prioridade?”. Foi premiada com mil euros e um estágio remunerado na SABSEG, também por seis meses.

O projeto do Centro de Estudos, cujas candidaturas decorreram até 22 de fevereiro, é destinado a estudantes e antigos alunos do ensino superior, e tem como objetivo divulgar estudos ou trabalhos de investigação e de desenvolvimento tecnológico entre stakeholders do setor e público em geral.

O júri responsável pela avaliação dos sete trabalhos finalistas foi composto por Maria da Cunha, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Sara Lourosa, da EY Portugal, Rui Romeiro, da SABSEG Seguros, Manuel Veloso, da FADU e Sónia Carneiro, da Fundação do Futebol – Liga Portugal.

“Storytellers”: o desporto como ferramenta de integração e inclusão social

No início de março, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa renovou a sua parceria com o Ginásio Clube Português, para a continuidade do projeto “Storytellers”. Uma iniciativa que, nos dois últimos anos, foi premiada pelo Programa Nacional Desporto para Todos do Instituto Português do Desporto e Juventude.

A terceira edição deste projeto vai permitir que um grupo de jovens provenientes de países em conflito, acompanhados pela Equipa de Integração Comunitária da Santa Casa, tenham acesso a atividades físicas e desportivas no Ginásio Clube Português, num ambiente de suporte e integração com os sócios deste espaço.

Para António Santinha, diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Misericórdia de Lisboa, esta parceria vai possibilitar “que estes jovens, que advêm de contextos socioculturais bastante complicados possam, para além dos benefícios inerentes à prática desportiva, igualmente ter benefícios na construção de redes informais de apoio”.

O responsável lembra que o desporto constitui uma das “principais ferramentas para a inclusão destes jovens na comunidade”, concluindo que este protocolo com o Ginásio Clube Português é “o exemplo perfeito do desporto como mecanismo de integração”.

À semelhança das anteriores edições, o projeto terá a duração de um ano e pretende, numa primeira fase, promover a integração de 60 jovens refugiados em contexto de prática desportiva. Os últimos três meses da iniciativa serão dedicados ao estudo dos dados recolhidos, através da partilha de aprendizagens e da criação de modelos e ferramentas de suporte ao desenvolvimento de futuras ações.

Ministério da Justiça e Santa Casa criam Casa de Autonomia para jovens em reinserção

O acordo de cooperação foi assinado esta quarta-feira, 24 de março, na Sala de Extrações da Santa Casa, e prevê uma resposta de acolhimento (Casa de Autonomia) dirigida a jovens provenientes de centros educativos com medidas de supervisão intensiva.

A Casa de Autonomia entrará em funcionamento já em abril com o plano de formação específico da equipa técnica e receberá os primeiros jovens em maio, em estreita cooperação com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), entidade que articulará diretamente com a Misericórdia de Lisboa a gestão desta nova resposta social na cidade.

Trata-se de um projeto inovador que visa dar uma resposta social e pessoal, através da criação de condições de acolhimento numa casa de autonomia, dotada de um ambiente seguro e tranquilo, e acompanhada por técnicos especializados da Santa Casa. O objetivo desta casa é permitir proporcionar uma transição progressiva e sólida para a próxima etapa do plano de vida de jovens que procuram a reinserção na sociedade.

“As casas de autonomia podem ser uma peça profundamente transformadora na arquitetura da nossa instituição juvenil. […] A assinatura deste protocolo representa um avanço muito significativo na concretização do objetivo de uma transição gradual e um ajustamento destas jovens e destes jovens ao espaço comunitário em que posteriormente se vão inserir”, sublinhou a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem.

Também o provedor da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, destacou a importância do projeto: “Para a Santa Casa este é um território novo, mas que dá continuidade àquilo que tem vindo a ser o nosso trabalho e a nossa preocupação na dimensão da proteção de crianças e jovens. […] Deixemos de aceitar que estes jovens fiquem entregues à sua sorte ou à sorte da vida e encontrem a estabilidade que lhes permita crescer. É esse o nosso compromisso principal e a nossa ambição.“

O objetivo desta parceria “é encontrar soluções de vida alternativas para estes jovens e que permitam o seu desenvolvimento harmonioso. Queremos ajudar estes jovens em percursos de vida sólidos ou consolidados, em percursos de desenvolvimento pessoal que os libertem de vidas, tantas vezes, vividas em circunstâncias tão difíceis”, finalizou.

Mais respostas

Além desta casa, a Misericórdia de Lisboa vai abrir um Apartamento de Autonomia Apoiada, com três vagas, para jovens com processo de promoção e proteção e provenientes de processos tutelares educativos. Ou seja, para jovens que após cumprirem a medida, se não se sentirem seguros para seguirem o seu caminho sozinhos, podem continuar a ter acompanhamento. Os dois novos equipamentos da Santa Casa estão reunidos no mesmo edifício.

De referir, ainda, a constituição de uma equipa móvel, que enquadrará as duas respostas anteriores, com capacidade para acompanhar jovens que tenham passado por centros educativos ou que tenham estado em supervisão intensiva e necessitem de apoio no final da mesma.

Como se combate a pobreza e a exclusão social?

Organizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (EAPN, na sigla em inglês), o encontro online realizou-se esta segunda-feira, 22 de março, e visou debater o plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais e responder a questões como: De que forma é que o plano poderá reduzir a pobreza, a exclusão social e melhorar o acesso e a qualidade dos serviços públicos para todos? E qual a melhor forma de dar um papel e voz às pessoas que vivem em situação de pobreza?

O plano de ação, proposto pela Comissão Europeia no início de março, pretende retirar 15 milhões de cidadãos da pobreza e da exclusão social até 2030 e reduzir drasticamente o número de sem-abrigo na União Europeia (UE).

Portugal com mais de 2 milhões de pessoas a viver em situação de pobreza

Na abertura da conferência online, Edmundo Martinho, coordenador da Comissão da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza e provedor da Misericórdia de Lisboa, considerou que “o plano de ação surge num momento particularmente desafiante para todos nós”. A pandemia de Covid-19 veio “agravar” vários indicadores e a situação de alguns portugueses, sendo assim necessário ter um “plano ambicioso”.

Apelando a que a estratégia seja elaborada com o envolvimento da sociedade civil e num processo de “ampla participação e debate”, Edmundo Martinho destacou que “um sistema de proteção social eficaz e robusto é a melhor solução para responder e estarmos preparados para crises como a que vivemos”.

Para o responsável pela Comissão da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, é “muito importante” que o plano reafirme a responsabilidade pública coletiva no domínio social, mas há “sem dúvida nenhuma uma responsabilidade dos Estados-membros” que, embora seja reafirmada, se mantém “no domínio da chamada soft-law”, ou seja, legislação não-vinculativa.

Edmundo Martinho defendeu ainda que “o combate à pobreza tem que ser um desígnio nacional. Não pode ser entendido apenas como uma responsabilidade do Estado ou dos organismos públicos”. E continuou: “Vivemos num momento de viragem. Este plano de ação é talvez a última oportunidade para dar passos significativos no combate à pobreza, na qualificação, na proteção e promoção de emprego, no suporte e apoio às crianças, nas questões da longevidade e nas alterações demográficas”.

Reforço do sistema social e proteção dos mais vulneráveis

Na sessão de encerramento da conferência, Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, observou que esta é uma luta contra um inimigo invisível, mas com um efeito devastador na sociedade. “O nosso objetivo é proteger as famílias, os trabalhadores e as empresas. É evidente que estamos todos a sofrer, mas de forma diferente, sendo que os mais vulneráveis são os afetados”, notou.

Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho assumiu, ainda, “todo o empenho em investir na dimensão social da Europa e na implementação do plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, como instrumento determinante para superar a crise económica em que vivemos e a crise social sem precedentes”.

Já durante a manhã, Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, sublinhou a necessidade de um Estado Social mais forte para todos, que possa retirar a população da pobreza, que possa assegurar à classe média as condições para a concretização dos seus projetos de vida”, frisando que para responder à dimensão social da crise, é necessária “uma resposta eficaz” na habitação, uma área que há muitos anos não tem uma “resposta integrada”.

O padre Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal, abriu a conferência online destacando que “esta crise deixa claro que temos de cooperar em vez de competir. Será esta a via para uma Europa livre de pobreza”. “Temos, em toda a Europa, mais de 90 milhões de pessoas a viver em situação de pobreza e exclusão social e, em Portugal, mais de 2 milhões. Muito foi feito em matéria de investimento nas políticas sociais, mas continuamos a precisar de uma ação concertada que combata as causas estruturais da pobreza e as desigualdades, nunca conseguiremos mudar o paradigma que leva milhões de pessoas a viverem sem terem garantidos os seus direitos sociais”, explicou.

A conferência contou com a participação de vários responsáveis nacionais, europeus e de membros da organização. Dividido em duas partes, o encontro abordou o plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais durante a manhã, já a tarde foi dedicada ao Rendimento Mínimo Adequado.

 

 

 

Misericórdia de Lisboa quer saber impacto da Covid-19 nos lares

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é uma de quatro entidades parceiras que estão a desenvolver o estudo “O impacto da Covid-19 nos lares de idosos”, que deverá ficar concluído em junho de 2021. A iniciativa organizada no âmbito do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social (CoLABOR), conta ainda com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, do Instituto da Segurança Social e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

O estudo, que é coordenado por Pedro Adão e Silva, pretende avaliar o impacto da Covid-19 em Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI) e Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM), da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, do território continental. O objetivo passa por compreender de que forma é que a pandemia afetou o normal funcionamento destas estruturas e daí retirar informações que permitam definir linhas de orientação a desenvolver no futuro.

“Considero este estudo da maior importância pela informação que irá ser reunida sobre a situação vivida nos lares, ao longo deste ano. Este conhecimento permitirá propor mudanças que irão melhorar a qualidade de vida e a segurança daqueles que vivem e trabalham nas Estruturas Residenciais de Pessoas Idosas e nas Unidades de Longa e Média Duração de Cuidados Continuados”, refere Jorge Torgal, diretor da Escola Superior de Saúde do Alcoitão, e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública.

A Misericórdia de Lisboa participa neste estudo através da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico, representada por Jorge Torgal, enquanto perito de saúde pública, e Fernanda Belo, como representante da Santa Casa no Grupo de Trabalho do Plano de Desenvolvimento Social de Lisboa e responsável pela Carta Social de Lisboa. Além de financiar a elaboração deste estudo, a Santa Casa tem voz ativa na formulação do projeto – na definição de objetivos, elaboração do questionário e  aplicação experimental do mesmo.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas