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Casa do Impacto. Um ecossistema formado para combater as desigualdades

O ecossistema do empreendedorismo da Casa do Impacto está cada vez mais sólido. Desde a sua criação, a 1 de outubro de 2018, que o hub de empreendedorismo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a aglomerar startups capacitadas para desenvolver projetos inovadores com resultado social.

É na Casa do Impacto que convergem todos os players do ecossistema do empreendedorismo de impacto do país. O objetivo do polo de inovação é, diariamente, promover negócios que ajudem a combater os problemas que enfrentamos enquanto sociedade. A pobreza, as desigualdades e o desemprego são alguns dos desafios que os empreendedores se propõem a resolver, através de negócios sustentáveis que nasceram para criar impacto social positivo, em conformidade com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU.

O sucesso da Casa do Impacto traduz-se, por exemplo, nos casos que aqui ganharam forma e que mereceram replicação e reputação internacional. O ecossistema mapeado pelo hub tecnológico possibilita uma rápida compreensão desse êxito, ao incluir os players mais relevantes que diretamente influenciam, ou foram influenciados, pela atividade da Casa do Impacto nos seus dois anos de existência. A infografia mostra-nos um ecossistema do empreendedorismo de impacto sólido e amplo.

Mapa ecossistema de impacto

“Queremos desafiar novos empreendedores a criar mais negócios de impacto social, uma vez que têm todas as ferramentas que necessitam na Casa do Impacto. Damos acesso a diferentes soluções para diferentes fases de negócio”, explica a diretora da Casa do Impacto, que vê no “Santa Casa Challenge” ou no fundo “+Plus” bons exemplos do apoio dado pela Casa do Impacto a novos empreendedores.

A era da inovação social

Há muito que a Casa do Impacto tenciona ter um papel unificador entre as várias realidades. O objetivo passa por possibilitar a criação de pontes e intersecções entre os vários setores: público, privado e da economia social, o empreendedorismo e a inovação de impacto naquela que, para Inês Sequeira, é “era da inovação social”.

Portugal parece dar uma boa resposta nesse sentido, sobretudo durante a pandemia de Covid-19. O nosso país é, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o estado do mundo com mais respostas inovadoras aos problemas sociais causados pela pandemia. No total, foram identificadas 37 inovações sociais originárias do setor público em Portugal, entre as 434 identificadas pela OCDE em todo o mundo.

Nestes números, a Casa do Impacto tem uma palavra a dizer. Um dos projetos que contribuiu para que Portugal atingisse este lugar foi o “acalma.online”, uma plataforma de videoconsultas para apoio psicológico de sintomas relacionados com o confinamento, criada em abril de 2020.

Mas o acalma.online é apenas um entre muitos exemplos: o movimento “tech4COVID19″, que, em 48 horas, juntou mais de 600 empreendedores tecnológicos com soluções inovadoras de combate aos efeitos da pandemia; o “Santa Casa Challenge Extra Covid-19”, que investiu 50 mil euros nos projetos Ally Smart Check-ins e Smart-AL, duas soluções tecnológicas de apoio e a idosos; a GoParity aproveitou o seu know-how em campanhas de angariação de fundos e recolheu 185 mil euros para a aquisição de material hospitalar.

Não será apenas durante a pandemia que esta tendência de crescimento do ecossistema de impacto se vai verificar. Inês Sequeira olha para o futuro de forma risonha, pois acredita que, no pós-Covid-19, “por termos ficado alerta para a necessidade de projetos com preocupações sociais”, teremos um ecossistema “saudável e inovador que vai continuar a prosperar e a crescer” em particular nas áreas da educação e na área da saúde mental.

“Na área do envelhecimento, as soluções vão continuar a surgir. Estamos a viver um desafio e uma oportunidade ao mesmo tempo. Oportunidade para inovar, democratizar e escalar as experiências de aprendizagem”, considera Inês Sequeira.

Ciclo Recitais Santa Casa

Devido às restrições que se vivem durante este período de exceção, o Ciclo Recitais Santa Casa adaptou-se e decorre apenas com recurso a transmissão online. Os recitais são exclusivos, gratuitos e vão poder ser visualizados no site da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

O programa contraria as vicissitudes do contexto atual e mostra um meio musical e cultural ativo.

Os Recitais

Decorrem até 13 de março, todos os sábados, às 21h00, e contam com a participação dos solistas da Metropolitana. No concerto inaugural (6 de fevereiro), a proposta recai para o Quinteto com Piano de Schumann, de 1842, ano em que o compositor dedicou bastante do seu trabalho à música de câmara. É geralmente apontado como o seu mais importante contributo para o repertório camerístico.

Ao longo dos seis recitais que constituem este Ciclo, será possível ouvir, ainda, Schubert, Beethoven e Cláudio Carneyro, numa viagem musical (13 de fevereiro). Astor Piazzolla é outra das propostas (20 de fevereiro). Com a invulgar formação de um duo que junta violino e contrabaixo, este programa dos solistas da Metropolitana presta homenagem a Astor Piazzolla, o extraordinário músico argentino que morreu em 1992.

Trompetes, Tímpanos e Cordas é outra das sugestões (27 fevereiro). Nesta apresentação, os solistas da Metropolitana interpretam duas obras concertantes do século XVIII que colocam em destaque esse som inconfundível. Tocam depois duas suítes orquestrais de Georg Phillipp Telemann.

No penúltimo concerto, oportunidade para escutar Johann Sebastian Bach, com Flauta e Piano (6 de março). Neste programa será possível conhecer melhor a classe de flauta do professor Nuno Inácio. Os jovens flautistas são acompanhados ao piano pelo pianista Alexei Eremine. O Quarteto Para o Fim do Tempo (13 de março) é uma composição camerística, datada de 1941, do francês Olivier Messiaen e marca o final do Ciclo Recitais Santa Casa.

Inserido na parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que decorre desde 2018, o Ciclo Recitais Santa Casa reforça o compromisso da instituição com a cultura nacional, através do apoio a uma das mais prestigiadas entidades no âmbito da música orquestral, que tem prestado um inestimável serviço público há quase 30 anos.

Maria João Matos, diretora de Comunicação e Marcas da Misericórdia de Lisboa, sublinha que “o apoio da Santa Casa à cultura nacional assenta numa estratégia sólida de longo prazo e que passa, entre outras coisas, por parcerias com várias entidades culturais, nomeadamente a Metropolitana, que tem proporcionado uma oferta cultural de enorme valor nos vários concelhos da região de Lisboa e noutras zonas do País”. A responsável pela comunicação da Santa Casa considera que o Ciclo Recitais Santa Casa é uma nova forma “para fazer chegar em segurança essa cultura às pessoas e é isso que a Santa Casa e a Metropolitana de Lisboa estão a fazer.”

“Não se trata de uma repetição ou reposição de um concerto antigo. É mesmo uma estreia. É um conjunto de recitais que o público ainda não viu, e resultado de uma união entre a Metropolitana e o nosso patrocinador principal, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”. O alerta é do maestro Pedro Neves, diretor artístico da Metropolitana, sobre o Ciclo de Recitais Santa Casa, que se inicia este sábado, com transmissão online no site da SCML.

Todos os sábados, até 13 de março, um conteúdo novo e exclusivo, às 21h00.

Nota: os vídeos não estarão disponíveis antes das respetivas datas de estreia.

 

Tem uma ideia de negócio? O Santa Casa Challenge está de volta com uma edição dedicada à saúde

O Santa Casa Challenge está de volta. O concurso promovido pela Casa do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia, lança o desafio a todos os empreendedores: “Como podemos promover uma saúde de qualidade, com especial atenção aos problemas da saúde mental e às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade?”.

O tema desta edição vai ao encontro do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número dois, que faz parte do leque de 17 metas globais, definidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas até 2030.

A pandemia de Covid-19 –tema da última edição do Santa Casa Challenge– elevou a necessidade de se promover uma saúde de qualidade, depois de um ano de 2020 marcado pelo aumento do número de pessoas em situação vulnerável.

É isso que a Casa do Impacto está à procura: soluções inovadoras de base tecnológica e digital que criem um impacto social positivo. O grande vencedor terá um apoio de 15 mil euros para desenvolver a sua ideia de negócio. O primeiro e segundo classificados terão acesso a um pack de incubação na Casa do Impacto por um período de um ano. Os três primeiros lugares vão também usufruir de um Alpha Packs, para a Web Summit 2021, onde poderão aproveitar a cimeira tecnológica para mostrarem as suas ideias de negócio ao mundo.

Para concorrer basta preencher o formulário de candidatura online, disponível no site da Casa do Impacto. As candidaturas estão abertas até dia 05 de abril. O anúncio dos finalistas será feito a 09 de abril de 2021, no site e nas redes sociais associadas à Casa do Impacto.

O Santa Casa Challenge é um concurso promovido no âmbito da estratégia de investimento da Casa do Impacto, que premeia soluções tecnológicas inovadoras que deem origem a dispositivos, aplicativos, conteúdos digitais, serviços web ou de comunicação, exequíveis do ponto de vista tecnológico.

CAI Vítor Manuel aberto para filhos de trabalhadores essenciais

Os trabalhadores dos serviços essenciais vão ter as escolas abertas para poderem continuar a desempenhar as suas funções, evitando a interrupção que está em vigor. Incluem-se médicos, enfermeiros, trabalhadores das telecomunicações e resíduos, forças de segurança, bombeiros, entre outros. A solução é recuperada para mitigar o impacto do encerramento das creches e escolas.

A Misericórdia de Lisboa vem acompanhando o esforço que está a ser feito ao nível da conjugação de respostas no âmbito da Rede Social de Lisboa. Na sequência do encerramento das escolas, o Centro de Acolhimento Vítor Manuel, situado na freguesia de Alcântara, foi o equipamento identificado pela Santa Casa, nas valências de creche e jardim de infância, para permanecer disponível para filhos e dependentes de trabalhadores (sejam internos ou externos à Santa Casa) que assegurem serviços essenciais para a comunidade. O pedido deve ser feito por correio eletrónico para inscricoes.infancia@scml.pt.

No concelho de Lisboa, são sete as creches (da Câmara Municipal de Lisboa, da Santa Casa e da Segurança Social) que vão estar abertas para receber os filhos e dependentes de trabalhadores de setores essenciais.

Num âmbito mais alargado e para assegurar uma resposta para os filhos daqueles que têm mesmo de ir trabalhar, vão estar disponíveis cerca de 700 escolas de acolhimento para filhos e outros dependentes dos trabalhadores de serviços essenciais.

Consulte a lista das cerca de sete centenas de estabelecimentos que vão estar abertos durante o confinamento aqui.

 

Teatro para os mais pequenos no conforto do sofá

Precisa de ideias para animar os mais pequenos, o Teatro D. Maria II ajuda-o. À semelhança do que aconteceu no primeiro confinamento geral, em março e abril do ano passado, o D. Maria II regressa com a “Salinha Online”, que a partir de sábado, dia 30 de janeiro, vai voltar a apresentar mais de vinte histórias pensadas para os mais pequenos e realizadas por diversos artistas, a partir das suas casas.

A “Salinha Online” é uma iniciativa do D. Maria II e do Grupo Ageas Portugal, na qual o acesso a todas as histórias é gratuito e transmitido na plataforma Vimeo.

Antes disso, e já nesta sexta-feira, dia 29 de janeiro, na “Sala Online” sobe ao palco a última criação da encenadora Mónica Calle – Carta – que teve duas representações em antestreia antes de decretado o confinamento, e que teria salas esgotadas. A peça, que estará disponível para visualização até 12 de fevereiro, tem um valor de três euros e os bilhetes podem ser adquiridos através da plataforma bol.

Aos domingos, o teatro vai recuperar as memórias de pessoas de diferentes gerações, ligadas à história do D. Maria II e às profissões do teatro, no projeto Corrente de Transmissão.

Moderada por Maria João Guardão, a primeira conversa será entre a jovem atriz Carolina Passos Sousa e o ator do elenco residente do D. Maria II, José Neves. O Corrente de Transmissão pode ser visto no canal de Youtube do teatro.

Durante este período de confinamento, são ainda disponibilizados o “Teatra”, um podcast do D. Maria II onde, quinzenalmente, Mariana Oliveira conversa com diferentes personalidades ligadas à área da cultura nacional.

De realçar ainda que algumas das peças apresentadas, ao longo desta temporada, estarão também disponíveis numa versão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.

Como integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho? Este “Toolkit” esclarece

Sobre um país que apresenta “números alarmantes” no que à integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho diz respeito”, Sérgio Cintra não tem dúvidas: “é determinante que as organizações definam estratégias na promoção da inclusão”. O administrador executivo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi o responsável por inaugurar a sessão de apresentação do “Toolkit: “Como recrutar e integrar pessoas com deficiência”, que decorreu esta terça-feira, em formato online.

“Temos o dever de promover a igualdade de oportunidades, valorizar as competências e os talentos das pessoas com deficiência. É determinante que as organizações definam estratégias para a promoção da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mas também na sua manutenção”, considera Sérgio Cintra, realçando que este “Toolkit” surge como “forma de vencer estas barreiras e de ajudar as empresas a serem mais inclusivas”.

É isso mesmo que o “Toolkit”, a cargo do GRACE – Empresas Responsáveis, pretende ser: um instrumento capaz de inspirar e incentivar a construção de programas de emprego inclusivos e com resultados sustentáveis, disponibilizando aos gestores e colaboradores das empresas um conjunto de ferramentas necessárias para a integração de pessoas com deficiência nas suas fileiras.

O “Toolkit” junta o saber dos melhores guias internacionais e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e espelha de forma prática a experiência acumulada de várias empresas associadas GRACE. É a partir deste conjunto de experiências que se constrói este “kit de ferramentas”, dividido em cinco eixos: assumir o compromisso estratégico; preparar a ação; recrutar e selecionar; acolher e integrar; desenvolver relações duráveis. As cinco etapas estão descritas no guia prático para gestores e colaboradores das empresas.

 “Temos muito trabalho pela frente”

Para Sérgio Cintra, existem alguns indicadores que devem ser alvo de reflexão. Se, por um lado, os dados identificam os avanços que “conseguimos realizar”, por outro mostram que ainda há muito por fazer, o que para o administrador executivo da Santa Casa “evidencia a vulnerabilidade estrutural neste conjunto de cidadãos no acesso ao emprego”.

Tal como adiantou durante a sessão online, com recurso a dados do Eurobarómetro, 58% dos portugueses considera que no nosso país é comum, ou muito frequente, a ocorrência de situações de discriminação com base na deficiência: 61% dos inquiridos acreditam que, em Portugal, ter uma deficiência pode desfavorecer os candidatos no acesso ao emprego, mesmo que tenham competências ou qualificações equivalentes ou superiores.

As pessoas com deficiência representam cerca de 15% da população mundial. Em Portugal, apesar de alguns sinais positivos e de algumas empresas já terem adotado boas práticas de inclusão, permanecem fatores que restringem o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

O problema parece ter sido agravado devido à pandemia de Covid-19.  Segundo o Relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2020”, em junho de 2020 existiam 13.270 pessoas com deficiência inscritas como desempregadas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), registando-se um aumento de 10% face aos dados globais de 2019 (12.027 inscritos).

A promoção do crescimento económico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos, são propósitos inscritos nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Até 2030, a Organização pretende alcançar o “emprego pleno e produtivo, trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor”.

Valorizar os mais velhos e o seu papel na sociedade

A primeira sessão online do InteraAções aconteceu esta quarta-feira, 20 de janeiro, e foi subordinada ao tema “Cidades Amigas de Todas as Idades: uma perspetiva de ciclo de vida”. O evento visou proporcionar a partilha de conhecimentos e expetativas relativamente a questões relacionadas com a longevidade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas mais velhas.

Organizado pela Unidade de Missão para o programa “Lisboa, Cidade de Todas as Idades” da Misericórdia de Lisboa, a edição de 2020 do InterAções contou com dois convidados internacionais: Alexandre Kalache, médico e gerontólogo, responsável pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil, e Costanzo Ranci, professor catedrático de Sociologia Económica no Politécnico de Milão. A representar a Santa Casa, participaram nesta primeira sessão: Edmundo Martinho, provedor; Sérgio Cintra, administrador de Ação Social, e Maria da Luz Cabral, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Políticas Públicas na Longevidade. O evento foi moderado por Mário Rui André, responsável pela Unidade de Missão da instituição.

No início da sua intervenção, Edmundo Martinho, dirigiu-se a todos os decisores políticos, destacando que “a longevidade deve incorporar todos os domínios das políticas públicas. Este é um fenómeno que não pode ser pensado de forma fragmentada, é necessário uma união entre o poder político e a sociedade “.

Para o provedor, as pessoas têm o dever de se mobilizarem para “tornar as cidades amigas de todas as idades”, destacando que o envelhecimento é um processo que deve ser vivido de uma forma saudável e que “a idade não pode ser um fator de exclusão”.

Edmundo Martinho, salientou, ainda, que a pandemia provocada pelo novo coronavírus está a “expor as fragilidades” que a população mais velha atravessa diariamente, sendo, por isso, necessário encontrar “respostas integradas entre todos para encontrar soluções, de maneira a que ninguém fique para trás”.

Uma ideia igualmente defendida pelo responsável pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil, Alexandre Kalache, que na sua intervenção frisou que “assistimos a uma revolução da longevidade. Os paradigmas são constantemente alterados. Vive-se cada vez mais”. É, por isso, muito importante que as cidades estejam preparadas para “a maratona que é a longevidade”. Uma preparação que deve acontecer desde muito cedo, na faixa dos 20 ou 30 anos, defende ainda o médico e gerontólogo.

Para Alexandre Kalache, a pandemia deve “ser um sinal de alarme” e todos os países devem “adotar planos que protejam as pessoas mais velhas e mais carenciadas”. “Nenhum país pode ser considerado civilizado se não proteger os mais frágeis”, concluiu o antigo diretor do Programa de Envelhecimento da Organização Mundial de Saúde.

Já Costanzo Ranci, professor no Politécnico de Milão, debruçou-se sobre o caso de Itália, referindo que o setor social no país não estava preparado para a catástrofe da Covid-19. Reforçou ser necessário um “forte investimento nas políticas sociais”, para que o cenário de março e abril de 2020 não se repita.

Por sua vez, Maria da Luz Cabral fez questão de salientar que só com a “participação das várias áreas setoriais” é possível elaborar uma estratégia nacional de longevidade com efeitos práticos. Analisando cenários futuros, a coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Políticas Públicas na Longevidade da Santa Casa lembrou ainda a importância de garantir que a população se mantenha “ativa no processo de envelhecimento e cada vez mais independente, autónoma e saudável”.

A encerrar os trabalhos da primeira sessão do InterAções, Sérgio Cintra, frisou que “a longevidade é hoje encarada de uma maneira diferente”. O administrador da Ação Social concluiu que “é necessário garantir que as pessoas possam viver mais anos em qualidade, prolongando a sua autonomia e independência”.

Se não teve oportunidade de assistir à primeira sessão do InterAções, a mesma pode ser visualizada no vídeo em baixo.

Não perca a próxima sessão online, subordinada ao tema “Portugal Mais Velho: Desafios da Longevidade & Envelhecimento”, que decorre na próxima quarta-feira, 27 de janeiro, às 14h30.

Santa Casa e Governo português juntos no apoio a Manaus

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Governo português entregaram um apoio no valor de 50 mil euros (cerca de 320 mil reais) ao Hospital Beneficente Português do Amazonas, no Brasil, numa altura em que Manaus (capital do estado do Amazonas) atravessa um momento difícil devido à pandemia de Covid-19.

A este apoio, articulado com a Embaixada de Portugal em Brasília e com o Consulado Honorário em Manaus, que presta um serviço constante de socorro a todos os cidadãos nacionais no Amazonas, acresce aquele que tem resultado da solidariedade e mobilização da comunidade portuguesa e lusodescendente no Brasil.

O Hospital Beneficente Português do Amazonas tem servido, ininterruptamente, o Brasil, como sucede atualmente no difícil contexto da pandemia de Covid-19. A instituição filantrópica, fundada em 1873 por portugueses na cidade de Manaus, é hoje um hospital de referência no estado do Amazonas, que presta apoio não apenas à comunidade de aproximadamente cinco mil portugueses e lusodescendentes que lá residem, mas a toda população da região.

COVID-19: Já arrancou a vacinação nos lares da Misericórdia de Lisboa

Os utentes e os colaboradores do Lar da Mitra – Polo de Inovação Social, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Durante a tarde de segunda-feira, 18 de janeiro, foram administradas 89 doses da vacina (48 em residentes e 41 em colaboradores).

Já esta terça-feira, 19 de janeiro, o plano de vacinação avançou para o Lar de Nossa Senhora do Carmo, a Residência Faria Mantero e a Residência do Recolhimento de Santos-o-Novo.

Nesta primeira fase, o Plano de Vacinação irá abranger cerca de 800 utentes e colaboradores das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) da Misericórdia de Lisboa.

A primeira dose da vacina deverá ser administrada a 8000 pessoas, de um universo de 8761 utentes e funcionários de todos os lares da cidade de Lisboa, até à próxima sexta-feira, 22 de janeiro.

Esta tarefa envolve os Agrupamentos de Centros de Saúde Central, Norte e Ocidental da cidade, enfermeiras e enfermeiros voluntários, em articulação com a Proteção Civil de Lisboa, os seis corpos de Bombeiros Voluntários da cidade e a Polícia Municipal.

Além dos funcionários e residentes em lares da instituição, está previsto que, em breve, os profissionais e internados em unidades de cuidados continuados e os profissionais de saúde dos equipamentos da Saúde da Santa Casa recebam a vacina. Estes profissionais estão na linha da frente no combate à pandemia e, por isso, pertencem ao primeiro grupo de vacinação.

Créditos fotografia: CML
Créditos da fotografia: CML

Plano de Vacinação Covid-19

O Plano de Vacinação, apresentado no dia 3 de dezembro, já tinha definido quais os grupos prioritários no arranque, sendo que os profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central foram os primeiros a receber a vacina da Pfizer/BioNTech, a 27 de dezembro do ano passado.

Seguiram-se os profissionais e residentes em lares, cuja campanha de vacinação arrancou a 4 de janeiro, e que também pertencem à primeira fase de vacinação. Esta fase, que engloba 250 mil pessoas, inclui também os profissionais e internados de cuidados continuados.

Até 15 de janeiro, tinham sido vacinadas cerca de 106 mil pessoas, em Portugal continental, incluindo utentes e funcionários de lares de idosos.

 

 

 

Acolhimento familiar. Uma missão para quem acolhe, uma nova vida para as crianças

Aos poucos, os “quadradinhos” foram preenchendo a tela. Cerca de 30 famílias de acolhimento disseram presente no “I Encontro de Famílias de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa,” que, devido à Covid-19, aconteceu através de videoconferência. Como referiu a diretora da Unidade de Adoção, Apadrinhamento Civil e Acolhimento Familiar da Santa Casa, Isabel Pastor, a sessão ocorreu “quase como em todas as famílias portuguesas”, que, este ano, viram-se obrigadas a encurtar distâncias através da tecnologia.

Mas este grupo de famílias de acolhimento é por si só uma família. “O ambiente que aqui se vive, de partilha e compaixão, é um ambiente intimista”, acrescenta Isabel Pastor. Foi uma tarde longa, mas que passou num ápice. Nos vários quadradinhos viam-se rostos de felicidade, sorrisos e lágrimas de emoção. Aos poucos as famílias ganhavam à-vontade para partilharem as histórias vividas durante um processo nem sempre fácil. Ao mesmo tempo  que as colunas do computador emitiam os testemunhos de quem sente que faz a diferença na vida de alguém, no ecrã multiplicavam-se os sorrisos e o abanar de cabeça num gesto perfeito de quem se revê naquelas palavras.

A reunião serviu para a partilha de histórias, mas também para recolher sugestões que permitam à Santa Casa melhorar um serviço que arrancou em força, em novembro de 2019, e que manteve o ritmo mesmo durante a pandemia de Covid-19: desde março de 2020 foram acolhidas 21 crianças.

À reunião juntou-se a equipa de acolhimento da Santa Casa. É este grupo que, todos os dias, trabalha na proteção das crianças e jovens em perigo. Neste papel, a sua missão é uma só: permitir que as crianças em risco vejam o direito de crescer no seio de uma família salvaguardado. E, neste âmbito, é preciso não descurar as duas partes, porque através do acolhimento estas crianças podem ter um projeto de vida que até então estaria destinado à institucionalização.

Portugal é um país a duas velocidades no que ao acolhimento familiar diz respeito. Ainda que os dados apontem para um aumento do número de famílias disponíveis, Portugal é dos poucos países da Europa em que o acolhimento residencial (97%) continua a ser preferido em relação ao acolhimento familiar (3%). Em 2020, a Santa Casa registou 52 candidaturas, sendo que 20 famílias foram selecionadas e nove desistiram ou não foram selecionadas. As restantes 23 terminarão a avaliação em 2021.

Diversas especialidades médicas e cirúrgicas

Programas de saúde

Unidades da rede nacional

Unidades que integram a rede de cobertura de equipamentos da Santa Casa na cidade de Lisboa

Prestação de apoio psicológico e psicoterapêutico

Aluguer de frações habitacionais, não habitacionais e para jovens

Bens entregues à instituição direcionados para as boas causas

Programação e atividades Cultura Santa Casa

Incubação, mentoria e open calls

Anúncios de emprego da Santa Casa

Empregabilidade ao serviço das pessoas com deficiência

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Linha de apoios financeiros a projetos de impacto social.

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas

Jogos sociais do Estado e bolsas de educação

Ensino superior e formação profissional

Projetos de empreendedorismo e inovação social

Recuperação de património social e histórico das Misericórdias

Investimento na investigação nas áreas das biociências

Prémios nas áreas da ação social e saúde

Voluntariado nas áreas da ação social, saúde e cultura

Locais únicos e diferenciados de épocas e tipologias muito variadas

Ambiente, bem-estar interno e comunidade

Ofertas de emprego

Contactos gerais e moradas